Visualização de leitura

Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã

Mediadores estão tentando salvar os esforços diplomáticos que visam colocar um fim à guerra no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo. Diante do cenário de crise, uma delegação do Catar viajou ao Irã, enquanto o principal diplomata de Teerã se deslocou até Omã.

A troca de ataques ocorrida nesta semana abalou um acordo que já era frágil, desenhado para abrir caminho para o fim definitivo do conflito.

A guerra teve início no fim de fevereiro, marcada por bombardeios massivos dos EUA e de Israel contra o território iraniano.

Leia também: Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

Embora Teerã e Washington não mantenham conversas diretas desde o mês passado, a mídia iraniana informou que a delegação do Catar, país que atua como mediador, esteve no Irã na sexta-feira. A visita ocorreu após Trump afirmar que as negociações continuariam, apesar de o presidente americano tê-las classificado anteriormente como “uma perda de tempo”.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Nós concordamos em fazer isso, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. Em uma postagem posterior, o presidente elevou o tom da retórica, ameaçando “dizimar completamente” o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Omã, país que mediou as negociações entre EUA e Irã antes do início do conflito. A pauta das conversas se concentra na situação crítica do Estreito de Ormuz.

O impasse do Estreito de Ormuz e as sanções

O Estreito de Ormuz tem sido um dos principais pontos de discórdia nas negociações com Washington. Araghchi insistiu que o Irã cumpriu sua parte no acordo, afirmando que Teerã “até agora manteve sua palavra, ao contrário do chamado Secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o Parágrafo 9 do MdU [Memorando de Entendimento]”.

O trecho citado faz parte do memorando de entendimento entre EUA e Irã, que estabelece que Washington “não imporá novas sanções e não desdobrará forças adicionais na região” enquanto um acordo final estiver pendente.

No entanto, nesta semana, o Departamento do Tesouro dos EUA revogou uma isenção temporária de sanções ao petróleo iraniano, cancelando uma licença anunciada em junho que permitia a Teerã produzir, vender e entregar petróleo bruto e produtos derivados até o dia 21 de agosto.

“Essa violação segue outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, declarou Araghchi.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

Desde a assinatura do memorando, as delegações dos EUA e do Irã realizaram apenas uma rodada de conversações diretas na Suíça, além de negociações indiretas no Catar, sem sinais de progresso diplomático desde então.

O principal obstáculo para o acordo final é o futuro do Estreito de Ormuz, que o Irã fechou para navios comerciais durante a guerra, em retaliação aos ataques de EUA e Israel.

A rota marítima é um canal vital para as exportações de petróleo e gás dos países ricos em energia do Golfo, e o seu fechamento gerou forte impacto na economia global.

O Irã exige o controle sobre a passagem dos navios e anunciou planos para cobrar taxas, afirmando que não haverá retorno à livre navegação do período pré-guerra. Por outro lado, Washington defende que Ormuz é uma rota internacional e que qualquer cobrança de taxas é inaceitável.

Escalada militar e o prazo limite

De acordo com reportagens dos veículos de imprensa Axios e Politico, Washington estabeleceu este sábado como prazo limite para o Irã interromper os disparos contra navios comerciais que transitam por Ormuz e reconhecer que a via marítima está aberta.

A troca de ataques desta semana começou após o Irã ser acusado de visar três embarcações que, segundo Teerã, teriam desviado da rota aprovada.

As ações motivaram Washington a lançar uma pesada onda de bombardeios no Irã, atingindo cerca de 90 alvos em todo o país, segundo as forças militares americanas.

Os ataques dos EUA mataram 17 pessoas e feriram outras 115, informou o Ministério da Saúde de Teerã neste sábado. Os bombardeios também deflagraram uma onda de represálias por parte do Irã contra nações aliadas dos EUA no Golfo que abrigam bases militares americanas.

