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Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

27 de Abril de 2026, 18:07

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

Costa Neto cobra entrada ‘pra valer’ de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro e admite: ‘não vai ser fácil’

7 de Abril de 2026, 18:09

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou a entrada “para valer” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo (SP), o líder político admitiu, no entanto, que não será fácil o empenho dela, que já manifestou sua preferência ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, afirmou Costa Neto. Ele repetiu que o PL só perderá a eleição em 2026 por incapacidade e pelos desentendimentos internos .

O presidente do PL afirmou que atuará pessoalmente para tentar pacificar a relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que rotineiramente trocam ataques pelas redes sociais.

“Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, afirmou o presidente do PL. “Só perderemos a eleição por incapacidade, pelos desentendimentos”.

Costa Neto comparou os dois desafetos ao prever que Nikolas irá bater o recorde de histórico de votos para deputado federal no Brasil em 2026, que pertence a Eduardo Bolsonaro em 2018. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, disse.

Ciro Gomes e Sérgio Moro

Costa Neto defendeu também a aliança do partido com antigos desafetos e citou Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e o senador e ex-ministro Sergio Moro, que deixou o União e se filiou ao PL, no Paraná para disputar o governo local.

“Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, afirmou.

O presidente do PL lembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro “atacando todo mundo, até a mim”, mas superou o passado e será o nome do PL à sucessão de Ratinho Junior no Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, afirmou Costa Neto sem citar qual pesquisa.

Nordeste é o nosso desastre

Outra missão da campanha do PL será, segundo o presidente nacional do partido, será ganhar votos no Nordeste, base eleitoral do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, afirmou, citando como exemplo a Bahia, onde Jair Bolsonaro perdeu por 6 milhões de votos em 2022 para Lula.

Para 2026, além da aposta em Ciro Gomes no Ceará, Costa Neto citou o nome de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, como nomes fortes para o PL apoiar no Nordeste. Costa Neto repetiu que o partido prevê eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores.

Com a aliança com partidos de centro e de direita, o PL poderia atingir 45 senadores, ter a maioria e eleger o próximo presidente do Senado.

STF forma maioria e barra prorrogação da CPMI do INSS

26 de Março de 2026, 18:22

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, na tarde desta quinta-feira (26), maioria para rejeitar a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Até o início da noite, seis ministros votaram contra e dois, – Mendonça e Luiz Fux – votaram para que o STF determinasse a prorrogação por 60 dias.

Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Dias Toffoli votaram contra a prorrogação e basicamente sustentaram que o tema cabe ao Congresso Nacional. A ação pela prorrogação foi apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI e pelos deputados Alfredo Gaspar (União-AL), relator e Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Mendonça acatou a ação, foi favorável ao pedido, mas encaminhou o processo ao plenário, que rejeitou a prorrogação. Com isso, o relatório da CPMI deve ser lido nesta sexta-feira (27) e a votação deve ocorrer até sábado (28), prazo final regimental para o encerramento da comissão.

O relatório de Alfredo Gaspar tem mais de 5 mil páginas e cerca de 220 pedidos de indiciamento. O relator disse que ainda analisa a possibilidade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ser incluído entre as duas centenas de nomes.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), porém, trabalha para aprovar um relatório de consenso entre governo e oposição de modo a impedir uma derrota na votação do parecer no sábado.

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