Visualização de leitura

Funcionários da Amazon fazem “tokenmaxxing” para driblar meta de uso de IA

Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Uso de IA nas empresas pode dar prejuízo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Funcionários da Amazon estão fazendo “tokenmaxxing” para atingir metas de uso de IA.
  • A Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw para automatizar tarefas com IA e estabeleceu metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos desenvolvedores.
  • A empresa teria afirmad que as estatísticas não seriam usadas em avaliações, mas os trabalhadores continuam sob pressão para usar as ferramentas.

Funcionários da Amazon estão automatizando tarefas não essenciais de seu trabalho para elevar os indicadores de uso de inteligência artificial e cumprir as metas semanais de adoção da tecnologia. A técnica de gastar tokens de IA desnecessariamente ganhou até apelido: “tokenmaxxing”.

As informações são do Financial Times, que falou com três pessoas familiarizadas com o assunto. De acordo com a publicação, a Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw, que permite criar agentes de IA e conectá-los aos softwares da companhia. Assim, eles poderiam executar tarefas de maneira automática.

Não foi só isso: a companhia também colocou metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos seus desenvolvedores, acompanhando o uso de tokens de cada um deles.

“Tokenmaxxing” para impressionar o chefe

Ilustração com várias caixas
Amazon teria implementado metas de uso de IA para 80% dos desenvolvedores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a reportagem, a Amazon divulgava as estatísticas de uso de IA pelos times para todos os funcionários, mas passou a limitar as informações apenas para os próprios funcionários e para os chefes.

Os líderes estariam sendo desencorajados a usar o uso de tokens como métrica de desempenho. A empresa também teria dito aos empregados que as estatísticas não seriam usadas em avaliações. Os trabalhadores, porém, não parecem ter confiado muito.

“Quando eles monitoram o uso, criam incentivos distorcidos, e algumas pessoas são muito competitivas”, disse um dos funcionários ouvidos pelo Financial Times em condição de anonimato.

“Há muita pressão para usar essas ferramentas. Algumas pessoas estão usando o MeshClaw apenas para maximizar a contagem de tokens”, afirmou outro trabalhador.

Procurada pelo Financial Times, a Amazon afirmou que a ferramenta permite automatizar tarefas diárias repetitivas e é um exemplo de empoderamento de equipes através da adoção de IA.

Adoção de IA vira dor de cabeça

Como nota a publicação, empresas do Vale do Silício estão cobrando que seus empregados usem IA como forma de justificar os investimentos em infraestrutura e mostrar métricas de adoção das ferramentas.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que ficaria alarmado se um engenheiro que ganha US$ 500 mil por ano não estivesse gastando US$ 250 mil por ano em tokens. Ele não é a pessoa mais isenta para falar disso, já que, quanto maior a demanda por IA, mais a Nvidia vende GPUs.

Isso, porém, pode representar custos altos sem retorno — e algumas companhias já perceberam que só cobrar o uso de IA não resolve. A Zapier, por exemplo, monitora o gasto de tokens para encontrar padrões e discrepâncias: quem usa muito pode estar recorrendo à IA de forma ineficiente ou ter descoberto novas formas de fazer seu trabalho.

Com informações do Financial Times e do Tom’s Hardware

Funcionários da Amazon fazem “tokenmaxxing” para driblar meta de uso de IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

Ilustração mostra seguranças defendendo computador contra vírus de computador e bombas que simulam ataques DDoS; esquema representa o conceito de cibersegurança
Sua senha provavelmente não é tão segura assim (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Kaspersky analisou 231 milhões de senhas vazadas na internet e descobriu que 48% delas podem ser decodificadas em menos de 1 minuto.
  • Cerca de 60% levam menos de 1 hora para serem descobertas.
  • Segundo a análise da empresa de cibersegurança, a capacidade de processamento das GPUs atuais facilita a descoberta por hackers.

Uma pesquisa feita pela Kaspersky descobriu que 48% das senhas já vazadas na internet podem ser descobertas por hackers em menos de um minuto. Além disso, a empresa de cibersegurança revelou outro dado que chama atenção: considerando um tempo maior para descobrir o código, de até uma hora, 60% das senhas usadas no mundo podem ser acessadas.

Segundo a análise, essa facilidade estaria relacionada à capacidade de processamento das placas de vídeo atuais, utilizadas por hackers para acelerar a quebra e decodificação de senhas.

Os resultados acendem um alerta importante de cibersegurança e reforçam a máxima: não dá mais para confiar apenas nas palavras-chave como recurso máximo de proteção para seus dados.

Para chegar nesses números, a Kaspersky analisou 231 milhões de códigos entre 2023 e 2026, e apenas 23% delas se mostraram seguras o suficiente, ou seja, dariam aos hackers um ano inteiro de trabalho para serem descobertas.

Placas de vídeo mais potentes aceleram quebra de senhas

O estudo atribui esse aumento na vulnerabilidade ao avanço das placas de vídeo usadas nos testes. Na edição anterior, publicada em 2024, a análise utilizava a GeForce RTX 4090, da Nvidia. Agora, os pesquisadores adotaram a RTX 5090, cuja capacidade de quebrar o algoritmo MD5 cresceu 34%, atingindo 220 bilhões de hashes por segundo.

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)
Placas atuais com alto poder de processamento facilitam o trabalho dos hackers (imagem: divulgação)

Vale explicar que hash, no caso, é uma função matemática que transforma a sequência de carácteres formada pela sua senha em um novo padrão codificado. E, conforme explica um artigo da Avast, MD5 é o algoritmo que gera esses hashes no processo de criptografia. Ou seja: o processo reverso de leitura e compreensão dessas funções para chegar à sequência original ficou bem mais rápida com a placa mais recente.

Pode parecer algo simples de “resolver”: nem todo hacker teria acesso a uma GPU top de linha como essa, que sai a, pelo menos, R$ 21.999 no e-commerce nacional. Ainda assim, a Kaspersky reforça a facilidade com que se pode ter acesso a esse poder de processamento por meio de serviços na nuvem, com aluguel bem mais barato por um tempo curto de uso.

Na prática, isso reduz a barreira para ataques automatizados. Se menos de um minuto já seria suficiente para quebrar quase metade das senhas analisadas — e uma hora bastaria para atingir 60% delas —, não seria necessário investir diretamente em uma placa topo de linha para quebrar as senhas.

Outro ponto levantado foi o esforço feito durante um ataque: ao conseguir decodificar uma senha, alguns padrões utilizados pelo algoritmo MD5 podem se repetir em muitas outras, facilitando a vida do hacker que faz essas tentativas com um grande número de contas como alvo e até justificando o uso de um processamento tão poderoso de uma vez só.

Como proteger a minha senha?

Além do alerta em si, a Kaspersky explica quais fatores contribuem para a vulnerabilidade das senhas. Sequências criadas por humanos, por exemplo, são mais previsíveis e até mesmo aquelas feitas por meio de uma inteligência artificial generativa podem ser descobertas mais facilmente, já que é possível identificar traços humanos no processo criativo.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Senhas fortes (e grandes) dão mais trabalho para hackers, mas não são o suficiente (imagem: DC Studio/Freepik)

O fator mais determinante para dificultar a quebra na hora de decodificar foi o tamanho das senhas. Segundo a Kaspersky, 24 horas são suficientes para decifrar praticamente todas as sequências de oito caracteres, por exemplo.

Para reforçar a segurança das senhas, o estudo sugere:

  1. usar um gerenciador que crie sequências aleatórias;
  2. não anotar senhas em arquivos de texto;
  3. evitar o salvamento automático em navegadores;
  4. fazer atualizações periódicas automaticamente.

Esse último fator é, inclusive, determinante para uma segurança maior, chamado na pesquisa de “higiene digital”.

A principal dica, no entanto, é ativar recursos de autenticação em dois fatores, de preferência utilizando um aplicativo de autenticação como Google Authenticator, Authy e Yandex ID.

Apesar da possibilidade de fazer isso por códigos enviados via e-mail ou SMS, por exemplo, a dica é recorrer a esses apps, que geram sequências aleatórias e podem ficar disponíveis em todos os seus dispositivos.

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

Entenda o que significa o conceito de cibersegurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)
  •  

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Bryan Catanzaro é vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia (imagem: reprodução)
Resumo
  • O custo de manter sistemas de IA está mais caro do que pagar salários de funcionários, segundo um executivo da Nvidia.
  • Estudos anteriores já indicavam que a IA só é financeiramente viável em 23% dos cargos; no restante, manter um profissional humano ainda é mais barato.
  • Consultorias já projetam que os gastos de capital com infraestrutura de IA alcançarão US$ 740 bilhões em 2026, salto 69% maior que em 2025.

O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência. De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários.

Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”.

A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado.

IA não compensa financeiramente?

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia é uma das empresas que mais lucra com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real. Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato.

Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025.

Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

O que precisa mudar?

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões.

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware.

Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
  •  

Nintendo Switch Lite sai com 33% de desconto no Mercado Livre

R$ 1.899,0033% OFF

Prós
  • Roda jogos no modo portátil
  • Tela com recurso touchscreen
  • Design leve de 277 g
Contras
  • Sem controles desacopláveis
  • Não tem suporte para jogar na TV
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Nintendo Switch Lite está 33% mais barato no Mercado Livre em relação ao seu preço de lançamento de R$ 1.899. Você encontra o console portátil agora em oferta por R$ 1.268 no pagamento por Pix. A versão abre mão da proposta híbrida para ser um pouco mais acessível.

