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Da Equatorial à PetroReconcavo: a ascensão discreta do Opportunity, de Daniel Dantas

18 de Junho de 2026, 06:00

Poucas empresas têm demonstrado tanto apetite por novos negócios nos últimos anos como a Equatorial. O grupo de energia criado no fim dos anos 1990 e pouco conhecido fora do mercado financeiro até meados de 2024 transformou-se em pouco tempo em uma gigante do saneamento.

Em menos de dois anos, a Equatorial investiu cerca de R$ 12,5 bilhões para vencer os leilões de privatização da Sabesp e da Copasa, tornando-se acionista de referência das estatais de água e esgoto de São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.

A ascensão da Equatorial tem a digital do Opportunity, dono da maior fatia individual. A gestora – fundada em 1994 como banco pelo empresário baiano Daniel Dantas, sua irmã Verônica e Dorio Ferman – possui 10% da empresa, que opera como corporation, ou seja, sem um controlador definido.

É hoje sua aposta de maior visibilidade pública, em uma fase low profile do Opportunity. Longe dos holofotes há mais de uma década, a gestora segue presente em algumas das maiores operações do mercado brasileiro.

O Opportunity conta com mais de 230 veículos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com levantamento feito pelo InvestNews.

A casa mantém até hoje uma das maiores carteiras de equity do país, com posições em nomes como Energisa, na distribuição de energia, e Alupar, na transmissão. Está também envolvida no processo de recuperação judicial da Ambipar, da qual tornou-se uma das acionistas em 2023.

Procurada pelo InvestNews, a gestora não concedeu entrevista.

Tiago Noel, o chefe do private equity da gestora, é hoje o principal representante do Opportunity em suas investidas. O executivo ocupa cadeira no conselho de administração da Equatorial e, desde março, preside o conselho da PetroReconcavo. Foi conselheiro da Sabesp até o início deste ano.

Além do envolvimento em grandes investimentos, a gestora dos Dantas também realiza movimentos de saída.

Em setembro de 2024, vendeu a fatia de 48% que tinha na Santos Brasil, da qual era acionista desde 1997: a dona do Tecon Santos, principal terminal de contêineres do país, foi vendida à francesa CMA CGM por R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores transações do setor portuário dos últimos anos.

Ascensão nas privatizações

A presença do Opportunity em grandes negócios vem de longa data. Nos anos 1990, pouco após sua criação, a casa fundada pelos irmãos Dantas e por Ferman esteve em três leilões emblemáticos das privatizações que marcaram o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Em maio de 1997, integrou o Consórcio Brasil, que arrematou o controle da então Vale do Rio Doce (hoje Vale), ao lado de CSN, do fundo de pensão Previ e do americano Nations Bank.

Em setembro do mesmo ano, liderou outro consórcio na compra do Tecon, no porto de Santos, por US$ 250 milhões. Os parceiros eram a Multiterminais, da família Klien, tradicional operadora carioca de logística portuária, e os fundos de pensão Previ, Sistel e Funcef. O ativo deu origem à Santos Brasil.

Já em 1998, esteve presente no leilão da Telebrás, em que o consórcio comandado pelo Opportunity arrematou a operadora Tele Centro Sul, depois renomeada Brasil Telecom, por cerca de R$ 2 bilhões. A casa detinha apenas 3,3% do capital, mas controlava a gestão graças a um acordo de acionistas.

Os anos 2000 foram um momento da ascensão mas também de controvérsias.

O Opportunity iniciou a década em disputa com a sócia Telecom Italia. Os italianos entraram no capital da Brasil Telecom ainda em 1999 e brigaram com Dantas pelo controle da operadora em tribunais de São Paulo, Nova York e Milão, em meio a acusações cruzadas de espionagem.

A tele italiana foi forçada a sair em 2005, o que abriu caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Telemar, três anos depois, no acordo que criou a supertele Oi, uma das chamadas “campeãs nacionais” que marcaram os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência (2003-2010).

Em abril de 2008, o Opportunity tinha saído da Brasil Telecom com cerca de US$ 1 bilhão, no acordo que criou a Oi. Naquele momento, a casa administrava perto de R$ 18 bilhões em ativos, e Dantas era um dos nomes mais notórios do mercado financeiro.

Alvo da justiça

A ascensão foi interrompida em julho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi preso duas vezes em três dias, solto em ambas por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos meses seguintes, mais de R$ 4,5 bilhões em ativos do Opportunity foram congelados em contas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de duas dezenas de fazendas da AgroSB, empresa agrícola da gestora, foram sequestradas pela Justiça.

