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Trump faz novas ameaças se Irã não chegar a acordo; prazo de ultimato termina hoje

7 de Abril de 2026, 10:08
Crédito: X/VahidOnline

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou nesta terça-feira (7) em seu ponto de pressão máxima até agora. Forças americanas e israelenses realizaram novos ataques contra o Irã.

O centro imediato da crise é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parte relevante do comércio mundial de petróleo e gás. O governo americano pressiona pela reabertura plena da passagem. O Irã, por sua vez, afirma que só aceita o fim da guerra com garantias de que não voltará a ser atacado.

Em paralelo, a Guarda Revolucionária declarou que poderá atingir infraestrutura energética e restringir por anos o acesso regional a petróleo e gás se os Estados Unidos cruzarem a “linha vermelha”.

Nas últimas horas, ocorreram novos bombardeios em Teerã, Qom, Khorramabad e outras áreas do Irã, inclusive contra regiões residenciais e instalações ligadas à estrutura militar e energética. A mídia estatal iraniana relatou mortes nas cidades de Shahriar e Pardis e na província de Alborz. A ilha de Kharg, essencial para a exportação do petróleo iraniano, também foi atingida. Conforme os relatos reunidos no material, a infraestrutura petroquímica não teria sido afetada.

Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra Israel e atingiu ou ameaçou atingir alvos em países do Golfo. Bahrain voltou a acionar sirenes, a Arábia Saudita fechou e depois reabriu a ponte com Bahrain, e os Emirados Árabes Unidos registraram impacto em um prédio administrativo de telecomunicações.

“Uma civilização inteira morrerá hoje”, diz presidente americano

Trump elevou o tom ao ameaçar destruir pontes, usinas e outras estruturas civis iranianas. A fala provocou reação internacional porque ataques deliberados a infraestrutura civil são tratados por especialistas e por autoridades europeias citadas no material como potencial violação das leis de guerra.

O ultimato feito pelo presidente americano para a reabertura de Ormuz termina às 21h, no horário de Brasília. Nesta terça, Trump publicou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, vinculando a ameaça ao prazo imposto ao Irã. Mas deixou claro que o governo iraniano ainda pode se render

Irã diz ter voluntários para a guerra

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que 14 milhões de iranianos teriam se voluntariado para a guerra, número divulgado pela mídia estatal. O discurso oficial tenta demonstrar capacidade de resistência em meio ao aumento das perdas humanas, ao bloqueio da internet e ao temor de novos bombardeios contra serviços básicos.

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Irã oferece passagem segura no Estreito de Ormuz, e guerra deve se intensificar

21 de Março de 2026, 21:21
Crédito: Agora RS / Google Earth

O governo do Irã afirmou neste sábado (21) que está disposto a ajudar navios japoneses a atravessar o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da rota comercial no Golfo e à escalada da guerra no Oriente Médio.

Em entrevista à agência Kyodo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o estreito segue aberto para embarcações de países que não participam dos ataques contra o território iraniano. De acordo com ele, navios dessas nações podem cruzar a área desde que mantenham contato com Teerã para tratar da logística de uma passagem segura.

A declaração tem peso para o Japão, um dos maiores importadores de petróleo do mundo e fortemente dependente do Oriente Médio. Conforme os dados citados pelo ministro, 95% do petróleo importado por Tóquio vêm da região, e 70% passam pelo Estreito de Ormuz. Na segunda-feira (16), o governo japonês anunciou que passaria a usar suas reservas estratégicas de petróleo.

Mais ataques israelenses

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques contra o Irã vão aumentar de forma significativa a partir de domingo (22). Segundo ele, a campanha conduzida por Israel com apoio dos Estados Unidos continuará até que os objetivos da guerra sejam alcançados.

Também neste sábado, as Forças de Defesa de Israel disseram ter interceptado uma nova onda de mísseis lançada pelo Irã. Já a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) afirmou ter sido comunicada por Teerã de que o complexo nuclear de Natanz foi atacado. A agência disse que não houve aumento dos níveis de radiação fora da instalação e voltou a pedir moderação para evitar risco de acidente nuclear.

Novo movimento diplomático

A disputa em torno do Estreito de Ormuz também ganhou novo movimento diplomático. O governo britânico informou que subiu para 22 o número de países dispostos a participar de um plano de reabertura da navegação comercial após um cessar-fogo. O grupo passou a incluir, além de Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Holanda e Japão, países como Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Austrália, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Na declaração conjunta, esses países condenaram ataques iranianos a embarcações comerciais e a infraestrutura civil, além do fechamento de fato do estreito pelas forças iranianas. O documento também defende liberdade de navegação e afirma que as nações signatárias estão prontas para contribuir com o trânsito seguro na região.