Nintendo Switch Lite conta com tela LCD e bateria para até 7 horas

Nintendo Switch Lite
Nintendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

O videogame portátil apresenta uma tela touchscreen LCD de 5,5 polegadas, responsável por exibir imagens em resolução HD e densidade de pixels de 267 ppi. O Switch Lite fica marcado por não possuir controles Joy-Con, o que significa entregar experiência exclusivamente portátil, sem suporte ao sistema de mesa ou na TV.

O hardware interno conta com o processador Tegra X1 customizado pela Nvidia e 32 GB de armazenamento expansível até 2 TB por meio de cartão microSD. A bateria de 3.570 mAh entrega autonomia entre três e sete horas, o período depende do jogo a ser executado.

O console tem acesso à boa parte da biblioteca de jogos do Switch, incluindo algumas franquias exclusivas e famosas como MarioThe Legend of ZeldaDonkey Kong e Pokémon. Já em termos de conectividade, suporta conexões de Wi-Fi 5 e Bluetooth 4.1.

O Nintendo Switch Lite está em oferta por R$ 1.268 no Pix no Mercado Livre, o que representa um desconto de 33% em relação ao preço original.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Nintendo Switch Lite sai com 33% de desconto no Mercado Livre

Nintendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)
  •  

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

Jensen Huang é CEO da Nvidia (imagem: divulgação)
Resumo
  • CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu o DLSS 5, afirmando que a tecnologia de IA mantém o controle artístico com os desenvolvedores.
  • O DLSS 5 utiliza IA generativa para criar visuais fotorrealistas em tempo real nos jogos, capturando vetores de cor e movimento e inserindo iluminação.
  • A tecnologia será implementada via Nvidia Streamline, com suporte de desenvolvedoras como Bethesda e Ubisoft.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que os jogadores estão “completamente errados” em relação ao recém-anunciado DLSS 5. A declaração do executivo ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas com a imprensa na conferência GTC 2026.

Huang defendeu a nova tecnologia gráfica da empresa contra queixas de parte da comunidade gamer, que afirma que o uso de inteligência artificial generativa pode padronizar e eliminar a identidade visual dos videogames.

“Estão completamente errados”

Ao Tom’s Hardware, Jensen Huang minimizou o impacto das reações negativas de gamers e entusiastas ao anúncio. “Bem, em primeiro lugar, eles estão completamente errados”, afirmou o CEO.

Huang afirma que há um mal-entendido técnico sobre o funcionamento da tecnologia. Segundo o executivo, o DLSS 5 não opera como um filtro de imagem de smartphone que sobrepõe e ignora a direção de arte original.

“O motivo é que o DLSS 5 combina o controle da geometria, das texturas e de todos os aspectos do jogo com inteligência artificial generativa”, detalhou. “Não é pós-processamento em nível de quadro, é controle generativo em nível de geometria”.

O CEO reforçou que os criadores mantêm controle direto e total sobre o resultado final. Segundo ele, os desenvolvedores podem ajustar os parâmetros da IA para que ela obedeça a estilos variados, seja para criar gráficos no formato de desenho animado ou para simular texturas específicas, como vidro.

A implementação da tecnologia pelas produtoras ocorrerá por meio da plataforma Nvidia Streamline, que já é padronizada na indústria. Gigantes do setor como Bethesda, Capcom e Ubisoft confirmaram suporte ao projeto.

A previsão de lançamento global do DLSS 5 é para a primavera brasileira (entre setembro e dezembro), com integração confirmada em jogos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e Resident Evil Requiem.

Durante o evento, Huang classificou a chegada do sistema como o “momento GPT para os gráficos”, sinalizando ambições ainda maiores para o uso da tecnologia em outros setores da indústria no futuro.

Como o DLSS 5 muda os gráficos dos jogos?

O Deep Learning Super Sampling (ou DLSS) é uma tecnologia proprietária da Nvidia conhecida por utilizar IA para aumentar a resolução e a taxa de quadros dos jogos, exigindo menos poder de processamento nativo da placa de vídeo. Desde a primeira versão, lançada em 2019, o mecanismo usa IA. Contudo, o DLSS 5 estabelece uma mudança nessa dinâmica.

Em vez de focar apenas na geração de quadros extras, a nova versão utiliza modelos de IA generativa combinados a dados de gráficos 3D originais para construir visuais fotorrealistas em tempo real.

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Segundo os detalhes divulgados pela Nvidia, o sistema funciona da seguinte forma:

  • Captura os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo;
  • Identifica elementos complexos da cena (como tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas);
  • Insere iluminação complexa e materiais avançados com base nessas informações.

Na prática, a IA calcula desde a dispersão da luminosidade sob a pele humana até o reflexo em roupas sob diferentes condições climáticas.

Apesar do salto tecnológico, a recepção pública inicial não foi favorável. Nas redes sociais, parte da comunidade passou a classificar os resultados da ferramenta de forma pejorativa como AI slop (uma espécie de “lixo gerado por IA”).

A principal queixa é de que o DLSS 5 impõe um padrão estético genérico da Nvidia, diluindo o estilo artístico concebido pelos estúdios. A polêmica ganhou força após imagens comparativas mostrarem os rostos modificados de personagens como Grace Ashcroft e Leon Kennedy, do recém-lançado Resident Evil Requiem.

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

(imagem: reprodução/Nvidia)
  •  

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

Imagem comparativa mostrando Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem. No lado esquerdo, com o DLSS 5 desligado, e no lado direito, ligado.
DLSS usa IA para levar fotorrealismo em tempo real aos jogos (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O DLSS 5 da Nvidia utiliza IA generativa para adaptar materiais e iluminação em jogos em tempo real.
  • A companhia promete gráficos fotorrealistas comparáveis a efeitos especiais de Hollywood, sem comprometer o desempenho dos jogos.
  • Desenvolvedoras como Bethesda, Capcom e Ubisoft apoiam o DLSS 5, que será integrado em jogos como Starfield e Resident Evil: Requiem.

A Nvidia anunciou nessa segunda-feira (16/03), durante a conferência GTC, o DLSS 5, sua nova geração de tecnologia gráfica impulsionada por IA. O lançamento global é previsto para o outono do hemisfério norte — entre setembro e dezembro.

Para quem está acostumado com a tecnologia como um sinônimo de geração de quadros extras, foco do DLSS 3, há uma grande mudança. Agora, a ferramenta usa modelos de IA generativa, combinados a dados de gráficos 3D, para trabalhar na fidelidade visual e na física dos materiais, resultando em visuais fotorrealistas em tempo real.

A Nvidia descreve a novidade como o avanço mais significativo da empresa desde a estreia do ray tracing, em 2018. Em comunicado, compara a qualidade visual pretendida à dos efeitos especiais de Hollywood.

Como a tecnologia atua nos jogos?

O DLSS 5 vai capturar os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo. A partir dessas informações, o modelo de IA insere iluminação e materiais fotorrealistas que permanecem ancorados ao conteúdo 3D original e consistentes quadro a quadro.

De acordo com a Nvidia, a tecnologia aprimora os gráficos através de:

  • Processamento semântico: o sistema foi treinado para analisar um único quadro e identificar elementos complexos da cena, como personagens, tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas.
  • Física de luz e materiais: a IA calcula detalhes específicos, como a dispersão da luz sob a pele humana, o brilho de tecidos finos, a interação luminosa nos cabelos e as condições de iluminação do ambiente (luz frontal, contraluz ou céu nublado).
  • Execução de alto desempenho: todo o processamento neural ocorre em tempo real, com suporte a resoluções de até 4K para garantir a fluidez exigida pelos videogames.

Imoral a NVIDIA ter visto essas imagens do DLSS 5 e aprovado

Estão matando a arte na indústria dos Videogames para "aprimorarem" com I.A. pic.twitter.com/BAE1k2WtfE

— Sucumba Games (@SucumbaGames) March 16, 2026

A recepção, no entanto, não foi totalmente positiva. Ao redor do mundo, em posts no X e no Reddit, usuários apresentam preocupações sobre a integração do DLSS 5 com o estilo artístico das obras, por exemplo — há quem chame de AI slop.

Nesse sentido, a empresa reforça que os estúdios poderão controlar intensidade, gradação de cores e mascaramento para “manter a estética única de cada jogo”.

Para os desenvolvedores, a integração ocorrerá pela estrutura Nvidia Streamline, já usada nas tecnologias atuais da empresa. As desenvolvedoras Bethesda, Capcom e Ubisoft já apoiam o projeto, e a ferramenta deve chegar a títulos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e o recém-lançado Resident Evil Requiem.

Ambições além dos games

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Durante o evento, o CEO Jensen Huang classificou o lançamento como o “momento GPT para os gráficos”. Para o portal especializado TechCrunch, entretanto, a lógica de combinar dados estruturados com IA generativa deve ser replicada em outros setores.

O portal destaca a citação de plataformas como Snowflake, Databricks e BigQuery pelo executivo, exemplos de repositórios de dados corporativos que as IAs também analisarão para gerar soluções de negócio.

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

💾

Nova versão do DLSS usa modelos de inteligência artificial para adaptar materiais e iluminação dos jogos em tempo real. Parte da comunidade critica e chama de AI slop.

(imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: reprodução/Nvidia)
  •  

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia estaria investindo em plataforma de agentes de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nvidia pode lançar uma plataforma de criação e gerenciamento de agentes de IA de código aberto.
  • Segundo a revista Wired, o projeto, chamado NemoClaw, pode ser anunciado já neste mês.
  • O NemoClaw permitiria executar tarefas autônomas com segurança e privacidade, funcionando mesmo fora do ecossistema da Nvidia.