A submersão do Opportunity e de Dantas começou a partir desse momento.

Quase três anos depois, em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha integralmente, apontando que as interceptações telefônicas haviam sido feitas de maneira irregular. Em junho de 2015, o STF ratificou a decisão.

Em fevereiro de 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região arquivou a última ação penal e absolveu Daniel Dantas dos crimes que lhe eram imputados. Em julho daquele ano, a Justiça desbloqueou os R$ 4,5 bilhões. Nenhuma condenação contra ele transitou em julgado.

Daniel Dantas, cofundador da Opportunity
Daniel Dantas, cofundador do Opportunity: histórico de investimento em empresas (Bloomberg)

Desde janeiro de 2015, o Opportunity passou a atuar como um gestora pura, após pedir para o Banco Central cancelar sua licença bancária. Naquele ano Daniel Dantas concedeu sua última entrevista conhecida, no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. Falou sobre o acordo de abril de 2008 que criou a Oi, no qual aceitou entregar o controle da Brasil Telecom.

Para ele, a saída do comando da operadora encerraria as ações políticas e judiciais que sofria. Disse à plateia que entendia o acordo como a compra da própria paz, mas que, dois meses depois, foi preso na Satiagraha.

Desde então, o ex-banqueiro, que hoje mora em Londres e completa 72 anos em 2026, não voltou a dar entrevistas.

Nova tese

Na nova fase do Opportunity, a gestora passou a concentrar investimentos em empresas de serviços públicos, as chamadas utilities, além de educação básica. Três investimentos resumem o momento atual: Equatorial, PetroReconcavo e Grupo Salta.

A Equatorial é a mais antiga das três. A elétrica foi criada em 1999 pela americana PPL Global para participar do leilão de privatização da Cemar, distribuidora maranhense em situação crítica, que arrematou no ano seguinte.

Em 2004, foi reestruturada pela GP Investimentos e desde então se especializou em assumir distribuidoras estaduais com problemas operacionais, como Celpa (Pará), Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e Celg-D (Goiás). Mais recentemente, desde 2024, passou a investir em saneamento básico e conquistou o posto de acionista de referência de Sabesp e Copasa.

Após a reestruturação, o Opportunity passou a investir na companhia, em que detém posição há mais de uma década, comprando ações periodicamente. Em entrevista à Exame em 2022, Dorio Ferman, um dos sócios fundadores, descreveu a Equatorial como um “exemplo de boa governança”.

Em janeiro de 2025, a casa consolidou posição de 10,12% e se tornou a maior fatia individual da corporation, que tem ainda entre seus acionistas a gestora carioca Squadra, a americana BlackRock e um dos fundos soberanos de Singapura, o GIC.

É na PetroReconcavo, porém, que a Opportunity tem mais protagonismo.

Dona de 27,64% da petroleira independente criada em 1997 no Recôncavo Baiano, a casa está na empresa desde o início e divide a estrutura societária com a americana PetroSantander e o Grupo Perbras, da família fundadora Cintra Santos.

O movimento mais recente foi em educação. Em novembro, a Opportunity comprou junto com a Gera Capital uma fatia de 26% que a americana Warburg Pincus detinha no Grupo Salta, maior conglomerado privado de educação básica do país, do qual já era investidora indireta, por meio de outros fundos. A transação avaliou a empresa em R$ 5,8 bilhões.

Além das três posições principais, a Opportunity mantém 10,22% da Alupar, de transmissão de energia, e 3,93% da Energisa, distribuidora de energia que atua em 12 estados e atende cerca de 21 milhões de clientes, com forte presença no Centro-Oeste e no Norte do país.

Operação da PetroReconcavo
Operação da PetroReconcavo, um dos investimentos da Opportunity (Divulgação)

Ainda hoje a Opportunity segue com o trio Daniel Dantas, Verônica Dantas e Dorio Ferman à frente das principais decisões. Verônica responde pela área de gestão de fundos e ativos dos clientes, enquanto Ferman cuida dos investimentos do patrimônio próprio da casa, ao lado de Dantas.

João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos arquitetos do Pix, voltou ao Opportunity em 2023 e é um dos principais sócios da gestora, que tem hoje mais de R$ 117 bilhões em patrimônio, mais de seis vezes o que administrava na época da Satiagraha.

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Equatorial avalia participar do processo de privatização da Copasa

21 de Maio de 2026, 09:25

A Equatorial avaliar participar do processo de privatização da Copasa, empresa brasileira de saneamento básico pertencente ao governo de Minas Gerais, mesmo após a desistência da Sabesp, que era sua parceira no consórcio, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O conglomerado de serviços públicos Equatorial planejava apresentar uma proposta conjunta com a Sabesp para se tornar um investidor estratégico na Copasa, disseram as pessoas.

