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Parceria entre UFRGS e SEDUC-RS busca eficiência energética nas escolas estaduais

A UFRGS e a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS) oficializaram uma cooperação estratégica para aperfeiçoar a infraestrutura energética da rede pública estadual de ensino. O projeto, intitulado Desenvolvimento de Ações de Eficiência Energética em Estabelecimentos Educacionais Públicos, une a excelência acadêmica da Escola de Engenharia à necessidade de melhorar as condições ambientais e reduzir custos nas escolas gaúchas. A cooperação foi oficializada no Salão Nobre do Gabinete da Reitoria nesta quinta-feira, dia 23 de abril, com a assinatura do termo de cooperação pela reitora Marcia Barbosa e pela secretária de Educação Raquel Teixeira.

A parceria tem o objetivo de promover ações técnicas voltadas à eficiência energética, à qualidade da energia e ao conforto ambiental nas unidades escolares do Estado, por meio de ações da comunidade acadêmica da Escola de Engenharia, principalmente da graduação em Engenharia de Energia e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica. Nesta primeira etapa, serão realizadas avaliações técnicas de iluminação e conforto visual em seis escolas selecionadas de Porto Alegre, com verificação da conformidade com normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Também está prevista a elaboração de um guia de boas práticas para orientar toda a rede estadual de ensino.

Em sua fala, a secretária Raquel Teixeira relembrou seu período de atuação junto à universidade pública, em Brasilia e Goiânia, e reforçou a importância de parcerias como essa: “É uma grande oportunidade para a prática para os estudantes e também para melhorias das condiçõe escolares”. Ela enfatizou que o aperfeiçoamento na destinação de recursos contribuirá no planejamento e servirá como orientação na gestão escolar. Marcia Barbosa enfatizou que essa ação fortifica o papel da Universidade em oferecer assessoria às políticas públicas. Segundo ela, UFRGS tem a capacidade de analisar dados e fornecer bases para gestores em todos os âmbitos: municipais, estaduais e federal. “A Universidade está a disposição da comunidade para ofertar o conhecimento necessário para a construção de políticas pública”, concluiu.

A coordenação geral do projeto é do professor Flávio Becon Lemos e a coordenação executiva é da docente Bibiana Ferraz, ambos também presentes na solenidade. Em sua fala, a reitora convidou Bibiana Ferraz para expor brevemente as ações do projeto. Segundo expôs a coordenadora executiva, a iniciativa partiu da identificação da necessidade de indicadores de consumo de energia nas unidades escolares públicas, sendo considerado um item básico para definir critérios e elaborar planos de ação. Foi a partir desse trabalho de levantamento dos alunos que o projeto ganhou corpo com o propósito de impactar positivamente e criar ações que melhorem os indicadores. Também participaram da solenidade: a pró-reitora de extensão da UFRGS, Daniela Pavani; o diretor da Escola de Engenharia da UFRGS, Afonso Reguly; o subsecretário da Subsecretaria de Infraestrutura e Serviços Escolares da , Rômulo Mérida Campos; além de demais represantes da Escola de Engenharia da UFRGS e da Secretaria.

Economia de R$ 2 mi

Um dos principais resultados previstos na parceria é a economia na conta de luz das escolas. Estudos preliminares realizados em 2025 indicam que a gestão eficiente dos contratos de fornecimento de energia de toda a rede estadual pode gerar uma economia de cerca de R$ 2 milhões por ano. Esse valor leva em conta a racionalização do consumo e a possível migração para o mercado livre de energia. Além da economia financeira, a expectativa é de melhoria direta no ambiente pedagógico, com a oferta de iluminação e climatização adequadas, como forma promover qualidade no ambiente educacional e melhor rendimento de alunos e professores. Dados coletados na interação também serão utilizados pela SEDUC-RS para modernizar e racionalizar o uso de energia em toda a rede estadual de ensino.

O termo de cooperação, publicado no Diário Oficial do Estado em 23 de janeiro, tem vigência de 36 meses e não envolve repasse de recursos financeiros entre as instituições. A UFRGS contribui com capital intelectual, por meio de docentes e discentes. Já a SEDUC-RS disponibiliza acesso às unidades escolares e oferece apoio institucional para a execução das atividades. As seis escolas da capital que integram esta fase inicial são a Escola Estadual Cristóvão Colombo, o Instituto de Educação General Flores da Cunha, o Colégio Estadual Engenheiro Ildo Meneghetti, o Colégio Estadual Marechal Floriano Peixoto, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos e a Escola Estadual de Educação Básica Presidente Roosevelt.

Para os estudantes da UFRGS, a iniciativa também funciona como prática de extensão acadêmica, com o propósito de aplicação de conhecimentos teóricos em desafios reais da sociedade, um dos compromissos da Universidade Pública, com a conexão de ensino e prática e como devolutiva para a população. Como reforça a reitora, é “oportunidade de os alunos entrarem em contato com um problema de verdade para algo que a sociedade precisa de resposta”. Segundo o coordenador Flávio Becon, será também uma oportunidade de levar os alunos do Ensino Básico a terem contato com os cursos de engenharia, despertando o interesse pelas graduações da área.

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CLN ganha sistema de tratamento de efluentes baseado em soluções sustentáveis

O Campus Litoral Norte (CLN) da UFRGS conta desde o início do mês com um sistema descentralizado de tratamento de esgoto baseado em soluções sustentáveis. O lançamento ocorreu no dia 9 de abril com o plantio das primeiras espécies vegetais que compõem o sistema de wetlands construídos e marcou o começo das ações do projeto de extensão desenvolvido em parceria entre o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Soluções baseadas na Natureza (INCT SbN), a subprefeitura do Campus Litoral Norte e o Departamento de Meio Ambiente e Licenciamento (DMALIC) da Superintendência de Infraestrutura (Suinfra) da Universidade.

A nova estrutura é o primeiro sistema em escala real que recebe e trata todo o esgoto de um campus da UFRGS. Ele utiliza uma combinação de tecnologias eficientes de baixo custo, contando com fossa séptica, filtro anaeróbio e wetlands construídos, alinhadas ao conceito de soluções baseadas na natureza (SBN) e aos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS).

