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BC assume risco sobre inflação com postura menos cautelosa, diz Solange Srour, do UBS

20 de Março de 2026, 06:15

O Banco Central sinalizou que poderá cortar os juros em sua próxima reunião, no fim de abril, mesmo que a Guerra do Irã ainda persista até lá. O risco, porém, é de que, embora o ciclo de queda de juros mal tenha começado, já precise ser interrompido, avaliou a diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, Solange Srour, em entrevista ao InvestNews.

Na opinião da economista, o Comitê de Política Monetária, o Copom, não deveria ter iniciado o ciclo de redução da Selic. O BC cortou a taxa básica para 14,75% ao ano na quarta-feira (18), na primeira diminuição em quase dois anos.

“Pessoalmente, acho que o BC deveria ter adiado”, disse. “Ninguém sabe se a guerra vai demorar mais duas semanas ou quatro meses.”

Mesmo se o conflito terminar em breve, já existe uma inflação “contratada” devido ao aumento dos preços do petróleo, de energia e de insumos, como fertilizantes.

“A inflação deste ano já está mais perto de 4,5%. Mas se o choque durar mais duas semanas e o preço do petróleo ficar mais perto de US$ 100 do que de US$ 80, a inflação deste ano vai ficar mais próxima de 5%, eventualmente acima disso”, disse Srour.

Em um cenário no qual o conflito se estenda muito mais tempo e o choque de oferta e de preços de energia perdure por meses, “o risco é o de o BC cortar 0,50 ponto e ter de parar”.

Além disso, Srour lembra que, mesmo com um eventual cessar-fogo ou fim do conflito, ninguém sabe a extensão dos danos à infraestrutura produtiva de petróleo e gás na região.

“Não é só ‘ligou e desligou’. Se uma instalação foi destruída ou danificada, pode levar meses até que a região consiga retomar os níveis [de produção de petróleo] de antes da guerra. Isso significa que o efeito sobre a oferta vai durar muito mais tempo.”

A diretora do UBS GWM ressalta ainda que o mercado leu o comunicado da decisão da quarta-feira (18) como mais “suave” ou “dovish“, no jargão do mercado. Isso porque o Banco Central não só cortou como evitou deixar em aberto a possibilidade de uma pausa.

Solange Srour, diretora de Macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management
Solange Srour, diretora de Macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management. Foto: Divulgação

“Ficou para o mercado uma mensagem de que, se tudo continuar do jeito que está, o banco continua cortando 0,25 ponto. E, se melhorar mais, pode cortar 0,50. Acho um pouco arriscada essa mensagem, se o BC pretende realmente atingir a meta de inflação no horizonte relevante.”

Segundo a economista, um dos principais riscos de uma comunicação menos cautelosa é iniciar um processo de desancoragem das expectativas de inflação. Ou seja, de os agentes de mercado passarem a embutir projeções cada vez mais elevadas para os preços no futuro.

A desacoragem, na prática, representa uma perda de confiança na capacidade de a política monetária controlar a alta dos preços, o que acaba por criar um efeito inflacionário. Nesse cenário, o BC pode reavaliar os rumos dos juros e até mesmo ter de elevar as taxas novamente.

O UBS GWM, por outro lado, ainda projeta uma probabilidade maior de os efeitos do conflito serem transitórios, o que possibilitaria ao Copom dar continuidade ao ciclo de cortes.

Nesse cenário mais positivo, o preço do petróleo voltaria a um patamar mais perto de US$ 85 o barril e a situação no Estreito de Ormuz se normalizaria até o fim de abril.

A economista do UBS mantém no cenário-base a possibilidade de a Selic terminar o ano no intervalo entre 12% e 12,5% ao ano. “Mas um ciclo de corte de três pontos [percentuais] ou menos já representa um espaço menor do que o mercado tinha começado a projetar antes da guerra.”

Dificuldades do BC no pós-guerra

As dificuldades da política monetária não vão acabar quando a guerra terminar. Para Srour, quando o peso do cenário internacional começar a diminuir, o doméstico passará a predominar.

