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Exclusivo: Com R$ 163 milhões em CDB ligado ao Banco Master, Dia recebe só 12% à vista

Em recuperação judicial há mais de um ano, o supermercado Dia conseguiu recuperar apenas R$ 20 milhões à vista – cerca de 12% – dos R$ 163,3 milhões que tinha aplicados em um CDB do Letsbank, parte do conglomerado do Banco Master, apurou o InvestNews. A rede de supermercado tinha ao menos 70% de seu caixa comprometido neste investimento.

Em 22 de outubro, menos de um mês antes de o Master ser liquidado pelo Banco Central, o Dia fechou um acordo com o Letsbank para reaver os R$ 163,3 milhões investidos, prevendo o pagamento de R$ 20 milhões à vista, além de R$ 50 milhões a serem pagos ao longo de 2026, em dez parcelas mensais de R$ 5 milhões a partir de fevereiro, corrigidas por 109% do CDI. Para quitar o restante, o Letsbank cedeu um precatório com valor de face de R$ 116 milhões.

Com a liquidação extrajudicial do Master, decretada em 18 de novembro, o pagamento destas parcelas agora é incerto. O acordo passa agora pelo crivo do liquidante nomeado pelo BC. A tendência é que nenhuma dívida seja quitada até a liquidação dos ativos do banco. À administradora judicial, a diretoria do Dia disse “aguardar o relatório do liquidante nomeado pelo Banco Central com a relação dos credores e devedores da instituição, para eventuais providências”.

Procurado pelo InvestNews, o Dia afirma que está cumprindo “100% das obrigações previstas no processo de Recuperação Judicial, não alterando a condução das operações, o abastecimento das lojas ou qualquer relação com parceiros, fornecedores e clientes”.

O Dia mudou de controle em maio de 2024, quando o grupo espanhol de mesmo nome vendeu a operação brasileira por um valor simbólico a um fundo investido pelo empresário Nelson Tanure. Para viabilizar a transação, a matriz aportou 40 milhões de euros – cerca de R$ 214 milhões na cotação da época – a fim de dar fôlego à reestruturação da empresa, então recém-ingressada em recuperação judicial.

Precatório

Os R$ 93,3 milhões restantes foram quitados por meio da cessão de um precatório federal com valor de face de R$ 116 milhões. Embora o número seja elevado no papel, esse tipo de ativo não representa caixa disponível e tampouco tem liquidez capaz de reforçar rapidamente o capital de giro do Dia.

Precatórios, que são dívidas judiciais reconhecidas pelo poder público, não são títulos de pagamento imediato: dependem de fila orçamentária, decisões judiciais e disponibilidade fiscal da União. Não há qualquer previsão de recebimento.

Caso o Dia precise converter esse papel em dinheiro no curto prazo, terá de recorrer ao mercado secundário, onde precatórios costumam ser negociados com deságios entre 30% e 60% do valor de face.

A administradora judicial alerta que o título deve passar por teste de recuperabilidade (“impairment”), já que o valor real recuperável “pode ser significativamente inferior” ao registrado no acordo.

Não há clareza total sobre o precatório cedido, porque parte do acordo de confissão de dívida firmada entre o Letsbank e o Dia foi entregue à Justiça sob sigilo. O Dia alega que informações bancárias são protegidas por sigilo bancário.

“Ainda que não haja nenhuma cláusula de confidencialidade na confissão de dívida levada aos autos pelas recuperandas, o documento foi juntado sob sigilo, que por ora está mantido, inviabilizando assim a divulgação da nossa análise acerca de informações relevantes que constam do acordo”, escreveu a administradora judicial, a Expertise Mais.

De acordo com o relatório mais recente da administração judicial do grupo, a diretoria do Dia registrou em seu balanço uma receita financeira de R$ 23,3 milhões considerando o resgate da aplicação (R$ 163,3 milhões), frente ao valor recebido (R$ 20 milhões), o valor a receber (R$ 50 milhões) e o valor de face dos precatórios cedidos (R$ 116,6 milhões).

Queima de caixa continua

Segundo o relatório do administrador judicial, a liquidez do Dia já vinha se deteriorando antes mesmo do problema provocado pela liquidação do Banco Master. De acordo com o relatório, o Dia agora opera sob “risco relevante”.

A adminsitradora judicial também mostra que o desempenho operacional do Dia segue frágil, adicionando pressão ao caixa.

Em outubro, a companhia consumiu R$ 42 milhões, sendo boa parte disso para o pagamento de credores e investimentos na empresa. Hoje, a rede opera com 240 lojas, menos da metade das cerca de 500 unidades que mantinha antes da RJ, e receita mensal chegou a R$ 159,3 milhões em outubro.

