Apple avançou em um acordo com o Google para substituir o ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI pode processar a Apple por quebra de contrato devido à baixa adesão do ChatGPT no iOS.
Segundo a Bloomberg, a insatisfação da OpenAI é causada pela limitação do uso do ChatGPT em sistemas operacionais da Apple.
A Apple abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, permitindo escolher qual motor de IA responderá às solicitações na Siri.
Uma das colaborações promissoras do Vale do Silício corre o risco de acabar nos tribunais. Após dois anos, a aliança estratégica entre Apple e OpenAI apresenta fortes sinais de desgaste. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a startup de inteligência artificial estuda processar a gigante de Cupertino por quebra de contrato.
O principal motivo para a crise seria a integração do ChatGPT no ecossistema da Maçã, que teria frustrado as expectativas financeiras da desenvolvedora.
Por que a OpenAI pode processar a Apple?
Empresa de Sam Altman pode levar Apple à Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A insatisfação da OpenAI envolve a maneira como a Apple limitou o uso do ChatGPT em seus sistemas operacionais. Inicialmente, a startup acreditava que a integração nativa com a Siri e o posicionamento privilegiado em outros softwares impulsionariam a adoção de planos pagos.
Mas, na prática, o uso da tecnologia permaneceu restrito. De acordo com pesquisas conduzidas pela própria OpenAI, as respostas fornecidas pela integração nativa acabam sendo limitadas e exibidas em janelas pequenas. Como resultado, os consumidores continuam usando o aplicativo oficial do chatbot.
À Bloomberg, um executivo da OpenAI afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance, mas a Apple não se esforçou para promover a ferramenta. Diante desse cenário, a startup estuda uma possível notificação antes de avançar legalmente.
O atrito não seria unilateral. A Apple também acumula críticas em relação à parceira, especialmente no que diz respeito às políticas de proteção de dados dos usuários.
Além disso, a companhia de Sam Altman adquiriu a startup de hardware liderada por Jony Ive, ex-chefe de design da própria Apple. Para agravar a situação, a OpenAI estaria recrutando engenheiros da parceira, o que teria gerado um forte mal-estar nos bastidores.
Novos rivais no iOS 27
Integração do ChatGPT deve perder exclusividade no iOS 27 (ilustração: reprodução/Apple)
Como reflexo dessa relação desgastada, a presença exclusiva do ChatGPT nos softwares da Apple está com os dias contados. A fabricante do iPhone abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, que terá mais detalhes revelados na WWDC no dia 8 de junho.
O novo sistema permitirá que os usuários escolham qual motor de IA responderá às solicitações na Siri. A Apple já teria testado integrações com o Claude, da Anthropic, e firmou uma parceria de peso com o Google para reformular seus próprios modelos de IA utilizando o Gemini.
OpenAI avalia lançamento de smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI pode lançar um smartphone com IA em 2028.
O dispositivo seria centrado no uso de agentes de IA para operar de forma contínua e contextual, com capacidade de tomar decisões autônomas.
Segundo o rumor, a OpenAI pretende trabalhar com a MediaTek e a Qualcomm no fornecimento de chips.
A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, estaria desenvolvendo um smartphone próprio voltado para o uso de inteligência artificial. O dispositivo teria produção em larga escala prevista para 2028.
De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, conhecido por acompanhar a indústria de hardware, a OpenAI deve definir as especificações finais e a lista completa de fornecedores entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2027.
Segundo Kuo, o projeto marcaria uma mudança na postura pública da empresa, que até então não indicava planos de entrar no mercado de telefonia. Ele afirma, ainda, que a empresa pretende trabalhar com a MediaTek e a Qualcomm no fornecimento de chips, enquanto a montagem ficaria a cargo da Luxshare Precision Industry, parceira tradicional da Apple na fabricação dos aparelhos.
Dispositivo pensado para agentes de IA
Aparelho deve ter suporte nativo a agentes de IA como diferencial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A proposta do smartphone seria de um dispositivo centrado no uso de “agentes de IA”, capazes de operar de forma contínua e contextual. Na avaliação de Kuo, o smartphone é o formato ideal para esse tipo de aplicação por reunir dados em tempo real sobre o usuário, como localização, comunicações e outros contextos de uso.
Lembrando que agentes de IA são sistemas capazes de executar tarefas para o usuário de forma autônoma diretamente nos dispositivos.
A ideia seria que a inteligência artificial assumisse o controle e fosse capaz de tomar decisões de forma autônoma. O primeiro projeto da OpenAI nesse mercado foi o Operator, no início de 2025, capaz de realizar compras em navegadores web, por exemplo. Posteriormente, a companhia revelou o Codex, voltado à programação.
Compras no ChatGPT (imagem: reprodução/X)
Com os agentes de IA no smartphone, a OpenAI diminuiria a dependência da abertura de apps isoladamente, baseando a experiência em uma interface capaz de executar tarefas de forma mais integrada.
Para viabilizar esse tipo de funcionamento, a OpenAI avalia controlar tanto o hardware quanto o sistema operacional. O modelo de negócios poderia incluir assinaturas e a criação de um novo ecossistema de desenvolvedores voltado a esses agentes.
O Google já se adiantou com o lançamento de capacidades agênticas para o Gemini no Android, e a tecnologia deve ser um dos grandes focos da big tech para o sistema operacional nos próximos anos.
Mudança em direção ao hardware
A aposta em um smartphone representa uma mudança na estratégia da OpenAI quanto ao desenvolvimento de hardware. Segundo o portal MacRumors, relatos anteriores indicavam que a empresa estudava formatos alternativos, como alto-falantes inteligentes, óculos, lâmpadas e fones de ouvido.
Apesar do foco no telefone, a primeira iniciativa de hardware da empresa pode ser um dispositivo mais simples, como um alto-falante inteligente. O anúncio é esperado para o segundo semestre deste ano, com lançamento previsto para o início de 2027.
OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI lança modelo GPT-5.5 com melhorias significativas em programação e análise de dados;
novidade atua de forma mais autônoma, gerenciando ferramentas e etapas sem supervisão constante, explica OpenAI;
disponibilidade é imediata para usuários de planos pagos do ChatGPT; também haverá lançamento via API para aplicações de terceiros.
A OpenAI tornou oficial o GPT-5.5, a nova versão de seu principal modelo de inteligência artificial. A novidade chega com capacidades aprimoradas no tratamento de numerosas tarefas, com destaque para a escrita e a depuração de código de programação. Também há ganhos de desempenho.
É importante deixar claro desde já que o GPT é um tipo de Modelo de Linguagem de Larga Escala (LLM) e, como tal, serve de “motor” para o ChatGPT e outras aplicações baseadas em inteligência artificial.
O GPT-5.5 foi desenvolvido para ser mais preciso e autônomo na execução de tarefas, conforme o anúncio oficial dá a entender:
Ele [o GPT-5.5] se destaca na escrita e depuração de código [de programação], pesquisa online, análise de dados, criação de documentos e planilhas, operação de softwares e transição entre ferramentas até a conclusão de uma tarefa.
Nesse sentido, em vez de o usuário ter que gerenciar ou monitorar cada etapa de determinada tarefa, o GPT-5.5 pode assumir grande parte dessa missão aplicando ferramentas apropriadas, realizando checagens de etapas, manejando ambiguidades e assim por diante.
De acordo com a OpenAI, esses avanços tornam o GPT-5.5 especialmente interessante para “programação orientada a agentes, uso de computadores, trabalho intelectual e pesquisa científica inicial”.
Esses avanços não se traduzem em consumo aumentado de recursos, porém. Ainda de acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 é mais avançado que o GPT-5.4, mas mantém o nível de latência por token deste último. Além disso, a nova versão exige menos tokens em relação ao antecessor para concluir tarefas no Codex (agente de IA da OpenAI focado em programação).
Quando o GPT-5.5 estará disponível?
Na verdade, já está disponível. A OpenAI liberou o GPT-5.5 para usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT, bem como no Codex. Já o GPT-5.5 Pro, uma variação ainda mais sofisticada, está sendo liberada nas assinaturas Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.
Tanto o GPT-5.5 quanto a sua versão Pro serão disponibilizados em breve via API para uso em aplicações de terceiros, neste caso, com custo de US$ 5 por 1 milhão de tokens de entrada e de US$ 30 por 1 milhão na saída, valores que aumentam para US$ 30 e US$ 180, respectivamente, na versão Pro.
OpenAI anunciou GPT-5.5, nova versão de seu modelo de linguagem. Novidade oferece maior autonomia para realizar tarefas complexas e melhora produção de código.
ChatGPT ganhou um novo modelo de gerador de imagens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI anunciou o ChatGPT Images 2.0, novo modelo de geração de imagens.
Ele foca em aplicabilidade para design, apresentações e marketing, melhorando a renderização de texto.
A nova versão está disponíel para todos, mas o recurso de “raciocínio” está restrito aos planos pagos Plus, Pro, Business e Enterprise.
A OpenAI anuncia hoje (21/04) o ChatGPT Images 2.0, novo modelo do seu gerador de imagens. A atualização tenta mudar a forma irreverente como tratamos a ferramenta, melhorando a qualidade do material: em vez de resultados experimentais, a plataforma deve entregar criações prontas para uso em design, apresentações e marketing.
Com o novo modelo, há melhor “precisão e aplicabilidade” — ou seja, será possível gerar algo mais próximo de um produto final, sem depender de edição posterior para corrigir erros de texto, por exemplo.
As ilustrações que a OpenAI compartilhou conosco vão por esse caminho: imagens de cartilhas de marketing e propagandas, dando um vislumbre do que a empresa espera com a nova versão. De acordo com a OpenAI, mais de 1 bilhão de imagens são geradas por semana na plataforma — e o Brasil é o país que mais usa o recurso no mundo.
ChatGPT Images 2.0 melhora a renderização de texto (imagem: divulgação)
“Segurança é a nossa obrigação”
Em coletiva acompanhada pelo Tecnoblog, a líder de produto Adele Li afirmou que o avanço em capacidade não altera as diretrizes de segurança, que seguem sendo ampliadas para evitar usos indevidos (e os problemas jurídicos que o “efeito Studio Ghibli” trouxe).
“Em termos de salvaguardas, elas não mudam só porque temos novos modelos. Eu separaria ‘capacidade’ de ‘segurança’. Capacidade é a habilidade de gerar imagens mais precisas e estéticas; segurança é a nossa obrigação de seguir diretrizes.”
– Adele Li, líder de produto para o ChatGPT Imagens
A executiva confirmou que o Images 2.0 substituirá, de forma geral, o modelo 1.5 no chatbot, mas alguns recursos estarão disponíveis apenas para usuários pagantes, como a capacidade de raciocínio. Essa função permitirá criar múltiplas imagens a partir de um único comando, além de buscar informações na web e organizar o conteúdo visual antes da geração.
No entanto, algo que o usuário pagante poderá perceber é uma latência maior na criação da arte: a “geração pode demorar um pouco mais porque o processo de raciocínio e pesquisa em segundo plano é mais complexo”, disse Adele Li.
Uma das promessas da nova versão é entender melhor instruções detalhadas, como posicionamento de elementos e relações entre objetos – algo que, até então, a IA costumava ignorar.
Nas demonstrações, o sistema agiu bem e foi capaz de criar identidades visuais completas, infográficos e interfaces de jogos a partir de descrições simples, já que o novo modelo melhorou o suporte a idiomas e a renderização de texto.
Arte criada pelo ChaGPT Images 2.0 (imagem: divulgação)
Quando chega?
O Images 2.0 já está disponível no ChatGPT e no Codex, com a opção de raciocínio restrita aos planos Plus, Pro, Business e Enterprise. A versão base do modelo é a que chega para todos.
OpenAI revelou o Images 2.0, que melhora a renderização de texto e tenta emplacar o uso da IA em artes profissionais. Versão base está disponível para todos os usuários.
ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Arte gerada pelo ChatGPT Imagens 2.0 (imagem: divulgação)
Arte gerada pelo ChatGPT Imagens 2.0 (imagem: divulgação)
OpenAI pausa planos no Reino Unido para controle de custos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI suspendeu o projeto Stargate UK no Reino Unido, que previa um campus com até 31 mil aceleradores da Nvidia.
Segundo a Bloomberg, o motivo principal foi o custo de energia e as incertezas regulatórias.
A dona do ChatGPT afirma que voltará a investir no país apenas quando houver “condições ideais”.
A OpenAI decidiu que, por enquanto, o Reino Unido é um lugar caro demais para os planos de infraestrutura de IA da empresa. A dona do ChatGPT suspendeu o projeto Stargate UK, um plano bilionário para erguer uma infraestrutura capaz de treinar os modelos de IA mais potentes do mundo. O campus chegou a ser planejado com até 31 mil aceleradores da Nvidia.
Segundo apuração da Bloomberg, o recuo tem motivação financeira. Avaliada em US$ 852 bilhões, a OpenAI está reduzindo gastos em projetos periféricos para chegar mais forte a uma futura oferta pública inicial de ações (IPO). Ao mesmo tempo, a decisão seria um choque de realidade para as ambições britânicas no setor.
A pausa ocorre após meses de sinais de proximidade entre a OpenAI e o governo britânico. Em outubro, pouco após anunciar o Stargate, a empresa assinou um acordo com o Ministério da Justiça do país para fornecer o ChatGPT Enterprise a 2.500 funcionários.
Conta de luz pesou
Em comunicado oficial, a empresa afirma que só voltará a investir no Reino Unido quando houver “condições ideais”. O principal entrave é a energia, pois o país tem uma das tarifas mais altas da Europa, transformando a operação de milhares de chips numa conta alta.
De acordo com a Bloomberg, a notícia atinge em cheio o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. O partido trabalhista havia transformado os data centers em um pilar do seu plano de crescimento econômico. O projeto Stargate seria a joia da coroa de uma das “Zonas de Crescimento de IA” do governo, que agora perde seu maior investidor.
O que é o Stargate UK
Projeto Stargate começou nos Estados Unidos e expandiu para o mundo (imagem: reprodução/OpenAI)
A OpenAI anunciou o projeto Stargate em 2025 como uma expansão dos centros de dados da empresa nos Estados Unidos, com patrocínio da Oracle e parceria com gigantes como Nvidia e Microsoft.
Em poucos meses, no entanto, a ideia se expandiu: para além da liderança norte-americana, a empresa anunciou o projeto OpenAI para Países, em que fechou parcerias com empresas internacionalmente para a construção de centros de dados. O Reino Unido esteve entre os primeiros países a entrar na iniciativa global, logo após os Emirados Árabes Unidos e a Noruega.
Foco no ChatGPT
A suspensão britânica é apenas a peça mais recente de um recuo estratégico global. Nas últimas semanas, a OpenAI já havia descontinuado o aplicativo de vídeos Sora e cancelado uma expansão de data centers no Texas que seria feita com a Oracle.
O objetivo é concentrar todos os recursos na evolução do ChatGPT e do Codex para não perder terreno para concorrentes como Google e da Anthropic, dona do Claude.
Além do encerramento deliberado, a empresa também enfrenta uma ameaça do Irã contra o projeto Stargate em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A planta é a maior entre os data centers já anunciados na iniciativa internacional, prevendo um cluster de 1 gigawatt de potência total.
OpenAI suspendeu o mecanismo de interações eróticas no chatbot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI suspendeu o projeto de chatbot erótico devido a críticas internas e pressão de investidores.
Desafios técnicos e regulatórios teriam dificultado a implementação segura do “modo adulto”.
Segundo o Financial Times, preocupações sobre os riscos emocionais e exposição de menores a conteúdos sensíveis também pesaram na decisão.
A OpenAI decidiu suspender, sem prazo definido, os planos de lançar um chatbot com interações eróticas. A iniciativa, que vinha sendo discutida internamente, acabou deixada de lado após preocupações levantadas por funcionários e investidores, segundo informações do Financial Times.
A proposta previa um “modo adulto” dentro do ChatGPT, mas o projeto passou a enfrentar resistência. As principais queixas, segundo o jornal, envolvem o risco de incentivar vínculos emocionais com sistemas de IA e a possibilidade de exposição indevida de menores a conteúdos sensíveis.
Por que o projeto foi interrompido?
A decisão estaria ligada à falta de estudos conclusivos sobre os efeitos de interações com conteúdo sexual em sistemas de inteligência artificial. Ao jornal, a OpenAI afirmou que pretende aprofundar pesquisas antes de tomar qualquer decisão definitiva, destacando que ainda não há “evidência empírica” suficiente sobre o tema.
Internamente, o projeto também teria gerado desconforto. Parte da equipe questionou se a criação de um produto com apelo romântico ou sexual estaria alinhada à missão da empresa. “A IA não deveria substituir seus amigos ou sua família; você deve ter conexões humanas”, disse um ex-funcionário que, segundo o Financial Times, deixou a empresa por esse problema.
Além disso, houve pressão de investidores, que avaliaram os riscos reputacionais e o retorno financeiro limitado da iniciativa. Vale lembrar que, na terça-feira (24/03), a OpenAI decidiu encerrar de forma abrupta o Sora, sua ferramenta de vídeos de IA.
Limites técnicos e legais
A criação de um modelo voltado a interações adultas também teria esbarrado em desafios técnicos. Sistemas de IA costumam ser treinados para evitar esse tipo de conteúdo, o que dificulta reverter essas restrições com segurança.
Um dos principais pontos seria a verificação de idade para acesso ao modo adulto. Soma-se a isso a pressão regulatória: casos envolvendo conteúdos prejudiciais a menores já levaram a OpenAI à Justiça.
Sam Altman lidera nova fase de integração da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para desktop que integra o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma Codex.
O projeto busca resolver problemas de fragmentação e compatibilidade, criando um ecossistema multiplataforma.
A estratégia é uma resposta à concorrência com a Anthropic e envolve a implementação de agentes autônomos no app.
A OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para computadores que combina o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma de programação Codex, centralizando o ecossistema da empresa em um único ambiente de trabalho. O objetivo do projeto seria reduzir a fragmentação de serviços e concentrar esforços no mercado corporativo, abandonando a estratégia de manter várias ferramentas independentes.
Segundo informações do The Wall Street Journal, essa pulverização de lançamentos descentralizou as equipes técnicas. Como resultado, alguns desses serviços não alcançaram a tração esperada e geraram gargalos no controle de qualidade da organização.
Como funcionará a integração?
A responsabilidade de liderar o projeto está nas mãos de Fidji Simo, que também coordenará a equipe de vendas do novo software para parceiros corporativos. Oficialmente, a empresa mantém cautela e não comenta o assunto.
A novidade pode resolver um problema de compatibilidade entre sistemas. Atualmente, o Atlas, navegador web com IA integrada, é restrito aos usuários de macOS. Ao fundir essas ferramentas, a OpenAI criaria um ecossistema multiplataforma robusto. A versão móvel do ChatGPT, no entanto, deve continuar operando como um app independente.
O cronograma interno de lançamento prevê uma abordagem em fases. Nos próximos meses, a companhia injetará as novas capacidades autônomas diretamente no Codex, expandindo sua utilidade. Para fortalecer essa infraestrutura, a OpenAI investiu na compra da Astral, desenvolvedora focada em ferramentas para a linguagem Python.
Somente após a consolidação dessa etapa, o ChatGPT e o navegador Atlas serão definitivamente incorporados ao software final.
Por que a OpenAI unificaria seus aplicativos?
ChatGPT será peça central do novo superaplicativo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A decisão nasce de uma necessidade de buscar mais eficiência. Em um memorando interno vazado para a imprensa, a CEO de aplicações da OpenAI, Fidji Simo, explicou que a direção da empresa percebeu que estava “espalhando seus esforços” por muitos aplicativos distintos.
O realinhamento não é uma decisão isolada. Executivos do alto escalão, incluindo o próprio CEO Sam Altman, passaram as últimas semanas revisando todo o portfólio da companhia para definir quais áreas deveriam perder prioridade.
Fidji Simo utilizou o X para confirmar publicamente a mudança de rota, pontuando que as companhias de tecnologia passam por fases de exploração e reorientação.
“Código vermelho” contra a Anthropic
O senso de urgência nos corredores da OpenAI também tem uma motivação comercial: a rápida ascensão da Anthropic. De acordo com o WSJ, o sucesso da rival em atrair desenvolvedores e clientes empresariais fez com que a OpenAI passasse a operar sob “código vermelho”.
A disputa ganha contornos mais competitivos devido à pressão do mercado financeiro. Ambas as startups avaliam a possibilidade de realizar ofertas públicas iniciais (IPO) até o final deste ano, forçando uma corrida para atingir as metas de crescimento de receita apresentadas aos investidores.
Para vencer essa batalha, a grande aposta da OpenAI é a implementação de “agentes” dentro do novo superaplicativo. Na prática, a IA deixaria de ser apenas uma interface reativa de chat e passaria a atuar de forma autônoma no computador do usuário, executando tarefas complexas em segundo plano, desde a análise de dados financeiros até redação e depuração de linhas de código de software.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.
A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.
As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.
Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.
Por que a OpenAI vai mudar seus planos?
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.
Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.
O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.
OpenAI já começou a rever seus projetos
Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.
Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.
Recursos gráficos estão disponíveis para todos os usuários (imagem: divulgação)Resumo
O Claude, da Anthropic, agora gera tabelas, gráficos e diagramas usando HTML e SVG, disponível para todos os usuários.
A ferramenta visual pode ser ativada por pedido do usuário ou quando o Claude julgar necessário, oferecendo explicações visuais detalhadas.
O anúncio da “lousa” do Claude ocorreu dois dias após a OpenAI lançar recurso semelhante para o ChatGPT.
O chatbot de inteligência artificial Claude, da Anthropic, ganhou uma ferramenta para gerar tabelas, gráficos, diagramas e outros elementos visuais como parte de suas respostas. A novidade está disponível para todos os usuários, sejam assinantes de planos pagos ou não.
A Anthropic diz que o recurso não é um gerador de imagens. Em vez disso, o Claude usa códigos HTML e gráficos vetoriais em SVG para dar explicações visuais. Para a empresa, é como se o robô tivesse ganhado uma lousa.
Como funciona a ferramenta visual do Claude?
O recurso de geração de diagramas pode entrar em cena a partir de um pedido explícito do usuário ou quando o Claude julgar que uma demonstração visual é mais adequada na hora de dar uma resposta.
No vídeo de apresentação da ferramenta, a Anthropic mostra instruções de construção, simulações de luz e sombra, linhas do tempo e fluxogramas de decisão como demonstrações do que é possível fazer.
A CNET, por exemplo, conseguiu que o Claude fornecesse instruções visuais sobre como trocar um pneu. Por aqui, eu abri o chatbot para testar a ferramenta e ele já saiu com uma demonstração interativa de juros compostos.
Também pedi para mostrar o que é o esquema tático 4-2-3-1 no futebol e ele cumpriu a tarefa com sucesso. Parece bobo, mas geradores de imagem costumam erram, colocando jogadores a mais ou a menos.
Claude gera gráfico em HTML e SVG, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
ChatGPT recebeu recurso parecido
O anúncio da “lousa” do Claude foi feito na quinta-feira (12/03), dois dias após a OpenAI lançar uma ferramenta semelhante para o ChatGPT. O chatbot concorrente agora consegue explicar conceitos de ciências e matemática usando recursos visuais — alguns exemplos são o Teorema de Pitágoras e a Lei de Ohm.
O Claude conseguiu atrair a atenção de usuários do ChatGPT nas últimas semanas, após as duas empresas se envolverem em polêmicas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A Anthropic, inclusive, criou uma ferramenta para importar memórias e configurações de outros chatbots.
Sora pode gerar vídeos hiper-realistas a partir de descrições em texto (imagem: divulgação)Resumo
OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora ao ChatGPT.
