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Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

Galaxy Z TriFold já aparece indisponível em alguns mercados (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung está encerrando as vendas do Galaxy Z TriFold, lançado há três meses.
  • O dobrável de três telas era vendido por US$ 2.899 e, aparentemente, foi tratado como vitrine tecnológica, com vendas limitadas.
  • Segundo a Bloomberg, a Samsung considera aproveitar elementos do TriFold em futuros dispositivos, apesar do encerramento das vendas.

A Samsung começou a retirar do mercado o Galaxy Z TriFold, seu primeiro smartphone com três dobras, lançado há apenas três meses. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que o modelo terá as vendas encerradas gradualmente.

A fabricante não confirmou oficialmente a decisão. Contudo, vale lembrar que o Galaxy Z TriFold sequer foi lançado no Brasil e, desde o início, teve uma disponibilidade vista como limitada, com rumores indicando apenas 40 mil unidades em todo o mundo.

Segundo a Bloomberg, o fim das vendas deve começar pela Coreia do Sul, estendendo-se aos Estados Unidos assim que os estoques acabarem. Nos canais oficiais da empresa, o dispositivo já aparece como “esgotado”, sem previsão de reposição. Por lá, o dispositivo era vendido por US$ 2.899 — cerca de R$ 15.950, em conversão direta.

Vida curta?

Uma trajetória limitada do Galaxy Z TriFold já era esperada. Desde o início, o modelo foi tratado mais como uma vitrine tecnológica do que como um produto de grande escala dentro do portfólio da Samsung, que já comercializa outros dobráveis ao redor do mundo.

Além do preço alto, o aparelho nunca foi distribuído por operadoras ou grandes varejistas, sendo vendido exclusivamente nos canais oficiais da fabricante. Essa estratégia reforçou o caráter experimental do dispositivo, que também teve produção restrita — com relatos de cerca de 6 mil unidades disponibilizadas inicialmente em seu mercado de origem.

Outro fator decisivo é o custo de fabricação. Componentes mais caros e a complexidade do design com duas dobradiças dificultaram a viabilidade comercial do produto, tornando difícil obter margem de lucro mesmo com o preço elevado. A título de comparação, o trifold da Huawei chegou ao Brasil por R$ 32.999.

Imagem mostra Galaxy Z TriFold aberto e fechado
Galaxy Z TriFold teve presença limitada no mercado (imagem: divulgação/Samsung)

Conceito não deve ser descartado

Apesar do encerramento precoce, a Samsung não descarta aproveitar elementos do TriFold em futuros lançamentos. À Bloomberg, o executivo Won-Joon Choi, da divisão mobile da Samsung, afirmou que a empresa ainda avalia a possibilidade de uma nova geração.

Entre os pontos que podem ser reaproveitados estão a tela ampla e o formato mais horizontal, que favorecem o consumo de conteúdo e o uso multitarefa.

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

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Smartphone com três dobras foi lançado há apenas três meses e já começou a sair do mercado. Estratégia indica que aparelho serviu como vitrine tecnológica.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Netflix tenta comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que consumidor pode cancelar a assinatura se considerar preços do streaming altos;
  • Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. Discovery, mas aquisição precisa de aprovação regulatória;
  • Netflix justifica negócio alegando que os conteúdos da HBO Max são complementares à sua plataforma.

Poderá a compra da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Netflix pesar no bolso do consumidor por resultar em menos empresas competindo em streaming? Para Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, esse mercado continuará competitivo, mas o usuário sempre terá a opção de cancelar a assinatura se não concordar com seu preço.

A declaração foi dada durante uma audiência recente no Senado dos Estados Unidos. Existe a preocupação, por parte de autoridades americanas, de que a compra da WBD pela Netflix cause uma concentração de mercado que levaria, entre outras consequências, a preços mais altos para os usuários.

Na audiência, Sarandos tentou convencer os senadores presentes de que o negócio não traz risco de monopólio. Para tanto, o executivo explicou que 80% dos assinantes da HBO Max também assinam a Netflix. A HBO Max faz parte do conglomerado da Warner Bros. Discovery, vale relembrar.

Com essa argumentação, Sarandos quis dizer que os conteúdos de cada plataforma se complementam em vez de competirem entre si, o que explica o fato de a grande maioria dos clientes da HBO Max também acessarem a Netflix.