A etapa inicial consistiu no plantio de macrófitas aquáticas, fundamentais para o funcionamento do sistema de tratamento. Essas plantas atuam diretamente na remoção de matéria orgânica e nutrientes presentes nos efluentes, contribuindo para a melhoria da qualidade do efluente tratado. A configuração do plantio foi definida a partir do projeto técnico, prevendo a utilização de espécies como Typha (taboa) e Scleria (Cyperaceae), plantas adaptadas ao ambiente saturado, distribuídas de forma a otimizar a eficiência do processo de tratamento de efluentes. O professor Louidi Lauer Albornoz, do IPH, explica que se pode considerar que o sistema já se encontra totalmente implementado. “No caso de Wetlands Construídos, considera-se que com dois anos de operação o sistema encontra-se “maduro”, ou seja, com plantas e microorganismos desenvolvidos”, afirma.

Além de sua função operacional, o sistema será utilizado como um laboratório vivo (living lab), integrando atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação no saneamento ambiental, com a participação de alunos de graduação e de pós-graduação, e contribuindo para o desenvolvimento de soluções replicáveis em outros contextos, especialmente em regiões com limitações de infraestrutura convencional de saneamento.

Conforme o professor Albornoz, já foi iniciado também o monitoramento analítico do efluente antes e após o tratamento para avaliar sua eficiência ao longo do tempo. Ele adianta que a iniciativa deve gerar diversos trabalhos científicos e contribuir na formação de recursos humanos qualificados. “Além do esgoto, busca-se monitorar também o desempenho das plantas aquáticas empregadas no tratamento”, acrescenta o professor.

Albornoz salienta ainda que “o projeto avança na direção de uma gestão mais sustentável dos efluentes gerados na Universidade, reforçando o compromisso da UFRGS com a inovação, a responsabilidade ambiental e a integração entre conhecimento científico e aplicação prática”.

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UFRGS realiza edição do ‘Gestão Aberta’ sobre combate ao assédio

Em continuidade às ações de transparência e diálogo com a comunidade universitária, a UFRGS promove, no dia 5 de maio, terça-feira, nova edição do ciclo Gestão Aberta, desta vez com foco no enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente universitário. O encontro, que será realizado das 10h às 12h, na Sala II do Salão de Atos, no Campus Centro (Av. Paulo Gama, 110), é aberto à comunidade universitária, não requer inscrição prévia, mas possui vagas limitadas à capacidade do espaço. Haverá interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Servidores interessados em obter certificação de horas de capacitação podem se inscrever por meio do site da Edufrgs.

Com o tema “Combate ao Assédio na UFRGS: lançamento do Protocolo de Acolhimento em Situações de Assédio, Discriminação e Outras Violências”, a atividade marca a apresentação institucional de um novo instrumento voltado à prevenção, ao acolhimento e ao encaminhamento de denúncias na Universidade. O evento contará com a participação da reitora Marcia Barbosa, da coordenadora do Fórum SEAPaz, Carolina Marques, e da coordenadora da Unidade de Integridade, Transparência e Acesso à Informação, Elisiane Szubert.

O Gestão Aberta é um espaço de diálogo entre a administração central e a comunidade acadêmica, voltado à transparência e à construção coletiva de políticas institucionais. A iniciativa se insere em um conjunto de ações da UFRGS que buscam qualificar a gestão e fortalecer ambientes seguros e inclusivos, alinhando diretrizes e práticas institucionais com base em processos estruturados e participativos.

A atividade, que terá um espaço para perguntas do público, é aberta a qualquer pessoa interessada e integra os esforços institucionais de enfrentamento às diversas formas de violência, reforçando o compromisso da Universidade com a promoção de um ambiente acadêmico pautado pelo respeito, pela equidade e pelos direitos humanos.

Dados sobre assédio na UFRGS

Um primeiro levantamento sobre a percepção de assédio moral e sexual relativo a gênero na UFRGS foi realizado por meio de uma parceria com o projeto de extensão Meninas na Ciência e o He for She. Os dados foram coletados entre maio e julho de 2019, por meio de questionário virtual no sistema da Universidade, disponível para docentes, técnicos administrativos e discentes. “Na época, os resultados foram amplamente divulgados nos canais da instituição e deram subsídios para a construção da política de prevenção e combate ao assédio na UFRGS”, reforça.

Também no 1º Censo da Saúde dos Servidores da UFRGS, havia uma questão que avaliava os tipos de violências sofridas pelos respondentes nos últimos 12 meses dentro ou fora da Universidade. Entre as opções, havia assédio moral. Os dados foram coletados em setembro de 2021, quando a Universidade estava em trabalho remoto compulsório devido à pandemia.

Além disso, a 1ª Pesquisa de Clima Organizacional da UFRGS, realizada entre 16 de novembro e 22 de dezembro de 2023, apresentou três itens sobre a temática do assédio a serem avaliados pelos respondentes: “Minha chefia imediata age de forma a prevenir e enfrentar situações de assédio e violência no ambiente de trabalho”, “Os canais institucionais disponíveis para relatar e abordar situações de assédio, preconceito ou discriminação no ambiente de trabalho são de fácil acesso” e “Discriminações, assédios e outras violências contra a mulher não são tolerados no meu setor/departamento”. Os resultados dessa pesquisa serão apresentados no início do próximo ano.

Sobre o SEAPaz

Criado em 2023, o Fórum SEAPaz tem o propósito de integração e aperfeiçoamento contínuo dos serviços, com ênfase no trabalho em rede no âmbito do atendimento e do acolhimento para atuar no combate ao assédio e a outras violências na UFRGS.

Atualmente, o Fórum é composto por: Comissão de Ética; Corregedoria; Ouvidoria; Divisão de Promoção da Saúde (DPS) e Divisão de Segurança e Medicina do Trabalho (DSMT), ambas do Departamento de Atenção à Saúde do Servidor; Divisão de Ingresso, Mobilidade e Acompanhamento (Dima); Escola de Desenvolvimento dos Servidores (Edufrgs); Departamento de Gestão de Serviços Terceirizados (DPGerte); e Núcleo de Extensão Ampare – Assédio Moral: Projeto de Acompanhamento e Reparação.