Agora que a Sabesp desistiu, a Equatorial ainda avalia se apresentará uma proposta com outros parceiros ou mesmo sozinha, afirmaram as pessoas. As empresas têm até 25 de maio para apresentar suas propostas, de acordo com o cronograma oficial da privatização.

O Valor Econômico noticiou na quarta-feira (20) que a Sabesp desistiu de participar do processo de privatização da Copasa.

A Sabesp não quis comentar. A Equatorial, que detém participação na Sabesp, não respondeu a um pedido de comentário.

A Aegea Saneamento e Participações SA também está demonstrando interesse na aquisição da Copasa, disseram fontes familiarizadas com o assunto anteriormente.

De acordo com o plano de privatização, o controle da Copasa será vendido em uma oferta pública na qual o estado de Minas Gerais poderá reter no máximo 5% da empresa, conforme comunicado da companhia. Atualmente, o estado detém 50,03%, segundo o site da empresa. Somente o estado venderá ações na oferta, podendo reter uma chamada “Golden Share”, que concede ao seu titular alguns direitos de veto.

Um “investidor de referência/estratégico” poderá adquirir 30% da empresa antes da oferta pública, com a possibilidade de o mesmo investidor adquirir mais ações no mercado durante a oferta pública, com um máximo de 45% dos direitos de voto, de acordo com o comunicado.

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Sabesp (SBSP3) propõe desdobramento de ações na proporção de 1 para 5

27 de Abril de 2026, 19:09

A Sabesp (SBSP3) anunciou que irá submeter à aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária marcada para esta terça-feira (28), uma proposta de desdobramento de ações ordinárias na proporção de 1 para 5.

Caso a proposta seja aprovada, cada ação ordinária passará a representar cinco ações, sem qualquer alteração no valor do capital social da empresa.

No mercado brasileiro, as ações negociadas na B3 terão como data-base o dia 28 de abril de 2026, garantindo o direito ao desdobramento aos investidores com posição acionária nessa data. A partir de 29 de abril, os papéis passam a ser negociados já na condição “ex-desdobramento”.

O crédito das novas ações será realizado em 30 de abril, por meio da instituição escrituradora Itaú Unibanco, e estará refletido nas posições dos investidores na abertura do mercado de 4 de maio, informou a Sabesp.

Já no exterior, os American Depositary Receipts (ADRs) da Sabesp, negociados na New York Stock Exchange, seguirão cronograma próprio. A proporção entre ADR e ação ordinária permanecerá em 1 para 1, e os investidores receberão quatro ADRs adicionais para cada título existente. O direito aos novos ADRs será definido em 30 de abril, com distribuição prevista para 6 de maio, conduzida pelo banco depositário The Bank of New York Mellon. A negociação ex-desdobramento terá início em 7 de maio.

Durante o período entre 30 de abril e 7 de maio, os registros do banco depositário permanecerão fechados para operações de emissão e cancelamento entre os mercados brasileiro e norte-americano. Ainda assim, tanto as ações quanto os ADRs continuarão sendo negociados normalmente em seus respectivos ambientes.

A Sabesp destacou que o desdobramento não altera os direitos dos acionistas. As novas ações e ADRs manterão as mesmas garantias das atuais, incluindo participação em dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que venham a ser distribuídos.

Emae (EMAE4) diz que OPA proposta por Sabesp (SBSP3) será unificada, mas terá 2 etapas com valores distintos

27 de Abril de 2026, 17:39

A Oferta de aquisição de Ações (OPA) da Sabesp (SBSP3) pelos papéis da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) (EMAE4) vai ser unificada do ponto de vista regulatório, mas a operação como um todo envolve duas etapas complementares e valores distintos, esclareceu a empresa ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta segunda-feira, 27.

Primeiro, vai ser feita uma oferta em dinheiro direcionada aos detentores de ações ordinárias (ON) remanescentes da Emae, ao preço de R$ 61,83 por ação – correspondente a 100% do valor pago pela Sabesp na transação que resultou na transferência do controle acionário da Emae, conforme comunicado divulgado pela companhia no sábado, 25.

Em um segundo momento, haverá uma etapa societária com a incorporação dos acionistas remanescentes, incluindo os detentores de ações preferenciais (PN), que passarão a deter ações da Sabesp por meio de uma relação de troca com valores ainda a definir.