Em dado momento, a senadora democrata Amy Klobuchar perguntou ao executivo que garantias a Netflix poderia oferecer para manter o streaming com preços acessíveis, até porque a companhia tem um histórico de aumento de preços, a exemplo do reajuste que ocorreu no início de 2025 nos Estados Unidos.

Ted Sarandos argumentou que a indústria do streaming continua sendo muito competitiva e que os reajustes anteriores permitiram à Netflix entregar “muito mais valor” aos assinantes.

Foi quando o executivo complementou dizendo que o usuário tem a opção de cancelar a assinatura se não concordar com os valores cobrados:

Nós temos cancelamento de um clique, então, se o consumidor disser “isso é muito [caro] para o que estou recebendo”, ele pode cancelar [a assinatura] com um clique”.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

A Netflix também defende a ideia de oferecer pacotes que combinem seu streaming com os serviços da HBO Max que seriam mais baratos do que a soma das ofertas individuais de ambas as plataformas, o que poderia fazer rivais como a Disney trabalharem com preços competitivos.

Imagem mostra um homem sentado em um sofá marrom, vestindo um blazer preto e uma camisa branca.
Ted Sarandos, da Netflix (imagem: reprodução/Variety)

Netflix ofereceu US$ 82,7 bilhões pela WBD

Era dezembro de 2025 quando a Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões (R$ 434 bilhões pela cotação atual). Contudo, o negócio precisa ser aprovado por órgãos reguladores para ser finalizado.

A Netflix ainda tem que lidar com a concorrência: a Paramount Skydance ofereceu US$ 108,4 bilhões pela WBD (R$ 569 bilhões). A proposta da Paramount foi rejeitada no começo de 2026, mas a companhia ainda continua na disputa.

E se a Netflix ficar cara demais? É só cancelar, diz co-CEO

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
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IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Todos os atalhos do Microsoft Word
Calibri era fonte padrão do Office até 2023 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo americano baniu a fonte Calibri de documentos oficiais, retornando à Times New Roman por ser considerada mais formal e profissional.
  • A mudança para a Calibri foi criticada por Marco Rubio, que a considerou um desperdício.
  • A Calibri foi adotada por Antony Blinken em 2023 para melhorar a acessibilidade, mas a Times New Roman agora é obrigatória para garantir formalidade.

O secretário de Estado do governo americano, Marco Rubio, determinou que documentos oficiais de seu departamento voltem a ser escritos usando a fonte Times New Roman e criticou a adoção da Calibri, da Microsoft.

Em documentos internos obtidos pelo New York Times, Rubio afirma que a mudança para a Calibri foi um “desperdício” motivado por iniciativas de diversidade e que ela contribuiu para a “degradação” do departamento. A administração de Donald Trump tem encerrado programas de inclusão desde o início do mandato.

Um homem de terno escuro e gravata listrada em tons claros aparece falando em um palco, diante de um fundo azul desfocado. Ele olha para o lado com expressão séria e a bandeirinha dos Estados Unidos está presa à lapela. Microfones estão posicionados à sua frente no púlpito.
Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Rubio considera que a Times New Roman é “mais formal e profissional”. Por isso, ela será utilizada tanto interna quanto externamente. Um porta-voz do governo dos Estados Unidos declarou à BBC que a mudança servirá para garantir que as comunicações tenham “dignidade, consistência e formalidade esperadas para uma correspondência oficial”. A medida já passou a valer nesta quarta-feira (10/12).

Calibri era usada por acessibilidade

Antony Blinken, antecessor de Rubio no cargo durante o governo de Joe Biden, adotou a Calibri em 2023, mencionando maior acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, dislexia ou que usam leitores de tela. Ele também aumentou o tamanho padrão da fonte, passando de 14 para 15 pontos. Segundo o jornal, alguns diplomatas não gostaram da mudança já naquela época.

A imagem mostra uma amostra da fonte “Calibri”. No topo, aparecem as palavras “Calibri” e “Aa Ee Gg” em versões regular e itálica, além de um grande “a” branco com traços arredondados, característicos da fonte sem serifa. Abaixo, surge a palavra de exemplo “Eiganes”, seguida pelo alfabeto minúsculo e pelos números “0 1 2 3 4 5 6 7 8 9”.
Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

A principal diferença entre as duas fontes está no uso de serifas, como são chamados os traços e prolongamentos nas extremidades das letras. A Calibri não usa; a Times New Roman usa. Fontes sem serifas são consideradas melhores para se ler em telas e são associadas à modernidade e ao minimalismo. Já fontes com serifas são consideradas mais formais e clássicas.

