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Day trade: Compre Rumo (RAIL3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,43% hoje (20), segundo a Ágora

20 de Março de 2026, 09:23

A Rumo (RAIL3é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta sexta-feira (20).

As ações da empresa fecharam a sessão da última quinta-feira (19) cotadas a R$ 16,19. O potencial de ganho é de 1,42% e o stop sugerido é de R$ 16,10.

COMPRA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop %
Cyrela CYRE3 27,18 27,56 1,40% 26,98 -0,74%
Rumo RAIL3 16,23 16,46 1,42% 16,10 -0,80%
Copasa CSMG3 55,47 56,26 1,42% 55,03 -0,79%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,43%. O stop sugerido é em R$ 17,57.

VENDA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop (%)
Brava Energia BRAV3 17,43 17,18 1,43% 17,57 -0,80%
Suzano SUZB3 51,00 50,28 1,41% 51,41 -0,80%
Intelbras INTB3 14,33 14,13 1,40% 14,44 -0,77%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

As duas ações do agronegócio que seguem como favoritas entre 18 analistas para março

8 de Março de 2026, 10:00

Cosan (CSAN3)Suzano (SUZB3) seguem como as ações favoritas do agronegócio entre 18 analistas para o mês de março, com 3 recomendações cada.

No acumulado do ano, as ações da Cosan já avançaram 6,48%, enquanto a Suzano acumulou alta de 5,88%.

Além dessas ações, Klabin (KLBN11e JBS (JBSS32) também contam com recomendações de compra.

A Cosan está na carteira da Ativa, Empiricus Research e EQI. Para a Empiricus, a redução da dívida é  o principal gatilho para a tese de Cosan. Os analistas esperam que a desalavancagem financeira ganhe força nos  próximos 12 meses, com potenciais vendas de ativos, tanto no nível da holding quanto das  subsidiárias, em especial da Raízen.

Já a Suzano faz parte da seleção para março de Ágora, Monte Bravo e RB Investimentos. Segundo a Monte Bravo, a grande capacidade industrial e de matéria-prima fazem com que a sua produção figure entre as mais eficientes do mundo.

O rápido processo de maturação de sua nova planta em Ribas do Rio Pardo — que adicionou 25% de capacidade e ganhos de eficiência em suas operações — deve ajudar a companhia a acelerar seu processo de desalavancagem. Com forte geração de caixa e sem grandes projetos nos próximos anos, a casa espera que a companhia consiga acelerar a remuneração aos seus acionistas.

Com os aumentos de preço da celulose no começo do ano e 100 % de Ribas contabilizando em 2025, os analistas enxergam a companhia negociando em múltiplos muito atrativos .

Vejas as mais recomendadas do agronegócio em março

Empresa Ticker Recomendações
Cosan CSAN3 3
Suzano SUZB3 3
Klabin KLBN11 2
JBS JBSS32 1

Levantamento 

O levantamento do Money Times levou em consideração as informações das carteiras de ações divulgadas por 18 instituições. Para março, foram indicadas 4 ações, somando 9 recomendações. 

Participaram do levantamento: Ágora Investimentos, Andbank, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Daycoval, Empiricus Research, Genial Investimentos, Itaú BBA, RB Investimentos, EQI, Planner, Monte Bravo, Rico, Safra, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos.

Suzano enfrenta maré de baixa demanda por celulose e pressão da alavancagem

7 de Novembro de 2025, 12:19

A Suzano entrou no segundo semestre diante de uma equação difícil de resolver: o preço da celulose segue no piso, a dívida aumentou e o custo de capital está mais alto.

A maior produtora mundial de celulose de eucalipto – matéria-prima usada em papéis higiênicos, lenços e outros produtos de uso diário – tenta equilibrar eficiência operacional com um cenário macro que joga contra: demanda global enfraquecida, juros ainda elevados e uma China que compra menos e dita os preços de todo o setor.

“Não podemos depender de um novo patamar de preços para entregar resultados”, afirmou o CEO Beto Abreu, em conversa com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre. Segundo ele, a empresa tem sido eficiente, mas, em um setor em que os ciclos são longos, as variáveis externas seguem pesando sobre os números.