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1º Salãozinho da Pós-Graduação da UFRGS debate mulheres, mulheridades e feminismos

O 1º Salãozinho da Pós-Graduação ocupou o Centro Cultural da UFRGS e amplificou um tema que cada vez mais precisa estar no centro do debate acadêmico. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), com a proposta “Mulheres, mulheridades e feminismos”, o evento, que teve início nesta quarta-feira, dia 22, proporcionou trocas e tensionamentos com discentes e docentes que buscam fortalecer, de forma coletiva, a potência crítica e transformadora dos programas de pós-graduação da UFRGS.

As sessões de apresentações prosseguirão até sexta-feira, dia 24 de abril, e tem o intuito de reunir e dar visibilidade a investigações científicas de mestrado e doutorado que, a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, problematizam e contribuem para os debates contemporâneos. Entre os tópicos abordados estão saúde da mulher, mercado de trabalho, maternidade, mulheres nas ciências, história das mulheres, mulheres nas artes, relações de gênero, sexualidades, direitos humanos e justiça social.

Na abertura do evento, a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, agradeceu a presença de participantes, ouvintes e avaliadores, ressaltando o protagonismo das pesquisadoras. “As grandes atrações do evento são as apresentadoras de trabalhos”, destacou.  Segundo a docente, existem muitas mestrandas e doutorandas e docentes pesquisadoras na UFRGS em várias áreas do conhecimento, pesquisando sobre “Mulheres, mulheridades e feminismos”. “Neste ano, escolhemos lançar o salãozinho no dia internacional da mulher e, por isso, o tema Mulheres, Mulheridades e Feminismos”, explica.

A importância do espaço para a troca de saberes acadêmicos foi reforçada pelos participantes. Adriana Duarte Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, avaliou positivamente a troca de experiências. “A gente vai aprendendo também. Eu acho que esse contato com os colegas ajuda a apontar caminhos que eu posso seguir através das sugestões, e de pensar também que meus colegas pesquisam coisas que podem contribuir para a minha pesquisa”, afirmou. Ela também ressaltou como o Salãozinho proporciona um ambiente que permite que estudantes de diferentes cursos compartilhem vivências e identifique semelhanças em suas pesquisas.

Entre os trabalhos apresentados, destaca-se a pesquisa de Diênifer Monique da Conceição, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. O estudo, intitulado “Mulheres negras e violência: escrevivências em território de alta incidência de crimes”, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Educação Física. A investigação buscou compreender como a construção individual de mulheres residentes em um município da região metropolitana de Porto Alegre contribui para explicar a desarmonia entre as denúncias de lesão corporal e estupro e os registros de feminicídio e estupro de vulneráveis. Diênifer explica que sua inquietação para a pesquisa emerge, em grande parte, de sua perspectiva como mulher negra.

A força dos relatos e a relevância das temáticas abordadas deram o tom das discussões. Ao centralizar debates sobre direitos e vivências reais, as apresentadoras elevaram o nível do diálogo, mostrando que o conhecimento produzido em suas pesquisas é uma ferramenta importante para compreender e transformar realidades complexas.

Fotos: Amanda Casartelli/Secom

A banca examinadora desta primeira sessão foi composta pelas professoras Camila Giugliani, Departamento de Medicina Social, professora Hariagi Borba Nunes, do Departamento de História e pela professora Lucimar de Fátima dos Santos Vieira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Seguindo a organização do evento, as bancas avaliadoras do Salãozinho são formadas por grupos de três a quatro docentes da UFRGS.

Durante os três dias de programação, divididos em seis sessões e turnos, serão apresentados 74 trabalhos de mestrandas e doutorandas pesquisadoras da UFRGS, contemplando diversas áreas do conhecimento. Os trabalhos que se destacarem em cada sessão receberão um incentivo de até R$ 2 mil, recurso destinado a atividades de campo, participação em eventos e outras ações ligadas às suas pesquisas. O resultado da premiação será anunciado ao vivo no dia 27 de abril, pelo perfil da PROPG no Instagram @propg.ufrgs.

Próximas edições

O Salãozinho da Pós-Graduação foi planejado para ocorrer anualmente, sempre no primeiro semestre. A proposta da PROPG é selecionar temas transversais, investigados por diversas áreas do conhecimento, para potencializar essas pesquisas e formar grupos transdisciplinares capazes de compreender um mesmo objeto sob variados ângulos. Mais informações estão disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.

O encontro é uma oportunidade diferenciada para dar luz a trabalhos e temáticas relevantes, a organização já adiantou que a próxima edição do evento terá como foco o “Meio Ambiente”.

Texto: Izadora Hypólito, Acadêmica de Jornalismo
Revisão: Wagner Machado

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UFRGS inicia construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036

Nesta quarta-feira, dia 22 de abril, começou oficialmente o processo de construção do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRGS para os anos de 2027 a 2036. Como forma de compartilhar o processo com a comunidade acadêmica e com a sociedade, a abertura dos trabalhos aconteceu por meio de uma live de lançamento com a participação da reitora Marcia Barbosa, do pró-reitor de Planejamento e Administração, Diogo Joel Demarco, e da diretora do Departamento de Gestão Integrada (DGI/Proplan), Gabriela Musse Branco. O vídeo segue disponível para consulta no Youtube, com acessibilidade na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A reitora Marcia Barbosa se disse empolgada com o processo: “Vamos identificar onde a UFRGS está, para onde quer ir e como fará para chegar lá”, resumiu, apontando que o instrumento deve contemplar os grandes temas da instituição e também os desafios do mundo atual para “construirmos a Universidade do amanhã”. A reitora também destacou importância de escutar as pessoas no processo de elaboração, indicando que haverá momentos de consulta interna, mas também outros momentos em que qualquer cidadão poderá participar com indicações e propostas, por meio de um canal aberto para “a construção coletiva com base em evidências”, apontou.