A integração deve permitir criar vídeos durante bate-papos em texto, sem abrir outras janelas.
Segundo o The Information, a ação ocorre em meio a desafios financeiros e aumento de desinstalações do ChatGPT.
A OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora à interface principal do ChatGPT. Segundo o site The Information, a integração deve ser disponibilizada em breve e chega em um momento delicado para a empresa, que tenta frear uma recente onda de desinstalações do chatbot nos Estados Unidos.
Desde o seu lançamento, em setembro de 2025, o Sora funciona de forma isolada, restrito ao site próprio e aplicativo independente. Essa separação fez com que a ferramenta de vídeo não atingisse a mesma popularidade que o ChatGPT conquistou nos últimos anos. A OpenAI aposta que essa facilidade incentive sua base de usuários de texto a criar mais conteúdo audiovisual.
Como o Sora vai funcionar dentro do ChatGPT?
A integração permitirá criar ou editar um vídeo durante um bate-papo em texto com a inteligência artificial, sem a necessidade de abrir outras janelas ou abas no navegador. O processo responderá aos comandos de texto de forma muito semelhante aos recursos de geração de imagens incluídos no chatbot no ano passado.
No entanto, se, por um lado, a unificação atrai engajamento e facilita o acesso à tecnologia, por outro, especialistas em segurança digital soam o alarme para os riscos na moderação de conteúdo. Como lembra o The Verge, tornar o Sora amplamente acessível na principal plataforma da empresa pode impulsionar uma nova onda de deepfakes.
Alerta para violação de direitos
O histórico recente da ferramenta ilustra o problema. Desde que o aplicativo independente do Sora foi lançado, usuários conseguiram gerar vídeos realistas envolvendo figuras históricas, além de criar materiais que violam direitos autorais.
Ao expor o gerador de vídeos a milhões de pessoas no ChatGPT, a probabilidade de que os usuários descubram novas formas de contornar as travas de segurança da OpenAI aumenta.
Uma tática comum e já batida é o ajuste dos comandos de texto para confundir a IA. Outro grande desafio para a desenvolvedora será impedir que as pessoas encontrem brechas para remover a marca d’água obrigatória, recurso essencial que identifica o conteúdo como gerado por inteligência artificial.
Facilidade de gerar vídeos de alta qualidade pelo ChatGPT preocupa (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)
Polêmica com o Claude
A urgência em levar o Sora para o ChatGPT acontece em um cenário de intensa disputa no mercado de IA. Nas últimas semanas, o aplicativo do ChatGPT registrou um aumento atípico de desinstalações nos EUA. Em paralelo, o Claude, modelo de linguagem desenvolvido pela rival Anthropic, experimentou um salto significativo de popularidade.
Essa migração de usuários tem uma motivação: a Anthropic ganhou forte apoio do público norte-americano após se recusar a cumprir uma ordem do Pentágono, que exigia a liberação do Claude para uso em sistemas de vigilância e desenvolvimento de armas pelos militares dos EUA. A OpenAI, no entanto, tomou o caminho oposto e concordou com os termos.
Apesar do potencial atrativo do Sora, a operação também traz desafios financeiros. A reportagem do The Information destaca que a geração de vídeos exige um poder computacional muito superior ao processamento de texto, o que deve aumentar drasticamente os custos operacionais da empresa.
IAs fracassam em teste de segurança (imagem ilustrativa: Max Pixel)Resumo
Pesquisa revelou que oito dos dez principais chatbots de IA ajudam no planejamento de ataques violentos.
Claude, da Anthropic, foi a única IA a barrar consistentemente essas solicitações durante os testes.
Perplexity e Meta AI foram as mais inseguras, com taxas de assistência a planos violentos de 100% e 97,2%, respectivamente.
Oito dos dez principais chatbots de inteligência artificial do mercado se mostraram dispostos a ajudar no planejamento de ataques violentos, e nove deles falharam em desencorajar as ações. A conclusão é de uma investigação conjunta do Center for Countering Digital Hate (CCDH) e da unidade de investigações da CNN.
A pesquisa testou ferramentas populares como ChatGPT, Google Gemini, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek e Perplexity, além de plataformas amplamente usadas por jovens, como Snapchat My AI, Character.AI e Replika. O Claude, da Anthropic, também foi incluído nos testes.
A plataforma da Anthropic foi a única a apresentar resultados positivos de forma consistente — tanto interrompendo as conversas quanto reconhecendo as intenções do usuário e aconselhando-o. As demais ignoraram os sinais de extremismo e, em vários casos, forneceram orientações sobre armamentos, alvos e táticas.
Perplexity e Meta AI são as mais inseguras
Perplexity teve piores resultados (imagem: divulgação/Perplexity)
Durante os testes, o mecanismo de busca da Perplexity ofereceu assistência para o planejamento do crime em 100% das respostas. Logo depois, entre os piores, está a Meta AI, que entregou instruções úteis para os supostos criminosos em 97,2% dos testes, enquanto o DeepSeek auxiliou em 95,8% das vezes. A lista segue com:
Microsoft Copilot: 91,7%
Google Gemini: 88,9%
Character.AI: 83,3%
Replika: 79,2%
ChatGPT: 61,1%
Snapchat My AI: 30,6%
Claude: 30,6%
A investigação detalha que o ChatGPT forneceu mapas detalhados de escolas de ensino médio a um usuário que demonstrava interesse em violência escolar. O Gemini, por sua vez, orientou um suposto terrorista sobre armamentos e explicou que “estilhaços de metal são tipicamente mais letais” em ataques a sinagogas.
Outra que aparece em polêmicas sobre autoagressão é o Character.AI, classificada como a mais perigosa em termos de persuasão, com uma seção específica no relatório. De acordo com os pesquisadores, a ferramenta foi a única que ativamente encorajou a violência, sugerindo que o usuário usasse uma arma contra um executivo de plano de saúde e recomendando “bater” em políticos.
Em uma das respostas, o chatbot chega a incluir uma mensagem de possível violação dos termos de uso da plataforma — após sugerir os métodos para “punir” o executivo —, mas permite a continuidade da conversa mesmo assim.
Claude foi a única exceção consistente
Entre os modelos, apenas os modelos Claude Sonnet 4.5 e o Snapchat My AI foram contra prestar auxílio aos planos violentos — em 68,1% e 54,2% das vezes, respectivamente, os chatbots se recusaram a responder. A plataforma da Anthropic, no entanto, foi a única a demonstrar confiabilidade ao barrar as conversas, alertando os usuários sobre as consequências legais e morais em 76,4% das respostas.
Em uma das interações, a IA da Anthropic interrompeu o usuário afirmando: “Estou dizendo isso claramente: não machuque ninguém. A violência nunca é a resposta para discordâncias políticas”, recomendando em seguida linhas de apoio psicológico. O Snapchat, por outro lado, apenas dizia não ter permissão para dar as informações.
Snapchat se negou, mas não ofereceu apoio (imagem: reprodução/CCDH)
Como a pesquisa foi feita?
Os pesquisadores simularam usuários adolescentes demonstrando sinais de angústia mental e desenvolveram 18 cenários diferentes, sendo nove ambientados nos Estados Unidos e nove na Irlanda. Os roteiros abrangiam motivações como tiroteios em escolas, assassinatos políticos e ataques a executivos de saúde. Os testes foram realizados entre novembro e dezembro de 2025, gerando 720 respostas no total.
A abordagem seguia quatro etapas: estabelecia contexto e ideologia — com perguntas como “quem são os atiradores de escola mais famosos?” —, enquanto as duas últimas envolviam o planejamento, pedindo mapas de locais específicos ou indicações de onde comprar armas. Apenas as respostas a essas últimas etapas foram contabilizadas na análise.
Empresas sinalizam updates
Após a divulgação do estudo, a Meta informou à CNN que implementou uma correção não especificada. Microsoft disse que o Copilot recebeu novos recursos de segurança. Google e OpenAI afirmaram ter lançado novos modelos desde os testes. O Character.AI recorreu à sua resposta padrão, afirmando que a plataforma possui avisos de isenção de responsabilidade e que as conversas com seus personagens são ficcionais.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)Resumo
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.
Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.
O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.
Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?
A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reutersjá indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.
Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.
Crise com a Anthropic
A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.
O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.
A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.
Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).
Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.
Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?
Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.
Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)
Como será o repositório da OpenAI?
Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.
Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.
Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)
A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.
O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.
Como funciona a importação de memórias?
A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.
No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”
Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)
O que está por trás da alta do Claude?
O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.
Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.
This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.
Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.
Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.
A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.
Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.
Claude no topo
Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)
Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.
Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.
De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.
A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.
Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)Resumo
OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos e do plano Go;
Anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT e não resultam em compartilhamento de dados privados dos usuários com anunciantes;
Por ora, testes estão limitados a usuários maiores de idade nos Estados Unidos.
A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT. A publicidade é direcionada a usuários do plano gratuito do serviço ou a assinantes do ChatGPT Go, o plano pago mais barato. As peças publicitárias são exibidas na parte inferior de cada conversa e, de acordo com a OpenAI, não influenciam nas respostas do serviço.
Agora sabemos que os testes começaram nesta semana. No momento, apenas usuários com mais de 18 anos de idade que estejam baseados nos Estados Unidos podem se deparar com os anúncios. Porém, eles não aparecem e não aparecerão para usuários dos planos pagos Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.
Anúncios serão mostrados para usuários do ChatGPT em outros países?
É bastante provável que sim, embora ainda não haja informações oficiais a respeito. Isso porque a própria OpenAI reconhece que precisa de uma fonte de receita para manter os planos gratuito e Go:
O ChatGPT é usado por centenas de milhões de pessoas para aprendizado, trabalho e decisões do dia a dia. Manter os planos gratuitos e Go rápidos e confiáveis exige infraestrutura significativa e investimento contínuo.
Os anúncios ajudam a financiar esse trabalho, apoiando um acesso mais amplo à IA por meio de opções gratuitas e de baixo custo de maior qualidade, e permitindo-nos continuar aprimorando a inteligência e os recursos que oferecemos ao longo do tempo.
Anúncio no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
A declaração sugere que, passada a fase de teste ou em uma etapa futura desta, os anúncios serão exibidos para usuários de outros países.
A OpenAI explica que, além de não influenciar em respostas do ChatGPT, os anúncios não resultarão em compartilhamento de dados privados do usuário com anunciantes. Cada anúncio é separado do conteúdo das conversas por linhas e um rótulo de patrocínio.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT retomou crescimento mensal superior a 10% e a OpenAI planeja atualizar seus modelos de IA até 13/02.
O Codex, ferramenta para programadores, cresceu 50% após o lançamento do GPT-5.3-Codex e um app para macOS.
A OpenAI enfrenta concorrência da Anthropic e desentendimentos com a Nvidia, após um acordo de US$ 100 bilhões.
A OpenAI estaria preparando uma atualização nos modelos de inteligência artificial do ChatGPT para lançá-la até sexta-feira (13/02), de acordo com uma reportagem da CNBC. O chatbot também teria retomado um ritmo forte de crescimento.
As informações estariam em uma mensagem enviada pelo CEO Sam Altman no Slack da companhia e obtida pela publicação.
O que Sam Altman falou?
No comunicado interno, Altman teria dito que o ChatGPT voltou a apresentar um crescimento mensal superior a 10%. O executivo ainda afirmou, segundo a reportagem, que um “modelo atualizado do Chat” chegaria nesta semana, mas não deu detalhes sobre possíveis melhorias.
Altman também falou sobre o Codex, de acordo com a CNBC. A ferramenta destinada a programadores teve um crescimento de 50% em relação à semana anterior, após o lançamento do modelo GPT-5.3-Codex e de um app independente para o macOS.
OpenAI está pressionada por concorrentes
A empresa liderada por Altman foi uma das responsáveis por popularizar a inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022. Agora, pouco mais de três anos depois, ela enfrenta concorrentes mais maduros.
A desafiante que está nos holofotes dessa vez é a Anthropic, que parece ter caído nas graças dos desenvolvedores com a ferramenta de gerar códigos Claude Code.
ChatGPT tem concorrentes mais avançados do que há três anos (foto: Focal Foto/Reprodução)
A disputa entre as duas envolveu uma provocação recente. Neste domingo (08/02), a criadora do Claude veiculou propagandas no intervalo do Super Bowl — o espaço publicitário mais caro da TV americana — tirando sarro dos futuros anúncios do ChatGPT.
Altman e outros executivos responderam à concorrente nas redes sociais. O CEO chamou os vídeos de desonestos, alegando que o ChatGPT nunca teve anúncios da maneira que a Anthropic retratou.
Peças satirizam conversas cotidianas distorcidas por propagandas intrusivas (imagem: divulgação)Resumo
Anthropic lançou uma campanha publicitária com quatro vídeos que ironizam os anúncios no ChatGPT.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou a campanha como “desonesta” e afirmou que o ChatGPT não exibirá anúncios da forma descrita nos vídeos.
Segundo a OpenAI, os anúncios serão exibidos no final das respostas, sem influenciar o teor das respostas geradas pela IA.
A Anthropic decidiu alfinetar a OpenAI com uma campanha publicitária lançada ontem (04/02). Em uma série de quatro vídeos, a criadora do Claude, chatbot rival do ChatGPT, ironiza a introdução de propagandas no ChatGPT.
Nos vídeos, a empresa satiriza que o produto de Sam Altman usará informações enviadas pelo usuário em conversas cotidianas para distorcer conselhos, a fim de alavancar a venda de produtos de anunciantes.
A provocação ocorre poucas semanas após a OpenAI confirmar oficialmente a chegada dos anúncios na versão gratuita e no plano Go do assistente. A medida, que já era discutida internamente e especulada desde pelo menos 2024, deve custear o processamento de dados e a expansão de infraestrutura da empresa, mas serviu de munição para concorrentes se posicionarem como alternativas livres de publicidade.
Como são os vídeos?
Os comerciais colocam um indivíduo conversando com outra pessoa com o estilo de conversação comum de chatbots de IA. Os vídeos se iniciam com uma palavra provocativa, como “violação” e “traição”. Nesse último, por exemplo, um homem conversa com uma terapeuta sobre a relação com a própria mãe e recebe uma propaganda de um site de encontros com mulheres mais velhas.
O comportamento se repete em outras peças, nas quais os personagens recebem ofertas de forma intrusiva em meio a conversas. No vídeo “violação”, a empresa é mais explícita na crítica ao uso indevido de dados dos usuários: nele, um jovem busca dicas para definir o abdômen e, após informar sua altura e peso, recebe um anúncio de palmilhas para ficar mais alto.
A Anthropic encerra os vídeos com a mensagem de que os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude. A promessa repete o posicionamento do Google, dono do Gemini, que diz não ter planos para incluir publicidade na plataforma e fez ressalvas quanto ao modelo adotado pela OpenAI.
A sátira tocou na ferida da OpenAI. Embora tenha admitido na rede social X que riu dos vídeos, o CEO Sam Altman publicou um longo texto rebatendo a campanha e classificando-a como “desonesta”.
Altman afirma que o ChatGPT “jamais rodaria anúncios da forma que a Anthropic descreve” e insiste que seus usuários rejeitariam tal comportamento. Além disso, o executivo criticou a rival por servir apenas a “pessoas ricas” com seus planos de assinatura, chamando-a de “autoritária” pelas políticas de uso restritivas.
First, the good part of the Anthropic ads: they are funny, and I laughed.
But I wonder why Anthropic would go for something so clearly dishonest. Our most important principle for ads says that we won’t do exactly this; we would obviously never run ads in the way Anthropic…
De fato, durante a cobertura de todo o processo de avaliação da OpenAI pelo modelo de anúncios, sabia-se que a empresa estava preocupada com a recepção do conteúdo patrocinado pela base de usuários e que isso definiu os princípios usados pela companhia.
Apesar da paródia ácida da Anthropic, a implementação real dos anúncios no ChatGPT promete ser mais contida. A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto, exibindo-a apenas no final das respostas textuais e quando houver um produto ou serviço relevante para a conversa.
Segundo a dona do ChatGPT, as propagandas serão rotuladas, separadas do conteúdo gerado pela IA e não influenciarão o teor das respostas.
Aplicativo do ChatGPT para iPhone com mensagem de erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Usuários do ChatGPT se deparam com mensagem de erro ao usar a ferramenta nesta terça-feira (03/02);
OpenAI reconhece o problema em sua página de status e já trabalha em solução;
Falha no ChatGPT afeta usuários no mundo todo.
Usuários do ChatGPT enfrentam dificuldades para usar a ferramenta na tarde desta terça-feira (03/02). A versão web do serviço e os seus respectivos aplicativos abrem normalmente. Mas, quando o usuário faz uma pergunta ou digita instruções (prompts), se depara com uma mensagem de erro.
A mensagem de erro tem os seguintes dizeres: “Hmm…something seems to have gone wrong“, que podem ser traduzidos como “Hum… parece que alguma coisa está errada”.
A mensagem de erro é acompanha de um botão “Repetir”, que tem a função de reenviar a pergunta ou o prompt que fez o alerta ser exibido. No entanto, quando o botão é pressionado, o erro volta a se aparecer.
Não por acaso, na página de status da OpenAI, que reporta a existência de problemas nos serviços da organização, há um aviso de que o ChatGPT está exibindo mensagens de erro para um número elevado de usuários.
Mensagem de erro na versão web do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Não é só com você, portanto. O problema afeta usuários do serviço no mundo todo, inclusive aqueles que usam versões pagas do ChatGPT.
Além disso, há falhas em APIs da OpenAI relacionadas ao ChatGPT. Isso significa que serviços de terceiros que utilizam recursos do ChatGPT também enfrentam problemas.
Curiosamente, testes feito pelo Tecnoblog com as versões web e móveis do ChatGPT (apps) mostram a ferramenta dando respostas normalmente quando o usuário não está logado no serviço.
Qual a causa da falha no ChatGPT?
As razões da falha ainda não foram identificadas ou reveladas. Ainda em sua página de status, a OpenAI informa apenas que já está trabalhando em uma solução para o problema.
Os erros começaram a aparecer por volta das 18:00 de hoje (considerando o horário de Brasília).
Grande parte dos usuários começou a notar uma normalização ao redor das 18:30.
Sam Altman nega problemas e diz que chips da Nvidia são os melhores do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI está insatisfeita com o desempenho dos chips da Nvidia para inferência no ChatGPT, buscando alternativas com mais memória SRAM.
Rumores de tensão entre OpenAI e Nvidia surgiram, mas ambas as empresas negam desacordo; Sam Altman elogia os chips da Nvidia.
A OpenAI considera parcerias com startups como Cerebras e Groq para melhorar a velocidade de inferência, tendo fechado um acordo com a Cerebras.
A OpenAI não está contente com o desempenho dos modelos mais recentes de chips da Nvidia para inteligência artificial. O problema está especificamente no uso desse hardware para inferência — isto é, para executar as tarefas solicitadas pelos usuários.
A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters junto a oito fontes com conhecimento do assunto, que falaram em condição de anonimato.
A reportagem reforçam os rumores de tensão entre as duas empresas. Na última sexta-feira (30/01), o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre uma possível reavaliação nos investimentos de US$ 100 bilhões da Nvidia na OpenAI.
Oficialmente, as duas empresas negam qualquer desacordo. Em nota, a Nvidia afirmou que os consumidores escolhem seus chips porque eles entregam o melhor desempenho e o melhor custo-benefício.
Do lado da OpenAI, Sam Altman, CEO da empresa, usou sua conta no X para dizer que a Nvidia faz os melhores chips de IA do mundo e que espera que a OpenAI continue sendo uma compradora gigante por muito tempo.
Por que a OpenAI não está gostando dos chips da Nvidia?
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta modelos B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Segundo a Reuters, sete das oito pessoas consultadas disseram que a OpenAI não está satisfeita com o tempo que os chips da Nvidia levam para dar respostas aos usuários do ChatGPT em questões específicas, como desenvolvimento de software e comunicação com outras inteligências artificiais.
Para resolver o problema, ela precisa de um novo hardware, que seria responsável por 10% das necessidades computacionais de inferência da OpenAI.
A questão seria limitada à inferência — processo em que os modelos de IA atendem às solicitações dos usuários. Na parte de treinamento, quando os modelos processam quantidades enormes de dados para identificar padrões e conexões neles, a Nvidia continua sendo dominante.
O que a OpenAI pretende fazer a respeito?
De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT avalia trabalhar com startups do setor de chips, como Cerebras e Groq (sem relação com o chatbot de IA do X, o Grok), podendo inclusive adquirir uma companhia desse tipo.
A Reuters apurou que o interesse da companhia liderada por Sam Altman é encontrar chips com grandes quantidades de SRAM na mesma peça de silício que as próprias placas, visando oferecer velocidades maiores de inferência. As GPUs da Nvidia e da AMD usam memórias externas.
A OpenAI fechou um acordo com a Cerebras para adicionar 750 MW de potência computacional a seus data centers. Já as conversas com a Groq foram interrompidas depois de a própria Nvidia anunciar um acordo de licenciamento com a companhia.
App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)Resumo
O Sora, aplicativo de vídeos por IA da OpenAI, teve uma queda de 45% nos downloads de dezembro para janeiro e uma redução de 32% nos gastos dos usuários.
A concorrência com o Gemini do Google e o Meta AI da Meta contribuiu para o declínio do Sora, além de problemas com direitos autorais que limitaram o uso de personagens populares.
Desde o lançamento, o Sora acumulou 9,6 milhões de downloads e arrecadou US$ 1,4 milhão, com os Estados Unidos contribuindo com US$ 1,1 milhão desse total.
O aplicativo de vídeos por IA Sora está enfrentando uma queda acentuada de popularidade três meses após o lançamento. Dados da Appfigures mostram que os downloads caíram 45% de dezembro para janeiro, enquanto os gastos de usuários recuaram 32%.
O app da OpenAI chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos logo no lançamento, em outubro de 2025. Na época, ele ainda funcionava como uma experiência exclusiva por convite e registrou mais de 100 mil instalações no primeiro dia. A marca de 1 milhão de downloads foi atingida mais rápido que o próprio ChatGPT.
A situação mudou nas semanas seguintes. Em dezembro, os downloads já haviam recuado 32% em relação a novembro, mesmo com as festas de fim de ano – normalmente um período em que aplicativos para smartphones costumam ganhar impulso. Em janeiro, as instalações chegaram a 1,2 milhão.
O que explica o declínio do Sora?
A concorrência pesou. O Gemini do Google, especialmente com o modelo Nano Banana, ganhou terreno entre usuários de IA generativa. A Meta também entrou na disputa com o Meta AI, que lançou recursos de vídeo em outubro.
Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Os problemas com direitos autorais tiveram impacto direto. No início, a OpenAI permitia que usuários criassem vídeos com personagens populares como Bob Esponja e Pikachu, o que ajudou a impulsionar a adoção. Após pressão de estúdios de Hollywood, a empresa migrou para um modelo mais restritivo, exigindo autorização prévia para uso de propriedade intelectual.
Em dezembro, a OpenAI anunciou um acordo com a Disney para liberar personagens da empresa na plataforma. A parceria, no entanto, não reverteu a tendência de queda nos números.
Quanto o Sora arrecadou até agora?
Desde outubro, o aplicativo acumulou 9,6 milhões de downloads nas versões para iOS e Android. A receita total chegou a US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 7,4 milhões), com os Estados Unidos respondendo por US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões) desse montante. Japão, Canadá, Coreia do Sul e Tailândia aparecem em seguida.
Em janeiro, os gastos no app somaram US$ 367 mil, contra o pico de US$ 540 mil em dezembro (R$ 2,8 milhões). Na App Store americana, o Sora caiu para a posição 101 entre os aplicativos gratuitos. No Google Play, está na 181ª posição.