A Sabesp pediu autorização na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para unificar a operação do ponto de vista regulatório, ainda que, na prática, signifique que ela fará duas OPAs: uma referente à compra do controle da Emae, no ano passado, e outra referente à incorporação do restante das ações da Emae.

No fim da noite de sexta-feira, 24, a Sabesp informou que avalia incorporar a totalidade das ações da Emae que ainda não possui. Em março, após comprar novas ações da Emae, a companhia de saneamento paulista passou a deter 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante da Emae.

Após Tanure, Sabesp lança operação para incorporar Emae e tirar empresa da B3

25 de Abril de 2026, 10:22

A Sabesp informou na noite de sexta-feira (24) uma operação para incorporar a Emae e tirar da Bolsa a antiga estatal paulista, dona das represas Billings e Guarapiranga e de um conjunto de hidrelétricas no interior de São Paulo, que até ano passado era controlada pelo empresário Nelson Tanure

O movimento se dará em duas etapas: primeiro uma oferta em dinheiro aos minoritários, a R$ 61,83 por ação, e depois a incorporação dos acionistas remanescentes, que trocarão suas ações da Emae por papéis da Sabesp.

A operação é o ato de encerramento da passagem de Tanure pelo controle da Emae, capítulo que durou pouco mais de um ano e meio e terminou com a empresa sendo tomada por credores e vendida na sequência para a Sabesp por cerca de R$ 1 bilhão.

A oferta

Quando uma empresa troca de dono na bolsa, a lei manda que o novo controlador faça uma oferta para comprar também as ações de quem é minoritário, dando a esses acionistas a chance de sair pelo mesmo preço de quem vendeu o controle. 

No caso da Emae, a Sabesp teria de fazer duas dessas ofertas em paralelo, por motivos diferentes previstos em lei. Para evitar duplicar trabalho, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para juntar tudo numa única oferta.

O preço será de R$ 61,83 por ação, o mesmo que a Sabesp pagou pelo bloco controlador, corrigido pela Selic desde 21 de janeiro deste ano, data do fechamento da compra. Os minoritários têm 15 dias para, se quiserem, convocar uma assembleia e pedir um laudo de avaliação independente sobre o preço.

O passo seguinte

Em comunicado separado, Sabesp e Emae informaram que estudam um segundo movimento. As administrações das duas empresas vão avaliar uma operação em que a Emae deixaria de existir como companhia aberta e seria absorvida pela Sabesp. 

Os acionistas que ainda restassem na Emae depois da oferta pública de aquisição (OPA) em dinheiro receberiam, em troca de seus papéis, ações da própria Sabesp, em proporção a ser calculada por comitês independentes.

Ao fim do processo, a Emae não terá mais ações negociadas em Bolsa.

Privatização

A Emae foi privatizada em abril de 2024, num leilão em que o Fundo Phoenix, que tem Tanure como beneficiário final e foi montado em parceria com Tércio Borlenghi Júnior, controlador da Ambipar, arrematou o controle por cerca de R$ 1 bilhão, com ágio de 33,68% sobre o preço mínimo. 

O financiamento combinou empréstimo da XP e emissão de R$ 520 milhões em debêntures, lastreadas em garantias pessoais dos empresários e em ações da Ambipar. Mas a crise vivida pelo grupo de Borlenghi Júnior, resultado em recuperação judicial, fez as garantias originais perderem valor. 

Com as garantias minguando e a inadimplência no pagamento da dívida, os credores tomaram a Emae e negociaram com a Sabesp em outubro do ano passado. Em março, a Sabesp comprou ainda os 9,22% que estavam no fundo Oceania (depois rebatizado de Arys), ligado a Borlenghi, por R$ 171,6 milhões.

Após Tanure, Sabesp lança operação para incorporar Emae e tirar empresa da B3

25 de Abril de 2026, 10:22

A Sabesp informou na noite de sexta-feira (24) uma operação para incorporar a Emae e tirar da Bolsa a antiga estatal paulista, dona das represas Billings e Guarapiranga e de um conjunto de hidrelétricas no interior de São Paulo, que até ano passado era controlada pelo empresário Nelson Tanure

O movimento se dará em duas etapas: primeiro uma oferta em dinheiro aos minoritários, a R$ 61,83 por ação, e depois a incorporação dos acionistas remanescentes, que trocarão suas ações da Emae por papéis da Sabesp.

A operação é o ato de encerramento da passagem de Tanure pelo controle da Emae, capítulo que durou pouco mais de um ano e meio e terminou com a empresa sendo tomada por credores e vendida na sequência para a Sabesp por cerca de R$ 1 bilhão.