“O ponto é que o desequilíbrio fiscal volta a se tornar o novo foco de atenção. Se houver uma sensação de que não vai haver uma inversão completa da política fiscal, se não houver uma âncora fiscal, que permita vislumbrar uma estabilização da dívida, acredito que o país terá uma crise de confiança.”

Nesse cenário, o esperado é que a curva de juros abra ainda mais, o câmbio deprecie e a aversão ao risco nos mercados volte a predominar.

“Seria o pior cenário, porque essa crise de confiança levaria a mais inflação e a uma desaceleração econômica. E o BC não teria outra alternativa a não ser subir juros novamente.”

Na visão da economista, o risco desse cenário se tornará mais presente conforme as eleições fiquem mais próximas. Para Srour, para evitar esse quadro, os candidatos com mais chances de vitória terão que sinalizar que vão endereçar a questão fiscal em seu mandato.

“É muito importante que o presidente eleito entenda que não tem muito tempo para apresentar esse ajuste. E não pode ser mais do mesmo, porque não será mais suficiente para segurar as expectativas.”

Endividamento alto de Raízen e CSN reacende temor no mercado de bonds

10 de Fevereiro de 2026, 18:13

A crise financeira da Raízen e as dúvidas sobre a capacidade da CSN de reduzir seu endividamento reacenderam o nervosismo no mercado de crédito corporativo brasileiro, provocando fuga de investidores e reabrindo o debate sobre o risco de um estresse mais amplo entre empresas altamente endividadas em um ambiente de juros no maior nível em duas décadas.

O gatilho foi a Raízen. Na segunda-feira (9), a empresa perdeu o grau de investimento após uma sequência de rebaixamentos de rating, em meio à relutância de seus controladores — Shell e Cosan — em aportar novos recursos. O mercado passou a precificar a possibilidade de uma reestruturação da dívida que atingiria diretamente os detentores de títulos.

A reação foi imediata. Investidores venderam papéis em massa, derrubando o preço de alguns bonds para cerca de 46 centavos por dólar — queda próxima de 50% em uma semana. O rendimento disparou para 18% ao ano, patamar normalmente associado a empresas em dificuldades financeiras.

O nervosismo se espalhou para a CSN. Mesmo prometendo reduzir a alavancagem por meio da venda de ativos, a siderúrgica viu seus títulos perderem cerca de 30 centavos por dólar nos últimos dias, à medida que investidores desmontaram posições antes de qualquer melhora concreta no balanço.

Para gestores globais, o choque foi a velocidade. A S&P cortou a classificação da Raízen em sete níveis de uma só vez; a Fitch, em oito.

“Nenhum outro país tem emissores cujos ratings caem tanto em um único dia”, disse Omotunde Lawal, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Barings. “Isso indica que o prêmio de risco corporativo brasileiro estava mal precificado.”

O pano de fundo é o custo da dívida. Com a taxa básica em 15%, o maior nível desde 2006, empresas muito alavancadas sentem pressão crescente. Ainda assim, o estresse permanece concentrado no crédito: a bolsa brasileira segue em alta e o real se fortaleceu com a entrada de capital estrangeiro.

O mercado já havia passado por episódio semelhante no ano passado, com os casos de Ambipar e Braskem. Na época, o choque foi tratado como pontual. Agora, investidores voltam a se perguntar se os casos recentes são isolados — ou sinal de um problema mais amplo.

“O mercado de dívida corporativa está relativamente nervoso e pouco líquido”, disse Sergey Dergachev, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Union Investment. “Os investidores ainda tentam entender a dimensão real do risco.”

A situação da Raízen amplia a apreensão. Desde o IPO de 2021, a empresa enfrenta custos elevados de dívida, safras mais fracas do que o esperado e investimentos que ainda não deram retorno. A ausência de apoio explícito de Shell e Cosan é vista como um sinal negativo pelo mercado.

Na segunda-feira, a S&P afirmou que a companhia pode caminhar para uma reestruturação equivalente a default. Horas depois, a Fitch realizou novo corte após a contratação de assessores financeiros — movimento que costuma anteceder renegociações.

