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PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse

13 de Setembro de 2026, 10:46

Relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, detalham mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Os documentos também apontam possíveis encontros presenciais entre os dois e investigam a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na articulação dos recursos.

Segundo a PF, Flávio pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos. Em agosto de 2025, o publicitário Thiago Miranda, apontado como intermediário dos repasses, cobrou o banqueiro sobre parcelas atrasadas.

Possíveis encontros

Os primeiros registros de mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro aparecem, segundo a PF, em 20 de agosto de 2025. Vorcaro escreveu “21 pode ser”, e Flávio respondeu “Blz”, seguido de uma figurinha com a imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois, o banqueiro escreveu “Kkk” e “Boa”, enquanto o senador respondeu: “A caminho”.

Para a PF, a conversa indica a possibilidade de um encontro presencial. “Isso indica que pode ter ocorrido uma reunião presencial entre os dois no dia 20/08/2025”, afirma o relatório.

A investigação aponta ainda outras possíveis reuniões. Em setembro, Miranda teria informado a Vorcaro que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme. Em outubro, o senador convidou o banqueiro para um jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.

‘Imagina um calote’

Em 8 de setembro de 2025, Flávio voltou a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas. Em áudio, demonstrou preocupação com os efeitos do atraso sobre a produção.

“É porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim, né?”, disse o senador, segundo o relatório.

Em 16 de novembro do ano passado, um dia antes da deflagração da Operação Compliance Zero, Flávio tentou ligar para Vorcaro. O banqueiro respondeu: “Fala irmãozão” e disse estar na igreja. Na sequência, o senador escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Recursos nos EUA

A PF também investiga as transações ocorridas com o dinheiro. Dados de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) apontaram pelo menos sete remessas da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,33 milhões.

“O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase quatro anos, sem qualquer atividade pública registrada — até receber, em 13/02/2025, a primeira remessa de US$ 2 milhões proveniente da Entre Investimentos para o financiamento do filme”, diz a PF.

O Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, apontado como aliado de Eduardo Bolsonaro. A PF apura se os recursos enviados aos Estados Unidos também poderiam ter financiado a permanência de Eduardo no país.

Mensagem de Eduardo

Em março de 2025, Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa com Eduardo. Na mensagem, o ex-deputado tratava da transferência dos recursos para os Estados Unidos.

“O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”

A Procuradoria-Geral da República também citou o diálogo ao analisar a movimentação financeira.

Documentos sob disputa

A PF pediu documentos societários, contábeis, fiscais, bancários e contratuais da Go Up Entertainment LLC, produtora ligada ao filme. Michael Davis, que se identifica como sócio majoritário da empresa, respondeu que os documentos mantidos nos Estados Unidos não deveriam ser enviados diretamente às autoridades brasileiras sem o cumprimento dos mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Segundo a PF, esses documentos são importantes para esclarecer a origem dos recursos, o trânsito dos valores e os beneficiários finais.

Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse. A investigação integra o conjunto de apurações relacionadas ao caso Banco Master.

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Fachin retira de Moraes condução do inquérito das fake news

9 de Setembro de 2026, 18:30

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, retirou de Alexandre de Moraes a condução do Inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”. A Portaria 189, assinada nesta quarta-feira (9), revoga a designação feita em 2019 para que Moraes conduzisse o procedimento.

A mudança tem efeito a partir desta quarta-feira. Inquéritos, petições e outros procedimentos de investigação preliminar que estejam em andamento e tenham sido distribuídos por prevenção ao Inquérito 4.781 retornarão à relatoria da Presidência do STF.

A portaria estabelece que, após analisar esses processos, a Presidência deverá encaminhá-los à autoridade policial e, em seguida, à PGR (Procuradoria-Geral da República), para oferecimento de denúncia ou pedido de arquivamento.

A retirada de Moraes não alcança ações penais já instauradas nas quais a denúncia tenha sido recebida. Nesses casos, Fachin manteve expressamente a delegação ao ministro e o andamento dos processos.

