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Received today — 18 de Agosto de 2026Negócios

Cyrela (CYRE3): Expansão das margens e geração de caixa são destaques do 2T26; ações valem a pena?

14 de Agosto de 2026, 09:52

Nesta quinta-feira (13), a Cyrela (CYRE3) divulgou seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026 (2T26). Os principais destaques ficaram por conta da expansão das margens e da forte geração de caixa no período.

Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, totalizando R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas, crescimento de 34% frente ao 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.

A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. Já a VSO dos lançamentos ficou em 32%, indicando absorção razoável diante da forte aceleração do volume lançado.

Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.

Rentabilidade e geração de caixa são destaques do 2T26

A rentabilidade foi uma boa notícia: a margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 p.p. na comparação anual. Segundo a companhia, a evolução foi impulsionada pela melhora da rentabilidade da Vivaz e pelo aumento da participação do segmento econômico na receita. A tendência é que esse cenário continue no curto prazo, sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.

Por outro lado, assim como observado em outros resultados do setor, as despesas comerciais saltaram no trimestre, com alta de 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.

A geração de caixa foi outro destaque, atingindo R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada recuou de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão no trimestre, levando a relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado de 19,6% para 16,5%.

Cyrela (CYRE3): vale a pena comprar ações agora?

De forma geral, o 2T26 apresentou uma leitura positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. Inclusive, o caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.

Com isso, cresce a possibilidade de uma remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Negociando a um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Cyrela (CYRE3): Venda de ativos em SP pode destravar dividendos extraordinários aos acionistas; entenda

6 de Agosto de 2026, 10:07

Na última quarta-feira (5), a Cyrela (CYRE3) comunicou a assinatura de memorando de entendimentos não vinculante para a potencial venda de um portfólio de ativos imobiliários por cerca de R$ 2,14 bilhões. A operação inclui quatro galpões logísticos e lajes corporativas do Oscar Freire Corporate em São Paulo.

Como parte dos imóveis pertence a parceiros, a parcela atribuível à Cyrela é estimada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Aproximadamente metade do valor deverá ser recebida em dinheiro e o restante por meio de cotas do TRXF11 e de novos fundos imobiliários (compradores).

As estimativas apontam para um ganho entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, além de uma melhora relevante na estrutura de capital.

Venda abre espaço para dividendos extraordinários

A entrada dos recursos também abre espaço para dividendos extraordinários, embora parte do montante provavelmente seja preservada para desenvolvimento de projetos, terrenos e investimentos. Os cálculos preliminares indicam um dividend yield adicional de 7%, dependendo da destinação dos valores.

A transação ainda depende de diligências, aprovações e condições precedentes. Mesmo assim, o anúncio é positivo para a tese, ao combinar monetização de ativos non-core, redução da alavancagem e maior flexibilidade para remunerar os acionistas.

Negociando um múltiplo P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Alta renda perde fôlego e construtoras buscam abrigo no Minha Casa Minha Vida

17 de Junho de 2026, 07:58

Distante do luxo que marca os arranha-céus mais caros de São Paulo, uma mudança de rota começa a aparecer nos canteiros de obras da maior cidade do país. Incorporadoras de médio e alto padrões começaram a buscar no Minha Casa Minha Vida (MCMV) uma saída para compensar a perda de fôlego de seu mercado tradicional. […]

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Day trade: Compre Rumo (RAIL3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,43% hoje (20), segundo a Ágora

20 de Março de 2026, 09:23

A Rumo (RAIL3é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta sexta-feira (20).

As ações da empresa fecharam a sessão da última quinta-feira (19) cotadas a R$ 16,19. O potencial de ganho é de 1,42% e o stop sugerido é de R$ 16,10.

COMPRA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop %
Cyrela CYRE3 27,18 27,56 1,40% 26,98 -0,74%
Rumo RAIL3 16,23 16,46 1,42% 16,10 -0,80%
Copasa CSMG3 55,47 56,26 1,42% 55,03 -0,79%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,43%. O stop sugerido é em R$ 17,57.