“A Raízen destruiu valor para acionistas desde o IPO; agora os credores dividem a dor”, disse Juan Manuel Patiño, analista da Sun Capital. A velocidade da queda surpreendeu até analistas otimistas. JPMorgan e Balanz haviam elevado a recomendação dos títulos neste mês, vendo a liquidação inicial como oportunidade.

“Subestimamos a probabilidade de um cenário extremo”, disse Nicolas Giannone, da Balanz. “E definitivamente não esperávamos a velocidade do selloff.”

Endividamento alto de Raízen e CSN reacende temor no mercado de bonds

10 de Fevereiro de 2026, 18:13

A crise financeira da Raízen e as dúvidas sobre a capacidade da CSN de reduzir seu endividamento reacenderam o nervosismo no mercado de crédito corporativo brasileiro, provocando fuga de investidores e reabrindo o debate sobre o risco de um estresse mais amplo entre empresas altamente endividadas em um ambiente de juros no maior nível em duas décadas.

O gatilho foi a Raízen. Na segunda-feira (9), a empresa perdeu o grau de investimento após uma sequência de rebaixamentos de rating, em meio à relutância de seus controladores — Shell e Cosan — em aportar novos recursos. O mercado passou a precificar a possibilidade de uma reestruturação da dívida que atingiria diretamente os detentores de títulos.

A reação foi imediata. Investidores venderam papéis em massa, derrubando o preço de alguns bonds para cerca de 46 centavos por dólar — queda próxima de 50% em uma semana. O rendimento disparou para 18% ao ano, patamar normalmente associado a empresas em dificuldades financeiras.

O nervosismo se espalhou para a CSN. Mesmo prometendo reduzir a alavancagem por meio da venda de ativos, a siderúrgica viu seus títulos perderem cerca de 30 centavos por dólar nos últimos dias, à medida que investidores desmontaram posições antes de qualquer melhora concreta no balanço.

Para gestores globais, o choque foi a velocidade. A S&P cortou a classificação da Raízen em sete níveis de uma só vez; a Fitch, em oito.

“Nenhum outro país tem emissores cujos ratings caem tanto em um único dia”, disse Omotunde Lawal, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Barings. “Isso indica que o prêmio de risco corporativo brasileiro estava mal precificado.”

O pano de fundo é o custo da dívida. Com a taxa básica em 15%, o maior nível desde 2006, empresas muito alavancadas sentem pressão crescente. Ainda assim, o estresse permanece concentrado no crédito: a bolsa brasileira segue em alta e o real se fortaleceu com a entrada de capital estrangeiro.

O mercado já havia passado por episódio semelhante no ano passado, com os casos de Ambipar e Braskem. Na época, o choque foi tratado como pontual. Agora, investidores voltam a se perguntar se os casos recentes são isolados — ou sinal de um problema mais amplo.

“O mercado de dívida corporativa está relativamente nervoso e pouco líquido”, disse Sergey Dergachev, chefe de dívida corporativa de mercados emergentes da Union Investment. “Os investidores ainda tentam entender a dimensão real do risco.”

A situação da Raízen amplia a apreensão. Desde o IPO de 2021, a empresa enfrenta custos elevados de dívida, safras mais fracas do que o esperado e investimentos que ainda não deram retorno. A ausência de apoio explícito de Shell e Cosan é vista como um sinal negativo pelo mercado.

Na segunda-feira, a S&P afirmou que a companhia pode caminhar para uma reestruturação equivalente a default. Horas depois, a Fitch realizou novo corte após a contratação de assessores financeiros — movimento que costuma anteceder renegociações.

“A Raízen destruiu valor para acionistas desde o IPO; agora os credores dividem a dor”, disse Juan Manuel Patiño, analista da Sun Capital. A velocidade da queda surpreendeu até analistas otimistas. JPMorgan e Balanz haviam elevado a recomendação dos títulos neste mês, vendo a liquidação inicial como oportunidade.

“Subestimamos a probabilidade de um cenário extremo”, disse Nicolas Giannone, da Balanz. “E definitivamente não esperávamos a velocidade do selloff.”

