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Gol troca CEO: Celso Ferrer vai para a Boeing, André Fehlauer assume o comando

A Gol terá mudanças no comando a partir de setembro. Celso Ferrer deixará o cargo de CEO da companhia em 31 de agosto para assumir a presidência da Boeing para a América Latina e o Caribe a partir de 4 de setembro de 2026. Ao mesmo tempo, André Fehlauer retornará à Gol para ocupar o posto de CEO, enquanto Albert Perez, atual COO da companhia, passará a acumular a presidência e o cargo de diretor de operações.

Na Boeing, Ferrer será responsável por fortalecer as operações, a estratégia e a presença da fabricante na América Latina e no Caribe, além de apoiar as oportunidades de crescimento da empresa na região.

“Celso traz experiência, capacidade de liderança e conhecimento excepcionais para essa função”, afirmou Brendan Nelson, presidente da Boeing Global. Segundo o executivo, os mais de 20 anos de experiência de Ferrer no setor de aviação o tornam adequado para lidar com as oportunidades e os desafios da região.

Ferrer deixa a Gol após mais de 20 anos

Ferrer estava à frente da Gol desde 2022 e liderou uma importante fase de transformação da empresa, incluindo o processo de reestruturação que fortaleceu sua posição financeira e operacional e a integração ao Grupo Abra, holding que controla a Gol e a colombiana Avianca.

O executivo começou sua carreira na própria Gol, como estagiário, e ocupou diferentes posições estratégicas ao longo de mais de duas décadas na companhia. Antes de assumir a posição de CEO, foi COO, responsável pelas áreas de Operações, Segurança Operacional, Aeroportos, Planejamento, Malha, Cadeia de Suprimentos e Frota.

Ferrer também foi vice-presidente de Planejamento por cinco anos, com experiência nas áreas de precificação e alianças.

Além da trajetória executiva, Ferrer é piloto de linha aérea certificado e atualmente habilitado. Ele fez parte da tripulação da Gol que operava a frota de Boeing 737.

“É uma grande satisfação e, ao mesmo tempo, um privilégio ter a oportunidade de ingressar na Boeing durante um período de expansão em uma região tão dinâmica como a América Latina”, afirmou Ferrer. “Estou honrado pela confiança que a empresa depositou em mim e aguardo com entusiasmo os desafios e as oportunidades deste novo capítulo da minha carreira.”

Ferrer é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e em Relações Internacionais pela PUC-SP. Ele também possui Executive MBA pelo INSEAD, na França.

Em sua despedida da Gol, o executivo afirmou que a companhia encerra um importante ciclo de transformação e está preparada para uma nova etapa.

“Deixo minha posição confiante de que a companhia vive um dos momentos mais promissores de sua história”, afirmou Ferrer.

André Fehlauer retorna à Gol

André Fehlauer retornará à Gol para assumir o cargo de CEO a partir de setembro. O executivo trabalhou anteriormente por oito anos na companhia, como CEO da Smiles na Argentina e no Brasil.

Mais recentemente, Fehlauer foi CEO da Livelo, um dos principais programas de fidelidade do Brasil. Sua trajetória profissional também inclui passagens pelo Citi e pela Credicard.

André Fehlauer- novo presidente da GOL

Segundo a Gol, a nomeação busca garantir a continuidade da estratégia da companhia, mantendo o cliente no centro dos negócios e preparando a empresa para uma nova fase de criação de valor em conjunto com as demais companhias aéreas do Grupo Abra.

Albert Perez, atual COO da Gol, assumirá responsabilidades adicionais como presidente e COO da companhia. Perez ingressou na Gol no primeiro semestre de 2024, após mais de duas décadas de experiência no setor de aviação, com passagens por posições de liderança na Avianca, JetSMART e Vueling.

Nos últimos dois anos, o executivo teve papel importante no desempenho operacional da Gol, liderando o redesenho de processos e iniciativas de melhoria contínua.

Segundo a companhia, esses esforços contribuíram para que a Gol alcançasse indicadores de referência no setor, incluindo a liderança em pontualidade no Brasil e entre as companhias aéreas da América Latina.

Na nova função, Perez continuará responsável pelas operações diárias da Gol enquanto a empresa amplia sua malha doméstica e internacional.

Grupo Abra destaca transição

Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra, holding que controla a Gol e a colombiana Avianca, agradeceu a Ferrer pela atuação na companhia e destacou sua contribuição durante o processo de transformação da aérea.