A liquidez apertada do Dia ocorre pouco mais de um ano e meio após o início da recuperação judicial, decretada em março de 2024, quando a rede acumulava mais de R$ 1 bilhão em dívidas e vinha perdendo competitividade após sucessivas mudanças de gestão. 

Dois meses depois, a controladora espanhola – pressionada por um plano global de enxugamento – decidiu vender a operação brasileira por 100 euros a um fundo gerido pela Trustee e investido por Tanure, em uma operação classificada no mercado como “venda com valor negativo”. Para viabilizar a transação, a antiga dona aportou 40 milhões de euros no caixa do Dia antes de vendê-lo.

Como mostrou recentemente o InvestNews, a expectativa é que a injeção de caixa ajudasse a companhia a ter liquidez para recompor estoques e ter fôlego para renegociar dívidas, mas a queima de caixa segue sendo um ponto de atenção, com a companhia mais dependente da conversão de créditos tributários para manter sua estrutura de capital.

Outras empresas

A situação do Dia espelha o que ocorreu com outras empresas que tinham aplicações no Master. A Oncoclínicas, por exemplo, também possuía CDBs do conglomerado e chegou a renegociar o recebimento dos valores. Com a liquidação do banco, porém, a companhia executou garantias e assumiu as ações que Daniel Vorcaro – controlador do Master – detinha na operadora de saúde.

Já a Emae, vendida recentemente para a Sabesp após o grupo formado por Nelson Tanure e o controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Júnior, enfrentarem dificuldades para honrar a aquisição da companhia, mantinha cerca de R$ 140 milhões aplicados em títulos do Letsbank – igualmente sem previsão de recuperação após a liquidação.

Nos três casos, vale lembrar, a proteção do Fundo Garantidor de Créditos é limitada: o FGC cobre até R$ 250 mil por CNPJ, independentemente do tamanho do prejuízo ou do valor total aplicado. Para empresas com posições multimilionárias, esse mecanismo é praticamente irrelevante para recompor o caixa.

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Tudo ou nada: Light espera concessão para anunciar investimento de R$ 12 bilhões no Rio

Com mais de 100 anos de operação no Rio de Janeiro, a companhia elétrica Light vive um momento decisivo em sua vasta história. Responsável pelo fornecimento de energia para 31 municípios do estado fluminense, onde atende a mais de 11 milhões de pessoas, a empresa corre contra o relógio para conseguir acertar a renovação da concessão estadual, que vence em junho de 2026. A decisão é fundamental para destravar um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão na companhia e um ciclo de investimentos de R$ 12 bilhões em cinco anos, segundo apurou o InvestNews.

Em recuperação judicial desde maio de 2023, quando declarou mais de R$ 11 bilhões em dívidas, a Light conta com o apoio das prefeituras para conseguir avançar em um acordo com a Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, pela renovação da concessão no Rio. No fim de setembro, os prefeitos dos 31 municípios onde a empresa presta serviço assinaram um abaixo-assinado solicitando que a autarquia desse tração à análise da renovação.

Outro fator que faz o mercado crer em uma virada de chave na empresa tem a ver com o leque de investidores que hoje compõem seu quadro societário: o fundo Samambaia, de Ronaldo Cezar Coelho, é o maior acionista com 20% do capital da Light; seguido pela WNT, ligada ao empresário Nelson Tanure, com 18,9%; e pelos bancos BTG Pactual (14,8%) e Santander (10,2%).

Principal investidor da Light atualmente, o banqueiro e ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho foi figura ativa no processo de pulverização do controle da empresa. Se hoje o papel é cotado a cerca de R$ 5, quando Cezar Coelho montou sua posição na companhia, em 2020, a ação superava a faixa dos R$ 20. “Eu comandei a privatização da Light. Comprei essas ações a R$ 20 da Cemig e a R$ 23 do BNDES. E aconteceu o que aconteceu depois. Mas estou aqui e estou pensando em cinco anos para frente”, afirma ele, em entrevista ao InvestNews.

Entusiasta de longa data da empresa, o megainvestidor carioca sonha com novos tempos para a Light, prevê a saída da recuperação judicial em breve e aposta em novas frentes de negócios. Cezar Coelho também acredita no bom relacionamento com a Aneel para aprovar a renovação da concessão até o início de 2026. “A relação política e com a Aneel está ótima, como nunca esteve”, diz ele.