A Nvidia quer uma plataforma para criação e gerenciamento de agentes de inteligência artificial para chamar de sua. O anúncio do sistema, chamado internamente de NemoClaw e desenvolvido em código aberto, pode ocorrer durante a conferência anual de desenvolvedores da fabricante, marcada para começar no dia 16 de março em San Jose, na Califórnia.

Segundo a revista Wired, a gigante dos chips já começou a apresentar o produto a empresas de software corporativo. A proposta é que a plataforma permita que companhias enviem agentes autônomos para executar tarefas do dia a dia, e que funcione mesmo fora de ecossistemas com hardware da própria Nvidia.

A empresa teria entrado em contato com possíveis parceiras para contribuições ao projeto, entre elas Salesforce, Cisco, Google, Adobe e CrowdStrike. Ainda não está claro se as empresas fecharam acordos.

Mais um “claw”

O investimento no NemoClaw ocorre durante uma alta nas notícias sobre agentes autônomos (os “claws”), que, diferente de chatbots comuns como o ChatGPT, Gemini e Claude, devem executar tarefas sem supervisão humana.

A tecnologia virou tendência especialmente após o hype em cima do assistente OpenClaw e do projeto Moltbook, uma “rede social de robôs” que viralizou nos últimos meses por permitir essa autonomia.

Vale lembrar que, mesmo com a divulgação de problemas graves de segurança, líderes dos projetos, como Peter Steinberger, criador do OpenClaw, e Matt Schlicht e Ben Parr, fundadores do Moltbook, já estão em outras big techs — OpenAI e Meta, respectivamente.

Essa última, aliás, havia pedido para que os funcionários evitassem a tecnologia de Steinberger, após uma funcionária da divisão de segurança relatar que o agente saiu do controle.

Para contornar esse receio e atrair o mercado, a Nvidia planeja oferecer ferramentas robustas de segurança e privacidade integradas nativamente à nova plataforma, diz a Wired.

Mudança de estratégia

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Segundo a revista, o NemoClaw é mais um passo da Nvidia na adoção de modelos de IA de código aberto. Até então, a estratégia de software da fabricante centrava-se quase inteiramente no CUDA (Compute Unified Device Architecture), sistema proprietário desenvolvido para manter os desenvolvedores dentro do ecossistema das próprias GPUs da empresa.

Abraçar o modelo aberto seria uma manobra para garantir a relevância da empresa na infraestrutura de IA, mesmo que aumente a disputa pelo domínio do hardware.

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
  •  

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
  •  

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia quer ser o “cérebro” do seu próximo notebook (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo

A Nvidia estaria preparando uma nova e ambiciosa aposta para o mercado de PCs ainda no primeiro semestre. Segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal, a empresa pode lançar processadores para laptops de marcas como Dell e Lenovo, unindo CPU e GPU num único componente.

O movimento teria como objetivo consolidar a liderança da companhia na era da IA, oferecendo chips que priorizariam eficiência energética para competir diretamente com o hardware da Apple e Qualcomm.

Quais seriam os diferenciais dos novos chips Nvidia?

Os novos processadores seriam projetados sob o conceito de System-on-a-Chip (SoC), integrando o processador central (CPU) às unidades de processamento gráfico (GPUs) que tornaram a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. Esse padrão de integração já é comum em smartphones e MacBooks com chips da linha M, mas ainda não é a norma em PCs Windows.

Conforme o portal Digital Trends, essa arquitetura permitiria lançar notebooks ainda mais finos e leves, mantendo uma bateria de longa duração. Jensen Huang, CEO da Nvidia, teria descrito a tecnologia em eventos recentes como algo de “baixo consumo, mas muito poderoso”.

Ao introduzir chips para computadores pessoais, a Nvidia se posicionaria para enfrentar concorrentes como Qualcomm, Intel e AMD no crescente ecossistema de PCs com IA, os chamados AI PCs em inglês.

Parcerias com MediaTek e Intel

Para viabilizar essa empreitada, a Nvidia estaria buscando uma colaboração com a taiwanesa MediaTek, focada em chips baseados na arquitetura Arm. Essa parceria buscaria entregar um desempenho de IA local robusto, aproveitando a experiência da MediaTek em dispositivos móveis.

A segunda frente seria um trabalho conjunto com a Intel, que ainda detém cerca de 70% do mercado de PCs, para integrar gráficos Nvidia e tecnologias de aceleração de IA nos processadores de próxima geração da companhia, garantindo que a sua tecnologia esteja presente também em arquiteturas tradicionais x86.

Desafios de compatibilidade e preço

Apesar do otimismo, o projeto pode enfrentar barreiras técnicas. Analistas da consultoria Digitimes indicariam que a arquitetura Arm, usada na parceria com a MediaTek, precisaria superar problemas históricos de compatibilidade com jogos e softwares profissionais desenhados para o padrão x86 (Intel/AMD). Em 2024, problemas semelhantes teriam sido relatados por usuários de chips Qualcomm.

Além disso, para a tecnologia ganhar escala, a Nvidia precisaria viabilizar laptops na faixa de preço entre US$ 1.000 e US$ 1.500 (abaixo da faixa de R$ 8 mil em conversão direta). Caso contrário, a novidade poderia ficar restrita a um nicho premium.

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

  •  

Notebook Lenovo LOQ-e tem melhor oferta desde dezembro com 30% OFF no Magalu


Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O notebook gamer Lenovo LOQ-e com processador Intel Core i7, RAM de 16 GB e GPU da Nvidia está saindo por apenas R$ 4.945 no Pix com o cupom GANHEI200 no aplicativo do Magazine Luiza. A oferta representa um desconto de 30% em relação ao preço original do laptop (R$ 7.099,99) que pode ser uma boa aquisição para a volta às aulas 2026.

Notebook Lenovo LOQ-e tem configurações avançadas para jogos e estudo

Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)
Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)

A placa de vídeo é uma RTX 4050 da Nvidia com 6 GB de memória de dedicada, que garante alto desempenho gráfico em jogos e acelera a renderização em softwares de engenharia e edição de vídeo profissional. Para estudantes ou profissionais da área, GPU garante fluidez em modelos 3D, transformando o notebook em uma estação de trabalho eficiente.

Já o processador é Intel Core i7 acompanhado por 16 GB de RAM DDR5 que, em conjunto, otimizam o fluxo em multitarefa. Essa combinação permite manter dezenas de abas abertas e planilhas complexas sem lentidão. Desta forma, estudantes e profissionais ganham agilidade ao alternar entre videochamadas e softwares pesados.

Já o painel IPS LCD antirreflexo de 15,6 polegadas conta com resolução Full HD e taxa de atualização de 144 Hz, garantindo fluidez visual em animações e jogos, além de imagens nítidas. Ademais, a tela ainda traz brilho de 300 nits e promete 100% de fidelidade de cores sRGB.

Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)

Para reprodução de conteúdos, chamadas e apresentações, o notebook da série Lenovo LOQ-e ainda oferece dois alto-falantes de 2 W e uma câmera HD. E o teclado conta com retroiluminação na cor branca, útil para madrugadas de estudo, além de teclas numéricas na lateral, para tarefas que exigem cálculos constantes.

Por fim, em conectividade, o Lenovo LOQ-e em oferta (83MES00200) por R$ 4.945 no Pix com cupom GANHEI200 no app do Magazine Luiza suporta redes Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.1, e conta com duas portas USB-A, uma USB-C, uma Ethernet, um leitor de cartão SD, uma HDMI, uma para fone de ouvido e microfone e, claro, uma para carregamento.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Notebook Lenovo LOQ-e tem melhor oferta desde dezembro com 30% OFF no Magalu

  •  

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman nega problemas e diz que chips da Nvidia são os melhores do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está insatisfeita com o desempenho dos chips da Nvidia para inferência no ChatGPT, buscando alternativas com mais memória SRAM.
  • Rumores de tensão entre OpenAI e Nvidia surgiram, mas ambas as empresas negam desacordo; Sam Altman elogia os chips da Nvidia.
  • A OpenAI considera parcerias com startups como Cerebras e Groq para melhorar a velocidade de inferência, tendo fechado um acordo com a Cerebras.

A OpenAI não está contente com o desempenho dos modelos mais recentes de chips da Nvidia para inteligência artificial. O problema está especificamente no uso desse hardware para inferência — isto é, para executar as tarefas solicitadas pelos usuários.

A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters junto a oito fontes com conhecimento do assunto, que falaram em condição de anonimato.

A reportagem reforçam os rumores de tensão entre as duas empresas. Na última sexta-feira (30/01), o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre uma possível reavaliação nos investimentos de US$ 100 bilhões da Nvidia na OpenAI.

Oficialmente, as duas empresas negam qualquer desacordo. Em nota, a Nvidia afirmou que os consumidores escolhem seus chips porque eles entregam o melhor desempenho e o melhor custo-benefício.

Do lado da OpenAI, Sam Altman, CEO da empresa, usou sua conta no X para dizer que a Nvidia faz os melhores chips de IA do mundo e que espera que a OpenAI continue sendo uma compradora gigante por muito tempo.

Por que a OpenAI não está gostando dos chips da Nvidia?

Homem segura um chip em cada mão
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta modelos B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo a Reuters, sete das oito pessoas consultadas disseram que a OpenAI não está satisfeita com o tempo que os chips da Nvidia levam para dar respostas aos usuários do ChatGPT em questões específicas, como desenvolvimento de software e comunicação com outras inteligências artificiais.

Para resolver o problema, ela precisa de um novo hardware, que seria responsável por 10% das necessidades computacionais de inferência da OpenAI.

