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Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Ilustração sobre conexão ADSL
Estudo global avaliou os custos de mais de 2.600 planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A plataforma Broadband Genie analisou tarifas em 214 países e mais de 2.600 planos, com dados coletados do fim de janeiro ao início de fevereiro de 2026.
  • O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking de preços de banda larga fixa com custo médio mensal de US$ 23,08 (cerca de R$ 114).
  • A banda larga mais barata é do Irã, com US$ 2,61 ao mês (R$ 13), enquanto a internet mais cara é em Wallis e Futuna: US$ 373,88/mês (mais de R$ 1.850).

O acesso à internet de alta velocidade facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. Para mapear o custo dessa conectividade ao redor do globo, a plataforma britânica de comparação de preços Broadband Genie fez uma classificação: o Brasil ocupa a 47ª posição da lista, próximo das regiões que cobram mais barato.

O levantamento analisou tarifas de banda larga fixa em 214 nações. Os dados, coletados entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, avaliaram mais de 2.600 planos de provedores locais para criar um cenário das tendências de precificação.

Provedores regionais baratearam os preços

O mercado brasileiro de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em um patamar competitivo. O custo médio mensal, segundo o estudo, é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114, na cotação atual).

Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro, o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo.

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto
Expansão dos provedores regionais barateou a internet fixa no país (imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Estados Unidos e Canadá cobram mais caro

Outra constatação do estudo é que riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara do planeta para se contratar banda larga, com um custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).

Os Estados Unidos, por exemplo, amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece um pouco melhor, em 130º lugar, com a tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.

O Leste Europeu, por outro lado, trilhou um caminho diferente. A sub-região apresenta um custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). “As redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra ótica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas”, explica Tofts.

Qual país cobra mais barato (e mais caro)?

Quando olhamos para o topo do ranking, a banda larga mais barata do mundo está no Irã, com um custo médio de apenas US$ 2,61 (R$ 13). O baixo valor, no entanto, se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar. O portal The Register destaca a ironia desse primeiro lugar, lembrando que o governo local costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas.

Logo atrás, aparece a Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, seguida por Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41).

Na outra ponta da tabela, a fatura pesa para quem vive isolado. O território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas.

Metodologia

Para garantir a precisão da comparação, a pesquisa avaliou contratos em diversas faixas de velocidade. Planos corporativos, pacotes combinados (como combos de TV a cabo e telefonia) e taxas de instalação foram excluídos para encontrar o custo real da conexão.

No entanto, há uma ressalva importante: todos os preços foram simplesmente convertidos de moedas locais para dólares americanos. Isso significa que o levantamento não cruza o valor da fatura de internet com a renda média da população.

Portanto, embora a banda larga de US$ 15 no Leste Europeu seja, por exemplo, numericamente mais em conta que a de US$ 55 no Canadá, o impacto real dessa conta mensal no orçamento doméstico do trabalhador local pode contar uma história diferente.

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto (Imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)
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Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

ilustração sobre conexão ADSL
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
  • Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
  • Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.

A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.

O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.

Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?

Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:

Internet fixa (banda larga):

  • BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
  • Dtel: 8,85
  • Unifique: 8,55
  • Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)

Celular pós-pago:

  • Vivo: 7,87
  • Claro: 7,72
  • TIM: 7,09

Celular pré-pago:

  • Claro: 8,02
  • Algar: 7,99
  • Vivo: 7,88

Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).

Atendimento digital x telefônico

Chips miniSIM da Claro, Vivo e TIM
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.

Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.

Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.

Expansão do 5G e domínio da fibra

Torre de telefonia celular. Foto: Lucas Braga
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.

Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

A velocidade das conexões ADSL podem variar conforme a distância do usuário da central telefônica (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chips (miniSIM) das principais operadoras brasileiras (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sinal 5G precisa melhorar em municípios que tecnologia já existe (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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Anatel enquadra Vivo e dá 30 dias para mudanças na banda larga

Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel notificou a Vivo para regularizar ofertas de banda larga em 30 dias devido a práticas enganosas, como a inclusão de bônus que não garantem a velocidade anunciada.
  • A Vivo deve notificar clientes sobre a velocidade real contratada e proibir multas de fidelização em casos de rescisão de contrato.
  • A Anatel exige um relatório da Vivo em 5 dias detalhando assinantes afetados e valores de velocidade real, sob risco de sanções.

A Anatel notificou a Vivo nesta quarta-feira (19/11), exigindo a regularização de ofertas de banda larga fixa num prazo de 30 dias. A fiscalização da agência identificou problemas de transparência e apontou que as atuais estratégias de marketing e contratos podem induzir o consumidor ao erro. Conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão, ainda em setembro, os novos planos de fibra ótica são compostos majoritariamente por bônus.

Por exemplo, a Anatel cita o plano Vivo Fibra 600 Mega. Nele, a velocidade formalmente contratada é de somente 0,172 Mb/s — menos de 1% do total anunciado. O restante (599,828 Mb/s) é classificado como “gratificação promocional”.

Essa prática permite à operadora retirar o bônus em caso de inadimplência. Para a Anatel, isso configura suspensão parcial indevida. A regulamentação exige notificação prévia e um prazo mínimo de 15 dias de atraso no pagamento antes de qualquer corte.

Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)
Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)

A medida, oficializada no Despacho Decisório nº 74/2025, impõe um prazo de 30 dias para a empresa adequar suas práticas ao novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), vigente desde 1º de setembro de 2025.

Resposta da Vivo

A Vivo declarou ao Tecnoblog que está avaliando a manifestação da Anatel e que as ofertas estão “estruturadas em estrita observância à legislação vigente, incluindo o Código de Defesa do Consumidor e os regulamentos da Anatel”. Também disse que atua para garantir a clareza das informações apresentadas aos consumidores.

Suspeita de fidelização oculta

Outra irregularidade apontada é a “adesão bonificada”. A operadora instituiu um modelo em que a taxa de instalação é parcelada em 12 vezes, mas o consumidor recebe isenção das parcelas enquanto mantiver o contrato ativo. Caso o cliente cancele o serviço antes desse período, a cobrança das parcelas restantes é ativada.

A Anatel entende que esse mecanismo atua como uma fidelização oculta, contornando as regras que exigem clareza nas cláusulas de permanência mínima.

Quais são as obrigações da Vivo?

Cabo Ethernet de internet (Imagem: mike gieson / FreeImages)
Decisão obriga empresa a reformular contratos e regras para cancelamento (imagem: Mike Gieson/FreeImages)

A determinação da Anatel impõe ações corretivas imediatas e retroativas aos contratos firmados sob essas condições. A Vivo fica proibida de somar bônus temporários ou condicionados à velocidade principal em seus anúncios e contratos. A velocidade real (em Mb/s ou Gb/s) deve ter destaque superior a qualquer gratificação promocional em todos os materiais publicitários.

A operadora deverá realizar uma notificação individual aos consumidores que contrataram planos de banda larga fixa a partir de 1º de setembro. Ela deve informar a velocidade real contratada e qual percentual corresponde ao bônus de adimplência. Além disso, a Anatel determinou a proibição de cobrança de multas de fidelização ou taxas referentes à “adesão bonificada” caso esses clientes optem pela rescisão do contrato ou migração para nova oferta.

A Anatel ainda determinou que a retirada do bônus de velocidade não pode mais ser imediata em caso de inadimplência. A operadora deve respeitar a norma de suspensão, garantindo a manutenção das condições de oferta durante os prazos legais de notificação de débito.

Próximos passos

A ação faz parte de um esforço da Anatel para garantir a eficácia do novo RGC, focado na transparência e na segurança das relações de consumo no setor de telecomunicações. A agência classificou a postura da Vivo como de “baixa responsividade” frente às solicitações anteriores para correção dessas distorções, o que motivou a expedição do Despacho Decisório.

