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Bimbo corre para evitar leilão e venda da Nutrella afunila em poucos candidatos

A Bimbo está trabalhando contra o tempo para vender a marca Nutrella antes que ela vá a leilão por determinação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ainda nesta semana – o certame está marcado para sexta-feira (24).

Depois de três candidatos rejeitados, a empresa apresentou um quarto nome, mantido em sigilo, e enfrenta um obstáculo estrutural: o universo de empresas que atendem aos critérios do acordo firmado com a autarquia é pequeno.

A venda da marca de pães de forma saudáveis é condição para a Bimbo manter a compra da Wickbold, negócio aprovado pelo Cade em setembro do ano passado mediante um acordo de controle de concentrações (ACC).

O acordo condicionou a aprovação à venda de duas marcas: a Tá Pronto, já vendida para a Pita Bread, e a Nutrella, cujo desinvestimento deveria ocorrer depois da conclusão da fusão entre Bimbo e Wickbold.

Pelas regras, o comprador da Nutrella precisa ser fabricante de produtos alimentícios distintos de pães industriais, ter capacidade de distribuição nacional e comprovar solidez financeira para manter e desenvolver a marca. 

A exigência de que o comprador não fabrique pão busca garantir que ele entre no mercado como rival genuíno da Bimbo, e não como uma extensão do próprio negócio vendido. A Bimbo iniciou as tratativas com o quarto candidato em 3 de junho e protocolou a documentação para análise do Cade em 17 de junho.

Interessado é produtor de bolos

Uma nota técnica da Superintendência-Geral, de 6 de julho, descreve o comprador como um “reconhecido produtor de bolos e bolinhos”, ouvido pela autarquia em duas ocasiões durante a fusão com a Wickbold. Documentos do Cade mostram que o universo de empresas que se encaixam nesse perfil é exíguo.

Uma pista está em um parecer de maio de 2025, elaborado durante a análise da fusão Bimbo-Wickbold, que cita apenas duas companhias com atuação exclusiva em bolos e bolinhos industrializados e presença em todo o território nacional, o recorte do Cade: a Selmi, centenária fabricante de massas e bolos dona das marcas Renata e Galo, e a Doceria Campos do Jordão, dona da marca Santa Edwiges.

O mesmo documento também menciona a Pandurata (Bauducco) e a M. Dias Branco (Adria) como players com capilaridade nacional no setor de panificação em geral, mas ambas fabricam pão e, por isso, não estariam enquadradas no universo imposto pelo Cade.

O histórico mostra que a Bimbo tem enfrentado dificuldade recorrente para aprovar um nome. A primeira candidata a comprar a Nutrella foi rejeitada porque a empresa estava em recuperação judicial e não conseguiu comprovar solidez financeira, um dos requisitos do acordo. As duas seguintes também não convenceram o Cade quanto ao cumprimento dos critérios.

Na última sexta-feira (17), Bimbo e a potencial compradora entregaram documentação adicional para tentar sanar as dúvidas sobre a capacidade financeira da candidata, pedindo a extinção do leilão marcado para esta sexta. A expectativa é que o Cade se manifeste nos próximos dias sobre se os dados apresentados são suficientes para cancelar o leilão.

Procuradas pelo InvestNews, Bimbo, Selmi não responderam até a publicação do texto. A reportagem tenta contato com a Santa Edwiges.

(Colaborou Raquel Brandão)

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Justiça dos EUA suspende fusão entre Paramount e Warner após ação de 12 Estados

A Justiça federal dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a megafusão de US$ 110 bilhões entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery, dizendo que o negócio “provavelmente” viola a lei antitruste americana.

A juíza federal Araceli Martínez-Olguín, em Oakland, determinou nesta segunda-feira (20) que as empresas segurem a conclusão do negócio por 14 dias. A decisão é o primeiro revés judicial concreto ao acordo desde que a Califórnia e outros 11 Estados entraram com ação para tentar bloqueá-lo, em 13 de julho.

