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Ações de Magalu, Casas Bahia e outras varejistas sobem até 11%. O que está por trás das altas?

As varejistas estão em alta na bolsa brasileira nesta terça-feira (10). As ações da Magalu e da Casas Bahia, por exemplo, duas das companhias com maiores bases de acionistas pessoas físicas, por volta das 16h, os papéis subiam 7% e 11%, respectivamente.

Todos os setores de empresas ligadas ao consumo cíclico também avançam com força na B3. A recuperação das ações de varejo e de outras companhias de consumo ocorre em meio ao clima mais favorável ao risco. A mudança veio na esteira da sinalização do governo dos Estados Unidos de que o fim da Guerra no Irã pode estar perto.

Além do alívio geopolítico e da redução de incertezas, as alta se amparam na percepção de que a alta do petróleo pode ter um efeito mais pontual e curto do que o esperado. Com isso, o mercado retoma as perspectivas de cortes de juros mais agressivos pelo Banco Central a partir da semana que vem.

Um cenário de Selic mais baixa ajuda os resultados das varejistas, do turismo e de outras companhias do chamado consumo discricionário.

O setor de varejo de moda também mostra forte avanço. As ações de Lojas Renner sobem 4,60% cotada a R$ 15,24. A rival C&A tem sua ação cotada a R$ 12,05, com subida de 6,17%.

A Azzas 2154, dona de 34 marcas, entre as quais Farm, Arezzo e Hering, tem alta de 6,50% cotada a R$ 27,54.

Em outro setores cíclicos como turismo e aluguel de automóveis, os ganhos são também significativos. A CVC, por exemplo, sobe 5,50% cotada a R$ 2,11.

Os papéis de Localiza e a da rival Movida avançam, respectivamente, 4,20% e 4,20% cotados a R$ 47,65 e R$ 12,94.

Aluguel de ações

Um fator técnico que pode ajudar a impulsionar os papéis das varejistas é o nível de aluguel de ações em relação ao “free float”, ou seja, a quantidade de ações negociadas na bolsa.

No caso da Magalu, são 16%. E para Casas Bahia esta taxa sobe para 31%. São patamares considerados elevados.

O aluguel é uma forma de os investidores apostarem na queda dos papéis. Essa estratégia é chamada no mercado de “short” ou posição vendida.

Níveis acima de 15% são altos porque já podem causar o chamado “short squeeze“, ou seja, uma corrida para cobrir posições (comprar as ações de volta para devolver a quem emprestou os papéis) e evitar prejuízos crescente após valorizações significativas das ações. O short squeeze retroalimenta e amplifica as altas.

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Google lança plano para ser vitrine e caixa do varejo por IA – e atinge US$ 4 trilhões de valuation

O Google deu um passo além na corrida para transformar assistentes de inteligência artificial em canais diretos de consumo, numa tentativa de ser, ao mesmo tempo, a vitrine do e-commerce e o caixa.

A companhia apresentou um conjunto de ferramentas que permite a varejistas criar agentes de IA capazes de recomendar produtos, prestar atendimento e até concluir pedidos dentro de seus próprios aplicativos e sites. Redes como Kroger, Lowe’s e Papa Johns já testam os recursos. A Lowe’s afirmou que a taxa de conversão mais que dobrou quando clientes interagem com seu assistente baseado nessa tecnologia.

Mas a ambição do Google vai além de oferecer infraestrutura às marcas. Durante a NRF, maior feira global de varejo, a empresa também anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP) — um padrão aberto que permite que catálogos de diferentes lojas se conectem diretamente ao Gemini, abrindo caminho para que o consumidor busque produtos, escolha e finalize a compra dentro do próprio ambiente do Google, com pagamento via Google Pay.

A notícia ajudou a dar um empurrãozinho no valor das ações da Alphabet, controladora do Google, que chegou atingiu nesta segunda-feira os US$ 4 trilhões de valor de mercado, depois de Nvidia, Microsoft e Apple.

Segundo o CEO Sundar Pichai, a ideia é que, em breve, exista um botão de compra integrado às plataformas da companhia. Na prática, o fluxo tradicional — busca no Google, navegação no site da loja e checkout próprio do varejista — pode dar lugar a uma jornada concentrada em um único intermediário: o agente de IA do Google.

Para os varejistas, a promessa é sedutora: mais conveniência para o consumidor, experiência personalizada e potencial ganho de conversão. Ao mesmo tempo, executivos do setor ouvidos pelo The Wall Street Journal já expressam preocupação com o risco de dependência e com a possibilidade de suas marcas se tornarem “fornecedores invisíveis” em um ambiente dominado pelo Google.