A questão seria limitada à inferência — processo em que os modelos de IA atendem às solicitações dos usuários. Na parte de treinamento, quando os modelos processam quantidades enormes de dados para identificar padrões e conexões neles, a Nvidia continua sendo dominante.

O que a OpenAI pretende fazer a respeito?

De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT avalia trabalhar com startups do setor de chips, como Cerebras e Groq (sem relação com o chatbot de IA do X, o Grok), podendo inclusive adquirir uma companhia desse tipo.

A Reuters apurou que o interesse da companhia liderada por Sam Altman é encontrar chips com grandes quantidades de SRAM na mesma peça de silício que as próprias placas, visando oferecer velocidades maiores de inferência. As GPUs da Nvidia e da AMD usam memórias externas.

A OpenAI fechou um acordo com a Cerebras para adicionar 750 MW de potência computacional a seus data centers. Já as conversas com a Groq foram interrompidas depois de a própria Nvidia anunciar um acordo de licenciamento com a companhia.

Com informações da Reuters

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jensen Huang, CEO da Nvidia (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados

Uma placa de vídeo com detalhes em tons de verde vibrante e preto flutua diagonalmente no centro da imagem. Abaixo dela, em destaque, o logo da "NVIDIA" em verde e branco. O fundo é cinza escuro, com elementos desfocados que remetem a outras placas de vídeo. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Empresa de chips recorreu a arquivos piratas do Anna’s Archive (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Nvidia é acusada de usar 500 TB de livros pirateados do site Anna’s Archive para treinar IA, ignorando alertas sobre ilegalidade.
  • Emails internos indicam que a gerência da Nvidia autorizou o download de obras protegidas, visando competir com o ChatGPT.
  • Um grupo de escritores processa a Nvidia por uso não autorizado de suas obras, enquanto a empresa alega “uso justo” no treinamento de IA.

A Nvidia teria autorizado o download massivo de livros pirateados do site Anna’s Archive para treinar modelos de inteligência artificial, de acordo com acusação de um grupo de escritores dos Estados Unidos. As novas evidências foram anexadas na última sexta-feira (16/01) a um processo que tramita no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia.

Segundo a acusação, a gigante dos chips teria contatado diretamente os administradores da plataforma e deu prosseguimento à coleta de dados em menos de uma semana, ignorando um alerta do próprio site sobre a natureza irregular do acervo.

A denúncia, analisada pelo portal Torrent Freak, aponta que a decisão de usar material protegido foi uma estratégia deliberada impulsionada pela “pressão competitiva” para rivalizar com o ChatGPT, da OpenAI, e lançar modelos proprietários (como o NeMo e Megatron) no mercado.

captura de tela de um trecho do processo contra a Nvidia que diz que a empresa estaria visando os arquivos pirateados por pressão competitiva
Trecho do processo indica que a competição em IA levou a Nvidia à pirataria (imagem: reprodução/Torrent Freak)

Empresa foi avisada sobre pirataria

A acusação baseia-se em trocas de emails de 2023, obtidas durante a fase de coleta de evidências do processo. Os documentos mostram que um membro da equipe de estratégia de dados da Nvidia entrou em contato com o Anna’s Archive para negociar “acesso de alta velocidade” ao banco de dados, visando alimentar o que a empresa chamava internamente de “NextLargeLLM”.

De acordo com o processo, os operadores do Anna’s Archive alertaram que a coleção era adquirida ilegalmente e questionaram se a Nvidia tinha permissão interna para assumir o risco.

O site teria oferecido acesso a cerca de 500 terabytes de dados, incluindo milhões de livros que, legalmente, estariam disponíveis apenas em sistemas de empréstimo digital restritos. Ainda assim, o documento afirma que a Nvidia “deu sinal verde” para prosseguir com a pirataria.

captura de tela de trecho do processo contra a Nvidia
Anna’s Archive avisou empresa sobre natureza dos dados (imagem: reprodução/Torrent Freak)

Quem está processando?

A ação coletiva é movida por um grupo de escritores que representam uma classe de autores cujas obras teriam sido utilizadas sem consentimento ou pagamento. Eles buscam compensação.

A nova versão da queixa expande o escopo do processo original. Além do Anna’s Archive, os autores alegam que a Nvidia utilizou outras fontes notórias de pirataria acadêmica e literária, como Bibliotik (através do dataset Books3), LibGen, Sci-Hub e Z-Library.

A defesa da Nvidia argumentou, em fases anteriores do processo, que a utilização de livros para treinamento de IA constitui “uso justo” (fair use), alegando que as obras são apenas correlações estatísticas para os modelos de IA.

Agora, os autores adicionaram acusações de infração direta e vicária de direitos autorais.

Em junho de 2025, a Anthropic venceu um processo também movido por um grupo de autores que acusava a empresa de usar obras protegidas no treinamento da IA Claude. A Justiça, à época, reconheceu o uso justo de livros comprados pela empresa, mas ordenou um outro processo para julgar as cópias pirateadas. A Anthropic optou por encerrar a disputa por meio de um acordo de US$ 1,5 bilhão (cerca R$ 8 bilhões) com autores e editoras.

Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados

Placa de vídeo Nvidia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/TorrentFreak)

(imagem: reprodução/Torrent Freak)
  •  

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
  • A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
  • O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
  •  

Jensen Huang critica “negatividade” em torno da IA

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante participação no podcast No Prior
Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou o discurso em torno da IA (imagem: reprodução/YouTube)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, criticou a “narrativa apocalíptica” sobre IA, afirmando que ela prejudica investimentos e políticas públicas.
  • Huang argumenta que a ênfase em cenários catastróficos causa danos ao debate público e ao desenvolvimento tecnológico.
  • Ele também criticou empresas que pedem mais regulação governamental, sugerindo que essas iniciativas nem sempre visam o interesse público.

A inteligência artificial generativa ocupa o centro de debates públicos atuais. Na maioria das vezes, com críticas, envoltas por desconfiança e pessimismo. Para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, esse tipo de narrativa não tem contribuído positivamente para a sociedade.

No podcast No Priors, Huang afirmou que uma de suas principais reflexões de 2025 foi justamente a disputa de narrativas em torno da IA. De um lado, estão aqueles que veem a tecnologia como um fator de progresso; do outro, os que acreditam que ela pode degradar ou até destruir estruturas sociais.

Segundo o CEO, reduzir o debate a extremos é um erro, mas a ênfase exagerada em cenários catastróficos teriam causado efeitos negativos concretos.

Narrativa de ficção científica

O executivo reconheceu que é simplista descartar completamente as preocupações levantadas por críticos da IA. Ainda assim, afirmou que algumas posições vêm causando danos ao debate público e ao próprio desenvolvimento tecnológico.

“Eu acho que causamos muitos danos com pessoas muito respeitadas que pintaram uma narrativa apocalíptica, de fim do mundo, de ficção científica”.

– Jensen Huang, CEO da Nvidia

Em seguida, reforçou:

“E eu entendo que muitos de nós crescemos gostando de ficção científica, mas isso não é útil. Não é útil para as pessoas. Não é útil para a indústria. Não é útil para a sociedade. Não é útil para os governos”.

Jensen Huang, CEO da Nvidia

Huang não citou nomes diretamente, mas já entrou em conflito público com executivos que defendem alertas mais severos sobre os impactos da IA.

Em 2024, por exemplo, discordou abertamente de declarações do CEO da Anthropic, Dario Amodei, que estimou que a IA poderia eliminar cerca de metade dos empregos administrativos de nível inicial em poucos anos.

Excesso de mensagens negativas?

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Huang vê prejuízos no discurso apocalíptico em torno da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Durante o podcast, Huang também criticou empresas que pedem mais regulação governamental para a IA, sugerindo que essas iniciativas nem sempre colocam o interesse público em primeiro lugar. Segundo ele, quando companhias recorrem ao Estado para limitar a tecnologia, há conflitos de motivação.

“As intenções deles são profundamente conflitantes e claramente não estão totalmente alinhadas com o melhor interesse da sociedade. Eles são CEOs e estão, obviamente, defendendo a si mesmos”, afirmou.

O chefe da Nvidia também argumentou que o excesso de mensagens negativas pode acabar criando as próprias consequências que os críticos temem.

“Quando 90% da mensagem gira em torno do fim do mundo e do pessimismo, estamos assustando as pessoas a ponto de afastá-las de investir em IA — investimentos que tornariam a tecnologia mais segura, mais funcional, mais produtiva e mais útil para a sociedade”.

– Jensen Huang, CEO da Nvidia

Jensen Huang critica “negatividade” em torno da IA

💾

CEO da Nvidia afirma que "narrativa apocalíptica" sobre inteligência artificial prejudica investimentos, políticas públicas e avanço tecnológico.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante participação no podcast No Prior (Imagem: Reprodução/YouTube)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Volta às aulas: Notebook Acer Nitro tem 31% OFF no Magalu

Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Acer Nitro V15 está saindo por apenas R$ 4.834 no Pix com o cupom 300NOTE no Magazine Luiza. A oferta representa um desconto de 31% em relação ao preço original do notebook (R$ 6.999). E a ficha técnica do modelo ANV15-41-R2GT traz como destaques a RAM de 16 GB, o processador Ryzen 7 e a GPU da Nvidia.