Paramount e Warner Bros. esperavam fechar a operação já em 22 de julho. Uma audiência para decidir se a suspensão será prorrogada está marcada para 3 de agosto, quando a Justiça vai avaliar se segura o negócio até que um julgamento decida, em definitivo, se ele é ilegal.

Em nota, a Paramount disse que vai continuar defendendo o negócio “vigorosamente”, argumentando que os mercados considerados pelos procuradores-gerais estaduais não têm base na realidade atual do setor e que a fusão é legal, pró-competitiva e beneficia consumidores, criadores, trabalhadores e a indústria do entretenimento.

Já a juíza escreveu, em uma decisão de dez páginas, que os Estados apresentaram evidência convincente de que a empresa combinada teria participação de mercado substancial na distribuição de filmes com grande lançamento nos cinemas, e que isso, por si só, já é suficiente para presumir violação à lei antitruste.

Fusão em jogo

Segundo a ação movida pelos estados, a companhia resultante da fusão controlaria 27% do mercado de filmes de grande lançamento nos cinemas e mais de 30% dos chamados “blockbusters”, produções de orçamento elevado. 

Com a fusão, apenas quatro empresas (a nova Paramount-Warner, Disney, Universal e Sony Pictures) controlariam mais de 90% desse mercado.

O calendário também pressiona a Paramount. A partir de 30 de setembro, a empresa passa a dever à Warner Bros. uma taxa diária de US$ 7 milhões por cada dia de atraso na conclusão do negócio. 

Uma eventual derrota no processo pode inviabilizar o acordo por completo, obrigando a Paramount a pagar uma multa rescisória de US$ 7 bilhões, além dos US$ 2,8 bilhões que já desembolsou para a Netflix desistir de uma disputa concorrente pela Warner.

A Califórnia pediu que o julgamento de mérito ocorra só em abril de 2027. A Paramount, por sua vez, quer uma decisão sobre a liminar antes de 30 de setembro, data em que as taxas diárias começam a correr.

Por trás da pressa

O presidente-executivo da Paramount, David Ellison, vem construindo a tese de que a fusão fortalece o braço de streaming da empresa, unindo o Paramount+ ao HBO Max. 

Franquias de cinema da Warner, como Harry Potter, Batman e O Senhor dos Anéis, além de canais a cabo como CNN, HGTV e Discovery Channel, entrariam no pacote de conteúdo. 

A empresa já havia conseguido o aval do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e reguladores europeus devem aprovar o negócio, com concessões pontuais, ainda nesta semana.

©2026 Bloomberg L.P.

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Pelo Tecon 10 de Santos, MSC e Maersk estudam fim de sociedade na Brasil Terminal Portuário

A Maersk e a MSC notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que se comprometem a encerrar sociedade que as empresas possuem na Brasil Terminal Portuário (BTP), caso alguma das duas saia vencedora no leilão do terminal Tecon 10, no Porto de Santos, o maior do setor portuário já feito no Brasil

A Maersk, por meio de sua subsidiária APM Terminals, detém 50% da BTP, que já opera o segundo maior terminal do Porto de Santos. Do outro lado, a MSC e a gestora Global Infrastructure Partners (GIP), controlada pela BlackRock, possuem a outra metade da empresa por meio da Terminal Investment Limited (TiL).

Em contato com a reportagem após a publicação do texto, a Maersk afirmou que o papel de cada parte na operação ainda não está definido.

“A depender do resultado do leilão do Tecon Santos 10, a APM Terminals poderá atuar como compradora, adquirindo os 50% restantes da BTP, ou como vendedora, alienando sua própria participação de 50%”, diz a empresa. “A definição de qual papel a APM Terminals assumirá está, portanto, condicionada ao resultado do leilão, não estando definida neste momento.”