Para Diogo Demarco, o plano será o orientador das tomadas de decisão da Universidade: “relacionamos cada uma das ações da instituição com as definições do PDI. Será um instrumento para construir a visão de futuro”, ressaltou. Para ele, será preciso identificar quais são os desafios acadêmicos, administrativos e de gestão, tendo em vista a elaboração de diretrizes para o enfrentamento das questões: “O desafio é pensar a Universidade para os próximos 10 anos. Pensar o ‘amanhã’ não como data, mas como um futuro próximo em que a UFRGS vai construir seus caminhos”.

Gabriela Branco enfatizou que o Plano é uma elaboração tendo como perspectiva a UFRGS que se espera em 10 anos: “Não é planejamento de uma Unidade, da reitoria ou de grupos, mas são grandes direcionamentos e decisões que vão impactar no futuro”. Sobre o trabalho prático, a diretora do DGI indicou que estão previstas consultas presenciais e virtuais, conforme calendário que já está disponível no site do PDI . Segundo ela, a previsão de conclusão é 30 de dezembro deste ano, quando o plano elaborado será encaminhado para aprovação no Conselho Universitário.

Durante a apresentação, os participantes responderam a dúvidas encaminhadas. A reitora respondeu a uma das perguntas que a indagava sobre o que enxerga, desde já, como temas que merecem direcionar os debates do PDI. Segundo Marcia Barbosa, merecem destaque: combater a disseminada queda de interesse pelo Ensino Superior e priorizar medidas de permanência de estudantes, temas do mundo acadêmico. Mas também ressaltou que a Universidade deve se preocupar com a ampliação da participação nos grandes temas, como sustentabilidade e desenvolvimento e na luta contra os ataques ao conhecimento.

Futuro da Universidade

O processo de construção do PDI conta um comitê técnico e uma comissão de elaboração, com a adesão de estudantes, docentes e técnicos. Informações complementares podem ser consultadas no site do PDI; eventuais dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail pdi@ufrgs.br.

Principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais, o PDI está previsto no Decreto nº 9.235/2017. Com horizonte de dez anos, o documento estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa. A construção do futuro exige planejamento, diálogo e participação. Nessa perspectiva, mais do que um documento técnico, o PDI impacta diretamente a vida da comunidade universitária, influenciando decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura e às políticas institucionais.

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Faculdade de Odontologia realiza seminário sobre equidade, diversidade e saúde bucal  

A Faculdade de Odontologia da UFRGS recebeu, recentemente, o Seminário Programa de Pesquisa CORE – Diálogos Inclusivos, que contou com a participação do Coordenador-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Lucena. A iniciativa integra o Programa CORE (Community Focused Oral Health Research for Equity), ao qual pertence o projeto Diálogos Inclusivos, voltado a cartografar, acolher e dialogar com pessoas LGBTQIAPN+ sobre saúde de forma geral e, de maneira específica, sobre saúde bucal.

A professora do Departamento de Odontologia e uma das coordenadoras do projeto, Cristine Warmling, explica que ele integra uma pesquisa em desenvolvimento: “O objetivo principal é analisar o acolhimento e os itinerários de cuidado, de saúde e de saúde bucal da população LGBTQIAPN+ e suas relações com as questões das desigualdades sociais”.

O evento, realizado em 27 de março, representa um marco para o desenvolvimento de pesquisas e debates capazes de ampliar e qualificar o acesso à saúde, especialmente à bucal, para populações em situação de vulnerabilidade, como a comunidade LGBTQIAPN+ e pessoas em situação de rua. Além da conferência do professor Edson Lucena, o evento teve uma mesa temática com o professor do Departamento de Clínica e Odontologia Preventiva da Universidade Federal de Pernambuco, Paulo Goes, coordenador nacional do CORE, e a pesquisadora e membro da ONG Somos, Karla Freitas.

Professora Fabiana Schneider dá as boas-vindas aos membros da mesa e demais participantes –
Foto: Rayane Lacerda

Fabiana Schneider, também coordenadora e professora do Departamento de Odontologia da UFRGS, complementa: “Temos visto o quanto tem sido importante revisitar as práticas de pesquisa e o quanto o estudo pode também aproximar o cuidado e articular institucionalmente”.

De acordo com a professora Cristine Warmling, o próximo passo é finalizar e publicizar os dados principais produzidos. “Na perspectiva de uma pesquisa-intervenção, seria continuar fortalecendo a rede de cuidados das pessoas LGBTQAPN+ ampliando parcerias, especialmente com o Ministério da Saúde, o Estado e municípios, mas também com o terceiro setor nossas ONGs parceiras.”

A programação deu continuidade ao Seminário de lançamento realizado também em março, em Recife/PE. Na ocasião, que marcou o início das atividades do Programa CORE no Brasil, foi debatido o tema da justiça social e da saúde bucal.

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Egressa da UFRGS traduz obra do antropólogo Darcy Ribeiro para o mandarim

Um dos mais importantes livros sobre a formação do Brasil ganhará novos leitores do outro lado do mundo pelas mãos de uma egressa da UFRGS. Formada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e hoje docente da Universidade de Comunicação da China, Yan Qiaorong é a tradutora da edição em mandarim de “O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil,” obra clássica do antropólogo Darcy Ribeiro.

Ao longo da carreira, Yan, ou Silva, como era chamada no Brasil, tem se dedicado ao ensino de língua portuguesa, à tradução sino-portuguesa e aos estudos de comunicação voltados ao Brasil. Ela conta que a tradução de O Povo Brasileiro oferece ao público chinês uma compreensão profunda e multidimensional do Brasil, indo muito além dos estereótipos do futebol e do samba. A obra, escrita por um dos mais importantes pensadores brasileiros do século XX, permite ao leitor chinês entender a formação social, os conflitos internos e o espírito da nação brasileira. “Do ponto de vista acadêmico, preenche uma lacuna nos estudos latino-americanos na China, com a oferta de um quadro teórico fundamental para a antropologia, a sociologia e a história. Para o diálogo entre civilizações, a análise de Darcy Ribeiro sobre a miscigenação e a inclusão cultural serve como um modelo valioso para a China refletir sobre sua própria diversidade étnica e caminhos de modernização”, argumenta.

Conforme a ex-aluna da UFRGS, a edição chinesa, com 472 páginas, preserva o vigor crítico do original, com notas explicativas e um estudo introdutório detalhado, permitindo ao leitor chinês compreender a lógica histórica e os desafios contemporâneos do Brasil. O lançamento do livro, neste mês de abril, é fruto, segundo ela, de mais de um ano de dedicação. “Num contexto de aprofundamento da parceria estratégica entre China e Brasil, a obra fortalece o entendimento mútuo, reduz mal-entendidos e enriquece a base humana e cultural da cooperação bilateral”, resume.

Silva (terceira da esquerda para a direita) na defesa do mestrado na UFRGS, em 2008. Foto: Divulgação

Recordações da UFRGS

Silva defendeu a dissertação “De práticas sociais a gêneros do discurso: uma proposta para o ensino de português para falantes de outras línguas” em 2008. “Na época, havia apenas três universidades na China que ensinavam português, e havia grande carência de professores e materiais didáticos”, relembra. Ela também confessa que sente saudades do período em que cursou o mestrado no Campus do Vale. “Lembro-me com carinho do Xerox, da Lanchonete Antônio, das salas de aula, da pequena sala de professora que tive na Faculdade, onde ensinava mandarim no curso de extensão, da cantina sempre com fila grande e dos cachorros que tomavam conta das sobras de comida”, recorda, ao exaltar a amizade com a orientadora Margarete Schlatter, o professor Pedro Garcez, bem como os colegas da época.

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Publicação em acesso aberto terá taxas pagas pela CAPES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) passou a custear integralmente a Taxa de Processamento de Artigos (APC) para pesquisadores com trabalhos aprovados em regime de acesso aberto. A medida faz parte do Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict), instituído no final de 2023, e marca a transição do antigo modelo de assinaturas pagas para os acordos de “Leitura e Publicação” (Read and Publish).

O auxílio contempla publicações em periódicos internacionais das editoras Springer Nature, Elsevier, Wiley, Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), American Chemical Society (ACS), Association for Computing Machinery (ACM) e Royal Society Publishing (RSP). Com a implementação dessa estratégia, mais de 4.100 artigos científicos brasileiros já foram custeados, garantindo visibilidade global à produção nacional sem custos para autores ou leitores.

Regras para o benefício

Para garantir o custeio da taxa pela CAPES, os pesquisadores devem estar atentos às exigências da Portaria n.º 120/2024. O requisito fundamental para agilizar a aprovação é possuir um identificador ORCID válido e devidamente cadastrado na seção “Identificadores” da plataforma Meus Dados CAPES.

O artigo 10 da normativa estabelece critérios que devem ser conferidos antes da submissão. Para garantir o custeio pela CAPES, o autor deve pertencer a uma instituição do Portal de Periódicos com pós-graduação ativa e realizar a submissão com e-mail institucional. É necessário atuar como autor correspondente e autorizar a publicação em acesso aberto sob licença Creative Commons (CC-BY).

O texto do artigo deve creditar o custeio à CAPES, conforme o modelo de citação de fomento. Como a instituição não trabalha com reembolso, para que o pagamento seja efetuado, o benefício deve ser validado com a editora durante o processo de publicação.

Os acordos vigentes podem ser consultados em https://www.periodicos.capes.gov.br/index.php/acessoaberto/acordos-transformativos.html 

Texto: Cristiane Miglioranza, bolsista de Jornalismo do Jornal da Universidade

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Prioridade à assistência estudantil

Em 2025, a UFRGS serviu 1,7 milhão de refeições nos seus restaurantes universitários. Do total de usuários dos RUs, 18 mil eram estudantes. O custo total desse benefício de amplo acesso somou R$ 27 milhões no ano passado. Em 2026, somente para a alimentação nos RUs, devem ser destinados R$ 32 milhões, prevendo o reajuste pela empresa fornecedora das refeições. Em transporte, foram gastos em 2025 cerca de R$ 4,7 milhões. Com o reajuste das tarifas de ônibus, a UFRGS deve destinar R$ 5 milhões para este benefício em 2026. Os números relacionados à Assistência Estudantil em uma universidade do tamanho da UFRGS não deixam dúvidas de que a demanda pelos benefícios é grande e que gerenciar um orçamento limitado frente às necessidades dos estudantes tem sido um desafio. O orçamento da assistência estudantil na UFRGS para este ano é estimado em R$ 42 milhões, sendo que o valor que vem da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) é de R$ 29,8 milhões, o que exige da UFRGS fazer uma complementação de mais de R$ 12 milhões com recursos próprios da Universidade.

A situação, relata a pró-reitora de Assuntos Estudantis Natália Pietra, não é confortável, mas ela ressalta que na UFRGS a totalidade dos estudantes em vulnerabilidade social está atendida. “É importante ressaltar que a UFRGS não tem fila de espera, por conta, inclusive, da escolha institucional de aportar e complementar recursos”, afirma. Segundo ela, há universidades que têm estudantes elegíveis à assistência, mas não conseguem incluí-los.

A UFRGS também manteve atendidos os alunos que após a mudança na legislação já não se enquadravam mais no público da PNAES (Lei nº 14.914/2024), que contempla prioritariamente estudantes com renda familiar per capita de até um salário mínimo, e não mais 1,5 salário mínimo, como era anteriormente. “Cerca de 30% ou 40% dos beneficiários ingressaram na UFRGS antes dessa mudança, e retirá-los poderia inviabilizar a permanência deles na Universidade”, afirma Natália.

Conforme a pró-reitora, há um compromisso da gestão da Universidade de dar prioridade à assistência estudantil e isso envolve fazer escolhas, como deixar de executar obras importantes de infraestrutura que acabam afetando a própria assistência estudantil, como, por exemplo, melhorias e reformas nas casas de estudantes ou investimento em acessibilidade.

