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A nova obsessão da Faria Lima: CEOs disputam quem dorme mais e melhor

26 de Abril de 2026, 16:30

Se antes, nos bastidores dos eventos corporativos na Faria Lima, os CEOs se conectavam falando de performance no esporte – pace na corrida, ritmo no triatlo, carga no treino -, agora o assunto é o desempenho na cama. Mas não é isso que você imaginou… O descanso entrou no centro da pesquisa de alto desempenho […]

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Casas Bahia (BHIA3) conclui oferta de R$ 200 milhões em FIDC de risco sacado

25 de Março de 2026, 19:55

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou nesta quarta-feira (25) a conclusão da oferta pública da segunda emissão de cotas do GCB Fornecedores Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para otimizar a operação de risco sacado da companhia. A captação totalizou R$ 200 milhões e foi encerrada em 24 de março de 2026.

O montante foi dividido entre R$ 120 milhões em cotas sênior, R$ 40 milhões em cotas subordinadas mezanino e R$ 40 milhões em cotas subordinadas júnior. Com isso, considerando a primeira e a segunda emissão, o FIDC passa a ter volume total de R$ 755 milhões, sendo R$ 448 milhões em cotas sênior, R$ 153,5 milhões em mezanino e R$ 153,5 milhões em júnior.

O fundo conta com garantia de recebíveis de cartão de crédito não performados, provenientes de vendas no e-commerce e nas lojas físicas. As cotas sênior e mezanino foram integralmente distribuídas a investidores de mercado, com vencimento em 24 meses e amortizações a partir do 19º mês. Já as cotas subordinadas júnior foram totalmente integralizadas pela companhia, de acordo com comunicado.

As cotas sênior têm remuneração alvo de CDI + 4,5% ao ano, enquanto as cotas mezanino oferecem CDI + 7,25% ao ano, acrescentou a Casas Bahia. A gestão do FIDC é realizada pela Riza Crédito Estruturado, com distribuição, administração e custódia pela Oliveira Trust.

Segundo a companhia, a conclusão da operação está alinhada ao plano de transformação da estrutura de capital. Após a redução da alavancagem observada no quarto trimestre de 2025, a empresa afirma que avança para a fase de otimização da estrutura, com foco na diversificação das fontes de financiamento, redução de spreads e melhora do resultado financeiro e da geração de caixa.

BTG destaca que Casas Bahia (BHIA3) entra em fase de recuperação e vê avanço após reestruturação

24 de Março de 2026, 15:20

A Casas Bahia (BHIA3) avançou de um cenário de sobrevivência para uma trajetória de recuperação, com melhora consistente em crescimento, margens e geração de caixa, segundo avaliação do BTG Pactual após o Investor Day da companhia.

De acordo com o analista, Luiz Guanais, 2025 marcou um ponto de inflexão para a varejista, que passou de uma postura defensiva para uma abordagem mais construtiva, com foco em crescimento e eficiência operacional, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

“O tom foi significativamente mais confiante, com a companhia deixando para trás o modo de reestruturação e entrando em um novo momento de aceleração”, disse.

Um dos principais pilares dessa virada tem sido a transformação do balanço. A empresa realizou iniciativas como conversão de dívida, criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e novas estruturas de financiamento, que devem gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em economia de despesas financeiras nos próximos cinco anos.

Além disso, a Casas Bahia alongou o perfil da dívida e reduziu o custo de captação, melhorando a visibilidade de liquidez e diminuindo a pressão de curto prazo.

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No campo operacional, Guanais destaca a consistência da estratégia omnichannel (estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação de uma empresa), com crescimento tanto no físico quanto no digital. A companhia conta com cerca de 2 mil lojas, 24 centros de distribuição e atende aproximadamente 29 milhões de clientes, com volume bruto de mercadoria (GMV) ao redor de R$ 45 bilhões.

“As lojas físicas seguem sendo um diferencial competitivo relevante, especialmente em categorias como eletrodomésticos, onde a venda assistida e o crédito são essenciais para conversão”, afirmou.

O crédito, aliás, permanece como um dos principais motores do modelo de negócios. A empresa originou cerca de R$ 10 bilhões em crediário nos últimos 12 meses, apoiada por melhorias em análise de risco e uso de dados, além de iniciativas para tornar o funding mais eficiente.

