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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

23 de Junho de 2026, 10:00

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO; entenda

17 de Junho de 2026, 08:47

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Guião ressaltou, ainda, que essa expansão é significativamente maior quando consideradas as operações originadas no Brasil, mas contabilizadas no exterior.

“Nós estamos com um crescimento super forte”, afirmou. Em 2025, o HSBC Brasil teve lucro líquido de R$ 216,2 milhões, alta de 30,4% ante o ano anterior.

Desde a venda da operação de varejo no país, concluída em 2016, o HSBC se reposicionou no Brasil e hoje é uma instituição focada no atacado, que atende cerca de 800 grupos econômicos, a maioria multinacionais.

O banco tem concentrado esforços em atender grandes empresas com presença internacional e conectar fluxos financeiros entre países, usufruindo da “globalidade” da operação.

Internamente, as áreas de pagamentos e tesouraria têm sido as principais responsáveis pelo avanço da receita, refletindo a demanda de multinacionais por soluções integradas entre diferentes países.

O banco tem apostado em customização para competir com instituições maiores no país, incluindo projetos como soluções de conciliação financeira automatizada.

Guião destacou a relevância do fluxo comercial entre Brasil e Ásia, especialmente com a China, para a expansão das receitas. Nesse eixo, citou que o Brasil já figura entre os 10 maiores mercados do HSBC em termos de receita.

Apesar do desempenho, o executivo destacou desafios no cenário brasileiro, sobretudo os juros elevados e o risco fiscal, fatores que impactam o crédito corporativo.

Raízen e GPA

Além disso, o HSBC Brasil precisou registrar no balanço deste ano provisões relacionadas a operações com a produtora de açúcar e etanol Raízen e a varejista GPA, que buscaram acordo com credores para reestruturação de suas dívidas.

Guião disse que esses casos recentes levaram o banco a reforçar a cautela na concessão de crédito, mas ressaltou que o banco continua apostando no crescimento.

Ele apontou que setores como infraestrutura, energia e o agronegócio seguem com boas oportunidades, mas também destacou projetos ligados à transição energética, lembrando que o HSBC tem metas globais ambiciosas de financiamento nessa área.

Açúcar bruto atinge máxima de 5 meses com retomada da alta do petróleo

26 de Março de 2026, 18:36

Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma máxima de cinco meses nesta quinta-feira, com a retomada da alta dos preços do petróleo em meio à incerteza entre os investidores sobre as perspectivas do fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Um aumento sustentado nos preços do petróleo pode fazer com que as usinas de cana no maior produtor, o Brasil, e em outros países reduzam a produção de açúcar em favor do etanol.

O açúcar bruto subiu 0,32 centavo, ou 2,1%, a 15,87 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido uma máxima de cinco meses de 15,97 centavos mais cedo.

Sinais contraditórios emitidos anteriormente pelos EUA e pelo Irã sobre as negociações para acabar com a guerra no Oriente Médio deixaram os mercados nervosos, com as ações e títulos caindo em meio ao aumento do preço do petróleo.

O Brasil deve reduzir as exportações de açúcar na temporada 2026/27 em 14,2%, já que as usinas desviam a cana-de-açúcar para produzir etanol devido aos altos preços da energia, informou a consultoria Safras & Mercado na quinta-feira.

A AP commodities disse que, embora o açúcar esteja sob pressão devido aos modestos excedentes e à forte venda especulativa, é provável que surjam recuperações, mesmo que temporárias, dada a sensibilidade do adoçante aos riscos climáticos e a fatores ligados ao etanol.

A consultoria acrescentou que as posições vendidas dos especuladores, ou apostas na queda dos preços, são grandes, o que significa que há o risco de que muitos revertam o curso e apostem em ganhos de preços se suas posições permanecerem no vermelho por muito mais tempo.

O açúcar branco subiu 1,2%, para US$459,60 a tonelada.

Café

O café arábica caiu 8,45 centavos de dólar, ou 2,7%, para US$3,0765 por libra-peso, depois de ter atingido a máxima de sete semanas, de US$3,1950, na terça-feira.

