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BYD e rivais chinesas pressionam BMW e Volkswagen; vendas caem mais de 35% na China

10 de Julho de 2026, 08:54

A BMW e a Volkswagen registraram queda nas vendas de veículos no segundo trimestre devido ao agravamento da retração na China, onde a crescente concorrência de fabricantes locais e a crise imobiliária continuam enfraquecendo a demanda.

As duas montadoras informaram nesta sexta-feira uma redução nas vendas globais no período, pressionadas por fortes quedas no mercado chinês, onde fabricantes liderados pela BYD dominam o segmento de carros elétricos. As vendas das marcas BMW e Mini no país asiático despencaram 30%, enquanto as entregas da Volkswagen na China caíram 37%.

Os números encerram uma semana difícil para a indústria automobilística alemã. Tanto a Porsche quanto a Mercedes-Benz já haviam relatado queda nas entregas, citando a situação na China, onde a prolongada crise do setor imobiliário tem reduzido o poder de compra dos consumidores mais ricos. As empresas também enfrentam altos custos de energia e mão de obra na Europa, além das tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Volkswagen tenta lidar com esses desafios tornando-se uma empresa mais enxuta e ágil. O grupo, dono de marcas como Porsche, Audi e Seat, pretende reduzir sua ampla gama de modelos em até 50%, informou na quinta-feira após uma reunião do conselho de supervisão que não conseguiu aprovar cortes mais profundos.

Demissões

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, era esperado para defender o aumento das demissões para 100 mil funcionários e o fechamento de quatro fábricas na Alemanha. No entanto, o conselho não apoiou as medidas mais drásticas, resultando apenas em planos vagos para reduzir variações de modelos. Detalhes das propostas haviam vazado nos últimos dias, irritando os poderosos representantes dos trabalhadores da companhia.

O CEO da BMW, Milan Nedeljkovic, também pretende intensificar os cortes de custos e, no mês passado, reduziu as projeções financeiras da empresa para 2026. A BMW agora projeta uma margem que pode colocá-la como a montadora europeia de grande porte menos lucrativa do setor.

As ações da Volkswagen chegaram a cair até 1,4% em Frankfurt. Já os papéis da BMW avançavam 0,7% às 11h43 no horário local, embora ainda acumulem queda de cerca de 37% no ano.

A BMW vinha demonstrando maior resiliência do que concorrentes durante a difícil transição para veículos elétricos. Diferentemente de Mercedes e Volkswagen, a empresa sediada em Munique optou por manter uma estratégia mais flexível, produzindo diferentes tipos de motorização, o que a ajudou a enfrentar melhor a demanda abaixo do esperado por veículos elétricos e as mudanças de política nos Estados Unidos.

A montadora já começou a lançar os primeiros de dezenas de veículos novos e atualizados baseados na plataforma Neue Klasse, cujo desenvolvimento consumiu mais de € 10 bilhões (US$ 11,4 bilhões). Neste ano, a empresa lançará na China uma versão local do primeiro modelo da linha, o utilitário esportivo BMW iX3, na tentativa de estimular a demanda.

Houve, porém, alguns sinais positivos. As vendas da BMW cresceram nos Estados Unidos e na Europa, onde a procura por carros elétricos está em alta. A empresa afirmou que o iX3 está no caminho para alcançar 100 mil pedidos, enquanto o sedã BMW i3 também vem registrando “forte demanda”.

A Volkswagen também reportou aumento nas entregas de veículos na Europa e na América do Norte nos três meses encerrados em junho. A carteira de pedidos de veículos elétricos da companhia na Europa cresceu mais de 50% em relação ao fim do ano passado. Ainda assim, marcas importantes do grupo, como Porsche, Audi e a própria Volkswagen, registraram queda nas vendas globais no período.

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Hedge funds apostam contra montadoras europeias, que “derrapam” contra os chineses

16 de Junho de 2026, 15:51

Com os carros chineses caindo cada vez mais nas graças do consumidor global, os hedge funds estão aproveitando a oportunidade e estão shorteando contra dívidas e ações das principais montadoras da Europa. Os fundos aumentaram neste ano suas apostas contra títulos de dívida de longo prazo e perpétuos de Stellantis, Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz, enquanto […]

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BMW escolhe Milan Nedeljkovic, veterano da empresa, como novo presidente

9 de Dezembro de 2025, 08:46

A BMW nomeou Milan Nedeljkovic, chefe de produção, como seu próximo diretor-executivo, entregando as rédeas a um funcionário de longa data da empresa que tem conduzido a fabricante de luxo em sua ofensiva de produtos mais ambiciosa durante a transição desigual para a eletrificação. Nedeljkovic trabalha na BMW desde 1993 e está à frente da produção desde 2019.

Aos 56 anos, ele sucederá Oliver Zipse, 61 anos, quando o atual presidente deixar o cargo em maio, informou a empresa nesta terça-feira (9). Nedeljkovic supervisionou a rede de manufatura da BMW durante a transição para modelos elétricos, incluindo como chefe da fábrica do i3, carro urbano lançado em 2013, reestruturando plantas para que pudessem produzir múltiplos tipos de motorização na mesma linha.

As ações da BMW em Frankfurt reduziram ganhos anteriores e operavam ligeiramente em baixa. O papel subiu 23% desde o início do ano, tornando a BMW a fabricante de automóveis com melhor desempenho no Stoxx 600 Automobiles & Parts Index.

A nomeação faz parte de uma mudança mais ampla de liderança na indústria automobilística europeia, com concorrentes como Stellantis, Renault, Volvo Car e Porsche nomeando novos CEOs nos últimos meses. Enquanto alguns rivais trocaram executivos para enfrentar quedas de vendas e ajustar lançamentos excessivamente ambiciosos de EVs, a BMW contrariou críticos e manteve uma abordagem flexível na produção de veículos a combustão e elétricos.

Modelos atraentes também ajudaram a fabricante a assumir a liderança sobre a Mercedes-Benz Group AG em vendas de veículos elétricos e a lidar com uma demanda mais lenta do que o esperado por carros elétricos. Mesmo assim, a empresa enfrenta ventos contrários significativos, desde a erosão de participação de mercado na China até os impactos das novas tarifas do presidente americano Donald Trump, que ameaçam uma rede de produção construída com mínima fricção comercial.

A promoção de Nedeljkovic — nascido na antiga Iugoslávia e que trabalhou de perto com Zipse — sinaliza uma sucessão suave e ordenada na BMW. Central em seu mandato, que se estenderá até 2031, estará o lançamento da linha de veículos Neue Klasse, o maior investimento da BMW em sua história. As encomendas do primeiro modelo, o elétrico iX3, têm superado as expectativas.

A arquitetura da Neue Klasse sustenta a próxima geração de modelos elétricos da empresa e tem como objetivo ajudar a BMW a enfrentar a concorrência crescente de fabricantes chineses como BYD Co. e Xiaomi Corp., além da pressão renovada da Mercedes.

Nedeljkovic estudou engenharia mecânica na prestigiada RWTH Aachen, na Alemanha, e no MIT, nos EUA, antes de obter doutorado em engenharia na Universidade Técnica de Munique.

Ascendendo gradualmente nas fileiras de manufatura da BMW, assumiu funções em planejamento de carrocerias, operações de prensagem e, posteriormente, gestão de pintura e montagem em locais-chave como Oxford, Regensburg e Leipzig. Sua reputação como especialista em produção cresceu à medida que gerenciava fábricas cada vez mais complexas, culminando na nomeação como chefe da fábrica principal da BMW em Munique — sede histórica da empresa — onde supervisionou uma das operações de produção de motorização mista mais complexas da indústria.

“Milan Nedeljković possui profundo conhecimento em tecnologia, incluindo o uso de robôs humanoides, e, portanto, em nossa visão, está idealmente qualificado para conduzir a BMW na próxima década”, disse Stephen Reitman, analista da Bernstein, em nota.

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