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Adblock desiste da briga contra os anúncios no Facebook

uBlock Origin não vai mais dedicar esforços para anúncios no Facebook (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O uBlock Origin, uma extensão de bloqueador de anúncios, decidiu parar de atualizar as listas de filtragem para o Facebook devido às constantes mudanças feitas pela Meta para dificultar a identificação de publicidade.
  • Segundo os desenvolvedores, Meta modifica continuamente a estrutura das páginas do Facebook para driblar bloqueadores.
  • A decisão do uBlock Origin ocorre em um momento em que a Meta está sofrendo pressão de reguladores e entidades de proteção digital.

O uBlock Origin decidiu encerrar o bloqueio de anúncios no Facebook. A medida foi adotada após “anos” de tentativas para acompanhar as mudanças feitas pela Meta para dificultar a identificação de publicidade digital, segundo a equipe por trás da ferramenta.

Um membro do projeto confirmou que a Meta modifica continuamente a estrutura das páginas do Facebook para driblar bloqueadores. Por isso, o projeto, formato em grande parte por desenvolvedores voluntários, não priorizará mais o a rede social.

A mudança não significa que a ferramenta de adblock deixará de funcionar como um todo, nem que todos os anúncios do Facebook passarão automaticamente a aparecer para os usuários.

Meta dificulta filtros no Facebook

Telas do Facebook
Meta estaria dificultando a leitura dos anúncios pelas extensões (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O embate entre o Facebook e bloqueadores de anúncios não é novo. De acordo com o Neowin, a Meta usou, nos últimos anos, técnicas para tornar a leitura dos anúncios mais difícil pelas extensões de navegador. O uBlock Origin, por exemplo, oferece versões para Google Chrome, Firefox, Microsoft Edge e Opera.

Uma das estratégias é a fragmentação de termos como “Patrocinado”, dividindo a palavra em letras separadas dentro do código da página. Outra medida seria a inclusão de caracteres falsos e mudanças aleatórias na ordem das letras no código-fonte.

Um desenvolvedor afirmou no fórum do projeto que a Meta monitora projetos open-source para criar contramedidas. O resultado, segundo os mantenedores, foi uma guerra de código que exigia novas adaptações a cada correção.

Extensão aceitará contribuições

Com a decisão, os desenvolvedores principais não vão mais atualizar as listas oficiais de filtragem do Facebook. O uBlock Origin continuará aceitando contribuições voluntárias enviadas por usuários externos.

A extensão já deixou de funcionar no Google Chrome após a migração definitiva para o padrão Manifest V3, enquanto a Microsoft definiu um cronograma para encerrar o suporte no Edge. O bloqueador ainda funciona normalmente em navegadores como Mozilla Firefox e Brave.

Meta Ads sob pressão

Imagem mostra exemplos de anúncios patrocinados do Meta Ads
Meta Ads é alvo de críticas por permitir conteúdo impróprio em anúncios (Imagem: Reprodução / Meta)

Apesar de serem associados principalmente a quem quer navegar sem interrupções publicitárias, bloqueadores de anúncios também são usados por pessoas que buscam evitar determinados tipos de publicidade, como jogos de azar. A decisão do uBlock Origin, portanto, ocorre em um momento em que a supervisão da Meta sobre os anúncios vem sendo questionada por reguladores e entidades de proteção digital.

Em janeiro, a Comissão de Jogos do Reino Unido acusou a empresa de permitir a circulação de anúncios de cassinos online ilegais no Facebook e no Instagram. Muitas dessas peças usavam a expressão “Not on GamStop”, em referência ao sistema britânico de autoexclusão para apostadores.

Mais recentemente, uma investigação apontou que a Meta aprovou anúncios pagos com material explícito de abuso sexual infantil gerado por IA e links para aplicativos de nudez forçada. As publicidades estavam no Facebook, Instagram, Messenger e Threads. A empresa removeu o conteúdo após ser notificada.