A oferta

Quando uma empresa troca de dono na bolsa, a lei manda que o novo controlador faça uma oferta para comprar também as ações de quem é minoritário, dando a esses acionistas a chance de sair pelo mesmo preço de quem vendeu o controle. 

No caso da Emae, a Sabesp teria de fazer duas dessas ofertas em paralelo, por motivos diferentes previstos em lei. Para evitar duplicar trabalho, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para juntar tudo numa única oferta.

O preço será de R$ 61,83 por ação, o mesmo que a Sabesp pagou pelo bloco controlador, corrigido pela Selic desde 21 de janeiro deste ano, data do fechamento da compra. Os minoritários têm 15 dias para, se quiserem, convocar uma assembleia e pedir um laudo de avaliação independente sobre o preço.

O passo seguinte

Em comunicado separado, Sabesp e Emae informaram que estudam um segundo movimento. As administrações das duas empresas vão avaliar uma operação em que a Emae deixaria de existir como companhia aberta e seria absorvida pela Sabesp. 

Os acionistas que ainda restassem na Emae depois da oferta pública de aquisição (OPA) em dinheiro receberiam, em troca de seus papéis, ações da própria Sabesp, em proporção a ser calculada por comitês independentes.

Ao fim do processo, a Emae não terá mais ações negociadas em Bolsa.

Privatização

A Emae foi privatizada em abril de 2024, num leilão em que o Fundo Phoenix, que tem Tanure como beneficiário final e foi montado em parceria com Tércio Borlenghi Júnior, controlador da Ambipar, arrematou o controle por cerca de R$ 1 bilhão, com ágio de 33,68% sobre o preço mínimo. 

O financiamento combinou empréstimo da XP e emissão de R$ 520 milhões em debêntures, lastreadas em garantias pessoais dos empresários e em ações da Ambipar. Mas a crise vivida pelo grupo de Borlenghi Júnior, resultado em recuperação judicial, fez as garantias originais perderem valor. 

Com as garantias minguando e a inadimplência no pagamento da dívida, os credores tomaram a Emae e negociaram com a Sabesp em outubro do ano passado. Em março, a Sabesp comprou ainda os 9,22% que estavam no fundo Oceania (depois rebatizado de Arys), ligado a Borlenghi, por R$ 171,6 milhões.

Sabesp (SBSP3) avalia incorporar totalidade das ações da EMAE

25 de Abril de 2026, 09:33

A Sabesp (SBSP3) avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE (EMAE3) – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. –, ainda não detidas pela companhia, segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (24).

Com a incorporação, que ainda precisa do aval dos órgãos de administração das empresas e seus acionistas, a EMAE será convertida em uma subsidiária integral da Sabesp.

Os acionistas receberão ações da Sabesp, com relação de troca a ser definida por comitês independentes.

“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzir custos operacionais”, diz a companhia de saneamento básico em comunicado.

Ainda de acordo com o documento, o estudo de viabilidade da operação inclui o levantamento das autorizações, condições e processos necessários para sua implementação, além da constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.

Hoje, a Sabesp detém 79,31% de participação na EMAE – sendo 70,09% de participação direta da Sabesp e 9,22% por meio do Oceania Fundo de Investimento em Ações.

No mês passado, a Sabesp adquiriu 100% das cotas do Oceania FIM por cerca de R$ 171,6 milhões, o que correspondia a 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE.

Em janeiro, a companhia paulista já havia concluído a compra de uma participação relevante na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da companhia junto à Axia Energia. Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da EMAE e quase 67% das ações preferenciais da companhia.

Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP e aumento de capital

17 de Março de 2026, 06:25

O conselho de administração da Sabesp (SBSP3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio a acionistas no valor bruto total de R$ 583,6 milhões, conforme fato relevante da empresa de saneamento básico nesta segunda-feira (16).

O montante, equivalente a R$ 0,829190381 por ação, será pago em 30 de abril de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas que constarem na base acionária da companhia no final do pregão de 19 de março.

Na mesma reunião, o colegiado também aprovou aumento do capital social da companhia no valor de R$ 169,2 milhões, com a emissão de 19.948.906 novas ações ordinárias.

Segundo a Sabesp, considerando as novas emissões com o aumento de capital, o valor de JCP correspondente ao acionista será de R$ 0,806334335 por ação.

Os papéis, conforme o fato relevante, serão distribuídos aos acionistas da companhia na proporção de 0,02834562 novas ações ordinárias para cada ação ordinária de que forem titulares no dia 19 de março de 2026.

