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Alta do petróleo vai impactar preços de passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de Março de 2026, 06:10

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que o setor aéreo brasileiro tem recursos para enfrentar a alta do preço do petróleo gerada pela guerra no Oriente Médio e que repasses aos preços das passagens devem ocorrer.

“Tem muita volatilidade no mercado. No curtíssimo prazo a empresa está preparada para lidar com esses choques, que impactam todas as companhias que têm um certo nível de tolerância para absorção de custo”, disse Ferrer durante evento.

“Temos várias ferramentas, mas é natural ter algum repasse (para o preço das passagens)”, disse o executivo à Reuters.

No começo de março, a Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% diante da alta do barril do petróleo no mercado internacional gerada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.

Ferrer garantiu que a alta dos preços dos combustíveis não atrapalha o plano de expansão internacional da Gol, que usará o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, como hub para novos voos de longa distância.

“Isso não se confunde com nosso plano de longo prazo”, disse o executivo, afirmando que enquanto a Gol quer expandir o número de aviões da Airbus em sua frota, ainda tem 85 jatos da Boeing para receber nos próximos anos.

Gol traz aviões Airbus e investe na primeira classe para atrair público endinheirado

12 de Março de 2026, 20:37

Depois de sair do Chapter 11 e em meio ao avanço de sua incorporação pelo grupo Abra, a Gol deu seu primeiro passo mais amplo na estratégia que pretende seguir no longo prazo. A companhia anunciou a entrada de cinco Airbus A330, abriu uma nova frente de voos intercontinentais a partir do Galeão (Rio de Janeiro) e lançou uma oferta mais sofisticada de produto, com classe executiva e nova categoria no Smiles. 

A Gol já havia anunciado Nova York e confirmou agora também Lisboa, Paris e Orlando como parte da expansão internacional a partir do Rio de Janeiro. O objetivo é transformar o aeroporto no principal eixo de conexão da companhia entre voos domésticos, regionais e intercontinentais, usando essa rede para alimentar a operação e aumentar a relevância do grupo no tráfego internacional.

Entre janeiro e dezembro de 2005, por exemplo, mais de 5,2 milhões de passageiros vieram para o Rio de Janeiro, sendo que a Gol trouxe 1 milhão de turistas estrangeiros por meio de seus parceiros, afirma Celso Ferrer, CEO da Gol. O executivo anunciou as novidades da companhia em um evento para imprensa e autoridades na capital fluminense.  

“Estamos trazendo para o negócio a possibilidade de captar novas receitas, por meio de produtos e conectividade, agora, internacional.” Em 2025, cerca de 17% de toda a operação da Gol foi dedicada a rotas internacionais, com foco especialmente na América do Sul, países da América Central, além de México e Estados Unidos. A meta, agora com os anúncios, é chegar a 25% até 2029.

Gol preparada… até para o combustível mais caro

Depois de um ano e meio com a prioridade de reorganizar a operação e retomar capacidade, a companhia vê a próxima fase menos centrada em volume e mais em rentabilidade, segundo o CEO. Ferrer diz que a Gol saiu do processo de recuperação judicial nos EUA mais eficiente e com uma operação consistente.

Nos últimos meses, a Gol voltou a ganhar participação no mercado doméstico, embora siga atrás da Latam. Ferrer atribui essa recuperação à retomada de aeronaves que ficaram paradas nos anos mais difíceis da pandemia e voltaram à operação após a saída do Chapter 11.

Segundo o executivo, porém, essa fase de expansão mais acelerada tende a dar lugar agora a “um crescimento mais ponderado”, mais alinhado ao avanço do mercado do que a uma busca incessante por participação.

Segundo o CEO, a companhia está preparada para lidar com choques como a alta do petróleo, um ponto sensível para o setor aéreo pelo impacto direto sobre o preço do combustível. Nesta semana, o petróleo tipo Brent chegou a superar a casa de US$ 100 nas negociações do mercado.

O executivo, porém, pondera que a estratégia de expansão de rotas internacionais não está ancorada apenas no curto prazo, mas num plano mais amplo de expansão e monetização da operação – e reconhece que deve haver repasse dos custos aos preços dos bilhetes.

Nova cara da frota

É justamente aí que entra uma das mudanças mais simbólicas dessa nova fase. Historicamente apoiada numa frota padronizada de Boeing 737, a Gol vai incorporar agora cinco Airbus A330 para sustentar a expansão internacional de longo curso.

A mudança adiciona complexidade a uma operação que sempre tratou a simplicidade da frota única como parte central de sua eficiência, mas a companhia argumenta que esse movimento faz sentido dentro da lógica da Abra, e não apenas da Gol isoladamente.

Na visão da empresa, a escala do grupo ajuda a absorver essa transição. Ferrer afirma que “a gestão da frota, que é onde a gente tem as maiores e as mais claras sinergias. O hub de manutenção já opera de forma integrada entre Gol e Avianca, por exemplo. A empresa de origem colombiana também faz parte da Abra e opera os aviões Airbus.

Albert Perez, vice-presidente de operações da Gol, diz que a incorporação das aeronaves A330 vem sendo estruturada para aproveitar sinergias em manutenção, contratos e gestão operacional, dentro de uma plataforma mais ampla do grupo.

O argumento da companhia é que a nova frota não está sendo tratada como um projeto paralelo, mas como parte do desenho de longo prazo da Abra para ampliar conectividade e presença internacional.

Mais premium

A nova etapa da companhia não passa apenas pela malha e pela frota. Ela também traz uma mudança de posicionamento comercial. Com os voos intercontinentais, a Gol passa a oferecer uma categoria executiva batizada de Insignia, numa tentativa de acessar um passageiro de maior renda e elevar a receita por cliente em rotas mais longas.

Ao mesmo tempo, a Smiles ganha uma nova categoria, a Magno, posicionada acima da Diamante, atualmente a mais alta do programa de fidelidade da Gol.

A combinação entre primeira classe premium e fidelidade mais sofisticada reforça a estratégia de capturar valor adicional com produtos e serviços, num momento em que a companhia tenta entrar numa fase menos centrada em volume e mais focada em rentabilidade.

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Gol prioriza retorno financeiro e investe na classe executiva para atrair público de alta renda

12 de Março de 2026, 20:37

Depois de sair do Chapter 11, processo equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos, e em momento de avanço de seu plano de incorporação pelo grupo Abra, a Gol deu seu primeiro passo mais amplo na estratégia que pretende seguir no médio e no longo prazo.

A companhia anunciou a entrada de cinco aeronaves Airbus A330 em sua frota, abriu uma nova frente de voos intercontinentais a partir do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e apresentou uma oferta de produto que pretende ser mais premium, com classe executiva e nova categoria no Smiles, o seu programa de fidelidade.

O novo posicionamento representa uma evolução para uma companhia que nasceu em 2000, fundada por Constantino de Oliveira Júnior, com o apelo de ser a primeira low cost brasileira, ou seja, voltada a oferecer preços de passagens mais acessíveis com um serviço mais simples – como barrinhas de cereal como lanche de bordo em vez de sanduíches, o que à época era mais comum.

A Gol já havia anunciado Nova York e confirmou agora também Lisboa, Paris e Orlando como novos destinos atendidos a partir do Rio de Janeiro.

O objetivo é transformar o Aeroporto Internacional Tom Jobim (nome oficial do Galeão) no principal eixo de conexão da companhia entre voos domésticos, regionais e intercontinentais e usar essa rede para alimentar a operação e aumentar a relevância do grupo no tráfego para o exterior.

Entre janeiro e dezembro de 2005, por exemplo, mais de 5,2 milhões de passageiros viajaram para o Rio de Janeiro, sendo que a Gol foi responsável por trazer 1 milhão de turistas estrangeiros por meio de seus parceiros, afirma Celso Ferrer, CEO da Gol. O executivo anunciou as novidades da companhia em um evento para imprensa e autoridades na capital fluminense na quinta-feira (12).  

“Estamos trazendo para o negócio a possibilidade de captar novas receitas, por meio de produtos e conectividade, agora, internacional.”

Em 2025, cerca de 17% de toda a operação da Gol foi dedicada a rotas internacionais, com foco especialmente na América do Sul e em países da América Central, além de México e Estados Unidos. A meta, agora com a execução dos planos anunciados, é chegar a 25% até 2029.

Gol preparada… para o combustível mais caro

Depois de um ano e meio com a prioridade de reorganizar a operação e retomar a oferta de assentos, a companhia busca na próxima fase atuar com menos foco em volume de passageiros e mais em rentabilidade, segundo o CEO. Ferrer diz que a Gol saiu do processo equivalente à recuperação judicial nos EUA mais eficiente e com uma operação que descreve como consistente.

Nos últimos meses, a Gol voltou a ganhar participação no mercado doméstico, embora siga atrás da Latam. Ferrer atribui essa recuperação à retomada de aeronaves que ficaram paradas nos anos mais difíceis da pandemia e voltaram à operação após a saída do Chapter 11.

Segundo o executivo, porém, essa fase de expansão mais acelerada tende a dar lugar agora a “um crescimento mais ponderado”, mais alinhado ao avanço do mercado do que a uma busca incessante por participação de mercado.

Segundo o CEO, a companhia está preparada para lidar com choques como a alta do petróleo, um ponto sensível para o setor aéreo pelo impacto direto sobre o preço do combustível. Nesta semana, o petróleo tipo Brent chegou a superar a casa de US$ 100 nas negociações do mercado internacional.

O executivo ressalta que a estratégia de expansão de rotas internacionais não está ancorada apenas no curto prazo mas em um plano mais amplo de expansão e monetização da operação – e reconhece que deve haver repasse dos custos de combustíveis aos preços dos bilhetes.

Nova composição da frota

É justamente aí que entra uma das mudanças mais simbólicas dessa nova fase. Historicamente apoiada em uma frota padronizada de Boeing 737, a Gol vai incorporar agora cinco Airbus A330 para sustentar a expansão internacional de longo curso.

A mudança adiciona complexidade a uma operação que sempre – em sua trajetória – tratou a simplicidade da frota única como parte central de sua eficiência. Agora, a companhia argumenta que esse movimento faz sentido dentro da lógica da Abra, e não apenas da Gol isoladamente.

Na visão da empresa, a escala do grupo ajuda a absorver essa transição.

Ferrer afirma que a gestão da frota é a frente em que a companhia tem as maiores e as mais claras sinergias. “O hub de manutenção já opera de forma integrada entre Gol e Avianca, por exemplo.” A empresa de origem colombiana também faz parte da Abra e opera aviões da Airbus.

Albert Perez, vice-presidente de operações da Gol, diz que a incorporação das aeronaves A330 vem sendo estruturada para aproveitar, como citado pelo CEO, sinergias em manutenção, contratos e gestão operacional, dentro de uma plataforma mais ampla do grupo.

O argumento é que a nova frota não está sendo tratada como um projeto paralelo, mas como parte do desenho de longo prazo da Abra para ampliar conectividade e presença internacional.

Mais premium

A nova etapa da companhia não passa apenas pela malha e pela frota.

Ela também traz uma mudança de posicionamento comercial. Com os voos intercontinentais, a Gol passa a oferecer uma nova categoria executiva batizada de Insignia, em uma tentativa de acessar um passageiro de maior renda e elevar a receita por cliente em rotas mais longas.

Ao mesmo tempo, a Smiles ganha uma nova categoria, a Magno, posicionada acima da Diamante, atualmente a mais alta do programa de fidelidade da Gol.

A combinação entre primeira classe premium e fidelidade mais sofisticada reforça a estratégia de capturar valor adicional com produtos e serviços, em um momento em que a companhia tenta entrar em uma fase menos centrada em volume, e mais em rentabilidade.

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Controladora da Gol anuncia intenção de fazer IPO nos EUA

15 de Outubro de 2025, 17:53

A holding Abra, controladora da companhia aérea Gol, anunciou nesta quarta-feira (15) que pretende fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

LEIA MAIS: Gol propõe fusão interna e prepara saída da B3

A companhia afirmou em comunicado que pretende enviar à SEC — órgão fiscalizador dos mercados norte-americanos — um pedido confidencial prévio para um possível IPO, e acrescentou que a realização de uma eventual transação dependerá de condições que incluem fatores favoráveis de mercado e a conclusão da revisão do pedido.

LEIA MAIS: Mais leve, Latam avança sobre o mercado regional com jatos da Embraer

Além da Gol, a Abra também controla a companhia aérea de origem colombiana Avianca.

“A Abra Group Limited anunciou hoje sua intenção de submeter, de forma confidencial, à SEC um rascunho de declaração de registro no Formulário F-1 referente a uma potencial oferta pública inicial de suas ações ordinárias nos Estados Unidos”, afirmou a empresa no breve comunicado ao mercado, que não traz detalhes sobre a operação pretendida.

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