Esforços por uma “paz duramente conquistada”

Mesmo sendo uma das nações do Golfo visadas durante a guerra, o Catar tem liderado os esforços para recolocar a diplomacia nos trilhos. A agência de notícias iraniana Tasnim informou na sexta-feira que a delegação catariana viajou a Teerã para “tentar reforçar o papel do Catar como mediador após os eventos de terça-feira”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país também tem atuado na mediação, conversou por telefone com o emir do Catar na sexta-feira para discutir a recente escalada, segundo informou o seu gabinete.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

O líder paquistanês afirmou que também conversou com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, instando-o a proteger a “paz duramente conquistada” na região.

Contudo, o chefe dos negociadores do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, adotou um tom desafiador.

“Acabar com a guerra é uma prioridade para os países do mundo, mas todos devem saber que este confronto nunca terminará com a rendição do Irã”, declarou Ghalibaf, segundo citações reproduzidas pela agência de notícias iraniana ISNA. Ele completou, afirmando que os iranianos estão “totalmente preparados para se defender”.

O post Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

O presidente Donald Trump ameaçou “dizimar e destruir” o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo, no momento em que o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou um suposto financiador iraniano.

O Irã afirmou no sábado que a nova medida financeira violou o acordo preliminar que os dois países beligerantes firmaram no mês passado, enquanto o seu ministro das Relações Exteriores teria chegado a Omã para negociações.

“1.000 mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, pronunciada em muitos cantos do globo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!”, escreveu Trump na Truth Social no final da sexta-feira..

Leia também: EUA impõem novas sanções ao Irã e miram rede financeira do regime

“As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e capazes, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã. LOUVADO SEJA ALÁ!”, acrescentou.

O The Wall Street Journal e outros veículos da imprensa americana informaram no início desta semana que Israel havia compartilhado informações de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Trump.

De acordo com agências internacionais, algumas pessoas presentes no funeral de quinta-feira do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA no início da guerra, carregavam cartazes com os dizeres: “Nós mataremos Trump”.

Leia também: Trump confirma pedido do Irã para retomar diálogo, mas reforça fim do cessar-fogo

A mais recente investida verbal do presidente dos EUA ocorreu após um dia de relativa calma que se seguiu a uma semana de combates e temores de que um cessar-fogo frágil pudesse estar prestes a ruir.

Trump disse no início da sexta-feira que os Estados Unidos e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, embora o cessar-fogo estabelecido pelo acordo preliminar do mês passado tenha sido cancelado.

Em uma publicação na Truth Social, Trump alegou que a República Islâmica “nos pediu para continuar as ‘conversas’” e que “nós concordamos em fazer isso”.

“Mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu Trump.

Os canais de mídia estatal do Irã não confirmaram nem negaram imediatamente que o país tenha pedido para dar continuidade às negociações.

“Conversas técnicas”

A publicação de Trump na manhã de sexta-feira confirmou uma reportagem da MS NOW, citando uma autoridade dos EUA, de que as potências beligerantes se envolverão em “conversas técnicas” e continuarão comprometidas em encontrar soluções, apesar do retorno às hostilidades.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

As Forças Armadas dos EUA realizaram novas rodadas de ataques ofensivos contra o Irã em retaliação aos ataques sofridos por três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Posteriormente, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou uma isenção que permitia ao Irã vender seu petróleo.

O Tesouro aumentou a pressão sobre o Irã na sequência com sanções contra um suposto financiador acusado de ajudar o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder Ali Khamenei.

“Após a retomada dos ataques do Irã contra a navegação internacional no Estreito de Ormuz, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra o facilitador financeiro iraniano Ali Ansari (Ansari), que supervisiona uma extensa rede global de ativos que beneficiam o líder do Irã — Mojtaba Khamenei — e outras elites do regime”, informou o departamento em um comunicado.

“O autoproclamado Líder Supremo está se escondendo em isolamento enquanto seu regime desmorona”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, citado no comunicado. “O Tesouro continuará usando todas as ferramentas à sua disposição para isolá-lo, assim como outras elites do regime, do sistema financeiro global. Preservaremos esses ativos para o povo iraniano.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a medida foi uma violação do memorando de entendimento de junho entre os EUA e o Irã.

