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CEO da Stellantis, dona da Fiat e Jeep, diz que a empresa está mais forte após ‘ano de confronto’

A Stellantis voltou a concentrar-se na melhoria de seus produtos após um período de cortes de custos dolorosos, colocando o fabricante em uma posição mais sólida, segundo o presidente da companhia, John Elkann.

A montadora está aprimorando a qualidade, oferecendo mais modelos híbridos e reconstruindo laços com concessionárias para reverter seus negócios — mudanças que já estão surtindo efeito, afirmou Elkann. A Stellantis busca uma recuperação depois de registrar €22,2 bilhões (US$ 25,7 bilhões) em encargos no mês passado, ligados ao desfazimento de apostas excessivamente ambiciosas em veículos elétricos.

“Estou confiante de que a Stellantis vai dar a volta por cima”, disse Elkann em carta aos acionistas da Exor, empresa de investimentos da família Agnelli, fundadora da Fiat, que controla a multinacional.

A virada para um prejuízo líquido no ano passado fez com que se tornasse “um ano de confronto”, durante o qual todas as áreas da Stellantis foram examinadas “para identificar pontos de melhoria e começar a corrigi-los de forma decisiva”, acrescentou.

A Exor, que também é proprietária da fabricante de carros de luxo Ferrari e do Juventus Football Club SpA, divulgou na segunda-feira à noite resultados que ficaram abaixo das projeções dos analistas. As ações caíram até 7,7%, registrando a maior queda intradiária desde outubro. As ações da Stellantis negociadas na Itália caíram cerca de 40% neste ano.

Em sua carta, Elkann prometeu mudanças estratégicas, afirmando que a empresa de investimentos vai simplificar seu portfólio e focar em um número menor de grandes empresas para melhorar a supervisão.

A Exor vendeu seu negócio de mídia Gedi Gruppo Editoriale para o Antenna Group neste mês, tendo previamente acertado a venda de sua participação na Iveco Group para a Tata Motors, junto com a venda da unidade de defesa da Iveco para a Leonardo, acelerando o redesenho de seu portfólio.

Mesmo assim, a Exor aumentou sua reserva de caixa para aquisições para mais de €3,5 bilhões (US$4,06 bilhões), permitindo buscar um acordo de escala similar ao investimento feito na Royal Philips, disse Elkann. Em 2023, a empresa comprou 15% do fabricante de equipamentos médicos por cerca de €2,6 bilhões (US$3,02 bilhões) e recentemente elevou sua participação para cerca de 19%.

Elkann foi escolhido por seu avô, Gianni Agnelli, na década de 1990, para liderar os interesses industriais da família. Ele comandou temporariamente a Stellantis antes de o atual CEO Antonio Filosa assumir em junho.

A Stellantis busca fortalecer sua competitividade e explora negócios com pares chineses, nos quais eles investiriam em suas operações europeias em dificuldade.

Elkann afirmou que 2026 continuará sendo um ano desafiador para a Exor. “Começou com incertezas geopolíticas e de mercado globais, então devemos permanecer prudentes”, disse aos acionistas.

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Volkswagen vê necessidade de acelerar reestruturação diante de China mais competitiva

A Volkswagen precisa manter o ritmo de ganhos de eficiência neste ano enquanto enfrenta vendas fracas nos Estados Unidos e concorrência crescente na China, segundo um de seus principais executivos.

Os esforços de corte de custos devem continuar, afirmou o chefe da marca VW, Thomas Schäfer, nesta quarta-feira (4), em Wolfsburg, na Alemanha. Ele discursou na primeira assembleia de trabalhadores do ano da companhia, evento que também contou com a presença do CEO do grupo, Oliver Blume.

“Estamos na direção certa, mas ainda não atingimos nosso objetivo e não podemos afrouxar nossos esforços agora”, disse Schäfer, segundo trecho do discurso divulgado pela empresa.

A Volkswagen ainda está definindo os detalhes de seu plano de investimentos para cinco anos, que será reduzido para US$ 186 bilhões, ante cerca de US$ 209 bilhões previstos dois anos atrás. Os novos gastos estão sob pressão porque a montadora lida com queda nas vendas na China e tarifas nos EUA — principal mercado da marca Porsche.

A urgência em encontrar mais eficiência também foi reforçada pela chefe do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo, que defendeu a centralização de decisões na sede da empresa e a simplificação dos processos entre as diversas marcas do grupo.

“Nossa Volkswagen em Wolfsburg precisa voltar a ser um polo central para todo o grupo”, disse Cavallo, segundo trecho de seu discurso. “Simplesmente não podemos mais permitir que marcas individuais operem de forma independente.”

A montadora mantém relação próxima com líderes trabalhistas, que ocupam metade dos assentos no conselho de supervisão da Volkswagen e podem influenciar decisões estratégicas. No entanto, essa relação já enfrentou tensões em momentos de mudanças drásticas, como a crise do diesel, a transição para veículos elétricos e os mais recentes esforços de redução de custos.

Bônus

Em janeiro, a Volkswagen divulgou inesperadamente um fluxo de caixa automotivo líquido preliminar de US$ 6,96 bilhões no ano passado, acima da previsão anterior de zero. O resultado levou Daniela Cavallo a defender que os funcionários recebam um bônus de reconhecimento pelos avanços na redução de custos.

Desde que gestão e representantes dos trabalhadores fecharam um amplo acordo de reestruturação no fim de 2024, a Volkswagen conseguiu garantir economias na casa de dezenas de bilhões de euros, informou a empresa no mês passado.

A montadora deve apresentar mais detalhes sobre o progresso de seu programa de cortes quando divulgar os resultados na próxima semana.

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