Natalia acrescenta que, mesmo diante das dificuldades, a Prae conseguiu retomar o Auxílio Evento em 2025 e mantê-lo em 2026. Para isso, houve um remanejo do valor destinado à inclusão digital, que foi reduzido em prol da volta do Auxílio Evento. A decisão contou com a participação do Conselho Consultivo de Assistência Estudantil da Prae, instituído no ano passado pela Portaria 2843/2025. O Conselho reúne representantes dos servidores e dos estudantes da UFRGS e tem por finalidade analisar programas relacionados à assistência estudantil e sugerir diretrizes para a gestão orçamentária da Pnaes.

Perspectivas para 2026

A recomposição do orçamento das universidades federais em janeiro deste ano deu um alívio aos gestores, mas não tornou o cenário mais fácil. Como explica o vice-pró-reitor de Assuntos Estudantis Igor Correa Pereira, foi uma recomposição modesta totalizando valores que já não eram suficientes e que permite apenas que não sejam cortados benefícios vigentes. Natália e Igor esperam que algumas definições que devem acontecer ao longo deste ano possam impactar positivamente esse cenário. Uma delas é a regulamentação da Lei nº 14.914/2024, que instituiu a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).

Também há a expectativa do aporte de recursos do Fundo Social (formado pelos valores dos royalties do petróleo e do gás natural) para a PNAES, conforme previsto pela Lei nº 15.169/2025, sancionada pelo presidentre Lula em julho do ano passado, durante o 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Goiânia.

No âmbito do Fórum de Pró-reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace/ Andifes), discute-se também a destinação de recursos de outros ministérios, além do MEC, para cobrir os custos dos restaurantes universitários. Conforme Igor, a proposta que o Fonaprace tem construído é de um programa de alimentação universitária em que os recursos estejam fora da matriz do PNAES e que seja financiado por recursos federais diversos. A ideia é de um programa de alimentação universitária com o caráter de garantia da segurança alimentar, envolvendo as áreas da saúde e da agricultura familiar.

A pró-reitora Natália afirma que o grande desafio para a assistência estudantil em todo o Brasil é como equilibrar seu alto custo, principalmente no que se refere à alimentação, e manter os demais auxílios. “Não é um problema só da UFRGS, é um problema geral de todas as universidades. Então a gente espera ansiosamente também por essa regulamentação para que ela traga novidades positivas, tanto na questão do royalties do petróleo do pré-sal, quanto na questão das linhas de financiamento de alguns desses programas. Quem sabe com isso a gente possa evoluir para um cenário um pouco mais positivo no futuro?”, questiona Natália.

Na página da Prae, é possível acompanhar as destinações de recursos nos últimos anos para cada um dos benefícios da assistência estudantil. Veja neste link.

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Programa Mais Saúde com Agente forma 120 mil profissionais e celebra a saúde pública brasileira

A cerimônia de formatura da segunda turma do Programa Mais Saúde com Agente lotou as salas e corredores do  Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, na última quarta-feira, 18.  Receberam seus diplomas de técnicos  400 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), representando os 120 mil estudantes distribuídos por todo o país e que integraram a segunda edição do programa. O evento reforça o compromisso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Ministério da Saúde (MS) com o Sistema Único de Saúde (SUS), ao promover a qualificação de profissionais que atuarão na ampliação do acesso à saúde e na prevenção de doenças nos territórios.

Luciana Barcellos Teixeira, coordenadora do Programa na UFRGS, comenta a importância da formação da segunda turma e o papel que a Universidade desempenhou. “A conclusão da segunda turma do Mais Saúde com Agente marca o encerramento de um ciclo construído com grande responsabilidade pela UFRGS, que esteve à frente da execução pedagógica do programa em todo o país. É um momento de celebração pelos resultados alcançados e pelo impacto concreto dessa formação na qualificação do SUS nos territórios.”

Estiveram presentes o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço; a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. Também participaram o presidente do Conasems, Hisham Hamida; a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica; e o presidente da Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias (Fenasce), Luís Cláudio Celestino de Souza, além de representantes do Conselho Nacional de Saúde.

Maria Luiza Saraiva Pereira, Chefe de Gabinete da UFRGS, destacou o papel da universidade pública em iniciativas como o Mais Saúde com Agente. Segundo ela, a trajetória centenária da UFRGS é marcada pelo compromisso com a transformação social, a produção de conhecimento e a oferta de ensino público de qualidade, pilares que também orientam o programa.

Gratuita, a formação técnica oferecida aos agentes possibilita que os profissionais atuem de forma qualificada nos territórios onde trabalham, contribuindo para a produção de conhecimento e para a transformação social por meio da saúde. Felipe Proenço ressaltou que o processo de aprendizagem do programa ocorre em uma via de mão dupla. “Os agentes aprendem com tutores e preceptores, mas também ensinam. A atuação cotidiana nos territórios traz um conhecimento prático essencial, que contribui significativamente para a formação de todos os envolvidos”, afirmou. Ele também destacou o reconhecimento do trabalho desses profissionais: “Essa realidade que vocês vivenciam no dia a dia, esse ensinamento que vocês trazem para toda a equipe de saúde da família. Todos aprendem muito com os agentes de saúde, exatamente pela capacidade que vocês têm de chegar às casas, de representar o cuidado com as pessoas, com as famílias e com as comunidades. Isso reforça que a educação é fundamental para o Sistema de Saúde.”

A cerimônia de Brasília encerra um ciclo de formaturas que aconteceram nas capitais brasileiras, como Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, entre outras, ao longo dos últimos três meses. Todas elas representam não apenas o sucesso da segunda turma de formação como também o comprometimento do Programa com a saúde pública.