Fonte foi padrão do Office e serviu como evidência em escândalo

Lucas de Groot, designer holandês responsável pela criação da Calibri, disse à BBC que a mudança era “triste e hilária”. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 e permaneceu com esse status até 2023. Ela foi trocada pela Aptos, que também não tem serifas.

E, acredite, não é a primeira vez que a Calibri se vê envolvida em uma polêmica política. Em 2017, a fonte serviu como evidência de que um documento apresentado por Maryam Nawaz, filha do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, era falso: a certidão datava de 2006, mas já usava a Calibri, que só se tornou padrão no Office em 2007.

Com informações do The New York Times, do TechCrunch e da BBC

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Atalhos de teclado do Word podem aumentar a sua produtividade (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)
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YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa novo recurso de personalização da home (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube testa um novo recurso que permite personalização manual do conteúdo na página inicial.
  • Usuários podem inserir termos específicos para ajustar sugestões, respondendo a críticas ao algoritmo de recomendações.
  • A ferramenta está disponível para testes a um grupo limitado nos EUA, sem previsão de lançamento global.

O YouTube está desenvolvendo um recurso para permitir que usuários ajustem manualmente o conteúdo exibido na página inicial. Segundo o TechCrunch, a ferramenta — chamada “Your Custom Feed” — está em fase experimental e busca responder às críticas ao algoritmo de recomendações, acusado de priorizar vídeos repetitivos ou fora dos interesses reais dos usuários.

Quem participa dos testes verá o recurso como uma aba ao lado do tradicional botão “Home”. Ao acessá-la, o usuário pode inserir termos específicos, como “receitas” ou “jogos”, para direcionar as sugestões que vão aparecer na página de início.

Personalização como resposta às críticas

O algoritmo do YouTube é alvo de reclamações há tempos. Usuários sugerem que a plataforma interpreta as preferências de forma imprecisa após poucas interações com o conteúdo.

Um exemplo seria a exposição massiva a vídeos de um único tema, como filmes da Disney e relacionados, mesmo após interações mínimas. O novo recurso deve oferecer controle direto, substituindo parcialmente opções já existentes como “Não estou interessado” ou “Não recomendar este canal”.

A interface permite inserir múltiplos termos e ajustar prioridades, o que seria um passo para reduzir a dependência de IA na curadoria de conteúdo.

Por enquanto, a novidade está disponível para um grupo limitado de usuários. De acordo com o TechCrunch, o YouTube deve avaliar métricas como tempo de uso e satisfação antes de expandir o teste.

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Plataforma quer diminuir críticas sobre sugestões do algoritmo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube não é o único

Essa nova aposta em mais personalização não é exclusiva do YouTube. O X/Twitter tem explorado a integração com a IA Grok para filtrar posts, enquanto o Threads recentemente testou configurações avançadas para seu algoritmo.

A Meta também trabalha em uma abordagem parecida com o Instagram. No começo deste ano, a plataforma ganhou um novo recurso que cria um feed compartilhado de Reels em conversas do Direct, combinando interesses de amigos para sugerir vídeos.

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de encerrar estudo sobre saúde mental (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta interrompeu o estudo Project Mercury após resultados indicarem que deixar o Facebook reduzia ansiedade e depressão, segundo a Reuters.
  • Documentos judiciais revelam que a Meta encerrou o estudo por considerar os resultados contaminados por narrativas midiáticas.
  • A ação judicial alega que a Meta e outras empresas ocultaram riscos conhecidos para crianças e jovens.

Documentos recém-revelados em uma ação movida por distritos escolares dos EUA apontam que a Meta encerrou um estudo interno ao identificar indícios de que o uso do Facebook poderia afetar negativamente a saúde mental.

Segundo a Reuters, a iniciativa era conhecida como Project Mercury e estava em andamento desde o final de 2019. O objetivo seria medir, de forma experimental, como a ausência temporária da plataforma impactava o bem-estar de seus usuários.

Os registros indicam que o trabalho foi realizado em parceria com o instituto Nielsen, analisando grupos que desativavam suas contas por uma semana ou mais. Os primeiros resultados mostraram que pessoas que ficaram longe do Facebook relataram queda em sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social — conclusões que, de acordo com a ação, desagradaram a empresa.