Além do prazo de 30 dias para a reformulação das ofertas e comunicação aos clientes, a Anatel requisitou que a Vivo apresente, em até 5 dias, um relatório detalhado contendo a quantidade de assinantes que aderiram às ofertas citadas. O documento deve listar os códigos de identificação das ofertas, os valores de velocidade real (sem bônus) e os montantes cobrados a título de adesão.

O não cumprimento das determinações nos prazos estipulados pode resultar em sanções administrativas e multas.

Anatel enquadra Vivo e dá 30 dias para mudanças na banda larga

Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Trecho do Despacho Decisório nº 74/2025 (imagem: reprodução)

Cabo Ethernet de internet (Imagem: mike gieson / FreeImages)
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Anatel quer criar laboratório para barrar provedores piratas

Logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações
Proposta da Anatel também visa intensificar o combate à informalidade (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel sugeriu a criação de um laboratório para combater provedores clandestinos de internet, em parceria com o Ministério da Justiça.
  • A iniciativa prevê uma solução de conformidade para regularizar pequenos provedores e coibir a venda de equipamentos não homologados.
  • Proposta surge em meio a mudanças regulatórias: provedores com até 5 mil acessos, antes isentos de registro, têm até 20 de outubro de 2025 para solicitar autorização.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sugeriu a criação de um laboratório para combater provedores de internet clandestinos e irregulares. A medida foi apresentada ontem (21/10) pelo conselheiro Edson Holanda, durante o evento NEO, em Salvador (BA), e seria uma colaboração com o Ministério da Justiça.

Holanda citou uma estratégia de duas frentes. Além da cooperação com o Ministério da Justiça, foi proposta uma “solução de conformidade via atacado”. Não há muitos detalhes, mas a medida poderia permitir a regularização de provedores informais por meio do uso da infraestrutura de grandes operadoras.

Dessa forma, seria possível distinguir o pequeno empreendedor que atua na informalidade, muitas vezes devido a barreiras burocráticas, daquele que opera em associação com atividades criminosas.

O conselheiro também mencionou a necessidade de ampliar o diálogo com o setor de comércio eletrônico (e-commerce). A medida poderia brecar a venda de equipamentos de telecomunicações não homologados, que servem de base para a operação de redes clandestinas e para a pirataria de conteúdo audiovisual.

Combate à pirataria esbarra na expansão do crime organizado

Imagem mostra uma caveira preta em um fundo roxo e rosa, sinalizando pirataria
Anatel quer combater redes controladas por organizações criminosas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A sugestão de criar um laboratório conjunto com o Ministério da Justiça visa montar uma frente de inteligência dedicada a investigar e desarticular essas operações, que usam o serviço de internet como ferramenta de controle territorial e fonte de receita.

O diagnóstico da Anatel e de órgãos de segurança é que, em diversas regiões do país, a prestação do serviço deixou de ser uma atividade comercial informal para se tornar um monopólio controlado por facções. Segundo a Agência Brasil, somente no Rio de Janeiro, em julho deste ano, 80% das empresas de internet que atuam em comunidades da capital estão sob controle ou associadas a grupos criminosos.

A Anatel aborda a prática como concorrência desleal, já que os operadores clandestinos não pagam impostos nem cumprem obrigações trabalhistas, afetando diretamente cerca de 23 mil pequenos provedores regulares. Para o consumidor, o serviço irregular pode trazer instabilidade e ausência de respaldo legal, já que não há fiscalização nem possibilidade de recorrer à agência em caso de problemas.

Proposta surge após mudança regulatória

Ilustração sobre conexão ADSL
Iniciativa surge em meio à intensificação de fiscalização da Anatel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A nova estratégia foi proposta em um momento de escalada das ações da Anatel contra a prestação irregular de serviços. Em junho de 2025, a agência aprovou a Resolução Interna nº 449, que estabeleceu um plano de combate à concorrência desleal.

