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Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness

O Spotify ampliou sua estratégia para além de música e podcasts e anunciou nesta segunda-feira (27) uma parceria com a Peloton Interactive para criar uma nova categoria dedicada a fitness dentro da plataforma.

Com o acordo, mais de 1.400 aulas da Peloton serão disponibilizadas para assinantes Spotify Premium na maior parte dos mercados globais da empresa. O conteúdo será integrado ao atual ecossistema de áudio e vídeo do serviço. A oferta inclui treino de força, Pilates, barre, yoga, meditação e outras modalidades.

“À medida que seguimos avançando no segmento de bem-estar, nosso trabalho com o Spotify é mais um passo para ampliar nosso alcance e capturar novas fontes de receita por meio da experiência, conteúdo e instrução incomparáveis da Peloton”, afirmou Dion Camp Sanders, diretor comercial da companhia.

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Nenhuma das empresas divulgou os termos financeiros do acordo, mas a parceria sinaliza prioridades estratégicas relevantes para os dois grupos.

Spotify aposta em novas receitas

Para o Spotify, a iniciativa representa uma expansão mais profunda no mercado de wellness, criando novos caminhos de engajamento e monetização além do negócio principal de música e podcasts.

Segundo a empresa, conteúdos fitness mantêm usuários por mais tempo na plataforma e abrem espaço para receitas com assinaturas, publicidade e ferramentas para criadores de conteúdo.

O Spotify informou ainda que existem mais de 150 milhões de playlists fitness ativas no mundo, enquanto quase 70% dos usuários Premium afirmam se exercitar mensalmente.

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“Fitness é uma extensão natural da forma como as pessoas já usam o Spotify hoje — para se motivar, se recuperar e se reequilibrar”, disse um porta-voz da empresa à CNBC.

Além da parceria com a Peloton, o grupo também amplia seu ecossistema com criadores da área fitness, trabalhando com nomes como Yoga With Kassandra, Caitlin K’eli Yoga, Sweaty Studio e Chloe Ting, que podem monetizar conteúdo por ferramentas já existentes, como o Spotify Partner Program.

Peloton busca crescer além dos equipamentos

Para a Peloton, o acordo acelera a mudança estratégica para longe de um modelo focado principalmente em hardware, em direção à distribuição escalável de conteúdo com margens mais elevadas.

O CEO Peter Stern afirmou que a parceria também reforça seus planos de expansão internacional.

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“O Spotify oferece um palco global para nossos instrutores, que agora têm a capacidade de alcançar centenas de milhões de assinantes Premium da plataforma”, declarou Stern à CNBC.

Ao aproveitar o alcance global do Spotify, a Peloton ganha exposição sem exigir que usuários possuam seus equipamentos ou assinem o aplicativo independente da empresa.

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Namorar está ficando caro demais para jovens adultos, aponta pesquisa

Para muitos jovens nos Estados Unidos, namorar está se tornando uma questão tão financeira quanto romântica. Metade dos americanos solteiros afirmou que está saindo menos para encontros ou optando por atividades mais baratas devido ao aumento dos custos, segundo o BMO Real Financial Progress Index 2026, do BMO Financial Group. O banco ouviu 2.501 adultos entre o fim de dezembro e janeiro.

Além disso, 48% dos adultos da geração Z e 40% dos millennials entrevistados disseram que o alto custo de namorar atrapalha o alcance de suas metas financeiras. Um único encontro custa, em média, US$ 205 para adultos da geração Z e US$ 252 para millennials, segundo o BMO.

Quase metade dos solteiros, 47%, afirmou que namorar simplesmente não vale o gasto, de acordo com a pesquisa.

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Essa é apenas mais uma das pressões relacionadas ao custo de vida atualmente. Consumidores enfrentam preços mais altos para itens essenciais do dia a dia, como gasolina, alimentos, moradia e seguro de saúde — reflexo de uma combinação de fatores, incluindo choques no setor de energia ligados à guerra em curso com o Irã e às políticas tarifárias do presidente Donald Trump.

“Estamos vendo que há um aumento no custo de vida, e isso está reduzindo a frequência com que as pessoas saem para encontros e a forma como enxergam o namoro”, disse à CNBC Sabrina Romanoff, psicóloga clínica. “As pessoas estão jantando menos fora e há uma menor tolerância para encontros considerados de maior risco.”

Custos fazem as pessoas namorarem de forma mais “defensiva”

Para a geração Z, o custo de namorar pode se acumular rapidamente.

O americano típico da geração Z foi a cerca de nove encontros no último ano, segundo dados do BMO. Isso representa um gasto anual aproximado de US$ 1.845. O valor inclui despesas anteriores ao encontro, como transporte e cuidados pessoais, além do que é gasto durante o próprio encontro.

Com base em dados do Bureau of Labor Statistics para trabalhadores em tempo integral, isso equivale a cerca de 3% a 5% da renda anual mediana de pessoas entre 16 e 34 anos.

Romanoff afirmou que o aumento dos custos faz com que as pessoas namorem de maneira “muito mais defensiva”. “Elas assumem menos riscos e menos conexões são formadas.”

