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Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

13 de Agosto de 2026, 19:34

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

Cade nega recurso da Petlove contra fusão Petz-Cobasi

23 de Janeiro de 2026, 15:19

O Tribunal do Cade negou um recurso da Petlove que pedia esclarecimentos sobre os termos do acordo que autorizou a fusão entre Petz e Cobasi, ao entender que não havia necessidade de explicações adicionais. A decisão aproxima o caso de sua conclusão no conselho.

Com a negativa, o processo pode transitar em julgado, mas não será arquivado antes do cumprimento e do monitoramento dos remédios impostos na aprovação — entre eles, a venda de 26 lojas. O presidente do Cade, Gustavo Augusto, explicou que o julgamento encerra a análise do mérito, mas ainda resta a fase de execução das medidas acordadas, como o desinvestimento.

A Petlove questionava especialmente o desenho da venda das lojas em São Paulo. Segundo a empresa, o acordo permitiria a alienação a mais de um comprador — eventualmente em momentos distintos — o que contrariaria o entendimento manifestado por conselheiros de que o desinvestimento deveria ocorrer para um único adquirente.

O relator, José Levi, afirmou que a possibilidade de mais de um comprador é apenas excepcional e prevê salvaguardas, não havendo contradição ou omissão. O entendimento foi acompanhado pelos demais conselheiros.

Anunciada em agosto de 2024, a fusão de Petz e Cobasi foi aprovada pelo Cade em 10 de dezembro, por maioria, com a imposição de remédios estruturais e comportamentais. A operação cria a maior rede de petshops do país, com mais de 480 lojas em cerca de 20 estados e faturamento da ordem de R$ 7 bilhões.

A Petz informou que o Acordo em Controle de Concentrações (ACC) prevê a venda de 26 lojas em São Paulo, o que representa 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses. O InvestNews apurou que o pacote de unidades a serem vendidas é dividido praticamente de forma igualitária entre Petz e Cobasi.

Competidora ativa

Desde a aprovação, a Petlove tem se movimentado para se colocar como uma alternativa natural na compra dos ativos que serão vendidos.

Em petição pública no processo, a empresa afirmou ter interesse no pacote de desinvestimentos e defendeu que seria o melhor comprador para fortalecer um rival capaz de competir com a companhia combinada.

Ao mesmo tempo, a Petlove sustentava que o remédio deveria ser ampliado. A empresa citou um estudo do departamento de estudos econômicos do Cade que identificou “40 locais” em que não teria sido possível afastar preocupações concorrenciais — cerca de 10% dos mercados em que Petz e Cobasi operam.

“Entendemos que esse remédio não é suficiente para criar um rival efetivo capaz de equilibrar o jogo competitivo”, disse a empresa em comunicado após a aprovação. Além da Petlove, outras duas companhias também manifestaram interesse nas lojas que Petz e Cobasi terão de vender.

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