A principal medida desse plano foi a suspensão da dispensa de outorga para empresas com até 5 mil acessos. Antes, esses pequenos provedores podiam operar somente com uma notificação da agência. Agora, são obrigados a solicitar uma autorização formal, nos mesmos moldes de empresas maiores.

O plano foi motivado por estudos da própria Anatel, que revelaram um alto nível de informalidade e omissão de dados. Segundo a agência, mais de 41% das empresas habilitadas não enviavam informações obrigatórias sobre números de acessos. Entre as empresas dispensadas da outorga, o índice de omissão era de mais de 55%.

Com a nova resolução, a Anatel fixou um prazo para que todos os provedores antes isentos de registro se regularizassem — período que se encerra no fim deste mês. De acordo com o portal Convergência Digital, quase 6 mil empresas ainda não haviam solicitado a outorga até 20 de outubro de 2025.

Com informações da Anatel

Anatel quer criar laboratório para barrar provedores piratas

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Ataques DDoS prejudicam provedores no Rio de Janeiro (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Ilustração sobre conexão ADSL
Análise mostra que nenhuma operadora lidera em todos os quesitos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O relatório da Opensignal destaca a Vivo como a operadora mais rápida, com velocidade de download de 114,8 Mb/s e upload de 67,2 Mb/s.
  • A Nio é considerada a mais confiável, liderando na categoria de confiabilidade com pontuação de 547.
  • A pesquisa baseia-se em bilhões de medições de dispositivos dos usuários em todo o Brasil.

Um novo relatório revela as operadoras de banda larga fixa que merecem destaque no Brasil. O relatório, que foi elaborado pela consultoria Opensignal e consolidado em outubro, coloca a Vivo como melhor prestadora quando o assunto é velocidade de conexão. Já a Nio, antiga Oi Fibra, lidera na confiabilidade de rede.

O documento é baseado na coleta de bilhões de medições diretamente dos dispositivos dos usuários em todo território nacional. Segundo a Opensignal, o levantamento revela o desempenho das redes em atividades cotidianas, refletindo a qualidade da conexão em todo o trajeto, desde o servidor de conteúdo até o dispositivo final, independentemente do plano contratado.

A mais rápida

O relatório faz distinção entre as operadoras líderes em diferentes aspectos da experiência de banda larga. A Vivo obteve a pontuação mais alta em categorias como Velocidade de Download, em que obteve 114,8 Mb/s, contra 96,5 Mb/s da Claro e 95,6 Mb/s da Nio. Ela também fez bonito na Velocidade de Upload, com 67,2 Mb/s de média. Essas métricas são fundamentais para atividades como streaming de vídeo em alta definição, download de arquivos grandes e carregamento de páginas da web.

A Vivo anotou ainda uma boa experiência em vídeo, o que sugere um desempenho superior de sua infraestrutura para transferir grandes volumes de dados de forma eficiente.

Vivo domina em velocidade e Nio, que absorveu clientes da Oi, vence em estabilidade (imagem: reprodução/OpenSignal)

A mais confiável

Por outro lado, a Nio conquistou a primeira posição na categoria de “Confiabilidade”. Esta é uma nova métrica introduzida pela Opensignal para avaliar a consistência e a estabilidade da conexão de banda larga. O indicador de confiabilidade mede a frequência com que a rede dos usuários é suficiente para suportar as aplicações mais comuns e exigentes, como streaming de vídeo em HD, videoconferências em grupo e jogos online.

Uma pontuação elevada nesta categoria indica que os usuários da operadora enfrentam menos interrupções, menor latência e uma experiência de conexão mais estável e previsível no dia a dia. Este resultado posiciona a Nio como a fornecedora com a rede mais consistente para uma gama variada de usos, segundo os dados coletados.

Cabe ressaltar que, apesar da liderança, a pontuação da Nio (547, numa escala que vai de 0 a 1.000) foi pouco superior à vista na Vivo (541) e na Claro (535). A TIM aparece um pouco mais atrás (507).