Adblock desiste da briga contra os anúncios no Facebook

uBlock Origin (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução / Meta)
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Navegadores confirmam que uBlock Origin continuará ativo

Ilustração do uBlock Origin com o avisos irritantes ao redor
Navegadores confirmam que uBlock Origin continua ativo, incluindo o Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O uBlock Origin continua ativo nos navegadores Firefox e Brave, que mantêm o suporte ao padrão Manifest Version 2 (MV2), diferentemente do Chrome e Edge.
  • A Microsoft anunciou a remoção do suporte a extensões MV2 no Edge até o fim de 2026, afetando o uBlock Origin.
  • O uBlock Origin Lite, baseado no MV3, é uma opção para usuários do Chrome e Edge, porém com menos recursos do que a versão original. Fonte: Tecnoblog.

Recentemente, a Microsoft decidiu remover o suporte a extensões Manifest Version 2 (MV2) no Edge. A medida afeta o popular bloqueador de anúncios uBlock Origin. Na esteira desse anúncio, a Mozilla e a Brave trataram de reforçar: os seus navegadores continuam tendo suporte à ferramenta.

O término do suporte a extensões MV2 no Edge deverá ser concluído até o fim de 2026. A Microsoft tomou essa decisão pouco tempo depois de o Google anunciar que o Chrome perderá o suporte remanescente a extensões MV2 no fim deste mês de agosto.

Por conta disso, os usuários desses navegadores que ainda usam extensões MV2 deverão recorrer àquelas que são baseadas no Manifest Version 3 (MV3), padrão tido como mais moderno e seguro, mas que, pelo menos no âmbito dos bloqueadores de anúncios, é considerado menos funcional por usuários e desenvolvedores.

Para usuários do uBlock Origin no Chrome e no Edge, a opção acaba sendo o uBlock Origin Lite, que é baseado no MV3, mas que, como o “Lite” no nome sugere, tem menos recursos do que a extensão original.

Um exemplo: o uBlock Origin segue uma arquitetura de bloqueio ativa, que analisa e barra (se necessário) requisições de anúncios ou rastreadores em tempo real por meio da API webRequest; já na versão Lite, com MV3, essa API não está disponível, razão pela qual os bloqueios são baseados em regras pré-definidas, que podem ser menos eficazes.

Como consequência, o usuário precisa se contentar com uma extensão possivelmente menos eficaz ou partir para outro navegador. É neste ponto que a Mozilla e a Brave enxergaram uma oportunidade.

Navegador Brave para desktop
O navegador Brave para desktops (imagem: reprodução/Brave)

Firefox e Brave continuam suportando o MV2

Após o anúncio da decisão da Microsoft, a Mozilla comentou, via X: “o suporte do Firefox ao uBlock Origin não vai a lugar nenhum”. A razão disso é que o navegador da organização continua suportando extensões MV2.

A Brave também comentou o assunto no X, mas com mais detalhes:

Ao contrário do Edge, o Brave continuará suportando o uBlock Origin.

Hospedamos o uBlock Origin e outras extensões Manifest V2 em nossos servidores para que os usuários do navegador Brave ainda possam usá-las. Ative-as em Configurações / Extensões / Extensões Manifest V2.

Brave

Um detalhe que vale a pena comentar aqui é que, assim como o Chrome e o Edge, o Brave é baseado no projeto Chromium. Por causa disso, é de se presumir que o Brave também poderia perder o suporte a extensões MV2. Mas isso não ocorrerá porque o navegador conta com uma implementação do Chromium que preserva o padrão.

Mozilla e Brave não estão sozinhas nessa. Para dar outro exemplo, a Opera já havia assegurado ao Tecnoblog que o uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” em seu navegador.

Navegadores confirmam que uBlock Origin continuará ativo

uBlock Origin (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Navegador Brave para desktop (imagem: reprodução/Brave)
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Fim do uBlock Origin clássico para Chrome já tem data marcada

Ilustração com marca de aplicativo de adblock
Fim do uBlock Origin clássico para Chrome já tem data marcada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • suporte ao Manifest V2 (MV2) no Google Chrome será descontinuado de vez, o que afetará a compatibilidade do uBlock Origin e outras extensões baseadas nesse padrão;
  • como consequência, em 31 de agosto de 2026, extensões MV2 serão removidas da Chrome Web Store;
  • usuários do uBlock Origin poderão migrar para o uBlock Origin Lite, que é compatível com o Manifest V3 (MV3), ou utilizar navegadores alternativos como o Firefox ou o Brave, que ainda suportam o MV2.