Ao mesmo tempo, a companhia tem avançado em ações de monetização de caixa, como venda de ativos não estratégicos, recuperação de créditos tributários e operações de sale-leaseback (venda de imóveis com posterior locação), o que tem reforçado a geração de caixa.

A estratégia também passa por maior foco em categorias principais, que já representam 96% da operação, e pela expansão do marketplace (3P), modelo menos intensivo em capital por reduzir a necessidade de estoque.

Apesar dos avanços, o BTG reitera recomendação neutra para o papel, citando um ambiente competitivo ainda desafiador e juros elevados no curto prazo. O relatório não traz preço-alvo.

“A estrutura de capital segue no centro das atenções, enquanto o cenário de juros altos e competição intensa ainda limita uma visão mais construtiva no curto prazo”, disse Guanais.

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Casas Bahia (BHIA3) fecha nova parceria no e-commerce e começa a vender na Amazon

23 de Março de 2026, 07:59

A Casas Bahia (BHIA3) fechou uma parceria comercial com a Amazon para expandir a oferta de produtos disponíveis aos clientes da plataforma no Brasil, mostra fato relevante divulgado nesta segunda-feira (23).

Na prática, a partir de hoje, os produtos da varejista estarão disponíveis no e-commerce da Amazon. De acordo com a Casas Bahia, o movimento amplia o alcance digital e fortalece a estratégia omnicanal da companhia.

“Líder no varejo físico brasileiro nessas categorias, a Casas Bahia vem, nos últimos trimestres, consolidando também sua relevância no e-commerce, com crescimento de dois dígitos. Com a parceria, a companhia amplia sua presença em mais um importante canal de vendas, acelerando a expansão de sua atuação digital”, diz a empresa.

A parceria prevê ainda uma segunda fase, em que a logística da Casas Bahia passará por uma integração com a rede da Amazon, tornando os produtos da varejista elegíveis ao selo Prime, que oferece entrega grátis, entre outros benefícios, para os membros.

Não houve divulgação de detalhes financeiros sobre o acordo.

“Estamos expandindo nossos canais de distribuição mantendo o controle sobre sortimento, preço e, principalmente, a experiência do cliente, alavancando nossa logística como um diferencial competitivo estrutural”, afirma o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin.

De acordo com Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, a parceria une a confiabilidade, conveniência e tecnologia da Amazon com o portfólio e a tradição que a Casas Bahia construiu por décadas.

“Isso facilita o acesso dos brasileiros aos produtos que desejam e precisam, reforçando nosso compromisso de oferecer a maior variedade de portfólio para os mais diversos perfis de consumidor”, diz a executiva.

Casas Bahia e Mercado Livre

A parceria com a Amazon marca a segunda entrada estratégica da Casas Bahia em plataformas de e-commerce. Em outubro de 2025, a companhia fechou parceria estratégia de longo prazo com o Mercado Livre (MELI34).

Dessa maneira, desde novembro do ano passado, os produtos das categorias core (principais) da Casas Bahia — eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — estão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Na acirrada “guerra do e-commerce”, que conta com cada vez mais iniciativas das gigantes do setor acirrando a concorrência, as parcerias entre os nomes visam, no caso da Casas Bahia, expandir o alcance e atrair novos consumidores, enquanto Amazon e Mercado Livre conseguem oferecer produtos de categorias que não são principais na plataforma — principalmente por questões logísticas.

Em conversas com o Money Times, a Casas Bahia já chegou a afirmar que não estava no horizonte se tornar um Mercado Livre ou Amazon, no sentido de oferecer uma pluralidade de produtos imensa, mas sim se tornar o especialista em eletroeletrônicos e móveis, foco que direcionou o processo de reestruturação da companhia.

O Mercado Livre tem grande presença no marketplace (3P), enquanto a parceria atua muito na frente de venda direta (1P).

GPA (PCAR3) aponta Casas Bahia como ‘inflexível’ em cobrança de R$ 170 milhões que vence hoje

11 de Março de 2026, 16:43

O GPA (PCAR3) apontou a Casas Bahia como uma credora inflexível na cobrança de R$ 170 milhões, valor que a companhia afirma não ter condições de pagar sem interromper suas operações, mostra o pedido de recuperação extrajudicial entregue à Justiça. O documento indica ainda que a ausência de acordo sobre antigas obrigações contratuais de pagamento elevou a pressão sobre o caixa do GPA.

As ações do dono da bandeira Pão de Açúcar enfrentam mais um dia negativo no Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (11), com o mercado ainda digerindo o pedido de recuperação extrajudicial anunciado na véspera e aceito hoje pelo juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

Por volta de 16h10 (horário de Brasília), as ações PCAR3 caíam 2,26%, cotadas a R$ 2,59. Acompanhe o tempo real.



No pedido, o GPA aponta a evolução da carteira de contencioso como fator para a pressão do caixa no curto prazo.  Primeiro, com o aumento no custo anual de fianças e garantias para suspender os atos executivos nas contingências tributárias, que dobrou de R$ 125 milhões, em 2024, para R$ 250 milhões, em 2025.

“Segundo, o esgotamento das discussões judiciais a respeito de antigas obrigações contratuais de pagamento aumentou a pressão sobre o caixa da companhia”, diz o documento. O mais relevante desses casos é a cobrança que o GPA vem recebendo da Casas Bahia.

Em dezembro do ano passado, o GPA perdeu um processo arbitral relacionado a obrigações assumidas da antiga Globex (hoje Casas Bahia). Com isso, houve reconhecimento da obrigação de pagamento pelo GPA de aproximadamente R$ 170 milhões.

“Muito embora a companhia tenha tentado negociar tal pagamento, em especial à luz das dificuldades que vinha enfrentando, a Casas Bahia sempre se demonstrou inflexível, exigindo a quitação imediata. Em 27 de janeiro de 2026, a Casas Bahia ajuizou o cumprimento de sentença […] buscando a satisfação desse crédito. Após decisão do Juízo determinando o pagamento, o GPA tem prazo até dia 11 de março de 2026 para fazê-lo”, diz a petição.

O prazo mencionado vence nesta quarta-feira (11) e o GPA afirma não ter condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações, acrescentando que, sem a proteção legal do processo de recuperação extrajudicial, estaria sujeita a agravar significativamente a pressão sobre o seu caixa.

Os motivos da recuperação extrajudicial

No documento apresentado à Justiça, o Pão de Açúcar afirma que, embora conte com uma plataforma operacional robusta, escala relevante e presença consolidada no Brasil, o cenário de alta alavancagem e um “estrangulamento na liquidez de curto prazo” pressionam a companhia.

A expectativa é de que essas questões sejam solucionadas por meio do plano de recuperação extrajudicial.

Três fatores acumulados levaram ao cenário em que a varejista se encontra hoje, conforme a petição. O primeiro é o ambiente macroeconômico e setorial adverso, com os juros elevados (Selic em 15%) e aumento da pressão competitiva no segmento de atuação.

Somado a isso, está a concentração de vencimentos no curto prazo e obrigações contratuais de pagamento com valores significativos.

“Cada um desses fatores atua de maneira interdependente, intensificando a pressão sobre a liquidez e reforçando a necessidade de reequilíbrio financeiro, a despeito de os resultados operacionais serem positivos”, diz a empresa.

Tentativa de turnaround 

No final de 2021, o GPA já havia tentado engatar um turnaround na empresa, um processo que consiste em uma reestruturação profunda e estratégica para colocar a casa em ordem.

Logo de cara, a companhia decidiu encerrar a operação de hipermercados Extra com o fechamento das 100 lojas. Algumas foram vendidas, outras convertidas em “Pão de Açúcar”, ou fechadas em definitivo.

Entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, o GPA direcionou seu foco para obter eficiência operacional, vendendo ativos e expandindo as operações nas lojas de proximidade, nas lojas “minuto”.

A partir do segundo semestre de 2025, a companhia reduziu o ritmo de abertura de novas lojas, anunciando um plano de redução de despesas e investimentos. Chegando em 2026, a reestruturação das obrigações financeiras da companhia ganhou ainda mais relevância.