Acer Nitro V15 tem Ryzen 7 e Nvidia RTX 4050

Notebook Acer Nitro V15 (imagem: Divulgação/Acer)
Notebook Acer Nitro V15 (imagem: Divulgação/Acer)

O processador AMD Ryzen 7 7735HS de oito núcleos e dezesseis threads atinge até 4,75 GHz, sustentando multitarefa, edição de vídeo e até tarefas de programação. Já GPU RTX 4050 da Nvidia, com 6 GB de memória GDDR6, habilita ray tracing e DLSS, mantendo desempenho em jogos Full HD.

A memória RAM DDR5 de 16 GB opera a até 4.800 MHz em módulo único, suficiente para jogar e estudar no notebook. O armazenamento SSD NVMe PCIe 4.0 de 512 GB garante inicializações rápidas e carregamento ágil de arquivos. Enquanto dois slots M.2 ampliam a vida útil ao permitir expansão futura.

Ademais, a tela com tecnologia IPS LCD oferece até 300 nits de brilho e reprodução em resolução Full HD e, como principal destaque, conta com taxa de atualização de 165 Hz, garantindo fluidez. A construção conta com teclado ABNT retroiluminado, além de webcam HD para aulas online e apresentações.

Notebook Acer Nitro V15 tem tela de 15,6 polegadas
Notebook Acer Nitro V15 tem tela de 15,6 polegadas (imagem: reprodução/Acer)

A conectividade inclui Wi-Fi 6 com MU-MIMO 2×2, Bluetooth 5.1 e porta Ethernet gigabit. A presença de HDMI 2.1 e USB4 Tipo-C facilita uso com monitores externos e docks. A bateria de 57 Wh entrega até cinco horas em uso moderado segundo a fabricante. E o sistema operacional é o Linux 64 bits.

Lembrando que, com o cupom 300NOTE, o Acer Nitro V15 (ANV15-41-R2GT) sai por apenas R$ 4.834 no Pix no Magalu. Aproveite antes que voltem as aulas da escola ou faculdade.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Volta às aulas: Notebook Acer Nitro tem 31% OFF no Magalu

Notebook Acer Nitro V15 (imagem: Divulgação/Acer)
  •  

Nvidia exige pagamento adiantado em vendas para China, diz reportagem

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia precisou de autorização dos EUA para vender H200 na China (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • A Nvidia exige pagamento integral antecipado para vendas de chips H200 na China, sem permitir cancelamentos ou reembolsos.
  • A prática visa proteger a empresa contra incertezas na aprovação governamental chinesa para importação.
  • A China pode restringir o uso dos chips H200 em empresas estatais, instituições militares e projetos de infraestrutura.

A Nvidia estaria exigindo pagamento integral antecipado nas vendas dos chips H200 para empresas chinesas. A prática seria uma forma de se proteger contra incertezas no processo de aprovação, que depende do governo local.

As informações são da Reuters, que falou com duas pessoas a par do assunto em condição de anonimato. Consultada pela agência, a Nvidia não quis comentar o assunto.

De acordo com a reportagem, a fornecedora também não permite alterações no pedido nem oferece reembolso em caso de cancelamento. Em circunstâncias especiais, alguns clientes poderão usar seguros comerciais ou garantia de ativos como alternativa ao pagamento em dinheiro.

Segundo a Reuters, condições de pagamento como essas são incomuns e rigorosas. Anteriormente, a Nvidia exigia depósitos antecipados, mas o valor poderia ser parcial, em alguns casos.

Homem segura um chip em cada mão
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresentando chips B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Nvidia ficou no meio de tensões geopolíticas nos últimos anos. Em 2025, a companhia mais valiosa do mundo conseguiu autorização para vender chips H200 para a China, mas terá que pagar 25% de taxa aos Estados Unidos.

Mesmo assim, autoridades de Pequim querem restringir as importações para favorecer fabricantes locais. Essa também seria uma política de reciprocidade, devido às taxas impostas pelos EUA aos produtos chineses. Também existem temores envolvendo segurança nos dois países.

Por que a Nvidia cobra adiantado?

O problema todo envolve os chips de inteligência artificial H200. A reportagem da Reuters indica que a empresa tomou a decisão de exigir pagamento à vista para se proteger dos riscos de o governo chinês não autorizar as entregas.

Os clientes do país teriam encomendado mais de 2 milhões de chips para 2026, ao preço de US$ 27 mil cada (cerca de R$ 145 mil, em conversão direta). A Nvidia conta com 700 mil produtos em estoque e estaria acelerando a produção para dar conta da demanda.

Nesta quinta-feira (08/01), a Bloomberg publicou que o sinal verde das autoridades chinesas para a importação deve vir até março, com aprovações graduais para fins comerciais selecionados.

Mesmo assim, Pequim pode proibir o uso dos componentes em empresas estatais, instituições militares e projetos de infraestrutura. Outros produtos de empresas estrangeiras, como Apple e Micron, também estão banidos nesses setores.

O cenário, porém, é incerto. Na quarta-feira (07/01), o site The Information reportou que o governo chinês pediu que as empresas de tecnologia do país suspendessem as compras do H200, como forma de equilibrar a demanda com os componentes locais, como o chip Ascend 910C, da Huawei.

Com informações da Reuters, da Bloomberg e do TechCrunch

Nvidia exige pagamento adiantado em vendas para China, diz reportagem

Jensen Huang, CEO da Nvidia (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Produtos fabricados em Taiwan agora farão escala nos EUA (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Os chips H200 da Nvidia passarão por revisão de segurança nos EUA antes de serem exportados para a China.
  • O governo dos EUA visa garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips, aplicando uma camada extra de fiscalização.
  • Com a medida, o governo poderá contornar restrições legais e cobrar uma tarifa de importação de 25%.

Autoridades do governo dos Estados Unidos determinaram que os chips de inteligência artificial H200 da Nvidia deverão passar por uma inédita “revisão de segurança nacional” antes de serem exportados para a China.

A medida afeta diretamente a cadeia de suprimentos da empresa de chips, já que os componentes são fabricados principalmente em Taiwan, pela TSMC, e agora deverão ser enviados ao país norte-americano antes da comercialização.

De acordo com o Wall Street Journal, a estratégia foi adotada para conter riscos e equilibrar interesses comerciais sob a gestão Trump, funcionando como uma camada extra de fiscalização.

Por que os chips precisam passar pelos EUA?

A rota logística complexa — de Taiwan para os EUA e, em seguida, para a China — é descrita por especialistas como uma manobra incomum. Normalmente, os chips sairiam da fábrica em Taiwan diretamente para os clientes finais.

A passagem obrigatória pelo território americano contorna um obstáculo jurídico. A Constituição dos EUA proíbe o governo federal de impor impostos sobre exportações. Ao importar os chips de Taiwan primeiro, o governo pode taxar as vendas em 25% como uma tarifa de importação, tornando a cobrança legal.

Além da questão fiscal, fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a escala nos EUA permitirá uma avaliação física para garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips. No entanto, ainda não há detalhes claros sobre como essa revisão será realizada ou sua eficácia, na prática.

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Estratégia visa garantir fatia de 25% das vendas aos cofres americanos (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desacordo sobre segurança nacional

A decisão, naturalmente, gerou debate. A principal crítica é que a medida pode corroer a atual vantagem dos EUA sobre os avanços em IA.

Segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, o mercado chinês está se desenvolvendo muito rápido no setor e a presença de uma empresa norte-americana seria vital para conter esse crescimento. “Não devemos ceder todo o mercado a eles”, afirmou Huang.

A fabricante chinesa Huawei, vale lembrar, prepara a entrega em massa de um chip similar ao da empresa norte-americana.

Paralelamente ao anúncio, o Wall Street Journal lembra que o Departamento de Justiça dos EUA acusou dois empresários por tráfico de chips da Nvidia. O caso daria base para o temor de que a tecnologia pode cair nas mãos de rivais. A Nvidia negou o contrabando.

EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

GPU da Nvidia causa discórdia e até demissão; entenda o caso

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Sorteio de placa gráfica da Nvidia terminou em demissão (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um estagiário participou de um sorteio em evento da Nvidia e ganhou uma RTX 5060.
  • No entanto, ele foi pressionado por gestores a devolver a GPU.
  • A situação gerou um conflito interno e o estagiário pediu demissão após a pressão.

Um sorteio aparentemente inofensivo durante um evento da Nvidia se transformou em uma grande dor de cabeça para um estagiário de Xangai. O funcionário ganhou uma RTX 5060, mas foi pressionado pela própria empresa a entregar o prêmio. A situação escalou a ponto de o estagiário pedir demissão poucos dias depois.

A história começou quando o estagiário participou de uma viagem corporativa totalmente custeada pela empresa para acompanhar um roadshow da Nvidia em Suzhou, na China, no dia 14 de novembro.

Lá, ele resolveu entrar em um sorteio simples, baseado em coleta de carimbos no evento, e acabou levando para casa a GPU. A partir daí, a confusão começou.

O que aconteceu?

Segundo o portal chinês MyDrivers, um colega avisou ao estagiário que o setor financeiro teria descoberto o prêmio e que, como a viagem havia sido paga pela empresa, ele deveria devolver a RTX 5060.

Mais tarde, o jovem confirmou que o setor financeiro não sabia de nada, levantando a suspeita de que o alerta teria sido motivado por inveja.

O estagiário, então, foi chamado para diversas conversas com gestores, que defenderam que a placa deveria ser considerada propriedade da empresa porque a participação no evento ocorreu durante uma viagem corporativa.

Várias placas de vídeo GeForce RTX 5060 sobre uma superfície
Estagiário perdeu o emprego, mas ficou com a RTX 5060 (imagem: reprodução/Nvidia)

Mesmo pressionado, o jovem se recusou a entregar a GPU. As RTX 5060 foram anunciadas em abril deste ano e, na China, estão avaliadas em cerca de 3 mil yuans (aproximadamente R$ 2.260).

