Visualização de leitura

Ações de tecnologia derretem e abalam mercados no mundo todo

As bolsas globais começaram a terça-feira em queda forte, mas o movimento ganhou velocidade de verdade ao longo do dia. O que era um recuo mais contido na Ásia acabou se transformando em uma onda de vendas que atravessou Europa e Estados Unidos, com a tecnologia no centro da pressão.

O clima já era de cautela logo cedo, mas a leitura piorou conforme os mercados foram abrindo. Investidores foram reduzindo exposição a ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, e isso ajudou a amplificar o movimento.

IA no mercado financeiro
Tecnologia amplia perdas na Europa, com destaque para o setor de chips e semicondutores sob forte pressão. – Koupei Studio/Shutterstock

Ásia abre o dia com queda pesada

Na Ásia, o tom já veio negativo desde a abertura. O índice sul-coreano Kospi caiu cerca de 10% no pregão, um movimento que rapidamente chamou atenção pela intensidade, comentou a CNBC.

SK Hynix e Samsung foram os principais destaques da queda, com perdas que chegaram a ultrapassar 12% em alguns momentos. No mercado, a leitura foi de fuga mais ampla de risco, não apenas um ajuste pontual.

Europa entra no movimento e amplia o pessimismo

Quando a Europa começou a negociar, o cenário não melhorou. O Stoxx 600 recuou perto de 1%, mas o impacto foi bem mais forte dentro do setor de tecnologia.

A sensação entre operadores era de que o movimento já vinha “contaminado” pela Ásia, e isso apareceu com mais força em ações ligadas a chips e semicondutores.

Nesse trecho do dia, o mercado já trabalhava com um ambiente mais defensivo:

  • tecnologia caiu com mais intensidade na Europa e na Ásia
  • semicondutores continuaram liderando as perdas
  • índice europeu do setor ficou abaixo do mercado geral
  • futuros do Nasdaq já apontavam nova pressão em Nova York
  • ações ligadas à IA passaram a oscilar com mais força
Logo da Samsung na traseira de um smartphone
SK Hynix e Samsung puxam tombo de até 12% no Kospi, em um dos piores pregões recentes da Ásia. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Nova York entra no jogo e piora o sentimento

Nos Estados Unidos, a virada ficou mais clara ainda antes da abertura oficial. Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a cair 2,7%, reforçando que o movimento não era isolado.

No pré-mercado, o setor de chips voltou a ser o ponto mais sensível. Intel, Micron e AMD registraram quedas fortes logo cedo. A Nvidia, que costuma funcionar como termômetro da inteligência artificial, também abriu em baixa.

Entre cautela e leitura de correção

Apesar do tom negativo, nem todo mundo no mercado vê o movimento como algo mais grave. Em entrevista à CNBC, o CEO da Strategy Asset Managers, Tom Hulick, disse não enxergar risco de colapso imediato, destacando que ainda há liquidez no sistema e suporte vindo dos lucros das empresas.

Leia mais:

Já em outra leitura, mais otimista, o analista Dan Ives, da Wedbush, afirmou que quedas desse tipo podem abrir oportunidades. Para ele, a chamada “Revolução da IA” ainda está no começo do ciclo.

nasdaq
Futuros do Nasdaq 100 caem 2,7% antes da abertura em Nova York, indicando mais um dia negativo em Wall Street. Imagem: Immersion Imagery / Shutterstock.com

IA continua sendo o centro da atenção

Mesmo com o dia bastante volátil, o pano de fundo segue praticamente o mesmo: a inteligência artificial continua sendo o principal motor do mercado — e também seu ponto mais sensível.

O comportamento desta terça deixa uma sensação clara no mercado: não é só sobre queda ou alta, mas sobre como o setor de tecnologia passou a reagir de forma muito mais intensa a qualquer mudança de humor.

No fim do pregão, o mercado fechou com um recado simples, mas importante — a tecnologia ainda lidera o jogo, mas também é onde as oscilações ficam mais fortes quando o cenário vira.

O post Ações de tecnologia derretem e abalam mercados no mundo todo apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

Nvidia: ações quebram recorde e fazem valor de mercado voltar aos US$ 5 trilhões

As ações da Nvidia fecharam em alta recorde nesta sexta-feira (24) pela primeira vez desde outubro, empurrando o valor de mercado da empresa para além dos US$ 5 trilhões (R$ 25 trilhões) mais uma vez, em meio ao movimento dos investidores em direção ao setor de chips de inteligência artificial (IA) antes dos resultados das grandes empresas de tecnologia na próxima semana.

As ações subiram 4,3% para fechar a US$ 208,27 (R$ 1.043,08). A Nvidia acumula alta de mais de 14 vezes desde o final de 2022, impulsionada pela crescente demanda por serviços e modelos de IA. As unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) da Nvidia são utilizadas por Google, Microsoft, Meta e Amazon, bem como pelos desenvolvedores de modelos de IA OpenAI e Anthropic.

O movimento de sexta foi provocado pelos resultados melhores que o esperado da Intel, divulgados na quinta-feira (23). A fabricante de chips havia sido amplamente deixada de fora do mercado de IA até recentemente. As ações da Intel dispararam 24%, seu melhor desempenho desde 1987.

A AMD, que compete com Nvidia e Intel, saltou 14%, enquanto a fabricante de chips para dispositivos móveis Qualcomm subiu 11%. Os investidores vinham se afastando das ações de tecnologia de grande capitalização conforme os preços do petróleo disparavam devido à guerra no Irã e às interrupções da cadeia de suprimentos que se seguiram.

Logo da Nvidia em um chip
Resultados das concorrentes animaram os investidores da Nvidia – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

Leia mais:

Setor de tecnologia volta ao foco

Amplos segmentos da tecnologia voltaram a favor recentemente, com a demanda por infraestrutura de IA não mostrando sinais de desaceleração. O Nasdaq agora sobe 15% em abril, caminhando para seu melhor mês desde abril de 2020.

A Nvidia enfrenta crescente competição em IA. A Alphabet, grande cliente da Nvidia, anunciou novos chips que tentarão competir com as ofertas da Nvidia quando ficarem disponíveis para clientes em nuvem ainda este ano.

O post Nvidia: ações quebram recorde e fazem valor de mercado voltar aos US$ 5 trilhões apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •