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LIQB11: Como um ETF de títulos públicos pode apresentar o mundo da bolsa de valores aos investidores focados em renda fixa

12 de Agosto de 2026, 16:00

A renda fixa domina de forma esmagadora o comportamento do investidor brasileiro. Segundo dados da Anbima, a classe respondeu por 59% de todo o volume de investimentos feitos no país em 2025: R$ 5,14 trilhões movimentados.

O raciocínio faz sentido se considerarmos que, com juros elevados no país, essa é uma forma de fazer seu capital render a uma taxa atrativa e, ao mesmo tempo, com riscos muito menores do que os encontrados na renda variável.

Ao mesmo tempo em que o Ibovespa é amplamente citado nos noticiários e mídias sociais, parece que grande parte da população prefere não chegar perto da bolsa de valores, evitando qualquer tipo de risco mais explícito para seu patrimônio.

E se estamos falando de um investidor com perfil conservador, ou que não possui nada além de sua reserva de emergência, alocá-la na renda fixa é, de longe, a escolha mais sábia. Não é recomendado ultrapassar seus próprios limites.

Porém, tratando-se de investidores de perfil mais arrojado e com mais capital disponível para investir, mantê-lo exclusivamente na renda fixa pode ter um custo implícito: menos diversificação, com uma carteira exposta a apenas um tipo de risco, e a perda de grandes oportunidades de multiplicação de patrimônio em outros mercados.

Mas e se apresentássemos uma forma de colocar um “pezinho” na bolsa, pelo menos para conhecer esse mercado na prática, mas sem tomar riscos muito agressivos?

Investir na renda fixa na bolsa de valores: conheça o LIQB11 e suas vantagens frente ao mercado

Para quem quer conhecer o universo da renda variável, mas inicialmente sem assumir exposição a ativos de alto risco, é possível unir o útil ao agradável por meio de uma proposta inovadora no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, a proposta também pode se aplicar a investidores que já possuem capital aplicado na bolsa, mas não querem sair dela em busca de uma oportunidade que combine diversificação com exposição à renda fixa.

O ETF LIQB11, lançado em julho deste ano, chegou ao mercado buscando ajudar investidores:

  • Que querem comprar uma cesta de ativos de renda fixa, mas sem sair da bolsa de valores;
  • Com menos propensão ao risco na renda variável;
  • Com pouca ou nenhuma experiência na bolsa.

ETFs são exchange-traded funds, na sigla em inglês. Ou seja, uma categoria de fundos de investimento que são negociados na bolsa, como se fossem ações.

Mas ao invés de investir na ação de uma empresa, um ETF representa uma cesta de ativos. Essa cesta, consequentemente, pode conter ativos de qualquer mercado e, no caso do LIQB11, ela é composta de títulos públicos, atrelados à Selic ou ao IPCA.

LIQB11: Quais as vantagens de investir em um ETF de renda fixa?

Essa combinação de renda fixa com bolsa pode até parecer inusitada à primeira vista, mas pode fazer bastante sentido quando entendemos as demais vantagens de unir o melhor dos dois mundos.

  • Porta de entrada para a bolsa: O investidor aprende a mecânica do mercado de renda variável (como funciona um pregão), por meio de ativos com os quais ele já tem mais familiaridade (renda fixa);
  • Diversificação em um só lugar: o ETF não representa apenas um ativo, mas sim uma cesta de ativos de renda fixa por meio de um único ticker de negociação, diluindo riscos específicos de cada papel;
  • Gestão profissional: a curadoria de ativos do fundo é feita por gestores profissionais, e o investidor não precisa selecionar ativos um a um;
  • Praticidade operacional: comprar e vender como se fosse uma ação, sem precisar gerenciar vencimentos individuais ou renovar aplicações.

E quais os riscos de investir no LIQB11?

Precisamos ressaltar que não existe investimento livre de riscos, nem mesmo os de renda fixa. A diferença está na intensidade.

Como as cotas do LIQB11 são negociadas em bolsa, elas estão sujeitas às oscilações do pregão, além de também estarem expostas à marcação a mercado dos títulos da cesta.

Mas mesmo que o ativo não venha para eliminar riscos, ele pode ser uma alternativa eficiente para quem busca liquidez produtiva dentro de uma carteira diversificada.