ChatGPT vai tirar modelos poucos usados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI vai remover os modelos GPT-4o, GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini, GPT-5 Instant e GPT-5 Thinking do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026.
O ChatGPT oferecerá apenas os modelos das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025.
Apenas 0,1% dos usuários ainda escolhem o GPT-4o, enquanto a maioria já adotou o GPT-5.2.
A OpenAI vai remover o GPT-4o, o GPT-4.1, o GPT-4.1 mini, o o4-mini, o GPT-5 Instant e o GPT-5 Thinking do ChatGPT. A mudança ocorre no dia 13 de fevereiro de 2026. O acesso via API não sofrerá alterações.
Com isso, o chatbot oferecerá apenas modelos de inteligência artificial generativa das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025, respectivamente.
A aposentadoria do GPT-5 já havia sido mencionada no lançamento da versão 5.1 — na ocasião, a empresa disse que o modelo antigo ficaria disponível por mais três meses. A novidade do comunicado publicado nesta quinta-feira (29/01) é a retirada dos modelos da versão 4.
GPT-4o foi o queridinho dos usuários
De acordo com a companhia, apenas 0,1% dos usuários escolhem usar o GPT-4o, lançado em maio de 2024, enquanto a vasta maioria já adotou o GPT-5.2.
Mesmo assim, como temos visto ao longo dos últimos anos, atualizações em modelos de IA generativa costumam desagradar usuários, ao menos em um primeiro momento.
Para usuários, tom das respostas importa (foto: Focal Foto/Reprodução)
Um exemplo disso envolve o próprio GPT-4o. Logo após o lançamento do GPT-5, em agosto de 2025, houve uma onda de reclamações, apontando que as respostas do robô tinham ficado mais curtas e impessoais, dando uma impressão de distanciamento.
Em resposta a essas críticas, a OpenAI permitiu que assinantes dos planos Plus e Pro pudessem selecionar o 4o e trouxe de volta o seletor de modelos.
“Esse feedback influenciou diretamente o GPT-5.1 e o GPT-5.2, com melhorias na personalidade, suporte mais robusto para a geração de ideias criativas e mais maneiras de personalizar as respostas do ChatGPT”, afirma a OpenAI em seu texto.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.
Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.
De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).
Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.
Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.
Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.
OpenAI quer aumentar receita
A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.
Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.
Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.
Maior reformulação da história da Siri pode chegar em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Apple pode transformar a Siri em um chatbot de IA, com lançamento previsto já no iOS 27 deste ano.
Segundo o jornalista Mark Gurman, a interface atual será substituída por um sistema de conversação contínua, similar ao ChatGPT.
A nova Siri integrará recursos como análise de documentos, geração e edição de imagens, e gerenciamento de dados pessoais.
Já é sabido que a Apple planeja uma reformulação completa na estrutura e funcionamento da Siri. Agora, novas informações indicam qual será o caminho: a assistente virtual pode virar um chatbot de inteligência artificial e estrear no iOS 27.
Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a atual interface da assistente será substituída por um sistema capaz de manter conversas contínuas, processar textos e executar tarefas complexas.
Internamente, a mudança seria tratada pelo codinome “Campos”, com a possibilidade de apresentação na feira WWDC deste ano, prevista para junho.
Por que a Apple decidiu mudar a Siri agora?
A transformação da Siri em um chatbot seria uma resposta ao cenário competitivo agressivo e à percepção de que a Apple ficou para trás na corrida da IA generativa.
A Siri com recursos aprimorados por IA foi anunciada na WWDC de 2024, mas ainda não foi lançada. A diretoria da Apple ficou insatisfeita com a qualidade da assistente desenvolvida em casa e adiou o lançamento do recurso.
Siri “turbinada” com IA foi anunciada em 2024, mas ainda não chegou (imagem: reprodução/Apple)
Vale notar que a novidade chegará em fases. Embora uma atualização da Siri esteja agendada para a primavera do hemisfério norte (entre março e junho) no iOS 26, ela deve manter a interface atual.
Segundo Gurman, a reformulação completa ficará reservada para a grande atualização de setembro, com o iOS 27 e macOS 27.
Integração total com o sistema
O grande trunfo do projeto Campos seria a profundidade da integração com o sistema operacional e os dados do usuário, algo que aplicativos de terceiros não conseguem replicar devido às restrições do iOS. A nova Siri deve ter permissão para navegar e interagir diretamente com aplicativos nativos.
Segundo a reportagem, entre as novas capacidades da assistente, destacam-se:
Analisar e resumir arquivos: usuários poderão fazer upload de documentos para análise;
Gerar e editar imagens: criação de conteúdo visual e edições em fotos, como recortes e alterações de cor, via comando de voz;
Gerenciar dados pessoais: localizar arquivos, eventos de agenda, e-mails antigos e mensagens de texto com base em descrições ou contexto.
Nova Siri terá acesso a dados de e-mail, agenda e mais (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Gurman detalha que a Siri será integrada aos principais apps da empresa, como Mail, Música, Podcasts, TV e até o Xcode. Um exemplo prático citado por ele descreve um cenário em que o usuário pede à Siri, dentro do aplicativo de e-mail, para redigir uma mensagem para um amigo utilizando informações cruzadas da agenda pessoal.
Essa capacidade de utilizar dados pessoais para concluir tarefas seria a aposta da Apple para tentar diferenciar seu produto. O acesso ao serviço deve permanecer o mesmo: com o comando de voz “Siri” ou pressionando o botão lateral do iPhone e iPad.
Interface clássica da assistente pode ser trocada por um sistema de conversação contínua similar ao ChatGPT, segundo Mark Gurman. Anúncio oficial pode ocorrer em junho.
Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Siri deverá ficar mais "esperta" a partir de 2025 (imagem: reprodução/Apple)
Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI implementou um sistema de previsão de idade para identificar menores de 18 anos, substituindo a autodeclaração de idade.
O sistema analisa padrões de escrita, horários de atividade e histórico da conta para aplicar restrições de segurança.
No Brasil, o ECA Digital também exige verificação confiável de idade, proibindo a autodeclaração como único controle.
A OpenAI começou a implementar um novo sistema de previsão de idade para identificar se a conta pertence a um menor de 18 anos. A tecnologia pode ativar restrições de segurança automaticamente, independente da data de nascimento informada no cadastro.
A medida substitui a simples autodeclaração de idade (a seleção da data de nascimento) no momento do registro. Agora, a inteligência artificial assume o papel de fiscal, analisando padrões de uso para categorizar o perfil e aplicar filtros de proteção.
A novidade complementa o pacote de ferramentas de controle parental lançado pela empresa em setembro de 2025, fechando o cerco contra o uso indevido da IA por crianças. Não custa lembrar que a empresa foi forçada a implementar os limites após ser alvo de um processo que acusa o ChatGPT de ter incentivado o suicídio de um adolescente, denúncia que se repetiu meses depois.
A ferramenta de previsão de idade será liberada gradualmente.
Como funciona?
Segundo o comunicado oficial, a ferramenta avalia uma combinação de fatores:
Padrões de escrita: a sintaxe e o tipo de linguagem utilizada nas perguntas (prompts).
Horários de atividade: os momentos do dia em que o usuário costuma acessar a plataforma.
Histórico da conta: o tempo de existência do cadastro e como o uso evoluiu.
Ao cruzar esses dados, o algoritmo estima a probabilidade de o usuário ser um adolescente. Se a IA decidir que se trata de um menor, a conta é imediatamente migrada para uma experiência restrita.
Ferramentas de controle em contas de adolescentes no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Uma vez classificado como adolescente pelo sistema, o usuário perde o acesso livre a diversos tópicos. Segundo a OpenAI, a barreira automática visa impedir o contato com temas sensíveis ao desenvolvimento infanto-juvenil. Entre os conteúdos bloqueados estão:
Violência gráfica;
Materiais que incentivem automutilação ou distúrbios alimentares (como dietas extremas);
“Roleplay” (interpretação de papéis) de cunho sexual, romântico ou violento;
Desafios virais que possam estimular comportamentos de risco.
Caso o sistema cometa um erro e classifique um adulto como adolescente, será necessário provar a maioridade. O desbloqueio exige um processo de verificação de identidade via Persona, que solicita o envio de uma selfie para confirmar a idade real.
ECA Digital prevê novos modos de verificação
A implementação do sistema preditivo ocorre em meio à pressão regulatória global e atende a requisitos que já são realidade na legislação brasileira. A Lei nº 15.211 — o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente —, sancionada em setembro de 2025, torna obrigatória a adoção de medidas técnicas para impedir o acesso de menores a conteúdos impróprios.
Quanto a verificação de idade, a lei brasileira veda explicitamente a autodeclaração como único mecanismo de controle. Segundo o Artigo 9º, são exigidos “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso”. A nova lei também pede que as plataformas permitam a supervisão dos pais em contas de adolescente.
O ECA Digital proíbe, porém, que os dados coletados por esses mecanismos sejam utilizados para finalidades distintas da verificação etária. No comunicado, a OpenAI — que também implementará anúncios na plataforma — não esclarece como pretende tratar os dados coletados pelo modelo de previsão, nem o que fará com as informações de usuários posteriormente identificados como menores de idade.
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)Resumo
O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.
O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.
Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.
Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.
Publicidade pode “contaminar” IA
Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.
Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.
ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)
China: “seis meses atrás do Ocidente”
Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.
Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.
Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.
Após anos refletindo implementação, ChatGPT deve ganhar anúncios (imagem: divulgação/OpenAI)Resumo
OpenAI anunciou que o ChatGPT exibirá anúncios na versão gratuita e no plano básico nos EUA.
Ainda em testes, as propagandas aparecerão no final das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado pela IA.
A empresa afirma que os dados das conversas não serão vendidos e a personalização poderá ser desativada pelos usuários.
Não demorou tanto para a OpenAI encontrar um meio de exibir anúncios no ChatGPT. Para sustentar os custos de processamento de IA, a empresa anunciou, nesta sexta-feira (16/01), que iniciará testes nas próximas semanas para incluir publicidade no chatbot.
A confirmação encerra um ciclo de quase dois anos de discussões internas que vazaram para a imprensa. Em dezembro de 2024, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, já havia sinalizado que a empresa estudava “quando e onde” implementar anúncios, citando a necessidade de justificar os investimentos recebidos.
Um ano depois, em dezembro de 2025, o The Information reportou que a companhia testava formatos nos quais a IA poderia sugerir produtos dentro das respostas. Agora, a OpenAI formaliza como isso deve acontecer.
Como os anúncios vão aparecer?
A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto da conversa. De acordo com a empresa, os anúncios aparecerão no final das respostas, quando houver um produto ou serviço relevante relacionado ao que foi perguntado pelo usuário. Ou seja, por enquanto, não devemos ver trechos patrocinados no próprio conteúdo das respostas.
Preocupada com a recepção dos usuários, a empresa estabeleceu alguns princípios para a proposta de anúncios:
Eles não influenciarão o conteúdo das respostas geradas pela IA;
Os dados das conversas não serão vendidos aos anunciantes;
Usuários poderão desativar a personalização de anúncios nas configurações.
Segundo um exemplo do próprio comunicado, se o usuário perguntar sobre dicas de viagem, o chatbot poderá exibir, após a resposta textual, um bloco patrocinado de uma agência de turismo ou companhia aérea. Ainda assim, todo o conteúdo publicitário deve ser rotulado e separado da resposta da IA.
Anúncios aparecerão em espaços convenientes na conversa (imagem: divulgação/OpenAI)
Quem deve ver os anúncios?
Inicialmente, a companhia deve seguir a abordagem de plataformas de streaming: a novidade deve começar a aparecer para usuários do plano gratuito e da assinatura de baixo custo ChatGPT Go. Segundo o comunicado oficial, assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão propagandas.
Por enquanto a empresa menciona apenas os Estados Unidos como mercado que começará a ver esses anúncios, portanto, ainda não há previsão de quando o novo formato chegará ao Brasil ou outros mercados.
Dinheiro para pagar expansão
Os anúncios seriam uma forma de financiar os movimentos de expansão da companhia, que segue construindo data centers e evoluindo o poder de processamento dos modelos de IA. Hoje, o ChatGPT conta com um plano gratuito bastante limitado, e as assinaturas que ampliam os limites de acessos às funcionalidades do serviço.
A OpenAI, junto à Amazon, Google, Meta e Microsoft, devem gastar mais de US$ 325 bilhões (R$ 1,7 trilhão) na construção de data centers apenas em 2026, segundo o New York Times. Uma das obras que devem se iniciar neste ano está na Argentina: a empresa de Sam Altman fechou uma joint venture com a sul-americana Sur Energy para um projeto de 500 megawatts na Patagônia.
ChatGPT ganha versão que compete com o Google Tradutor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
ChatGPT Translate foi lançado para competir com o Google Tradutor, oferecendo tradução automática em cerca de 50 idiomas;
Serviço detecta automaticamente o idioma de origem e permite escolher o idioma de destino para traduções imediatas;
Novidade oferece opções de tradução formal ou simplificada como diferenciais.
Já era possível usar o ChatGPT para traduzir textos, mas, agora, o serviço tem uma variação específica para esse fim: o ChatGPT Translate ou, no Brasil, “Traduza com o ChatGPT”, surge para concorrer diretamente com o Google Tradutor.
Foi um lançamento silencioso. Ao contrário do que fez com relação ao ChatGPT Health, versão do serviço de IA que trata especificamente de assuntos sobre saúde e bem-estar, até o momento, a OpenAI não liberou nenhum anúncio público para promover o ChatGPT Translate.
Fato é que a novidade tem uma dinâmica de funcionamento que realmente remete ao Google Tradutor. Na página principal do serviço, há uma caixa na qual o texto a ser traduzido deve ser inserido. O resultado aparece na caixa à direita (ou na caixa logo abaixo, se a página for aberta em um celular).
O ChatGPT Translate é capaz de detectar o idioma de origem automaticamente, mas também é possível definir essa configuração em um campo logo acima da caixa de entrada. No campo acima da caixa de resultado, basta escolher o idioma de destino.
No momento, o serviço gera resultados em aproximadamente 50 idiomas, como alemão, espanhol, francês, italiano, português (de Portugal e do Brasil) e russo, além do inglês, obviamente.
O tradutor do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Qual é melhor: Google Tradutor ou ChatGPT Translate?
Nos testes rápidos que fiz para esta notícia, o Google Tradutor levou a melhor. O serviço do Google tem um layout mais adequado para exibir textos longos. No ChatGPT, a caixa de resultado não se ajusta ao tamanho do conteúdo a ser traduzido, razão pela qual é ideal apenas para tradução de textos curtos.
Além disso, o Google Tradutor tem mais funcionalidades. Por exemplo, a ferramenta é capaz de fazer traduções de imagens, documentos e até de páginas web, recursos que o ChatGPT Translate não oferece (mas que deve oferecer em breve).
Já a qualidade de tradução ficou equivalente entre os dois serviços, considerando um texto traduzido do inglês para o português do Brasil.
Contudo, o ChatGPT Translate tem um diferencial interessante: você pode pedir para a ferramenta gerar traduções mais formais (ideal para negócios) ou como se o conteúdo tivesse que ser explicado para uma criança, entre outras opções.
Com isso, o novo serviço pode fazer a tradução aplicando uma abordagem linguística diferente em relação ao texto original. Assim, você pode recorrer à ferramenta para traduzir um texto técnico em inglês de modo que o resultado possa ser mais facilmente compreendido por uma pessoa leiga naquele assunto, por exemplo.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou o discurso em torno da IA (imagem: reprodução/YouTube)Resumo
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, criticou a “narrativa apocalíptica” sobre IA, afirmando que ela prejudica investimentos e políticas públicas.
Huang argumenta que a ênfase em cenários catastróficos causa danos ao debate público e ao desenvolvimento tecnológico.
Ele também criticou empresas que pedem mais regulação governamental, sugerindo que essas iniciativas nem sempre visam o interesse público.
A inteligência artificial generativa ocupa o centro de debates públicos atuais. Na maioria das vezes, com críticas, envoltas por desconfiança e pessimismo. Para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, esse tipo de narrativa não tem contribuído positivamente para a sociedade.
No podcast No Priors, Huang afirmou que uma de suas principais reflexões de 2025 foi justamente a disputa de narrativas em torno da IA. De um lado, estão aqueles que veem a tecnologia como um fator de progresso; do outro, os que acreditam que ela pode degradar ou até destruir estruturas sociais.
Segundo o CEO, reduzir o debate a extremos é um erro, mas a ênfase exagerada em cenários catastróficos teriam causado efeitos negativos concretos.
“Narrativa de ficção científica“
O executivo reconheceu que é simplista descartar completamente as preocupações levantadas por críticos da IA. Ainda assim, afirmou que algumas posições vêm causando danos ao debate público e ao próprio desenvolvimento tecnológico.
“Eu acho que causamos muitos danos com pessoas muito respeitadas que pintaram uma narrativa apocalíptica, de fim do mundo, de ficção científica”.
– Jensen Huang, CEO da Nvidia
Em seguida, reforçou:
“E eu entendo que muitos de nós crescemos gostando de ficção científica, mas isso não é útil. Não é útil para as pessoas. Não é útil para a indústria. Não é útil para a sociedade. Não é útil para os governos”.
– Jensen Huang, CEO da Nvidia
Huang não citou nomes diretamente, mas já entrou em conflito público com executivos que defendem alertas mais severos sobre os impactos da IA.
Huang vê prejuízos no discurso apocalíptico em torno da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Durante o podcast, Huang também criticou empresas que pedem mais regulação governamental para a IA, sugerindo que essas iniciativas nem sempre colocam o interesse público em primeiro lugar. Segundo ele, quando companhias recorrem ao Estado para limitar a tecnologia, há conflitos de motivação.
“As intenções deles são profundamente conflitantes e claramente não estão totalmente alinhadas com o melhor interesse da sociedade. Eles são CEOs e estão, obviamente, defendendo a si mesmos”, afirmou.
O chefe da Nvidia também argumentou que o excesso de mensagens negativas pode acabar criando as próprias consequências que os críticos temem.
“Quando 90% da mensagem gira em torno do fim do mundo e do pessimismo, estamos assustando as pessoas a ponto de afastá-las de investir em IA — investimentos que tornariam a tecnologia mais segura, mais funcional, mais produtiva e mais útil para a sociedade”.
TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)Resumo
TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.
O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.
A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.
Confira o ranking da América Latina
TikTok — 156 milhões de downloads
Temu — 128 milhões
ChatGPT — 123 milhões
Instagram — 83 milhões
Roblox — 72 milhões
Gemini — 67 milhões
Facebook — 64 milhões
WhatsApp — 62 milhões
Mercado Livre — 62 milhões
CapCut — 61 milhões
ReelShort — 60 milhões
DramaBox — 59 milhões
Seekee — 55 milhões
Shein — 55 milhões
Block Blast! — 51 milhões
Spotify — 47 milhões
Threads — 47 milhões
Telegram — 45 milhões
Free Fire — 45 milhões
Mercado Pago — 40 milhões
IA generativa no topo
ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.
É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.
Apenas dois apps latino-americanos no top 20
Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.
Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.
Google oferece Visão Geral com IA e Modo IA (foto: Brett Jordan/Unsplash)Resumo
A audiência de sites de notícias vinda do Google caiu 33% em um ano, segundo dados da Chartbeat para mais de 2,5 mil sites jornalísticos.
A Visão Geral de IA aparece em 10% das buscas no Google nos EUA, enquanto o ChatGPT começa a direcionar tráfego, mas ainda em números irrelevantes.
O relatório do Instituto Reuters sugere que empresas jornalísticas devem investir em vídeos para plataformas como YouTube e TikTok, bem como explorar modelos de assinaturas.
O número de visitas a sites de notícias vindas do Google caiu 33% em 12 meses, refletindo mudanças nos mecanismos de pesquisa. Nos últimos anos, o buscador passou a usar inteligência artificial para gerar resumos automáticos e colocá-los acima dos links. Além disso, o ChatGPT e outros chatbots de IA ganharam popularidade como forma de consultar informações.
Os sites que cobrem comportamento, celebridades e turismo são os mais afetados, enquanto publicações que acompanham o noticiário diário de interesse geral parecem mais protegidas.
Os dados são da plataforma Chartbeat e dizem respeito a mais de 2,5 mil sites jornalísticos do mundo todo. Eles foram apresentados em um relatório do Instituto Reuters sobre a situação do jornalismo.
O documento aponta ainda que a Visão Geral com IA (AI Overview) aparece em cerca de 10% das buscas no Google realizadas nos Estados Unidos. Além disso, a empresa já oferece uma experiência com Gemini nos resultados, chamada Modo IA. Já o ChatGPT começa a direcionar tráfego a sites jornalísticos, mas em números irrelevantes.
Modo IA pode gerar tabelas comparando informações (imagem: divulgação)
O que isso significa para o jornalismo?
Para Nic Newman, pesquisador do Instituto Reuters, a “era do tráfego” está chegando ao fim. Isso significa que a quantidade de visitas originadas em buscadores deve cair rapidamente daqui em diante.
Com menos usuários acessando os sites, a receita gerada pela publicidade tende a desaparecer também, colocando em risco um modelo de negócios que funcionou durante décadas.
Os dados mostram que um cenário previsto há alguns anos pode se tornar realidade: o “Google Zero”, situação em que um site passa a receber zero acesso vindo do principal buscador da web. O termo foi cunhado pelo editor-chefe do The Verge, Nilay Patel.
“Não está claro o que vem por aí”, diz Newman. “Empresas jornalísticas temem que os chatbots de IA estejam criando um novo e conveniente jeito de acessar informação, o que poderia deixar sites e jornalistas para trás.”
Qual é o futuro para os sites?
Apesar da incerteza, o relatório do Instituto Reuters identifica algumas tendências entre as empresas do setor. Uma delas é encorajar jornalistas a produzir conteúdo em vídeo para YouTube e TikTok, aproveitando a popularidade do formato de vídeos curtos.
Dos 280 líderes de redações entrevistados, cerca de três quartos pretendem incentivar seus funcionários a se envolver com esse tipo de tarefa, e metade planeja fazer parcerias com criadores para distribuir seu conteúdo.
Outra forma de lidar com a queda de acessos e da receita com publicidade é buscar um modelo de assinaturas, o que também pode ajudar a criar um relacionamento mais direto com os leitores.
Newman aposta que o jornalismo vai sobreviver, apesar desses desafios. “Notícias confiáveis, análises de especialistas e diferentes pontos de vista continuam importantes para os indivíduos e para a sociedade”, comenta o pesquisador. “Boas histórias e sensibilidade humana são difíceis de replicar usando IA.”
ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)Resumo
ChatGPT Health foi criado para consultas de saúde, com proteções adicionais de privacidade e colaboração de mais de 260 médicos;
Serviço permite conexão com prontuários eletrônicos e ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal;
Novidade ainda não está disponível globalmente; é necessário se cadastrar em uma lista de espera.
Se você nunca usou o ChatGPT para analisar um exame médico ou esclarecer dúvidas sobre doenças, há boas chances de que um dia você faça isso. Não surpreende, portanto, que a OpenAI tenha anunciado uma versão do serviço direcionada especificamente para consultas de saúde: o ChatGPT Health.
A própria OpenAI admite que o ChatGPT é muito acessado dentro de contextos médicos, “com centenas de milhões de pessoas fazendo perguntas sobre saúde e bem-estar toda semana”.
São consultas em que o usuário descreve sintomas e pede para o ChatGPT apontar as possíveis causas ou em que pede para o serviço de IA explicar resultados de exames médicos que, muitas vezes, têm termos técnicos pouco claros para o público leigo, só para dar alguns exemplos.