Os atos praticados enquanto Moraes esteve à frente do inquérito também não foram anulados. Fachin determinou que os atos regularmente realizados durante a vigência da designação sejam preservados, sem impedir eventual questionamento pelas vias processuais cabíveis.

Inquérito de 2019

O Inquérito 4.781 foi instaurado em 14 de março de 2019 pela Portaria GP (Gabinete da Presidência) 69. Na ocasião, a Presidência do Supremo designou Moraes para conduzir a investigação. O Plenário do STF confirmou posteriormente a constitucionalidade da portaria e do inquérito no julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 572.

Na nova portaria, Fachin afirma que a designação de Moraes constituiu uma delegação da atribuição que o Regimento Interno confere ao presidente do STF para instaurar inquéritos em determinadas circunstâncias. Por esse entendimento, a delegação pode ser encerrada por decisão da própria Presidência.

A exposição de motivos apresentada por Fachin afirma que a mudança busca estabelecer segurança jurídica e delimitar institucionalmente o exercício da atribuição prevista no artigo 43 do Regimento Interno do Supremo.

Fachin centraliza procedimentos na Presidência

A retirada do inquérito das mãos de Moraes ocorre no mesmo dia em que Fachin passou a centralizar na Presidência do STF os processos que provocaram a atual crise entre ministros da Corte.

Na PET 16.704, o presidente do Supremo determinou a suspensão de todo procedimento que trate de potencial investigação contra integrantes da Corte. Esses casos deverão ser remetidos preliminarmente à Presidência antes de prosseguir.

Fachin também suspendeu as decisões conflitantes de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal, sobrestou a tramitação da PET 16.662 e suspendeu o procedimento de controle externo instaurado pela PGR sobre a produção dos relatórios de inteligência da PF.

Na mesma decisão, Fachin já havia indicado a necessidade de reexaminar o alcance e os limites da delegação feita pela Portaria GP 69, que colocou Moraes à frente do Inquérito 4.781 em 2019. A Portaria 189 concretizou essa revisão ao revogar a designação do ministro com efeitos a partir desta quarta-feira.

O presidente do STF também convocou sessão extraordinária presencial do Plenário para 15 de setembro, às 10h, quando os ministros deverão analisar a PET 16.662, procedimento que reúne elementos produzidos nas investigações do Banco Master e que desencadeou parte da atual crise no Supremo.

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Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e leva crise no STF ao Plenário

9 de Setembro de 2026, 17:59

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da PF (Polícia Federal) e convocou uma sessão plenária extraordinária para 15 de setembro, próxima terça-feira, às 10h. A medida interrompe, por ora, a sequência de ordens conflitantes envolvendo o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Mendonça havia determinado, na terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei e Almada. A decisão também ordenou à Corregedoria da PF a abertura de procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar e suspendeu a produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados no exercício de determinadas funções constitucionais.

A medida foi submetida à Segunda Turma, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes. Nesta quarta, antes de uma definição sobre o recurso apresentado pela União à Presidência do STF, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados aos cargos e o restabelecimento das atribuições funcionais.

Fachin considerou que a sucessão de decisões criou um “inconciliável conflito de posições judiciais”. Na decisão, ele afirmou que a intervenção da Presidência não representa, neste momento, uma definição sobre o mérito do afastamento das autoridades, mas uma tentativa de interromper conflitos e sobreposições processuais que já atingiam a ordem pública e a integridade do Tribunal.

Como fica a situação?

Com a suspensão da ordem de Mendonça, Andrei permanece no comando da PF por ora. Fachin deu 48 horas para que o diretor-geral preste informações e determinou que, depois desse prazo, sua permanência no cargo será analisada pela Presidência do STF. O prazo de 72 horas concedido a Mendonça para defender sua decisão também foi mantido.