Como resultado, a Meta teria decidido suspender o estudo, em vez de aprofundar a investigação, alegando que os resultados teriam sido contaminados pela “narrativa midiática existente” sobre a empresa.

O que dizem os documentos?

Os autos indicam que parte da equipe discordou da decisão de engavetar o estudo, defendendo a validade dos achados. De acordo com a Reuters, um pesquisador teria escrito: “O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social.”

Outro funcionário comparou o silêncio interno à postura de indústrias que ocultaram dados prejudiciais no passado, afirmando que seria semelhante a empresas de tabaco que “faziam pesquisas, sabiam que cigarros eram prejudiciais e, mesmo assim, guardavam essa informação para si”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Documentos revelam pesquisa suspensa pela Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar do levantamento sugerir uma relação entre uso das plataformas e efeitos negativos, a ação afirma que a empresa disse ao Congresso dos EUA ser incapaz de medir possíveis danos entre adolescentes.

A Meta contesta esse ponto: em comunicado, o porta-voz Andy Stone afirmou que a pesquisa foi interrompida por falhas metodológicas e reforçou que a companhia tem investido continuamente em medidas de proteção. “O registro completo vai mostrar que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos as questões mais importantes e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes”, declarou.

Meta teria ocultado evidências?

A acusação faz parte de um processo mais amplo contra Meta, Google, TikTok e Snap, movido por distritos escolares, famílias e procuradores estaduais. Os autores sustentam que as empresas tinham conhecimento sobre riscos às crianças e jovens, mas deixaram de agir e, em alguns casos, teriam minimizado ou omitido informações.

O Google rebateu as alegações, afirmando que “esses processos judiciais demonstram uma incompreensão fundamental de como o YouTube funciona e as alegações simplesmente não são verdadeiras”. O processo segue em tramitação no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, com nova audiência prevista para 26 de janeiro.

Com informações da CNBC

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

Imagem mostra uma moeda com o desenho de Steve Jobs sentado. O fundo da imagem é azul
Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)
Resumo
  • O governo dos EUA lançará em 2026 uma moeda comemorativa de US$ 1 em homenagem a Steve Jobs.
  • A moeda traz um jovem Jobs na Califórnia e a frase “Make something wonderful” no verso.
  • A indicação foi feita pelo governador do estado, Gavin Newsom, em reconhecimento à contribuição de Jobs para a inovação.

O governo dos Estados Unidos vai homenagear Steve Jobs com uma moeda comemorativa de US$ 1. O tributo ao cofundador da Apple, que faleceu em 2011, faz parte de um projeto nacional que celebra personalidades e invenções que marcaram a história da inovação norte-americana.

A moeda poderá ser adquirida avulsa por US$ 13,25 (cerca de R$ 72) no site da Casa da Moeda dos EUA (U.S. Mint). O item colecionável traz um design simbólico que representa a juventude e o legado visionário de Jobs. O lançamento oficial está previsto para ocorrer ao longo de 2026.

Como será a moeda em homenagem a Steve Jobs?

A moeda retrata um jovem Steve Jobs sentado de pernas cruzadas diante de uma paisagem típica da Califórnia, com colinas ao fundo. Fiel à imagem clássica do empresário, o design o mostra vestindo seu tradicional suéter de gola alta.

Além disso, o verso traz a frase “Make something wonderful” (“Crie algo maravilhoso”), uma citação de 2007 que se tornou um resumo de sua filosofia e visão de mundo.

Por que Steve Jobs foi escolhido?

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
Steve Jobs e seu tradicional suéter de gola alta (foto: Ben Stanfield/Flickr)

A homenagem integra o programa “American Innovation $1 Coin”, iniciado em 2018. A iniciativa tem como objetivo celebrar pessoas, invenções e eventos marcantes de cada estado norte-americano. Cada moeda é dedicada a um ícone ou avanço que ajudou a moldar os Estados Unidos.

A indicação de Steve Jobs foi feita pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, em fevereiro deste ano. Segundo o político, o cofundador da Apple “representa o tipo único de inovação que impulsiona a Califórnia”.

A inclusão de Jobs na série coloca o nome do empresário ao lado de outras homenagens de peso — como o supercomputador Cray-1, escolhido por Wisconsin como símbolo de inovação da década de 1970.

Com informações do The Verge

EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
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