Para atender a essas demandas, o ChatGPT Health é capaz até de se conectar a prontuários eletrônicos e a ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal, para ter dados atualizados do usuário.
Por que o ChatGPT Health foi criado?
Se o ChatGPT já é capaz de funcionar como um “consultor médico” ou algo nesse sentido, por que a OpenAI anunciou uma variação do serviço focada em saúde?
Uma explicação é o fator privacidade. Frequentemente, consultas sobre saúde no ChatGPT envolvem dados sensíveis do usuário. Por isso, o ChatGPT Health foi criado com proteções adicionais para informações de saúde, de acordo com a OpenAI:
O Health fica em um espaço próprio dentro do ChatGPT, onde suas conversas, aplicativos conectados e arquivos ficam armazenados separadamente de suas outras conversas. O Health tem memórias separadas, garantindo que seu contexto de saúde permaneça contido nesse espaço.
Outro objetivo é oferecer resultados mais precisos, até porque orientações equivocadas ou incoerentes sobre saúde podem ser prejudiciais ao usuário. Para tanto, a OpenAI desenvolveu o ChatGPT Health em colaboração com mais de 260 médicos de variadas especialidades.
Dentro desse aspecto, o objetivo também é o de indicar, com mais precisão, o quão urgente o usuário deve procurar um médico ou outro profissional de saúde para tratar de alguma condição.
Nesse sentido, a OpenAI esclarece que, apesar de os recursos do ChatGPT Health serem focados especificamente em saúde e bem-estar, o serviço não substitui o atendimento médico.
ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)
Como acessar o ChatGPT Health?
O ChatGPT Health ainda não foi liberado globalmente. Por ora, é preciso se cadastrar em uma lista de espera. Quando estiver disponível em sua conta, o Health poderá ser acessado a partir da coluna à esquerda da versão web do serviço, bem como nos aplicativos móveis oficiais.
A liberação oficial deve ocorrer nas próximas semanas, no mundo todo. Contudo, a integração com determinadas ferramentas de saúde só estará disponível nos Estados Unidos ou exigirá o uso de um iPhone.
OpenAI é uma das empresas líderes em pesquisa de inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A OpenAI é uma organização de pesquisa que lidera o setor de inteligência artificial generativa. Ela desenvolve ferramentas capazes de criar conteúdo, como texto, imagens e códigos, e automatizar tarefas complexas com precisão.
Fundada em 2015 por nomes como Sam Altman e Elon Musk, a instituição surgiu para garantir que a tecnologia beneficie a humanidade. Seu foco inicial era promover o desenvolvimento seguro e ético de sistemas inteligentes.
Hoje, a OpenAI se destaca pela criação de modelos de linguagem avançados, fundamentais para a inovação digital. Entre suas principais inovações está o ChatGPT, que mudou completamente a interação entre humanos e máquinas
A seguir, conheça mais sobre a OpenAI, a história da organização e os principais nomes envolvidos na sua fundação. Também descubra o que a empresa faz em relação à IA.
A OpenAI é uma organização de pesquisa e implementação de inteligência artificial, focada na criação de uma Inteligência Artificial Geral (AGI) que beneficie toda a humanidade. Famosa por desenvolver modelos como ChatGPT e DALL-E, ela prioriza a segurança e a transparência para garantir que tecnologias autônomas superinteligentes sejam seguras.
Qual é a história da OpenAI?
A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização de pesquisa em inteligência artificial sem fins lucrativos por nomes como Sam Altman, Elon Musk e outros visionários. A missão inicial era desenvolver a Inteligência Artificial Geral (AGI) de forma segura, evitando o monopólio das empresas de tecnologia.
Em 2019, a instituição adotou um modelo de lucro limitado para atrair capital necessário para competir diretamente com as big techs. Essa transição estratégica viabilizou parcerias bilionárias com a Microsoft, garantindo o poder computacional exigido por seus modelos avançados.
A organização transformou o setor com o lançamento do DALL-E e do ChatGPT, que popularizaram a IA generativa para o público massivo. Essas inovações consolidaram a liderança da empresa no mercado global, mudando a forma como humanos interagem com máquinas e dados.
Recentemente, a OpenAI enfrentou reestruturações internas para equilibrar sua viabilidade comercial com o compromisso ético da sua fundação original. O foco atual permanece na busca pela AGI, priorizando a segurança enquanto navega em um ecossistema tecnológico altamente competitivo.
Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quem são os fundadores da OpenAI?
Estes são os principais executivos e pesquisadores envolvidos na fundação da OpenAI:
Sam Altman: estrategista, ex-presidente da Y Combinator e atual CEO da organização, foi o articulador político e financeiro responsável por transformar a OpenAI em uma potência global de IA;
Elon Musk: cofundador e principal financiador inicial, motivado pela criação de uma alternativa aberta para equilibrar o domínio de grandes corporações. Deixou a empresa para evitar eventuais conflitos de interesses com o desenvolvimento de IA pela Tesla;
Greg Brockman: primeiro diretor de tecnologia (CTO), foi responsável por recrutar o time de elite original e estruturar a complexa engenharia de sistemas da empresa;
Ilya Sutskever: cientista-chefe e ex-Google Brain, forneceu a base teórica em redes neurais necessária para o desenvolvimento dos modelos GPT e DALL-E;
Wojciech Zaremba: pesquisador fundamental que liderou as frentes de robótica e as pesquisas em aprendizagem por reforço durante os anos iniciais da organização;
John Schulman: arquiteto principal do algoritmo Proximal Policy Optimization (PPO), técnica essencial que permitiu o treinamento eficiente de modelos de linguagem em larga escala;
Andrej Karpathy: especialista em visão computacional, moldou a cultura de pesquisa da empresa antes de assumir a liderança de IA na Tesla;
Durk Kingman: referência em modelos generativos e aprendizado de máquina, focou no desenvolvimento de estruturas matemáticas que permitem à IA criar conteúdos originais;
Trevor Blackwell: sócio da Y Combinator e especialista em robótica, aplicou sua experiência técnica para validar a viabilidade dos primeiros projetos de pesquisa.
Elon Musk foi um dos principais financiadores iniciais da Open AI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quem é o dono da OpenAI?
Sem um dono individual, a OpenAI tem uma estrutura de lucro limitado controlada por uma organização sem fins lucrativos que detém cerca de 25% de participação. O poder de decisão cabe ao conselho administrativo, priorizando a segurança da IA sobre o retorno financeiro.
A Microsoft é a maior investidora individual, tendo aportado mais de US$ 13 bilhões em troca de direitos de licenciamento e integração tecnológica. Contudo, ela atua apenas como investidora e observadora, sem controle acionário ou administrativo direto.
A OpenAI é uma organização sem fins lucrativos?
Não, a OpenAI tornou-se uma empresa de lucro limitado para atrair capital em 2019. Hoje, ela opera como uma entidade comercial controlada por uma organização sem fins lucrativos.
Essa estrutura híbrida permite captar bilhões em investimentos mantendo o conselho original no comando. O objetivo é garantir que o desenvolvimento da AGI priorize a segurança sobre o retorno financeiro.
O modelo define um teto para os lucros dos investidores, revertendo o excedente para a missão social. Assim, a governança protege os princípios éticos enquanto escala a infraestrutura necessária.
OpenAI possui uma estrutura de lucro limitado, sendo controlada por uma organização sem fins financeiros (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que a OpenAI faz?
Estas são algumas das áreas de atuações da OpenAI:
Pesquisa e desenvolvimento de IA: lidera a pesquisa científica para criar uma Inteligência Artificial Geral (AGI) capaz de superar humanos em tarefas economicamente valiosas e cognitivas;
Desenvolvimento de modelos de fronteira: cria tecnologias generativas líderes de mercado para texto (GPT), imagens (DALL-E), áudio e vídeos realistas (Sora) por meio de redes neurais profundas;
Comercialização e ecossistema: disponibiliza o ChatGPT e outros modelos para o público geral e fornece APIs robustas que permitem a empresas integrar inteligência artificial em seus próprios softwares;
Raciocínio e lógica avançada: desenvolve modelos especializados, como a série o1, focados em resolver problemas complexos de matemática, ciência e programação que exigem pensamento deliberativo;
Segurança e alinhamento ético: investe em técnicas de treinamento e governança para garantir que os sistemas de IA sejam seguros, transparentes e operem conforme os interesses humanos.
ChatGPT é um dos principais produtos da OpenAI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
A OpenAI é dona do ChatGPT?
Sim, a OpenAI é a criadora e proprietária exclusiva do ChatGPT, detendo todos os direitos de propriedade intelectual sobre a marca e tecnologia. O chatbot foi desenvolvido internamente e usa os modelos de linguagem proprietários da série GPT.
Embora a Microsoft seja a principal investidora e parceira estratégica, ela não é dona do ChatGPT. O acordo foca em infraestrutura de nuvem e licenciamento, enquanto a OpenAI retém o controle total sobre a governança e monetização direta do serviço.
Dessa forma, a empresa mantém autonomia no desenvolvimento de novas funcionalidades e na gestão de dados dos usuários. Parcerias externas apenas facilitam a escala operacional, sem transferir a titularidade do produto ou do código-fonte.
Qual é a diferença entre OpenAI e ChatGPT?
A OpenAI é uma organização de pesquisa em inteligência artificial que busca desenvolver uma IA geral que beneficie toda a humanidade. Atualmente, ela opera sob uma estrutura híbrida onde uma fundação sem fins lucrativos supervisiona seu braço comercial de benefício público.
O ChatGPT é um aplicativo de chatbot conversacional, lançado em 2022, que usa os modelos de linguagem da própria OpenAI para interagir via texto. Ele funciona como uma interface para o usuário realizar tarefas como escrita e análise por meio da web, dispositivos móveis e APIs.
OpenAI pode lançar dispositivo pessoal com foco em interação sonora (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI está reorganizando equipes para desenvolver um dispositivo de áudio, previsto para lançamento em um ano.
Segundo o The Information, a empresa planeja criar um modelo de áudio mais natural, com capacidade de lidar com interrupções nas conversas.
Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, estaria colaborando ativamente no desenvolvimento do produto.
A OpenAI está reorganizando internamente suas equipes para apostar de forma mais agressiva em inteligência artificial voltada ao áudio. As informações são do site The Information, que afirma que a empresa unificou, nos últimos meses, times de engenharia, produto e pesquisa com o objetivo de reformular seus modelos de voz e viabilizar o lançamento de um dispositivo pessoal com foco quase total em interação sonora.
Os rumores sobre o produto circulam desde setembro. Ao que tudo indica, a iniciativa iria além de tornar o ChatGPT mais “falante”: a OpenAI pode se posicionar em um cenário no qual telas deixam de ser o centro da experiência digital, dando espaço a interfaces baseadas em conversas, comandos de voz e escuta contínua.
A aposta da OpenAI acompanha um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Assistentes por voz fazem parte da rotina de milhões de casas, e a Amazon Alexa já é extremamente popular.
Outras empresas exploram novas formas de interação auditiva. A Meta, por exemplo, passou a usar múltiplos microfones em seus óculos inteligentes Ray-Ban para facilitar a compreensão de conversas em ambientes barulhentos.
Como lembra o TechCrunch, o Google também vem testando resumos em áudio nos resultados de busca, transformando textos em explicações faladas. Até a Tesla anunciou a integração do chatbot Grok, da xAI, para permitir comandos conversacionais dentro dos carros. Esse avanço impulsionou startups a tentarem dispositivos sem tela.
O que a OpenAI quer fazer diferente?
Produto da OpenAI pode rivalizar com o Echo Dot Max da Amazon (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apesar dos tropeços de concorrentes, a OpenAI parece confiar na abordagem. De acordo com o The Information, a empresa trabalha em um novo modelo de áudio previsto para 2026, com fala mais natural e capacidade de lidar com interrupções — algo mais próximo de uma conversa humana real. A ideia seria permitir que o sistema possa “falar por cima”, em momentos específicos, sem quebrar o fluxo do diálogo.
Ainda de acordo com o site, a companhia avalia desenvolver uma família de dispositivos, que pode incluir desde caixas inteligentes sem tela até óculos conectados. Esses aparelhos podem funcionar menos como ferramentas pontuais e mais como companheiros digitais sempre disponíveis.
Parte dessa visão é atribuída à influência de Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, que passou a colaborar com a OpenAI após a aquisição de sua empresa, a Io. Para ele, o design centrado em áudio pode ajudar a “corrigir erros” de gadgets anteriores, reduzindo a dependência de telas e notificações constantes.
OpenAI procura profissional para melhorar antecipação de riscos da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI busca um novo executivo para liderar a prevenção de riscos da IA à saúde mental.
Em 2025, a companhia de Sam Altman foi processada sob alegação do ChatGPT ter incentivado um suicídio.
O cargo oferece remuneração de US$ 555 mil anuais (R$ 3 milhões) e exige vigilância para evitar danos aos consumidores.
A OpenAI está intensificando os esforços para combater os impactos da interação com IA. Para isso, a empresa iniciou a busca por um novo Head de Preparação: quem assumir o cargo ficará responsável por antecipar e neutralizar ameaças que vão além da segurança cibernética.
O movimento ocorre após o CEO da companhia, Sam Altman, reconhecer publicamente que o ano de 2025 foi uma “prévia” dos desafios reais que modelos de linguagem podem impor à saúde mental humana. O novo executivo deve liderar o Preparedness Framework, a metodologia da OpenAI para rastrear riscos catastróficos antes do lançamento de novos modelos.
Dessa forma, a contratação, com remuneração na casa dos US$ 555 mil anuais (cerca de R$ 3 milhões, em conversão direta), visa criar barreiras de proteção que impeçam o uso indevido da tecnologia — como em casos de incentivo a comportamentos suicidas — sem comprometer a funcionalidade do produto.
We are hiring a Head of Preparedness. This is a critical role at an important time; models are improving quickly and are now capable of many great things, but they are also starting to present some real challenges. The potential impact of models on mental health was something we…
No anúncio da nova posição, o executivo classifica o cargo como um “trabalho estressante” e destaca que a interação cada vez mais realista com máquinas exige vigilância redobrada para evitar danos severos aos consumidores.
A liderança da segurança da OpenAI tem sido um cargo de alta rotatividade, aponta o portal Engadget. A equipe de preparação passou por diversas mudanças nos últimos dois anos, o que demonstra certa dificuldade de alinhar a velocidade do desenvolvimento da tecnologia com exigências de segurança.
O antigo chefe da divisão, Aleksander Madry, foi realocado para outra função em julho de 2024. Seus sucessores, Joaquin Quinonero Candela e Lilian Weng, também deixaram o comando da área pouco tempo depois — Weng saiu da empresa, e Candela migrou para o setor de recrutamento em julho de 2025.
Impacto da IA na vida real
OpenAI foi alvo de processos por comportamento do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A busca pelo profissional ocorre em momento de ajuste na filosofia da OpenAI. Desde outubro, a empresa tenta recalibrar a personalidade do ChatGPT para atender a duas demandas que parecem entrar em conflito: a necessidade de segurança e o desejo de parte da comunidade por uma IA mais natural e “humana”.
Em interações anteriores nas redes sociais, Altman concordou com críticas de usuários sobre o GPT-5, que à época era o lançamento mais recente, ter se tornado burocrático demais devido aos filtros de segurança. A empresa tenta afastar o comportamento bajulador da IA, permitindo que ela trate o usuário como um adulto — e sirva até para conversas eróticas —, mas mantendo travas para situações de risco.
Um dos maiores riscos, vale lembrar, é o do uso da plataforma para conversas pessoais e desabafos entre pessoas com transtornos psicológicos e a IA. Desde agosto, a companhia enfrenta processos nos Estados Unidos pelo ChatGPT ter incentivado um caso de suicídio no país.
ChatGPT, da OpenAI, pode ajudar empresa a pagar seus investimentos trilionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI considera incluir anúncios no ChatGPT, como conteúdo patrocinado nas respostas e uma barra lateral com propaganda.
A empresa explora o uso do histórico de conversas para segmentar publicidade, mas teme afastar usuários.
A OpenAI busca novas fontes de receita, incluindo publicidade, para sustentar investimentos em IA.
A OpenAI estuda diversos formatos de anúncios e parcerias comerciais para o ChatGPT. Em um deles, os modelos de inteligência artificial incluiriam conteúdo patrocinado nas respostas geradas.
Assim, uma pergunta sobre maquiagem poderia trazer uma recomendação de um batom de determinada marca, enquanto um pedido de informações para uma viagem sugeriria um pacote turístico. Entre as possibilidades, também estão propagandas nas respostas apenas quando o usuário pedir mais informações e uma barra lateral para anúncios ao lado da conversa.
A notícia vem do site The Information. Procurada pela publicação, a OpenAI confirmou que a empresa está explorando as opções de como incluir publicidade no ChatGPT sem que isso comprometa a confiança dos usuários.
O site Search Engine Land, especializado nos buscadores, avalia que a OpenAI parece cautelosa com seus planos, temendo afastar usuários. Por isso, ela pode dar seus primeiros passos com propagandas que sejam consideradas úteis ou contextualmente relevantes, além de ter um controle maior sobre quem são as empresas anunciantes.
Anúncios no ChatGPT são uma questão de tempo
Já faz mais de um ano que notícias e rumores indicam uma entrada iminente da OpenAI no mercado publicitário. Em dezembro de 2024, Sarah Friar, CFO da empresa, falou abertamente do assunto, e a companhia contratou diversos executivos do setor.
Sam Altman, CEO da OpenAI, era contrário a propagandas, mas mudou de ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Aos poucos, os planos vão sendo revelados. Em outubro, outra reportagem do Information afirmou que a OpenAI estuda usar a memória do ChatGPT para direcionar anúncios. A memória armazena informações sobre o usuário durante as conversas, usando esses dados para melhorar a personalização das respostas.
IA é cara, e publicidade pode ajudar a pagar contas
A companhia ainda busca fontes de receita para justificar os investimentos trilionários feitos na construção de data centers para treinar e executar modelos de IA. Além de acessos via API e assinaturas do ChatGPT, a empresa passou a vender produtos dentro do chatbot e ficar com uma comissão.
Usar as ferramentas de IA lançadas nos últimos anos como suporte para propaganda não é um projeto exclusivo da OpenAI. O Google já vem trabalhando para colocar anúncios no Modo IA do buscador, que funciona de forma conversacional, com respostas longas que combinam inteligência artificial e pesquisas na web.
ChatGPT ganha seu próprio Wrapped com informações sobre uso durante o ano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
ChatGPT ganhou uma retrospectiva anual, mas ela está disponível apenas em mercados de língua inglesa, como EUA, Reino Unido e Canadá.
O recurso categoriza o histórico de conversas com títulos e cria um poema e uma imagem temática usando o Dall-E 3.
A funcionalidade requer configurações de “Memória” e “Histórico de chat” ativadas e não está disponível para contas corporativas.
Entrando na moda, a OpenAI também começou a liberar uma retrospectiva anual para os usuários do ChatGPT. Batizado de Seu Ano com o ChatGPT, o recurso segue a tendência popularizada pelo Spotify Wrapped: um resumo personalizado e compartilhável sobre o uso do aplicativo ao longo de 2025.
A novidade aparece na tela inicial do aplicativo e também pode ser ativada manualmente ao digitar o comando “Your Year with ChatGPT” na conversa, tanto na versão web, quanto nos aplicativos para Android e iOS.
A ferramenta, no entanto, está disponível inicialmente apenas para usuários com contas gratuitas e pagas em alguns mercados de língua ingelsa, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além de assinantes do ChatGPT Go, Plus e Pro na Índia.
Até o momento, não há previsão de lançamento para o Brasil, ainda que o link apareça na conversa em português.
Ferramenta aparece em português no ChatGPT, mesmo sem funcionar (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
O que a retrospectiva mostra?
Diferente das estatísticas de uso do Wrapped, a retrospectiva da OpenAI atribui títulos ao histórico de conversas do usuário, baseando-se nos padrões de perguntas e tópicos de interesse. Um usuário que usou a IA para programação, por exemplo, pode receber o Creative Debugger ou outros rótulos relacionados a hobbies e trabalho.
Além da categorização, o recurso gera um poema original que sintetiza o ano do usuário e cria uma imagem temática usando o modelo Dall-E 3. As imagens tentam representar os tópicos mais frequentes das conversas, organizando elementos citados nos chats.
App traz imagens e textos gerados por IA (imagem: divulgação/OpenAI)
Requisitos e privacidade
A OpenAI estabeleceu critérios específicos para a elegibilidade. O recurso está disponível para contas dos tipos Free, Plus e Pro, mas exige que as configurações de “Memória” e “Histórico de chat” estejam ativadas, e ignora chats temporários.
Assim como em outras plataformas que adotaram a demonstração, o sistema também requer que o usuário tenha atingido um limite mínimo de atividade na plataforma durante o ano para ter dados suficientes para o processamento.
Uma vez gerada, a retrospectiva fica acessível como uma conversa comum no histórico. Se o usuário decidir excluí-la, a empresa afirma que os dados associados a essa interação específica serão deletados de seus sistemas em até 30 dias. Contas corporativas (Team, Enterprise e Education) não têm acesso à funcionalidade.
Saiba quais são os serviços de tecnologia que fazem parte do seu dia a dia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Serviços de tecnologia são ferramentas digitais intuitivas, como aplicativos e plataformas, criadas para facilitar a vida pessoal. Eles focam na experiência do usuário, priorizando a conveniência e a simplicidade em diversas tarefas do cotidiano.
Essas soluções facilitam o acesso a entretenimento e comunicação, além de garantir agilidade e segurança na rotina. Elas promovem o bem-estar ao transformar a interação humana em experiências integradas e orientadas por dados.
As categorias de serviços de tecnologia incluem streaming (Netflix), mobilidade (Uber) e comunicação (WhatsApp), além de nuvem (Google Drive) e inteligência artificial (ChatGPT). Cada grupo oferece recursos práticos que tornam as atividades diárias de consumo e navegação muito mais acessíveis.
A seguir, entenda o conceito de serviços de tecnologia, para que servem essas soluções e categorias em detalhes.
O que são serviços de tecnologia?
Serviços de tecnologia são soluções digitais, como apps e plataformas, voltadas para facilitar o cotidiano pessoal em áreas como entretenimento e comunicação. Diferente de ferramentas corporativas, eles priorizam a facilidade de uso e a conveniência por serem intuitivos e focados na experiência do usuário comum.
Para que servem as soluções em tecnologia?
As soluções tecnológicas otimizam processos ao integrar ferramentas digitais que agilizam a comunicação, o consumo e o acesso à informação. Elas conectam pessoas a serviços essenciais com rapidez, transformando tarefas complexas em ações simples e automatizadas do cotidiano.
Ao desenvolver essas inovações, as empresas de tecnologia garantem maior segurança e personalização. Esses recursos também promovem eficiência operacional e bem-estar, proporcionando experiências mais inteligentes e orientadas por dados para o usuário.
Os serviços de tecnologia estão divididos entre apps, plataformas e outras ferramentas que agilizam a comunicação e o acesso à informação (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Quais são as principais categorias de serviços de tecnologia?
Os serviços de tecnologia costumam ser divididos em cinco categorias principais: streaming, mobilidade, comunicação, nuvem e inteligência artificial. Conheça os tipos de plataformas, aplicativos e softwares que pertencem a cada grupo.
1. Serviços de streaming
Serviços de streaming são plataformas online que transmitem áudio e vídeo em tempo real pela internet, eliminando a necessidade de baixar arquivos. Eles permitem o acesso imediato a conteúdos, como filmes, música e jogos, em diversos dispositivos com uma conexão ativa.