Segundo o próprio documento enviado ao Cade, a notificação serve para que as empresas atendam a tempo uma condição que ainda gera impasse entre companhias, governo e Tribunal de Contas da União (TCU): para poder disputar o Tecon 10, operadoras que já têm terminal em Santos só poderiam entrar na fase inicial do leilão se comprovarem, antes da abertura do edital, o compromisso irrevogável de vender sua participação em terminal existente no porto.

O Tecon 10 terá capacidade de até 3 milhões de TEUs (unidade padrão de medida de capacidade portuária, equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, o dobro da capacidade atual da BTP, e concessão de 25 anos. A estimativa do Ministério de Portos e Aeroportos é de R$ 6,4 bilhões em investimentos ao longo do contrato.

Outras gigantes do setor portuário, como a chinesa Cosco, já sinalizaram interesse no ativo, assim como empresas brasileiras, caso da JBS Terminais, braço portuário do grupo J&F dos irmãos Batista.

A joint venture

A BTP opera um terminal multiuso na região da Alemoa, na margem direita do Porto de Santos, com movimentação de contêineres e granéis líquidos. Em 2025, a empresa faturou R$ 2,1 bilhões e respondeu por 31% dos contêineres movimentados no porto, atrás apenas da Santos Brasil, hoje controlada pela francesa CMA CGM.

Tanto MSC quanto Maersk são armadoras, ou seja, empresas donas de navios que vendem o serviço de transporte marítimo de cargas.

A MSC é hoje a maior do mundo em capacidade de transporte, posto que tomou da Maersk em 2021; juntas, as duas respondem por cerca de um terço de toda a capacidade global de navios porta-contêineres.

Nos últimos anos, ambas passaram a comprar participação em terminais portuários, negócio historicamente separado do de transportar carga pelo mar, numa estratégia de verticalização: ao controlar também onde seus navios atracam, ganham mais controle sobre custos e prioridade de atendimento. A BTP é um desses ativos.

(Atualização às 12h28: Após a publicação do texto, a Maersk enviou informações adicionais sobre a operação. O texto foi atualizado e corrigido).

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Cade nega recurso da Petlove contra fusão Petz-Cobasi

O Tribunal do Cade negou um recurso da Petlove que pedia esclarecimentos sobre os termos do acordo que autorizou a fusão entre Petz e Cobasi, ao entender que não havia necessidade de explicações adicionais. A decisão aproxima o caso de sua conclusão no conselho.

Com a negativa, o processo pode transitar em julgado, mas não será arquivado antes do cumprimento e do monitoramento dos remédios impostos na aprovação — entre eles, a venda de 26 lojas. O presidente do Cade, Gustavo Augusto, explicou que o julgamento encerra a análise do mérito, mas ainda resta a fase de execução das medidas acordadas, como o desinvestimento.

A Petlove questionava especialmente o desenho da venda das lojas em São Paulo. Segundo a empresa, o acordo permitiria a alienação a mais de um comprador — eventualmente em momentos distintos — o que contrariaria o entendimento manifestado por conselheiros de que o desinvestimento deveria ocorrer para um único adquirente.

O relator, José Levi, afirmou que a possibilidade de mais de um comprador é apenas excepcional e prevê salvaguardas, não havendo contradição ou omissão. O entendimento foi acompanhado pelos demais conselheiros.

Anunciada em agosto de 2024, a fusão de Petz e Cobasi foi aprovada pelo Cade em 10 de dezembro, por maioria, com a imposição de remédios estruturais e comportamentais. A operação cria a maior rede de petshops do país, com mais de 480 lojas em cerca de 20 estados e faturamento da ordem de R$ 7 bilhões.

A Petz informou que o Acordo em Controle de Concentrações (ACC) prevê a venda de 26 lojas em São Paulo, o que representa 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses. O InvestNews apurou que o pacote de unidades a serem vendidas é dividido praticamente de forma igualitária entre Petz e Cobasi.

