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Como as varejistas de moda da B3 lidam com a concorrência gringa? XP explica

14 de Junho de 2026, 05:00

Um mapeamento realizado pela XP Investimentos analisou o posicionamento de preços e o mix de produtos de oito grandes redes de vestuário de média renda. 

O trabalho dos analistas mostra que apesar de todas as transformações no cenário competitivo – motivadas, especialmente, pela entrada de novas marcas globais e pela decisão do governo de zerar o imposto de importação federal para compras internacionais de até US$ 50 –, as varejistas nacionais de departamento continuam dominando o mercado de massa brasileiro.

Dentro desse cenário, os analistas da XP preferem a Lojas Renner (LREN3), por conta da postura altamente competitiva da companhia em relação a outras do setor que são listadas na B3.

“Vemos as lojas de departamento bem posicionadas no segmento, sustentadas por esforços recentes em qualidade de produto e percepção de valor, enquanto a precificação competitiva da LREN3 é um dos pilares por trás de nossa preferência pela ação”, diz o relatório da XP Investimentos.

Mix de produtos e catálogos

Segundo o levantamento da XP, a Shein, Renner, C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) concentram de forma esmagadora seus estoques na faixa abaixo de R$ 200 para capturar o consumidor de massa.

Entre as empresas com lojas físicas, a Renner lidera no quesito agressividade, com cerca de 88% de seu catálogo total precificado abaixo desse patamar.

No volume total de roupas oferecidas, a Shein lidera com a maior variedade da amostra para reforçar seu modelo de ultra-fast fashion. A Renner aparece em seguida, na liderança do mercado físico tradicional, com a C&A em uma posição intermediária sólida.

Devido à sua entrada recente em agosto de 2025 e à sua pegada física de apenas 8 lojas, a H&M já superou o sortimento da Riachuelo em categorias selecionadas (majoritariamente femininas). Já a Bershka, lançada em março de 2026 no Brasil com uma única loja e foco em curadoria de moda, retém o catálogo mais enxuto da pesquisa.

Do premium ao básico

O documento da XP mostra que em relação ao tamanho dos tickets médios de preço cheio, a Zara atua isolada em uma categoria de perfil puramente premium, registrando uma média de R$ 399 por peça. Esse valor supera em mais de duas vezes e meia o preço médio de R$ 140 verificado na Renner.

A marca concentra seu portfólio na faixa de R$ 201 a R$ 400 e apresenta uma exposição significativa de 21% de todo o seu sortimento acima do patamar de R$ 500.

Essa característica a torna “praticamente a única varejista com um sortimento mais premium, deixando Renner, C&A, Riachuelo e Shein competindo entre si pelo consumidor de massa”, segundo os analistas.

Por outro lado, as marcas estreantes H&M e Bershka estacionaram na lacuna central de preços, concentrando suas etiquetas entre R$ 101 e R$ 300. Elas posicionam-se acima das lojas de departamento nacionais, mas estruturalmente abaixo da Zara.

Descontos e promoções

Outro ponto levantado no documento é em relação às promoções e políticas de desconto. Tanto a Shein quanto a Renner possuem as políticas mais incisivas do mercado: A Shein opera com 74% de suas mercadorias remarcadas, enquanto a Renner mantém 63% do catálogo em promoção, aplicando reduções médias de preço de 30% a 35%.

A XP ressalta que tal agressividade por parte da Shein faz com que a chinesa registre estatísticas de preço médio muito alinhadas às das lojas de departamentos locais brasileiras, mesmo sendo estruturalmente 30% mais barata que Renner, C&A e Riachuelo em termos de preço cheio.

Vale frisar que os preços extraídos não embutem as cobranças estaduais de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

“Shein e Renner atualmente têm a intensidade promocional mais aggressive (63-74% dos SKUs com desconto)”, diz o relatório, contrapondo-se à rigidez de preço cheio da Zara, H&M e Bershka, que operam com liquidações restritas e calendário promocional fixo.

Blindagem do mercado nacional

Os investimentos contínuos das varejistas brasileiras em cadeias de suprimentos e percepção de marca ajudaram a blindar o mercado físico nacional contra os novos concorrentes.

A XP Investimentos pontua que a própria Hering redesenhou suas tabelas de preço para convergir em direção aos valores praticados pelas grandes lojas de departamentos, com maior intensidade no seu foco comercial em itens básicos.

Mesmo com a concorrência da internet e as pressões competitivas globais, o estudo conclui que as empresas tradicionais de vestuário conseguiram defender suas margens operacionais e o valor agregado de seus produtos.

“No geral, nossos achados sustentam nossa visão construtiva para o segmento e nossa preferência por LREN3“, finalizam os analistas.

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“Não tem milagre”: CEO da Riachuelo prevê demissões e avalia cross‑border após fim da taxa das blusinhas

18 de Maio de 2026, 07:56

A Riachuelo pretende adotar uma medida radical caso o governo não volte atrás e recrie novamente a “taxa das blusinhas”, alíquota de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que havia sido instituída em agosto de 2024. “Se a gente chegar à conclusão que esta decisão de acabar com a taxa das […]

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Renner, Vivo e iFood: a IA está em todos os lugares no palco do South Summit Brazil

25 de Março de 2026, 18:12
inteligência artificial varejo

Se, nos bastidores, a eleição presidencial e a guerra entre os EUA e o Irã dominam as conversas do South Summit Brazil, no palco o assunto é outro. A inteligência artificial domina praticamente todos os painéis. Um exemplo é a IA visível e invisível na Renner, que trouxe ao South Summit Brazil os primeiros resultados […]

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Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

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