A anomalia climática conhecida como El Niño deverá se desenvolver globalmente por volta do terceiro trimestre deste ano e deverá trazer secura e temperaturas mais altas até o início de 2027 para as áreas tropicais onde o café e o cacau são cultivados, informou a trader Sucafina.

O café robusta caiu 0,9%, para US$3.596 a tonelada.

Os negociantes do Vietnã, maior produtor de robusta, disseram que os agricultores não estão vendendo no momento e que aqueles que precisam cumprir contratos começaram a buscar grãos no Brasil e na Indonésia.

Cacau

O cacau em Londres fechou em alta de 28 libras, ou 1,2%, a 2.356 libras por tonelada.

O cacau está sob pressão da fraca demanda e de uma perspectiva geralmente favorável para as safras na África Ocidental, embora grande parte disso esteja precificada por enquanto.

O cacau em Nova York subiu 1%, para US$3.164 a tonelada, depois de cair 3,2% na quarta-feira.

GPA (PCAR3) aponta Casas Bahia como ‘inflexível’ em cobrança de R$ 170 milhões que vence hoje

11 de Março de 2026, 16:43

O GPA (PCAR3) apontou a Casas Bahia como uma credora inflexível na cobrança de R$ 170 milhões, valor que a companhia afirma não ter condições de pagar sem interromper suas operações, mostra o pedido de recuperação extrajudicial entregue à Justiça. O documento indica ainda que a ausência de acordo sobre antigas obrigações contratuais de pagamento elevou a pressão sobre o caixa do GPA.

As ações do dono da bandeira Pão de Açúcar enfrentam mais um dia negativo no Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (11), com o mercado ainda digerindo o pedido de recuperação extrajudicial anunciado na véspera e aceito hoje pelo juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

Por volta de 16h10 (horário de Brasília), as ações PCAR3 caíam 2,26%, cotadas a R$ 2,59. Acompanhe o tempo real.



No pedido, o GPA aponta a evolução da carteira de contencioso como fator para a pressão do caixa no curto prazo.  Primeiro, com o aumento no custo anual de fianças e garantias para suspender os atos executivos nas contingências tributárias, que dobrou de R$ 125 milhões, em 2024, para R$ 250 milhões, em 2025.

“Segundo, o esgotamento das discussões judiciais a respeito de antigas obrigações contratuais de pagamento aumentou a pressão sobre o caixa da companhia”, diz o documento. O mais relevante desses casos é a cobrança que o GPA vem recebendo da Casas Bahia.

Em dezembro do ano passado, o GPA perdeu um processo arbitral relacionado a obrigações assumidas da antiga Globex (hoje Casas Bahia). Com isso, houve reconhecimento da obrigação de pagamento pelo GPA de aproximadamente R$ 170 milhões.

“Muito embora a companhia tenha tentado negociar tal pagamento, em especial à luz das dificuldades que vinha enfrentando, a Casas Bahia sempre se demonstrou inflexível, exigindo a quitação imediata. Em 27 de janeiro de 2026, a Casas Bahia ajuizou o cumprimento de sentença […] buscando a satisfação desse crédito. Após decisão do Juízo determinando o pagamento, o GPA tem prazo até dia 11 de março de 2026 para fazê-lo”, diz a petição.

O prazo mencionado vence nesta quarta-feira (11) e o GPA afirma não ter condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações, acrescentando que, sem a proteção legal do processo de recuperação extrajudicial, estaria sujeita a agravar significativamente a pressão sobre o seu caixa.

Os motivos da recuperação extrajudicial

No documento apresentado à Justiça, o Pão de Açúcar afirma que, embora conte com uma plataforma operacional robusta, escala relevante e presença consolidada no Brasil, o cenário de alta alavancagem e um “estrangulamento na liquidez de curto prazo” pressionam a companhia.

A expectativa é de que essas questões sejam solucionadas por meio do plano de recuperação extrajudicial.

