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Bombardier vê Brasil como mercado estratégico e aposta em jato de ultralongo alcance no Catarina Aviation Show

O Brasil segue como um dos mercados mais relevantes do mundo para a aviação executiva, avalia Heron Nobre, diretor de vendas da Bombardier no país. Em entrevista nesta quinta-feira (21) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, durante o Catarina Aviation Show 2026, o executivo destacou a importância estratégica do mercado brasileiro para a fabricante canadense.

Segundo Nobre, o principal destaque da empresa no evento foi o Global 8000, apresentado pela primeira vez no Brasil e descrito pela companhia como o jato executivo mais rápido do mundo. “O Global 8000 como aeronave mais rápida do mundo e pela primeira vez no Brasil representa para a gente um game changer do mercado”, afirmou.

O executivo destacou que o modelo possui alcance superior a 14 mil quilômetros e velocidade acima de 1.000 km/h, permitindo conexões de longa distância entre cidades como São Paulo, Dubai e destinos na Austrália. “Ela pode conectar os clientes de São Paulo para Dubai, de São Paulo para a Austrália, com uma velocidade de Mach 0.94”, explicou.

Segundo ele, o objetivo da aeronave é ampliar produtividade e ganho de tempo para clientes corporativos de alta renda. “Os clientes podem acordar de manhã, ir para os Estados Unidos fazer uma reunião, no outro dia ir para a Europa ou Dubai e voltar para a família no terceiro dia”, ressaltou.

Mercado brasileiro cresce

Heron Nobre afirmou que o Brasil ocupa atualmente a segunda posição no mercado mundial de aviação executiva, atrás apenas dos Estados Unidos, e segue atraindo investimentos da Bombardier. “O mercado brasileiro continua relevante para a aviação executiva global”, destacou.

Segundo ele, o Brasil lidera as operações da Bombardier na América Latina, à frente de México e Argentina. “A América Latina hoje tem 27% do mercado da aviação executiva da Bombardier, e o Brasil é o líder desse mercado na região”, afirmou.

O executivo explicou que a empresa decidiu ampliar investimentos no país diante da demanda crescente por mobilidade aérea executiva. “A Bombardier está investindo pesado aqui no Brasil”, disse ao comentar a participação da companhia no evento.

Além do Global 8000, a fabricante levou ao Catarina Aviation Show os modelos Global 6500 e Challenger 3500, atualmente entre os aviões mais vendidos da empresa no mercado internacional.

Conforto e alcance

De acordo com Heron Nobre, um dos principais diferenciais do Global 8000 é a combinação entre alcance, velocidade e conforto de cabine. “A característica do Global 8000 é o maior alcance entre as aeronaves executivas do mundo, além da velocidade e do conforto”, afirmou.

O executivo explicou que a aeronave voa entre 41 mil e 45 mil pés, mas mantém sensação interna equivalente a uma altitude muito inferior. “É como se você estivesse voando mais baixo do que Campos do Jordão”, destacou ao comentar a chamada altitude de cabine reduzida.

Segundo ele, o modelo Global 6500 compartilha características semelhantes de velocidade e conforto, enquanto o Challenger 3500 se consolidou como líder global em sua categoria. “O Challenger 3500 vende mais do que o dobro do segundo concorrente”, afirmou.

Heron Nobre ressaltou ainda que a disponibilidade operacional das aeronaves da Bombardier é um dos fatores mais valorizados pelos clientes. “A disponibilidade hoje das aeronaves Bombardier é de 99,9%”, concluiu.

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Gastos com IA devem superar R$ 5 trilhões em 2 anos – e estimativa está muito baixa se Jensen Huang estiver certo

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, acredita que os investimentos em inteligência artificial devem crescer muito além das projeções atuais de Wall Street. Durante a teleconferência de resultados realizada na quarta-feira, Huang afirmou que os gastos com infraestrutura de IA podem chegar a US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões).

O capex está em US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) e está crescendo em direção à marca de US$ 3 trilhões (R$ 15 trilhões) a US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões)”, disse Huang, referindo-se apenas aos investimentos de hyperscalers como Alphabet e Amazon, sem incluir outros segmentos do mercado de supercomputação, como as chamadas neoclouds.

A diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, foi ainda mais específica durante a apresentação dos resultados. “Com analistas agora prevendo que o capex dos hyperscalers ultrapasse US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027 e a IA agêntica começando a se proliferar em todos os setores, os gastos com infraestrutura de IA estão no caminho para alcançar entre US$ 3 trilhões (R$ 15 trilhões) e US$ 4 trilhões (R$ 20 trilhões) anuais até o fim desta década”, afirmou.