Saiba mais sobre o LIQB11 com apenas alguns cliques

Nesse texto, apresentamos algumas informações essenciais sobre o LIQB11. Mas essa é apenas a ponta do iceberg.

Clicando no link ao final da matéria, você está convidado a conhecer mais sobre o ETF e seu funcionamento. Independentemente da decisão que você tomar para a sua carteira de investimentos, vale conferir.

É só seguir o link:

LIQB11: QUERO SABER MAIS SOBRE O ETF

Investimentos envolvem riscos e podem causar perdas ao investidor. Certifique-se dos riscos e se o investimento faz sentido para o seu perfil antes de investir. Não há garantia de retorno. Retornos passados não garantem retornos futuros.

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Seu caixa com estratégia: Conheça as vantagens de investir em ETFs de renda fixa que buscam mais eficiência na carteira

12 de Agosto de 2026, 08:00

Em uma carteira de investimentos, nem todos os recursos precisam estar comprometidos com objetivos de longo prazo. É comum que parte do patrimônio seja mantida em caixa para atender necessidades eservir de reserva de emergência ou aguardar novas oportunidades de alocação.

Ainda assim, esses recursos também podem desempenhar um papel estratégico. Não por acaso, cresce o interesse por soluções que buscam conciliar alta liquidez, praticidade e potencial de remuneração para essa parcela da carteira.

Hoje, existem estratégias que buscam oferecer remuneração competitiva sem exigir exposição excessiva a riscos ou comprometer o acesso aos recursos quando necessário.

Não é à toa que tem crescido o interesse por soluções voltadas à gestão eficiente do caixa na carteira. E, entre elas, os ETFs de renda fixa vêm conquistando espaço entre os investidores.

Quais são as vantagens de investir em ETFs de renda fixa?

Entre os benefícios comuns aos ETFs estão a diversificação, a liquidez, a transparência, a flexibilidade e a eficiência de custos e tributária.

Já os ETFs de renda fixa contam com algumas particularidades. De forma mais detalhada, alguns dos benefícios dessa classe incluem:

  • Liquidez: Os ETFs de renda fixa podem ser comprados e vendidos direto na Bolsa de Valores e contam com liquidação em D+1, o que significa que o dinheiro é recebido em até um dia útil;
  • Tributação baseada na carteira: O Imposto de Renda é definido pelo prazo médio da carteira do ETF, e não pelo período em que o dinheiro permanece investido. Ou seja, o investidor encontra mais previsibilidade tributária; e
  • Possibilidade de alíquota mínima de IR: Alguns ETFs de renda fixa conseguem se enquadrar diretamente na faixa de 15% de Imposto de Renda, mesmo para investidores com horizonte de aplicação mais curto.

Assim, não surpreende que os ETFs de renda fixa estejam atraindo cada mais a atenção dos investidores.

Agora, entre os produtos com potencial de destaque nesse segmento está o LIQB11, um ETF de renda fixa gerido pelo BTG Pactual e criado com foco na administração do caixa e na busca por maior eficiência.

Em relatório recente, a Empiricus Research revelou todos os detalhes por trás da estrutura do LIQB11. Dentre as características que o tornam uma alternativa interessante para a gestão do caixa da carteira, os analistas apontam:

  • A segurança dos ativos;
  • A busca por retornos próximos aos juros de curto prazo;
  • A praticidade operacional;
  • Os custos competitivos; e
  • A negociação em bolsa.

A boa notícia é que o relatório completo já está disponível para que você possa acessar.

Saiba como acessar mais detalhes sobre o LIQB11

Se você está em busca de uma alternativa para dar mais eficiência aos recursos que permanece temporariamente em caixa na sua carteira, vale a pena conhecer melhor o LIQB11.

O ETF foi desenvolvido com o objetivo de funcionar como uma ferramenta de gestão de liquidez, combinando uma carteira majoritariamente composta por títulos atrelados à Selic com uma parcela menor de títulos indexados à inflação.

Entre os pontos que chamam a atenção na estratégia está a busca por um equilíbrio entre liquidez, baixa volatilidade e eficiência tributária.

Outro diferencial é a proposta de servir como uma alternativa para recursos destinados a futuras alocações, rebalanceamentos da carteira ou posições mais defensivas, permitindo que esses valores permaneçam investidos enquanto aguardam uma nova destinação.

Para entender em detalhes como o LIQB11 funciona, quais são seus riscos, diferenciais e em quais cenários ele pode fazer sentido dentro de uma estratégia de investimentos, a Empiricus Research preparou um relatório gratuito sobre o tema.

Basta clicar no botão abaixo acessar o material completo e conhecer todos os detalhes do LIQB11:

ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO AQUI

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Carteira de ETFs: veja o que levar em conta na hora de investir e um portfólio completo com 10 recomendações

3 de Junho de 2026, 14:00

Um dos questionamentos que podem surgir ao montar um portfólio de investimentos é “quais ativos vão subir mais?”. Mas, para investidores que já conhecem o mercado, essa não é a pergunta correta, pois o futuro é imprevisível.

O melhor caminho é a diversificação de risco, destaca a analista Lais Costa, da Empiricus Research. Essa, inclusive, foi uma das estratégias adotadas para a nova carteira de ETFs de Thiago Salomão, CEO e fundador do Market Makers.

Saiba a estratégia com ETFs utilizada na carteira do Salomão

O portfólio de ETFs foi montado por Lais Costa e Salomão com o objetivo de gerar ganho de capital ao longo do tempo.

Para isso, a analista pensou de que forma poderia diversificar o risco para montar uma carteira de longo prazo capaz de oferecer um retorno consistente para a multiplicação do investimento.

“Hoje, os gestores tentam maximizar a consistência entre vários vetores de risco”, explica a analista. Para isso, Costa aplicou o modelo de Hierarchical Risk Parity para entender o comportamento dos ativos e separá-los com base nisso.

O modelo aplicado permite menos erros estatísticos do que outras análises tradicionais, afirma a analista. Isso permite que a diversificação do portfólio seja feita de forma mais segura para os investidores.

No backtest realizado entre 2019 e 2026, a carteira gerou um retorno médio superior a CDI+ 3% ao ano.

Aumento do investimento em ETFs impulsiona o mercado

Salomão lembra que muitos investidores que querem viver de renda ao se aposentarem cometem o erro de investir em ativos geradores de renda logo cedo.

Ele aponta que, caso o leitor não precise de renda imediatamente, o melhor é investir em uma carteira de acumulação de capital para posteriormente, com um bom patrimônio acumulado, migrar para ativos pagadores de proventos.

E qual o melhor caminho para esse investimento? “São os ETFs”, afirma o executivo.

Os ETFs (Exchange Trade Funds, na sigla em inglês) são fundos de investimento negociados na bolsa de valores que replicam a performance de índices de mercado.

Segundo dados da Anbima, os ETFs foram o segundo investimento que mais cresceu, em porcentagem, em 2025. O aumento foi de 47,8% e ficou atrás apenas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Mas por quais motivos esse tipo de investimento está chamando tanta atenção?

ETFs na mira do mercado; veja por que

Os ETFs oferecem uma grande variedade de ativos e podem replicar desde índices de renda variável, como o Ibovespa, até os de renda fixa.

Alguns ETFs permitem que os investidores acessem mercados internacionais e setores específicos, como commodities, small caps, crédito privado e criptoativos.

Esse tipo de investimento, geralmente, oferece taxas de administração menores do que fundos tradicionais. Os ETFs são fáceis de negociar e por serem negociados na bolsa de valores, oferecem alta liquidez.

Em resumo, trata-se de um produto financeiro que permite o investimento em diferentes mercados, classes de ativos e teses de uma maneira simples, sem sair da Bolsa brasileira.

Saiba como acessar a carteira de ETFs do Salomão

A carteira elaborada por Lais conta com 10 recomendações, sendo 9 ETFs e um BDR de ETF. Agora que você sabe como o portfólio foi montado, pode conhecer os ativos selecionados através deste link.

Caso tenha interesse, também é possível investir no portfólio de Thiago Salomão com apenas alguns cliques, pois a carteira pode ser “copiada” de forma automatizada no BTG Pactual.

Ao optar por essa modalidade, o portfólio é atualizado de maneira automática sempre que houver uma mudança por parte dos analistas, sem que o investidor precise fazer o rebalanceamento manualmente.

Se você quer investir em ETFs e ficou interessado em conhecer mais detalhes sobre a carteira do Salomão, basta clicar neste link ou no botão abaixo para saber mais informações.

QUERO CONHECER A CARTEIRA DE ETFS DO SALOMÃO

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ETF de bitcoin da BlackRock registra maior sequência de saídas da história

5 de Dezembro de 2025, 10:12

O IBIT, ETF (fundo negociado em bolsa) de bitcoin (BTC) à vista da gigante dos investimentos BlackRock, atravessa sua pior sequência desde o lançamento, em janeiro de 2024.

Nas últimas cinco semanas, o fundo registrou US$ 2,7 bilhões em saídas, segundo dados da Bloomberg até 28 de novembro.

Se o ritmo continuar, o ETF – “queridinho” dos investidores institucionais – deve completar seis semanas consecutivas de resgates. Só ontem, foram US$ 113 milhões em saques.

A onda de saídas anda lado a lado com a queda do bitcoin. Do início de novembro até esta sexta-feira (5), o BTC recuou 16%, pressionado por dúvidas sobre juros globais, aumento da aversão ao risco e incertezas envolvendo empresas cripto.

Nesta manhã, a maior criptomoeda do mercado é negociada a US$ 91.204, em queda de quase 2%, segundo a cotação do InvestNews.

Num efeito dominó, os resgates nesses ETFs também aceleram o movimento de baixa: quando os investidores vendem as cotas, os fundos precisam se desfazer de parte das criptos que mantêm em custódia para o lastro.

E não é só o ETF da BlackRock que está na maré negativa. Os outros fundos de BTC nos EUA também vêm perdendo fôlego. Juntos, os 10 produtos acumulam US$ 4,5 bilhões em saídas nas últimas seis semanas, de acordo com dados da plataforma SoSoValue.

A movimentação nesses fundos tem impacto no mercado cripto, visto que eles somam US$ 120,8 bilhões em patrimônio acumulado – 6,54% de todo o valor de mercado do bitcoin. O IBIT, sozinho, responde por US$ 71,54 bilhões, quase 60% desse total.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  -1,98%, US$ 91.204,03

Ethereum (ETH): -1,44%, US$ 3.129,78

XRP (XRP): -3,60%, US$ 2,06

BNB (BNB): -1,80%, US$ 893,08

Solana (SOL): -4,40%, US$ 136,69

Outros destaques do mercado cripto

Regulação provoca primeira baixa. A regulamentação das criptos endureceu as regras e passou a exigir capital mínimo – entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões – para empresas atuarem no setor. Muita startup cripto local não tem essa grana. Especialistas já sinalizaram que algumas poderiam fechar as portas. E isso já começou. A Crypto Use, que trabalha com infraestrutura de pagamentos, anunciou que encerrou as operações porque o novo cenário ficou insustentável.

Stablecoins na cola das moedas fracas. As stablecoins seguem no radar de organismos internacionais. Em relatório divulgado ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que essas criptos – que mantêm paridade com ativos tradicionais – podem ganhar espaço em países onde a moeda local é fraca ou a inflação é persistente. A instituição alerta que, nesses contextos, a população tende a migrar para alternativas digitais mais estáveis. Fica a pergunta: o real brasileiro entra nesse grupo de risco?

De volta para o Brasil. Em um passado não tão distante, o Brasil foi inundado por golpes com cripto. Um dos últimos a cair foi o esquema Braiscompany, que prometia 8% ao mês, não pagou e desviou mais de R$ 1 bilhão de 20 mil clientes. Foi uma novela só, e o casal responsável pelo esquema fugiu para a Argentina. Lá, eles foram presos em 2024. Agora, a Justiça autorizou a extradição deles para o Brasil. Que isso ajude a recuperar o dinheiro das vítimas, né?

Quer saber mais sobre cripto? Assine o morning call do InvestNews!

Ibovespa tem maior concentração em 12 anos: como isso atrapalha a diversificação da sua carteira

21 de Outubro de 2025, 11:29

O Ibovespa vive o maior nível de concentração em mais de uma década. As dez maiores ações representam juntas mais de 50% do índice — o peso mais alto desde 2013, segundo levantamento do InvestNews. Na prática, isso significa que tentar replicar o Ibovespa hoje – seja por meio de ETFs ou fundos passivos – deixou de ser sinônimo de diversificação.

Entre as 82 ações que formam o índice, dez empresas dominam o desempenho: Vale (11,2%), Itaú Unibanco PN (8,2%), Petrobras (10,4%, somando ações preferenciais e ordinárias), Eletrobras (4,4%), Bradesco PN (4,1%), Sabesp (3,6%), B3 (3,2%), BTG Pactual (3,1%) e Itaúsa (3,1%).