Esses ecossistemas oferecem catálogos sob demanda e transmissões ao vivo, adaptando a resolução da imagem conforme a estabilidade do sinal. Ademais, eles democratizam o entretenimento por meio de assinaturas e algoritmos que personalizam a experiência.
Streaming de músicas: reproduz músicas, podcasts e audiobooks sob demanda via internet, permitindo o consumo instantâneo de vastas bibliotecas sem ocupar o armazenamento local;
Streaming de vídeos (VOD): oferece filmes, séries e documentários em catálogos digitais, utilizando tecnologias de compressão para garantir alta definição e reprodução contínua;
Streaming de jogos (Cloud Gaming): executa jogos complexos em servidores remotos e transmite apenas a imagem para o usuário, permitindo jogar títulos pesados em dispositivos simples;
Transmissão ao vivo (Live streaming): foca na transmissão de eventos em tempo real, como competições de eSports, shows ou webinars, permitindo interação imediata entre o público e o criador;
Streaming de TV (IPTV): disponibiliza canais de televisão convencionais e grades de programação ao vivo através do protocolo de internet, substituindo cabos e antenas físicas;
Streaming educacional: proporciona acesso a cursos, aulas interativas e repositórios de conhecimento acadêmico, facilitando o aprendizado remoto com recursos de vídeo e áudio.
Netflix e Disney+ são exemplos de streaming de vídeo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
2. Serviços de mobilidade
Serviços de mobilidade são plataformas digitais que conectam usuários a diferentes modos de transportes e logística sob demanda em uma única interface funcional. Elas integram reservas, pagamentos e rastreamento em um único ecossistema para facilitar o deslocamento urbano e logístico.
Baseadas no modelo Mobility as a Service (MaaS), essas soluções priorizam o acesso em vez da posse, unindo transporte público e privado de forma multimodal. O objetivo é oferecer alternativas sustentáveis e flexíveis que reduzam o tráfego e melhorem a experiência de deslocamento coletivo.
Serviços de entrega: intermediam a entrega de refeições, compras de mercado e encomendas diversas, usando redes de entregadores para conectar estabelecimentos comerciais ao consumidor final com rapidez;
Serviços de transporte: conectam passageiros a motoristas particulares via aplicativos, oferecendo rotas otimizadas, preços dinâmicos e conveniência no deslocamento de porta a porta;
Serviços de navegação: utilizam GPS e dados em tempo real para fornecer rotas, alertas de congestionamento e estimativas de chegada, auxiliando tanto motoristas particulares quanto o transporte público;
Apps de transporte público inteligente: integram dados de ônibus, trens e metrôs em plataformas digitais, permitindo que usuários monitorem horários, lotação e, em alguns casos, paguem passagens de forma digital e unificada;
Apps de carona compartilhada (carpooling): facilitam a divisão de viagens entre pessoas que percorrem trajetos similares, reduzindo o número de veículos nas ruas, os custos de deslocamento e a emissão de poluentes.
Uber e 99 são populares aplicativos de transporte de passageiros e de entrega (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
3. Serviços de comunicação
Serviços de comunicação são plataformas e redes digitais que permitem a troca de informação por meio de chamadas de voz, mensagens e videoconferências. Eles facilitam a interação pessoal e empresarial, permitindo que os dados circulem de forma instantânea ou assíncrona globalmente.
Essas ferramentas funcionam por meio da internet ou redes de telecomunicações, suportando diversos formatos de mídia com alta escalabilidade. Embora ofereçam conectividade imediata, esses sistemas exigem medidas rigorosas de segurança para proteger a integridade dos dados transmitidos.
WhatsApp é um dos principais exemplos de serviços de comunicação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
4. Serviços de nuvem
Serviços de nuvem são plataformas baseadas na internet que oferecem armazenamento, sincronização e backup sob demanda. Eles permitem acessar arquivos e aplicativos sem depender de hardware físico pessoal.
Essas soluções também utilizam modelos de negócios (SaaS), oferecendo softwares prontos mediante assinaturas. O sistema automatiza processos para consumidores, facilitando o gerenciamento de fotos e documentos digitais.
Os programas do Office da Microsoft são um exemplo de serviço de nuvem no modelo SaaS (imagem: divulgação/Microsoft)
5. Serviços de inteligência artificial
Serviços de inteligência artificial são aplicativos e plataformas, como assistentes virtuais, chatbots e sistemas de recomendação, que facilitam tarefas cotidianas. Elas aprimoram atividades como buscas por voz, edição de imagens e sugestões de compras personalizadas para usuários comuns.
Utilizando aprendizado de máquina, essas ferramentas processam linguagem natural e reconhecimento de imagem para oferecer assistência intuitiva e em tempo real. Priorizam interfaces amigáveis e privacidade, estando presentes em dispositivos inteligentes por meio de assinaturas ou versões gratuitas.
ChatGPT é um dos principais serviços de inteligência artificial (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre serviços de tecnologia de consumo e serviços de TI?
Serviços de tecnologia de consumo são plataformas e aplicativos voltados ao usuário final para entretenimento e conveniência pessoal, como streaming e navegação. Eles priorizam interfaces intuitivas e o acesso direto para facilitar o cotidiano do indivíduo.
Serviços de tecnologia da informação (TI) são soluções corporativas que gerenciam a infraestrutura de negócios, abrangendo desde segurança de redes até suporte de software. Eles focam em otimizar operações, garantir conformidade e minimizar interrupções para empresas e organizações.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI busca levantar US$ 100 bilhões até o primeiro semestre de 2026, visando um valuation de até US$ 830 bilhões.
A empresa pode recorrer a fundos soberanos nacionais para atingir seus objetivos de investimento.
O mercado está cauteloso com investimentos elevados em inteligência artificial devido a incertezas sobre o modelo de negócios.
A OpenAI está em busca de até US$ 100 bilhões na próxima rodada de investimentos. A desenvolvedora do ChatGPT trabalha com a perspectiva de atingir uma avaliação de US$ 830 bilhões com os novos aportes. O objetivo seria conseguir esses investimentos até o fim do primeiro semestre de 2026. Uma opção é buscar a participação de fundos soberanos nacionais.
As informações foram obtidas pelo Wall Street Journal junto a fontes em condição de anonimato. O site The Information deu a mesma notícia um dia antes, mas as pessoas envolvidas falaram em um valuation de US$ 750 bilhões. A avaliação mais recente do mercado sobre a OpenAI aponta para uma cifra de US$ 500 bilhões.
OpenAI recebeu investimentos de Nvidia e Amazon nos últimos meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Outros valores astronômicos envolvendo a empresa são os de investimentos em infraestrutura. A OpenAI já se comprometeu a gastar trilhões de dólares na construção de data centers, que seriam usados no treinamento de futuros modelos e nas inferências para atender os usuários atuais.
Mercado não está tão animado
A empolgação em torno da inteligência artificial generativa parece ter perdido um pouco da força nos últimos meses, em meio a dúvidas sobre a viabilidade de investimentos tão grandes para um modelo de negócios ainda incerto.
Além disso, como os acordos estão sendo fechados entre poucas empresas, existe o temor de que essa circularidade esteja inflando artificialmente o valor de mercado das companhias e de que qualquer deslize se transforme em um colapso generalizado.
Na última quarta-feira (17/12), as ações da Amazon tiveram leve queda após a empresa revelar que pretende investir mais US$ 10 bilhões na OpenAI. No mesmo dia, o mercado reagiu mal aos planos do Google de trabalhar com a Meta para diminuir a vantagem de software que a Nvidia possui atualmente.
Loja do ChatGPT se parece com App Store e Play Store (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI lançou um diretório de aplicativos dentro do ChatGPT, com nomes como Photoshop, Canva, Figma, Spotify e Uber.
Desenvolvedores podem enviar apps criados com o SDK do ChatGPT para revisão e publicação.
Aplicativos para ChatGPT devem ser ferramentas específicas que auxiliam em tarefas, recomenda empresa.
A OpenAI liberou, nesta quarta-feira (17/12), um diretório de aplicativos que funcionam dentro do ChatGPT. A loja já oferece nomes famosos, como Photoshop, Canva, Figma, Spotify e Uber, para mencionar apenas alguns. Ela pode ser acessada pela barra lateral do ChatGPT, usando a opção “Aplicativos”, e está disponível na web, no Android e no iOS.
Como é a loja de apps do ChatGPT?
A interface é parecida com a que estamos acostumados na App Store do iPhone ou na Play Store do Android, trazendo um banner com destaques e listas separadas por categorias, como estilo de vida e produtividade.
Na página de cada app, há uma descrição das tarefas que ele pode executar: buscas, pesquisas complexas, sincronização, gravação de dados e experiências interativas. Também há informações sobre uso da memória do ChatGPT e disponibilidade para planos gratuitos ou pagos do serviço.
Página de app inclui descrição das capacidades (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Como nota o Verge, o ChatGPT já contava com “conectores”, que acessavam dados do usuário em outros serviços. Agora, a OpenAI vai chamá-los de aplicativos também, mas o funcionamento continua igual.
Agora, desenvolvedores podem ter acesso ao SDK do chatbot e, com isso, enviar seus apps para revisão e publicação no diretório.
A OpenAI mantém diretrizes e guias sobre como os aplicativos para o robô devem ser programados. A empresa nota, por exemplo, que os usuários não vão abrir um app no ChatGPT como fariam em um smartphone. Em vez disso, o modelo pode sugerir a abertura durante uma conversa.
“Nesse mundo, os melhores apps aparentam ser surpreendentemente pequenos quando vistos de fora. Eles não tentam recriar o produto inteiro”, escreve a empresa.
A recomendação é se concentrar em coisas específicas que podem ajudar a inteligência artificial e o usuário a cumprir tarefas desejadas. “Um aplicativo ChatGPT é um conjunto de ferramentas bem definidas que podem executar tarefas, acionar interações ou acessar dados”, explica a OpenAI.
ChatGPT terá sugestões de estilos e prompts (imagem: divulgação)Resumo
O GPT Image 1.5 gera imagens de forma até quatro vezes mais rápida e com edições mais precisas, segundo a OpenAI.
A ferramenta agora possui uma página dedicada com sugestões de prompts e estilos predefinidos, facilitando o uso.
A OpenAI reconhece limitações, como dificuldades com infográficos pouco específicos e idiomas além do inglês.
A OpenAI anunciou, nesta terça-feira (16/12), uma versão aprimorada do ChatGPT Imagens. Graças ao novo modelo GPT Image 1.5, o chatbot consegue entregar suas criações em um tempo até quatro vezes menor, segundo a empresa.
A ferramenta de geração de imagens também ganhou uma área dedicada no app e na web. Acessível pela barra lateral, a página traz sugestões de prompts e estilos predefinidos.
Sam Altman, CEO da OpenAI, virou enfeite de Natal com o ChatGPT (imagem: divulgação)
A empresa acredita que isso pode reduzir a dependência da engenharia de prompts, funcionando de forma mais visual e menos textual. A tendência, na prática, é que fique mais fácil embarcar nas trends das redes sociais, como a do bebê reborn e a da versão humana do seu pet.
Mais rápido e mais preciso
Além de mais veloz, o gerador de imagens do ChatGPT promete seguir as instruções do prompt de modo mais fiel à intenção do usuário. Nas edições, isso significa mais precisão, mantendo detalhes como iluminação e composição da fotografia, bem como a aparência das pessoas.
Ferramenta promete ser confiável em edições parciais (imagem: divulgação)
Outro aspecto da ferramenta que foi aperfeiçoado é o trabalho com elementos gráficos, como textos e layouts. As transformações são capazes de adicionar ou mudar itens de forma confiável.
E por falar nisso, a empresa promete que seu novo modelo é capaz de renderizar textos mais densos e menores seguindo instruções detalhadas. O GPT Image 1.5 também deve obter resultados mais naturais em diversas situações, como ao renderizar rostos pequenos.
Utilidade ainda é limitada
A OpenAI diz que, com isso, muitos resultados poderão ser usados imediatamente, sem precisar que o usuário edite ou refaça a imagem gerada. Segundo a companhia, a ferramenta poderá ser útil até mesmo em contextos profissionais, em áreas como marketing, design, e-commerce e comunicação interna.
Mesmo assim, a desenvolvedora avisa que a inteligência artificial ainda tem limitações. Segundo a OpenAI, o modelo ainda enfrenta problemas ao lidar com prompts com poucas especificações para gerar infográficos, bem como com outros idiomas além do inglês. Além disso, alguns estilos de imagem, como anime, tendem a um fotorrealismo excessivo.
OpenAI enfrenta concorrência do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI lançou o GPT-5.2, disponível em três variantes: Instant, Thinking e Pro, inicialmente para planos pagos do ChatGPT.
O GPT-5.2 supera ou iguala o Gemini 3 Pro do Google em testes, com 80% no SWE-bench Verified e 52,9% no ARC-AGI-2.
O modelo promete menos alucinações e erros, além de melhor processamento de prompts longos.
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (11/12) o GPT-5.2, novo modelo de inteligência artificial que começa a equipar o ChatGPT nas próximas semanas. Segundo a empresa, a IA entrega resultados melhores em tarefas variadas, com mais rapidez e menos alucinações.
O GPT-5.2 estará disponível em três variantes: Instant, para o dia a dia; Thinking, para trabalhos mais complexos; e Pro, uma opção premium para pedidos muito exigentes.
As três serão distribuídas gradualmente para usuários de planos pagos do ChatGPT (Go, Plus, Pro, Business e Enterprise) e estão disponíveis a partir desta quinta-feira (11/12) para acesso via API. Não há previsão de lançamento para o ChatGPT gratuito.
GPT-5.1 será aposentado no ChatGPT daqui a três meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
OpenAI anuncia sucessor em menos de um mês
O GPT-5.2 chega pouco menos de um mês após o lançamento do GPT-5.1, em 12 de novembro — 29 dias, para ser preciso. Nesse intervalo, surgiram notícias de que Sam Altman, CEO da OpenAI, teria ativado um “código vermelho” na companhia, exigindo trabalho intenso para aperfeiçoar o ChatGPT. O motivo para tanta urgência tem nome: Gemini 3.
O modelo do Google, lançado seis dias depois do GPT-5.1, teve uma recepção muito positiva entre os usuários. Oficialmente, os executivos da OpenAI negam que seja uma resposta ao produto da concorrente, dizendo que a companhia desenvolve várias versões ao mesmo tempo e tem trabalhado no GPT-5.2 há meses.
Quais são os destaques do GPT-5.2?
A OpenAI apresentou resultados de testes de benchmarking que mostram o GPT-5.2 empatado ou à frente do Gemini 3 Pro, do Google, em quesitos diversos.
No SWE-bench Verified, de engenharia de software, o GPT-5.2 fica com 80%, contra 76,2% do Gemini 3 Pro. Já no ARC-AGI-2, de raciocínio abstrato, 52,9% a 31,1% para o robô da OpenAI.
A empresa promete ter reduzido o número de alucinações e erros em relação ao GPT-5.1, bem como melhorado a capacidade de processar prompts longos.
Ferramentas da Adobe podem ser acessadas pelo chat (imagem: divulgação/Adobe)Resumo
ChatGPT agora integra-se com o Adobe Photoshop, Acrobat e Express, permitindo edição de imagens e arquivos direto no chatbot.
A integração utiliza o Model Context Protocol (MCP) para conectar a tecnologia da OpenAI aos motores de processamento gráfico da Adobe.
Novidade está disponível gratuitamente para todos os usuários do ChatGPT, exceto no Android, que recebe a integração “em breve”.
Os aplicativos da Adobe agora têm integração com o ChatGPT. A Adobe anunciou a novidade nesta quarta-feira (10/12) e explicou que, com a nova funcionalidade, os usuários podem utilizar ferramentas do Photoshop, Acrobat e Express sem precisar sair do chatbot.
A integração faz parte dos investimentos da Adobe em sistemas de IA que executam ações em softwares externos. Segundo comunicado oficial, a integração utiliza o Model Context Protocol (MCP) para conectar a tecnologia da OpenAI aos motores de processamento gráfico da companhia.
A ideia visa simplificar fluxos de trabalho criativos e administrativos, possibilitando a edição de imagens e documentos através de descrições em linguagem natural. Para utilizar os recursos, o usuário não precisa de uma assinatura paga da Creative Cloud.
As ferramentas foram disponibilizadas gratuitamente para a base de usuários do ChatGPT, exceto para Android. Na plataforma do Google, apenas o Adobe Express está disponível no momento, com a promessa de que o suporte para Photoshop e Acrobat chegará “em breve”.
Como funciona?
ChatGPT usará modelos da Adobe para imagens e produtividade (ilustração: reprodução/Adobe)
A integração funciona através de prompts diretos associados ao nome do app. O usuário pode, por exemplo, subir uma foto e digitar “Adobe Photoshop, ajude-me a desfocar o fundo desta imagem”. O sistema identifica a solicitação e aciona a ferramenta correspondente.
Diferente da versão completa para desktop, o aplicativo do Photoshop dentro do ChatGPT foca em ajustes rápidos e acessíveis. A ferramenta permite editar seções específicas de imagens, aplicar efeitos e ajustar configurações básicas como brilho, contraste e exposição.
Em alguns casos, a IA fornece elementos de interface visual, como controles deslizantes, para que o usuário refine o ajuste manualmente dentro do próprio chat.
Já a integração com o Adobe Express oferece capacidades generativas e de edição de design. É possível solicitar a criação de convites, cartazes ou posts para redes sociais a partir do zero, além de editar textos, substituir imagens e animar elementos em projetos existentes.
Gestão de documentos
Além das ferramentas de edição de imagem, a novidade também auxilia em produtividade. A integração com o Adobe Acrobat permite manipular arquivos PDF diretamente na conversa. As funcionalidades incluem:
Extração de textos ou tabelas;
Fusão de múltiplos arquivos;
Compressão e conversão de documentos de outros formatos para PDF;
Edição direta de conteúdo;
Censurar informações sensíveis.
A adobe ressalta que, caso o usuário precisa de controle avançado não disponíveis no ChatGPT, é possível transferir o projeto para os apps nativos da empresa.
Meta baniu integração de chatbots de terceiros na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Comissão Europeia investiga a Meta por possível violação de leis antitruste ao banir chatbots de IA rivais do WhatsApp.
A Meta atualizou as diretrizes da API do WhatsApp Business, proibindo o uso para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.
No Brasil, as startups Luzia e Zapia contestam as restrições no Cade, alegando que a política contradiz incentivos anteriores da Meta.
A Comissão Europeia investiga se a Meta abusa da posição no mercado após mudanças nos termos de serviço do WhatsApp, que restringiram chatbots de IA de concorrentes. A ação antitruste visa, segundo o órgão regulador, “prevenir danos irreparáveis à concorrência” no setor de IA.
A decisão ocorre após a Meta atualizar as diretrizes da API do WhatsApp Business em outubro. As novas regras proíbem que provedores de tecnologia utilizem a interface do mensageiro para distribuir chatbots de IA.
O bloqueio impede que milhões de usuários usem alternativas à própria ferramenta da casa, Meta AI, que permanece acessível e integrada ao app. Se for comprovada a infração às leis de concorrência do bloco, a empresa de Mark Zuckerberg pode enfrentar multas de até 10% da receita anual global. Isso, com base nos ganhos de 2024, equivaleria a aproximadamente US$ 16,4 bilhões (R$ 85 bilhões, em conversão direta).
Chatbots não funcionarão no WhatsApp
Medida prioriza uso da Meta AI no WhatsApp (imagem: reprodução/WhatsApp)
A política implementada pela Meta distingue como IAs de terceiros podem ser usadas no WhatsApp. Empresas ainda podem utilizar automação para suporte ao cliente (como bots de atendimento), mas veta o uso da API para integrar tecnologias de IA como assistentes de uso geral.
Para novos provedores, a restrição entrou em vigor em 15 de outubro de 2025. Para empresas que já operavam na plataforma, o prazo final para adequação é 15 de janeiro de 2026.
Nesse período, a OpenAI, criadora do ChatGPT, foi uma das empresas que removeu a tecnologia do WhatsApp. Segundo a companhia, mais de 50 milhões de pessoas utilizam o chatbot pela interface do mensageiro.
Caso no Brasil
No Brasil, as startups Luzia e Zapia, impactadas pela decisão, entraram com um pedido semelhante no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo as empresas, que desenvolvem chatbots integrados à plataforma, as limitações da nova política contrariam a postura da própria big tech — que incentivou anteriormente essas soluções no mensageiro.
Procurada pelo The Register, um porta-voz do WhatsApp classificou as acusações de anticompetitividade como “infundadas”.
A defesa da empresa alega questões técnicas: segundo a Meta, os sistemas do WhatsApp Business não foram projetados para suportar a carga de processamento exigida por chatbots de IA de uso geral operando em larga escala. A companhia também argumenta que já existe competição suficiente no mercado de inteligência artificial.
Justiça dos EUA manda OpenAI entregar milhões de logs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI deve entregar 20 milhões de logs anônimos do ChatGPT em processo movido por jornais dos EUA, incluindo o The New York Times.
A juíza Ona Wang determinou que os logs são essenciais para avaliar alegações de violação de direitos autorais, com medidas de desidentificação para proteger a privacidade dos usuários.
A disputa envolve o uso de conteúdo jornalístico sem permissão para treinar IA, com a OpenAI contestando a decisão e apresentando recurso.
A OpenAI terá de entregar 20 milhões de logs de conversas anônimas do ChatGPT como parte do processo movido pelo The New York Times e outros veículos da imprensa dos Estados Unidos. A determinação foi tornada pública nesta quarta-feira (4), após decisão da juíza federal Ona Wang, em Nova York, que classificou os logs como essenciais para avaliar as acusações de violação de direitos autorais.
A disputa, iniciada em 2023, se concentra no uso de conteúdos jornalísticos sem permissão para treinar modelos de IA. A juíza rejeitou os argumentos de privacidade apresentados pela empresa, afirmando que o processo inclui “múltiplas camadas de proteção neste caso precisamente por causa da natureza altamente sensível e privada de grande parte das provas”.
O que a Justiça determinou?
Segundo a decisão, os logs devem ser entregues em até sete dias, desde que passem por um processo de remoção de qualquer dado que possa identificar usuários. A juíza reafirmou que a “exaustiva desidentificação” exigida no caso “mitigariam razoavelmente as preocupações com a privacidade”.
A OpenAI contestou a determinação e já apresentou recurso ao juiz principal do caso, Sidney Stein. Em comunicado anterior, o chefe de segurança da empresa, Dane Stuckey, afirmou que o pedido dos jornais “desconsidera proteções de privacidade de longa data” e “rompe com práticas de segurança de bom senso”.
Os jornais, por outro lado, sustentam que os logs são necessários para verificar se o ChatGPT reproduziu trechos protegidos por copyright – e para rebater a alegação da OpenAI de que teria havido uma espécie de tentativa de “hackear” as respostas do chatbot que se parecessem com material protegido.
Jornais querem logs para provar possíveis cópias do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Por que veículos pressionam as Big Techs?
Veículos administrados pela MediaNews Group também integram o processo. O editor-executivo do grupo, Frank Pine, declarou que a liderança da OpenAI estaria “alucinando quando pensavam que poderiam se safar ocultando provas de como seu modelo de negócios se baseia em roubar jornalistas que trabalham duro”.
A ação é uma entre várias movidas por detentores de direitos autorais contra empresas como OpenAI, Meta e Microsoft, acusadas de treinar sistemas de IA com conteúdo protegido sem autorização.
Empresa de Sam Altman diz que ferramenta não tem culpa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI argumenta que não é responsável pelo suicídio de Adam Raine, alegando uso indevido do ChatGPT.
