Visualização normal

Received before yesterdayNegócios

Ana Paula Renault, vencedora do BBB26, embolsa o maior prêmio da história do reality graças a uma campanha de marketing

22 de Abril de 2026, 12:08

Ana Paula Renault, campeã do BBB 26, levará para casa R$ 5,7 milhões, maior prêmio da história do reality da Globo. Na última edição, o montante era R$ 2,7 milhões.

Essa valorização não se deu do dia para a noite — e nem pela inflação no Brasil, que apesar de subir, não dobrou nos últimos 365 dias.

Na realidade, o aumento no valor do prêmio foi devido a uma campanha de marketing do Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre.

‘Tudo em DobBBro’ para Ana Paula

Inicialmente, o prêmio seria o mesmo de 2025. No entanto, logo na estreia do BBB 26, foi anunciado que o valor seria o dobro do ano anterior, ou seja, R$ 5,4 milhões.

A diferença para o valor final, R$ 5,7 milhões, é resultado de uma outra campanha de marketing da mesma instituição. Ele foi possível graças aos rendimentos gerados no Cofrinho Mercado Pago ao longo dos 100 dias de programa.

Pela maior parte do reality, o dinheiro rendia em 120% do CDI. Entre 3 de março e 3 de abril, o prêmio estava rendendo em 140% do CDI. No final, o montante incorporado foi de R$ 268.712,17.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

16 de Março de 2026, 12:44

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Mercado Livre: frete grátis no Brasil dá gás a lucro líquido de R$ 2 bilhões

29 de Outubro de 2025, 17:42

A receita líquida do terceiro trimestre da Mercado Libre, dona do marketplace Mercado Livre, ficou abaixo das estimativas dos analistas, apesar do salto na receita impulsionado pela expansão das políticas de frete grátis no Brasil e pelo crescimento contínuo das ofertas de cartão de crédito da companhia.

O Mercado Livre afirmou que a receita subiu 39% em relação ao ano anterior, para US$ 7,4 bilhões, acima da expectativa dos analistas de US$ 7,2 bilhões. Este é o 27º trimestre consecutivo em que a empresa registra crescimento anual acima de 30%.

O lucro líquido no terceiro trimestre foi de US$ 421 milhões (R$ 2,2 bilhões) abaixo da estimativa de US$ 489 milhões dos analistas, segundo dados compilados pela Bloomberg. Este é o segundo trimestre consecutivo em que os lucros da empresa decepcionam.

A companhia, sediada em Montevidéu, no Uruguai, e mais valiosa da América Latina em valor de mercado, registrou quase 77 milhões de compradores únicos em sua plataforma, um aumento de 26% em relação ao ano anterior.

Os resultados chegam às vésperas da primeira troca de liderança no topo da MercadoLibre, com o chefe de comércio Ariel Szarfsztejn assumindo o cargo de diretor-presidente em 1º de janeiro. Ele sucederá o fundador Marcos Galperin, que deixará o posto após 26 anos para se tornar presidente executivo, permanecendo envolvido na definição de estratégia e no direcionamento do uso de tecnologia pela empresa.

Pressão nas margens

Concorrentes internacionais como a Shopee, a Amazon e a Temu vêm ganhando espaço no Brasil, maior mercado da companhia. Recentemente, a Mercado Livre reduziu no país o valor mínimo para frete grátis de R$ 79 para R$ 19 para defender sua participação de mercado. A medida elevou os volumes e resultou na maior adição trimestral de compradores únicos da história da empresa, mas pressionou as margens.

“Neste trimestre, investimos em frete grátis, o que colocou alguma pressão de curto prazo nas margens, mas estamos extremamente satisfeitos com os resultados desses investimentos”, disse o diretor financeiro, Martin de los Santos, em entrevista. “Quando você reduz o patamar para frete grátis, você destrava muitos novos usuários e muito volume que vem para o online.”

O Mercado Pago, unidade de tecnologia financeira da companhia, processou mais de US$ 71 bilhões em volume total de pagamentos — alta de 41% em relação ao ano anterior — enquanto o marketplace da Mercado Livre cresceu 28% na comparação anual, para US$ 16,5 bilhões em volume bruto de mercadorias, o valor total dos bens vendidos. A carteira de crédito disparou 83% desde o ano passado, para US$ 11 bilhões, após o lançamento do cartão de crédito Mercado Pago na Argentina. O produto já é o cartão de crédito mais usado no Brasil.

Ainda assim, a lucratividade segue sensível a perdas de crédito maiores e a despesas logísticas, à medida que a Mercado Livre expande sua carteira de empréstimos e investe pesadamente em capacidades de distribuição diante da crescente competição tanto em e-commerce quanto em fintech nos principais mercados.

chart visualization

“O efeito líquido foi uma modesta queda anual na nossa margem de lucro operacional — um trade-off razoável por investimentos que ampliam nossos mercados endereçáveis, semeiam crescimento futuro, fortalecem nossa posição competitiva e impulsionam escala de longo prazo”, disse a empresa em carta aos acionistas.