Promissor e turbulento: as expectativas para o mercado brasileiro em 2026, segundo o BTG

29 de Dezembro de 2025, 11:35

O ano de 2026 deve repetir uma parte da dinâmica de 2025. Ou seja: atividade mais fraca, inflação em desaceleração e uma perspectiva de juros mais baixos no mundo e até no Brasil. O que vai mudar? A turbulência do ano eleitoral. Uma Selic em queda junto com a aproximação do pleito cria um ambiente em que oportunidades e riscos caminham lado a lado, e a cautela será a ordem do dia.

Primeiro, o cenário econômico. Para o BTG, a atividade deve perder algum fôlego: após crescer 2,2% em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar cerca de 1,7% em 2026. Essa desaceleração reflete os efeitos defasados de uma política monetária que permaneceu bastante restritiva por um período prolongado.

O Banco Central nem de longe indicou que haverá um corte de juros em breve, mas o BTG trabalha com a mesma perspectiva de muitos economistas: a política monetária será o principal fator positivo no início do ano porque ela levará a Selic, hoje no maior nível em quase duas décadas, a uma trajetória de queda.

A projeção do banco é de uma redução da taxa básica de juros para 12% ao final de 2026. É um nível que mantém os juros reais elevados, mas que já altera de forma significativa o ambiente para ativos domésticos. E é o que beneficia especialmente setores mais sensíveis ao custo do crédito e às taxas de longo prazo – varejo e consumo entre eles.

O lado fiscal, de novo

O problema mesmo está na agenda fiscal do governo. Se, por um lado, a queda dos juros oferece algum alívio, a política fiscal segue como o principal ponto de fragilidade do Brasil e para os mercados.

A relação entre a dívida do governo e o PIB permanece elevada, próxima de 80%, e o déficit nominal continua pressionado pelo peso das despesas com juros. Quer dizer: de um lado, o governo está gastando muito em relação à riqueza que a economia gera.

Por outro lado, o juro alto faz a dívida do governo ficar mais cara – e o juro está alto justamente para conter a inflação, que sobe quando o nível de gastos do governo é grande. Uma coisa se alimenta da outra.

Nessa frente, as coisas não caminham bem. O relatório do BTG avalia que não há disposição política para um ajuste fiscal relevante antes das eleições, o que torna improvável qualquer leitura mais consistente em 2026. A trajetória das contas públicas virou um risco estrutural, capaz de limitar a queda dos juros longos e aumentar a sensibilidade do mercado a choques políticos.

As eleições no meio do caminho

É por isso que a eleição presidencial vira o principal fator de volatilidade especialmente no segundo semestre. Nos primeiros meses de 2026, o impacto político tende a ser menor, favorecido pelo recesso do Congresso e pelo foco dos investidores no corte de juros. Com o avanço do calendário eleitoral, porém, as pesquisas passam a ter peso crescente sobre os preços dos ativos.

O presidente Lula segue competitivo, com níveis de aprovação em torno de 43%, enquanto a definição do principal nome da oposição ainda gera incertezas. A permanência de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, na disputa é vista como um fator de risco pelo mercado, devido à sua alta rejeição.

De outro lado, a candidatura do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é interpretada como um cenário mais construtivo, por sinalizar maior previsibilidade e disciplina fiscal. À medida que as pesquisas se tornam mais apertadas, o relatório projeta aumento da volatilidade e uma postura mais defensiva por parte dos investidores.

O cenário internacional e o quão baratas estão as ações

No cenário internacional, o ambiente é menos favorável do que em 2025, mas ainda relativamente benigno. Os Estados Unidos devem manter os juros estáveis ao longo de boa parte de 2026, após uma sequência de cortes iniciados neste ano e que deu enorme amparo para os ativos brasileiros no geral – juro menor lá fora estimula a procura por ativos mais arriscados ao redor do mundo, afinal.

Ainda assim, a ausência de um novo aperto nas condições financeiras globais evita pressões mais severas sobre mercados emergentes. Para o Brasil, o fator determinante segue sendo doméstico: a dinâmica dos juros locais e a percepção de risco fiscal e político é o que ganhará evidência.