O fim da linha para o Manifest V2 (MV2) no Google Chrome já tem data para ocorrer: 31 de agosto de 2026. Essa é a data para o bloqueador de anúncios uBlock Origin e outras extensões baseadas no padrão em questão serem removidas da Chrome Web Store, o que marcará o fim delas como a conhecemos.

Não que isso surpreenda. Oficialmente, o uBlock Origin perdeu compatibilidade com o Chrome em 2024. De lá para cá, a extensão continuou funcionando no navegador, mas em razão de um suporte “residual” ao Manifest V2 — um conjunto de funções e regras que determina como certas extensões interagem com o navegador.

Eis que o site PiunikaWeb descobriu uma atualização na documentação do Chrome que indica que, a partir de 31 de agosto de 2026, não sobrará nenhum traço do MV2 no browser do Google, razão pela qual todas as extensões baseadas nesse padrão serão removidas da Chrome Web Store na data.

Na verdade, novas extensões do tipo já estavam proibidas por lá, mas ainda era possível atualizar aquelas que existiam antes dessa determinação.

Extensão uBlock Origin Lite
Extensão uBlock Origin Lite continua funcionando no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que será do uBlock Origin?

O Google Chrome está na versão 150. A próxima versão é esperada para o fim de julho ou começo de agosto. É justamente o Chrome 151 que eliminará de vez o suporte ao MV2. Com isso, o uBlock Origin para Chrome deixará de existir em sua versão clássica.

Eventualmente, extensões MV2 até poderão ser usadas se elas tiverem sido instaladas antes do Chrome 138, mas não será possível atualizá-las ou reinstalá-las via Chrome Web Store.

Para usuários do bloqueador de anúncios, a alternativa, então, é a de recorrer ao uBlock Origin Lite, que funciona com o Manifest V3 (VM3). Esse é um padrão sucessor que, se por um lado é considerado mais seguro e ágil, por outro, é tido como mais limitado em recursos (é por isso que há tanta resistência ao MV3).

Outra saída está em recorrer a um navegador alternativo. O uBlock Origin continua funcionando no Firefox, por exemplo, até porque o browser da Mozilla ainda suporta o Manifest V2.

Para quem preferir uma opção baseada no Chromium, o Brave ainda mantém suporte ao MV2. Além disso, a Opera garantiu ao Tecnoblog que o uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” em seu navegador.

Fim do uBlock Origin clássico para Chrome já tem data marcada

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Extensão uBlock Origin Lite continua funcionando no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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DuckDuckGo agora remove anúncios do YouTube

Captura do YouTube exibindo vídeos sugeridos do canal TB Responde, do Tecnoblog
DuckDuckGo remove publicidade do YouTube (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O navegador DuckDuckGo, focado em privacidade, agora remove anúncios do YouTube.
  • A função já vem ativada por padrão no Windows, Mac e iPhone e utiliza filtros do uBlock Origin.
  • A novidade bloqueia anúncios exibidos antes e durante as reproduções, mas pode causar um pequeno atraso no carregamento do vídeo.

Quem não aguenta mais os anúncios do YouTube acaba de ganhar uma nova alternativa. O DuckDuckGo anunciou nesta quarta-feira (08/07) que o seu navegador agora bloqueia nativamente anúncios na plataforma de vídeos do Google. A novidade deve barrar as propagandas exibidas antes e durante as reproduções e chega ativada por padrão para os usuários de Windows, Mac e iOS.

Essa atualização amplia o pacote de proteção do browser, que já bloqueia rastreadores na web. Conforme o comunicado da empresa, quem utiliza o aplicativo no Android receberá a ativação automática em breve. Até lá, os usuários do sistema do Google podem habilitar a função manualmente acessando o caminho: Configurações → Bloqueio de anúncios.

Como funciona o bloqueio de anúncios do YouTube?

Tela de “Definições” com “Bloquear anúncios” ativado e “Bloquear anúncios no YouTube” marcado por padrão
Recurso já vem ativado por padrão no iOS e PC (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

A ferramenta funciona usando listas de filtros colaborativos do uBlock Origin. Mantidas por uma comunidade ativa de código aberto, essas listas são atualizadas constantemente para acompanhar as mudanças na forma como as propagandas são entregues pelos servidores do Google. Além de herdar essa base de dados, o DuckDuckGo aplica regras próprias para evitar que a página “quebre” ou apresente bugs.