De acordo com a Sabesp, os lucros a serem capitalizados no aumento de capital se referem ao período de 2025.

Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bi no 4º trimestre de 2025

17 de Março de 2026, 05:39

A Sabesp (SBSP3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025. A cifra ficou estável em relação à registrada em igual intervalo de 2024.

Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,4 bilhões, aumento de 13% na mesma base comparativa. Essa expansão reflete queda de custos de cerca de 10% e aumento de 3% em volume faturado, segundo a empresa.

A receita líquida ajustada cresceu 2,1%, somando R$ 5,7 bilhões. O CFO da Sabesp, Daniel Szlak, atribui o resultado à retirada de descontos para grandes clientes, assim como expansão da base de consumidores com o avanço da universalização.

“Parte desse crescimento é compensada pelo aumento da base de clientes com tarifas subsidiadas. Hoje, cerca de 20% dos consumidores residenciais têm acesso a esse tipo de tarifa, quase o dobro do observado um ano antes”, disse em entrevista à Broadcast.

O executivo destacou ainda os ganhos de eficiência, com reduções nas despesas gerais e administrativas e otimização de energia com migrações para o mercado livre.

Resultados anuais

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da Sabesp subiu 22,1% em relação a 2024, atingindo R$ 6,3 bilhões.

“A companhia conseguiu reduzir custos em 13% no ano, o que contribuiu para melhorar o resultado final. Esse ganho de eficiência operacional ajudou a ampliar o lucro mesmo em um cenário de juros mais altos”, acrescentou Szlak.

O Ebitda atingiu R$ 13,2 bilhões em 12 meses, 16,6% acima do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida ajustada cresceu 2,2% em 2025, alcançando R$ 22,2 bilhões, impulsionada pelos novos consumidores atendidos no âmbito da universalização e um modesto aumento de consumo per capita.

Sabesp compra fatia da Emae ligada ao controlador da Ambipar por R$ 171,6 milhões

12 de Março de 2026, 19:33

A Sabesp anunciou na noite desta quinta-feira (12) que comprou 23,17% das ações ordinárias da Emae, participação que pertencia ao fundo Oceania, ligado ao controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Júnior. Os papéis representam 9,22% do capital total da companhia.

A antiga estatal paulista assumiu o controle da geradora de energia em outubro de 2025 por R$ 1,13 bilhão. A aquisição ocorreu após após a execução de uma dívida do fundo Phoenix Água e Energia, do empresário Nelson Tanure, cujas ações da Emae haviam sido dadas em garantia a credores que financiaram a aquisição da empresa no processo de privatização realizado em abril de 2024.

A nova aquisição foi fechada por R$ 171,6 milhões e será liquidada nesta sexta-feira (13). O preço pago corresponde ao valor da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela companhia, de R$ 49,47 por ação, atualizado pela Selic até chegar a R$ 50,38 por papel.

O Oceania tem como único ativo as ações da Emae. O fundo, anteriormente chamado de Arys, é associado a Borlenghi Júnior, controlador da Ambipar, que foi sócio de Tanure na aquisição da empresa em 2024. No fim de 2025, a Sabesp teria oferecido cerca de R$ 210 milhões pela participação do empresário, conforme noticiou o Valor Econômico.

Sabesp compra fatia da Emae ligada ao controlador da Ambipar por R$ 171,6 milhões

12 de Março de 2026, 19:33

A Sabesp anunciou na noite desta quinta-feira (12) que comprou 23,17% das ações ordinárias da Emae, participação que pertencia ao fundo Oceania, ligado ao controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Júnior. Os papéis representam 9,22% do capital total da companhia.

A antiga estatal paulista assumiu o controle da geradora de energia em outubro de 2025 por R$ 1,13 bilhão. A aquisição ocorreu após após a execução de uma dívida do fundo Phoenix Água e Energia, do empresário Nelson Tanure, cujas ações da Emae haviam sido dadas em garantia a credores que financiaram a aquisição da empresa no processo de privatização realizado em abril de 2024.

A nova aquisição foi fechada por R$ 171,6 milhões e será liquidada nesta sexta-feira (13). O preço pago corresponde ao valor da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela companhia, de R$ 49,47 por ação, atualizado pela Selic até chegar a R$ 50,38 por papel.

O Oceania tem como único ativo as ações da Emae. O fundo, anteriormente chamado de Arys, é associado a Borlenghi Júnior, controlador da Ambipar, que foi sócio de Tanure na aquisição da empresa em 2024. No fim de 2025, a Sabesp teria oferecido cerca de R$ 210 milhões pela participação do empresário, conforme noticiou o Valor Econômico.

