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Papa Leão XIV pede cessar-fogo na guerra no Oriente Médio

Por:Sul 21
15 de Março de 2026, 17:56

Da Ansa Brasil

O papa Leão XIV voltou a pedir neste domingo (15), durante a tradicional celebração do Angelus, no Vaticano, o fim da guerra no Oriente Médio.

“Apelo aos responsáveis por este conflito: cessar-fogo! Que os caminhos do diálogo sejam reabertos. A violência jamais conduzirá à justiça, à estabilidade e à paz que os povos anseiam”, declarou o pontífice americano.

Robert Francis Prevost também recordou que “os povos do Oriente Médio têm sofrido a atrocidade da violência da guerra”. Além disso, o líder religioso afirmou que “milhares de inocentes foram mortos e muitos outros foram forçados a fugir de suas casas”.

“Renovo minhas orações com todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais”, disse.

O líder da Igreja Católica também mencionou que a atual situação no Líbano “é motivo de grande preocupação”.

“Espero que se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, para o bem comum de todos os libaneses”, concluiu.

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Papa Leão XIV expressa solidariedade às mulheres vítimas de violência

Por:Sul 21
8 de Março de 2026, 19:07

De Ansa Brasil

O papa Leão XIV expressou solidariedade às mulheres vítimas de violência e pediu maior compromisso pelo reconhecimento da igualdade de gênero neste domingo (8), por ocasião do “Dia Internacional da Mulher”.

Durante a oração do Ângelus, o Pontífice lembrou a data e afirmou que os cristãos são chamados a renovar o compromisso, inspirado no Evangelho, de reconhecer plenamente a dignidade igual entre homens e mulheres.

“Hoje, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Renovamos o compromisso que, para nós cristãos, se baseia no Evangelho, com o reconhecimento da igual dignidade dos homens e das mulheres”, declarou o Papa, perante milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro.

Segundo ele, apesar de avanços, muitas mulheres ainda enfrentam discriminação desde a infância e continuam sofrendo diferentes formas de violência. “Expresso minha solidariedade e minhas orações se dirigem a elas de maneira especial”, declarou.

Em carta publicada hoje na revista mensal “Piazza San Pietro” e divulgada pelo jornal italiano “Corriere della Sera”, Leão XIV classificou como “bárbara” qualquer forma de violência contra as mulheres e destacou que ela jamais deve ser justificada.

“A violência, qualquer violência, é a fronteira que separa a civilização da barbárie. Nunca devemos subestimar um ato de violência, nem temer denunciá-lo, inclusive quando existe um clima de justificação ou aquele que atenua ou nega a responsabilidade”, afirmou.

O líder da Igreja Católica acrescentou que a prevenção da violência exige um esforço conjunto da Igreja, das famílias, das escolas e das instituições públicas. Para ele, a educação dos jovens é um passo essencial para enfrentar o problema.

“Para acabar com a violência, devemos começar pela educação dos jovens e abrir nossos corações para dizer que toda pessoa é um ser humano que merece respeito e dignidade”, ressaltou.

No texto, Robert Prevost responde à carta enviada por Giovanna, uma mulher italiana que levanta a questão da violência de gênero.

“Você levanta uma questão importante que sempre me causou grande sofrimento: a violência nos relacionamentos, e especialmente a violência contra as mulheres. Em um mundo muitas vezes dominado por pensamentos violentos, precisamos apoiar ainda mais o gênio feminino”, diz ele.

Por fim, afirma que talvez as mulheres sejam atacadas e assassinadas precisamente “porque são um sinal de contradição nesta sociedade confusa, incerta e violenta, porque nos apontam para valores de fé, liberdade, igualdade, generatividade, esperança, solidariedade e justiça” e “estes são grandes valores, mas são atacados por uma mentalidade perigosa que infesta os relacionamentos, gerando apenas egoísmo, preconceito, discriminação e desejo de dominação”.

Segundo ele, “são essas razões que frequentemente levam à violência, como demonstram tristemente os numerosos casos recentes de feminicídio”.

“Precisamos eliminar essa violência e encontrar maneiras de moldar a mentalidade das pessoas; precisamos ser pessoas de paz, que amam a todos”, concluiu.

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