A empresa adverte que esse processamento extra pode causar um pequeno atraso inicial no carregamento do vídeo (o famoso buffering). No entanto, depois que o vídeo começa a rodar, a reprodução segue normalmente, sem interrupções por anúncios. O impacto pode ser mais perceptível em transmissões ao vivo, como jogos da Copa do Mundo (mas nós ensinamos como melhorar sua conexão).

É possível ligar ou desligar o escudo antianúncios. No computador, basta clicar no ícone de escudo ao lado da barra de endereços; no celular, a opção fica no menu principal. Caso esbarre em algum erro de reprodução, o navegador perguntará se o usuário deseja enviar um relatório anônimo para ajudar a equipe de desenvolvimento a refinar o recurso.

Funciona só no navegador

Captura de tela mostra a página inicial do navegador DuckDuckGo
Navegador foca em privacidade (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Um detalhe prático para se atentar é que o bloqueio atua apenas dentro do browser. Se você usar o navegador pelo celular e clicar em um link, o sistema pode te redirecionar para o aplicativo oficial do YouTube e, por lá, as propagandas voltarão a aparecer. Para assistir sem interrupções, é necessário acessar o site da plataforma de vídeos direto pela barra de endereços do DuckDuckGo.

Já os usuários do navegador pelo PC devem se atentar que o bloqueador é diferente do Duck Player, reprodutor de vídeo que roda em uma interface própria. O que você assiste por lá não afeta, por exemplo, o algoritmo de recomendações do YouTube. O novo bloqueador age na interface padrão do YouTube na web, permitindo continuar logado na plataforma, salvando vídeos e registrando o histórico.

DuckDuckGo desafia o Google

O movimento é uma resposta direta ao momento do mercado. O YouTube tem aplicado alterações frequentes para quebrar o funcionamento de bloqueadores de anúncios e extensões, uma manobra para fechar o cerco contra ferramentas gratuitas e incentivar os usuários a pagarem pela assinatura do YouTube Premium.

A atualização do DuckDuckGo também não deixa de ser uma “alfinetada” no rival Google Chrome para atrair um público insatisfeito. Vale mencionar que o tráfego do buscador cresceu recentemente, impulsionado por quem procura uma navegação livre de anúncios e alternativas para fugir dos recursos de IA da gigante das buscas.

DuckDuckGo agora remove anúncios do YouTube

Navegador foca em privacidade (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
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uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” no Opera

Ilustração com marca de aplicativo de adblock
Manifest V3 dificuldade o funcionamento avançado de adblocks (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O navegador Opera promete suporte ao uBlock Origin “pelo maior tempo possível” e manterá as extensões em Manifest V2 mesmo com as mudanças do Google Chrome.
  • A mudança para o Manifest V3 impacta a interação do navegador com as extensões e afeta projetos como o uBlock Origin, que é uma das opções de bloqueador de anúncios mais populares.
  • O especialista em privacidade e segurança da Opera, Michael Tegos, afirmou que a política da empresa é dar suporte às extensões do Manifest V2 enquanto fizer sentido em termos de recursos e demanda dos usuários.

O bloqueador de anúncios uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome. O navegador do Google vai abandonar o chamado Manifest V2, tecnologia que possibilita o funcionamento do poderoso adblock, e desativar as maneiras de burlar a decisão. Por sua vez, os responsáveis pelo Opera têm planos de manter a compatibilidade “pelo maior tempo possível”.

No cerne da questão está a transição para o Manifest V3, que muda a maneira com que o browser interage com extensões. A mudança impacta o projeto de código aberto Chromium, que serve de base para inúmeros navegadores, como o Opera e o Brave.

A depender da demanda dos usuários

O especialista em privacidade e segurança da Opera, Michael Tegos, disse ao Tecnoblog que a política da companhia permanece inalterada: “temos dado suporte às extensões do Manifest V2 sempre que possível e planejamos continuar fazendo isso pelo maior tempo que conseguirmos”.

Quando pergunto por quanto tempo a compatibilidade será mantida, Tegos prefere não cravar uma data, mas explica que isso ocorrerá “enquanto fizer sentido para nós do ponto de vista de recursos e da demanda dos usuários”. Ele ressaltou que o uBlock Origin publicado em 1º de junho está funcionando normalmente no software dele.