Próxima da Aegea, gestora Perfin se consolida como maior acionista privado da Copasa

24 de Dezembro de 2025, 13:16

A gestora Perfin elevou sua participação na Copasa para 12,31% do capital e se consolidou como a segunda maior acionista individual da companhia, atrás apenas do governo de Minas Gerais, em um movimento que ganha peso com o avanço do processo de privatização da estatal mineira de saneamento.

O aumento de posição foi comunicado ao mercado na manhã desta quarta-feira (24) e ocorre um dia após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sancionar a lei que autoriza a desestatização da empresa e anunciar a troca no comando da Copasa, com a substituição do então presidente Fernando Passalio pela secretária estadual de Meio Ambiente, Marília Melo.

A movimentação da Perfin, no entanto, não é recente. A gestora passou a figurar como acionista relevante da companhia no fim de agosto, quando atingiu 5% do capital, e manteve compras ao longo do segundo semestre. No comunicado enviado à Copasa, a Perfin afirmou que o investimento tem objetivo “estritamente financeiro” e que não pretende alterar o controle da companhia.

Na primeira quinzena de dezembro, quando a proposta de privatização da Copasa ganhou tração na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a gestora já havia elevado sua participação para 9,61%, antes de retomar as aquisições nesta semana, já com o processo oficialmente destravado.

Segundo o formulário de referência mais recente da Copasa, antes mesmo da aquisição anunciada nesta quarta-feira, a Perfin já figurava como a maior acionista privada individual da companhia, atrás apenas do governo de Minas Gerais, que detém pouco mais de 50% do capital.

No documento, publicado na segunda-feira (22), não havia outros acionistas com participação igual ou superior a 5%, patamar que enquadra investidores relevantes em companhias abertas.

Especializada em infraestrutura

Focada em ativos de infraestrutura, a Perfin foi criada pelo ex-Safra Ralph Rosenberg em 2007 e mantém relações próximas com os principais grupos privados do setor. A gestora foi sócia da Aegea no consórcio que venceu em 2022 a privatização da Corsan, empresa de saneamento do Rio Grande do Sul — posição que foi vendida recentemente ao Bradesco BBI.

A Perfin também é sócia da Equipav, controladora da Aegea, no segmento de rodovias, por meio da EPR, plataforma criada para disputar concessões estaduais. A gestora, que tem o BTG Pactual como um de seus sócios, ainda participou da capitalização da Cosan neste ano, investindo cerca de R$ 2 bilhões na holding fundada por Rubens Ometto.

Privatização da Copasa

Com o projeto de privatização da Copasa sancionado nesta semana, a expectativa é que a operação ocorra no primeiro semestre de 2026, em um processo cuja modelagem vem sendo desenhada pelo BTG Pactual.

Hoje, duas empresas despontam como principais interessadas na Copasa. De um lado, a Aegea, maior operadora privada de saneamento do país, controlada pela Equipav e que tem Itaúsa e o fundo soberano de Singapura (GIC) como sócios.

De outro, a Sabesp, que passou a ter pretensões nacionais após sua privatização e hoje tem a Equatorial Energia como acionista de referência.

O Brasil – e a bolsa – pode ser o maior ganhador do novo ciclo de cortes de juros nos EUA

14 de Outubro de 2025, 19:00

Poucos países reagem tanto às decisões do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, quanto o Brasil. Quando os juros americanos caem, o dólar tende a perder força e investidores passam a buscar mercados onde há melhores opções de retorno. Nesse cenário, com a Selic ainda em 15%, o Brasil se torna um destino atrativo para parte desse capital. E, como consequência, a bolsa brasileira também ganha.

O efeito acontece em cadeia:

  • O Fed corta juros, o que diminui a atratividade dos produtos de renda fixa nos Estados Unidos.;
  • Em busca de melhores oportunidades de retorno, investidores estrangeiros trazem recursos para o Brasil e compram títulos de renda fixa, como títulos públicos, que pagam mais;
  • Com mais dólares chegando ao país, o real se valoriza e, ao mesmo tempo, melhora a percepção de risco do país no mercado;
  • A inflação sente o alívio do real mais valorizado e, com isso, o Banco Central brasileiro pode ganhar espaço para reduzir a Selic nos próximos anos;
  • Juros mais baixos no Brasil tendem a estimular consumo e investimentos, o que ajuda a impulsionar a bolsa.
  • Em 2025, o real já se valorizou cerca de 11% frente ao dólar, que hoje gira em torno de R$ 5,20. Essa força da moeda reforça o interesse de investidores em ativos locais e reduz pressões inflacionárias internas.

