Volkswagen alerta para novos cortes de custos após queda acentuada no lucro
A Volkswagen advertiu que precisará intensificar os cortes de custos para garantir seu futuro, após registrar uma queda nos lucros maior do que o esperado. A montadora alemã enfrenta forte pressão de concorrentes chineses, tarifas dos EUA e demanda irregular por veículos elétricos.
Mesmo já prevendo eliminar cerca de 50 mil empregos na Alemanha até 2030, o diretor financeiro Arno Antlitz afirmou que as medidas atuais não são suficientes e que será necessário promover mudanças estruturais no modelo de negócios para alcançar melhorias sustentáveis.
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A empresa também estuda ajustar sua capacidade produtiva e reduzir custos nas fábricas. Segundo Antlitz, montadoras chinesas vêm ganhando espaço não só em seu mercado doméstico, mas também na Europa, aumentando a concorrência direta.
Fabricantes como a BYD têm se consolidado como fortes rivais na China, mercado historicamente estratégico para a Volkswagen, especialmente no segmento de veículos elétricos.
Além disso, tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aumentaram os custos da companhia em cerca de 4 bilhões de euros por ano.
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No primeiro trimestre, o lucro líquido da Volkswagen caiu 28%, para 1,56 bilhão de euros, enquanto a receita ficou em 76 bilhões de euros, abaixo das previsões. As entregas globais somaram pouco mais de 2 milhões de veículos, queda de 4% em relação ao ano anterior.
Na China, as vendas totais caíram 15%, com um tombo de 64% nas entregas de veículos elétricos. Na América do Norte, a queda foi de 13%.
Para 2026, a empresa projeta crescimento de vendas entre 0% e 3%, com margem de lucro operacional entre 4% e 5,5%. Possíveis impactos do conflito no Oriente Médio não foram incluídos nas estimativas.
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O desempenho da Volkswagen reflete desafios mais amplos da economia alemã, especialmente no setor industrial. Em 2025, a empresa registrou seu menor lucro anual em quase uma década.
O CEO Oliver Blume afirmou que a companhia avalia alternativas como produção voltada à defesa e fabricação de carros com design chinês em fábricas alemãs para otimizar capacidade e reduzir custos. Ele destacou ainda que a empresa precisa melhorar significativamente sua produtividade para competir com fabricantes chineses mais eficientes.
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