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

Ilustração mostra o logotipo da Anatel ao lado de uma antena de telecomunicações. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Relatório mostra queda no consumo de dados, mas aumento no preço médio pago (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O preço médio do gigabyte de internet móvel no Brasil subiu para R$ 6,19 no 2º trimestre de 2025, alta de 12,34% em relação a 2024.
  • O consumo médio de dados móveis caiu 1,25%, mas a receita média por usuário subiu para R$ 32,73.
  • Já o preço do GB de banda larga fixa recuou 17,71%, acompanhado de um aumento de 18,36% no consumo por residência.

O preço médio pago pelo gigabyte de internet no celular voltou a subir no Brasil, atingindo R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 — uma alta de 12,34% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 5,51). Os dados são do mais recente Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Anatel.

Essa é a quinta vez seguida que o relatório confirma uma tendência de encarecimento no Serviço Móvel Pessoal (SMP), após um período de queda nos preços entre 2021 e 2024. No primeiro trimestre deste ano, o preço médio era de R$ 6,13.

O aumento no preço do GB acompanha o aumento da receita média por usuário das operadoras, ainda que o consumo de dados pela população tenha registrado queda. O cenário é diferente quando se trata dos serviços de banda larga fixa. No mesmo trimestre, o preço médio do GB no serviço fixo caiu 17,71% e o consumo de dados por residência aumentou.

Conta sobe mesmo com queda no consumo

Ilustração sobre internet banda larga mostra uma mão azul segurando um celular. O fundo da imagem também é azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" também é visível.
Consumo via dados móveis caiu (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para entender por que o GB ficou mais caro, é preciso olhar para a relação entre o que se paga e o que se usa. Segundo a Anatel, o consumo médio de dados por usuário no serviço móvel caiu 1,25% em um ano, passando de 5,63 GB para 5,56 GB entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025.

Ao mesmo tempo em que o uso diminuiu, a arrecadação das operadoras por cliente aumentou. A receita média por usuário (ARPU) total do SMP chegou a R$ 32,73. O valor específico para o pacote de dados, que é o principal componente dos planos atuais, também subiu, alcançando um ARPU de R$ 27,75.

Ou seja, os brasileiros estão, em média, consumindo menos internet móvel e pagando mais por isso. É importante notar que o cálculo de preço por GB feito pela agência considera a receita total das operadoras dividida pelo tráfego total de dados consumido pelos clientes, e não o valor dos pacotes contratados.

Banda larga segue caminho oposto

Se no celular o cenário é de alta, na internet residencial a realidade é outra. O preço médio do GB consumido no Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) — banda larga fixa — caiu para R$ 0,25, uma redução de quase 18% em um ano.

A queda no preço acompanhou um aumento expressivo no consumo. Em média, cada domicílio com banda larga fixa consumiu 385 GB de dados no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 18,36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita média por usuário no SCM ficou em R$ 95,61.

Vale lembrar que o mercado de banda larga fixa é bem mais diversificado e há maior competitividade. Segundo o Relatório de Monitoramento da Competição, da Anatel, no segundo trimestre deste ano, 56% das operadoras de internet fixa no Brasil eram pequenas — na telefonia móvel, Claro, Vivo e Tim dominam 95%.

Telefonia móvel ainda é mais rentável

Ilustração mostra o logotipo das marcas Claro, Vivo e TIM lado a lado. Na parte inferior direita, o logitpo do "tecnoblog" é visível.
Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório também reforça a impacto do serviço móvel na saúde financeira das operadoras. A Receita Operacional Líquida (ROL) do SMP alcançou R$ 23,84 bilhões no trimestre, mantendo uma curva de crescimento e representando a maior fatia do setor.

Enquanto isso, a receita de SCM se manteve estável, em R$ 6,82 bilhões. Já os serviços mais antigos, como a telefonia fixa (STFC) e a TV por assinatura (SeAC), continuam em declínio, com receitas de R$ 1,77 bilhão e R$ 1,48 bilhão, respectivamente.

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

Relatório da Anatel mostra aumento no consumo de dados móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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