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Após novo Datafolha, agregador mostra cenário consolidado do 1º turno

21 de Agosto de 2026, 23:11
Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) aparece com 40,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,3% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o agregador de pesquisas do UOL. A distância entre os dois é de 6,9 pontos percentuais.

Os números foram atualizados nesta sexta-feira (21), após a divulgação da nova rodada do Datafolha. O agregador não é uma pesquisa realizada pelo UOL: trata-se de uma ferramenta que combina diferentes levantamentos eleitorais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4,7%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4,1%, e Romeu Zema (Novo), com 2,9%. Os índices correspondem aos cinco candidatos exibidos na atualização do modelo.

Na simulação de segundo turno, Lula registra 46,1%, enquanto Flávio tem 42,5%. A vantagem do petista nesse confronto é de 3,6 pontos percentuais.

agregador do uol

A metodologia do agregador considera pesquisas nacionais estimuladas, registradas no Tribunal Superior Eleitoral desde janeiro de 2026 e realizadas com pelo menos mil entrevistados.

Cada levantamento recebe um peso de acordo com sua recência, o tamanho da amostra, a forma de coleta, o custo por entrevistado e a consistência histórica do instituto responsável. Por isso, os resultados não representam uma média aritmética simples.

Como o agregador reúne pesquisas diferentes, ele não possui amostra nem margem de erro próprias. Sua função é oferecer uma leitura mais ampla do cenário e reduzir o impacto de oscilações isoladas de um único levantamento.

Controladora da CNBC supera projeções, eleva estimativas para 2026 e vê ações dispararem

7 de Agosto de 2026, 08:25

As ações da Versant Media Group dispararam mais de 10% nesta quinta-feira (6) em Wall Street, depois que a companhia apresentou resultados acima das expectativas e elevou as projeções para 2026.

A companhia, que reúne marcas como CNBC, MS NOW, USA Network, Golf Channel e GolfNow, agora projeta uma receita entre US$ 6,2 bilhões e US$ 6,45 bilhões neste ano. A estimativa anterior ia de US$ 6,15 bilhões a US$ 6,4 bilhões.

Para o Ebitda ajustado — indicador de geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização — a previsão passou para uma faixa de US$ 1,9 bilhão a US$ 2,05 bilhões.

A reação dos investidores foi forte. Durante o pregão, os papéis chegaram a avançar cerca de 12%, no que caminhava para ser a maior alta diária da companhia desde o spin-off da Comcast, concluída no início deste ano.

Potencial da CNBC

No segundo trimestre, encerrado em junho, a Versant registrou receita de US$ 1,64 bilhão, acima dos US$ 1,62 bilhão esperados por analistas. O lucro por ação ficou em US$ 1,49, também superior à projeção de US$ 1,35 do mercado.

O resultado consolidado reflete a força do setor de mídia. A CNBC, também presente no Brasil por meio do Times | CNBC, teve papel de destaque nos resultados.

O desempenho das marcas de notícias e esportes ajudou a melhorar a trajetória da publicidade. A receita publicitária ficou em US$ 423 milhões no trimestre, queda de apenas 0,6% na comparação anual, uma desaceleração significativa no ritmo de retração em relação a períodos anteriores.

A CNBC também registrou seu trimestre de maior audiência em mais de cinco anos. A cobertura da abertura de capital da SpaceX levou a emissora ao seu dia de maior audiência no período, enquanto a entrevista de Andrew Ross Sorkin com Jeff Bezos acumulou mais de 100 milhões de visualizações em diferentes plataformas.

Nos esportes, a Versant entra no segundo semestre com um calendário que inclui NASCAR, WWE, Premier League e Bundesliga. A companhia fechou ainda um acordo de cinco anos pelos direitos da liga alemã de futebol nos Estados Unidos, ampliando a oferta esportiva da USA Network e de suas plataformas.

Novas aquisições

A Versant segue uma forte rota de expansão desde o início do ano. Em 2026, a companhia adquiriu a StockStory, plataforma que utiliza inteligência artificial para oferecer análises financeiras e informações de mercado ligadas à expansão digital da CNBC.

A companhia também avançou no segmento de golfe com a Full Swing, empresa de tecnologia de simuladores que se soma a ativos como Golf Channel, GolfNow e GolfPass. A aquisição da Full Swing foi anunciada por cerca de US$ 530 milhões.

O objetivo de longo prazo da empresa é chegar a uma composição na qual cerca de metade da receita venha de negócios digitais, plataformas, assinaturas, publicidade e operações transacionais.

