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Hypera (HYPE3) aprova R$ 185 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 18:42

A Hypera (HYPE3) informou nesta quinta-feira (26) que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 185 milhões, equivalente a R$ 0,26304 por ação, com retenção de imposto de renda na fonte.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital. A partir de 1º de abril de 2026, os papéis passam a ser negociados “ex-JCP”.

O valor líquido será imputado aos dividendos obrigatórios relativos ao exercício de 2026, a serem deliberados na assembleia geral de 2027. O pagamento ocorrerá até o fim de 2027, em data ainda a ser definida, sem atualização monetária.

A companhia também informou que foram subscritas todas as ações do aumento de capital aprovado anteriormente, somando R$ 1,5 bilhão. Com a homologação prevista para 31 de março de 2026, o capital social passará a R$ 11,2 bilhões, dividido em 704 milhões de ações ordinárias.

A farmacêutica teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes.

Hypera (HYPE3) tem salto no lucro líquido do 4º tri e supera expectativas de analistas

13 de Março de 2026, 06:48

A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

O resultado foi bem acima do lucro líquido de R$ 79 milhões obtido pela empresa no quarto trimestre de 2024 e ficou próximo dos 454 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Analistas, em média, esperavam que a companhia apresentasse lucro de R$ 395 milhões, segundo dados da LSEG.

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A companhia também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda de operações continuadas de R$ 748,4 milhões de outubro ao final de dezembro, ante expectativa média do mercado de R$ 731 milhões, também de acordo com a LSEG.

O resultado do período foi apoiado em parte por um crescimento de 48% na receita líquida ante o quarto trimestre de 2024, para R$ 2,24 bilhões, em meio a uma expansão de 7,4% da venda ao consumidor final do varejo farmacêutico, algo que seguindo a Hypera foi 0,5 ponto percentual “superior ao avanço do mercado de atuação”.

Enquanto isso, as despesas com marketing ficaram relativamente estáveis, recuando 0,7% no período, a R$ 381 milhões. Já as despesas com vendas cresceram 6,8%, para R$ 260 milhões.

O grupo ainda reduziu as despesas gerais e administrativas em 11,6% no quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 88 milhões.

EMS vence disputa pela Medley e compra marca de genéricos por US$ 600 milhões

6 de Março de 2026, 10:22

A EMS, farmacêutica controlada pela família Sanchez, fechou a compra da Medley, marca de medicamentos genéricos da francesa Sanofi no Brasil, em uma operação avaliada em cerca de US$ 600 milhões, aproximadamente R$ 3,2 bilhões na conversão de hoje.

O acordo foi assinado nesta sexta-feira (6) e ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A transação encerra um processo competitivo que envolveu outros interessados, como Aché, Hypera, Biolab e a indiana Sun Pharma, como noticiaram os colegas do Neofeed.

Com a aquisição, a EMS reforça sua posição como uma das maiores fabricantes de medicamentos genéricos do país após uma tentativa frustrada de fusão com a concorrente Hypera. A Medley registrou faturamento de cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025, com resultado operacional (Ebitda) próximo de R$ 200 milhões.

O processo de venda da Medley havia sido antecipado pelo InvestNews em dezembro de 2024, quando a Sanofi iniciou a busca por um comprador, em meio a uma reorganização global de portfólio. À época, a pedida era de US$ 1,5 bilhão, mas o negócio acabou saindo por menos da metade.

Em comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira, as empresas afirmaram que a operação abre um novo capítulo para a Medley ao combinar a marca consolidada da companhia no mercado brasileiro com a escala industrial da EMS.

“A Medley representa um ativo estratégico complementar às operações do grupo. A empresa construiu uma marca muito sólida e respeitada no mercado brasileiro”, afirmou, em nota, Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração da EMS.

Carlos Sanchez, fundador e controlador da EMS
Carlos Sanchez, fundador e controlador da EMS (Fiesc/Divulgação)

A Sanofi, por sua vez, disse que a venda está alinhada à estratégia global da companhia de concentrar investimentos em medicamentos biofarmacêuticos, produtos OTCs (como antigripais e outros remédios sem necessidade de prescrição por meio da Opella) e vacinas.