Com informações do Programa Mais Saúde com Agente

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UFRGS promove debate sobre Jornalismo e violência contra a mulher

A UFRGS abriu espaço, nesta quarta-feira, 18, para um debate necessário e urgente: o papel do jornalismo diante da violência contra as mulheres. Na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), mais de cem estudantes participaram do primeiro encontro do ciclo Comunicação + Diversa, que ao longo do ano propõe ampliar vozes e perspectivas. Com o tema “Jornalismo e Violência Contra Mulheres”, a atividade reuniu diferentes olhares sobre como a mídia pode – e deve – atuar no enfrentamento às violências de gênero. O encontro foi realizado em parceria com a Secretaria de Comunicação da UFRGS e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS).

O evento teve início com uma fala da coordenadora substituta do curso de Jornalismo Gisele Dotto Reginato, ressaltando a relevância no Jornalismo pensar e discutir o tema. “É muito importante entender que essa pauta atravessa todas as disciplinas“. Ainda durante a abertura, a representante da Secretaria de Comunicação Social (Secom) , diretora do Centro de Teledifusão Educativa (CTE), Liz de Bortoli, comentou que entende como a cobertura jornalística é essencial, mas almeja pelo momento utópico em que não seja mais necessário relatar casos de violência contra a mulher.

Foto: Ana Volkman, acadêmica de Jornalismo

Com mediação da professora do Departamento de Comunicação Débora Gadret, estavam presentes para discussão Márcia Veiga, docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/PUCRS) e na Escola de Comunicação, Artes e Design (Fameco/PUCRS), e Marcela Donini, jornalista e coordenadora de conteúdo.

As falas das convidadas foram concentradas em debater a responsabilidade do Jornalismo ao comunicar casos de feminicídio, e apresentaram aos estudantes um manual de condutas que devem e não devem ser praticadas por jornalistas enquanto decidem a forma de relatar o acontecimento. Ainda assim, Marcela Donini destaca: “Quando falamos da violência contra mulher, estamos falando muito além do feminicídio“ e lembra, o feminicídio é a última etapa da agressão.

Em sua fala, a presidenta do SindJoRS Laura Lagranha destacou que o Sindicato de Jornalista está, atualmente, promovendo uma iniciativa para alterar a linguagem utilizada em reportagens sobre o feminicídio. O objetivo é conscientizar que a vítima não deve ser colocada como manchete ou como culpada, mas sim o agressor. No evento,  ocorreu também o lançamento da edição especial Universo das Mulheres do Versão de Jornalistas. O conteúdo pode ser conferido neste link

Comunicação+Diversa

O ciclo de encontros faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso conjunto dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência letal contra mulheres e meninas.

Além de promover o debate público sobre um tema urgente, o encontrobuscou refletir sobre o papel do Jornalismo na construção de narrativas responsáveis e comprometidas com os direitos das mulheres. Ao reunir pesquisadoras e profissionais da área, a iniciativa contribuiu para fortalecer o diálogo entre universidade, profissionais da comunicação e sociedade, estimulando práticas jornalísticas mais éticas, críticas e sensíveis às desigualdades de gênero.

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Pesquisa revela perfil dos novos estudantes da UFRGS

Durante as atividades das Calouradas 2026/1, a UFRGS realizou uma pesquisa com estudantes ingressantes para conhecer melhor o perfil de quem inicia a trajetória acadêmica na melhor universidade federal do Brasil.  O levantamento buscou identificar motivações para a escolha da Universidade, expectativas em relação à vida acadêmica e preferências de comunicação institucional.

O questionário, de resposta rápida, foi enviado por e-mail e preenchido por 16,6% dos ingressantes, um público vindo de diferentes modalidades de ingresso: VestibularSistema de Seleção Unificada (Sisu)DiplomadosProcesso Seletivo Unificado, Processo Seletivo Simplificado, Processo Seletivo Específico para Estudantes IndígenasConvênio de Graduação (PEC-G) e também do processo de ingresso de refugiados.  “O resultado do levantamento feito junto a nossas e nossos ingressantes corrobora o que ouvíamos de nossas e nossos estudantes”, avalia a Vice Pró-Reitora de Graduação, Irma Bueno. Segundo ela, a excelência e reputação da UFRGS, assim como esta ser uma instituição pública e gratuita, são fatores de extrema importância. “Isso nos aponta que estamos na direção correta. Outra informação importante que essa pesquisa nos trouxe é saber a maneira como ingressantes preferem receber as informações sobre a UFRGS e sobre seus cursos. A partir disso, poderemos trabalhar em aprimorar ainda mais nossa comunicação com estudantes. Da mesma maneira, saber as expectativas em relação à vida acadêmica que se inicia a partir de agora nos ajuda a pensar nossas ações futuras junto a nossas e nossos estudantes para além do Ensino”, considera.

Os resultados indicam que a escolha pela UFRGS está fortemente associada à qualidade do ensino, à reputação acadêmica da instituição e ao caráter público da Universidade. A maioria dos respondentes ingressa em cursos de regime integral, com destaque para áreas como Letras, Medicina e Administração. A pesquisa também mostra que o e-mail institucional segue como o principal canal para o recebimento de informações oficiais, enquanto redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente Instagram e WhatsApp, aparecem como meios importantes de comunicação e engajamento com os estudantes. O site institucional permanece como espaço de consulta para editais, calendários e informações acadêmicas.

Sobre os dados

Entre os fatores que mais influenciaram a decisão de estudar na UFRGS, destacam-se a qualidade do ensino (72,5%), a reputação da instituição (71,2%) e a gratuidade (65%), indicando que o prestígio acadêmico e o caráter público da Universidade seguem como elementos centrais na escolha dos estudantes.

Pietro Scopel

Em relação ao perfil de turno, a maioria dos respondentes ingressou em cursos de regime integral (61,2%), seguida pelos turnos noturno (16,2%) e manhã (9,5%). Entre os cursos com maior número de participantes estão Letras, Medicina e Administração.

A pesquisa também investigou quais são os canais preferidos para receber informações da Universidade. O e-mail institucional aparece como principal meio de comunicação (57,3%), seguido pelo Instagram (47,3%) e pelo WhatsApp (42,3%). Já o site institucional (27,8%) é utilizado principalmente para consulta de editais, calendários e outras informações formais.