A Versant Media Group é a controladora da CNBC, marca licenciada no Brasil pelo Times Brasil | CNBC.

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FUP defende transição energética com empregos e fortalecimento das estatais

25 de Março de 2026, 17:13

No seminário internacional “Energia, Integração e Soberania – uma plataforma para o Brasil”, realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu que a transição energética no país não pode repetir modelos excludentes e precisa ser usada como alavanca para reindustrialização, geração de empregos de qualidade e fortalecimento das empresas estatais. Confira mais em TVT News. 

A posição foi apresentada pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, durante o painel “Relações de Trabalho, Digitalização e Transição Justa”, que reuniu também Adriana Marcolino, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Fabiola Latino Antezano, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Felipe Pateo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com mediação de Lucas Pordeus, da Agência Brasil.

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Bacelar destacou que a transição energética está em disputa e que o Brasil precisa construir um caminho próprio, com soberania e inclusão social. Segundo ele, o processo deve estar articulado a uma política industrial de longo prazo, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e protagonismo das estatais.

“A transição energética no Brasil exige um olhar atento às diferenças tecnológicas e às potencialidades regionais, sob pena de reproduzir desigualdades e comprometer sua eficácia. Em um país de dimensões continentais, não há solução única – as rotas tecnológicas precisam dialogar com as vocações locais.”, afirmou o dirigente, lembrando que cabe ao Estado coordenar esse processo, articulando inovação tecnológica com desenvolvimento regional, garantindo que a transição não apenas reduza emissões de gases do efeito estufa, mas também gere emprego de qualidade, renda e soberania, respeitando as realidades distintas de cada território.

“É importante o Brasil aproveitar a oportunidade para internalizar esse desenvolvimento tecnológico gerado pela transição energética. Que seja um processo de industrialização nacional”, completa Bacelar.

A FUP também alertou para a necessidade de qualificação profissional, fortalecimento dos serviços públicos e combate à pobreza energética, além da ampliação da proteção social às comunidades mais impactadas pela crise climática.

Outro ponto central é o fortalecimento do diálogo social, com participação ativa dos trabalhadores e da sociedade na definição dos rumos da política energética.

O seminário, que acontece nos dias 25 e 26 de março, reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor público e do movimento sindical para debater os desafios da transição energética e seus impactos no desenvolvimento do país.

Via FUP

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FUP: medida ajuda a conter inflação dos combustíveis, mas exige fiscalização

12 de Março de 2026, 15:21

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avaliou como importante e necessária a decisão anunciada nesta quinta-feira (12) pelo governo federal para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis no Brasil, em especial sobre o diesel, e evitar pressão inflacionária sobre a economia. Leia em TVT News.

“As medidas sinalizam a preocupação do governo em proteger o consumidor e conter repasses imediatos ao mercado interno”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, observando que a Petrobrás também tem contribuído ao não repassar automaticamente para as refinarias as variações dos preços internacionais.

Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), alerta para aumentos abusivos na revenda. “Há registros, como no estado de São Paulo, de postos vendendo gasolina por até R$ 9,00 o litro, mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias”, pontua.

Para a FUP, é fundamental que o governo intensifique a fiscalização, especialmente por meio da Receita Federal e dos órgãos responsáveis, para coibir irregularidades e punir responsáveis por aumentos arbitrários.

A Federação também destaca como positiva a criação do imposto de exportação sobre o petróleo, medida que ajuda a compensar a perda de arrecadação decorrente da redução de tributos sobre combustíveis. Com a alta do dólar e dos preços internacionais, as empresas que produzem petróleo no Brasil para exportação tendem a ampliar seus lucros. A taxação, portanto, contribui para equilibrar essa dinâmica, reforçar a arrecadação pública e estimular que parte maior do petróleo produzido no país seja destinada ao refino interno, ajudando a sustentar preços mais baixos dos combustíveis para a população.

A entidade lembra, ainda, que elevações artificiais no preço do diesel impactam diretamente no transporte de cargas e podem pressionar o preço dos alimentos e outros produtos. “A privatização da BR Distribuidora reduziu a capacidade de regulação do mercado de combustíveis. A presença da Petrobrás na distribuição ajudaria a estabelecer referência de preços ao consumidor”, completa Bacelar.

A FUP defende que a Petrobrás volte a atuar de forma integrada em toda a cadeia do setor, “do poço ao posto”, como forma de proteger consumidores e evitar abusos no mercado de combustíveis.