Essa dinâmica aparece na forma como jovens descrevem os primeiros encontros.

David Kuang, estudante de 21 anos da Universidade Columbia, disse que a economia do namoro pode fazer cada saída parecer uma aposta.

“Há uma chance muito maior de simplesmente não haver conexão”, afirmou. “E aí lá se vão US$ 40 do jantar pelo ralo com alguém com quem talvez você nunca mais fale.”

Leo Gabriel, de 22 anos, que vive em Nova York, também disse que tenta manter os primeiros encontros acessíveis.

“Eu provavelmente gastaria entre US$ 45 e US$ 50”, disse. “É o suficiente para não comprometer o orçamento.”

No geral, Gabriel afirmou que reserva entre US$ 150 e US$ 200 por mês para encontros.

“Por que eu gastaria US$ 100 com alguém com quem talvez eu nem tenha afinidade?”, acrescentou.

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Encontrar um encontro também pode ser caro

O custo do próprio encontro é apenas parte da equação. Para milhões de usuários, encontrar alguém significa pagar pelos aplicativos. O Pew Research Center constatou, em 2022, que 35% dos usuários de aplicativos de relacionamento já pagaram por uma das plataformas. Pesquisa da Morgan Stanley apontou que o usuário pagante médio gastou cerca de US$ 19 por mês em 2023.

“Muitos desses aplicativos funcionam com o que chamamos de estratégia ‘freemium’”, explicou Pinar Yildirim, professora associada da Wharton que estuda a economia das plataformas online. “Embora você possa se cadastrar gratuitamente, para aproveitar alguns dos recursos mais desejáveis pode ser necessário pagar uma assinatura.”

Esse modelo ganhou importância à medida que os americanos mudaram a forma de conhecer parceiros. Um estudo amplamente citado, publicado em 2019 por pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade do Novo México, constatou que, do fim da Segunda Guerra Mundial até 2013, a forma mais comum de casais heterossexuais se conhecerem nos Estados Unidos era por meio de amigos. Hoje, o principal caminho é o ambiente online.

“Uma das coisas que os aplicativos e plataformas de relacionamento online trouxeram para nossas vidas foi um leque maior de pessoas”, afirmou Yildirim. “Eles tendem, em geral, a ampliar o nosso universo de possíveis parceiros.”

No entanto, ela acrescentou que isso também pode ser “um pouco enganoso”. Uma abundância de candidatos pode sobrecarregar os usuários e reduzir as chances de que uma interação evolua para algo significativo.

“Mesmo que você esteja vendo e potencialmente iniciando conversas com muitos tipos diferentes de pessoas, e em grande número, é muito provável que nada avance além dessas conversas iniciais nos aplicativos”, disse.

Especialistas afirmam que isso pode ajudar a explicar por que muitos usuários optam por planos pagos. “É um sistema de ‘pague para participar’”, disse Romanoff. “Se você tem dinheiro, talvez consiga um parceiro ou tenha mais sucesso nos aplicativos.”

Gabriel contou que assinou o Hinge por um período porque as atualizações pagas, que ele descreveu como uma forma de “gamificação”, eram eficazes.

“Psicologicamente, funciona”, disse. “Você pensa: ‘Ah, você só vai ser visto por X pessoas por dia. Mas, se pagar um pouco mais, pode ser visto por mais gente.’”

Os valores cobrados pelas versões pagas variam, e defensores dos consumidores afirmam que a precificação nem sempre é transparente.

Um porta-voz do Match Group — empresa controladora do Match.com, OkCupid, Tinder, Hinge e outros sites de relacionamento — afirmou à CNBC por e-mail que “a grande maioria” dos usuários utiliza versões gratuitas. “As assinaturas são opcionais e oferecem ferramentas adicionais para quem busca mais controle ou uma experiência mais eficiente, mas não são necessárias para ter sucesso ou criar conexões significativas”, disse.

A Bumble Inc., responsável por aplicativos como Bumble Date e Badoo, informou à CNBC que busca oferecer uma versão gratuita “segura e de alta qualidade”. “Há inúmeros casais que se encontraram dessa forma”, afirmou um porta-voz em comunicado por e-mail. “Nossos recursos pagos atendem àqueles que procuram uma experiência mais personalizada.”

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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara

A farmacêutica Regeneron vai distribuir gratuitamente nos Estados Unidos o Otarmeni, primeira terapia genética aprovada para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária em crianças. A notícia foi dada pelo CEO da companhia, Leonard Schleifer, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o tratamento atua em uma falha genética que impede a produção de uma proteína específica nas células ciliadas do ouvido, responsáveis pela transmissão do som. A condição provoca surdez profunda em crianças.

“Algumas crianças nascem com surdez profunda”, afirmou. “Você pode colocar um motor a jato e elas não ouvem nada.”

De acordo com o CEO, cientistas da Regeneron conseguiram substituir o gene defeituoso e restaurar a audição. Ele classificou o avanço como um marco para a medicina genética.

“Esta é a primeira vez que um gene substituiu algo e restaurou um de nossos sentidos”, disse. “A audição é muito importante.”

