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CCJ da Câmara aprova proposta que obriga restaurantes a oferecerem cardápios impressos

Da Agência Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga restaurantes, lanchonetes, bares e estabelecimentos semelhantes a oferecer cardápios impressos no atendimento presencial.

Os cardápios impressos deverão ter informações claras e legíveis e estar disponíveis em quantidade compatível com a capacidade do estabelecimento.

Os restaurantes podem continuar utilizando cardápios digitais como opção adicional.

Caso ofereça equipamentos eletrônicos como mais uma opção de acesso ao cardápio, estes deverão ser de fácil manuseio e o conteúdo digital deve ser apresentado de forma clara e legível.

O projeto tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para o Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara.

Conforme o texto aprovado, o acesso aos cardápios físicos ou digitais não pode ser condicionado à formação de cadastro ou de banco com dados do consumidor.

Além disso, informações obtidas durante o atendimento não podem ser usadas para envio de mensagens publicitárias, salvo com expressa autorização do consumidor.

Parecer favorável
O relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), apresentou parecer favorável ao substitutivo aprovado antes pela Comissão de Defesa do Consumidor ao Projeto de Lei 1245/23, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ).

Ribeiro fez uma pequena modificação para prever que os estabelecimentos que ofereçam apenas autoatendimento aos clientes e que disponibilizem cardápios em dispositivos eletrônicos não precisarão ter cardápios impressos.

O deputado ressaltou que o projeto garante ao consumidor informações claras e acessíveis.

“Ao buscar o melhor atendimento de idosos e pessoas com dificuldade digital, bem como das pessoas menos favorecidas [que não têm aparelho de telefone celular ou que o têm com tecnologia insuficiente], a proposta faz uma limitação legítima ao princípio da livre iniciativa, uma vez que trata de imposição de obrigação razoável, proporcional e inclusiva, portanto, de relevante interesse público”, disse Ribeiro.

O descumprimento das regras sujeita os infratores às sanções previstas no Código Defesa do Consumidor, como multa e suspensão das atividades.

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

 

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Casa Branca mente sobre apoio espanhol na guerra contra Irã

Karoline Leavitt. Foto: Reprodução

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.

Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.

📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTg pic.twitter.com/ibWopA8WLm

— EL PAÍS (@el_pais) March 4, 2026

Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.

Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0

— Biazita Gomes (@BiazitaGomes) March 4, 2026

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.

Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM

— Pri (@Pri_usabr1) March 3, 2026

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