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Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Orelhão da Oi
Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
  • A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
  • O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.

O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.

A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.

Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.

O que a Método Telecom leva na compra?

Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).

A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.

Impasse com a Anatel

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.

O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.

Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.

Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

Orelhão da Oi
Telefones públicos integram os ativos de telefonia fixa incluídos no leilão (foto: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a leiloar ativos remanescentes da telefonia fixa, incluindo infraestrutura e clientes de 6.500 localidades.
  • O leilão incluirá serviços de telefonia fixa, interconexões, torres, telefones públicos e serviços de utilidade pública.
  • O futuro comprador será obrigado a manter a telefonia fixa até dezembro de 2028.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a vender o que restou da companhia. Os serviços de telefonia fixa entraram em um leilão de ativos remanescentes da antiga operadora. A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial da capital fluminense, que marcou para 8 de abril de 2026 a audiência destinada à abertura das propostas de interessados.

A Oi teve sua falência decretada em novembro do ano passado, mas a decisão foi suspensa poucos dias depois, devolvendo à companhia o direito de permanecer em recuperação judicial — na qual está até hoje.

O pacote que será ofertado no leilão inclui serviços e estruturas relacionados à operação de telefonia fixa em mais de 6,5 mil localidades do país. A oferta reúne desde a base de clientes até infraestruturas físicas e serviços associados, como interconexões, torres e telefones públicos.

A autorização foi concedida pela juíza Simone Chevrand, que destacou a necessidade de avançar com o processo de transição dos serviços. Segundo a magistrada, “a providência é urgente, à medida que integra a sucessão de serviços públicos determinada por este Juízo e que ensejou a instauração de incidente de transição de serviços públicos essenciais”.

O que está incluído na venda?

Em comunicado divulgado ao mercado, a Oi detalhou que os ativos serão agrupados em uma chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI). Essa estrutura reúne diferentes elementos da operação de telefonia fixa da companhia.

Entre os itens incluídos estão a prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), a continuidade da oferta de voz fixa em acessos individuais e coletivos e a operação em localidades onde a empresa atua como Carrier of Last Resort — situação em que é obrigada a manter o serviço por ser a única operadora disponível.

O pacote também engloba serviços de utilidade pública com números de três dígitos, como 190, 192 e 193, utilizados respectivamente por Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros. Além disso, fazem parte da venda estruturas físicas de rede, como mastros, postes, bases e cabeamento.

A lista inclui ainda interconexões entre redes, manutenção de telefones públicos, contratos com fornecedores, funcionários vinculados à operação e a própria base de clientes atendidos por esses serviços.

Imagem mostra a ilustração de uma lápide de pedra com o logo da operadora Oi ao centro, representando sua falência. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Oi está em processo de recuperação judicial (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Comprador deve manter telefonia fixa

De acordo com as condições previstas, o futuro comprador assumirá compromissos relacionados à continuidade do serviço. Entre eles está a obrigação de manter a telefonia fixa nas 6.571 localidades em que a Oi atua como operadora responsável até dezembro de 2028.

Essa estrutura resulta de um acordo que redefiniu o antigo modelo de concessão da telefonia fixa. O entendimento envolveu órgãos como a Anatel, o Tribunal de Contas da União e a Advocacia-Geral da União, transformando a concessão em um regime com novos compromissos de investimento.

Antes da conclusão do processo, a Justiça determinou que diversas instituições sejam consultadas sobre o edital. Entre elas estão a própria Anatel, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e autoridades fiscais.

Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Justiça do RJ decreta falência da Oi (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

Imagem mostra um smartphone com moldura dourada exibindo um aplicativo com fundo amarelo chamado "KeeTa". O celular está centralizado e cercado por imagens de comida: um hambúrguer à esquerda, uma barra de chocolate marrom abaixo e uma fatia de pizza com pepperoni e pimentão à direita. O fundo é uma representação estilizada da bandeira do Brasil. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Keeta adiou estreia no RJ e demitiu funcionários na região (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro indefinidamente e teria demitido cerca de 200 funcionários;
  • empresa acusa iFood e 99Food de práticas que inibem concorrência, como acordos de exclusividade;
  • Keeta ainda fala em investir R$ 5,6 bilhões no Brasil, focando no desenvolvimento de suas operações em São Paulo, por ora.

26 de fevereiro de 2026. Nessa data, o Tecnoblog e vários outros veículos deveriam ter participado de um evento que marcaria o início das operações da Keeta no Rio de Janeiro. Mas o evento foi cancelado, a Keeta não iniciou suas operações em território fluminense e, o pior, dezenas de funcionários teriam sido demitidos.