Três fatores acumulados levaram ao cenário em que a varejista se encontra hoje, conforme a petição. O primeiro é o ambiente macroeconômico e setorial adverso, com os juros elevados (Selic em 15%) e aumento da pressão competitiva no segmento de atuação.

Somado a isso, está a concentração de vencimentos no curto prazo e obrigações contratuais de pagamento com valores significativos.

“Cada um desses fatores atua de maneira interdependente, intensificando a pressão sobre a liquidez e reforçando a necessidade de reequilíbrio financeiro, a despeito de os resultados operacionais serem positivos”, diz a empresa.

Tentativa de turnaround 

No final de 2021, o GPA já havia tentado engatar um turnaround na empresa, um processo que consiste em uma reestruturação profunda e estratégica para colocar a casa em ordem.

Logo de cara, a companhia decidiu encerrar a operação de hipermercados Extra com o fechamento das 100 lojas. Algumas foram vendidas, outras convertidas em “Pão de Açúcar”, ou fechadas em definitivo.

Entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, o GPA direcionou seu foco para obter eficiência operacional, vendendo ativos e expandindo as operações nas lojas de proximidade, nas lojas “minuto”.

A partir do segundo semestre de 2025, a companhia reduziu o ritmo de abertura de novas lojas, anunciando um plano de redução de despesas e investimentos. Chegando em 2026, a reestruturação das obrigações financeiras da companhia ganhou ainda mais relevância.

“O passivo não-corrente atualizado da companhia é da ordem de R$ 4,5 bilhões e, caso não renegociados os termos e condições, a companhia teria que arcar neste ano com quase R$ 2,1 bilhões em despesas financeiras e outros R$ 370 milhões em obrigações contratuais, entre pagamento de juros, amortização de principal, multas, penalidades e outras estipulações contratuais”, diz o documento.

“Não é preciso de muito para concluir que a geração de caixa atual, da ordem de R$ 699 milhões, será insuficiente para arcar com todos esses pagamentos”, acrescenta.

Saída anunciada: CEO do GPA, Marcelo Pimentel, renuncia após atritos no conselho

22 de Outubro de 2025, 16:10

O CEO do GPA, Marcelo Pimentel, renunciou nesta quarta-feira (22) ao cargo, apurou o InvestNews. O executivo será substituído interinamente pelo diretor financeiro (CFO) Rafael Sirotsky Russowsky, enquanto o conselho conduz a escolha de um novo nome para a presidência — que deverá ser mais alinhado à família Coelho Diniz, hoje a maior acionista do grupo.

A situação de Pimentel já era considerada insustentável, como o InvestNews publicou há duas semanas, quando o então CEO chegou a ameaçar deixar o cargo durante a primeira reunião do novo conselho de administração. O encontro foi marcado por um embate com o conselheiro Edison Ticle, ligado ao investidor Rafael Ferri, que acabou eleito vice-presidente do board; André Coelho Diniz comanda o conselho.

Naquele momento, Pimentel demonstrou desconforto com a eleição de Ticle por um suposto conflito de interesse (Ticle é CFO da Minerva e investidor da Shopper). Mas acabou sendo voto vencido, mostrando um enfraquecimento do executivo junto aos novos controladores.

Segundo fontes próximas ao GPA, os Coelho Diniz preparam um novo plano para a empresa, estruturado em duas etapas: primeiro, corte de custos e redução de capex; em seguida, foco nas operações mais rentáveis, especialmente no Estado de São Paulo, principal praça do grupo. Esse deverá ser o mandato do futuro CEO do grupo.

Um aumento de capital de R$ 500 milhões chegou a ser cogitado, mas não está em debate neste momento, após não encontrar adesão nem entre os Coelho Diniz, nem no Casino, os dois principais acionistas do grupo dono das redes Pão de Açúcar e Extra.

Indicado originalmente pelo grupo francês Casino, Pimentel também deixará o conselho, abrindo espaço para que os franceses nomeiem um novo representante. Após a publicação do texto, o GPA confirmou a renúncia do executivo em fato relevante.

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