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IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro sobe 0,5% em abril

O indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br) registrou alta de 0,50% em abril, mostra dado divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (17). O número ficou abaixo das projeções de avanço de 0,6%, medidas pela Reuters.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,9%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,6%, de acordo com números não dessazonalizados.

O indicador de indústria avançou 0,4%, enquanto serviços e impostos subiram 0,3%, respectivamente. Já a agropecuária permaneceu estável no período.

Na edição anterior, de março, a prévia do PIB recuou 0,7% na comparação mensal, acumulando ganho de 1,8% no acumulado em 12 meses.

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Agenda: Payroll dos EUA, PIB da zona do euro e feriado no Brasil mexem com a semana

A semana começa com foco em indicadores de atividade, especialmente industriais. Na segunda-feira (1), a divulgação de diversos PMIs ao redor do mundo, incluindo zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, ajuda a medir o ritmo da economia global, além de dados como desemprego na Europa e o Relatório Focus no Brasil.

Na terça (2) e quarta-feira (3), a agenda ganha mais força com números de inflação, emprego e serviços. Destaque para o CPI da zona do euro, o Jolts nos EUA e, no dia seguinte, os PMIs de serviços, a produção industrial brasileira e o Livro Bege do Federal Reserve, que oferece um panorama da economia americana.

Na quinta-feira (4), a agenda é mais leve por conta do feriado no Brasil, com poucos indicadores no exterior. Já na sexta-feira (5), os destaques são o PIB da zona do euro e o payroll dos Estados Unidos, além da produção de veículos no Brasil, encerrando a semana com dados relevantes para o mercado.

Confira a agenda de indicadores da semana de 01 a 05 de junho de 2026

Brasil

Segunda-feira (01/06)
8h25 – Relatório Focus
10h – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
06h – IPC-Fipe

Quarta-feira (03/06)
9h – Produção industrial
10h – PMI Composto e de Serviços
15h – Balança comercial

Quinta-feira (04/06)
Feriado

Sexta-feira (05/06)
11h – Produção de veículos

Estados Unidos

Segunda-feira (01/06)
10h45 – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
11h – Jolts

Quarta-feira (03/06)
9h15 – ADP
10h45 – PMI Composto e de Serviços
15h – Livro Bege

Quinta-feira (04/06)
9h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (05/06)
9h30 – Payroll

Reino Unido

Segunda-feira (01/06)
5h30 – PMI Industrial

Quarta-feira (03/06)
05h30 – PMI Composto e de Serviços

União Europeia

Segunda-feira (01/06)
05h – PMI Industrial
06h – Taxa de desemprego

Terça-feira (02/06)
06h – CPI

Quarta-feira (03/06)
05h – PMI Composto e de Serviços
06h – PPI

Quinta-feira (04/06)
6h – Vendas no varejo

Sexta-feira (05/06)
06h – PIB

China

Terça-feira (02/06)
22h45 – PMI do setor de serviços

Japão

Terça-feira (02/06)
21h30 – PMI do setor de serviços

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Fed decide juros na quarta: relembre os últimos dados da economia dos EUA antes da reunião

Com a decisão de juros do Federal Reserve marcada para 18 de março, o mercado chega à chamada Super Quarta olhando para um mosaico de dados recentes da economia dos Estados Unidos. O retrato que emerge mistura inflação ainda resistente, mercado de trabalho resiliente e sinais de desaceleração na atividade.

Nas últimas semanas, indicadores importantes como payroll, Jolts, CPI, PCE e PIB ajudaram a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 3,50% – 3,75%.

Mercado de trabalho: forte, mas com sinais mistos

O relatório Jolts, divulgado nesta sexta-feira (13), mostrou alta inesperada das vagas de emprego em aberto. O número chegou a 6,946 milhões em janeiro, aumento de 396 mil posições em relação ao mês anterior e acima das projeções de 6,70 milhões.

A taxa de vagas abertas subiu para 4,2%, ante 4,0% em dezembro. O dado sugere que a demanda por trabalhadores segue firme, mesmo com juros elevados.

Por outro lado, o payroll, principal termômetro do mercado de trabalho norte-americano e olhado de perto pelo Fed, trouxe uma leitura bem diferente. O relatório de fevereiro mostrou corte de 92 mil empregos, contrariando a expectativa de criação de 55 mil vagas.

Inflação ainda acima da meta

Do lado dos preços, os indicadores continuam mostrando pressões inflacionárias persistentes.

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), medida de inflação preferida do Fed, subiu 0,3% em janeiro, enquanto o núcleo avançou 0,4% no mês.

No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 2,8%, com o núcleo em 3,1%, ambos acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou alta de 0,3% em fevereiro, em linha com as expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação ao consumidor soma 2,4%, ainda acima da meta, mas indicando alguma desaceleração frente aos picos recentes.

Economia desacelera

Enquanto inflação e mercado de trabalho seguem relativamente resilientes, a atividade econômica começa a mostrar perda de ritmo.

A segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, realizada pelo Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, mostrou que a economia cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre, revisão para baixo em relação aos 1,4% divulgados inicialmente.

O dado representa uma desaceleração relevante em relação ao crescimento de 4,4% registrado no terceiro trimestre.

Uma guerra no meio do caminho

Além dos indicadores recentes da economia, o cenário internacional também passou a pesar no radar do Federal Reserve.

Apesar das medidas adotadas por grandes economias para liberar reservas estratégicas de petróleo, o preço do Brent voltou a subir e superou US$ 100 por barril.

A alta ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com ataques iranianos contra a navegação no estratégico Estreito de Ormuz e o fechamento de parte da infraestrutura petrolífera na região. O estreito é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

O avanço do conflito já começa a aparecer em alguns preços da economia americana. O valor da gasolina subiu para quase US$ 3,60 por galão, ante menos de US$ 3 antes do início das ofensivas, pressionando o custo de vida.

Outros custos financeiros também reagiram. As taxas das hipotecas de 30 anos nos Estados Unidos avançaram para 6,11%, ante 6% na semana anterior, segundo dados da Freddie Mac. Os rendimentos de diversos títulos da dívida do governo americano também subiram desde o início dos ataques.

A escalada dos preços de energia adiciona um novo elemento ao debate sobre inflação nos Estados Unidos, justamente em um momento em que os indicadores ainda mostram os preços acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

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