Após a recusa, o departamento de Recursos Humanos da Nvidia então teria sugerido que seria melhor o estagiário “procurar outras empresas”. No dia 19 de novembro, ele formalizou a saída.

Segundo advogados que analisaram o caso, a questão jurídica depende do motivo pelo qual o prêmio foi concedido — se por sorte ou pelo cumprimento de atividades profissionais. Eles explicam que, caso não exista uma norma interna impedindo funcionários ou estagiários de participarem de promoções durante viagens corporativas, a empresa não teria base legal para exigir o item.

A pesquisa mais recente do Steam, divulgada no início de novembro, mostra que a RTX 5060 registrou o terceiro maior avanço de GPUs em participação entre os usuários.

GPU da Nvidia causa discórdia e até demissão; entenda o caso

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Placas de vídeo GeForce RTX 5060 (imagem: reprodução/Nvidia)
  •  

Meta pode adotar chips do Google e pressionar a Nvidia

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta segue como uma das maiores investidoras de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta estuda adotar TPUs do Google em seus data centers a partir de 2027, reduzindo a dependência da Nvidia, segundo o The Information.
  • As ações da Nvidia caíram 4% após a notícia, enquanto a Alphabet registrou alta.
  • Se o acordo avançar, a gigante das redes sociais pode se tornar uma das principais clientes externas das TPUs do Google.

A Meta estuda adotar chips desenvolvidos pelo Google em seus data centers de inteligência artificial, reduzindo sua dependência da Nvidia, segundo o The Information. A possibilidade de mudança fez as ações da empresa de chips recuarem 4% hoje (25/11).

De acordo com o site, as negociações entre Meta e Google incluem dois movimentos distintos: a adoção dos chips Tensor Processing Units (TPUs) diretamente nos data centers da Meta a partir de 2027 e o aluguel dessas unidades por meio do Google Cloud já no próximo ano. Caso o acordo avance, a Meta se tornaria uma das principais clientes externas das TPUs.

Queda nas ações da Nvidia

A sinalização gerou impacto no mercado financeiro. As ações da Nvidia caíram 4% somente hoje, mas chegaram a registrar queda de mais de 7% ontem (24/11). A Alphabet registrou alta depois dos novos avanços se tornarem públicos.

Desde 2018, quando lançou a primeira geração das TPUs, o Google tem reforçado sua estratégia de oferecer chips próprios para cargas de trabalho de IA. Ao longo dos anos, a empresa apresentou versões mais eficientes e dedicadas a processamento de modelos avançados, destacando-se justamente por serem unidades altamente customizadas.

Segundo a CNBC, essa personalização é um diferencial que pode atrair clientes interessados em diminuir sua dependência da Nvidia e ampliar a oferta de hardware disponível.

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Chips da Nvidia ainda são amplamente utilizados em IA (imagem: divulgação/Nvidia)

Disputa pela infraestrutura de IA

A Meta segue como uma das maiores investidoras globais em infraestrutura de IA, com projeção de gastos entre US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões neste ano. Por isso, qualquer movimento de diversificação tem peso significativo no setor.

A adoção das TPUs seria uma vitória simbólica e comercial para o Google, que disputa um espaço dominado pela Nvidia há quase duas décadas, especialmente graças ao ecossistema CUDA — base de mais de 4 milhões de desenvolvedores.

A Nvidia continua na liderança absoluta do segmento, com GPUs amplamente utilizadas para treinar e operar modelos de IA em larga escala. Outras fabricantes, como a AMD, perderam terreno com a entrada mais agressiva do Google nesse mercado.

Meta pode adotar chips do Google e pressionar a Nvidia

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Acer apresenta linha de notebooks para 2026; veja preços e modelos

Notebook Acer Nitro, com teclado retroiluminado laranja
Nitro V 16 promete alto desempenho (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Acer anunciou novos notebooks das linhas Aspire, Swift, Nitro e Predator, com preços de R$ 5.000 a R$ 25.000, disponíveis na Acer Store em datas variadas até 2026.
  • Modelos Aspire e Swift incluem CPUs Intel Core Ultra e GPUs Intel, enquanto modelos Nitro e Predator utilizam GPUs NVIDIA GeForce RTX.
  • Os notebooks apresentam características como telas OLED e Mini LED, sistemas de refrigeração avançados, teclados retroiluminados RGB, e armazenamento SSD de até 1 TB.

A Acer anunciou nesta terça-feira (18/11) a chegada de novos notebooks das linhas Aspire, Swift, Nitro e Predator, com preços que vão de R$ 5.000 a R$ 25.000.

Os computadores contam com CPUs da Intel e, em alguns modelos, GPUs da Nvidia. O início das vendas varia de produto a produto, com alguns já disponíveis nas lojas e outros com lançamento previsto para 2026.

Estes são os modelos apresentados pela Acer, com as especificações que a marca destacou.

Acer Aspire 16 AI

  • CPU Intel Core Ultra
  • GPU integrada Intel Graphics
  • Windows 11 Home
  • Até 16 GB de RAM
  • Até 1 TB de armazenamento
  • Autonomia de bateria de 8 horas
  • Dobradiça de 180 graus
  • Preço sugerido: R$ 5.000
  • Já disponível exclusivamente na Acer Store

Acer Aspire 14 AI

  • CPU Intel Core Ultra 7 (série 2)
  • GPU Intel Arc Graphics 140V
  • Tela WUXGA com sRGB100%
  • Copilot+ PC
  • Preço sugerido: R$ 14.000
  • Disponível na Acer Store a partir de novembro

Acer Swift 16

Notebook Acer Swift 16, na cor cinza escuro
Swift 16 aposta em leveza mesmo com tela grande (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  • CPU Intel Core Ultra 7 256V (8 núcleos)
  • GPU integrada Intel Arc Graphics 140V
  • Tela OLED touchscreen de 16 polegadas
  • Copilot+ PC
  • Até 512 GB de armazenamento SSD
  • Autonomia de bateria de até 10 horas
  • Design ultraleve e ultrafino em metal
  • Leitor biométrico integrado
  • Preço sugerido: R$ 12.000
  • Disponível na Acer Store a partir de 2026

Acer Nitro V16

  • CPU Intel Core 7 240H (10 núcleos)
  • GPU NVIDIA GeForce RTX 5050 com 8 GB de memória dedicada
  • Tela de 16 polegadas
  • Memória RAM DDR5
  • Até 1 TB de armazenamento SSD
  • Windows 11
  • Duas ventoinhas com modos variados de rotação
  • Áudio DTS X: Ultra
  • Teclado retroiluminado
  • Preço sugerido: R$ 12.000
  • Disponível na Acer Store a partir de dezembro

Predator Helios 18

Notebook Acer Predator Helios 18, com teclado retroiluminado RGB
Predator é a linha gamer da Acer (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  • CPU Intel Core Ultra 9 275HX (24 núcleos)
  • NPU Intel AI Boost
  • GPU NVIDIA GeForce RTX 5080 com 16 GB de memória dedicada
  • Tela Mini LED de 18 polegadas com 250 Hz
  • Duas ventoinhas AeroBlade de 6ª geração, metal líquido e cinco dissipadores vetoriais
  • Teclado retroiluminado RGB com switches mecânicos antitravamento
  • Áudio DTS X: Ultra
  • Até 1 TB de armazenamento SSD
  • Quatro slots para memória RAM
  • Portas USB-C Thunderbolt 5
  • Windows 11
  • Preço sugerido: R$ 25.000
  • Já disponível exclusivamente na Acer Store

Predator Helios Neo 16

  • CPU Intel Core Ultra 7 255HX (20 núcleos)
  • NPU Intel AI Boost integrada
  • GPU NVIDIA GeForce RTX 5070 com 8 GB de memória GDDR7
  • Tela WQXGA de 16 polegadas com 240 Hz, cobrindo 100% DCI-P3
  • Sistema de refrigeração com duas ventoinhas, metal líquido e cinco dissipadores vetoriais
  • Memória RAM DDR5
  • Até 512 GB de armazenamento SSD
  • Windows 11
  • Áudio DTS X: Ultra
  • Teclado retroiluminado RGB com 4 zonas
  • Leitor de cartão microSD
  • Preço sugerido: R$ 14.000
  • Disponível na Acer Store a partir de novembro

Predator Triton 14 AI

  • CPU Intel Core Ultra 9 288V (8 núcleos)
  • NPU Intel AI Boost
  • GPU NVIDIA GeForce RTX 5070
  • Tela OLED touchscreen de 14 polegadas com 120 Hz
  • Sistema de refrigeração avançado: duas ventoinhas AeroBlade 6ª geração, pasta térmica de grafeno e cinco dissipadores vetoriais
  • 8 GB de memória GDDR7
  • Memória RAM DDR5
  • Até 1 TB de armazenamento SSD
  • Teclado com iluminação RGB por tecla
  • Áudio DTS X: Ultra
  • Portas Thunderbolt 4
  • Windows 11
  • Preço sugerido: R$ 25.000
  • Disponível na Acer Store a partir de 2026

Acer TravelMate P6

Notebook preto com imagem verde na tela, sobre bancada de pedra
Modelo TravelMate é voltado ao mercado corporativo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  • CPU Intel Core Ultra
  • Tela WQXGA em corpo fino e leve
  • Conectividade Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.3
  • Windows 11 Pro
  • Copilot+ PC
  • Certificação MIL-STD-810H
  • Preço sugerido: R$ 10.000
  • Modelo exclusivo para clientes B2B, sob consulta

Acer apresenta linha de notebooks para 2026; veja preços e modelos

Nitro V 16 promete alto desempenho (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Swift 16 aposta em leveza mesmo com tela grande (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Predator é a linha gamer da Acer (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Modelo TravelMate é voltado ao mercado corporativo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  •  

Black November: Nintendo Switch Lite sai 41% mais barato no Mercado Livre


Prós
  • Roda jogos do Switch no modo portátil
  • Tela com recurso touchscreen
  • Design leve de 277 g
Contras
  • Não tem controles Joy-Con
  • Sem suporte para jogar na TV
PIX Cupom
R$ 200 OFF SWITCH LITE R$ 1.113,21  Mercado Livre
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Nintendo Switch Lite está com 41% de desconto e sai por R$ 1.113 no Pix em oferta de Black November do Mercado Livre. Para chegar ao preço, resgate o cupom disponível na vitrine denominado “R$ 200 OFF Switch Lite”. O console portátil chegou ao Brasil há alguns anos por R$ 1.899.