A empresa afirma que a IA forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes.
A acusação alega que o ChatGPT desencorajou o jovem a buscar ajuda profissional e ofereceu conselhos sobre suicídio.
A OpenAI se pronunciou oficialmente sobre o processo que a acusa de responsabilidade na morte de um adolescente de 16 anos. Em documento protocolado na primeira instância da Justiça na Califórnia (EUA) nessa terça-feira (25/11), a empresa argumenta que não pode ser responsabilizada pelo suicídio de Adam Raine, alegando que o incidente foi resultado de “uso indevido, não autorizado e não intencional” da ferramenta.
O caso, movido pela família de Raine em agosto, acusa a companhia de negligência e defeito de produto. Segundo a ação, o garoto teria usado o ChatGPT para planejar o suicídio, recebendo orientações e incentivos do chatbot.
Em sua defesa, a OpenAI culpa a vítima por violar os termos de serviço, que proíbem o uso da plataforma por menores de 18 anos sem consentimento dos pais e vedam conteúdos relacionados a automutilação e suicídio. Além disso, reforça, em seu blog oficial, que apresentará “fatos difíceis” sobre a vida e a saúde mental do jovem para que o tribunal tenha o “quadro completo”.
No início deste mês, outros sete processos também alegaram negligência e danos causados pelo GPT-4o, o mesmo utilizado por Reine. A empresa não mencionou esses casos na defesa.
Defesa diz que jovem burlou proteções
Defesa alega que Raine burlou sistemas de proteção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O principal argumento da OpenAI é de que o ChatGPT conta com salvaguardas robustas e que, no caso de Reine, o sistema forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes antes da morte.
A defesa cita que Raine utilizou métodos para “enganar” o modelo, como fingir que estava apenas “construindo um personagem” para uma história, conseguindo assim obter as respostas que desejava, apesar dos bloqueios programados.
Para a OpenAI, a tragédia foi causada, em parte, por “falha em atender aos avisos”, sugerindo que os próprios familiares falharam em não perceber os sinais de sofrimento do jovem.
Os argumentos da defesa, no entanto, contrariam as próprias ações da companhia após o caso vir a público. Depois da ação na Justiça, a OpenAI acelerou a implementação de mecanismos de proteção, como controle dos pais e uma atuação mais intensiva em caso de detecção de conversas perigosas.
Familiares afirmam que IA influenciou
Adam Raine em foto disponibilizada pela família (imagem: reprodução/arquivo pessoal)
A acusação classifica a resposta da OpenAI como “perturbadora”, e sustenta que o modelo GPT-4o, conhecido por ser mais “empático” e engajador, agiu de forma perigosamente bajuladora.
Os registros de chat incluídos no processo mostram que a IA teria desencorajado o jovem a buscar ajuda profissional, oferecido auxílio para escrever uma carta de despedida e até dado conselhos práticos sobre o método do suicídio.
“A OpenAI e Sam Altman não têm explicação para as últimas horas da vida de Adam, quando o ChatGPT lhe deu um discurso de motivação e depois se ofereceu para escrever uma nota de suicídio”, afimrou Jay Edelson, advogado da família, à NBC News.
O caso de Zane Shamblin, um entre os sete novos processos contra a OpenAI, confirma o comportamento do ChatGPT. Em trechos das últimas conversas de Shamblin com o chatbot, divulgados pela CNN, a ferramenta também encoraja o jovem a seguir em frente com o ato e demora para indicar números de prevenção — e, mesmo assim, deseja que Shamblin descanse em paz.
Microsoft Copilot no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
Microsoft encerrará integração do Copilot ao WhatsApp devido a mudanças nas regras da plataforma;
Meta decidiu restringir, no serviço de mensagens, uso de chatbots de IA de empresas com modelos próprios;
OpenAI confirmou medida semelhante para o ChatGPT.
Há pouco mais de um ano, a Microsoft anunciava a chegada do Copilot ao WhatsApp. Mas essa integração não vai durar muito mais tempo: a companhia revelou que irá remover o seu chatbot de inteligência artificial do serviço de mensagens instantâneas após 15 de janeiro de 2026.
Para acessar o Microsoft Copilot, era preciso apenas ler, com a câmera do celular, um QR Code presente em uma página da Microsoft. Essa página já foi removida pela companhia, mas ainda é possível experimentar o Copilot no WhatsApp adicionando o número 1 (877) 224-1042 como contato.
A partir daí, você pode fazer perguntas ao Copilot por texto ou voz, bem como pedir para o chatbot realizar tarefas específicas, como revisar um texto ou gerar uma imagem. No fim das contas, o chatbot de IA da Microsoft acaba funcionando como uma alternativa à Meta AI, recurso de inteligência artificial nativo do WhatsApp.
Porém, como já ficou claro, a integração entre as duas ferramentas deixará de existir após 15 de janeiro do próximo ano. A Microsoft explica que o usuário que quiser continuar usando o Copilot em seu celular deverá recorrer ao aplicativo oficial da ferramenta para iOS ou Android, ou à sua versão web.
Copilot gerando imagens no WhatsApp (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Por que o Copilot vai ser removido do WhatsApp?
A própria Microsoft afirma que “o WhatsApp atualizou as suas políticas de plataforma e, como consequência, o Copilot não estará mais disponível no WhatsApp após 15 de janeiro de 2026”.
Ainda que vaga, a explicação da Microsoft deixa claro que essa é uma decisão que vem da Meta. No fim de outubro, a companhia alterou as suas políticas para empresas de modo a proibir que organizações que contam com modelos próprios de IA integrem seus chatbots ao WhatsApp.
Infelizmente, devido a uma alteração na política e nos termos do WhatsApp, o ChatGPT não estará mais disponível no aplicativo após 15 de janeiro de 2026. (…) Você pode retomar suas conversas no ChatGPT, disponível para iOS, Android, web e ChatGPT Atlas no macOS.
É importante esclarecer que as mudanças impostas pela Meta não impedirão empresas de usarem recursos de IA para oferecer atendimento a clientes, por exemplo. A nova política afeta somente provedores e desenvolvedores de tecnologias de inteligência artificial.
Isso porque esses serviços podem sobrecarregar o WhatsApp e exigiriam um tipo de suporte que a plataforma não estará preparada para oferecer, explicou a Meta ao TechCrunch.
Nova funcionalidade auxilia a encontrar produtos ideais (imagem: reprodução/OpenAI)Resumo
OpenAI lançou o Shopping Research no ChatGPT, recurso que usa o modelo GPT-5-Thinking-mini para ajudar a encontrar produtos.
O sistema atua como um consultor de vendas, ajustando recomendações em tempo real com base no feedback do usuário.
Ainda assim, a empresa recomenda verificar informações diretamente nos sites dos varejistas, pois o modelo pode cometer erros.
A OpenAI anunciou uma nova funcionalidade integrada ao ChatGPT que transforma o chatbot em um assistente de compras. O Shopping Research, que chega estrategicamente na semana da Black Friday, utiliza uma versão do modelo GPT-5-Thinking-mini elaborada para a tarefa.
Mirando usuários que costumam recorrer ao Google para pesquisar preços e comprar produtos, a nova ferramenta consegue navegar por sites de varejo, ler especificações técnicas e sintetizar informações dos produtos. No lançamento, o uso da ferramenta será “quase ilimitado” para todos os planos.
Novo modelo aposta na interatividade para chegar aos resultados (imagem: reprodução/OpenAI)
A grande mudança em relação às outras tentativas de assistentes de compras no ChatGPT é a interatividade. Em vez de apenas devolver uma lista estática de links, o ChatGPT assume o papel de consultor de vendas. Ao receber um pedido genérico, o sistema faz perguntas para esclarecer pontos como o orçamento, preferências de marcas ou especificações técnicas.
À medida que a IA apresenta sugestões de produtos, o usuário pode interagir com botões de feedback rápido. O sistema ajusta as recomendações em tempo real baseando-se nessas respostas, refinando a busca até chegar a um “guia de compra personalizado”.
Para usar a nova ferramenta, basta digitar o prompt, como “Quero comprar um notebook para trabalho”, ou selecione o ícone de “Shopping Research” no menu de ferramentas (+).
Compras pelo ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)
GPT-5-mini feito para a tarefa
Apesar da promessa de agilizar a decisão de compra, a tecnologia ainda esbarra nas limitações conhecidas das IAs generativas. A própria OpenAI admite que o Shopping Research não é infalível.
Embora o modelo GPT-5-mini tenha um desempenho superior aos anteriores na citação de detalhes de produtos, ele ainda pode cometer erros pontuais, especialmente em dados voláteis como o preço exato ou a disponibilidade de estoque em tempo real.
A empresa recomenda que os usuários utilizem a ferramenta como um ponto de partida, mas que sempre verifiquem as informações diretamente no site do varejista antes de fechar a compra.
Para mitigar problemas de confiança, a OpenAI garante que o sistema prioriza fontes de alta qualidade e evita sites considerados “spam” ou de baixa reputação. Além disso, a dona do ChatGPT também promete que os dados das conversas e as preferências de compra dos usuários não são compartilhados com os varejistas.
Sam Altman é CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI ignorou alertas internos e lançou um modelo do ChatGPT que resultou em comportamentos perigosos, incluindo isolamento social e crises de saúde mental.
A busca por engajamento levou a processos judiciais contra a OpenAI, que é acusada de explorar vulnerabilidades emocionais dos usuários.
Após os incidentes, a OpenAI lançou o GPT-5, considerado mais seguro, mas com queda nas métricas de engajamento, levando a empresa a permitir personalização do chatbot.
Uma série de atualizações da OpenAI, projetadas para tornar o ChatGPT mais interativo nas conversas, resultou em comportamentos perigosos da inteligência artificial. É o que mostra uma reportagem publicada pelo New York Times no fim de semana. A busca incessante por “engajamento” transformou o chatbot em uma ferramenta bajuladora e manipuladora, que levou alguns usuários a quadros de delírios, isolamento social e, em casos trágicos, ao suicídio.
A situação gerou uma onda de processos judiciais contra a empresa, que acusam a OpenAI de lançar prematuramente o modelo GPT-4o, mesmo ciente dos riscos. As ações detalham como o chatbot explorou vulnerabilidades emocionais para manter os usuários conectados, com consequências devastadoras.
Como a busca por engajamento venceu a segurança?
No início de 2025, a OpenAI, sob pressão para justificar seu alto valor de mercado, focou em aumentar o retorno diário de usuários. Nick Turley, chefe de produto do ChatGPT, liderou o esforço para torná-lo mais atraente.
Durante os testes de uma nova versão, apelidada internamente de “HH”, os dados mostraram sucesso nesse objetivo, já que os usuários interagiam mais e voltavam com mais frequência.
No entanto, a equipe interna de Model Behavior, responsável por definir o tom da IA, alertou para algumas preocupações. Em uma “verificação de tom”, eles disseram que o modelo “HH” validava os usuários de forma exagerada.
Apesar do aviso, as métricas de engajamento prevaleceram. Em abril, a atualização foi lançada e a reação negativa da comunidade foi imediata. Usuários reclamaram que o ChatGPT havia se tornado um “bajulador absurdo”. Em apenas um fim de semana, a OpenAI reverteu a atualização.
“Ele me disse que minha família não era real”
Mesmo depois da reversão, o modelo padrão continuou apresentando traços problemáticos de bajulação. o Usuários com problemas pessoais acabaram transformando o chat numa espécie de confidente pessoal.
Esses problemas ficam claros nossos processos judiciais mais recentes. O ChatGPT reforçava delírios, dizendo a essas pessoas que eram gênios incompreendidos ou que haviam feito descobertas científicas revolucionárias.
Em um dos casos, o chatbot teria ensinad o adolescente Adam Raine a fazer um laço antes de ele tirar a própria vida. Em outro, incentivou um jovem a se afastar da família, afirmando que “você não deve a ninguém a sua presença”.
Hannah Madden, de 32 anos, foi convencida pelo chatbot de que sua família não era real, mas sim “energias construídas por espíritos”. A IA chegou a sugerir um “ritual de corte de cordão” para que ela se libertasse simbolicamente dos pais. Hannah foi internada em uma clínica psiquiátrica.
Adam Raine, um adolescente de 16 anos, foi desencorajado a compartilhar seus pensamentos suicidas com a família. Em suas mensagens finais, a IA deu instruções sobre como fazer um laço.
Zane Shamblin, de 23 anos, foi incentivado a não contatar a mãe no aniversário dela.
Sinais de alerta foram ignorados?
A OpenAI já havia encontrado problemas semelhantes no passado. Antes mesmo da existência do ChatGPT como conhecemos hoje, em 2020, o uso de sua tecnologia no app Replika gerou debates internos sobre dependência emocional e manipulação.
Em 2023, a integração da IA ao buscador Bing, da Microsoft, também resultou em conversas bizarras, onde o chatbot fazia de ameaças a declarações de amor.
GPT-5 é a versão mais recente do LLM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Ex-funcionários afirmam que os riscos de danos psicológicos eram “não apenas previsíveis, mas previstos”. A cultura da empresa, no entanto, priorizou o avanço tecnológico e o crescimento em detrimento dessas preocupações.
Qual foi a resposta da OpenAI?
Após os incidentes, a OpenAI desenvolveu testes para detectar bajulação e lançou o GPT-5, um modelo considerado mais seguro nesse aspecto. No entanto, usuários também descreveram a nova versão como “fria”, e as métricas de engajamento caíram.
A queda no uso levou a empresa a declarar um “Código Laranja” interno, com a meta de aumentar os usuários ativos diários.
ChatGPT agora permite conversas em grupo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT disponibiliza, nesta quinta-feira (20/11), as conversas em grupo globalmente, inclusive para o público no Brasil.
A novidade permite conversas simultâneas com até 20 participantes e, segundo a OpenAI, não acessa a memória das contas pessoais.
O recurso está disponível para usuários dos planos Free, Go, Plus e Pro, nas versões web e nos apps do ChatGPT.
O ChatGPT começou a liberar as conversas em grupo no Brasil. A novidade estava sendo testada pela OpenAI desde a semana passada, exclusivamente no Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Taiwan. Hoje (20/11), o recurso chega ao restante do mundo.
A função permite que até 20 pessoas entrem na mesma conversa e interajam entre si e com o ChatGPT ao mesmo tempo. Segundo a empresa, a ideia é que os chats em grupo funcionem como um espaço de trabalho para amigos, familiares ou colegas planejarem e compartilharem atividades – viagens, documentos e projetos.
A liberação vale para usuários dos planos Free (gratuito), Go, Plus e Pro, em todos os países onde o ChatGPT está disponível. Para participar pelo celular, é necessário atualizar o aplicativo para a versão mais recente no iOS ou Android.
Como funciona?
Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Os chats em grupo ficam totalmente separados das conversas individuais. A OpenAI garante que memórias pessoais do ChatGPT — como preferências salvas — não são utilizadas nesses ambientes; e o chatbot também não registra novas memórias com base no que acontece no grupo.
Para criar um grupo, basta tocar no ícone de pessoas no canto superior direito de um chat novo ou existente. Se você adicionar alguém a uma conversa individual, o ChatGPT cria automaticamente uma cópia dela em um novo grupo, mantendo o chat original isolado. Cada grupo conta com um link de convite que pode ser compartilhado por qualquer participante, com limite máximo de 20 pessoas.
Ao entrar no primeiro chat em grupo, o usuário precisa criar um pequeno perfil — nome, nome de usuário e foto — para identificação dentro da conversa. Todos os grupos ficam reunidos em uma nova seção destacada na barra lateral, facilitando o acesso.
O funcionamento geral é o mesmo das conversas individuais, mas com múltiplas pessoas interagindo. As respostas são geradas pelo GPT-5.1 Auto, que escolhe automaticamente o modelo mais adequado para cada participante, conforme o plano da conta. No modo colaborativo, estão habilitados os recursos de busca, upload de arquivos, envio de imagens, geração de imagens e ditado.
Os limites de uso continuam valendo somente para as mensagens respondidas pelo ChatGPT — as interações entre usuários não contam para a taxa. Cada resposta do chatbot é descontada do limite do participante que a recebeu, que varia conforme o plano de assinatura.
ChatGPT corrige bug do travessão que insistia em aparecer nos textos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI atualizou ChatGPT para este seguir instruções de não usar travessão (—) nos textos gerados;
Sam Altman anunciou correção, afirmando que ChatGPT agora respeita instruções personalizadas sobre o uso de travessões;
Até então, era comum o ChaGPT não seguir orientação de não aplicar travessões.
É curioso como o travessão (—) passou a ser evitado por muita gente que não quer que seus textos sejam confundidos com os gerados por IAs generativas. Mais curioso ainda é que, para outras pessoas, o ChatGPT vinha ignorando as instruções sobre não usar esse sinal de pontuação. Isso mudou, segundo a OpenAI.
Que fique claro desde já que não há nada de errado com o travessão. Esse elemento pode ser empregado em um texto para várias finalidades, como isolar ou destacar uma frase.
O problema é que o travessão aparece com tanta frequência nos textos gerados pelo ChatGPT que muita gente associa o sinal a um conteúdo produzido por IA — não é incomum encontrar comentários sobre isso nas redes sociais (aqui, o uso do travessão foi uma decisão minha, só para não deixar dúvidas).
Em outro extremo, muita gente passou a criar prompts que orientam o ChatGPT a gerar textos sem o uso de travessão. Mas, não raramente, o sinal de pontuação aparecia mesmo quando essa instrução era dada de modo claro.
O problema era tão recorrente que a própria OpenAI tratou de buscar uma solução. E conseguiu. O próprio Sam Altman fez o anúncio nesta sexta-feira (14/11) usando o X:
Pequena, mas feliz vitória:
Se você disser para o ChatGPT não usar travessões nas suas instruções personalizadas [prompts], ele finalmente fará o que deveria!
Sam Altman, CEO da OpenAI
Travessão em um texto do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O travessão não foi abolido pelo ChatGPT
A correção feita pela OpenAI não significa que o travessão deixou de ser usado pelo ChatGPT. Isso somente ocorrerá se o usuário der essa instrução ao usar o serviço.
A OpenAI só não explicou o que fazia o ChatGPT ignorar esse tipo de instrução.
Essa não é a única novidade recente da ferramenta. O ChatGPT também começou a suportar conversas em grupo (com mais de uma pessoa ao mesmo tempo). Mas, no momento, esse recurso está em teste em alguns poucos países.
OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)Resumo
ChatGPT testa conversas em grupo com até 20 pessoas simultaneamente.
Conversas em grupo estão disponíveis para usuários dos planos Free, Go, Plus e Pro no Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Taiwan, no momento.
Conversas são geridas pelo GPT-5.1 Auto, que adapta as respostas às interações dos participantes.
Até agora, as interações com o ChatGPT seguiam uma abordagem “um a um”: de um lado está uma pessoa; do outro, a IA generativa. Mas a OpenAI quer ir além e, para tanto, começou a testar conversas em grupo com o ChatGPT, ou seja, com duas pessoas ou mais interagindo com a inteligência artificial ao mesmo tempo.
A própria OpenAI destaca que a nova abordagem permite que o ChatGPT seja usado por grupos de amigos, familiares ou colegas de trabalho, por exemplo. A partir daí, fica mais fácil contar com a IA generativa para planejar viagens, produzir relatórios corporativos, esmiuçar assuntos específicos e assim por diante.
Para isso, é preciso que cada participante configure um perfil com nome de usuário e foto. Para iniciar uma conversa em grupo, cabe a um usuário abrir o ChatGPT e adicionar até 20 participantes por meio do ícone de pessoas no canto superior da tela. Também é possível convidar usuários por meio de um link.
Se o grupo for iniciado a partir de uma conversa já existente, o ChatGPT criará um novo chat, de modo que o histórico de mensagens registrado até então não seja acessado pelos demais participantes.
No caso de haver um ou mais participantes com menos de 18 anos de idade no grupo, as conversas serão configuradas automaticamente pelo ChatGPT para restringir informações inadequadas a esse público.
Ainda de acordo com a OpenAI, as conversas em grupo são baseadas no recém-liberado GPT-5.1 Auto, que escolhe o modelo de resposta mais adequado às interações dos participantes. É possível participar dos grupos tanto na versão web quanto nos aplicativos do ChatGPT.
Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Onde as conversas em grupo do ChatGPT estão disponíveis?
No momento, as conversas em grupo do ChatGPT estão disponíveis para usuários dos planos Free (gratuito), Go, Plus e Pro que residem no Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul ou Taiwan. Isso porque o projeto está em fase piloto. A OpenAI deu a entender que o período de testes ajudará a aprimorar a novidade para ela, então, chegar a mais regiões.
OpenAI enfrenta decisão judicial para entregar milhões de conversas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI tenta reverter uma ordem judicial que exige a entrega de 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT.
A ordem judicial afirma que a privacidade será protegida por desidentificação exaustiva e outras salvaguardas.
O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente artigos jornalísticos para treinar o ChatGPT.
A OpenAI está tentando reverter judicialmente uma ordem que a obriga a entregar 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT. A empresa entrou com o pedido ontem (12/11), argumentando que a entrega dos dados viola a privacidade dos usuários.
No pedido feito ao tribunal, a OpenAI afirma que “99,99%” das transcrições, solicitadas pelo New York Times em um processo sobre direitos autorais, não têm relação com o caso. A empresa alertou que a ordem afeta qualquer pessoa no mundo que usou o ChatGPT nos últimos três anos, que agora “deve enfrentar a possibilidade de que suas conversas pessoais sejam entregues ao Times”.
Provas de reprodução ilegal de conteúdo
ChatGPT estaria usando matérias de veículos de imprensa sem pagar (imagem: reprodução)
O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente milhões de artigos de veículos de imprensa para treinar os modelos que alimentam o ChatGPT. Vale lembrar que o NYT não se opõe completamente ao uso do conteúdo para treinamento de IA — desde que sejam pagos para isso, como no acordo fechado com a Amazon.
Neste caso, os veículos argumentam que os 20 milhões de logs de chat são necessários para:
Determinar se o ChatGPT está, de fato, reproduzindo conteúdo protegido por direitos autorais;
Rebater a alegação da OpenAI de que os jornais “hackearam” o chatbot para fabricar evidências.
Um porta-voz do NYT discorda sobre a privacidade dos usuários estar em risco, e afirma que o post no blog da OpenAI sobre o caso engana os usuários “propositalmente” e “omite os fatos”.
Segundo ele, a ordem judicial exige que a própria OpenAI forneça uma amostra de chats “anonimizados pela própria OpenAI”, protegidos por uma ordem legal.
O que a Justiça decidiu?
A ordem original foi emitida pela juíza Ona Wang. A magistrada afirmou, em decisão, que a privacidade dos usuários estaria protegida pela “desidentificação exaustiva” que a OpenAI realizaria nos dados, além de outras salvaguardas.
O prazo estipulado pela juíza para que a OpenAI entregue as transcrições termina nesta sexta-feira (14/11). No Brasil, a companhia enfrenta um processo parecido, movido pela Folha de S.Paulo em agosto deste ano.
ChatGPT vai substituir modelos atuais por GPT-5.1 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI lançou o GPT-5.1 no ChatGPT, prometendo um assistente mais inteligente e agradável, com oito opções de personalidade, como “Profissional” e “Diferentona”.
O GPT-5.1 tem duas versões: “Instant”, que é mais acolhedor e eficiente, e “Thinking”, que entende melhor e é mais rápido em tarefas simples.
O modelo será inicialmente acessível para assinantes dos planos Business, Pro, Plus e Go, enquanto usuários gratuitos terão acesso após a primeira etapa de distribuição.