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Wall Street mais cautelosa

As projeções da Nvidia estão muito acima das estimativas atuais do mercado financeiro.

Uma análise conduzida por Laura Martin, da Needham, mostra que a projeção consensual de Wall Street aponta para investimentos de hyperscalers em torno de US$ 1,03 trilhão (R$ 5,2 trilhões) em 2028 – algo entre um terço e um quarto do valor estimado pela Nvidia apenas dois anos depois.

Se a previsão de Jensen Huang estiver correta, então as estimativas consensuais do mercado deverão ser revisadas para cima”, escreveram Martin e o analista Dan Medina em relatório divulgado nesta quinta-feira. Segundo eles, a visão de Huang sobre o futuro dos hyperscalers é “mais interessante” do que o discurso adotado atualmente pelas próprias empresas em suas apresentações de resultados.

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Alguns analistas de Wall Street já projetam que os investimentos em IA ultrapassem US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) até o fim do próximo ano, mas ainda assim os números permanecem muito abaixo das previsões da Nvidia, que indicam uma quadruplicação dos gastos nos três anos seguintes.

Receita das nuvens cresce

O aumento dos investimentos em infraestrutura beneficia diretamente a Nvidia, líder global no mercado de chips para inteligência artificial. O otimismo de Huang também é sustentado pelo crescimento contínuo das receitas de computação em nuvem e pelos avanços dos modelos mais avançados de IA.

As receitas trimestrais superaram as expectativas nas principais plataformas de nuvem. A Alphabet registrou crescimento de 63%, a AWS, da Amazon, avançou 28%, enquanto a Microsoft teve alta de 40%.

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O mundo tem 1 bilhão de usuários humanos. Minha percepção é que o mundo terá bilhões de agentes de IA, e cada um desses agentes criará subagentes”, afirmou Huang.

Dúvidas sobre produtividade

Apesar do avanço acelerado da inteligência artificial, persistem dúvidas relevantes sobre os impactos de longo prazo da tecnologia sobre lucratividade, produtividade e viabilidade econômica.

O JPMorgan estimou, em novembro, que um retorno de 10% sobre investimentos em IA até 2030 exigiria cerca de US$ 650 bilhões em receita anual permanente (R$ 3,3 trilhões). O banco classificou esse valor como “assustadoramente grande”, equivalente a 0,58 ponto percentual do PIB global, ou cerca de US$ 34,72 mensais (R$ 174) de cada usuário atual de iPhone ou US$ 180 mensais (R$ 901,8) de cada assinante da Netflix.

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Para comparação, as receitas globais de computação em nuvem nos 12 meses encerrados em abril somaram US$ 455 bilhões (R$ 2,3 trilhões), segundo a consultoria Synergy Research Group.

Se os ganhos de eficiência se materializarem, não haverá problema; empresas bem-sucedidas terão recursos suficientes para pagar essa conta”, escreveu em janeiro o economista Cédric Durand, da Universidade de Genebra.

Ganhos ainda não apareceram

Economistas afirmam, porém, que os ganhos de produtividade prometidos pela IA ainda não apareceram de forma consistente.

Isso pode ser o começo de um boom de produtividade impulsionado por IA? Talvez”, escreveu em fevereiro a economista Martha Gimbel, do Yale Budget Lab. “Até termos um sinal claro em uma direção ou outra, não deveríamos colocar todos os ovos na cesta dos dados de produtividade”, acrescentou.

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Economistas do Federal Reserve apontaram, em março, uma “heterogeneidade substancial” na adoção de inteligência artificial pelas empresas, descrevendo uma diferença relevante entre percepção e realidade nos impactos econômicos da tecnologia.

Os ganhos de produtividade percebidos são maiores do que os ganhos efetivamente medidos, provavelmente refletindo um atraso na geração de receitas”, escreveram os pesquisadores.

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Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi

O Catarina Aviation Show 2026 transformou o aeroporto executivo São Paulo Catarina, no interior paulista, em uma vitrine da aviação executiva e do mercado de luxo na América Latina. O principal destaque do evento foi a apresentação, pela primeira vez na América do Sul, do Global 8000, da canadense Bombardier, considerado o jato executivo mais rápido do mundo.