Switch Lite possui tela de 5,5″ e bateria para até 7 horas

Nintendo Switch Lite em ação (Imagem: Melissa Cruz Cossetti/Tecnoblog)
Nintendo Switch Lite possui tela touchscreen (Imagem: Melissa Cruz Cossetti/Tecnoblog)

O Nintendo Switch Lite conta com tela LCD e sensível ao toque de 5,5 polegadas, com resolução de 1.280 x 720 pixels e densidade de 267 ppi. Diferentemente do Nintendo Switch, não possui controles Joy-Con desacopláveis, mas roda jogos no modo portátil do irmão mais avançado.

O console portátil vem equipado pelo processador Tegra X1 da Nvidia e por 32 GB de armazenamento interno, expansível para até 2 TB por haver um slot para cartão microSDHC ou microSDXC. Em termos de contrução, possui acabamento em plástico com peso de aproximadamente 277 g.

A bateria de 3.570 mAh oferece uma autonomia que varia entre 3 a 7 horas, segundo a Nintendo. Por exemplo, o tempo estimado para jogar The Legend of Zelda: Breath of the Wild é de um período em torno de quatro horas. A recarga do dispositivo pode ser feita por carregador USB-C.

Mão segurando Nintendo Switch Lite com traseira para cima mostrando logotipo do Nintendo Switch ao centro
Nintendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

O Nintendo Switch Lite por R$ 1.113 no Pix com o cupom de R$ 200 OFF da página traz suporte a Wi-Fi, Bluetooth 4.1 e NFC. Também há entrada para fones de ouvido no padrão de 3,5 mm e alto-falante estéreo.

Black Friday 2025 em 10 dias

A Black Friday em 2025 acontece no dia 28 de novembro, exatamente daqui a 10 dias. Confira aqui no Achados, cupons e ofertas antecipadas com até 64% de desconto da Black November.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Black November: Nintendo Switch Lite sai 41% mais barato no Mercado Livre

Nintendo Switch Lite (Imagem: Melissa Cruz Cossetti/Tecnoblog)

Nitendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)
  •  

Transmissão falsa da Nvidia engana milhares de pessoas

Imagem mostra o CEO da Nvidia, Jensen Huang, de jaqueta de couro preta em uma transmissão
Transmissão falsa foi ao ar simultaneamente ao evento oficial (imagem: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Uma transmissão falsa no YouTube exibiu o CEO da Nvidia, Jensen Huang, promovendo criptomoedas.
  • O golpe usou deepfake para enganar espectadores, incentivando o envio de criptomoedas via QR code, enquanto o evento oficial da Nvidia acontecia.
  • A live chegou a atingir cerca de 100 mil espectadores simultâneos e depois foi removida pela plataforma.

Milhares de pessoas foram enganadas por uma transmissão falsa da Nvidia no YouTube. A live exibiu um deepfake do CEO Jensen Huang, que falava sobre investimentos em criptomoedas — tudo enquanto o verdadeiro evento da empresa, a GPU Technology Conference (GTC), acontecia ao vivo em Washington (EUA).

A fraude foi transmitida por um canal que se apresentava como Nvidia Live, e chegou a ter cerca de 100 mil espectadores simultâneos, superando a audiência da conferência oficial, que no mesmo horário registrava pouco mais de 20 mil pessoas, segundo o site PC Gamer.

Como a transmissão falsa foi feita?

O vídeo exibia o avatar de Huang, que afirmava adiar o motivo da conferência para “promover um evento de adoção em massa de criptomoedas que se conecta diretamente à missão da Nvidia de acelerar o progresso humano”.

O deepfake também incentivava o público a escanear um QR code na tela e enviar criptomoedas para participar da suposta iniciativa. Não há informações sobre a quantidade de possíveis vítimas desse golpe.

The stream is still up with nearly 100,000 viewers. What is YouTube doing? pic.twitter.com/4uReZrTkFD

— Semiconductor News by Dylan Martin (@DylanOnChips) October 28, 2025

O editor da revista CRN, Dylan Martin, relatou no X que, no auge da confusão, a falsa transmissão chegou a ter cinco vezes mais espectadores do que o canal oficial da Nvidia.

O golpe foi facilitado pela grande quantidade de vídeos públicos de Jensen Huang — o executivo apresentou quatro conferências GTC só neste ano —, o que torna mais fácil criar deepfakes realistas, como lembra o Engadget.

Fraude ocorre enquanto ações da Nvidia disparam

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Empresa de chips se tornou a mais valiosa do mundo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O episódio aconteceu no momento em que a Nvidia se torna a empresa mais valiosa do planeta, ultrapassando a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado após alta de mais de 4% nas ações. O crescimento está fortemente ligado ao avanço da inteligência artificial — ironicamente, a mesma tecnologia usada no golpe.

Embora a Nvidia desenvolva ferramentas de detecção de deepfakes em parceria com startups, especialistas acreditam que episódios como esse devem se tornar mais frequentes. Vale lembrar que a OpenAI lançou neste mês o Sora, aplicativo capaz de transformar textos ou imagens em vídeos realistas — e que já exigiu a criação de novos mecanismos de segurança.

Transmissão falsa da Nvidia engana milhares de pessoas

Nvidia transmissão falsa (imagem: reprodução/YouTube)

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Ações da Nokia disparam 25% após acordo com Nvidia

Foto externa, em um dia ensolarado, mostrando a fachada de um prédio comercial moderno de vários andares. Acima da entrada central de vidro, em letras grandes e azuis, está escrito o nome da empresa: "NOKIA".
Nokia firmou parceria tecnológica com a Nvidia (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Nokia receberá US$ 1 bilhão de investimentos da Nvidia, motivo pelo qual as ações da empresa finlandesa subiram 26%.
  • O investimento será feito por meio da emissão de 166 milhões de novas ações a US$ 6,01 cada.
  • A parceria visa desenvolver tecnologia 6G e soluções de IA, com a Nokia adaptando seu software 5G e 6G para chips da Nvidia.

A Nokia anunciou nesta terça-feira (28/10) que receberá da Nvidia um investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões, em conversão direta). As ações da fabricante finlandesa registram uma alta de 25%, mas chegaram a bater os 28% logo após a divulgação do acordo.

O investimento será feito via emissão de mais de 166 milhões de novas ações, que serão adquiridas pela Nvidia a US$ 6,01 cada. A Nokia pretende usar os recursos para acelerar projetos de inteligência artificial e conectividade.

Parceria mira conectividade 6G e IA

Segundo o comunicado, além do aporte financeiro, as empresas firmaram uma parceria para desenvolver uma nova tecnologia para o 6G. A Nokia adaptará seu software 5G e 6G para rodar nos chips da Nvidia, enquanto ambas vão colaborar em soluções de rede voltadas para inteligência artificial.

A empresa de chips também terá permissão para incorporar a tecnologia da Nokia em seus futuros planos de infraestrutura de IA. Atualmente, a companhia finlandesa, que já foi líder de mercado com seus celulares antigos, concentra-se em fornecer equipamentos 5G para operadoras de telecomunicações. 

Em julho, noticiamos aqui no Tecnoblog que a marca poderia voltar ao mercado de smartphones, e já estava em busca de novos parceiros para a produção “em larga escala”. O atual acordo de licenciamento com a HMD Global, responsável pelos aparelhos, termina em 2026.

No mesmo mês, vale lembrar, a Nvidia se tornou a primeira empresa de capital aberto a atingir US$ 4 trilhões de valor de mercado.

Ações da Nokia disparam 25% após acordo com Nvidia

Nokia irá participar de grupo japonês para desenvolvimento do 6G (Imagem: Nokia/Divulgação)
  •  

Qualcomm lança chips de IA para rivalizar com a Nvidia

Prédio da Qualcomm
Qualcomm aposta em nova geração de chips para data centers de IA (imagem: divulgação/Qualcomm)
Resumo
  • A Qualcomm lançou os chips AI200 e AI250 para inferência em data centers, visando competir com a Nvidia.
  • Os chips utilizam a tecnologia Hexagon NPU e podem operar até 72 unidades em um rack, simulando um supercomputador.
  • O AI200 será lançado em 2026 com 768 GB de memória LPDDR, enquanto o AI250 chegará em 2027 com arquitetura de memória aprimorada e refrigeração líquida.