Algumas delas até ganharam espaço nos últimos anos — casos de Sabesp e BTG Pactual —, mas o avanço mais expressivo veio das gigantes que já carregavam peso histórico. A Vale, por exemplo, tinha participação de apenas 3,5% há 12 anos; hoje, sozinha, responde por mais de um décimo do índice.

A concentração é um desafio para quem busca uma carteira equilibrada. Uma das formas mais clássicas de se investir de forma diversificada é por meio de ETFs, fundos negociados em bolsa que acompanham índices como o Ibovespa ou o S&P 500. Mas, com o peso crescente de poucas companhias, o investidor que escolhe um ETF do Ibovespa acaba mais exposto aos riscos específicos dessas grandes empresas do que imagina.

O jeito, então, é combinar mais coisas. O planejador financeiro Robson Ortis sugere como alternativa intercalar setores e segmentos menos representativos nos grandes índices – e sem sequer abandonar o uso dos ETFs, que são de fato alternativas práticas, simples e de baixo custo.

Para os investidores com perfil mais agressivo, ETFs de empresas menores (small caps) são um bom caminho. Assim como para a maioria das ações, as pequenas se aproveitam de um cenário positivo para a renda variável, mas são bem mais sensíveis às perspectivas de juros e atividade econômica, o que apimenta mais a carteira.

O ETF de maior liquidez ligado a essas companhias é o SMAL11, que segue o índice SMLL, composto por papéis bastante diversos. Os 10 de maior participação no índice são todos de empresas com fatia muito pequena dentro do Ibovespa, que não chegam a 1%: Lojas Renner, Assaí, Allos, SmartFit, Multiplan, Brava Energia, Taesa, Cyrela, Natura e Sanepar (que nem no principal índice da B3 está).

Do lado um pouco menos volátil, mas ainda dentro da renda variável, setores com receitas estáveis e menos dependentes do cenário macroeconômico também funcionam para equilibrar a carteira, caso das empresas reguladas de utilidade pública: energia elétrica, saneamento, água e gás.

O mais recente ETF lançado para acompanhar essas companhias é o UTLL11, que segue o índice UTIL, composto por papéis que aparecem no Ibovespa, caso de Sabesp e Eletrobras, mas com importante participação de outras representantes do setor, como Equatorial, Eneva, Cemig, Copel, Energisa e Engie Brasil.

Ao comprar um ETF de Ibovespa, o investidor tem 15% de exposição a essas companhias; via um ETF do setor, a participação desses nomes sobe para 85%. Aqui, aumentar a concentração ao setor na carteira teria uma finalidade de diversificação do portfólio para um perfil mais “defensivo” contra sobressaltos no mercado.

Vale a ressalva de que o UTLL11 ainda está com a liquidez em formação, já que foi lançado em setembro deste ano – o que pode dificultar um pouco a vida de quem desejar comprar e vender o fundo mais rapidamente na bolsa.

Uma camada a mais, com um pé fora do Brasil

Um investidor poderia se perguntar se comprar um ETF simples de S&P 500 não seria o suficiente para trazer mais diversidade para o portfólio. À primeira vista, sim: comprar as 500 maiores companhias americanas é, de cara, uma solução básica indicada por vários consultores e planejadores financeiros.

Ocorre que, da mesma forma que no Ibovespa, a concentração das empresas no índice americano é mais alta da história. Os 10 principais papéis atingiram o pico de 38% de participação no indicador desde 1880, segundo dados do Citi Global Insights. E, hoje, eles são praticamente todos do setor de tecnologia: Apple, Microsoft, Nvidia, Alphabet, Meta, Tesla e Broadcom.

Com praticamente nenhuma representatividade no mercado brasileiro, o setor de tecnologia tem um papel extremamente importante na estratégia de investimentos. Por isso, nesse caso, um ETF de S&P simples, como o IVVB11, cumpre bem o papel. É preciso se atentar apenas para o risco adicional de ter esse produto: a exposição cambial.

Para o investidor que quer diluir o efeito dessa concentração em poucas empresas e reduzir a volatilidade da carteira, sem precisar abrir uma conta em uma corretora internacional, uma opção são os ETFs híbridos na B3. É o caso do GOAT11, que tem 80% de exposição à renda fixa, via títulos públicos, e 20% ao S&P 500.