Avaliada em cerca de US$ 85 milhões (R$ 425,9 milhões), a aeronave já possui prazo de entrega estimado em aproximadamente dois anos diante da forte demanda global pelo modelo.

A aeronave foi exibida ao lado de outros dois modelos da fabricante durante o evento, que reúne fabricantes globais de aeronaves, helicópteros, supercarros e experiências voltadas ao público de alta renda. O Global 8000 possui alcance superior a 14 mil quilômetros e velocidade acima de 1.000 km/h, permitindo voos intercontinentais de longa distância com poucas escalas.

Segundo a Bombardier, o modelo foi desenvolvido para atender clientes que buscam agilidade, conectividade e otimização de tempo em viagens internacionais. A aeronave pode realizar rotas como São Paulo-Dubai, além de conexões com destinos na Austrália, Europa e Estados Unidos.

O evento também reforçou o crescimento da aviação executiva no Brasil, que ocupa atualmente a segunda posição no mercado mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos. O avanço reflete a demanda crescente de empresários e clientes de alta renda por mobilidade aérea mais rápida e personalizada.

O Catarina Aviation Show 2026 acontece de quinta-feira (26) até sábado (28) no aeroporto executivo São Paulo Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo.

Mercado estratégico

A Bombardier afirmou que o Brasil segue como um dos mercados mais relevantes para a companhia na América Latina. Segundo a empresa, o país lidera a operação regional da fabricante, à frente de México e Argentina, concentrando parte importante das vendas da marca no continente.

Além do Global 8000, a empresa levou ao Catarina Aviation Show os modelos Global 6500 e Challenger 3500, considerados atualmente alguns dos principais produtos da fabricante no mercado mundial.

O Global 8000 se diferencia pelo alcance, velocidade e conforto de cabine. Segundo a fabricante, a aeronave opera a até 45 mil pés de altitude, mas mantém sensação de cabine equivalente a cerca de 2.690 pés, abaixo da altitude de cidades como Campos do Jordão.

Alta demanda

A Bombardier destacou ainda que o mercado global de aviação executiva segue aquecido, impulsionado principalmente pela busca por ganho de tempo e flexibilidade logística. O modelo apresentado em São Paulo integra uma categoria de aeronaves de ultralongo alcance, voltada ao segmento premium da aviação corporativa.

Segundo a fabricante, a disponibilidade operacional das aeronaves da companhia gira em torno de 99,9%, fator considerado decisivo para clientes corporativos de alta renda. O Challenger 3500, por exemplo, é atualmente o jato mais vendido de sua categoria no mundo, com desempenho superior ao dos concorrentes diretos.

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Petrobras retoma produção de ureia no Paraná após seis anos de paralisação

A Petrobras voltou a produzir ureia na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná, após seis anos sem operação, consolidando um movimento de retomada no setor de fertilizantes. A produção teve início na quinta-feira (30) e representa um passo relevante na reativação da subsidiária, que estava paralisada desde 2020.

Para viabilizar o retorno das atividades, a companhia destinou cerca de R$ 870 milhões a um processo que envolveu manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços, iniciado após o anúncio da retomada, em 2024.

Rede de fábricas amplia presença no mercado

A reabertura da unidade se soma à reativação das fábricas Fafen-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025, e Fafen-BA, na Bahia, em janeiro de 2026. Com a produção conjunta dessas três plantas, a estatal estima atingir aproximadamente 20% do mercado interno de ureia.

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O plano de expansão inclui ainda a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com previsão de entrada em operação em 2029. Segundo a empresa, a nova unidade pode elevar a participação para cerca de 35% do mercado nacional.

Estratégia mira autonomia e geração de empregos

A Petrobras afirma que a estratégia busca reduzir a dependência de importações e fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria nacional. Durante a fase de preparação da Ansa, foram gerados mais de 2 mil empregos, enquanto a operação regular deve manter cerca de 700 postos de trabalho diretos.

Antes da retomada da ureia, a unidade já havia alcançado marcos operacionais importantes, como a produção de ARLA 32, insumo utilizado no controle de emissões de veículos a diesel, além da produção de amônia, fundamentais para a reativação completa da planta.

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Com as Fafens e, agora, a Ansa em pleno funcionamento, reduzimos a dependência externa de ureia e fortalecemos a cadeia produtiva do agronegócio e da indústria nacional”, afirmou o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França.

Instalada ao lado da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), na Região Metropolitana de Curitiba, a unidade tem capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia por ano, o equivalente a cerca de 8% do mercado nacional, além de 475 mil toneladas de amônia e 450 mil m³ de ARLA 32 anuais.

