Obras definitivas contra cheias só devem ficar prontas em 2031 em bacias estratégicas do RS

Obras definitivas contra cheias em bacias estratégicas do Rio Grande do Sul só devem ficar prontas em 2031, conforme cronograma apresentado pelo governo do Estado nesta sexta-feira (24). Os dados fazem parte do balanço de dois anos das enchentes de 2024. O material detalha ações do Plano Rio Grande, programa criado para reconstrução e adaptação climática no Estado.
A previsão de conclusão em dezembro de 2031 aparece para projetos nas bacias dos rios Gravataí e Sinos, duas das áreas consideradas estratégicas para proteção contra cheias na região metropolitana.
A maioria das obras estruturais ainda está em fase de projeto, licitação ou estudos ambientais. Até a conclusão dos sistemas definitivos, a proteção contra cheias depende de intervenções emergenciais, recuperação de estruturas já existentes e monitoramento climático.
Na Bacia do rio Gravataí, o plano prevê complementação e atualização de anteprojetos e estudos ambientais. O valor indicado para essa etapa é de R$ 6,2 milhões. A documentação para licitação está em fase de finalização, com publicação de edital prevista para agosto de 2026.
Na Bacia do rio dos Sinos, o governo também prevê complementação e atualização de anteprojetos e estudos ambientais. O valor estimado é de R$ 10,7 milhões. A publicação do edital também está prevista para agosto de 2026.
As obras definitivas integram um pacote maior de investimentos estimado em R$ 6,5 bilhões. O plano inclui sistemas de proteção contra cheias, diques, casas de bombas, bacias de amortecimento, galerias pluviais e canais.
Porto Alegre e Alvorada terão maiores valores
O maior valor previsto é para Porto Alegre e Alvorada, na área do arroio Feijó, com R$ 2,5 bilhões. A proposta inclui dique principal no rio Gravataí, diques internos, bacias de amortecimento e casas de bombas.
A Bacia do rio dos Sinos tem previsão de R$ 1,9 bilhão para sistemas de diques e pôlderes, elevação de diques e outras alternativas estruturais em municípios como Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo e São Leopoldo.
A Bacia do Gravataí deve receber R$ 450 milhões para intervenções em Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha. O pacote inclui diques na Vila Dique, Sarandi Oeste e Sarandi Leste, além de proteção ambiental do Banhado Grande.
Também estão previstos R$ 531 milhões para Eldorado do Sul e R$ 502 milhões para Porto Alegre, com melhorias em pôlderes, galerias de águas pluviais, canais e estações de bombeamento.
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