O outro ponto que ajuda na tendência positiva para o mercado é que, apesar da forte alta da bolsa de valores em 2025, os ativos brasileiros ainda são negociados a preços relativamente baixos, inclusive do ponto de vista do investidor estrangeiro, o grande comprador de papéis neste ano – até dezembro, foram R$ 25 bilhões destinados ao mercado secundário (ações já listadas).

Isso porque o mercado americano, apesar da perda de força recente, mostrou um movimento muito forte nos últimos anos, impulsionado pelas empresas ligadas a inteligência artificial. O espaço para altas adicionais ainda existe porque essas empresas ainda são muito lucrativas, mas esse desempenho tão forte estimula que os “gringos” busquem outras opções.

Os preços dos ativos domésticos mais baixos também valem para o investidor local. O mercado continua cauteloso com o cenário fiscal e político, é um fato. Quando o nível de desconfiança está alto entre os investidores, eles só compram ações se elas estiverem realmente baratas (ou forem avaliadas dessa forma). Ou seja, o nível de “desconto” dos papéis na bolsa é grande, deixando os preços longe do que seria o seu “valor justo”.

Caso o processo eleitoral sinalize maior compromisso com o controle das contas públicas ou algum alívio nessa frente ocorra, essa percepção tende a melhorar, abrindo espaço para uma valorização adicional dos ativos. Nesse ambiente mais favorável, o BTG projeta crescimento expressivo dos lucros das empresas em 2026, especialmente nos setores ligados ao mercado interno, como bancos, serviços básicos, varejo e construção civil.

Em termos simples, o banco acredita que há motivos suficiente para que os ativos locais sigam em alta ao longo de 2026. Mas a tese passará por um teste de fogo, balançada pelo aumento da volatilidade e pelas tentativas dos investidores de incorporar aos preços as expectativas para a agenda econômica no futuro.

Ibovespa segura recorde, mesmo após o Fed esfriar apostas de um novo corte em dezembro

29 de Outubro de 2025, 17:54

Bastou Jerome Powell levantar dúvidas sobre a continuidade dos cortes de juros em dezembro para esfriar os ânimos dos investidores no mundo todo. Mas, mesmo com essa dose pouco esperada de cautela presidente do Fed, a bolsa brasileira conseguiu forças renovar sua pontuação recorde – pela nona vez neste ano.

O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,74% aos 148.520 pontos, pela primeira vez na história acima dos 148 mil pontos. E fez mais: na parte da manhã, o principal índice acionário brasileiro alcançou uma nova máxima intradiária, aos 149.067,16 pontos.

O dia começou com os mercados em modo euforia. E o Fed correspondeu ao cortar os juros em 0,25 ponto percentual, como amplamente esperado. Mas durante a coletiva após a decisão de politica monetária nesta quarta-feira (29), Jerome Powell, resolveu jogar água no chope das bolsas.

O dirigente pontuou o seguinte: que há um crescente movimento dentro do banco central americano no sentido de dar um “passo atrás”. No caso, pausar os cortes já e esperar para ver.

Nos EUA, as falas desasceleraram nitidamente o otimismo.

A ferramenta FedWatch, que monitora as apostas de investidores nos rumos da política monetária americana, agora coloca as chances de um corte em dezembro em 56,4%. Antes da coletiva, o percentual chegou a tocar os 90%.

Nas bolsas de Nova York, o S&P 500 terminou o dia quase na mesma, com queda de 0,01% aos 6.890,59 pontos. O Nasdaq subiu 0,55% para 23.958,47 em meio às expectativas para os balanços de Microsoft, Alphabet e Meta nesta quarta-feira. Já o Dow Jones caiu 0,16% aos 47.632 pontos.

Outros mercados acionários emergentes, além do Brasil, também se seguraram no território positivo – numa amostra de busca por diversificação entre os investidores globais. A bolsa mexicana subiu 0,97%. A chilena, 0,99%.

Por fim, o dólar. A moeda americana fechou estável: -0,04%, a R$ 5,35. No ano, a moeda já acumula queda de 13,29%.

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