O investidor também prevê que a renovação da concessão tenha um gatilho para as perdas não técnicas (o que ficou conhecido popularmente como “gatos”). Um balanço da empresa, divulgado em 2024, estimou que 35% dos clientes da Light fazem ligações clandestinas no Rio. “Para o balanço de 2026, vai nascer uma nova Light, uma empresa com um passivo bem menor e com um contrato com cláusulas melhores negociadas em relação aos próximos 30 anos, especialmente no que se diz respeito ao ICMS que a Light paga sobre energia roubada, que é desviada no meio do caminho”, diz Cezar Coelho.

O InvestNews apurou que a empresa pretende investir cerca de R$ 12 bilhões no estado fluminense nos próximos cinco anos. A arrecadação de parte desse montante deve se dar por meio de debêntures incentivadas e o valor servirá para suportar as melhorias nas linhas de distribuição da companhia, para mitigar as perdas por desvios na rede. “A Light tem uma rede muito antiga e atua em áreas que vão necessitar de uma grande renovação dos equipamentos da rede nos próximos cinco anos”, diz uma fonte ligada à companhia. 

Com o fim da recuperação no horizonte, a companhia pretende contratar financiamentos mais baratos e de longo prazo.

Acionista de referência e ativo nas negociações envolvendo a companhia, Cezar Coelho não poupa elogios a seus pares na empreitada, sobretudo a Nelson Tanure. Ele conta que acompanhará o aumento de capital, que será composto por aportes e conversão de dívidas em equity, e também elogia o BTG, que entrou na companhia em uma negociação pelos ativos que pertenciam ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

“O BTG tem planos de ser uma grande empresa de energia. Esse movimento que eles fizeram agora com a Cosan e antes com a Eneva mostra que os donos do BTG estão criando uma grande holding de energia”, afirma Cezar Coelho. “Uma vez que a Light esteja saneada, com gente como o BTG dentro, vai ter gente querendo comprar a Light. Seria uma grande compra para a Equatorial, Energisa ou Iberdrola. A Equatorial conhece bem a Light. Já foi acionista e conselheira.”

Uma luz no fim do túnel 

Com endividamento elevado, a Light precisou driblar uma regra da legislação brasileira para conseguir solicitar sua recuperação judicial em 2023. É que pelas regras vigentes, concessionárias de serviços públicos de energia não podem usufruir do método que prevê a paralisação de cobranças e negociação das dívidas com credores. 

A manobra, perpetrada com sucesso pelo ex-CEO Octavio Lopes, que acabava de assumir a operação para organizar seu turnaround, foi entrar com o pedido pela holding Light S.A., e não da concessionária. A estratégia foi o estopim para um intenso embate da companhia com os credores – que culminou em um acordo assinado em abril de 2024. Mas, para Cezar Coelho, a manobra foi “corajosa” e o único caminho possível para manter a empresa em pé. “Quando ele [Lopes] viu a mudança na lei do ICMS, ficou claro que o caixa ia drenar, e isso era uma condenação da empresa à morte”, diz Cezar Coelho.

A lei citada pelo megainvestidor é a 14.385, sancionada em 28 de junho de 2022, que obrigava as distribuidoras a devolverem o crédito fiscal que as empresas ganharam na Justiça depois que o STF entendeu que o ICMS havia sido indevidamente incluído na base de cobrança do PIS.

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À época do pedido de recuperação da Light, a alternativa encontrada recebeu diversas críticas de políticos, como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que cobrava melhorias e modernizações por parte da distribuidora de energia elétrica. Ele pedia que a empresa mirasse no exemplo das prestadoras de serviço de saneamento básico, que haviam conseguido mitigar os problemas com os ‘gatos’. “Ela [a Light] precisa se modernizar para conseguir receitas de locais onde seja fácil recuperar, agregar valor à operação dela”, disse o governador em 2023.

Antes de recorrer à RJ, a empresa também foi desinvestida por estatais. Em 2020, o BNDESPar anunciou a saída da operação. No ano seguinte, foi a vez de a Cemig vender suas ações na companhia, da qual era a maior acionista, por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on).

Linhas paralelas

Maior acionista atualmente da companhia, Cezar Coelho quer pensar no futuro. O investidor diz ter planos para a empresa que vão além da operação no setor de energia. A Light é dona, por exemplo, de uma das maiores reservas particulares de Mata Atlântica no país, uma área de preservação que abrange os municípios de Rio Claro e Piraí. O investidor acredita que a empresa poderia usar a área para a comercialização de créditos de carbono. Outra ideia seria usar a vasta rede de dados de consumidores como uma forma de entrar no mercado financeiro, oferecendo, por exemplo, serviço de crédito aos clientes. 