“O passivo não-corrente atualizado da companhia é da ordem de R$ 4,5 bilhões e, caso não renegociados os termos e condições, a companhia teria que arcar neste ano com quase R$ 2,1 bilhões em despesas financeiras e outros R$ 370 milhões em obrigações contratuais, entre pagamento de juros, amortização de principal, multas, penalidades e outras estipulações contratuais”, diz o documento.

“Não é preciso de muito para concluir que a geração de caixa atual, da ordem de R$ 699 milhões, será insuficiente para arcar com todos esses pagamentos”, acrescenta.

Ações de Magalu, Casas Bahia e outras varejistas sobem até 11%. O que está por trás das altas?

10 de Março de 2026, 16:34

As varejistas estão em alta na bolsa brasileira nesta terça-feira (10). As ações da Magalu e da Casas Bahia, por exemplo, duas das companhias com maiores bases de acionistas pessoas físicas, por volta das 16h, os papéis subiam 7% e 11%, respectivamente.

Todos os setores de empresas ligadas ao consumo cíclico também avançam com força na B3. A recuperação das ações de varejo e de outras companhias de consumo ocorre em meio ao clima mais favorável ao risco. A mudança veio na esteira da sinalização do governo dos Estados Unidos de que o fim da Guerra no Irã pode estar perto.

Além do alívio geopolítico e da redução de incertezas, as alta se amparam na percepção de que a alta do petróleo pode ter um efeito mais pontual e curto do que o esperado. Com isso, o mercado retoma as perspectivas de cortes de juros mais agressivos pelo Banco Central a partir da semana que vem.

Um cenário de Selic mais baixa ajuda os resultados das varejistas, do turismo e de outras companhias do chamado consumo discricionário.

O setor de varejo de moda também mostra forte avanço. As ações de Lojas Renner sobem 4,60% cotada a R$ 15,24. A rival C&A tem sua ação cotada a R$ 12,05, com subida de 6,17%.

A Azzas 2154, dona de 34 marcas, entre as quais Farm, Arezzo e Hering, tem alta de 6,50% cotada a R$ 27,54.

Em outro setores cíclicos como turismo e aluguel de automóveis, os ganhos são também significativos. A CVC, por exemplo, sobe 5,50% cotada a R$ 2,11.

Os papéis de Localiza e a da rival Movida avançam, respectivamente, 4,20% e 4,20% cotados a R$ 47,65 e R$ 12,94.

Aluguel de ações

Um fator técnico que pode ajudar a impulsionar os papéis das varejistas é o nível de aluguel de ações em relação ao “free float”, ou seja, a quantidade de ações negociadas na bolsa.

No caso da Magalu, são 16%. E para Casas Bahia esta taxa sobe para 31%. São patamares considerados elevados.

O aluguel é uma forma de os investidores apostarem na queda dos papéis. Essa estratégia é chamada no mercado de “short” ou posição vendida.

Níveis acima de 15% são altos porque já podem causar o chamado “short squeeze“, ou seja, uma corrida para cobrir posições (comprar as ações de volta para devolver a quem emprestou os papéis) e evitar prejuízos crescente após valorizações significativas das ações. O short squeeze retroalimenta e amplifica as altas.

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Casas Bahia (BHIA3) diz à CVM que está em dia com lojistas e nega problemas logísticos

6 de Março de 2026, 20:20

A Casas Bahia (BHIA3) afirmou nesta sexta-feira (6) que está em dia com os repasses a lojistas de seu marketplace e negou problemas estruturais em sua operação logística ou financeira após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.

Em comunicado ao mercado divulgado nesta quinta-feira (5), a companhia disse que respondeu um ofício enviado pela autarquia, que pedia esclarecimentos sobre a matéria intitulada “Exclusivo: Casas Bahia atrasa pagamento a lojistas, adia entregas e recorre aos Correios”.

Segundo a empresa, a reportagem aborda três pontos principais: supostos atrasos em repasses a lojistas, alavancagem e investimentos operacionais, e aumento dos prazos de entrega de mercadorias.