Braço da gigante chinesa Meituan, a Keeta já atua em São Paulo (SP). Quem anda pela capital paulista se depara com diversos estabelecimentos com uma placa promocional da plataforma que indica que aquele local realiza entregas de refeições a partir do app do serviço.

Expandir as operações seria só questão de tempo, portanto. O grande passo em direção a esse movimento estaria no início das operações no Rio de Janeiro, com direito a um evento de lançamento com participação da imprensa. O convite recebido pelo Tecnoblog dizia:

Após o sucesso de sua operação em São Paulo, a empresa chega ao mercado carioca, com uma proposta de valor que combina tecnologia de ponta e suporte humano, contribuindo para um mercado livre, aberto e com mais opções para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

Porém, o evento foi cancelado um dia antes da data marcada, sem explicações detalhadas sobre a decisão. A única informação dada na ocasião foi a de que a estreia no Rio de Janeiro havia sido adiada, sem um novo prazo ser definido.

Uma semana depois, enquanto ainda aguardávamos mais detalhes sobre as operações no Rio de Janeiro, surgiu um indício de que o problema é mais grave do que parecia ser: na quarta-feira (04/03), a Keeta promoveu demissões em massa no Rio de Janeiro.

A empresa não confirma, mas estima-se que cerca de 200 funcionários foram afetados pela decisão. O Metrópoles obteve um vídeo que mostra a reação de alguns desses funcionários quando eles foram informados da decisão.

Na filmagem, uma funcionária reclama, em tom de revolta, que ela deixou outro emprego após ter recebido uma proposta de trabalho mais interessante por parte da Keeta:

O que aconteceu com a Keeta?

Aparentemente, a Keeta está com dificuldades para expandir as suas operações no Brasil devido, em grande parte, à forte concorrência no setor de delivery.

Na semana passada, o CEO global da Keeta, Tony Qiu, declarou ao Poder360 que decidiu pelo adiamento das operações no Rio de Janeiro após constatar que uma quantidade expressiva de restaurantes na região tem acordos de exclusividade com o iFood ou a 99Food:

Isso cria um problema, certo? Então, nossos consumidores não conseguem encontrar esses restaurantes na Keeta. Por isso, queremos concentrar nossa energia e nossos recursos para resolver esse problema.

Tony Qiu, CEO da Keeta

De acordo com o executivo, o iFood estaria descumprindo uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que proíbe a plataforma de assinar contratos de exclusividade com estabelecimentos que têm mais de 30 lojas, bem como de renovar a cláusula de exclusividade por mais de dois anos com restaurantes com menos unidades.

Ainda segundo Qiu, a 99Food teria fechado acordos com os principais restaurantes do Rio de Janeiro que permitem parcerias com outras plataformas de delivery, exceto a Keeta.

O que diz a Keeta sobre esses acontecimentos?

Esta é a nota enviada pela Keeta ao Tecnoblog (atualizada em 06/03):

A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.

A Keeta vai manter todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos.

A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.

A empresa reitera que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações. Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições.

E o que dizem Cade, iFood e 99Food?

Ao Tecnoblog, o Cade informou que “não se manifesta sobre casos em andamento”, mas destacou que todas as informações públicas sobre o caso da Keeta podem ser acessadas na página do processo n° 08700.008408/2025-19.

Já o iFood nos enviou a seguinte nota:

É incorreto afirmar que o mercado de delivery da cidade do Rio de Janeiro esteja fechado à concorrência devido aos contratos de exclusividade. O iFood é proibido de assinar contratos com grandes redes de restaurantes e não pode ter mais do que 8% de estabelecimentos exclusivos na cidade.

Sobre o prazo dos contratos, há exceções que permitem contratos superiores a dois anos quando o iFood faz investimentos que geram crescimento para o restaurante parceiro. Essas regras estão previstas em acordo firmado pela plataforma com o Cade, que está sendo cumprido em sua totalidade.

Nos causa estranheza que os contratos de exclusividade estejam impactando uma determinada plataforma, sem atingir outros concorrentes que seguem investindo na cidade e expandindo suas operações.

A 99Food também foi procurada, mas não havia se manifestado até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para uma declaração da empresa.

Keeta em crise: empresa cancela estreia no Rio e demite funcionários

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Keeta adiou estreia no Rio de Janeiro por tempo indeterminado, demitiu funcionários e fez acusações contra concorrentes iFood e 99Food.