A Qualcomm revelou nesta segunda-feira (27/10) dois novos chips voltados para inteligência artificial, em uma tentativa de conquistar espaço em um setor amplamente controlado pela Nvidia. Os modelos AI200 e AI250 são projetados para execução de modelos já treinados — um tipo de processamento conhecido como inferência — e não para o treinamento de redes neurais.

O lançamento representa uma guinada estratégica para a companhia, historicamente associada à fabricação de processadores móveis e componentes de telecomunicações. Agora, a Qualcomm quer consolidar sua presença também nos data centers e no mercado de infraestrutura de IA, ampliando a concorrência com gigantes como Nvidia e AMD.

O que os novos chips da Qualcomm oferecem?

Segundo a CNBC, os novos processadores são baseados na tecnologia Hexagon NPU, utilizada em dispositivos móveis e notebooks da marca, e agora adaptada para aplicações em larga escala. Além disso, até 72 chips podem operar em conjunto dentro de um mesmo rack, simulando o funcionamento de um supercomputador — estrutura semelhante à empregada pelas GPUs da Nvidia.

O AI200, previsto para chegar ao mercado em 2026, contará com 768 GB de memória LPDDR por placa e desempenho otimizado para inferência de modelos generativos e multimodais. Já o AI250, que deve estrear em 2027, trará uma nova arquitetura de memória com eficiência aprimorada e menor consumo de energia. Ele será capaz de entregar até dez vezes mais largura de banda efetiva de memória, além de oferecer refrigeração líquida direta, suporte a PCIe e Ethernet para escalabilidade, e potência total de até 160 kW por rack.

AI200 e AI250 marcam nova aposta da Qualcomm no mercado de inteligência artificial.
AI200 e AI250 marcam nova aposta da Qualcomm no mercado de inteligência artificial (imagem: divulgação/Qualcomm)

Qualcomm pode realmente competir com a Nvidia?

Com a Nvidia dominando o mercado de chips para IA — especialmente em soluções de treinamento —, a aposta da Qualcomm recai sobre o segmento de inferência, etapa cada vez mais relevante à medida que modelos generativos passam a ser amplamente utilizados em empresas e serviços.

“Com o AI200 e o AI250, estamos redefinindo o que é possível para a inferência de IA em escala de rack”, afirmou Durga Malladi, vice-presidente sênior e gerente geral de Soluções de Borda e Data Center da Qualcomm Technologies. “Essas novas e inovadoras soluções de infraestrutura de IA permitem que os clientes implantem IA generativa com um custo total de propriedade sem precedentes, mantendo a flexibilidade e a segurança exigidas pelos data centers modernos.”

Os novos processadores fazem parte do plano da Qualcomm de lançar gerações anuais de soluções de IA para data centers, reforçando sua estratégia de oferecer alternativas mais eficientes e econômicas às opções dominadas pela Nvidia. O foco da empresa está em garantir alto desempenho de inferência com baixo consumo de energia e excelente custo-benefício.

Qualcomm lança chips de IA para rivalizar com a Nvidia

Qualcomm pode buscar espaço em servidores com chip Arm de 80 núcleos (imagem: divulgação/Qualcomm)

AI200 e AI250 marcam nova aposta da Qualcomm no mercado de inteligência artificial (imagem: divulgação/Qualcomm)
  •  

Nvidia começa a vender supercomputador de IA com formato de miniPC

Fotografia colorida mostra o Project Digits da Nvidia sobre uma mesa de cor branca. Ele é uma pequena caixa quadrada de cor dourada.
DGX Spark AI, antes chamado de Project Digits (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • DGX Spark AI da Nvidia é um supercomputador de IA em formato de miniPC, lançado por US$ 3.999;
  • Chip GB10, que equipa a novidade, é fruto de parceria com a MediaTek e oferece desempenho de até 1 petaflop em FP4;
  • DGX Spark AI conta ainda com até 128 GB de memória DDR5X, 4 TB de armazenamento flash, consome 240 W e roda o sistema Nvidia DGX (baseado no Ubuntu).

Revelado no início do ano, durante a CES 2025, o DGX Spark AI tem formato de miniPC e, ainda que vagamente, remete a um Mac Mini. Mas, na prática, estamos falando de um supercomputador da Nvidia direcionado a aplicações de inteligência artificial. A companhia finalmente colocou o equipamento à venda.

O preço oficial é de US$ 3.999, o que corresponde a R$ 22.000 na cotação atual. Por esse valor, o DGX Spark AI oferece o Nvidia GB10 Grace Blackwell, SoC que conta com CPU Nvidia Grace de 20 núcleos e arquitetura Arm, e com uma GPU Blackwell com núcleos Cuda e Tensor.

Resultado de uma parceria com a MediaTek, o GB10 oferece desempenho de até 1 petaflop em FP4. Isso significa que o chip pode executar 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo seguindo o modelo de precisão FP4.

É possível aumentar o desempenho de aplicações baseadas na novidade por meio da combinação de duas unidades do DGX Spark AI via tecnologia Nvidia ConnectX.

As demais especificações incluem até 128 GB de memória DDR5X e até 4 TB de armazenamento flash, um conjunto que, apesar de avançado, não faz feio no quesito eficiência energética: tipicamente, o DGX Spark AI trabalha com 240 W. Já o sistema operacional é o Nvidia DGX, que é baseado no Ubuntu.

Tudo isso dentro de um equipamento que mede 150 x 150 x 50,5 mm e pesa 1,2 kg.

Fotografia colorida mostra o Project Digits da Nvidia sobre uma mesa de cor branca. Ele é uma pequena caixa quadrada de cor dourada.
Conexões do DGX Spark AI (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Disponibilidade e preço do DGX Spark AI

Em janeiro, quando a Nvidia apresentou o equipamento ainda sob o nome Project Digits, a companhia planejava comercializar o DGX Spark AI a partir de maio deste ano com preço inicial de US$ 3.000.

Como sabemos agora, as vendas começaram com cinco meses de atraso e com um preço padrão consideravelmente mais alto, de US$ 3.999. Mas o custo maior parece não ter afastado os clientes. A própria Nvidia revelou que unidades do DGX Spark AI já estão sendo testadas e validadas por companhias como Google, Meta e Microsoft.

Nvidia começa a vender supercomputador de IA com formato de miniPC

O supercomputador com IA da Nvidia tem design que lembra um Mac Mini (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Project Digits une alto desempenho e estética minimalista (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

AMD e OpenAI firmam parceria que desafia domínio da Nvidia em IA

AMD
Parceria garante à OpenAI o poder computacional para seus futuros modelos de IA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • AMD e a OpenAI firmaram parceria para fornecer 6 gigawatts em GPUs, desafiando a Nvidia no setor de IA.
  • Com o acordo, a OpenAI poderá adquirir até 160 milhões de ações da AMD, condicionada a marcos técnicos e comerciais.
  • A parceria pode gerar dezenas de bilhões de dólares em receita para a AMD e diversificar fornecedores para a OpenAI.

A AMD anunciou nesta segunda-feira (06/10) uma parceria estratégica com a OpenAI, posicionando a empresa como grande fornecedora de unidades de processamento gráfico (GPUs) para a dona do ChatGPT e intensificando a concorrência com a Nvidia, atual líder do setor.

O acordo, que se estenderá por vários anos e gerações de produtos, estabelece a entrega de 6 gigawatts em GPUs, começando pela implantação de 1 gigawatt de chips da série AMD Instinct MI450. A meta é fornecer a capacidade computacional necessária para o desenvolvimento e operação de modelos de IA cada vez mais complexos, que também alimentam outras aplicações de IA generativa.

AMD será mais que um fornecedor

A AMD também concedeu à OpenAI o direito de adquirir até 160 milhões de ações ordinárias, volume que representa cerca de 10% de participação na empresa. A aquisição, no entanto, está condicionada ao cumprimento de alguns requisitos. Entre eles, a gigante da IA deve atingir os marcos técnicos e comerciais necessários para implantar os chips da AMD em larga escala.

Segundo Jean Hu, vice-presidente executiva e diretora financeira da AMD, “este acordo cria um alinhamento estratégico significativo e valor para os acionistas de ambas as empresas”. Lisa Su, presidente e CEO da AMD, destacou a natureza colaborativa do acordo.

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)

“Esta parceria reúne o melhor da AMD e da OpenAI para criar uma situação vantajosa para todos, possibilitando o avanço de todo o ecossistema de IA”, afirmou a executiva. A colaboração técnica entre as empresas também será aprofundada para otimizar hardware e software de futuras gerações de produtos.

Em comunicado, a AMD projetou que a parceria deve gerar “dezenas de bilhões de dólares em receita”, notícia que foi bem recebida pelo mercado financeiro, com as ações da companhia registrando alta de 24% nas negociações pré-mercado.

Parceria pode movimentar o mercado

Logo da OpenAI
Com o acordo, a OpenAI diversifica suas apostas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O anúncio ocorre em um momento em que a demanda por poder computacional tem superado a oferta no setor de IA. A parceria com a AMD oferece à OpenAI uma estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo sua dependência da Nvidia, que domina o fornecimento de hardware para data centers de IA.

Curiosamente, a companhia controlada por Sam Altman também anunciou no mês passado uma “parceria estratégica” com a Nvidia para a implantação de pelo menos 10 gigawatts em GPUs. No entanto, o acordo ainda não foi finalizado. Essa diversificação só foi possibilitada por um ajuste no acordo de exclusividade que a OpenAI mantinha com a Microsoft, modificado para permitir que a empresa de IA também buscasse acordos com outros fornecedores.

Com informações da AMD e The Verge

AMD e OpenAI firmam parceria que desafia domínio da Nvidia em IA

AMD (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •