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JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

27 de Abril de 2026, 14:24

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...

JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

27 de Abril de 2026, 14:24

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...

JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

8 de Março de 2026, 13:00

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

JHSF pleiteia autorização para voos comerciais em aeroporto privado de São Paulo

19 de Janeiro de 2026, 13:48

A incorporadora de luxo JHSF Participações pleiteia autorização para a operação de voos comerciais a partir de seu aeroporto executivo privado próximo à cidade de São Paulo, um movimento que pode reformular a forma como o tráfego aéreo é administrado na região mais congestionada do país, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O governo já retomou estudos para autorizar aeroportos privados a operar voos comerciais no Brasil. O tema está agora sob análise do Ministério de Portos e Aeroportos, que aguarda um parecer de sua área jurídica sobre como as regras para permitir essas operações deveriam ser feitas.

Fundada pela família de José Auriemo Neto, a JHSF é uma das maiores incorporadoras de alto padrão do Brasil, com negócios que vão de projetos residenciais de luxo a shoppings, hotéis e restaurantes que incluem marcas globais de luxo. A abertura do Aeroporto Catarina para voos comerciais representaria uma expansão significativa do negócio de aviação do grupo e poderia abrir uma nova fonte de receita.

A JHSF começou a operar o Catarina em 2019, segundo seu site. Localizado a cerca de 50 quilômetros da cidade de São Paulo, o empreendimento se apresenta como o primeiro aeroporto internacional do Brasil dedicado exclusivamente à aviação executiva e opera 24 horas por dia. Caso seja aprovado, a JHSF teria de construir um terminal de passageiros no local e fazer outros investimentos em sua pista.

As discussões evidenciam a pressão crescente sobre a infraestrutura de aviação do Brasil, especialmente em São Paulo, onde estão os dois aeroportos mais movimentados do país, Congonhas e Guarulhos. O governo espera que o tráfego aéreo na região metropolitana se aproxime sua capacidade máxima na próxima década, intensificando a busca por alternativas para ampliar a capacidade sem a construção de novos aeroportos públicos.

A JHSF se recusou a comentar. A Casa Civil informou por escrito por meio de sua assessoria que não recebeu proposta para tratar dessa mudança legal. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu a um pedido de comentário.

Embora o debate sobre o aeroporto da JHSF não seja novo, ele ganhou urgência no fim de 2025, em meio a preocupações renovadas com a limitação de slots em Congonhas, o aeroporto doméstico mais movimentado do Brasil. O terminal já opera próximo da capacidade máxima, o que limita a possibilidade de as companhias aéreas adicionarem novas rotas ou frequências.

A legislação atual permite apenas que aeroportos públicos recebam voos comerciais regulares. A questão é hoje regulada por decreto, mas há um entendimento de que o assunto só poderia ser tratado por um projeto de lei. É isso que a área jurídica está analisando, segundo pessoas com conhecimento do tema.

A proposta também enfrenta resistência em outras áreas do governo, incluindo da Casa Civil. Os opositores argumentam que o plano poderia prejudicar o regime de concessões do Brasil. Concessionárias pagam uma outorga ao governo, enquanto aeroportos apenas autorizados pelo poder público pagariam somente taxas de uso.

Por outro lado, os contratos de concessão oferecem maior proteção jurídica às empresas que operam os aeroportos.

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