No front de fintech, rivais como o Nubank, que amplia sua oferta de produtos no México, e a britânica Revolut, que vem construindo presença na América Latina, desafiam o Mercado Pago. O braço de pagamentos digitais da companhia tem crescido a um ritmo mais rápido que o de e-commerce devido ao uso crescente da carteira, do crédito e dos produtos de investimento.

“O importante para nós é o ecossistema, o fato de que os dois ramos se alimentam mutuamente — o negócio de comércio se beneficia de ter o Mercado Pago, e o Mercado Pago também se beneficia porque mais de 50% dos cartões de crédito são emitidos dentro do próprio marketplace”, disse de los Santos. “Ter um ecossistema de dois lados é uma vantagem competitiva única que nos ajuda a fazer crescer o ecossistema como um todo e as duas partes do nosso negócio ao mesmo tempo.”

A empresa também vem investindo fortemente em inteligência artificial para melhorar busca, modelagem de crédito e logística, parte de um esforço para aumentar a rentabilidade em seus negócios de e-commerce e fintech. Mais recentemente, lançou uma ferramenta de IA para aconselhar clientes sobre necessidades financeiras do dia a dia. Analistas esperam que Szarfsztejn, de modo geral, dê continuidade à estratégia de Galperin, com foco maior em controle de custos e eficiência operacional.

“A transição será mais uma continuidade do que uma mudança para nós”, disse de los Santos. “Teremos o melhor dos dois mundos — a intensidade do Ari tanto em comércio quanto em fintech, mantendo a visão e a liderança do Marcos como fundador da companhia.”

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.

Vitrine ampliada: Casas Bahia vai vender produtos no Mercado Livre

23 de Outubro de 2025, 07:51

O Grupo Casas Bahia iniciou uma parceria estratégica de longo prazo com o Mercado Livre. A partir de novembro, produtos das categorias principais da Casas Bahia, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis, estarão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Segundo o CEO do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, a aliança permite à empresa ganhar participação de mercado, além de otimizar o uso de seu ecossistema, incluindo soluções logísticas e de crédito. A parceria no e-commerce é uma das primeiras grandes iniciativas após a Mapa Capital ter se tornado a controladora do grupo, em agosto.

A parceria ocorre em um momento estratégico, próximo à Black Friday, quando as categorias envolvidas estão entre as mais procuradas pelos consumidores. Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, destacou que a chegada da Casas Bahia à plataforma reforça o compromisso de fortalecer o e-commerce no país.

Tradicional varejista brasileiro focado na venda de eletrodomésticos, móveis e tecnologia, o Grupo Casas Bahia tem forte atuação no e-commerce e lojas físicas.

Em agosto, a Mapa Capital se tornou a nova acionsta majoritária e controladora da rede de varejo ao alcançar uma participação de 85,5% do capital social. O aumento da participação ocorreu em razão da conversão de 1,40 bilhão de debêntures da 10ª emissão em ações.

A operaçnao reduziu em 40% uma dívida que consumia qualquer melhoria operacional. A solução, desenhada um ano antes pela gestão executiva e pelo conselho no plano de recuperação extrajudicial, prolongou prazos e permitiu à empresa colocar o nariz para fora da água. As debêntures da série 1 tiveram vencimentos estendidos até novembro de 2027. A série 2 passou a ser conversível em ações. E a série 3, mais pulverizada, passou a ter um custo de CDI + 1,0% e vencimento em novembro de 2030.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Crise do metanol: Mercado Livre restringe venda de bebidas destiladas

7 de Outubro de 2025, 16:46

O Mercado Livre anunciou nesta terça-feira (7) a suspensão temporária dos anúncios de bebidas alcoólicas destiladas em sua plataforma, como whisky, gin, vodka, cachaça, rum, licor e aperitivos. A decisão é uma medida preventiva e extraordinária diante da crise de saúde pública provocada por casos de intoxicação por metanol em diferentes regiões do país.

Segundo a empresa, apenas vendedores autorizados pelos fabricantes poderão ter seus anúncios republicados, com base em listas fornecidas pelas próprias marcas. A medida, segundo o Mercado Livre, será revista após uma nova avaliação e visa reforçar a segurança de consumidores. Até agora, nenhum caso de intoxicação foi identificado na plataforma.

A medida ocorre em meio a um cenário de crescimento do comércio ilegal e falsificação de bebidas no país — um problema que vem se agravando com o avanço das vendas online.

A Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) estima que uma em cada cinco garrafas de vodca ou uísque vendidas no Brasil seja falsificada. Já um estudo da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) aponta que o comércio ilegal controla 36% do mercado de destilados, seja por sonegação, contrabando ou falsificação. Em cerca de um terço dos casos, as compras de bebidas adulteradas são feitas diretamente por consumidores desavisados em plataformas de e-commerce.