Keeta faz sucesso na China e chegará ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon fez investimento bilionário em logística no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon oferece entrega no mesmo dia com horário agendado em São Paulo e Rio de Janeiro, com janelas de três a seis horas.
  • Assinantes Prime têm frete grátis em compras acima de R$ 19, exceto para supermercado e livros, em que o mínimo é R$ 79; não assinantes pagam R$ 10,90.
  • A Amazon investiu R$ 13,6 bilhões no Brasil em 2024 para expandir sua rede logística com 250 centros, permitindo entregas precisas.

A Amazon anunciou, nesta segunda-feira (15/12), que produtos de mais de 30 categorias terão a opção de entrega no mesmo dia, com indicação do horário de chegada. Essa nova modalidade de entrega está disponível nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para assinantes Prime, o frete é grátis em compras a partir de R$ 19, exceto para itens de supermercado e livros — nesse caso, o mínimo necessário para não pagar a entrega é R$ 79. Abaixo desse valor, a taxa é de R$ 8,90. Para quem não é assinante Prime, o frete é sempre cobrado e custa R$ 10,90.

Como funciona a entrega com horário agendado da Amazon?

A empresa explica que esses horários são sempre indicados no formato de janelas de três a seis horas. “Ao acessar a loja, o consumidor visualiza as próximas janelas disponíveis e seleciona aquela que melhor se encaixa na sua rotina”, afirmou um porta-voz da empresa ao Tecnoblog.

Isso significa que o cliente sabe que o produto deve chegar no fim da manhã ou à tarde, por exemplo. Em alguns itens no site da varejista, já é possível visualizar o horário para entrega. Ao pedir um pacote de papel sulfite no fim da tarde, por exemplo, aparece a opção de entrega no dia seguinte, entre 10h e 13h.

“Captura de tela da página de compra da Amazon. No topo, banner azul com o texto ‘Oferta do Amazon Prime’, oferecendo ‘3 meses por apenas R$ 9,95/mês’ e informando que depois o valor será ‘R$ 19,90/mês’. Lista benefícios como Prime Video, Amazon Music Prime e ofertas exclusivas. Abaixo, produto ‘Chamex – Papel Sulfite, A4, 75g, 500 folhas’, preço ‘R$ 32,90’, quantidade ‘10’. À direita, opções de entrega: ‘Amanhã das 10:00 às 13:00 – R$ 10,90 Entrega Mais Rápida’ selecionada.”
Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vale notar que essa modalidade não cobre toda a cidade. Eu moro na Zona Norte de São Paulo e a entrega com horário agendado não aparece quando seleciono minha casa como destino, mas fica disponível quando altero o endereço para a Avenida Paulista.

Amazon confia em logística para cumprir promessa

A Amazon diz que essa precisão só foi possível por meio de investimentos significativos na malha logística, que conta com 250 centros logísticos no Brasil, sendo mais de 100 deles abertos ao longo de 2025. Segundo a companhia, mais de R$ 13,6 bilhões foram investidos no país somente em 2024.

“Trabalhamos com altos padrões operacionais para garantir que cada entrega seja cumprida dentro do prazo prometido”, afirma a companhia. “Você sabe quando vai receber, pode planejar seu dia em torno disso, e pode contar que vamos cumprir nossa promessa.”

A varejista já contava com entrega no mesmo dia sem horário marcado no Rio e em São Paulo. Esse modelo também está presente em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte; ele deve ser expandido para mais cidades em 2026.

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos

Desembargadora suspendeu falência da Oi (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Falência do Grupo Oi foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa após recursos do Bradesco e Itaú Unibanco.
  • Decisão permite que Grupo Oi continue processo de recuperação judicial aprovado em abril de 2024.
  • Itaú tem mais de R$ 2 bilhões em créditos quirografários a receber, enquanto o Bradesco possui quase R$ 50 milhões em créditos quirografários e R$ 75 milhões em créditos extraconcursais.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) havia decretado, no início da semana, a falência do Grupo Oi. Mas, na manhã desta sexta-feira (14/11), a decretação da falência da operadora foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ.

Com a decisão, o Grupo Oi volta a operar por meio do processo de recuperação judicial que havia sido aprovado pelos credores em abril de 2024 e homologado no mês seguinte. Por conta disso, a desembargadora também determinou que os administradores judiciais anteriores voltem a assumir esses postos na companhia.

Bradesco e Itaú entraram com recursos

Na última quarta-feira (12/11), o Bradesco e o Itaú Unibanco apresentaram recursos judiciais para pedir que o decreto de falência da Oi fosse suspenso. O principal argumento dos dois bancos é o de que a continuidade do processo de recuperação judicial seria menos onerosa para os credores e ainda manteria uma empresa de interesse público em operação.