Nos Estados Unidos, Donald Trump descartou a possibilidade de cessar-fogo e afirmou que a guerra está sob controle de Washington. O presidente norte-americano também disse que será necessária ajuda de aliados para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, citando países como China e Japão.

No mercado de energia, autoridades iranianas disseram que o país não tem excedente relevante de petróleo disponível para exportação. Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que o Iraque reduziu sua produção em cerca de 70% em relação aos níveis anteriores ao conflito, com impacto sobre campos petrolíferos em Basra, no sul do país.

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Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e amplia risco de inflação

19 de Março de 2026, 11:44
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira (18) após ataques a instalações de energia no Oriente Médio e a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do tipo Brent abriu a US$ 109,90, chegou à máxima de US$ 119,11 e era negociado a US$ 113,19 por volta das 11h (de Brasília).

A alta ocorre após o campo de gás South Pars, no Irã, ser atingido. A área é considerada uma das maiores reservas de gás natural do mundo e é compartilhada com o Catar. Também houve ataques à cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, um dos principais centros globais de gás natural liquefeito. A estatal QatarEnergy relatou danos extensos.

Na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado mísseis e drones direcionados a instalações de energia. O Irã indicou que pode atingir outras estruturas de petróleo e gás na região.

O aprofundamento dos conflitos elevaram o risco de interrupção no fornecimento global de energia. O conflito já afeta rotas marítimas no Golfo e pressiona cadeias de abastecimento.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, está entre os pontos de maior preocupação.

Com a escalada, os preços de combustíveis já mostram impacto. Nos Estados Unidos, o diesel superou US$ 5 por galão. Autoridades internacionais apontam que o avanço do conflito aumenta a incerteza sobre inflação e crescimento econômico.

A União Europeia afirmou que a manutenção da navegação segura na região é prioridade e defendeu solução diplomática.

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Trump diz que EUA “derrotaram e dizimaram” o Irã

14 de Março de 2026, 19:57
Crédito: reprodução de TV / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais, neste sábado (14), afirmando que os Estados Unidos “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”. Além disso, o mandatário estadunidense disse que países que recebem petróleo do Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do comércio global de petróleo, devem cuidar da região.

“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”, escreveu Trump.

No entanto, até o início da noite deste sábado (14), não havia informação oficial de rendição do Irã. A morte do aiatolá Ali Khamenei não tem se mostrado suficiente para desestruturar a resistência do país Persa, que além disso, têm mostrado poderio bélico para manter as tensões em Ormuz e nos demais países da região.

Neste sábado (14), o Irã atacou a sede da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Além disso, o Irã ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera de empresas que cooperam com os Estados Unidos, isso se as suas instalações fossem atacadas.

Antecedentes

Na sexta-feira (13), os Estados Unidos comunicaram um ataque a alvos militares na Ilha Kharg, principal centro petrolífero do Irã, que serve de terminal para a exportação de 90% do petróleo iraniano. Trump ameaçou atingir a infraestrutura petrolífera na ilha caso o Irã continuasse a bloquear a navegação no Estreito de Ormuz.

O ataque a Kharg foi o desdobramento mais recente das tensões na região, que afetaram os preços do petróleo em todo o mundo. O Preço do barril de petróleo chegou aos US$ 120. No entano, o governo iraniano chegou a emitir um comunicado, dizendo ao mundo para se preparar para o barril a US$ 200.

Brasil

Crise que chegou ao Brasil. A Petrobras anunciou, na sexta-feira (13), que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir de sábado (14).

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários, e que até o momento, não há previsão de reajuste da gasolina.




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Petrobras aumenta diesel em R$ 0,38 por litro para distribuidoras

13 de Março de 2026, 15:31
Crédito: Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido nas refinarias. O novo valor passa a valer no sábado (14).

Com o reajuste, o litro do diesel A da estatal sobe para R$ 3,65. Foi a primeira mudança no preço do combustível desde maio de 2025, quando a empresa havia reduzido o valor em R$ 0,16 por litro.

A alta foi divulgada um dia após o governo federal anunciar um pacote para tentar conter os efeitos da guerra no Irã sobre o mercado de combustíveis. Entre as medidas, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, com impacto estimado em R$ 0,32 por litro.

Como o reajuste da Petrobras ficou acima desse valor, o efeito imediato da desoneração cai para R$ 0,06 por litro no repasse às distribuidoras.

O valor ao consumidor final depende ainda de impostos, mistura obrigatória de biodiesel e margens de distribuição e revenda. Na semana passada, o preço médio do diesel nos postos era de R$ 6,15 por litro.

Mesmo com o reajuste anunciado, a Petrobras afirma que o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022, o que corresponde a recuo de 29,6% em valores corrigidos pela inflação do período.

A empresa também informou que o efeito do aumento ao consumidor pode ser reduzido pela desoneração de PIS e Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal.

Além disso, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa federal de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, criado por medida provisória publicada em 12 de março. O programa prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

A Petrobras informou que a assinatura do termo de adesão dependerá da publicação e análise dos atos regulatórios da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), necessários para viabilizar a operação da subvenção.

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Cargueiros são alvos de ataques no Estreito de Ormuz

11 de Março de 2026, 09:53
Crédito: Marinha Real da Tailândia

Pelo menos três navios mercantes foram atingidos por projéteis nesta quarta-feira (11) na área do Estreito de Ormuz, no 12º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A rota marítima já opera sob forte tensão e teve o tráfego praticamente paralisado desde o início do conflito.

Uma embarcação de bandeira japonesa, a One Majesty, ficou com um buraco de cerca de 10 centímetros após ser atingida ao norte de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Outro navio, o graneleiro Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, teve o casco danificado ao norte de Dubai. O navio tailandês Mayuree Naree foi atingido ao norte de Omã e teve incêndio a bordo. A empresa de segurança marítima Vanguard confirmou os danos às três embarcações.

A Marinha da Tailândia informou que 23 tripulantes estavam no Mayuree Naree. Vinte foram resgatados por Omã, e o resgate dos outros três seguia em andamento. O monitoramento marítimo do Reino Unido informou 13 ataques a navios e quatro episódios de atividade suspeita desde o início da guerra.

Ontem, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou ter destruído 16 embarcações iranianas usadas para lançamento de minas perto do Estreito de Ormuz. Mais cedo, Donald Trump havia falado em 10 barcos atingidos. A ação ocorreu após relatos de inteligência sobre preparativos iranianos para espalhar minas na área.

Novo líder supremo é ferido

No campo político, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi descrito como fora de risco por Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, depois de relatos de que ele teria sido ferido. A Reuters, citando uma autoridade israelense, informou que Mojtaba sofreu ferimentos leves. Ele não fez pronunciamentos públicos nem apareceu desde a confirmação de sua escolha.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a pedir publicamente que iranianos se levantem contra o regime dos aiatolás. Do lado iraniano, o chefe de polícia Ahmadreza Radan afirmou que manifestantes contrários ao regime, se agirem “a mando do inimigo”, serão tratados como inimigos.

Os ministros de Energia do G7 deram apoio “em princípio” ao uso de reservas estratégicas por causa dos efeitos da guerra sobre o petróleo e o gás. A medida ainda depende de coordenação com a Agência Internacional de Energia.

Mais bombardeios de Israel no Líbano

Israel também ampliou os bombardeios. Os militares israelenses anunciaram uma nova onda de ataques em larga escala contra alvos no Irã e contra estruturas atribuídas ao Hezbollah em Beirute. No Líbano, a escalada segue no sul do país, nos subúrbios ao sul da capital e no Vale do Bekaa.

No sul do Líbano, a agência oficial do país informou sete mortos e 23 feridos após ataques na região leste. Em outro balanço, o Ministério da Saúde libanês informou 570 mortos desde o início dos bombardeios em 2 de março. Em Beirute, um prédio residencial foi atingido em área onde moradores diziam se sentir fora da zona de risco. Mais de 700 mil pessoas já deixaram suas casas por causa das ordens de evacuação e dos bombardeios.

Países do Golfo bloqueiam ataques iranianos

Países do Golfo voltaram a acionar defesa aérea. Os Emirados Árabes Unidos informaram nova resposta a mísseis e drones lançados pelo Irã. Mais cedo, o país havia comunicado quatro feridos após a queda de dois drones nas proximidades do aeroporto de Dubai.

O Qatar disse ter interceptado um ataque com mísseis. E a Arábia Saudita afirmou ter destruído seis mísseis balísticos lançados na direção da base aérea Prince Sultan e também drones em outras áreas do país. Omã informou que derrubou um drone e que outro caiu no mar. O Bahrein manteve o espaço aéreo fechado.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado a 35ª onda de operações. Em comunicado reproduzido por meios estatais, a corporação disse ter atacado bases militares dos Estados Unidos no Qatar, no Kuwait e no Iraque, além da Quinta Frota norte-americana. Até o momento, autoridades norte-americanas não haviam confirmado esses danos.

O comando militar conjunto do Irã também ameaçou atingir bancos ligados a Estados Unidos e Israel na região após o relato de ataque a um banco estatal em Teerã. Um porta-voz advertiu que pessoas não deveriam permanecer a menos de um quilômetro de bancos na região.

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Preço do petróleo dispara e Trump envia sinais contraditórios no 10º dia da guerra contra o Irã

9 de Março de 2026, 22:23
Crédito: reprodução de TV / White House

O décimo dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, nesta segunda-feira (9), foi marcado pela disparada do petróleo, pela reação das potências do G7 e por novas declarações de Donald Trump que alternaram a possibilidade de encerramento rápido do conflito com a defesa de continuidade da ofensiva.

O barril chegou perto de US$ 120, maior valor desde o início da guerra da Ucrânia, em 2022. A alta foi impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela redução de oferta em países do Golfo atingidos pela escalada regional. No entanto, recuou com uma série de declarações de Donald Trump (leia mais abaixo) e fechou em US$ 92.

Ministros das Finanças do G7 discutiram medidas para conter os efeitos da disparada, mas decidiram não liberar, por enquanto, as reservas de emergência. O grupo reúne França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Canadá e Reino Unido.

Conforme a IEA (Agência Internacional de Energia), os riscos para o mercado aumentaram com a dificuldade de circulação no Estreito de Ormuz e com a redução parcial da produção de petróleo em parte da região. A estimativa é de que 80% do petróleo que passou por Ormuz em 2025 tenha seguido para a Ásia, embora uma interrupção prolongada tenha potencial de impacto global.

A diretora técnica do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo), Ticiana Álvares, afirmou à Agência Brasil que os efeitos imediatos tendem a atingir primeiro Ásia e Europa, mas que uma guerra mais longa ampliaria as repercussões para toda a economia global. Ela também avaliou que o Brasil pode ganhar espaço como fornecedor alternativo de petróleo, embora siga exposto aos efeitos inflacionários internacionais.

No caso brasileiro, a avaliação é que a Petrobras teria capacidade de amortecer por algum tempo parte da pressão sobre os combustíveis. Ainda assim, o país continuaria vulnerável ao encarecimento de derivados e a uma possível desaceleração global caso o conflito se prolongue.

Trump oscila discurso entre fim rápido e continuidade

Ao longo do dia, Trump deu entrevistas e fez discursos com mensagens diferentes sobre o rumo da guerra. Em entrevista à CBS, afirmou que o conflito estaria “praticamente resolvido” e sugeriu que o encerramento poderia ocorrer em breve. No mesmo conjunto de falas, porém, declarou que os Estados Unidos ainda “não venceram o suficiente”.

Mais tarde, em evento com parlamentares republicanos na Flórida, o presidente voltou a dizer que a operação seria de curto prazo, mas defendeu a continuidade da ofensiva até uma “vitória final”. Também afirmou que os Estados Unidos já destruíram a maior parte da capacidade militar iraniana, incluindo mísseis, drones e estruturas de comunicação.

Em outra frente, Trump voltou a cogitar maior controle sobre o Estreito de Ormuz e deixou em aberto a possibilidade de influenciar a liderança do Irã após a guerra, assim fez nos últimos dias. Também disse que uma decisão sobre envio de tropas ainda não foi tomada.

As falas ocorrem num momento em que o próprio governo norte-americano já havia indicado anteriormente a possibilidade de uma guerra mais longa, superior a um mês.

Embaixador do Brasil vê guerra cara e difícil

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras, avaliou que uma tentativa de derrubada do regime iraniano por forças estrangeiras seria uma tarefa “hercúlea” e com alto custo humano e econômico.

Em entrevista à Rádio Nacional, ele afirmou que ataques exclusivamente aéreos não seriam suficientes para produzir mudança de regime e destacou as dificuldades de uma eventual incursão terrestre, como o tamanho do território iraniano, o relevo montanhoso e a capacidade militar do país.

Veras relatou que, apesar dos bombardeios, serviços essenciais como água, energia e gás seguem funcionando no Irã, enquanto aulas continuam de forma remota e o comércio permanece aberto. A principal restrição relatada é o racionamento de gasolina.

O embaixador também apontou que a rápida substituição de Ali Khamenei por seu filho, Seyyed Mojtaba Khamenei, demonstrou capacidade de reorganização institucional do sistema iraniano. Ao mesmo tempo, avaliou que essa sucessão pode ampliar críticas internas, por reforçar a percepção de continuidade hereditária dentro de um regime instaurado após a derrubada de uma monarquia.

Diplomacia segue aberta, mas cenário continua instável

Mesmo com a escalada, Veras não descartou uma saída negociada. Na avaliação dele, o Irã precisa do alívio das sanções econômicas, enquanto Estados Unidos e demais potências dependem de estabilidade para preservar o comércio global e as rotas de energia.

Também nesta segunda-feira, o Kremlin informou que Trump telefonou para Vladimir Putin. Conforme a versão divulgada por Moscou, os dois discutiram a situação no Irã e na Ucrânia, e o presidente russo apresentou ideias voltadas a uma solução política e diplomática para o conflito.

Até o fim do dia, no entanto, o cenário seguia sem indicação concreta de cessar-fogo. Com o petróleo em alta, o mercado financeiro sob pressão e mensagens contraditórias vindas da Casa Branca, o décimo dia de guerra terminou com mais incerteza sobre a duração e o custo do conflito.

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Irã escolhe Mojtaba Khamenei como novo líder supremo em meio à guerra

8 de Março de 2026, 19:23
Foto de Mojtaba Khamenei exibida na TV estatal iraniana após o anúncio de sua nomeação. Crédito: IRINN

O Irã escolheu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo neste domingo (8), em meio ao nono dia da guerra contra Estados Unidos e Israel. A informação foi anunciada pela televisão estatal iraniana após deliberação da Assembleia de Peritos, órgão responsável pela escolha da liderança máxima da República Islâmica.

Mojtaba sucede o pai, Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro em bombardeios atribuídos a Estados Unidos e Israel. Com a escolha, ele passa a ocupar o posto de maior autoridade política e militar do país, com comando final sobre as Forças Armadas e sobre a Guarda Revolucionária.

A nomeação ocorre sob pressão externa e em meio a divergências internas no regime iraniano. Nos últimos dias, membros da Assembleia de Peritos já haviam sinalizado que havia maioria formada em torno de um nome, embora sem confirmação oficial da identidade do escolhido.

Estados Unidos e Israel reagem à escolha

Donald Trump voltou a pressionar publicamente a sucessão iraniana neste domingo. Em entrevista à ABC News, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o novo líder do Irã “não vai durar muito” sem aprovação de Washington.

Antes da confirmação do nome, Trump já havia declarado que Mojtaba Khamenei era “inaceitável”. Israel também elevou o tom. Em comunicado, militares israelenses afirmaram que continuarão a perseguir qualquer sucessor de Ali Khamenei e qualquer pessoa envolvida no processo de escolha.

As ameaças ampliam a pressão sobre a nova liderança iraniana logo no início do mandato, em um momento em que Teerã ainda tenta reorganizar sua estrutura de comando sob bombardeios.

Quem é Mojtaba Khamenei

Mojtaba Khamenei tem 56 anos e é o segundo filho de Ali Khamenei. Nascido em Mashhad, no nordeste do Irã, ele teve formação religiosa e militar, mas manteve perfil público discreto ao longo das últimas décadas.

Ele nunca ocupou cargo formal de governo nem se tornou figura frequente em pronunciamentos oficiais. Ainda assim, há anos circulam relatos sobre sua influência nos bastidores do regime e sobre o papel de interlocutor próximo do pai em decisões de poder.

A escolha marca apenas a segunda transição no posto de líder supremo desde a Revolução Islâmica de 1979.

Tom mais duro em Teerã

No mesmo dia da confirmação da sucessão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, endureceu o discurso. Após ter sinalizado um dia antes que o Irã poderia poupar países vizinhos caso eles não fossem usados para ataques, ele afirmou neste domingo que a resposta iraniana será mais forte diante do aumento da pressão militar.

O chanceler Abbas Araghchi também reagiu às declarações de Trump e disse que qualquer intensificação da autodefesa iraniana será responsabilidade do governo norte-americano.

Apesar das falas de conciliação dirigidas a parte dos países do Golfo, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita voltaram a relatar interceptações de mísseis e drones neste domingo.

Guerra agrava danos civis e deslocamentos

A sucessão foi confirmada em meio ao agravamento do impacto regional da guerra. O conflito já deixou ao menos 1.230 mortos no Irã, 397 no Líbano e 11 em Israel. Sete nacionais dos Estados Unidos morreram.

No Líbano, a escalada entre Israel e Hezbollah já provocou mais de meio milhão de deslocados, de acordo com o governo local. Em Beirute e em outras áreas atingidas, famílias têm buscado abrigo em escolas, carros e espaços abertos.

No Irã, a crescente pressão militar também afeta a infraestrutura. Autoridades iranianas relataram danos a hospitais, escolas, depósitos de petróleo e instalações civis. A Sociedade do Crescente Vermelho afirmou que cerca de 10 mil edificações civis foram danificadas no país, incluindo residências e unidades de saúde.

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Estados Unidos e Israel ampliam bombardeios contra o Irã

7 de Março de 2026, 16:21
Crédito: reprodução de vídeo /BBC News

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no oitavo dia neste sábado (7) com intensificação dos bombardeios, novos confrontos no Líbano e ataques e interceptações registrados em vários países do Oriente Médio.

Nas últimas horas, as IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter realizado uma nova onda de ataques aéreos contra alvos militares no Irã. Conforme os militares israelenses, mais de 80 caças participaram da operação, que atingiu lançadores de mísseis, depósitos de armas e outras estruturas militares.

A imprensa israelense relata que cerca de 230 munições foram utilizadas nos ataques, incluindo bombardeios contra instalações associadas à Guarda Revolucionária Islâmica. Entre os alvos citados estão a Universidade Militar Imam Hussein e uma instalação subterrânea ligada à produção de mísseis balísticos.

Relatos de explosões também ocorreram no aeroporto Mehrabad, em Teerã. Imagens de satélite analisadas por empresas de inteligência mostram danos a aeronaves e instalações militares no local.

Paralelamente, autoridades do governo de Donald Trump afirmaram que os Estados Unidos conduziram na sexta-feira (6) a maior campanha de bombardeios já realizada contra o Irã. A estratégia, conforme integrantes do governo norte-americano, busca reduzir a capacidade militar iraniana ao atingir fábricas e lançadores de mísseis.

Washington também avalia ampliar sua presença naval na região. O porta-aviões USS George H. W. Bush pode ser enviado ao Mediterrâneo Oriental para se juntar ao USS Gerald R. Ford e ao USS Abraham Lincoln.

Conflito se amplia no Líbano

A ofensiva militar também se intensificou no Líbano. Conforme o Ministério da Saúde libanês, confrontos e bombardeios israelenses deixaram ao menos 294 mortos e mais de mil feridos desde o início das operações.

Uma ação realizada na região de Nabi Sheet, no Vale do Bekaa, deixou dezenas de mortos, conforme autoridades locais. Conforme o exército israelense, a operação buscava possíveis restos mortais do piloto Ron Arad, desaparecido desde 1986.

Durante a incursão, tropas israelenses teriam enfrentado combatentes do Hezbollah. O grupo afirmou ter atacado uma base militar israelense próxima à cidade de Safed.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Líbano “pagará um preço muito alto” caso os ataques do Hezbollah continuem.

Interceptações e ataques no Golfo

A guerra também gerou incidentes em vários países do Golfo. A Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil balístico lançado em direção à base aérea Príncipe Sultan, que abriga tropas norte-americanas.

Os Emirados Árabes Unidos declararam ter interceptado 15 mísseis balísticos e 119 drones lançados contra o país. Dois drones atingiram o território emiradense, causando danos materiais.

Um drone também caiu próximo ao aeroporto internacional de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo em tráfego internacional. O terminal suspendeu temporariamente as operações por segurança, mas os voos foram retomados posteriormente.

O Catar também relatou a interceptação de um ataque com míssil.

O Irã afirmou que não pretende atacar países vizinhos caso seus territórios não sejam usados para lançar ataques contra o país. A declaração foi feita pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Mesmo assim, governos da região continuaram relatando interceptações de mísseis e drones ao longo do dia.

Verborragia se amplia

As declarações entre líderes também indicam endurecimento do discurso político. Donald Trump afirmou nas redes sociais que o Irã “será atingido muito duramente”. O presidente norte-americano declarou que áreas que não estavam entre os alvos militares podem passar a ser consideradas na campanha de ataques.

Por sua vez, o presidente iraniano afirmou que o país “jamais se renderá” aos Estados Unidos ou a Israel e acusou Washington de violar o direito internacional ao atingir infraestrutura civil.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que qualquer intensificação da guerra será responsabilidade do governo norte-americano.

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Trump exige “rendição incondicional” do Irã no 7º dia de guerra

6 de Março de 2026, 14:44
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6), com ampliação dos ataques aéreos, novos relatos de interceptações em países do Golfo e endurecimento do discurso de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “não haverá acordo” com Teerã, exceto sob “rendição incondicional”.

A declaração reduz, no curto prazo, a possibilidade de uma saída negociada. Na mesma publicação, Trump afirmou que, depois disso, os EUA e aliados ajudariam a reconstruir o Irã e citou a escolha de uma liderança “aceitável”. A fala amplia a pressão política de Washington sobre o futuro do país, embora integrantes do governo norte-americano tenham evitado, nos últimos dias, usar abertamente o termo “mudança de regime”.

Enquanto isso, Israel informou ter iniciado a 15ª onda de ataques contra estruturas que atribui ao governo iraniano em Teerã. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter destruído um bunker militar na capital iraniana com o uso de 50 caças. A informação foi divulgada pelos militares israelenses e, até o momento, não há confirmação independente sobre os efeitos da ação.

Moradores de Teerã ouvidos pela BBC Persian relataram que a noite de quinta para sexta foi a mais intensa desde o início da guerra. Um deles afirmou que a casa “tremeu por cinco minutos”. Outro disse que acordou às 5h com explosões.

Mediação começa, mas não indica trégua

Apesar da intensificação dos bombardeios, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “alguns países” iniciaram esforços de mediação. Sem citar quais governos estariam envolvidos, declarou que o Irã continua comprometido com uma paz duradoura, mas que não abrirá mão de defender a soberania nacional.

As declarações de Trump e Pezeshkian indicam que há movimentos diplomáticos paralelos à escalada militar, mas ainda sem sinal concreto de cessar-fogo.

Países do Golfo relatam novas interceptações

Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado ataques durante a madrugada desta sexta-feira. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter destruído nove mísseis balísticos e interceptado 109 drones. Segundo o governo do país, três drones caíram em território emiradense.

No Catar, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação de um drone que teria como alvo a base aérea de Al-Udeid, a maior base militar dos EUA na região. Em Bahrein, autoridades britânicas anunciaram apoio à defesa aérea local com caças da Royal Air Force.

Reino Unido mantém posição ambígua

O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que não alterou sua posição oficial, embora tenha admitido a legalidade de ataques a locais de lançamento de mísseis iranianos que possam ameaçar britânicos. Downing Street sustentou que autorizou uso “limitado, específico e defensivo” de bases para ações dos EUA, enquanto a aviação britânica segue focada na interceptação de drones, como acontece em Bahrein.

A formulação mantém a linha adotada por Londres desde o início da escalada militar: não participar da ofensiva inicial, mas aceitar ações classificadas pelo governo como defensivas. Ainda assim, a posição segue sob pressão interna e externa. Ao longo da semana, o primeiro-ministro do Reino Unido foi alvo de críticas de Donald Trump pela falta de autorização para uso de bases militares britânicas nos ataques contra o Irã.

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Irã anuncia ataque a petroleiro dos EUA no Golfo Pérsico

5 de Março de 2026, 09:13

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira (5) que um míssil atingiu um petroleiro com bandeira dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, segundo comunicado divulgado pela televisão estatal.

O ataque ocorre no sexto dia da guerra regional, intensificando a tensão no Oriente Médio.

De acordo com a nota oficial, a embarcação “foi atingida por um míssil no norte do Golfo Pérsico” e “está atualmente em chamas”. O comunicado, no entanto, não trouxe mais detalhes.

O incidente ainda não foi confirmado de forma independente e acontece em um momento em que o braço militar do regime iraniano afirma ter “controle total” do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Até o momento, não se sabe o nome do navio atingido, e o governo dos Estados Unidos ainda não se pronunciou oficialmente. Caso seja confirmado, o ataque representará uma nova escalada na guerra iniciada no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ofensivas contra o Irã.

Simultaneamente à ação contra o petroleiro, o Irã também teria lançado ataques com drones contra o espaço aéreo do Azerbaijão.

Segundo a imprensa local, um dos dispositivos explodiu em um prédio no Aeroporto Internacional de Nakhichevan, enclave estratégico situado entre Turquia, Armênia e Irã.

A agência de notícias estatal azerbaijana APA informou que os drones restantes caíram “em outros lugares” do país, sem fornecer mais detalhes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram danos extensos e colunas de fumaça preta.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão, além do drone que atingiu o aeroporto de Nakhchivan — localizado a poucos quilômetros da fronteira com o Irã —, outro caiu perto de uma escola na vila de Shakarabad.

A pista do aeroporto de Nakhchivan também foi danificada em vários pontos após os ataques, devido a destroços de um drone que caíram na área, segundo relatos de um correspondente da imprensa local.

Irã e Azerbaijão são países vizinhos, e suas relações são marcadas por tensões e interesses divergentes. Uma das principais preocupações de Teerã é a cooperação entre Azerbaijão e Israel em áreas como energia, comércio e segurança.

A República Islâmica também se opõe ao projeto do chamado “Corredor de Zangezur”, que pretende ligar o território do Azerbaijão ao enclave de Nakhchivan por meio da província armênia de Syunik, próxima à fronteira iraniana.

Paralelamente, diversas explosões atingiram Teerã e seus subúrbios ocidentais nesta manhã, após Israel anunciar novos ataques aéreos contra o território iraniano.

A agência de notícias Fars relatou uma explosão na zona oeste da capital, enquanto os jornais Shargh e Iran noticiaram ao menos uma ofensiva em Karaj, cidade situada na região metropolitana de Teerã.

Por sua vez, o Irã afirmou ter lançado mísseis contra o quartel-general de forças curdas no Curdistão iraquiano, segundo a mídia estatal.

“Alvejamos o quartel-general de grupos curdos que se opõem à revolução no Curdistão iraquiano com três mísseis”, afirmou um comunicado militar citado pela agência de notícias IRNA em seu canal no Telegram.

Desde o início da ofensiva israelense-americana contra Teerã, a região autônoma do Curdistão — que abriga tropas americanas — tem sido alvo frequente de ataques com drones, a maioria interceptada pelas defesas aéreas.

Nas últimas horas, também foram ouvidos fortes estrondos em Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os sons estavam relacionados a “mísseis lançados do Irã”. 

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Trump pressiona aliados europeus no 4º dia de guerra contra o Irã

3 de Março de 2026, 16:00
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no quarto dia nesta terça-feira (3). As ações no campo de batalha registraram nova escalada militar e ampliaram a pressão política de Donald Trump sobre aliados europeus.

Em declarações no Salão Oval, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que pode ter “forçado a mão” de Israel para antecipar a ofensiva e disse que “Teerã se preparava para atacar”.

O presidente dos Estados Unidos sustentou que o Irã teve capacidades militares “derrubadas” e sinalizou continuidade da operação com novas ondas de ataques. Também afirmou que há uma “terceira onda” a caminho e voltou a indicar que o conflito pode se estender por semanas — com possibilidade de ultrapassar a projeção inicial mencionada em discursos anteriores.

Mais cedo, novos ataques destruíram o edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucionalmente responsável por selecionar o líder supremo do Irã. O prédio ficou completamente destruído. Não há confirmação sobre mortes entre integrantes do colegiado responsável pela escolha do novo clérigo que deverá governar o país.

Ainda na Casa Branca, Trump justificou a operação como medida para impedir o avanço da capacidade nuclear e do programa de mísseis de longo alcance do Irã — a mesma linha adotada nos ataques de junho do ano passado. O presidente também afirmou que as ações buscam reduzir o que descreve como apoio iraniano a grupos armados na região, como Hezbollah, no Líbano, e Hamas, na Faixa de Gaza.

Pressão sobre Reino Unido e Espanha

Durante as declarações, Trump elevou o tom contra o Reino Unido por restrições impostas na primeira fase da operação, especialmente quanto à logística e ao uso de bases militares.

O presidente atacou diretamente o primeiro-ministro Keir Starmer ao afirmar que “isso não é Winston Churchill”. Também criticou o acordo britânico sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, onde está localizada a base de Diego Garcia, operada conjuntamente por britânicos e norte-americanos.

No caso da Espanha, Trump ameaçou romper relações comerciais e falou em “cortar todo o comércio” após a sinalização do governo espanhol de que não autorizaria o uso das bases de Morón e Rota na ofensiva. Assim como Diego Garcia, esses pontos estratégicos próximos ao Estreito de Gibraltar são operados de forma conjunta entre EUA e Espanha.

Na prática, o discurso associa a autorização dessas bases e o apoio logístico europeu à manutenção de relações diplomáticas e comerciais. A postura amplia o custo político para aliados que tentam limitar sua participação a ações defensivas.

Incursão terrestre no Líbano

No quarto dia de guerra, o Exército israelense lançou uma incursão terrestre em área fronteiriça do sul do Líbano. A movimentação ocorre após o Ministério da Defesa de Israel autorizar os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.

A operação terrestre ocorre nas regiões de Kfar Kila e da planície de Khiam, próximas à fronteira com Israel. Os alvos são integrantes do grupo Hezbollah, aliado estratégico do Irã.

O governo libanês já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas na fronteira, sob a justificativa de preservar a segurança diante das operações israelenses.

O comandante das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, classificou Irã e Hezbollah como parte de um “eixo xiita” e afirmou que o lançamento de foguetes pelo grupo libanês contra Israel representou a decisão de se alinhar diretamente a Teerã.

Ataques com drones e alerta diplomático

A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. Conforme o Ministério da Defesa saudita, os danos foram limitados e houve apenas um incêndio de pequenas proporções, sem vítimas.

Diante da retaliação iraniana em diferentes pontos da região, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que pessoal diplomático não essencial e familiares deixem países como Iraque, Jordânia e Bahrein. O governo norte-americano também orientou cidadãos a deixarem ao menos 14 países do Oriente Médio, entre eles Egito, Irã, Israel, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

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