A decisão na PET (petição) 16.704 ampliou a centralização dos processos. Fachin sobrestou a tramitação da PET 16.662, suspendeu qualquer procedimento sobre potencial investigação de integrantes do STF até que seja encaminhado preliminarmente à Presidência e paralisou um procedimento de controle externo instaurado pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Fachin escreveu ser grave que decisões de ministros passem a ser “desafiadas horizontalmente”. Ao suspender também a decisão de Dino, afirmou que a controvérsia está sendo enfrentada pela Presidência e que ela é a autoridade competente para conduzi-la. A discussão chegará ao Plenário em sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, às 10h.

A crise se desenvolve a partir das investigações relacionadas ao Banco Master e da disputa sobre relatórios de inteligência produzidos pela PF. Em 1º de setembro, Mendonça havia encaminhado os novos elementos ao Plenário. Dois dias depois, Fachin instaurou a PET 16.704 para reunir informações e manifestações sobre os fatos.

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Nunes Marques cancela filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão e mantém senador no PL

13 de Agosto de 2026, 17:04

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão de seu histórico partidário.

Nunes Marques também ordenou a liberação imediata do sistema da Justiça Eleitoral para que o PL possa protocolar o pedido de registro da candidatura de Flávio à Presidência da República.

A decisão muda a situação enfrentada pela campanha ao longo desta quinta-feira. O PL havia informado que não conseguia registrar a candidatura porque Flávio aparecia filiado ao Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O prazo para os pedidos de registro termina às 19h de sábado (15).

A correção do cadastro não encerra a apuração sobre o episódio. O presidente do TSE determinou a preservação dos registros de log e de acesso ao sistema de filiação partidária e o envio do processo e dos documentos à PF (Polícia Federal) para investigar a autoria, as circunstâncias e o contexto da inclusão.

O TSE informou que o vínculo com o Missão não foi resultado de hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. A Corte afirmou que houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda para efetivar filiações.

O tribunal também havia informado que Nunes Marques encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para adoção das providências cabíveis.

Filiação fraudulenta

O Missão afirma que também foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta. Em documento elaborado pela área de tecnologia do partido, a legenda informou que o cadastro atribuído a Flávio Bolsonaro trazia como endereço “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ”.

O partido afirma que a filiação foi realizada por um terceiro não identificado e sem autorização do senador.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o partido possui dados indicando que uma pessoa acessou o e-mail do gabinete de Flávio no Senado, confirmou a filiação e também acionou o acesso ao aplicativo de militância da legenda. A autoria da operação ainda será apurada.

Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que sua filiação foi fraudada e atribuiu o episódio a adversários. O PL oficializou a candidatura do senador à Presidência em convenção nacional realizada em 25 de julho.

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PF mira grupo que movimentou R$ 92 milhões com importação ilícita de resíduos plásticos e sucatas de bateria

23 de Junho de 2026, 10:02
Foto: PF / Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Retorno Paralelo. O objetivo é coibir grupo criminoso especializado na importação ilícita de resíduos plásticos e de sucatas de baterias estrangeiras internalizadas por meio das regiões fronteiriças do RS.

Ao todo, a PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos municípios gaúchos de Santana do Livramento, Quaraí, Gravataí, Tramandaí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Esteio. Além disso, a operação também contou com medidas diversas da prisão, bloqueios nas contas bancárias dos investigados e sequestro de bens móveis e imóveis, todos expedidos pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre/RS.

Durante a operação, um homem foi preso em flagrante. No local, os policiais encontraram sucatas de baterias sem autorização ambiental e aduaneira exigidas, além de uma arma de fogo e munições.

Investigações

As investigações iniciaram em abril de 2025, a partir da apreensão em flagrante de um caminhão contendo resíduos plásticos e sucatas de baterias de procedência estrangeira, desacompanhadas da devida documentação emitida pelos órgãos competentes.

As diligências revelaram que o grupo atuava na importação irregular de sucatas, considerando a movimentação financeira identificada, de mais de R$ 92 milhões em período inferior a dois anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, de manejo de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana e ao meio ambiente, de lavagem de dinheiro e de associação criminosa.

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Banco de Edir Macedo é alvo de operação da Polícia Federal

23 de Junho de 2026, 09:05

A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

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