O lucro líquido da Suzano foi de R$ 1,96 bilhão, uma redução de 39% em comparação ao mesmo período de 2024, enquanto a margem caiu de 53% para 43%. O Ebitda, que mede o lucro operacional antes de juros e impostos, recuou 20% no mesmo comparativo, refletindo a pressão sobre as margens.

A alavancagem em dólar, métrica usada pela Suzano em sua política financeira, subiu para 3,3 vezes o Ebitda, o maior nível em três anos. Em reais, o indicador ficou em 3,1 vezes, mas a empresa considera a medição em dólar mais fiel à realidade, já que 74% da dívida está dolarizada (ou 87% com hedge) e boa parte da geração de caixa também.

O aumento reflete preços de celulose ainda deprimidos e geração de caixa mais fraca, limitando a desalavancagem no curto prazo. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 69 bilhões, ligeiramente abaixo dos R$ 70 bilhões de um ano antes.

Beto Abreu, CEO da Suzano
Beto Abreu, CEO da Suzano (Divulgação)

Embora a Suzano mantenha R$ 24 bilhões em caixa, o endividamento líquido ainda consome boa parte da geração de caixa. No trimestre, a companhia alongou o perfil de pagamentos com a emissão de US$ 1 bilhão em títulos de dez anos, elevando o prazo médio (“duration”) da dívida para 80 meses, contra 74 no trimestre anterior.

Mas esse fôlego vem a um preço: o custo médio subiu para 5% ao ano em dólar, num ambiente global de juros altos. “O alongamento foi importante para reforçar a flexibilidade financeira”, afirmou o diretor financeiro Marcos Assumpção, “mas seguimos com disciplina para que a alavancagem volte a cair conforme o ciclo melhora.”

Demanda

A Suzano é especialista na venda de fibra curta, feita de eucalipto e usada em papéis mais macios — como papel higiênico, guardanapos e papéis de imprimir. Com o desaquecimento da economia chinesa e a oferta elevada no mercado internacional, o preço médio recuou para US$ 525 por tonelada, cerca de 22% abaixo do nível de um ano atrás.

Para atravessar o ciclo, a empresa vem apertando custos: o custo caixa caiu para R$ 801 por tonelada, o menor desde 2022, graças a ganhos logísticos e menor uso de insumos industriais. “Estamos entregando o menor custo em reais desde o início da pandemia, e isso é resultado de eficiência operacional, não de sorte de ciclo”, disse Abreu.

A companhia afirma já ver os primeiros sinais de melhora na demanda. “Vemos pedidos mais firmes e aumentos de preço sendo aceitos. O nível atual é insustentável para parte da indústria, e ajustes de oferta devem acontecer”, afirmou o vice-presidente comercial Leonardo Grimaldi, indicando que os reajustes de US$ 20 por tonelada, iniciados em outubro, possam aparecer nos resultados do quarto trimestre.

Já o segmento de papel e embalagens — que responde por cerca de um quarto da receita — avançou 6% em vendas, e a operação americana, adquirida em 2024, registrou seu primeiro Ebitda positivo (R$ 43 milhões).  Mesmo assim, a divisão ainda não é suficiente para compensar o ciclo fraco da celulose.

No balanço consolidado, a Suzano registrou receita líquida de R$ 12,2 bilhões, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo o recuo dos preços da celulose no mercado internacional.

Mesmo com custos menores e volumes maiores, a deterioração das cotações foi suficiente para comprimir a rentabilidade e conter o avanço da geração de caixa operacional, que somou R$ 3,4 bilhões, 22% abaixo do resultado de 2024.

Tarifaço breve não afetou

O episódio do tarifaço americano também entrou na pauta. Grimaldi contou que o momento em que os EUA incluíram e depois retiraram a celulose brasileira da lista de produtos com tarifa de 50% gerou volatilidade de preços em agosto e setembro, especialmente na China, onde parte das empresas exporta para o mercado americano.

Segundo o executivo, o impacto foi temporário e afetou mais as negociações à vista (spot). Após a retirada da tarifa, os volumes voltaram ao normal, e as exportações para os EUA — menos de 5% das vendas totais — não sofreram prejuízo direto.

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