Intermediário

No Brasil, o movimento tende a ser observado com atenção especial por varejistas digitais de margem apertada, como Magazine Luiza e Casas Bahia, que já enfrentam um ambiente de competição intensa por tráfego e dependem fortemente de dados próprios para personalização e eficiência comercial.

Caso a jornada de compra passe a ser mediada por assistentes de IA de plataformas como o Google, essas companhias podem perder parte do controle sobre o relacionamento com o consumidor — e, no limite, enfrentar pressão adicional sobre suas margens se o novo intermediário passar a disputar participação na receita da transação.

O movimento também acende um alerta no mercado de pagamentos. Se o checkout passa a acontecer dentro do ecossistema do Google, a empresa tende a ganhar influência sobre a origem das transações, o meio de pagamento utilizado e, no limite, sobre a remuneração capturada ao longo da cadeia — pressionando adquirentes, gateways e fintechs, hoje donos dessa relação com o varejo.

Embora executivos ouvidos pelo WSJ reconheçam que o comércio mediado por agentes de IA ainda está longe de substituir completamente os canais tradicionais, o avanço das grandes plataformas sobre mais uma etapa da jornada de consumo reforça uma lógica já conhecida no setor: quem controla a interface com o cliente tende, cedo ou tarde, a disputar também o pedágio da transação.

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Grupo Casas Bahia estrutura aumento de capital para reduzir alavancagem em assembleia convocada para dezembro

O Grupo Casas Bahia informou nesta terça-feira (25) que o Conselho de Administração aprovou submeter aos acionistas, em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 17 de dezembro de 2025, uma proposta de aumento do capital da empresa. A medida permite que o capital social possa ser elevado em até R$ 13,25 bilhões, sem a necessidade de alteração estatutária. Além disso, a companhia pretende discutir com os debenturistas o reperfilamento das debêntures da 10ª emissão na mesma data.

Segundo o varejista, essas iniciativas fazem parte de um plano contínuo para otimizar sua estrutura de capital, com o objetivo de reduzir a alavancagem da empresa. No entanto, o Grupo Casas Bahia destaca que ainda não firmou quaisquer acordos vinculantes com investidores ou debenturistas, e a implementação das medidas depende de fatores fora do controle da administração e da aprovação dos órgãos competentes da empresa.

No terceiro trimestre deste ano, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$496 milhões. Na ocasião, o grupo reconheceu que estava trabalhando em algumas iniciativas para continuar melhorando sua estrutura de capital, sendo a conversão de debêntures em ações da companhia colocada como uma possibilidade.

Em agosto deste ano, a Mapa Capital tornou-se a maior acionista da Casas Bahia após conversão de debêntures da 10ª emissão. O movimento ocorreu após acordo com Bradesco e Banco do Brasil, que eram credores da varejista.

No pregão desta terça-feira (25), as ações da Casas Bahia fecharam com alta de 6,84%.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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Vitrine ampliada: Casas Bahia vai vender produtos no Mercado Livre

O Grupo Casas Bahia iniciou uma parceria estratégica de longo prazo com o Mercado Livre. A partir de novembro, produtos das categorias principais da Casas Bahia, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis, estarão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Segundo o CEO do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, a aliança permite à empresa ganhar participação de mercado, além de otimizar o uso de seu ecossistema, incluindo soluções logísticas e de crédito. A parceria no e-commerce é uma das primeiras grandes iniciativas após a Mapa Capital ter se tornado a controladora do grupo, em agosto.

A parceria ocorre em um momento estratégico, próximo à Black Friday, quando as categorias envolvidas estão entre as mais procuradas pelos consumidores. Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, destacou que a chegada da Casas Bahia à plataforma reforça o compromisso de fortalecer o e-commerce no país.

Tradicional varejista brasileiro focado na venda de eletrodomésticos, móveis e tecnologia, o Grupo Casas Bahia tem forte atuação no e-commerce e lojas físicas.

Em agosto, a Mapa Capital se tornou a nova acionsta majoritária e controladora da rede de varejo ao alcançar uma participação de 85,5% do capital social. O aumento da participação ocorreu em razão da conversão de 1,40 bilhão de debêntures da 10ª emissão em ações.

A operaçnao reduziu em 40% uma dívida que consumia qualquer melhoria operacional. A solução, desenhada um ano antes pela gestão executiva e pelo conselho no plano de recuperação extrajudicial, prolongou prazos e permitiu à empresa colocar o nariz para fora da água. As debêntures da série 1 tiveram vencimentos estendidos até novembro de 2027. A série 2 passou a ser conversível em ações. E a série 3, mais pulverizada, passou a ter um custo de CDI + 1,0% e vencimento em novembro de 2030.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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