“São ideias brutas, que eu tenho há alguns anos, mas que eu acho viáveis. Só que eu sou realista. Hoje, nós estamos com um caminhão caído na beira da estrada. Estamos tirando o caminhão da ribanceira, mas ao mesmo tempo estamos arrumando o motor e trocando os pneus, com a nova concessão. Quando ele vier pra estrada, a Light vai voltar para a estrada numa outra fase da economia brasileira, podendo apostar em inteligência artificial e meios de pagamento. Esse é o futuro.”

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Tanure e CEO da Ambipar têm garantias executadas na venda da Emae

O CEO da Ambipar, juntamente com o investidor Nelson Tanure, pode ter perdido suas garantias em uma emissão de dívida que envolveu a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), em São Paulo. 

Tércio Borlenghi Junior e seu sócio Nelson Tanure haviam dado ações da Emae como garantia em uma emissão de debêntures. O fundo Phoenix FIP, vinculado a Tanure, adquiriu o controle da Emae no ano passado usando debêntures lastreadas por ambos, de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No domingo (5), a Sabesp anunciou a aquisição da participação majoritária na Emae, um negócio que seu CEO afirmou ter sido “originado passivamente” quando a empresa foi abordada por um credor. A Sabesp comprou cerca de 70% do capital total da Emae em um acordo com a Vórtx, agente fiduciário de debenturistas do Phoenix, e com a Eletrobras.

A rápida decisão reflete os problemas crescentes para Borlenghi e a Ambipar, uma empresa global de gestão de resíduos cujas ações e títulos despencaram nas últimas semanas após a empresa ter informado a um tribunal do Rio de Janeiro que corria risco de colapso financeiro. A empresa contratou recentemente a consultoria BR Partners para ajudar a reestruturar seus passivos após obter proteção emergencial de credores.

Borlenghi e a Ambipar não comentaram.

Tanure na Ambipar

Tanure busca manter o controle da Emae e entrou com uma ação judicial, disseram pessoas com conhecimento do assunto. O Brazil Journal noticiou anteriormente os bastidores do negócio, que também envolveu a XP como administradora do Phoenix FIP.

Tanure, conhecido no mundo da dívida inadimplente por sua postura de risco e táticas agressivas, também possui participação na Ambipar por meio da Trustee DTVM, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg.

O CEO da Sabesp, Carlos Piani, disse a analistas em teleconferência que o investimento na Emae é “pequeno, mas muito estratégico” para fortalecer a segurança do abastecimento de água. A região metropolitana de São Paulo tem atualmente menos água disponível per capita do que a ONU recomenda, afirmou a empresa.

Além de usinas hidrelétricas, a Emae opera um importante sistema hidrológico na região metropolitana de São Paulo.

A Sabesp espera uma disputa judicial sobre a transação, mas acredita ter documentação sólida para levá-la adiante, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto.

Mesmo que a aquisição não gere um ganho financeiro significativo, a melhoria na segurança hídrica à medida que São Paulo continua a se expandir pode tornar o negócio vantajoso, disse a pessoa.

“Briga sabemos que vai ter — mas por um ativo bom, sinérgico e operacional”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. “Parece um risco-retorno interessante.”

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Cade dá aval a Tanure para avançar pela Braskem, mas a negociação agora é outra; entenda

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade e sem restrições, a aquisição de ações da NSP Investimentos (da família Odebrecht) — e, indiretamente, do controle da Braskem — pelo fundo de investimentos em participação Petroquímica Verde, ligado ao empresário Nelson Tanure. Mas, apesar do aval, essa não é a negociação mais quente no momento.

O pedido de Tanure foi feito no início de julho, quando o empresário baiano ainda tinha exclusividade sobre as negociações pelos papéis da Novonor (ex-Odebrecht). Após o Cade dar um primeiro aval, a Petrobras contestou a decisão. “O Cade foi provocado e não poderia deixar de dar uma resposta. É uma operação hipotética que hoje não existe”, disse uma pessoa próxima ao negócio.

A exclusividade de Tanure expirou em agosto e sem uma proposta vinculante, e agora a preferência está nas mãos da gestora IG4, que fechou acordo semelhante com os bancos credores da Odebrecht, detentores das ações da petroquímica como garantia de empréstimos.

Atualmente, é a IG4 quem está na mesa de negociação para tentar assumir o controle da Braskem. Conforme o InvestNews mostrou na terça-feira (30), as conversas entre bancos (Itaú, Bradesco, Santander, BNDES e Banco do Brasil), Petrobras e a gestora avançam para uma definição sobre a nova diretoria e os ativos que podem ser vendidos.

Com o desfecho positivo no órgão antitruste, Tanure mantém condições de voltar ao jogo e avançar em um acordo pelo controle da Braskem caso as negociações com a IG4 não tenham sucesso até 20 de novembro, quando vence a exclusividade da gestora comandada por Paulo Mattos.

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