“Como CEO, ele desempenhou um papel fundamental na condução da Gol durante um período de transformação e no posicionamento da companhia para sua próxima fase de crescimento”, afirmou Neuhauser. O executivo também destacou a experiência de Fehlauer e seu conhecimento sobre a Gol, além da experiência operacional de Perez.

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Dona da Gol anuncia compra de 20 jatos Embraer E195-E2 por US$ 1,8 bilhão

O grupo Abra — holding que controla as companhias aéreas Avianca e Gol, além de manter investimento na espanhola Wamos Air — fechou um acordo com a Embraer para a aquisição de até 45 jatos do modelo E195-E2.

O contrato prevê o pedido firme de 20 aeronaves, além de 10 opções de compra e 15 direitos de aquisição futuros, condicionados ao cumprimento de certas metas operacionais. Apenas o pedido firme de 20 aeronaves alcança um valor de mercado de US$ 1,8 bilhão, conforme apurado pelo InvestNews na última segunda-feira.

A expectativa é a de que os modelos da Embraer sejam utilizados tanto pela Gol quanto pela Avianca. O anúncio aconteceu durante o Farnborough Airshow, que começou na segunda-feira (20) e vai até quinta-feira (24).

A aquisição marca uma virada da Embraer no mercado interno. Apenas a Azul utiliza os modelos da fabricante brasileira em sua frota. O pedido da controladora da Gol agora se soma ao da Latam feito no ano passado, com a primeira aeronave entrando em operação a partir de outubro.

No caso da Abra, as entregas estão programadas para começar no quarto trimestre de 2027 e serão feitas de forma progressiva.

A encomenda firme deverá reforçar o “backlog” (carteira de pedidos) do terceiro trimestre da Embraer assim que os requisitos finais forem atendidos.

A Embraer fabrica os jatos de corredor único da família E-Jets E2, com capacidade para até 146 passageiros, um degrau abaixo dos jatos de maior porte que hoje formam o núcleo tanto da Gol quanto da Avianca.

A lógica é a mesma que Azul e Latam já adotaram: usar aviões menores em rotas de menor demanda ou em aeroportos que não comportam um 737 de cerca de 180 assentos. Nesse caso, o E2 permite abrir frequências e cidades novas sem voar com o avião grande meio vazio. Além disso, permite usar um avião menor, que gasta menos combustível, em rotas que não têm lotado os 737.

Com o novo lote de jatos de última geração, o grupo Abra pretende ampliar sua presença na América Latina, fortalecendo rotas domésticas e regionais que exigem aeronaves com capacidade otimizada (right-sized capacity).

O modelo E195-E2 destaca-se pelo redução no consumo de combustível e na emissão de poluentes em relação a gerações anteriores.

Para Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra, a chegada dos jatos brasileiros traz flexibilidade estratégica. “O E195-E2 dará ao grupo a agilidade necessária para buscar novas oportunidades de negócios, mantendo nossa disciplina na frota e entregando mais valor ao passageiro.”

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, ressaltou o orgulho de apoiar o crescimento da gigante latino-americana. “O E195-E2 é uma das aeronaves de corredor único mais eficientes e ecológicas do mercado atual”, afirmou.

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Gol traz aviões Airbus e investe na primeira classe para atrair público endinheirado

Depois de sair do Chapter 11 e em meio ao avanço de sua incorporação pelo grupo Abra, a Gol deu seu primeiro passo mais amplo na estratégia que pretende seguir no longo prazo. A companhia anunciou a entrada de cinco Airbus A330, abriu uma nova frente de voos intercontinentais a partir do Galeão (Rio de Janeiro) e lançou uma oferta mais sofisticada de produto, com classe executiva e nova categoria no Smiles. 

A Gol já havia anunciado Nova York e confirmou agora também Lisboa, Paris e Orlando como parte da expansão internacional a partir do Rio de Janeiro. O objetivo é transformar o aeroporto no principal eixo de conexão da companhia entre voos domésticos, regionais e intercontinentais, usando essa rede para alimentar a operação e aumentar a relevância do grupo no tráfego internacional.

Entre janeiro e dezembro de 2005, por exemplo, mais de 5,2 milhões de passageiros vieram para o Rio de Janeiro, sendo que a Gol trouxe 1 milhão de turistas estrangeiros por meio de seus parceiros, afirma Celso Ferrer, CEO da Gol. O executivo anunciou as novidades da companhia em um evento para imprensa e autoridades na capital fluminense.  

“Estamos trazendo para o negócio a possibilidade de captar novas receitas, por meio de produtos e conectividade, agora, internacional.” Em 2025, cerca de 17% de toda a operação da Gol foi dedicada a rotas internacionais, com foco especialmente na América do Sul, países da América Central, além de México e Estados Unidos. A meta, agora com os anúncios, é chegar a 25% até 2029.