Via FUP

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Lula realiza check-up em SP; exames estão dentro da normalidade

8 de Março de 2026, 17:05
Presidente Lula – Imagem: Roberto Sungi/Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou neste domingo, 8, seu check-up anual no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o boletim médico, todos os exames  estão dentro da normalidade. O presidente de 80 anos seguirá com acompanhamento médico regular, conduzido pelas equipes lideradas por Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

O check-up de Lula ocorre no início de cada ano. Em janeiro, ele foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, um procedimento de baixa complexidade realizado com anestesia local. A operação foi concluída sem intercorrências, e o presidente teve alta no mesmo dia.

Em maio de 2025, Lula havia enfrentado um episódio de vertigem, o que levou ao cancelamento de sua agenda. Na ocasião, ele foi submetido a uma série de exames no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde foi diagnosticado com labirintite. Já em outubro de 2024, precisou ser atendido após cair no banheiro e sofrer um ferimento na cabeça. O boletim médico divulgado na época informou que Lula teve um “ferimento corto-contuso na região occipital”, sendo necessário um procedimento para tratar um sangramento no cérebro.

O presidente mantém um acompanhamento contínuo de sua saúde, conforme recomendado por suas equipes médicas. A rotina de exames, bem como as atividades físicas que pratica regularmente, têm sido essencial para garantir o bem-estar do mandatário, que mantém sua agenda de compromissos políticos e internacionais.

Lula retorna para Brasília ainda neste domingo. Na segunda, 9, vai receber o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. No meio da semana, viajará para o Chile, na posse do presidente José Antônio Kast.

Mulheres continuam minoria e recebem menos que os homens no setor de petróleo e gás 

8 de Março de 2026, 15:00

Mesmo com avanços pontuais na presença feminina na indústria de petróleo e gás, as desigualdades de gênero seguem marcantes no setor. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, mostra que as mulheres representaram em 2024 (últimos dados disponíveis) apenas 17,7% da força de trabalho na área. Saiba mais na TVT News.

No ano passado, havia 19.745 mulheres empregadas no setor petroleiro nacional face a 91.655 homens. Apesar de um leve crescimento ao longo dos anos (em 2023 eram 18.331 mil mulheres) a presença feminina permanece minoritária em um dos segmentos estratégicos da economia brasileira.  

Para Cibele Vieira, diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a desigualdade de gênero no setor não se expressa apenas nos números, mas também no cotidiano das trabalhadoras. Em dezembro do ano passado, a dirigente sindical foi alvo de ataques misóginos, episódio que ganhou repercussão entre trabalhadores dentro e fora da categoria. 

“Quando falamos de desigualdade no setor petroleiro, não estamos falando apenas de números. O ambiente de trabalho também reproduz violências que as mulheres enfrentam fora dele. A plataforma, a refinaria ou o escritório não são um mundo à parte da sociedade”, afirma. 

A desigualdade também aparece na remuneração. Segundo o estudo, as mulheres sempre receberam salários médios inferiores aos dos homens no setor. Em 2024, o rendimento feminino correspondia em média a 87,2% do salário dos homens.  

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“Quando uma mulher ganha menos que um homem fazendo parte do mesmo setor, isso não é só desigualdade salarial. É uma forma concreta de violência econômica, porque reduz a autonomia das trabalhadoras e amplia sua vulnerabilidade dentro e fora do ambiente de trabalho”, diz Bárbara Bezerra, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras. 

A participação feminina também é limitada nos espaços de comando. No Sistema Petrobrás, as mulheres representaram, em 2025, 17,6% do total de trabalhadores (era 17,4% em 2024) e ocuparam 25,6% dos cargos de chefia (contra 24,7% no ano anterior), segundo os dados do relatório de Administração 2025 da Petrobrás divulgados nesta sexta-feira, 6, pela empresa, e analisados pelo economista Cloviomar Cararine, do  Dieese/subseção FUP.  

Na estatal, são atualmente 8.938 mulheres, total ligeiramente acima das 8.570 trabalhadoras de 2024. 

“O relatório mostra que a presença feminina na Petrobrás voltou a crescer em 2025, mas de forma lenta, apenas 0,2 pontos percentuais em relação à 2024. O mesmo ocorreu nos postos de comando da Petrobrás, onde a participação das mulheres ainda é pequena, porém crescente ao longo do governo Lula 3 (era de 20% em 2020, com alta de 5,6 pontos percentuais em 2025)”, destaca Cararine.  

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