A experiência de outros ciclos reforça esse ponto: em períodos de queda de juros, o Ibovespa subiu em média 10% nos seis meses seguintes ao primeiro corte. Agora, o mercado projeta que a Selic siga elevada até o fim de 2025, mas comece a cair em 2026. E que termine o próximo ano em 12,25% e atinja 9,75% em 2027, segundo estimativas do Goldman Sachs.

Do lado externo, o Goldman também projeta que o Fed faça mais dois cortes em 2025 e outros dois em 2026, levando a taxa americana para algo entre 3% e 3,25% até meados de 2026. Essa trajetória define o ritmo de desvalorização do dólar e o tamanho do fluxo que pode chegar a emergentes como o Brasil.

Esse pano de fundo recoloca a bolsa brasileira no radar de grandes investidores globais. E cria oportunidades em diferentes setores. Analistas dividem essas ações brasileiras em dois blocos:

  • Cíclicas domésticas: companhias ligadas a crédito e consumo, como Localiza, Cyrela, BTG Pactual, Nubank, GPS e Smartfit.
  • Defensivas sensíveis a juros: empresas que mantêm receitas estáveis, mas aumentam margens com custo de financiamento mais baixo, como Eletrobras e Equatorial em energia, Copel e Sabesp em saneamento, Multiplan em shoppings e Rede D’Or na saúde.

Mas é bom lembrar que essa dinâmica positiva não elimina os riscos do cenário: as contas públicas brasileiras seguem pressionadas, a economia chinesa dá sinais de enfraquecimento e o ambiente geopolítico pode atrapalhar o fluxo de capital para emergentes.

Mesmo com essas incertezas, a combinação atual de Selic alta, bolsa negociada a múltiplos baixos e real mais valorizado coloca o Brasil em posição de destaque. Se a dinâmica observada em ciclos anteriores se repetir, o país pode novamente estar entre os maiores beneficiados pelo movimento de cortes de juros iniciado pelo Federal Reserve.

Sabesp compra controle da Emae e assume gestão das represas Guarapiranga e Billings

5 de Outubro de 2025, 10:45

A Sabesp anunciou a compra do controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) por R$ 1,13 bilhão, consolidando uma das movimentações mais relevantes de sua história recente. O negócio foi formalizado por meio de dois contratos: o primeiro, com os debenturistas da Phoenix Água e Energia, representados pela Vórtx, e o segundo, com a Eletrobras. Com a conclusão das transações, a Sabesp passará a deter 70,1% do capital total da Emae.

Para a Sabesp, a aquisição é um passo estratégico que combina dois ativos centrais: água e energia. A empresa vê na integração dos sistemas Guarapiranga e Billings uma oportunidade de ampliar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo e otimizar a gestão de seus mananciais. A Emae opera justamente nessas represas, que além de abastecimento também servem à geração de energia.

A operação se desenrola em meio à execução de garantias de dívidas da Phoenix, cujo principal cotista é o empresário Nelson Tanure. Segundo o Pipeline, o fundo não honrou o pagamento de juros de debêntures em 27 de setembro, o que levou o agente fiduciário e a XP, administradora da emissão, a declarar o vencimento antecipado da dívida e executar as garantias – entre elas, as ações da Emae. Tanure, ainda de acordo com o Pipeline, não participou das negociações que resultaram na venda para a Sabesp.

A Phoenix havia adquirido a Emae em abril de 2024 por R$ 725 milhões, em um leilão de privatização no qual pagou 33% acima do preço mínimo estabelecido pelo governo paulista. Parte do valor foi financiada com debêntures de R$ 520 milhões, garantidas por ações da Emae e por aval pessoal de Tanure e do empresário Tércio Borlenghi, da Ambipar.

O descumprimento do pagamento dessas dívidas abriu caminho para a execução e subsequente negociação com a Sabesp, que pagará R$ 59,33 por ação ordinária (pertencente à Phoenix) e R$ 32,07 por ação preferencial (da Eletrobras).

A Eletrobras, por sua vez, informou que a venda de sua participação de 14,8 milhões de ações preferenciais da Emae totalizou R$ 476,5 milhões, com possibilidade de pagamentos adicionais (earn-out). Segundo a empresa, a transação está alinhada ao seu plano estratégico de simplificação societária e eficiência na alocação de capital.

A concretização do negócio depende ainda de aprovações do Cade e da Aneel. A companhia anunciou que fará uma teleconferência com investidores nesta segunda-feira (6) para detalhar os desdobramentos da transação.

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