A suspensão do decreto de falência veio justamente após a análise desses pedidos. No entendimento da desembargadora, a falência seria prejudicial a credores e funcionários da operadora, e poderia levar ao encerramento abrupto de serviços de telecomunicações essenciais à população.

Logo da Oi na frente de notebooks
Oi volta ao estado de recuperação judicial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vale destacar que ambos os bancos estão entre os credores da Oi. O Itaú tem mais de R$ 2 bilhões de créditos quirografários (sem bens como garantia) a receber. Já o Bradesco tem quase R$ 50 milhões de créditos quirografários, além de cerca de R$ 75 milhões de créditos extraconcursais (não incluídos no plano de pagamentos da recuperação judicial).

A 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital havia decretado a falência da Oi por considerar que a situação operacional da companhia, que passou a não cumprir as obrigações do plano de recuperação judicial a partir deste ano, a tornava “tecnicamente falida”.

Com a suspensão do crédito de falência, o processo de recuperação é restaurado, com a Oi devendo seguir o que foi estabelecido nesse plano, bem como fazer uma liquidação ordenada de ativos (venda de bens para pagamento de parte das dívidas).

Com informações de TeleSíntese e Teletime

Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos

Desembargadora suspendeu falência da Oi (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

V.tal apresenta proposta para assumir clientes da Oi Fibra (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Justiça decreta falência da Oi; serviços continuarão provisoriamente

Orelhão da Oi
Oi chega ao fim (foto: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência do Grupo Oi, considerando a empresa “tecnicamente falida” e sem atividade empresarial suficiente para justificar sua manutenção.
  • A Oi Soluções, a Serede e a Tahto continuarão operando provisoriamente para fornecer serviços essenciais, sob supervisão de um gestor judicial.
  • A Oi enfrenta dificuldades financeiras, com um caixa livre de R$ 50 milhões e endividamento superior a R$ 1,7 bilhão, além de descumprimento do Plano de Recuperação Judicial.

A Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, na tarde desta segunda-feira (10/11), a falência do Grupo Oi. Para a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, a companhia está “tecnicamente falida” e “não apresenta mais atividade empresarial suficiente para justificar sua manutenção” às custas dos credores.

A notícia imediatamente repercutiu no mercado. No momento da atualização deste texto, as ações da Oi derretem 35,71%, negociadas a apenas 18 centavos.

Ações da Oi desabam após decretação de falência (imagem: reprodução)

O que acontece com a Oi?

A Oi Soluções, a Serede e a Tahto continuarão operando provisoriamente para fornecer serviços considerados essenciais. O gestor judicial supervisionará as atividades até que os contratos sejam transferidos para outras empresas. A Oi, por exemplo, é a única prestadora presente atualmente em todos os estados brasileiros.

As subsidiárias da Oi são responsáveis por contratos de conectividade com órgãos públicos e empresas privadas, incluindo em serviços críticos como o Cindacta (responsável pelo controle de tráfego aéreo), telefones públicos, agências bancárias e ministérios. O Cindacta já está em processo de transição para a Claro.

A falência da operadora era iminente. Na última sexta-feira (07/11), a gestão e a administração judicial da empresa protocolaram manifestações sugerindo a liquidação da companhia, com descontinuação gradual dos serviços. De acordo com o jornal O Globo, a diretoria e o conselho de administração foram afastados.

A gestão considerou que a Oi não gera mais caixa suficiente para cobrir custos e despesas operacionais, não pagou credores e descumpriu o Plano de Recuperação Judicial – o segundo da companhia. Já a administração apontou um caixa livre de apenas R$ 50 milhões, enquanto o endividamento passava de R$ 1,7 bilhão.

Oi foi desmembrada ao longo dos anos

Imagem mostra a palavra "nio" em letras pretas, com o "o" em formato de gota. Duas setas translúcidas, semelhantes a cursores, flutuam ao redor: uma acima e à esquerda, e outra à direita. O fundo é verde vibrante, com a textura de ondas de fibra. No canto inferior direito, lê-se "tecnoblog".
Nio oferece três opções de planos de internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não custa lembrar que a antiga Oi fez parte do projeto de campeões nacionais nos primeiros mandatos do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ela chegou a se fundir com a Brasil Telecom (BRT) e com a Portugal Telecom, com o objetivo de criar uma supertele.

De lá para cá, o grupo se desfez de várias operações. O serviço móvel, por exemplo, foi repartido entre Claro, TIM e Vivo. Já a rede neutra foi transferida à V.tal.