VENDA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop (%)
Brava Energia BRAV3 17,43 17,18 1,43% 17,57 -0,80%
Suzano SUZB3 51,00 50,28 1,41% 51,41 -0,80%
Intelbras INTB3 14,33 14,13 1,40% 14,44 -0,77%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

O Brasil – e a bolsa – pode ser o maior ganhador do novo ciclo de cortes de juros nos EUA

14 de Outubro de 2025, 19:00

Poucos países reagem tanto às decisões do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, quanto o Brasil. Quando os juros americanos caem, o dólar tende a perder força e investidores passam a buscar mercados onde há melhores opções de retorno. Nesse cenário, com a Selic ainda em 15%, o Brasil se torna um destino atrativo para parte desse capital. E, como consequência, a bolsa brasileira também ganha.

O efeito acontece em cadeia:

  • O Fed corta juros, o que diminui a atratividade dos produtos de renda fixa nos Estados Unidos.;
  • Em busca de melhores oportunidades de retorno, investidores estrangeiros trazem recursos para o Brasil e compram títulos de renda fixa, como títulos públicos, que pagam mais;
  • Com mais dólares chegando ao país, o real se valoriza e, ao mesmo tempo, melhora a percepção de risco do país no mercado;
  • A inflação sente o alívio do real mais valorizado e, com isso, o Banco Central brasileiro pode ganhar espaço para reduzir a Selic nos próximos anos;
  • Juros mais baixos no Brasil tendem a estimular consumo e investimentos, o que ajuda a impulsionar a bolsa.
  • Em 2025, o real já se valorizou cerca de 11% frente ao dólar, que hoje gira em torno de R$ 5,20. Essa força da moeda reforça o interesse de investidores em ativos locais e reduz pressões inflacionárias internas.

A experiência de outros ciclos reforça esse ponto: em períodos de queda de juros, o Ibovespa subiu em média 10% nos seis meses seguintes ao primeiro corte. Agora, o mercado projeta que a Selic siga elevada até o fim de 2025, mas comece a cair em 2026. E que termine o próximo ano em 12,25% e atinja 9,75% em 2027, segundo estimativas do Goldman Sachs.

Do lado externo, o Goldman também projeta que o Fed faça mais dois cortes em 2025 e outros dois em 2026, levando a taxa americana para algo entre 3% e 3,25% até meados de 2026. Essa trajetória define o ritmo de desvalorização do dólar e o tamanho do fluxo que pode chegar a emergentes como o Brasil.

Esse pano de fundo recoloca a bolsa brasileira no radar de grandes investidores globais. E cria oportunidades em diferentes setores. Analistas dividem essas ações brasileiras em dois blocos:

  • Cíclicas domésticas: companhias ligadas a crédito e consumo, como Localiza, Cyrela, BTG Pactual, Nubank, GPS e Smartfit.
  • Defensivas sensíveis a juros: empresas que mantêm receitas estáveis, mas aumentam margens com custo de financiamento mais baixo, como Eletrobras e Equatorial em energia, Copel e Sabesp em saneamento, Multiplan em shoppings e Rede D’Or na saúde.

Mas é bom lembrar que essa dinâmica positiva não elimina os riscos do cenário: as contas públicas brasileiras seguem pressionadas, a economia chinesa dá sinais de enfraquecimento e o ambiente geopolítico pode atrapalhar o fluxo de capital para emergentes.

Mesmo com essas incertezas, a combinação atual de Selic alta, bolsa negociada a múltiplos baixos e real mais valorizado coloca o Brasil em posição de destaque. Se a dinâmica observada em ciclos anteriores se repetir, o país pode novamente estar entre os maiores beneficiados pelo movimento de cortes de juros iniciado pelo Federal Reserve.

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