Repasses a lojistas

A Casas Bahia afirmou que está “absolutamente corrente” com todos os repasses devidos a lojistas do marketplace. De acordo com o comunicado, eventuais atrasos pontuais registrados no passado ocorreram por questões sistêmicas envolvendo pagamentos via Pix, mas já foram integralmente solucionados.

A empresa também classificou as informações mencionadas na reportagem como “defasadas e desatualizadas”, destacando que mantém o compromisso de realizar repasses pontuais a seus parceiros e fortalecer as operações de comércio eletrônico.

Estrutura de capital

Sobre a alavancagem, a Casas Bahia afirmou que tem mantido o mercado informado sobre as medidas de reestruturação de sua estrutura de capital por meio de diversos fatos relevantes divulgados ao longo de 2025.

A companhia ressaltou que as medidas de reestruturação implementadas e em andamento tendem a reduzir substancialmente as despesas financeiras, abrindo espaço para novos investimentos operacionais.

Parte desses investimentos já está em curso, embora exista um período natural de maturação até que os resultados possam ser percebidos, disse.

Logística e prazos de entrega

Em relação às entregas, a empresa afirmou que o varejo costuma enfrentar aumento significativo de demanda entre a Black Friday e o Natal, o que pressiona toda a cadeia logística do setor.

Segundo a companhia, esse cenário sazonal pode gerar aumentos temporários no tempo médio de entrega, sem representar deficiência estrutural em suas operações.

A empresa acrescentou que tem reforçado sua estrutura logística com a contratação de prestadores de serviços terceirizados para lidar com o pico de demanda e preservar os níveis de serviço aos clientes.

Google lança plano para ser vitrine e caixa do varejo por IA – e atinge US$ 4 trilhões de valuation

12 de Janeiro de 2026, 12:16

O Google deu um passo além na corrida para transformar assistentes de inteligência artificial em canais diretos de consumo, numa tentativa de ser, ao mesmo tempo, a vitrine do e-commerce e o caixa.

A companhia apresentou um conjunto de ferramentas que permite a varejistas criar agentes de IA capazes de recomendar produtos, prestar atendimento e até concluir pedidos dentro de seus próprios aplicativos e sites. Redes como Kroger, Lowe’s e Papa Johns já testam os recursos. A Lowe’s afirmou que a taxa de conversão mais que dobrou quando clientes interagem com seu assistente baseado nessa tecnologia.

Mas a ambição do Google vai além de oferecer infraestrutura às marcas. Durante a NRF, maior feira global de varejo, a empresa também anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP) — um padrão aberto que permite que catálogos de diferentes lojas se conectem diretamente ao Gemini, abrindo caminho para que o consumidor busque produtos, escolha e finalize a compra dentro do próprio ambiente do Google, com pagamento via Google Pay.

A notícia ajudou a dar um empurrãozinho no valor das ações da Alphabet, controladora do Google, que chegou atingiu nesta segunda-feira os US$ 4 trilhões de valor de mercado, depois de Nvidia, Microsoft e Apple.

Segundo o CEO Sundar Pichai, a ideia é que, em breve, exista um botão de compra integrado às plataformas da companhia. Na prática, o fluxo tradicional — busca no Google, navegação no site da loja e checkout próprio do varejista — pode dar lugar a uma jornada concentrada em um único intermediário: o agente de IA do Google.

Para os varejistas, a promessa é sedutora: mais conveniência para o consumidor, experiência personalizada e potencial ganho de conversão. Ao mesmo tempo, executivos do setor ouvidos pelo The Wall Street Journal já expressam preocupação com o risco de dependência e com a possibilidade de suas marcas se tornarem “fornecedores invisíveis” em um ambiente dominado pelo Google.

Intermediário

No Brasil, o movimento tende a ser observado com atenção especial por varejistas digitais de margem apertada, como Magazine Luiza e Casas Bahia, que já enfrentam um ambiente de competição intensa por tráfego e dependem fortemente de dados próprios para personalização e eficiência comercial.

Caso a jornada de compra passe a ser mediada por assistentes de IA de plataformas como o Google, essas companhias podem perder parte do controle sobre o relacionamento com o consumidor — e, no limite, enfrentar pressão adicional sobre suas margens se o novo intermediário passar a disputar participação na receita da transação.