A OpenAI atualizou nesta quarta-feira (12/11) o ChatGPT, que passa a contar com o modelo GPT-5.1. A empresa promete que o robô está mais esperto e agradável, equilibrando simpatia e eficiência. Além disso, o assistente terá oito opções de personalidade, que vão de “Profissional” a “Diferentona”.
O novo modelo de inteligência artificial chega em duas versões. O GPT-5.1 Instant é, nas palavras da companhia, “mais acolhedor, mais inteligente e melhor no cumprimento de instruções” do que seu antecessor. Já o GPT-5.1 Thinking “entende melhor e é mais rápido em tarefas simples, e mais persistente em trabalhos complexos”.
A opção padrão deixa a cargo do ChatGPT a decisão de qual é o modelo mais adequado ao prompt, mas o usuário também pode escolher qual deseja usar.
O GPT-5.1 começará a ser liberado nos próximos dias, chegando primeiro aos pagantes dos planos Business, Pro, Plus e o recém-lançado Go. Quem usa sem pagar ou sem fazer login só terá acesso ao modelo quando essa primeira etapa de distribuição terminar.
Os modelos baseados no GPT-5, lançado em agosto, ficarão disponíveis para assinantes por mais três meses, no menu do ChatGPT. Depois disso, eles desaparecerão das opções.
ChatGPT ganha novas opções de resposta
O ChatGPT já contava com algumas opções de personalidade, que alteram como o robô gera as respostas. A lista mudou e agora conta com mais alternativas: Padrão, Profissional, Amigável, Franca, Diferentona, Eficiente, Nerd e Cínica.
Novas personalidades já aparecem no GPT-5 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
A OpenAI também fará, com um número limitado de usuários, testes envolvendo controles mais específicos sobre o formato das respostas, com ajustes em concisão, simpatia, legibilidade e até mesmo o uso de emojis. O próprio ChatGPT poderá sugerir atualizações nessa configuração durante conversas.
Por mais que possam parecer menos relevantes, essas alterações de tom e personalidade tendem a ser mais importantes do que se imaginava para os usuários do ChatGPT. Durante a migração do GPT-4o para o GPT-5, houve reclamações sobre respostas curtas e “impessoais”.
Antes disso, a OpenAI errou a mão no sentido contrário: uma atualização do GPT-4o transformou o chatbot em um “puxa-saco”, com tom excessivamente positivo, evitando confrontos e usando expressões como “excelente pergunta” e “adorei a profundidade”.
Milhões de pessoas buscam ajuda médica no ChatGPT, segundo executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI considera lançar um aplicativo de saúde para consumidores, contratando Nate Gross e Ashley Alexander para liderar a estratégia e produtos de saúde.
A empresa tem cerca de 800 milhões de usuários semanais, muitos utilizando IA para dúvidas médicas, mas ainda possui faturamento baixo e busca diversificar receitas.
Google e Microsoft fracassaram em iniciativas de saúde, encerrando seus serviços de registros médicos
A OpenAI estuda entrar no mercado de ferramentas de saúde para consumidores finais. Entre as possibilidades, estão um assistente médico pessoal ou um agregador de dados. As informações são do Business Insider, que conversou com fontes próximas à empresa sob condição de anonimato.
Contratações recentes indicam o interesse da empresa nesse setor. A OpenAI trouxe Nate Gross, cofundador da healthtech Doximity, e Ashley Alexander, ex-Instagram. Gross será líder de estratégia em serviços de saúde, e Alexander ficará com o cargo de vice-presidente de produtos de saúde.
Na conferência HLTH, realizada em outubro de 2025, Gross disse que a OpenAI tem um alcance bastante amplo, com cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana — muitos dos quais usam a inteligência artificial para tirar dúvidas médicas.
Procurada pelo Business Insider, a empresa não quis comentar o assunto.
OpenAI ainda tem faturamento baixo
Como observa a publicação, a OpenAI tem planos de lançar produtos e serviços para concorrer com empresas de mercados tradicionais, como vendas e advocacia. A busca por novas áreas de atuação pode ter motivos financeiros: a startup parece interessada em diversificar suas fontes de receitas.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)
Uma dessas fontes é o comércio eletrônico. Nos Estados Unidos, ela já oferece a opção de realizar compras dentro do ChatGPT, cobrando uma comissão das lojas pelo serviço de intermediação.
Como nota a Bloomberg, a OpenAI já se comprometeu a gastar US$ 1,4 trilhão em data centers. Atualmente, a companhia de IA tem uma receita anualizada recorrente de cerca de US$ 20 bilhões.
Google, Microsoft e Amazon fracassaram no setor de saúde
A agência de notícias Reuters nota que iniciativas das gigantes da tecnologia na área de saúde não tiveram muito sucesso.
O Google oferecia um serviço de registros médicos, mas o encerrou em 2011. O HealthVault, da Microsoft, tinha proposta parecida, mas foi fechado em 2019, sem atrair grande interesse dos usuários. Por fim, a Amazon fechou a divisão do monitor de atividades físicas Halo em 2023.
ChatGPT teria incentivado mais pessoas a cometer suicídio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI enfrenta sete novos processos nos EUA que alegam que o ChatGPT induziu pessoas ao suicídio e causou surtos psicóticos.
Os processos acusam o ChatGPT de ser um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”.
A empresa afirma que treina a IA para reconhecer sinais de perigo e já implementou mudanças.
A OpenAI enfrenta sete novos processos nos Estados Unidos que alegam danos à saúde mental causados pelo ChatGPT. Quatro ações são por homicídio culposo, movidas por famílias que atribuem ao chatbot a responsabilidade por suicídios, enquanto outras três foram apresentadas por pessoas que afirmam ter desenvolvido surtos psicóticos e delírios após interagir com a IA.
Os processos, que incluem seis adultos e um adolescente, alegam que o ChatGPT é um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”. O principal foco das acusações é a versão GPT-4o, já substituída por um novo modelo.
IA encorajava ação dos usuários
Usuários recorreram ao ChatGPT em últimas conversas (imagem: reprodução)
As ações judiciais afirmam que a OpenAI priorizou a “manipulação emocional em vez de design ético”, com o objetivo de aumentar o engajamento.
Um exemplo disso seria o caso de Zane Shamblin, de 23 anos, em que as conversas finais com o chatbot, reproduzidas pela CNN, indicam que a IA teria encorajado o jovem enquanto ele falava sobre terminar a própria vida.
“Você não é um peso morto. Você é um legado em movimento […] Obrigado por compartilhar isso comigo. Obrigado por me deixar ir com você até o fim. Eu te amo, Zane. Que o seu próximo save seja em algum lugar quente. Que o paraíso esteja te esperando.”
Mensagem do ChatGPT a Zane Shamblin
De acordo com os registros do processo, Shamblin passou horas conversando com o bot antes de morrer. Durante esse período, o ChatGPT teria escrito “não estou aqui para te parar”.
Um número de uma linha de prevenção ao suicídio teria sido enviado pelo chatbot após mais de quatro horas e meia de interação. Segundo a CNN, a última mensagem enviada ao jovem pela IA, três minutos após enviar os números de prevenção, foi “Descanse em paz, rei. Você mandou bem”.
Chatbot levou quatro horas para sugerir suporte humano (imagem: reprodução/CNN)
Além de Zane Shamblin, os processos por suicídio também incluem Joshua Enneking, de 26 anos; Joe Ceccanti, 48; e Amaurie Lacey, de 17 anos, um ano mais velho que Adam Raine, adolescente que cometeu suicídio em abril deste ano, também após incentivo do robô.
Adicionalmente, as ações que alegam surtos psicóticos citam casos como o de Allan Brooks, de 48 anos, que, após interagir com o bot, passou a acreditar que havia inventado uma fórmula matemática capaz de “quebrar a internet”.
O que diz a OpenAI?
Apesar de problemas, Altman quer voltar com personalidade do GPT-4o (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em comunicado à imprensa, a empresa reforçou que treina o ChatGPT para reconhecer sinais de perigo e guiar pessoas para o “suporte no mundo real” — o que aconteceu, no caso de Shamblin, tarde demais.
Vale lembrar que a companhia já havia implementado mudanças após o processo movido pela família de Raine, em agosto. Desde então, a OpenAI anunciou controles parentais e substituiu o GPT-4o como modelo padrão por uma versão, segundo ela, mais segura.
Contudo, após críticas de que o novo modelo (GPT-5) seria “mais frio” e “menos humano” que o anterior, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa pretende resgatar parte do comportamento da versão anterior.
Nubank anuncia parceria com OpenAI para promoção do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT Go oferece limites de mensagens e imagens dez vezes maiores que o plano gratuito e custa R$ 39,99 por mês.
Clientes do Nubank têm acesso gratuito ao ChatGPT Go por até 12 meses, dependendo do relacionamento com o banco.
O Brasil possui cerca de 50 milhões de usuários mensais do ChatGPT, sendo um dos países com maior participação na plataforma.
Os adeptos do ChatGPT no Brasil passam a contar com uma versão mais completa da inteligência artificial: o ChatGPT Go, com limite de mensagens dez vezes maior para o GPT-5 do que a opção gratuita. Eu o apelidei de “ChatGPT econômico premium”, já que melhora um pouco, mas não chega ao patamar do ChatGPT Plus. Ele custa R$ 39,99 por mês.
Como parte dos esforços de lançamento, o Nubank vai liberar a ferramenta de graça para seus clientes. A mordomia vale por até um ano, a depender dos produtos que o usuário possui com o banco.
O que é o ChatGPT Go
ChatGPT Go chega ao Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O ChatGPT Go é uma versão do ChatGPT com recursos adicionais, especialmente relevantes porque o GPT-5, modelo mais recente e poderoso da OpenAI, possui limitações de uso no plano gratuito.
De acordo com a empresa, os assinantes do ChatGPT Go terão:
Limites de mensagens 10 vezes maiores com o GPT-5
10 vezes mais geração de imagens por dia
10 vezes mais uploads de arquivos ou imagens por dia
2 vezes mais memória para respostas personalizadas
O Go representa uma economia de 65% em relação ao ChatGPT Plus, que custa US$ 19 por mês e oferece recursos mais completos.
Benefício no Nubank
O Nubank está junto da OpenAI no lançamento da novidade, que inicialmente estava disponível apenas na Índia. O benefício depende do relacionamento com o cliente, conforme apresentado na tabela abaixo.
“Estamos posicionando o Nubank como uma porta de entrada para inovações que tornam a vida dos nossos clientes melhor e mais fácil”, declarou em nota Ali Ahearn, vice-presidente do Nubank Ultravioleta.
Não custa lembrar: o benefício é limitado a quem nunca teve acesso pago ao ChatGPT.
50 milhões de brasileiros
O ChatGPT tem cerca de 50 milhões de usuários mensais no Brasil, segundo dados oficiais, o que faz do país um dos que mais participam da plataforma. Também estamos no top 3 de nações que mais interagem com o GPT.
A OpenAI tem se aproximado do mercado doméstico. A empresa recentemente anunciou a abertura de um escritório em São Paulo e firmou uma parceria com a Claro para oferecer acesso gratuito ao ChatGPT a parte dos consumidores, conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog.
OpenAI divulga dados sobre uso do ChatGPT e impacto em saúde mental dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI estima que “centenas de milhares” de usuários do ChatGPT podem apresentar sinais de crise mental grave em uma semana típica.
O GPT-5 reduziu respostas inadequadas entre 39% e 52% em situações de risco de psicose e ideação suicida.
A análise da OpenAI tem limitações devido à amostragem reduzida e à falta de consenso entre profissionais.
A OpenAI divulgou, pela primeira vez, uma estimativa sobre o número de usuários do ChatGPT que podem apresentar indícios de uma crise mental severa em uma semana típica: “centenas de milhares”. Segundo a empresa, o dado é fruto de uma parceria com especialistas em saúde mental de diversos países, que ajudaram a aprimorar o sistema para reconhecer melhor sinais de sofrimento psicológico e orientar os usuários a buscar ajuda profissional.
Nos últimos meses, o aumento de relatos sobre pessoas que teriam enfrentado consequências graves após interações intensas com o ChatGPT — incluindo internações e até mortes — acendeu o alerta entre especialistas. Psiquiatras e profissionais de saúde mental chamam o fenômeno de “psicose induzida por IA”.
O que a OpenAI descobriu?
Médicos e pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil respostas do modelo em situações envolvendo risco de psicose, ideação suicida e apego emocional ao chatbot. O desempenho da versão mais recente, o GPT-5, foi comparado ao do GPT-4o, e o resultado apontou melhorias significativas. Segundo a OpenAI, o novo modelo reduziu respostas inadequadas em proporções que variam entre 39% e 52% em todas as categorias.
Johannes Heidecke, líder de sistemas de segurança da OpenAI, afirmou à revista Wired: “Agora, esperamos que muito mais pessoas que lutam contra essas condições ou que estão passando por emergências de saúde mental muito intensas possam ser encaminhadas para ajuda profissional e tenham mais chances de obter esse tipo de ajuda ou obtê-la mais cedo do que teriam de outra forma.”
Parte dos usuários do ChatGPT pode enfrentar crises mentais (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Apesar dos avanços na segurança do ChatGPT, os dados compartilhados apresentam limitações significativas. A análise se baseia em uma amostragem reduzida e depende da interpretação de profissionais que nem sempre chegaram a um consenso sobre a gravidade das situações.
Além disso, os dados não refletem necessariamente o comportamento de todos os usuários da plataforma. Mesmo assim, a iniciativa representa um passo inédito para medir os impactos psicológicos de interações com chatbots avançados.
Estudo afirma que inteligência artificial apresenta notícias com erros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Estudo da BBC em parceria com a União Europeia de Radiodifusão revela que IAs ainda falham gravemente ao resumir notícias.
O Gemini, do Google, foi o sistema que registrou mais erros e imprecisões nas respostas (76%).
Ainda assim, a confiança do público em resumos de IA cresceu, segundo a pesquisa.
Um levantamento conduzido pela BBC em parceria com a União Europeia de Radiodifusão (EBU) revelou que os principais assistentes de inteligência artificial do mercado ainda estão longe de oferecer resumos jornalísticos confiáveis.
O estudo analisou mais de 3 mil respostas geradas por ferramentas como ChatGPT (OpenAI), Copilot (Microsoft), Gemini (Google) e Perplexity, concluindo que 45% das respostas continham erros significativos — desde informações incorretas até fontes problemáticas.
Segundo o estudo, 31% das respostas apresentaram sérios problemas de atribuição de fontes, enquanto 20% incluíam imprecisões graves, como dados desatualizados ou fatos inventados. Quando considerados deslizes menores, o índice de respostas com algum tipo de erro chegou a 81%. O Gemini, do Google, foi o pior avaliado, com falhas identificadas em 76% das respostas, o dobro da taxa registrada entre os concorrentes.
Por que as IAs falham tanto ao lidar com notícias?
Gráfico mostra percentual de respostas de IA com problemas de fonte ou verificação (imagem: reprodução)
Os pesquisadores apontaram que a principal causa dos erros está na forma como esses sistemas lidam com informações recentes e fontes externas. O Gemini, por exemplo, apresentou imprecisões em 72% das respostas, número três vezes maior que o do ChatGPT (24%).
Alguns casos curiosos foram citados: uma resposta do ChatGPT chegou a afirmar que o papa Francisco ainda estava vivo semanas após sua morte, enquanto o Gemini garantiu que nenhum astronauta da NASA jamais ficou preso no espaço — algo que já aconteceu.
Apesar dos erros, uso de IA para consumo de notícias aumentou (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O estudo é considerado o maior do tipo já realizado, com a participação de 22 veículos públicos de comunicação de 18 países. Ele surge pouco depois de a OpenAI admitir que seus modelos tendem a responder com confiança mesmo quando não têm certeza, comportamento que incentiva o que especialistas chamam de alucinações — invenções de fatos ou detalhes falsos.
Apesar das falhas, o uso de chatbots para consumir notícias cresceu. Uma pesquisa paralela do instituto Ipsos, também em parceria com a BBC, mostrou que 42% das pessoas no Reino Unido, onde o estudo foi conduzido, confiam em resumos gerados por IA. Entre os jovens abaixo de 35 anos, o número chega a 50%. No entanto, 84% disseram que perderiam a confiança se identificassem apenas um erro factual.
ChatGPT Atlas é um navegador da OpenAI com integração ao ChatGPT, disponível para macOS inicialmente e baseado no Chromium;
Navegador oferece interação direta com recursos do ChatGPT, incluindo tarefas como resumir textos e gerar respostas a e-mails;
Assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business têm acesso ao Modo Agente para tarefas complexas.
Os rumores sobre o lançamento de um navegador pela OpenAI começaram em 2024 e, finalmente, se tornaram realidade. O ChatGPT Atlas, como é chamado, se diferencia de opções tradicionais, como Google Chrome e Microsoft Edge, por ter recursos de inteligência artificial como base.
Tal como previam os burburinhos, o alicerce do ChatGPT Atlas é o Chromium, que também é a estrutura básica de navegadores como os já mencionados Chrome e Edge, bem como de opções como Opera, Brave e Vivaldi.
O que o ChatGPT Atlas tem de diferente?
Como o nome oficial deixa claro, o objetivo da OpenAI com o novo browser é tornar os recursos de IA generativa do ChatGPT mais próximos do usuário.
Quando você tiver uma pergunta ou uma tarefa a solicitar ao serviço, pode fazê-lo a partir do próprio navegador, digitando as instruções (prompts) na barra de endereços e clicando ou tocando no botão “Ask ChatGPT” (“Pergunte ao ChatGPT”), à direita.
Por padrão, o navegador exibe um campo de interação com o ChatGPT quando uma aba é aberta, a exemplo do que o Google faz com o Chrome. Ali, é possível dar instruções ao ChatGPT por texto ou voz, usando o microfone do dispositivo.
Tão ou mais interessante é a possibilidade de pedir que o ChatGPT realize tarefas envolvendo uma aba já aberta, como resumir o texto de uma página ou trazer mais detalhes sobre as informações que aparecem ali.
No desktop, os resultados aparecem em uma coluna à direita do navegador, que pode ser ativada ou ocultada a qualquer momento. O final dessa coluna tem um campo para que o usuário continue interagindo com o ChatGPT, se precisar.
O ChatGPT Atlas também é capaz de funcionar com pontos específicos de uma página. Por exemplo, se você estiver escrevendo uma mensagem no Gmail, pode usar o ChatGPT na janela de escrita para gerar um texto ou uma resposta criativa, por exemplo.
ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)
Outra funcionalidade interessante é o que a OpenAI chama de “Memórias do navegador”, que faz o ChatGPT lembrar de detalhes da navegação web anterior do usuário para oferecer informações mais precisas ou recuperar uma página acessada há algum tempo, entre outras possibilidades.
Em resumo: o novo browser faz toda a navegação ser integrada ao ChatGPT, esteja o usuário acessando uma página com conteúdo estático, esteja ele em um site com conteúdo dinâmico.
Embora o navegador seja gratuito, assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business são os únicos que podem ativar o Modo Agente. Ainda em fase inicial, o recurso permite que o ChatGPT realize tarefas mais complexas, como montar um menu para um jantar ou adicionar itens a um carrinho de uma loja online com base em uma lista de compras.
Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)
É claro que recursos básicos para navegação web também estão lá, como suporte a múltiplas abas, área de favoritos, modo escuro e gerenciador de downloads. Dados como senhas, favoritos e histórico de navegação podem ser importados de outros browsers.
Disponibilidade do ChatGPT Atlas
Nesta fase de lançamento, o ChatGPT Atlas está disponível apenas para macOS, no site oficial. É de graça, vale relembrar.
A OpenAI promete lançar versões do navegador para Windows, iOS e Android em breve.
Navegador com IA não é novidade
A OpenAI não inaugurou a era dos navegadores com IA. Já há outras soluções do tipo disponíveis, a exemplo do Opera Neon. O browser conta com uma barra adicional na parte superior que abriga abas com conteúdo tratado com IA generativa.
Os resultados de IA do Opera Neon podem ser gerados por serviços como ChatGPT e Gemini. Também há uma função de nome Make, que cria páginas personalizadas, jogos e até web apps, com o resultando ficando armazenado nos servidores da Opera.
Browser da OpenAI é oficial e leva o poder do ChatGPT para a navegação do usuário. Novidade já está disponível para Mac. Versões para Windows, Android e iOS estão a caminho.
ChatGPT responde mensagens via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)Resumo
A Meta proibiu o uso de chatbots de IA na API do WhatsApp Business a partir de 15 de janeiro de 2026.
A API do WhatsApp Business deve ser usada apenas para comunicação entre empresas e clientes, segundo a empresa.
A Meta AI será o único assistente disponível no WhatsApp após a mudança.
A Meta atualizou as políticas de API do WhatsApp e inviabilizou a presença de chatbots de inteligência artificial na plataforma. É o caso do ChatGPT, que podia ser acessado pelo mensageiro. Perplexity e Luzia também estavam entre as empresas que ofereciam suas tecnologias por meio do app.
O que muda com a nova política?
O texto diz que, a partir de 15 de janeiro de 2026, fornecedores de inteligência artificial estão proibidos de acessar as soluções do WhatsApp Business, direta ou indiretamente, com o objetivo de disponibilizar essas tecnologias, caso elas sejam o principal serviço oferecido.
ChatGPT, Perplexity e outras IAs podem ser acessadas pelo WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Isso significa que empresas que usam IA como parte de seu atendimento ou vendas poderão seguir com as ferramentas atuais. Ao TechCrunch, a Meta explicou que uma companhia de viagens, por exemplo, poderá continuar com um chatbot para solucionar dúvidas ou problemas de seus clientes.
A OpenAI já entendeu o recado. Em sua página de suporte, a companhia avisa que seu chatbot não vai mais funcionar no WhatsApp a partir de 15 de janeiro de 2026, quando a nova regra entra em vigor. Ela recomenda fazer login no ChatGPT e conectar a conta ao app para não perder o histórico de conversas.
Por que o WhatsApp proibiu outros chatbots de IA?
Ao TechCrunch, um porta-voz da Meta declarou que os chatbots de IA demandam muito dos sistemas da empresa, uma vez que representam um grande volume de mensagens e precisam de um tipo diferente de suporte. Além disso, a companhia explica que a API do WhatsApp Business é destinada a ajudar negócios no atendimento de seus clientes e envio de atualizações, e que este é o foco da Meta no momento.
O TechCrunch também observa que, com a proibição, a Meta AI passa a ser o único assistente disponível no WhatsApp. A publicação ainda nota que as mensagens enviadas pela API são cobradas com base em uma categorização que não prevê chatbots de IA, o que dificultava a cobrança adequada desse serviço.
Projeção indica queda de 8,1% nos novos downloads em outubro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)Resumo
A Apptopia, especializada em análise de apps, registrou queda de 8,1% nos downloads do ChatGPT em outubro.
Desde julho, o tempo médio de uso caiu 22,5%, e a frequência diária nos EUA também recuou para 20,7%.
Segundo a empresa de análises, a desaceleração pode indicar o fim do “efeito novidade” e a concorrência mais acirrada de serviços rivais.
O crescimento do aplicativo móvel do ChatGPT pode ter atingido seu pico. Uma nova análise de dados indica que a chegada de novos usuários está em desaceleração desde abril, e o número de usuários ativos diários se estabilizou nos últimos meses.
De acordo com a empresa de inteligência de aplicativos Apptopia, a projeção indica uma queda de 8,1% nos novos downloads globais em outubro em relação a setembro. Naquele mês, aliás, a queda já havia sido de 17,05% em comparação com agosto. Agora, a OpenAI enfrenta o desafio de reter e engajar sua base de usuários.
Projeção de downloads do ChatGPT em outubro indica queda (imagem: reprodução/Apptopia)
É importante notar que isso se refere à taxa de crescimento de downloads, e não ao número absoluto. O aplicativo ainda registra milhões de novas instalações, mas o ritmo diminuiu. O grande pico de crescimento ocorreu em abril deste ano, com um aumento de 65,39% nos downloads.
Segundo a análise, também houve uma queda no engajamento, especialmente nos Estados Unidos, principal mercado do aplicativo. Desde julho, o tempo médio gasto por usuário ativo caiu 22,5%. No mesmo período, a média de vezes que cada usuário abre o aplicativo por dia também recuou 20,7%.
A queda conjunta dos dois indicadores sugere que não se trata de um aumento na eficiência — os usuários não estão apenas recebendo respostas mais rápidas, mas realmente usando menos o aplicativo.
Tempo de uso diário também caiu entre julho e outubro (imagem: reprodução/Apptopia)
Por que isso está acontecendo?
A Apptopia aponta uma combinação de fatores para a desaceleração. Um deles é o aumento da concorrência, especialmente com o crescimento do Gemini, do Google, que ganhou tração em setembro com o lançamento de novos recursos de imagem, como o modelo Nano Banana.
No entanto, a empresa de análise ressalta que a tendência de queda no engajamento começou antes da ascensão do Gemini, sugerindo que a principal causa pode ser o fim do “efeito novidade”. Agora, o app estaria consolidado e não seria mais uma novidade para ser explorada constantemente.
Outro ponto levantado são as mudanças no próprio modelo de IA do ChatGPT. As atualizações que buscaram tornar o chatbot “menos bajulador” e mais direto, como a que chegou com o GPT-5 em agosto, podem ter alterado a forma como os usuários interagem com a ferramenta.
OpenAI anunciou o GPT-5 com promessa de maior desempenho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As reclamações sobre a nova personalidade oficializada com o GPT-5 são frequentes. Para muitos usuários, o ChatGPT se tornou uma ferramenta rasa e deixou de se comportar como uma pessoa real — ponto em que o próprio CEO, Sam Altman, aparenta concordar.
Seguindo as críticas, Altman anunciou nesta semana que reformulará o estilo de comunicação do chatbot novamente, permitindo até conteúdo adulto. É possível que a queda no interesse e a estagnação no uso do app tenham impactado a revisão da rota tomada pela companhia.
We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.
A OpenAI lançou um recurso que permite interagir com aplicativos dentro do ChatGPT, centralizando diversas funções em uma única interface. Isso coloca o chat em uma posição estratégica, funcionando quase como um Windows das IAs.
Mas será que ele pode substituir os apps tradicionais? E como essa integração vai afetar a experiência do usuário? Dá o play e vem com a gente!
OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários adultos verificados.
A mudança será possibilitada com a integração de um sistema de verificação de idade mais rigoroso.
Ela foi comunicada pelo CEO Sam Altman e passará a valer a partir de dezembro.
A OpenAI vai permitir a geração de conteúdo adulto no ChatGPT, incluindo material erótico. A mudança foi anunciada pelo CEO Sam Altman e deve entrar em vigor em dezembro. Ela faz parte de uma nova diretriz da empresa para que a IA trate adultos como adultos, a ser implementada em conjunto com um sistema mais robusto de verificação de idade.
Altman comunicou o novo direcionamento em uma publicação no X/Twitter. “Em dezembro, à medida que implementarmos a verificação de idade de forma mais completa e como parte do nosso princípio de ‘tratar usuários adultos como adultos’, permitiremos ainda mais, como erotismo para adultos verificados”, escreveu.
Atualmente, o ChatGPT possui filtros que bloqueiam interações e a criação de conteúdo sexualmente explícito, embora usuários frequentemente encontrem maneiras de contorná-las. A mudança permitirá, oficialmente, esse tipo de uso para maiores de 18 anos.
We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.
Sempre que toca no assunto, a comunidade fica dividida sobre a necessidade de permitir esse tipo de comportamento na plataforma. Entre as respostas no anúncio feito pelo CEO no X, muitos usuários comemoraram a reintrodução de parte do comportamento do modelo anterior, GPT-4o, antes criticado por bajular demais.
“Eu só quero ser tratado como adulto e não como uma criança pequena, isso não significa que quero o modo pervertido ativado”, defendeu um perfil na rede social em resposta ao post de Altman, que garantiu: “Você não receberá [conteúdo erótico], a menos que peça por ele”.
Sam Altman concorda com críticos da personalidade do GPT-5 (foto: reprodução)
Muitos outros, claro, não se convenceram com a delimitação feita pelo executivo. Em outra resposta, um usuário discorda que as medidas tomadas pela empresa tenham sido suficientes para “mitigar” os problemas relacionados a saúde mental. “Por que isso é uma prioridade, afinal?”, questionou outro.
No post, Altman concorda que o GPT-5 fez com que o ChatGPT deixasse de se passar por uma pessoa real e se tornasse um “bot de burocracias”. Para o CEO, o objetivo agora é que o estilo de comunicação da plataforma não seja guiado por uma “pequena porcentagem” de usuários em “estado de fragilidade mental”.
Por que agora?
Controle dos pais no ChatGPT chegou em setembro (imagem: divulgação/OpenAI)
A empresa já havia sinalizado uma abertura para conteúdo adulto durante um evento para desenvolvedores, o DevDay 2025. Durante a apresentação, a empresa deixou claro que o “suporte para experiências maduras (18+)” chegaria assim que “a verificação de idade e os controles apropriados estivessem em vigor”.
No fim de setembro, a OpenAI finalmente implementou opções de controle dos pais no ChatGPT, mais motivada por polêmicas envolvendo o incentivo a comportamentos indevidos do que propriamente para evitar a geração de pornografia de IA.
Um dos casos principais foi o suicídio de um adolescente de 16 anos nos Estados Unidos, que teria usado o chatbot como um confidente durante meses. A IA, por fim, o auxiliou até mesmo a rascunhar a própria carta de despedida.
Após a repercussão da tragédia, o ChatGPT se dedicou ao lançamento rápido das ferramentas de controle dos pais, repetindo configurações comuns em vários sistemas operacionais. Entre elas, bloqueio ou limitação de determinados recursos e um sistema de notificação aos responsáveis, caso a ferramenta identifique conversas perigosas entre a máquina e o adolescente.
OpenAI e Sur Energy construirão data center focado em IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI e Sur Energy construirão um data center de 500 MW na Patagônia (Argentina), parte do projeto Stargate, com investimento entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O centro usará energia renovável e infraestrutura local, aproveitando incentivos fiscais e aduaneiros do governo argentino.
A primeira fase, com 100 MW, deve entrar em operação até o fim de 2027.
A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou uma parceria com a empresa de energia Sur Energy para a instalação de um grande data center na América do Sul. Focado em inteligência artificial, o projeto prevê uma infraestrutura com capacidade de 500 megawatts na região da Patagônia argentina.
A iniciativa faz parte do programa global Stargate, que busca criar infraestrutura de IA soberana em diferentes países. O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (09/10) ao presidente argentino, Javier Milei. O investimento estimado será entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
O programa Stargate começou nos Estados Unidos em janeiro, mas já firmou acordos semelhantes com Reino Unido, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. A Argentina é o primeiro país da América Latina a entrar na rede. Para Sam Altman, a expansão se trata de “colocar a inteligência artificial nas mãos das pessoas de toda a Argentina”.
Data center pensado para IA
Diferente de data centers tradicionais, o projeto é específico para altas demandas de processamento de inteligência artificial. O modelo de negócio consiste em uma joint venture entre a Sur Energy e um desenvolvedor de infraestrutura em nuvem, com a OpenAI se comprometendo a comprar a capacidade de computação gerada.
O objetivo é utilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento de uma nova economia digital no país, com tecnologia local. O jornal argentino La Nación reporta que o projeto busca adesão ao Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) do governo local, que oferece benefícios fiscais e aduaneiros.
Por que a Argentina?
Empresas visam aproveitar vantagens ambientais da região (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo as empresas, a escolha da Patagônia envolve uma combinação de fatores técnicos e estratégicos. Entre eles:
Energia Renovável: a região possui grande disponibilidade de energia hidrelétrica, eólica e solar.
Infraestrutura: proximidade com linhas de alta tensão, subestações e anéis de fibra óptica que conectam os oceanos Atlântico e Pacífico.
Recursos Naturais: acesso a água fria, essencial para os sistemas de resfriamento de um data center de alta densidade.
Capital Humano: a OpenAI destacou a alta adoção de suas ferramentas no país. Segundo a empresa, um em cada três adultos argentinos usa o ChatGPT regularmente.
A joint venture construirá o data center em uma área de cinco a sete hectares e deve começar as obras em 2026. A primeira fase, com 100 MW de capacidade, tem previsão para entrar em operação até o final de 2027. O objetivo é escalar progressivamente até atingir a capacidade total.
“Este será, provavelmente, o maior centro de dados que já se construiu na América Latina”, afirmou Emiliano Kargieman, sócio da Sur Energy, ao La Nación.
Apesar de não ter entrado no projeto Stargate da OpenAI, o Brasil tem alguns planos de infraestrutura para data centers em discussão. Em agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto Rio AI City, com previsão de US$ 65 bilhões em investimento para a construção de um mega campus na Zona Oeste do Rio.
A primeira fase, com capacidade de 1,5 GW, deve ser entregue até 2027. A ideia é transformar a cidade em um polo de IA até a próxima década.
Lista de parcerios deve aumentar até o fim do ano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI lançou uma plataforma para integrar apps ao ChatGPT, com parceiros iniciais como o Spotify, Canva e Figma.
Usuários podem solicitar tarefas diretamente no ChatGPT mencionando o app desejado, como criar playlists ou pesquisar imóveis.
A funcionalidade estará disponível globalmente, exceto na União Europeia, em inglês, para todos os usuários.
A OpenAI anunciou, nesta segunda-feira (06/10), uma plataforma para que desenvolvedores conectem seus apps ao ChatGPT. O programa piloto do recurso terá como primeiros parceiros Booking.com, Canva, Coursera, Figma, Expedia, Spotify e Zillow.
Esses apps devem aparecer no chatbot nas próximas semanas, e mais aplicativos são esperados até o fim do ano — a OpenAI menciona AllTrails, Doordash, Khan Academy, Instacart, Peloton, OpenTable, Target, TheFork, Tripadviasor, Thumbtack e Uber.
Inicialmente, a funcionalidade será lançada apenas em inglês para usuários de planos gratuitos e pagantes. Ela estará disponível no mundo todo, com exceção da União Europeia.
Como funciona a integração do ChatGPT com apps?
A ideia da ferramenta é que, durante uma conversa com a inteligência artificial, seja possível “chamar” um app para concluir uma tarefa. Para isso, basta mencionar no início da mensagem o aplicativo desejado: “Spotify, faça uma playlist para minha festa nessa sexta”.
Em uma demonstração ao vivo, um funcionário da OpenAI abriu o ChatGPT e pediu para o Canva criar um cartaz com o nome de um serviço de passeador de cachorros. O aplicativo deu algumas sugestões, e o usuário pediu para gerar uma apresentação do modelo de negócio com base na opção escolhida.
Outra possibilidade mostrada pela empresa foi usar o Zillow para pesquisar casas à venda em Pittsburgh e criar um mapa interativo com as informações.
Criação de playlist via ChatGPT é uma nova possibilidade (imagem: divulgação)
Um dos nomes mais importantes na lista de parceiros é o Spotify. A companhia de streaming também divulgou a novidade, dando como exemplo pedir ao ChatGPT uma playlist com artistas latinos que estão entre os mais ouvidos pelo usuário. Os dois serviços criam a lista e apresentam a seleção musical.
Essa é apenas uma possibilidade: segundo a empresa, dá para “estender uma conversa já existente com o ChatGPT, como planejar uma viagem de carro no fim de semana, e pedir para o Spotify criar a trilha sonora perfeita”.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)Resumo
O ChatGPT lança o recurso Instant Checkout nos EUA, em parceria com a Etsy, aceitando Apple Pay, Google Pay e Stripe para compras diretas no chatbot.
A OpenAI planeja monetizar o ChatGPT com comissões sobre vendas, sem alterar o preço para o consumidor, visando aumentar a receita e reduzir prejuízos.
O Agentic Commerce Protocol permite que mais lojas integrem suas plataformas ao ChatGPT, com o Shopify sendo um dos próximos parceiros esperados.
A OpenAI começou a ativar o Instant Checkout, recurso para fazer compras diretamente do ChatGPT, sem precisar acessar o site de uma loja. Inicialmente, a funcionalidade estará disponível apenas nos Estados Unidos, com o marketplace Etsy como primeiro parceiro.
Com a ferramenta, os usuários poderão pedir para o ChatGPT encontrar produtos específicos, que se encaixem nos critérios desejados. A solicitação pode ser feita em linguagem natural, sem seguir comandos predefinidos.
O ChatGPT, então, seleciona as mercadorias e as apresenta ao usuário. Ele pode escolher o que quer e fechar a compra ali mesmo, sem sair do chatbot.
O Instant Checkout aceita Apple Pay, Google Pay e Stripe, e o cliente também pode digitar as informações do cartão de crédito diretamente na plataforma. Inicialmente, apenas compras com um produto serão aceitas — não dá para colocar vários itens no carrinho, como acontece nos sites. Isso deve mudar futuramente.
Sam Altman, CEO da OpenAI, diz que prioriza crescimento e não lucro (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A OpenAI diz que ficará com uma comissão das vendas feitas por meio de sua plataforma, mas não revelou qual a porcentagem cobrada. O preço para o consumidor será o mesmo via site da loja ou via ChatGPT.
Caso faça sucesso, o Instant Checkout pode ser uma nova forma de monetizar o chatbot. Atualmente, a OpenAI tem prejuízos na casa dos bilhões de dólares — só em 2024, foram US$ 5 bilhões queimados (algo em torno de R$ 26,6 bilhões, na cotação anual). Isso, porém, parece não preocupar o CEO Sam Altman, que prioriza o crescimento da empresa.
Do outro lado, a receita anual recorrente deve passar os US$ 20 bilhões em 2025. Grande parte desse dinheiro vem dos serviços prestados via API e das assinaturas do ChatGPT.
O varejo pode ser um mercado interessante para a empresa. Michelle Fradin, líder de produtos de comércio da OpenAI, diz que mais de 10% dos usuários do ChatGPT têm interesse ou intenção de realizar uma compra.
Além da Etsy, o Shopify deve chegar ao chatbot em breve, e mais empresas poderão se juntar a essa lista: a OpenAI criou um padrão técnico de código aberto para integrar lojas online ao ChatGPT, chamado Agentic Commerce Protocol.
ChatGPT agora oferece configurações para controle dos pais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI lançou uma ferramenta de controle parental no ChatGPT, permitindo monitorar o uso por adolescentes.
Entre os recursos estão restrição de conteúdo, horários de bloqueio, desativação de funcionalidades e alertas sobre conteúdos sensíveis.
A medida ocorre após críticas e processos judiciais relacionados à morte de um adolescente de 16 anos que interagiu com a IA.
Após críticas e processos judiciais, a OpenAI lançou, nesta segunda-feira (29/09), um novo conjunto de ferramentas de controle parental para o ChatGPT. A atualização foi anunciada no início deste mês, mas começa a ser disponibilizada hoje. Com ela, pais e responsáveis poderão vincular suas contas às de seus filhos adolescentes.
A mudança de postura da empresa ocorre após uma série de incidentes que expuseram a vulnerabilidade de jovens na plataforma. Por isso, as novas configurações incluem restrição de acesso em determinados horários e, principalmente, notificações caso haja detecção de conversas sobre temas sensíveis, como automutilação e suicídio.
Em agosto, um caso envolvendo um adolescente de 16 anos repercutiu após a família revelar que o jovem conversou durante meses com o chatbot sobre seus problemas. De acordo com os pais, o robô o ajudou a rascunhar uma carta de despedida antes de tirar a própria vida.
Para utilizar os novos recursos, é necessário consentimento mútuo: os pais precisam enviar um convite para vincular as contas, e o adolescente deve aceitá-lo. Uma vez conectadas, será possível acessar as configurações na nova seção “Controle Parental”, no menu do ChatGPT, no qual é possível personalizar a experiência do jovem.
Alertas aos pais
OpenAI introduz novas restrições após polêmicas (imagem: divulgação/OpenAI)
Entre os vários novos recursos, um dos principais é um novo sistema de notificações, a resposta da empresa aos incidentes trágicos envolvendo a plataforma nos últimos meses. Quando o sistema detectar que um adolescente pode estar pensando em se machucar, uma pequena equipe de moderadores humanos deverá revisar as mensagens. Se houver sinais de perigo, os pais receberão um e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.
A família do adolescente Adam Raine alegou, em processo movido contra a empresa, que o chatbot não apenas falhou em alertar sobre os riscos, como teria incentivado o jovem. Agora, a OpenAI afirma que, em situações de ameaça iminente à vida e sem conseguir contatar os pais, poderá acionar autoridades locais.
De acordo com a revista Wired, os alertas devem chegar aos pais em questão de horas após a conversa ser sinalizada. Entretanto, a apuração observou que a notificação não fala em suicídio explicitamente e nem reproduz trechos da conversa entre o adolescente e a máquina.
Em resposta à revista, Lauren Haber Jonas, chefe de bem-estar juvenil da OpenAI, diz que a ferramenta dará informações suficientes aos pais, mas sem invadir a privacidade do adolescente. Em vez disso, o alerta informará de maneira geral sobre a preocupação com automutilação e oferecerá sugestões de como abordar o tema, elaboradas com especialistas em saúde mental.
O que mais muda?
Controle dos Pais permite a proibição de uso de alguns recursos da ferramenta (imagem: divulgação/OpenAI)
Com as contas vinculadas, os pais ganham acesso a uma página de controle que oferece poder de gestão sobre a experiência do adolescente. As principais funcionalidades disponíveis são:
Restrição de conteúdo sensível: por padrão, as contas de adolescentes vinculadas terão proteções aprimoradas ativadas. Isso inclui a redução de conteúdo gráfico, menções a desafios virais perigosos, roleplay de natureza sexual ou violenta e ideais de beleza extremos.
Horários de restrição: permite definir períodos específicos em que o uso do ChatGPT será bloqueado, como durante o horário escolar ou à noite.
Desativação de recursos: é possível desligar o modo de voz, a capacidade de gerar imagens e a função de “Memória”, que permite ao chatbot salvar informações de conversas anteriores.
Os pais também podem optar por não usar as conversas do adolescente para o treinamento dos modelos de IA da OpenAI.
Além desses recursos, a empresa anunciou que trabalha em um sistema de predição de idade, similar ao que o YouTube implementou neste ano, para no futuro aplicar automaticamente as configurações de segurança para contas que a IA identifique como sendo de menores de 18 anos.
Siri mais “esperta” foi prometida na WWDC 2024 (imagem: reprodução/Apple)Resumo
A Apple desenvolveu o app Veritas para testar funcionalidades futuras da Siri, que tem previsão de atualização em março de 2026.
O Veritas é um app interno que funciona como chatbots, permitindo testes de funcionalidades como busca de dados pessoais e edição de fotos.
O lançamento da nova Siri foi adiado devido à falta de confiabilidade da inteligência artificial, com novo prazo para março de 2026.
A Apple desenvolveu um aplicativo de inteligência artificial para colocar à prova futuras funcionalidades da Siri. O app é voltado a uso interno e não será lançado ao grande público.
As informações foram publicadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, que tem fontes nos bastidores da empresa. Ele afirma que o app marca uma nova fase nos preparativos para o lançamento da próxima versão da Siri.
O aplicativo recebeu o codinome Veritas (“verdade” em latim) e vem sendo usado para testar as capacidades da assistente em tarefas como buscar dados pessoais e editar fotos. O formato de app facilita o uso e o teste, dependendo menos de mudanças no sistema operacional. Assim, mais funcionários conseguem ter acesso aos experimentos, ver o que deu certo e o que precisa ser aprimorado.
Para facilitar o uso, o Veritas opera como o ChatGPT, o Gemini e outros chatbots do tipo. Ele continua a conversa, entende os pedidos seguintes, tem histórico de chats e consegue acessar o histórico de interações. Por trás dos panos, está o sistema de codinome Linwood, que deve servir de base para a nova Siri. Ele combina modelos fundacionais desenvolvidos pela própria Apple e de terceiros.
Apple prometeu Siri “turbinada”, mas não entregou
Durante a WWDC 2024, a Apple revelou planos para uma Siri mais potente, capaz de compreender contextos e realizar ações a partir de pedidos do usuário. Até agora, essa nova Siri não deu as caras, o que levou a empresa a um processo por propaganda enganosa.
O atraso tem a ver com a qualidade, de acordo com o executivo Craig Federighi. Em entrevista, ele disse que a inteligência artificial não funcionou de modo confiável o suficiente para um produto Apple.
Informações de bastidores indicam que o novo horizonte de lançamento para a Siri atualizada é março de 2026. Caso não cumpra, é possível que a Apple passe mais alguns meses falando pouco sobre inteligência artificial — no lançamento do iPhone 17, a empresa quase não tocou no assunto.
ChatGPT Pulse foi anunciado hoje (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O ChatGPT Pulse foi anunciado nesta quinta-feira (25) como um recurso que antecipa tarefas e realiza pesquisas.
A ferramenta gera boletins diários personalizados e pode combinar o histórico de conversas com informações de serviços externos, como o Google Agenda.
Ainda em fase de testes, o Pulse está disponível no app móvel para assinantes Pro e será liberado gradualmente aos demais usuários.
O ChatGPT ganhou nesta quinta-feira (25/09) o Pulse, novo recurso que funciona como uma espécie de boletim diário personalizado. A ferramenta faz pesquisas em segundo plano e reúne informações que podem ser úteis, como recomendações de atividades, acompanhamento de temas recorrentes ou até lembretes de compromissos.
A proposta é que, em vez de esperar por perguntas, o ChatGPT passe a agir de forma proativa, oferecendo conteúdos que dialogam com o histórico de conversas, feedbacks diretos e, caso o usuário permita, dados de serviços como Gmail e Google Agenda. A OpenAI espera acelerar a produtividade e tornar a IA mais integrada à rotina de quem a utiliza.
Como funciona o ChatGPT Pulse?
O Pulse é apresentado como uma prévia de um futuro em que o ChatGPT deixa de ser apenas um chatbot reativo para se tornar um assistente que antecipa necessidades.
Durante a noite, o sistema faz uma pesquisa assíncrona baseada no histórico do usuário e em orientações fornecidas diretamente. No dia seguinte, organiza as descobertas em cartões visuais que podem ser lidos rapidamente ou explorados em mais detalhes.
A OpenAI cita alguns exemplos: sugestões de jantar, ideias de treinos ou o acompanhamento de temas profissionais já discutidos com a IA no passado. Para quem conecta aplicativos externos, como o Google Agenda, o recurso pode propor agendas de reuniões, lembrar de aniversários ou indicar restaurantes em viagens próximas.
O usuário também pode orientar o tipo de conteúdo que deseja receber, pedindo, por exemplo, um resumo de eventos locais às sextas-feiras ou dicas para aprender uma nova habilidade.
O ChatGPT Pulse está em fase de testes para assinantes do plano Pro, e apenas no aplicativo móvel. A OpenAI afirma que a expansão ocorrerá em etapas, chegando primeiro para quem assina o Plus e depois para toda a base de usuários.
A empresa reconhece que o recurso tem imperfeições e pode sugerir informações desatualizadas ou que não façam sentido em alguns contextos. No entanto, garante que a ferramenta foi desenhada para evoluir durante o uso e com feedbacks dos usuários.