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Schleifer afirmou que a decisão de oferecer o medicamento de graça partiu dos cientistas da companhia. Segundo ele, a Regeneron também tem aprendido com os pacientes tratados.

“Por que estamos dando este produto de graça? Porque nossos cientistas disseram que é a coisa certa a fazer”, afirmou. “Estamos aprendendo tanto com esses jovens. Vamos dar este de graça.”

Segundo o CEO, cerca de 50 crianças nascem por ano nos Estados Unidos com essa condição. Ele disse, porém, que o universo potencial de pacientes pode ser maior, já que há pessoas vivas que nasceram com a mesma alteração genética.

O executivo ponderou que crianças que já receberam implante coclear podem não se beneficiar da terapia, porque a cirurgia pode afetar estruturas do ouvido interno. Ainda assim, afirmou que a empresa segue investigando possibilidades.

“Se elas já tiveram um implante coclear, podemos não ser capazes de ajudá-las”, disse. “Mas estamos investigando.”

Schleifer também elogiou a atuação da Food and Drug Administration (FDA) no processo de aprovação. Segundo ele, a agência manteve padrões elevados, mas demonstrou capacidade de acelerar programas considerados relevantes.

“As pessoas têm feito comentários sobre a FDA, que eles estão baixando os padrões. Eu garanto a vocês que não estão”, afirmou. “Eles estão mantendo os padrões elevados, mas este programa indica que, se for um programa importante, devemos agilizar o processo.”

Para a Regeneron, o tratamento abre caminho para novas pesquisas em perda auditiva. O executivo afirmou que a companhia quer investigar outras formas da condição, inclusive associadas ao envelhecimento.

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“Há muitas outras formas de perda auditiva que queremos investigar”, disse. “Talvez possamos descobrir como melhorar isso.”

Ao comentar o impacto do tratamento, o CEO citou o caso de uma criança que não ouvia nada e passou a escutar a mãe após a terapia.

“Agora ele pode ouvir a mãe dele. E na voz dela ele pode ouvir o amor dela”, afirmou.

Schleifer disse ainda que a Regeneron mantém produtos voltados a grandes mercados, mas defendeu que a indústria farmacêutica também precisa ser reconhecida por avanços científicos em áreas raras.

“Nossos cientistas disseram: vamos dar este de graça, porque os pacientes nos ajudam”, afirmou. “Acho que esse é o tipo de empresa que é a Regeneron.”

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Irã descarta encontro com negociadores dos EUA no Paquistão, apesar da chegada de enviados de Trump a Islamabad

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.

Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.

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“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.

Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.

O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.

Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.

Pressão econômica e bloqueio naval

A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.

Cessar-fogo frágil

As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

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EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

A OpenAI não tem pressa para abrir capital e deve priorizar formas de financiamento que preservem opções para a companhia, afirmou Sarah Friar, diretora financeira da empresa, em entrevista exclusiva à CNBC.

A executiva disse que seu foco como CFO é garantir capital para sustentar o crescimento do negócio, levar produtos a consumidores e empresas, ampliar a equipe e financiar a capacidade computacional necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

“Meu foco como CFO é, antes de tudo, o negócio”, afirmou. “Como posso garantir que tenhamos o investimento necessário para comprar recursos computacionais e assim poder pagar bons pesquisadores para alcançarmos os melhores resultados?”

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Questionada sobre a possibilidade de IPO, Friar afirmou que a companhia não tem urgência. Segundo ela, a OpenAI segue avaliando parceiros e alternativas para financiar a expansão do negócio.

“Não temos pressa”, disse. “Estamos sempre por aí procurando quem são os parceiros que podem trabalhar conosco quando queremos financiar mais do nosso negócio.”

A diretora financeira também destacou o interesse da OpenAI em ampliar o acesso de investidores individuais à empresa. Segundo ela, a companhia vem buscando formas de permitir que o público em geral participe do valor econômico criado pela inteligência artificial.

“Uma coisa em que penso muito em nossa missão é sobre acesso, sobre como democratizamos o acesso à tecnologia”, afirmou. “Mas como também criamos acesso ao valor econômico que está sendo gerado? Isso não é algo que quero que fique nas mãos de poucos.”

Friar disse que a experiência recente com investidores de varejo mostrou demanda acima do esperado. De acordo com a executiva, a OpenAI buscava cerca de US$ 1 bilhão junto ao varejo, mas levantou US$ 3 bilhões. “É ótimo poder alcançar o público em geral”, afirmou.

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A CFO também comentou a disputa judicial entre a OpenAI e Elon Musk. Ela afirmou que os processos movidos pelo empresário contra a empresa são infundados e desviam atenção da operação.

“Em primeiro lugar, o Sr. Musk moveu vários processos judiciais sem fundamento contra nós”, disse. “É uma distração e nós somos focados.”

Segundo Friar, a prioridade da OpenAI é manter a empresa concentrada no desenvolvimento de modelos e produtos. “Para a empresa, o foco é essencial. Como lançamos os melhores modelos do mundo? Mantendo-se na vanguarda, conseguimos lançar os melhores produtos do mundo”, concluiu.

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