O movimento também acende um alerta no mercado de pagamentos. Se o checkout passa a acontecer dentro do ecossistema do Google, a empresa tende a ganhar influência sobre a origem das transações, o meio de pagamento utilizado e, no limite, sobre a remuneração capturada ao longo da cadeia — pressionando adquirentes, gateways e fintechs, hoje donos dessa relação com o varejo.

Embora executivos ouvidos pelo WSJ reconheçam que o comércio mediado por agentes de IA ainda está longe de substituir completamente os canais tradicionais, o avanço das grandes plataformas sobre mais uma etapa da jornada de consumo reforça uma lógica já conhecida no setor: quem controla a interface com o cliente tende, cedo ou tarde, a disputar também o pedágio da transação.

Grupo Casas Bahia estrutura aumento de capital para reduzir alavancagem em assembleia convocada para dezembro

25 de Novembro de 2025, 20:01

O Grupo Casas Bahia informou nesta terça-feira (25) que o Conselho de Administração aprovou submeter aos acionistas, em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 17 de dezembro de 2025, uma proposta de aumento do capital da empresa. A medida permite que o capital social possa ser elevado em até R$ 13,25 bilhões, sem a necessidade de alteração estatutária. Além disso, a companhia pretende discutir com os debenturistas o reperfilamento das debêntures da 10ª emissão na mesma data.

Segundo o varejista, essas iniciativas fazem parte de um plano contínuo para otimizar sua estrutura de capital, com o objetivo de reduzir a alavancagem da empresa. No entanto, o Grupo Casas Bahia destaca que ainda não firmou quaisquer acordos vinculantes com investidores ou debenturistas, e a implementação das medidas depende de fatores fora do controle da administração e da aprovação dos órgãos competentes da empresa.

No terceiro trimestre deste ano, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$496 milhões. Na ocasião, o grupo reconheceu que estava trabalhando em algumas iniciativas para continuar melhorando sua estrutura de capital, sendo a conversão de debêntures em ações da companhia colocada como uma possibilidade.

Em agosto deste ano, a Mapa Capital tornou-se a maior acionista da Casas Bahia após conversão de debêntures da 10ª emissão. O movimento ocorreu após acordo com Bradesco e Banco do Brasil, que eram credores da varejista.

No pregão desta terça-feira (25), as ações da Casas Bahia fecharam com alta de 6,84%.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Vitrine ampliada: Casas Bahia vai vender produtos no Mercado Livre

23 de Outubro de 2025, 07:51

O Grupo Casas Bahia iniciou uma parceria estratégica de longo prazo com o Mercado Livre. A partir de novembro, produtos das categorias principais da Casas Bahia, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis, estarão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Segundo o CEO do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, a aliança permite à empresa ganhar participação de mercado, além de otimizar o uso de seu ecossistema, incluindo soluções logísticas e de crédito. A parceria no e-commerce é uma das primeiras grandes iniciativas após a Mapa Capital ter se tornado a controladora do grupo, em agosto.

A parceria ocorre em um momento estratégico, próximo à Black Friday, quando as categorias envolvidas estão entre as mais procuradas pelos consumidores. Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, destacou que a chegada da Casas Bahia à plataforma reforça o compromisso de fortalecer o e-commerce no país.

Tradicional varejista brasileiro focado na venda de eletrodomésticos, móveis e tecnologia, o Grupo Casas Bahia tem forte atuação no e-commerce e lojas físicas.

Em agosto, a Mapa Capital se tornou a nova acionsta majoritária e controladora da rede de varejo ao alcançar uma participação de 85,5% do capital social. O aumento da participação ocorreu em razão da conversão de 1,40 bilhão de debêntures da 10ª emissão em ações.

A operaçnao reduziu em 40% uma dívida que consumia qualquer melhoria operacional. A solução, desenhada um ano antes pela gestão executiva e pelo conselho no plano de recuperação extrajudicial, prolongou prazos e permitiu à empresa colocar o nariz para fora da água. As debêntures da série 1 tiveram vencimentos estendidos até novembro de 2027. A série 2 passou a ser conversível em ações. E a série 3, mais pulverizada, passou a ter um custo de CDI + 1,0% e vencimento em novembro de 2030.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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