Nas respostas abertas, a palavra “acolhimento” foi a mais recorrente entre os ingressantes ao descrever suas expectativas em relação à UFRGS. Termos como aprendizado, futuro e transformação também apareceram com frequência, apontando que os estudantes associam a experiência universitária não apenas à formação profissional, mas também a mudanças significativas nas trajetórias de vida.

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Magnífica emérita

A Sala dos Conselhos ficou lotada na manhã desta quinta-feira, 12 de março, para a sessão solene do Conselho Universitário (Consun) de outorga do título de professora emérita a Wrana Panizzi. No espaço em que por dois mandatos como reitora da UFRGS (1996-2004) presidiu as sessões do Consun, Wrana foi muito aplaudida por colegas, amigos, familiares e comunidade acadêmica, que a reconhecem como pesquisadora, professora, articuladora de lutas importantes e gestora que deixou grande legado para a UFRGS, para a pesquisa e o ensino superior brasileiros, para o debate de políticas públicas e para a construção de cidades mais justas.

A diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Eliane Constantinou conduziu a homenageada à Sala, e a secretária do Consun, Rosemeri Antunes, fez a leitura da Resolução 286 do Consun, de 26 de setembro de 2025, que aprovou o Parecer nº 185/2025, recomendando a outorga do título. O parecer enumera as realizações e constribuições de Wrana ao longo de uma trajetória de mais de cinco décadas marcada pela excelência acadêmica, pelo compromisso social e pela liderança institucional. O longo documento resgata o início dessa caminhada, na Universidade de Passo Fundo, onde Wrana graduou-se em Filosofia (1970) e em Direito (1972). Em 1977 obteve o título de mestre em Planejamento Urbano e Regional na UFRGS, e, em 1979, concluiu uma pós-graduação na França obtendo a Especialização em Urbanisme et Aménagement. Também na França, em 1984, obteve o título de Docteur de III Cycle en Urbanisme et Aménagement pela Universidade de Paris XII. Posteriormente, obteve um segundo doutorado, em Science Sociale, pela Universidade de Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), em 1988. O parecer destaca ainda as muitas homenagens e premiações que Wrana recebeu no Brasil e no exterior em reconhecimento a sua atuação no meio acadêmico e na sociedade. Suas relexões críticas e sua produção intelectual socialmente engajada estão documentadas em diversos livros e em artigos em periódicos nacionais e internacionais. As obras escritas por Wrana Panizzi e lançadas pela Editora da UFRGS estão disponíveis em acesso aberto. A iniciativa da Editora, em parceria com a autora, reafirma o compromisso institucional da Universidade com a circulação pública do conhecimento e amplia o acesso à reflexão intelectual de uma das figuras mais relevantes da história recente da UFRGS. (Link para acesso às obras)

Eterna e magnífica professora Wrana

O discurso da oradora da cerimônia, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Lívia Teresinha Piccinini, exalta não só a excelência da vida acadêmica de Wrana Panizzi, mas também seu engajamento desde muito jovem em lutas e debates relevantes do campo das políticas públicas e dos direitos humanos. Lívia Piccini lembrou importantes realizações de Wrana à frente da Reitoria, como a campanha pela recuperação dos prédios históricos da Universidade, que permenece ativa captando recursos que viabilizam a manutenção do patrimônio histórico da UFRGS. Sua fala destaca também a marca de um compromisso pessoal de Wrana com os estudantes e suas famílias: nas suas duas gestões como reitora compareceu em 522 formaturas de graduação. Por fim, Lívia parabenizou Wrana e disse que o reconhecimento à “eterna e magnífica professora Wrana” é justo e merecido por sua “carreira integralmente dedicada à educação, à pesquisa e ao serviço público, sempre em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade”.

Wrana Panizzi abriu sua fala saudando nominalmente muitos parceiros e parceiras dessa longa caminhada na UFRGS, agradecendo e dividindo com toda a comunidade acadêmica a homenagem. Em seu discurso usou referências literárias e imensa sensibilidade para fazer um percurso afetivo da trajetória de uma professora: “quem aqui está é uma professora. Professora que fui e professora que sou”, afirmou. Ao refletir sobre o passado lembrou o quanto foi feliz na UFRGS, “casa que a acolheu por mais de 50 anos” e que agora lhe presta “a “maior homenagem que pode ser dada a um professor em sua instituição”. Falou sobre como nasceu a convicção pedagógica que a acompanha pela vida, que é da educação libertadora, “expressão maior da cidadania”. Mas Wrana fez questão de ir além das recordações do seu percurso profissional e acadêmico e manifestou-se com veemência contra as pressões neoliberais que atingem “nossas vidas no particular e nossas instituições no coletivo social”. A universidade, destacou, é brutalmente atingida: “A vida universitária sofre com as agruras do corte de recursos… e o seu orçamento se apequena no contexto em que prolifera o uso de emendas parlamentares.” Mas a universidade não se cala, disse ela, e “continua o seu fazer cotidiano de origem, produzindo conhecimento, formando profissionais qualificados, pesquisando e mantendo a sua relação extensiva ao território em que está inserida”. Wrana lembrou fatos recentes que mostram a dimensão da universidade como bem público, quando esteve mobilizada enfrentando a pandemia de covid-19, a enchente no Rio Grande do Sul em 2024 e agora em Minas Gerais, ou quando sinaliza a possível reversão de lesões de medula a partir das pesquisas da brasileira Tatiana Coelho de Sampaio na UFRJ com a polilaminina. No encerramento do discurso Wrana repetiu a mensagem que marcou sua gestão como reitora e que ainda ecoa por toda a UFRGS: “Viva a Universidade pública, gratuita e de qualidade!” (Link para o discurso de Wrana Panizzi)

“Magnífica emérita” – foi dessa forma a reitora Marcia Barbosa saudou a professora Wrana e disse compartilhar com a homenageada a visão sobre o problema das emendas parlamentares no orçamento público. Marcia convidou Wrana para seguirem juntas na luta por um sonho, que é o de “constituir um novo orçamento digno para as nossas universidades federais”.

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