Competidora ativa

Desde a aprovação, a Petlove tem se movimentado para se colocar como uma alternativa natural na compra dos ativos que serão vendidos.

Em petição pública no processo, a empresa afirmou ter interesse no pacote de desinvestimentos e defendeu que seria o melhor comprador para fortalecer um rival capaz de competir com a companhia combinada.

Ao mesmo tempo, a Petlove sustentava que o remédio deveria ser ampliado. A empresa citou um estudo do departamento de estudos econômicos do Cade que identificou “40 locais” em que não teria sido possível afastar preocupações concorrenciais — cerca de 10% dos mercados em que Petz e Cobasi operam.

“Entendemos que esse remédio não é suficiente para criar um rival efetivo capaz de equilibrar o jogo competitivo”, disse a empresa em comunicado após a aprovação. Além da Petlove, outras duas companhias também manifestaram interesse nas lojas que Petz e Cobasi terão de vender.

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Netflix aceita pagar maior multa da história se compra da Warner Bros. fracassar

A aquisição da Warner Bros. pela Netflix, avaliada em US$ 72 bilhões, inclui uma das maiores multas de rescisão já registradas na história: US$ 5,8 bilhões. Esse é o montante que a Netflix concordou em pagar à empresa de estúdios de TV e cinema caso o negócio não seja fechado ou não receba aprovação regulatória.

Com valor equivalente a 8% do total em ações envolvido na transação, a multa assumida pela Netflix fica muito acima do padrão do mercado: em 2024, a multa média de rescisão em operações de fusões e aquisições foi de cerca de 2,4% do valor dos negócios. Isso reforça a confiança da empresa de que conseguirá obter aprovação dos reguladores globais.

Esse valor também mostra o quanto a disputa pela Warner se acirrou: em uma oferta rival apresentada no início da semana, a Paramount havia mais do que dobrado a multa de rescisão que estava disposta a pagar, para US$ 5 bilhões, em uma tentativa de tornar sua proposta mais atraente.

A Warner Bros., por sua vez, terá que pagar uma “multa reversa” de US$ 2,8 bilhões caso seus próprios acionistas rejeitem o acordo. A multa reversa é um mecanismo para proteger o comprador (no caso, a Netflix) para compensá-la pelo tempo, custo e risco assumidos se a própria empresa alvo da operação for a causa do fracasso do negócio.

Além disso, se a Warner optasse por aceitar uma oferta de um concorrente, esse novo comprador, na prática, precisaria arcar com essa penalidade, como costuma ocorrer nesse tipo de negociação.

Veja a seguir algumas das maiores multas pagas em processos de fusões e aquisições, segundo dados compilados pela Bloomberg:

AOL e Time Warner

Valor do negócio: US$ 160 bilhões
A AOL concordou em pagar cerca de US$ 5,4 bilhões caso desistisse da compra da Time Warner, ao passo que a empresa alvo da oferta teria de pagar cerca de US$ 3,9 bilhões se rompesse a transação sob certas condições. A multa equivalia a 3,4% do negócio, que foi fechado.

Pfizer e Allergan

Valor do negócio: US$ 160 bilhões
A multa de rescisão poderia chegar a US$ 3,5 bilhões, mas havia uma cláusula que reduzia esse valor se ocorressem mudanças na legislação tributária. A Pfizer acabou pagando apenas US$ 150 milhões depois que os EUA apertaram as regras contra “inversões fiscais”, manobra em que empresas transferem sua sede para países de menor tributação para reduzir impostos. A multa inicial equivalia a 2,2% do negócio, mas, no fim, ficou em menos de 0,1%. O negócio não se concretizou.