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Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional

O Volkswagen Group divulgou na quinta-feira (30) seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, com queda nos principais indicadores de rentabilidade, apesar de manter volume elevado de receita e geração de caixa. Segundo a apresentação oficial , a companhia registrou receita de 75,7 bilhões de euros (R$ 442,1 bilhões).

No período, o grupo entregou 2,05 milhões de veículos, o que representa uma queda de 4% na comparação anual, enquanto a participação global de mercado permaneceu estável acima de 10%. A empresa também reportou fluxo de caixa líquido automotivo de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões) e liquidez automotiva de 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões).

Queda no lucro e impacto de fatores extraordinários

O desempenho operacional foi pressionado por efeitos não recorrentes e pelo ambiente externo. O lucro operacional caiu para 2,5 bilhões de euros (R$ 14,6 bilhões), recuo de 14% na comparação anual, enquanto a margem operacional recuou de 3,7% para 3,3% no período.

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De acordo com o material, os resultados foram impactados por efeitos especiais negativos de 0,8 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões), incluindo custos de reestruturação de 0,3 bilhão de euros (R$ 1,8 bilhão) e 0,5 bilhão de euros (R$ 2,9 bilhões) relacionados ao fim da produção do ID.4 nos Estados Unidos. Além disso, houve impacto adicional de 0,6 bilhão de euros (R$ 3,5 bilhões) decorrente de tarifas nos EUA.

Desempenho regional e entregas

As entregas apresentaram comportamento misto entre as regiões. Houve crescimento de 5% na Europa e de 7% na América do Sul, enquanto América do Norte (-13%) e China (-15%) registraram retração no período.

A companhia destacou que o crescimento em mercados como Europa e América do Sul compensou parcialmente as quedas nas demais regiões, em um cenário ainda marcado por condições de mercado desafiadoras e competição elevada, especialmente na China.

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Geração de caixa e posição financeira

Apesar da pressão nos lucros, a Volkswagen manteve disciplina financeira. O grupo registrou fluxo de caixa líquido automotivo reportado de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões), apoiado por menor carga tributária e controle de investimentos.

A liquidez automotiva permaneceu em 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões) ao fim de março de 2026, levemente abaixo do nível de 34,5 bilhões de euros registrado no fim de 2025, refletindo, entre outros fatores, pagamentos de dividendos e movimentações financeiras.

Perspectivas para 2026 mantidas

A Volkswagen manteve suas projeções para o ano. A companhia espera crescimento de receita entre 0% e 3% em 2026, com margem operacional entre 4,0% e 5,5%.

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A expectativa para o fluxo de caixa automotivo permanece entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros (R$ 17,5 bilhões a R$ 35,0 bilhões), enquanto a liquidez automotiva deve ficar entre 32 bilhões e 34 bilhões de euros (R$ 186,9 bilhões a R$ 198,6 bilhões).

Segundo a empresa, o cenário considera as condições atuais de tarifas, mas não incorpora possíveis impactos adicionais de uma escalada no Oriente Médio, o que mantém o ambiente de negócios sujeito a incertezas.

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ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva

A ArcelorMittal divulgou em 30 de abril de 2026 seus resultados financeiros do 1º trimestre de 2026, com EBITDA de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões), lucro líquido de US$ 600 milhões (R$ 3,0 bilhões) e lucro por ação de 76 centavos de dólar (R$ 3,78). A companhia também reportou liquidez de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões) e dívida líquida de US$ 9,3 bilhões (R$ 46,3 bilhões).

A empresa destacou que o EBITDA por tonelada chegou a US$ 131 (R$ 652,38) no trimestre, patamar que representa uma melhora sustentada em relação às médias históricas. Segundo a apresentação, o desempenho do 1º trimestre de 2026 ainda não incorpora plenamente o ambiente de preços mais favorável observado nos últimos meses.

A ArcelorMittal afirma que os benefícios dessa melhora devem aparecer a partir do 2º trimestre de 2026, em um cenário de fundamentos mais positivos, apesar da volatilidade nos custos de energia.

Europa ganha peso com novas regras comerciais

A companhia apontou que medidas como o CBAM e o novo mecanismo de cotas tarifárias (TRQ) devem reduzir importações na Europa e elevar a utilização da capacidade doméstica. Segundo a empresa, o novo regime pode cortar importações em cerca de 13 milhões de toneladas em relação a 2025.