Gol preparada… até para o combustível mais caro

Depois de um ano e meio com a prioridade de reorganizar a operação e retomar capacidade, a companhia vê a próxima fase menos centrada em volume e mais em rentabilidade, segundo o CEO. Ferrer diz que a Gol saiu do processo de recuperação judicial nos EUA mais eficiente e com uma operação consistente.

Nos últimos meses, a Gol voltou a ganhar participação no mercado doméstico, embora siga atrás da Latam. Ferrer atribui essa recuperação à retomada de aeronaves que ficaram paradas nos anos mais difíceis da pandemia e voltaram à operação após a saída do Chapter 11.

Segundo o executivo, porém, essa fase de expansão mais acelerada tende a dar lugar agora a “um crescimento mais ponderado”, mais alinhado ao avanço do mercado do que a uma busca incessante por participação.

Segundo o CEO, a companhia está preparada para lidar com choques como a alta do petróleo, um ponto sensível para o setor aéreo pelo impacto direto sobre o preço do combustível. Nesta semana, o petróleo tipo Brent chegou a superar a casa de US$ 100 nas negociações do mercado.

O executivo, porém, pondera que a estratégia de expansão de rotas internacionais não está ancorada apenas no curto prazo, mas num plano mais amplo de expansão e monetização da operação – e reconhece que deve haver repasse dos custos aos preços dos bilhetes.

Nova cara da frota

É justamente aí que entra uma das mudanças mais simbólicas dessa nova fase. Historicamente apoiada numa frota padronizada de Boeing 737, a Gol vai incorporar agora cinco Airbus A330 para sustentar a expansão internacional de longo curso.

A mudança adiciona complexidade a uma operação que sempre tratou a simplicidade da frota única como parte central de sua eficiência, mas a companhia argumenta que esse movimento faz sentido dentro da lógica da Abra, e não apenas da Gol isoladamente.

Na visão da empresa, a escala do grupo ajuda a absorver essa transição. Ferrer afirma que “a gestão da frota, que é onde a gente tem as maiores e as mais claras sinergias. O hub de manutenção já opera de forma integrada entre Gol e Avianca, por exemplo. A empresa de origem colombiana também faz parte da Abra e opera os aviões Airbus.

Albert Perez, vice-presidente de operações da Gol, diz que a incorporação das aeronaves A330 vem sendo estruturada para aproveitar sinergias em manutenção, contratos e gestão operacional, dentro de uma plataforma mais ampla do grupo.

O argumento da companhia é que a nova frota não está sendo tratada como um projeto paralelo, mas como parte do desenho de longo prazo da Abra para ampliar conectividade e presença internacional.

Mais premium

A nova etapa da companhia não passa apenas pela malha e pela frota. Ela também traz uma mudança de posicionamento comercial. Com os voos intercontinentais, a Gol passa a oferecer uma categoria executiva batizada de Insignia, numa tentativa de acessar um passageiro de maior renda e elevar a receita por cliente em rotas mais longas.

Ao mesmo tempo, a Smiles ganha uma nova categoria, a Magno, posicionada acima da Diamante, atualmente a mais alta do programa de fidelidade da Gol.

A combinação entre primeira classe premium e fidelidade mais sofisticada reforça a estratégia de capturar valor adicional com produtos e serviços, num momento em que a companhia tenta entrar numa fase menos centrada em volume e mais focada em rentabilidade.

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Controladora da Gol anuncia intenção de fazer IPO nos EUA

A holding Abra, controladora da companhia aérea Gol, anunciou nesta quarta-feira (15) que pretende fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

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A companhia afirmou em comunicado que pretende enviar à SEC — órgão fiscalizador dos mercados norte-americanos — um pedido confidencial prévio para um possível IPO, e acrescentou que a realização de uma eventual transação dependerá de condições que incluem fatores favoráveis de mercado e a conclusão da revisão do pedido.

LEIA MAIS: Mais leve, Latam avança sobre o mercado regional com jatos da Embraer

Além da Gol, a Abra também controla a companhia aérea de origem colombiana Avianca.

“A Abra Group Limited anunciou hoje sua intenção de submeter, de forma confidencial, à SEC um rascunho de declaração de registro no Formulário F-1 referente a uma potencial oferta pública inicial de suas ações ordinárias nos Estados Unidos”, afirmou a empresa no breve comunicado ao mercado, que não traz detalhes sobre a operação pretendida.

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