A parte de renda fixa acompanha o índice IMA-B, que dá a variação dos títulos atrelados ao IPCA, o conhecido Tesouro IPCA+. E a parte de bolsa americana apenas replica o índice lá fora. Se sete empresas equivalem a 38% do S&P 500, o GOAT11 dilui isso para cerca de 7,6%. Um bom negócio para quem quer dar um passo em direção ao mar, mas sem se molhar demais.

Bitcoin Treasury Company, bitcoin e fundo cripto: quais as diferenças entre os investimentos?

8 de Outubro de 2025, 14:27

A estreia da bitcoin treasury company OranjeBTC (OBTC3) na bolsa de valores nesta semana chamou atenção – e foi destaque em vários veículos, inclusive aqui no InvestNews. Mas, afinal, como esse tipo de empresa funciona? E qual a diferença entre investir nela, comprar bitcoin (BTC) diretamente ou aplicar em um fundo de criptomoedas?

Vamos por partes.

O objetivo de uma bitcoin treasury company é acumular bitcoin e, ao mesmo tempo, fazer com que o valor de suas ações cresça mais do que o próprio BTC, de modo a atrair mais investidores. Ela tenta dar mais valor aos seus papéis por meio de alavancagem financeira – ou seja, captando recursos por meio de dívidas ou novas emissões de ações para comprar ainda mais cripto.

Para fins didáticos, vamos supor que a ação da empresa seja equivalente a um bitcoin (o que não é o caso na realidade, ok?). Se a estratégia da companhia der certo, essa ação poderia passar a representar o equivalente a 1,2 BTC, por exemplo, no período de um ano. Já em uma situação em que o investidor compra 1 BTC, ele vai ter 1 BTC no mesmo período.

Tá, então dá pra dizer que uma bitcoin treasury company é concorrente do Bitcoin? Sim e não.

Sim, porque ela compete pelo seu dinheiro: quem quer se expor ao BTC precisa escolher se compra a criptomoeda ou as ações da empresa. E não, porque o desempenho da companhia depende totalmente do Bitcoin. Se o BTC cair, o valor da empresa também cai. O modelo de negócios da OranjeBTC, portanto, é uma aposta alavancada no sucesso futuro do Bitcoin.

Leia mais:

Quais os riscos?

A acumulação de BTC não gera caixa naturalmente para uma bitcoin treasury company. A única maneira de empresas de tesouraria comprarem mais cripto é por meio de recursos captados no mercado de capitais – como ações, dívidas ou outros instrumentos financeiros.

“Isso só será positivo para os acionistas se as condições de mercado forem favoráveis. Portanto, o maior risco para o negócio é a falta de acesso a capital ou condições de mercado que impeçam a acumulação de moedas/ações”, disse o Itaú BBA, em relatório publicado nesta semana.

Qual a diferença para investir direto em bitcoin

O investimento em uma bitcoin treasury company é diferente de investir diretamente na criptomoeda, via exchange ou banco digital, por exemplo. Nesse caso, o investidor está exposto diretamente ao desempenho do preço do bitcoin – sem amplificadores.

Os riscos são aqueles inerentes ao ativo, como a alta volatilidade. No caso de manter as criptos em uma plataforma, há sempre a preocupação com segurança. Já se o investidor decide guardar suas criptos em carteira própria, é preciso cuidar bem de suas chaves privadas, porque, se as perder, não há como recuperar os ativos.

E os fundos, como os ETFs?

Já os fundos de investimento em cripto reúnem recursos de vários investidores e compram diretamente criptomoedas. No caso dos ETFs – fundos negociados em bolsa e que estão em alta – cada cota representa uma fração dos ativos que o fundo tem (como bitcoin, ethereum ou um mix de criptos, dependendo do produto). Ou seja, o fundo efetivamente compra os criptoativos.

Entre os principais riscos está o de liquidez: ele ocorre quando há pouca ou nenhuma procura pelas cotas do fundo ou pelos criptoativos que compõem o índice de referência.

Uma eventual vantagem dos ETFs e fundos é que o investidor pode ficar despreocupado em relação à custódia do ativo, ou seja, a guarda da criptomoeda. A gestora se torna responsável por contratar um serviço e assumir os riscos.

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