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A ArcelorMittal afirma estar bem posicionada para capturar essa recuperação de demanda, com capacidade existente, preparação para retomada de altos-fornos em Fos e Dąbrowa, além da entrada em operação do novo EAF de Gijón e da expansão em Sestao.

Investimentos estratégicos sustentam crescimento

A companhia informou que seus projetos estratégicos podem adicionar US$ 1,8 bilhão (R$ 9,0 bilhões) ao potencial de EBITDA a partir de 2026. Entre os destaques estão investimentos ligados à transição energética, expansão de mineração, aumento de capacidade na Índia e ativos de maior valor agregado.

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou US$ 2,0 bilhões (R$ 10,0 bilhões) em fluxo de caixa investível, destinou US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) a capex estratégico, retornou US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) aos acionistas e aplicou US$ 200 milhões (R$ 996,0 milhões) em fusões e aquisições.

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Balanço sólido e retorno ao acionista

A ArcelorMittal reforçou que mantém balanço com grau de investimento, com rating BBB pela S&P e Baa2 pela Moody’s, ambos com perspectiva estável. A liquidez ao fim do trimestre era de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões), composta por US$ 4,4 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em caixa e equivalentes e US$ 5,5 bilhões (R$ 27,4 bilhões) em linhas de crédito não utilizadas.

A política de remuneração prevê retorno mínimo de 50% do fluxo de caixa livre pós-dividendos aos acionistas por meio de recompras. Desde setembro de 2020, a companhia recomprou 38% das ações em circulação e pagou em março de 2026 um dividendo trimestral de 15 centavos de dólar por ação (R$ 0,75), dentro da proposta anual de 60 centavos de dólar por ação (R$ 2,99).

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Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness

O Spotify ampliou sua estratégia para além de música e podcasts e anunciou nesta segunda-feira (27) uma parceria com a Peloton Interactive para criar uma nova categoria dedicada a fitness dentro da plataforma.

Com o acordo, mais de 1.400 aulas da Peloton serão disponibilizadas para assinantes Spotify Premium na maior parte dos mercados globais da empresa. O conteúdo será integrado ao atual ecossistema de áudio e vídeo do serviço. A oferta inclui treino de força, Pilates, barre, yoga, meditação e outras modalidades.

“À medida que seguimos avançando no segmento de bem-estar, nosso trabalho com o Spotify é mais um passo para ampliar nosso alcance e capturar novas fontes de receita por meio da experiência, conteúdo e instrução incomparáveis da Peloton”, afirmou Dion Camp Sanders, diretor comercial da companhia.

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Nenhuma das empresas divulgou os termos financeiros do acordo, mas a parceria sinaliza prioridades estratégicas relevantes para os dois grupos.

Spotify aposta em novas receitas

Para o Spotify, a iniciativa representa uma expansão mais profunda no mercado de wellness, criando novos caminhos de engajamento e monetização além do negócio principal de música e podcasts.

Segundo a empresa, conteúdos fitness mantêm usuários por mais tempo na plataforma e abrem espaço para receitas com assinaturas, publicidade e ferramentas para criadores de conteúdo.

O Spotify informou ainda que existem mais de 150 milhões de playlists fitness ativas no mundo, enquanto quase 70% dos usuários Premium afirmam se exercitar mensalmente.

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“Fitness é uma extensão natural da forma como as pessoas já usam o Spotify hoje — para se motivar, se recuperar e se reequilibrar”, disse um porta-voz da empresa à CNBC.

Além da parceria com a Peloton, o grupo também amplia seu ecossistema com criadores da área fitness, trabalhando com nomes como Yoga With Kassandra, Caitlin K’eli Yoga, Sweaty Studio e Chloe Ting, que podem monetizar conteúdo por ferramentas já existentes, como o Spotify Partner Program.

Peloton busca crescer além dos equipamentos

Para a Peloton, o acordo acelera a mudança estratégica para longe de um modelo focado principalmente em hardware, em direção à distribuição escalável de conteúdo com margens mais elevadas.

O CEO Peter Stern afirmou que a parceria também reforça seus planos de expansão internacional.

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“O Spotify oferece um palco global para nossos instrutores, que agora têm a capacidade de alcançar centenas de milhões de assinantes Premium da plataforma”, declarou Stern à CNBC.

Ao aproveitar o alcance global do Spotify, a Peloton ganha exposição sem exigir que usuários possuam seus equipamentos ou assinem o aplicativo independente da empresa.

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