Leia também: Trump diz que ordenou retaliação ao Irã caso seja assassinado

“O Irã manteve sua palavra até agora, ao contrário do autoproclamado secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o parágrafo 9 do MdU”, disse Araghchi em uma publicação no X.

“Essa violação segue-se a outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, acrescentou.

A agência de notícias semioficial do Irã, Tasnim, informou que Araghchi chegou a Omã no início do sábado para negociações. Omã tem sido um mediador fundamental nos esforços para encerrar a guerra.

O post Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.

Leia também: EUA e Irã mantêm negociações na Suíça; JD Vance deve viajar ao país

O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.

Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia. 

Leia mais: EXCLUSIVO CNBC: JD Vance diz que EUA “têm todas as cartas” em acordo com Irã

O post Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

Leia também: EUA emitem isenções abrangentes de sanções ao petróleo do Irã, liberando bilhões em receitas para Teerã

“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

Leia também: PF cumpre buscas no banco Digimais, de Edir Macedo, e pede bloqueio de R$ 670 milhões

O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

O post Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA

O Presidente Donald Trump disse no sábado (13) que um acordo para acabar com a guerra com o Irã será assinado neste domingo, seguido pela abertura do Estreito de Ormuz, mas a mídia estatal iraniana informou que o país permaneceu cauteloso sobre os prazos.

“O Acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após ser assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

Leia também: Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

A agência de notícias Fars, do Irã, citou neste domingo que uma “fonte informada próxima à equipe de negociação do Irã” afirmou que o país não anunciou uma decisão final sobre “o entendimento proposto com os Estados Unidos, acrescentando que análises políticas, jurídicas e técnicas das propostas ainda estão em andamento”.

Trump também sugeriu que os EUA trabalharão com o Irã para remover o urânio enriquecido do país em uma data indeterminada.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, nós entraremos e pegaremos a Poeira Nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas”, disse ele.

“Esperamos trabalhar com o Irã, e com todo o Oriente Médio, por muito tempo no futuro”, acrescentou.

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, foi citado pela mídia estatal dizendo que era necessária cautela em relação ao momento da assinatura de qualquer acordo.

“Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não seja amanhã”, informou a mídia estatal. “A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação do outro lado, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre este processo.”

Leia também: Trump diz que acordo com Irã será assinado no domingo e Ormuz vai reabrir imediatamente

A publicação de Trump no sábado foi concluída com o que pareceu ser uma ameaça velada contra o Irã caso seus líderes não cumpram as exigências dos EUA.

“Esperamos que todo este processo funcione de forma rápida, fácil e tranquila. Se não funcionar, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais ter de usar!”

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido da CNBC para esclarecimentos sobre as declarações de Trump.

No início do sábado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os EUA e o Irã estão “mais perto de um acordo de paz do que nunca”, indicando uma finalização nas próximas 24 horas com “conversas de nível técnico na próxima semana”. Trump republicou esses comentários em sua conta no Truth Social.

O Vice-Primeiro-Ministro do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, também disse que discutiu o iminente acordo de paz em uma ligação com o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan.

“Eles saudaram as negociações entre EUA e Irã em sua fase final, com a cerimônia de assinatura eletrônica agendada para amanhã, e expressaram a esperança de que este importante desdobramento contribua para uma paz e estabilidade duradouras na região”, disse o vice-primeiro-ministro em uma publicação no X. Uma autoridade sênior do governo Trump disse na sexta-feira que os EUA não estão “100%” confiantes de que o acordo alcançado será assinado.

Em seu estado atual, o acordo garantiria a “paz a longo prazo na região” e recompensaria o Irã com um alívio econômico “significativo”.

O post Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

Leia também: Trump vê acordo com Irã mais próximo, mas ameaça retomar ação militar se negociação fracassar

O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

Leia também: Empresários estimam que EUA imponham novas tarifas ao Brasil nesta semana

Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

O post Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

Estados Unidos e Irã seguem sem acordo para encerrar a guerra, que já se arrasta pelo quarto mês, apesar das negociações para transformar o cessar-fogo em uma solução definitiva.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado (30) que não pretende apressar as conversas. Segundo ele, um acordo rápido poderia ajudar a derrubar os preços da gasolina, mas também aumentaria o risco de um pacto considerado ruim por Washington.