O serviço de fibra da Oi foi desmembrado numa nova companhia, a Nio, que surpreendeu o mercado ao congelar os preços até 2028.

No começo de novembro, a TIM manifestou interesse em comprar a Oi Soluções, braço da operadora voltado ao mercado corporativo.

Com informações de Teletime, TeleSíntese e O Globo

Justiça decreta falência da Oi; serviços continuarão provisoriamente

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Ações da Oi desabam após decretação de falência (imagem: reprodução)

Nio oferece três opções de planos de internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Rio ganha inédita rede de dados por feixe de luz

Close-up de um dispositivo de conectividade de internet sem fio por luz da Taara Lightbridge. O objeto, de cor branca ou creme e formato oval aerodinâmico, está montado em um mastro de metal. Uma lente de transmissão verde é visível no centro da unidade. O dispositivo é fotografado ao ar livre, com o fundo sendo um céu claro e suavemente iluminado pelo sol no horizonte.
Internet por feixe de luz deve conectar serviços públicos (imagem: divulgação/Taara)
Resumo
  • Rio de Janeiro será a primeira cidade a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa agora independente, mas que nasceu na Alphabet (controladora do Google).
  • A tecnologia transmite dados por feixes de luz no ar, atingindo até 20 Gb/s em distâncias de até 20 km, ideal para áreas com topografia complexa.
  • Serão 22 links ópticos sem fio conectando serviços públicos de alta prioridade, como escolas e hospitais.

O Rio de Janeiro será a primeira cidade do Brasil a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa de inovação que nasceu Alphabet (controladora do Google) e se tornou independente em março. A companhia anunciou a parceria com a Prefeitura do Rio nessa segunda-feira (03/11).

O projeto implantará 22 links ópticos sem fio pela cidade, criando a primeira rede mesh da Taara no mundo. O objetivo é levar conexão de alta velocidade a áreas de topografia complexa, onde a instalação de fibra óptica tradicional seria demorada, cara ou inviável.

A implantação deve conectar serviços públicos de alta prioridade, como hospitais, escolas municipais e clínicas de saúde.

Uma fibra óptica sem cabos

A tecnologia do Taara funciona de forma semelhante à fibra óptica tradicional, usando luz para transmitir dados, mas faz isso pelo ar.

Feixes de luz invisíveis e estreitos são disparados entre dois terminais (que se assemelham a pequenos semáforos) e podem atingir velocidades de até 20 Gb/s a uma distância de até 20 km, desde que haja linha de visada — ou seja, sem obstáculos entre os pontos.

GIF demonstrando funcionamento do Taara
Taara dispara feixes de luz entre dois terminais (imagem: divulgação/Taara)

No Rio de Janeiro, a empresa destaca que a geografia da cidade, com morros, ruas estreitas e construções densas, torna a tecnologia ideal para superar as “lacunas de conectividade”. Isso porque uma das vantagens é a possibilidade de instalação em telhados ou torres, sem depender de obras complexas de infraestrutura.

A companhia já implementou o Taara em mais de 20 países, em comunidades na Índia, regiões da África e para restabelecer a comunicação em ilhas no Pacífico após desastres naturais. Nos Estados Unidos, a empresa fechou parceria com operadoras para conexão 5G em eventos como o Coachella.

A capital fluminense também usará alguns links para criar um sistema de resposta rápida a desastres na cidade. A empresa não informou o valor do investimento no projeto.

Sequência do Projeto Loon

Balão do projeto Loon sobre uma área desértica
Balão do projeto Loon, encerrado em 2021 (imagem: divulgação/Google)

O Taara é um projeto incubado por oito anos no laboratório X (antigo Google X, e não a companhia de Elon Musk), que se tornou uma empresa independente em março deste ano.

A tecnologia segue o legado do extinto Projeto Loon, que tentava levar internet ao mundo usando balões estratosféricos. Inclusive, a empresa desenvolveu a tecnologia de comunicação óptica para que os balões conversassem entre si. Entretanto, quando o Google desistiu dos balões em 2021, a equipe de transmissão de dados continuou, formando o Taara.

A tecnologia é rápida, mas possui seus poréns. Os links precisam de linha de visada e, como dependem de luz, obstáculos físicos, como pássaros voando na frente do feixe, podem atrapalhar a conexão. Além disso, segundo reportagem da revista Wired, assim como tecnologias via satélite, o clima pode causar interferência, especialmente a névoa.

Rio ganha inédita rede de dados por feixe de luz

(imagem: divulgação/Taara)
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