Aqui cabe lembrar que o uBlock Origin não é a única opção de adblock. Existem muitos outros, inclusive uma versão dele já adaptada ao Manifest V3. Usuários dizem que ela funciona relativamente bem quando está nos ajustes mais simples. A ferramenta pode deixar a desejar a partir do momento em que o usuário possui muitas regras de bloqueio.

Interface do Opera no Mac (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Navegadores têm funções nativas de adblock

Tegos lembrou que a transição para o Manifest V3 está longe de um consenso na comunidade online, tanto que há defensores e também críticos. “Para nós, a questão central é garantir que as pessoas continuem tendo controle sobre sua experiência online e liberdade para escolher as ferramentas que melhor atendem às suas necessidades.”

Ele afirma que, quando uma ferramenta deixa de oferecer a experiência que as pessoas esperam, é natural que elas passem a buscar alternativas. Tegos acredita que navegadores como o que ele próprio representa, com funções nativas de bloqueio de anúncios, poderão registrar mais usuários a partir de agora.

uBlock Origin terá suporte “pelo maior tempo possível” no Opera

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Interface do Opera no Mac (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome

Ilustração com marca de aplicativo de adblock
uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Chrome removerá mecanismos de compatibilidade com Manifest V2 em breve; com isso, versão clássica do uBlock Origin deixará de funcionar no navegador;
  • desenvolvedores criticam sucessor Manifest V3 por restringir funções de bloqueadores de anúncios; uBlock Origin Lite surge como alternativa, mas é mais limitado;
  • navegadores como Brave e Opera prometem manter suporte ao Manifest V2 de formas distintas, mas não se sabe até quando.

Se você usa o uBlock Origin no Chrome (ou em outro navegador baseado no Chromium, como o Edge), precisa ficar atento: uma mudança a ser implementada em breve no browser do Google tornará a extensão que bloqueia anúncios inutilizável, pelo menos em sua versão clássica (você já vai entender).

Oficialmente, o uBlock Origin perdeu suporte ao Chrome em meados de 2024. Mas a extensão permaneceu funcionando desde então. Isso porque o Chromium manteve compatibilidade “residual” com o Manifest V2, um conjunto de funções e regras que determina como certas extensões interagem com o navegador.

É o Manifest V2 (MV2) que permite que o uBlock Origin continue funcionando. Porém, o Google vem, há alguns anos, migrando o Chromium (e, com efeito, o Chrome) para o Manifest V3 (MV3), que é considerado mais seguro e ágil, mas também polêmico: para os desenvolvedores de bloqueadores de anúncios, a nova versão torna essas ferramentas menos funcionais.

O Manifest V3 foi introduzido em 2021, tornou-se padrão no Chromium em 2024 e, com isso, extensões com Manifest V2 passaram a ser bloqueadas oficialmente em 2025. Apesar disso, o Chromium manteve alguns mecanismos de compatibilidade que, por meio de flags, políticas corporativas ou alterações no Registro do Windows, permitem que o MV2 seja mantido.

É assim que o uBlock Origin clássico e outros bloqueadores continuam sendo usados no Chrome e demais navegadores baseados no Chromium. Porém, nesta semana, os desenvolvedores do Chrome anunciaram que os “bypasses” em questão serão removidos do projeto em breve.

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome perderá suporte residual ao MV2 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que acontecerá com o uBlock Origin?

O uBlock Origin, como projeto, está mantido. A extensão com MV2 continua funcionando no Firefox, por exemplo. O navegador da Mozilla não é baseado no Chromium, vale relembrar, e funciona tanto com MV2 quanto com MV3.

Já no Chrome, a extensão deixará de funcionar após o lançamento da versão 150 e, de modo definitivo, na 151. A alternativa é o uso do uBlock Origin Lite, que funciona com base no MV3, mas é mais limitado em recursos justamente por causa das políticas do Manifest V3.

A decisão também deve afetar navegadores como Edge e Opera em algum momento. Porém, quanto a este último, a Opera Software avisou ao Neowin que seu browser manterá o suporte ao MV2. Curiosamente, em uma postagem de maio, a Opera revelou que seu novo bloqueador de anúncios nativo já é baseado no MV3.

O Brave é outro navegador que mantém suporte ao MV2. Mas isso porque os desenvolvedores do browser “forçam” esse suporte por meio de alterações no código do Chromium.

uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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