Trump afirmou que exige garantias de que o Irã não terá uma arma nuclear. Ele voltou a ameaçar uma resposta militar caso as negociações fracassem.

“Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque os preços da gasolina vão despencar, mas, se você estiver com pressa, não vai fazer um bom acordo”, disse Trump. “E, lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E, se não conseguirmos o que queremos, vamos encerrar isso de outro jeito.”

“Vamos fazer um grande acordo, caso contrário, vamos voltar e encerrar isso pela via militar”, afirmou.

Leia também:

Pressão sobre energia e inflação

O conflito provocou turbulência nos mercados globais de energia desde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no início da guerra. A passagem responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e segue praticamente bloqueada.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,34 por galão no domingo (31), segundo a AAA. A pressão sobre energia também levou a inflação ao maior nível desde maio de 2023.

Nas negociações, Trump cobra que o Irã aceite duas condições: assumir o compromisso de nunca obter uma arma nuclear e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

O post Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Petróleo cai após avanços diplomáticos entre EUA e Irã reduzirem tensão no Oriente Médio

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, 21, após operar volátil, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para julho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 1,94% (US$ 1,91), a US$ 96,35 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 2,32% (US$ 2,44), a US$ 102,58 o barril.

O petróleo zerou a alta no pregão após relatos de que Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. No texto, os dois países concordam com um cessar-fogo e se comprometem a garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Em troca, o Irã teria suas sanções suspensas gradualmente.

Mais cedo, o aiatolá Mojtaba Khamenei teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deve deixar o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington. Horas depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Nos desdobramentos da guerra, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, pesam a combinação do pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, o bloqueio das exportações no Estreito de Ormuz e a queda dos estoques mundiais.

Analistas da Capital Economics alertam que o caminho de volta à normalidade energética está ficando mais longo. Segundo eles, quanto mais tempo a interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz continuar, mais complexa será qualquer retomada eventual desses fluxos. “Os preços do petróleo só tenderiam a cair quando os fundamentos do mercado de petróleo melhorarem de forma significativa”, afirmam.

O post Petróleo cai após avanços diplomáticos entre EUA e Irã reduzirem tensão no Oriente Médio apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •  

Ouro sobe levemente com expectativa de acordo de paz entre EUA e Irã

Os contratos futuros para o ouro negociados para junho encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em alta de 0,16% a US$ 4.542,5 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,72%, a US$ 76,732 por onça-troy. O movimento decorre da percepção por parte dos agentes do mercado de que o conflito entre Irã e Estados Unidos está próximo de um acordo de paz. Os avanços, entretanto são limitados a medida que o Federal Reserve sinalizou, na última quarta-feira (21), a continuidade do ciclo de juros no país.

O Al Arabiya, veículo de notícias saudita, relatou que Washingtoon e Teerã conseguiram alcançar um tratado de paz intermediado pelo Paquistão, o que tornou possível a alta do ouro e a recuperação de suas perdas.

Leia mais:
Banco do Brasil antecipa pagamento de R$ 340,7 milhões em remuneração a acionistas
Ouro e prata fecham em alta com alívio parcial no mercado global

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai receber o urânio enriquecido iraniano e que “provavelmente” irá destruí-lo. O destino do material, um dos principais pontos de tensão no conflito, também foi alvo de especulação pela imprensa global durante a manhã. Para o TD Securities, as manchetes divergentes sobre a guerra movimentam as commodities, gerando uma “volatilidade acentuada no posicionamento do ouro”.

Em meio ao cenário, o mercado aposta em alta dos juros dos Estados Unidos ainda em dezembro de 2026, segundo a ferramenta de monitoramento CME Group. Publicada ontem, a minuta da última decisão de política monetária do país – em abril – também trouxe um tom sinalizando que o Fed pode, em breve, abandonar a “postura de flexibilização monetária”, segundo a Capital Economics.

O post Ouro sobe levemente com expectativa de acordo de paz entre EUA e Irã apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

  •