Segundo as empresas, a Medley continuará operando normalmente até a conclusão da transação e será mantida como uma marca independente dentro da estrutura da EMS. A Medley foi comprada da família Negrão pela Sanofi em 2009 por R$ 1,5 bilhão.

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Com trimestre positivo, Hypera se prepara para o fim da patente do Ozempic: ‘oportunidade da década’

29 de Outubro de 2025, 13:57

Após apresentar resultados acima das expectativas no terceiro trimestre, a Hypera reforçou seus planos para disputar o mercado das canetas de emagrecimento — aquela que o CEO Breno Oliveira descreveu como “a maior oportunidade do mercado farmacêutico brasileiro em uma década”.

Oliveira afirmou que a companhia pretende lançar sua própria versão da semaglutida — molécula do Ozempic e do Wegovy — logo após o vencimento da patente, previsto para março de 2026. Segundo o executivo, o mercado de medicamentos à base de GLP-1 (semaglutida e equivalentes) já movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano no país. A semaglutida é responsável por metade desse valor.

“Nosso produto não será licenciado. Será uma marca nossa, com registro nosso. Não pretendemos jogar no mercado de genéricos”, disse Oliveira em teleconferência com analistas.

A titular da patente, a dinamarquesa Novo Nordisk, tenta prorrogar a exclusividade no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o caso ainda não teve decisão final. O interesse da Hypera se dá em meio a uma corrida nacional pelos medicamentos à base de GLP-1. A EMS já estreou nesse mercado com as canetinhas Olire e Lirux — versões nacionais da liraglutida, princípio ativo do Saxenda, de geração anterior à semaglutida.

A empresa de Carlos Sanchez, que investiu mais de R$ 1 bilhão em uma fábrica de peptídeos em Hortolândia (SP) e planeja produzir 750 mil canetas, já confirmou que pretende lançar sua própria semaglutida assim que o monopólio da Novo Nordisk terminar.

Outros laboratórios — Cimed, Biomm, Eurofarma e Prati-Donaduzzi — também anunciaram planos para produzir versões genéricas da molécula a partir de 2026.

Além da semaglutida, o CEO da Hypera afirmou que a empresa prepara lançamentos em outras moléculas prestes a perder exclusividade, como a dapagliflozina — que tem efeitos semelhantes aos medicamentos GLP-1 e é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e de insuficiência cardíaca.

Esses medicamentos ajudam o corpo a eliminar o excesso de glicose pela urina e reduzem o risco de complicações cardiovasculares — um dos segmentos que mais crescem globalmente e cuja patente da AstraZeneca também se aproxima do vencimento. “Há um conjunto de produtos com queda de patente no curto prazo, e estamos prontos para entrar nesses mercados”, acrescentou Oliveira.

Além do chamado patent cliff, a Hypera aposta em novas categorias, como probióticos, vitaminas — entre elas a B12 — e o lançamento de produtos oncológicos.

Trimestre positivo

No trimestre encerrado em setembro, a Hypera registrou receita líquida de R$ 2,23 bilhões, alta de 16,3% em relação ao mesmo período de 2024, e lucro líquido de R$ 453,9 milhões, avanço de 22,6%.

O lucro operacional (Ebitda) foi de R$ 756 milhões, crescimento de 35% na comparação anual, com margem de 34%. A dívida líquida ficou em R$ 7,3 bilhões, o equivalente a uma alavancagem de 2,4 vezes o Ebitda anualizado.

O Itaú BBA classificou o resultado como “positivo e acima das expectativas” e manteve preço-alvo de R$ 35, enquanto o BTG Pactual reiterou recomendação neutra, com target de R$ 28, elogiando o trimestre, mas alertando que “a consistência ainda precisa ser provada”.

As ações da Hypera (HYPE3) subiam mais de 4% nesta quarta-feira (29), liderando as altas do Ibovespa, em meio ao otimismo do mercado com o novo ciclo de crescimento baseado em inovação e prescrição.

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