A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que representa a indústria nacional, reforça que vem atuando para reduzir o problema. Em 2024, a entidade acompanhou mais de 160 operações de combate ao mercado ilegal e promoveu 87 treinamentos de capacitação para mais de 4,5 mil autoridades, órgãos de proteção ao consumidor e vigilância sanitária.

O combate a produtos irregulares é parte de uma estratégia contínua de segurança e compliance, segundo o Mercado Livre. A companhia mantém programas como o Brand Protection Program (BPP) — que permite aos titulares de direitos denunciar publicações irregulares — e a Aliança Anti-Pirataria (MACA), voltada a investigações em parceria com autoridades e marcas globais.

De acordo com o Relatório de Transparência do 1º semestre de 2025, 99% das publicações irregulares foram detectadas de forma proativa pelos sistemas internos da empresa, em um universo de mais de 647 milhões de anúncios analisados. No combate à pirataria, 89% dos conteúdos removidos por violação de propriedade intelectual foram identificados e eliminados automaticamente.

Mercado Livre escala disputa com farmácias no Cade: “tentam proteger reserva de mercado”

7 de Outubro de 2025, 16:09

O embate entre o Mercado Livre e as redes de farmácias ganhou corpo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O que começou com a compra discreta de uma drogaria de bairro em São Paulo virou uma disputa entre o marketplace e as associações do setor, com acusações de ambos os lados sobre barreiras regulatórias, concentração de mercado e concorrência digital.

O caso teve início em setembro, quando o Cade aprovou, sem restrições, a aquisição da Cuidamos Farma, uma pequena farmácia localizada no bairro do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. A compradora foi a K2 Intermediações, empresa ligada à Kangu, plataforma de logística adquirida pelo Mercado Livre.

A Cuidamos Farma pertencia à Memed, startup de prescrição digital controlada pela gestora DNA Capital, da família Bueno, e funcionava como a farmácia física que dava lastro regulatório às operações da empresa.

A aprovação parecia rotineira, mas acendeu um alerta no setor farmacêutico.

As associações Abrafarma — que reúne grandes redes como Raia Drogasil, DPSP, Pague Menos e Panvel — e ABCFarma, que representa farmácias independentes, recorreram da decisão alegando que a operação poderia servir como atalho regulatório para o grupo argentino ingressar no comércio de medicamentos online, um mercado estimado em mais de R$ 200 bilhões por ano e sujeito a forte regulação da Anvisa.

Por sua vez, o Mercado Livre afirma que o varejo farmacêutico brasileiro é “altamente concentrado” e acusou as associações de tentarem “tumultuar o processo” e “erguer barreiras regulatórias para proteger uma reserva de mercado”.

Uma big tech no mercado

As entidades que representam as farmácias argumentam que o Mercado Livre poderia usar a farmácia adquirida como base jurídica para vender remédios pela internet, integrando sua malha logística e de pagamentos a um ecossistema de saúde que incluiria prescrições digitais via Memed, a antiga dona da Cuidamos Farma.

A Abrafarma classificou a operação como o primeiro passo de uma “estratégia de penetração no mercado farmacêutico”, enquanto a ABCFarma disse que o Cade errou ao aprová-la por rito sumário, sem uma análise mais profunda dos efeitos da entrada de uma big tech em um setor sensível.

O Mercado Livre sustenta que a entrada de novos agentes digitais “é saudável, amplia a concorrência e beneficia o consumidor”, e argumenta que as entidades tentam preservar o controle de um setor tradicionalmente resistente à competição.

A empresa afirma ainda que não há qualquer parceria com a Memed, que a compra envolveu apenas a farmácia física, e que não vende medicamentos nem permite esse tipo de anúncio em sua plataforma. “A operação não altera a estrutura do mercado e tampouco gera qualquer sobreposição horizontal ou vertical”, diz a defesa do grupo.

A Abrafarma rebate afirmando que o caso “não se limita a uma simples farmácia de bairro”, mas à “primeira compra física do grupo no Brasil desde 1999, com potencial de engatar a estrutura do maior marketplace do país no mercado farmacêutico”. As entidades também defendem que o Cade deveria ouvir a Anvisa e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de confirmar a aprovação.

Na semana passada, o presidente do Cade, Gustavo Lima, rejeitou o recurso apresentado pela ABCFarma, encerrando o pedido de revisão feito pela entidade. A decisão considerou que a associação não ingressou no processo como terceira interessada no prazo legal e, por isso, não tem legitimidade para recorrer.

Com isso, a aprovação da operação segue válida até segunda ordem — o Cade ainda precisa se manifestar sobre o pedido da Abrafarma, que continua em análise.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
❌