Verizon e Verizon Wireless

Valor do negócio: US$ 130 bilhões
A operação pela fatia da Vodafone na Verizon Wireless era complexa. A Verizon prometeu pagar US$ 10 bilhões à Vodafone caso não conseguisse financiamento para o negócio, ou US$ 4,64 bilhões se seu conselho mudasse a recomendação para os acionistas. A Vodafone, por sua vez, deveria US$ 1,55 bilhão à Verizon caso seu conselho mudasse de posição. Além disso, qualquer lado teria de pagar US$ 1,55 bilhão se os acionistas rejeitassem o acordo. A Vodafone ainda teria de pagar esse mesmo valor se um parecer tributário desfavorável inviabilizasse a transação. A multa representava 7,7% do negócio, que foi concluído.

AB InBev e SAB Miller

Valor do negócio: US$ 103 bilhões
A AB InBev concordou em pagar US$ 3 bilhões caso não obtivesse aprovação de reguladores ou acionistas e desistisse da aquisição, então a maior da história corporativa do Reino Unido. A multa era equivalente a 2,9% do negócio, que foi fechado.

AT&T e T-Mobile USA

Valor do negócio: US$ 39 bilhões
A AT&T concordou em pagar US$ 3 bilhões em dinheiro à Deutsche Telekom, controladora da T-Mobile USA, e ainda repassar parte das frequências que usa para operar serviços de celular, além de firmar um acordo mais favorável de compartilhamento de rede. A multa representava 7,7% do valor do negócio, que acabou sendo cancelado após oposição dos órgãos reguladores.

Google e Wiz

Valor do negócio: US$ 32 bilhões
As empresas concordaram que o Google pagaria cerca de US$ 3,2 bilhões se o negócio não fosse concluído, uma fatia enorme do valor total da operação: 10%. O negócio foi fechado.

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Após aposta em brechós infantis, Enjoei encerra sociedade com a Cresci e Perdi

Durou pouco. Nesta sexta-feira, o Enjoei anunciou a venda da participação de 25% que detinha na rede de brechós infantis Cresci e Perdi por R$ 36,19 milhões, com pagamento à vista. O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da companhia e ocorre menos de dois anos após o investimento inicial, feito em dezembro de 2023.

Segundo fato relevante, a decisão foi motivada por um descumprimento contratual relevante que inviabilizou a continuidade da sociedade “de forma imediata”. A empresa afirma que a transação foi realizada por acordo entre as partes e que não há indícios de impacto nas demonstrações financeiras do grupo Cresci e Perdi.

A Cresci e Perdi havia sido um dos pilares da estratégia do Enjoei para entrar no varejo físico e ampliar seu ecossistema no mercado de produtos de segunda mão. À época da compra, a rede contava com cerca de 550 franquias, R$ 700 milhões em GMV (valor total de mercadorias vendidas) e EBITDA de R$ 45 milhões. O Enjoei desembolsou R$ 30 milhões pela fatia inicial, com possibilidade de pagamento adicional atrelado à performance do negócio até 2027.

O acordo original previa ainda opções de compra e venda entre os sócios: o Enjoei poderia adquirir o controle total da Cresci e Perdi após 2028, enquanto os fundadores tinham o direito de vender sua participação para o marketplace no mesmo período. Caso o relacionamento societário tivesse sido mantido, o Enjoei teria a chance de incorporar integralmente a operação, reforçando sua presença no varejo físico de usados e fortalecendo a integração com a Elo7, adquirida da americana Etsy no mesmo ano.

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Em nota enviada ao InvestNews, a companhia afirmou que a decisão de sair da sociedade foi tomada “em defesa dos interesses da empresa” e reafirmou seu compromisso com ética e boas práticas de governança corporativa. O Enjoei destacou ainda que segue apostando na expansão física — movimento que já inclui cinco lojas próprias abertas desde o fim de 2023, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e Goiânia.

O Enjoei acumula uma perda de 18,3% ao longo de 2025, negociada a menos de R$ 1. Na sexta-feira, fechou cotada a R$ 0,89. A plataforma abriu capital em novembro de 2020, com ação precificada em R$ 10,25.

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