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Petróleo brent fecha estável e WTI recua com temores de escalada do conflito no Oriente Médio

O petróleo fechou sem direção única nesta quinta-feira, 30, enquanto investidores avaliam as negociações entre EUA e Irã e acompanham as tensões envolvendo os dois países e Israel no Oriente Médio. Durante a madrugada, porém, o Brent para entrega em junho chegou a disparar mais de 7%, para perto de US$ 126 por barril, nível não visto desde 2022.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 1,69% (US$ 1,81), a US$ 105,07 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês fechou em leve queda (US$ 0,04), a US$ 110,40 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Investidores reagiram à informação do Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberá nesta quinta um briefing do Comando Central americano (Centcom) sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã.

Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta que o país pode “ser obrigado em breve a voltar a atuar no Irã”. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está seguindo a estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares, construindo um “escudo” de mísseis.

No Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o país protegerá seus programas nuclear e de mísseis. A posição foi endossada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que classificou como “intolerável” a manutenção do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao país.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, alerta que apesar do petróleo ter subido com a guerra no Irã, os desdobramentos do conflito estão remodelando ativamente o cenário energético global, principalmente com a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep. “Quando a poeira baixar e as exportações forem retomadas, os Emirados Árabes Unidos terão liberdade para aumentar a produção fora das cotas do cartel”, afirma.

O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, Sidney Romeiro, avalia que a saída dos Emirados Árabes da Opep já vinha sendo gestada, mas foi precipitada pela guerra e, principalmente, pela retaliação iraniana a alvos no país vizinho.

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Irã: Guarda Revolucionária diz que país está gerando ‘receita sem precedente’ em Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.

“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.

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O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.

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Irã descarta encontro com negociadores dos EUA no Paquistão, apesar da chegada de enviados de Trump a Islamabad

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.

Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.

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“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.

Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.

O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.

Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.

Pressão econômica e bloqueio naval

A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.

Cessar-fogo frágil

As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

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Porta-voz iraniano confirma que Araghchi não vai se reunir com EUA no Paquistão

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou nesta sexta-feira (24) que os representantes do país não vão se reunir com os Estados Unidos neste fim de semana no Paquistão.

Em publicação na rede social X, Baghaei afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, vai se reunir com autoridades paquistanesas de alto nível para discutir o conflito com os EUA, mas que “não está previsto nenhum encontro entre o Irã e os EUA”. “As observações do Irã serão transmitidas ao Paquistão”, acrescentou.

A agência de notícias iraniana Tasnim afirmou, mais cedo, que a recusa dos representantes persas em se reunir com os Estados Unidos se devia às “exigências excessivas dos americanos nas negociações”, além do bloqueio naval ao Irã.

Ainda segundo a Tasnim, caso a situação prossiga, o Irã “não perderá tempo com negociações desgastantes e ineficazes”.

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Primeiro-ministro do Paquistão pede trégua de 2 semanas após ultimato de Trump sobre reabertura de Ormuz

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda uma prorrogação de duas semanas em sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irã, caso Teerã não aceite um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma publicação na rede X, Sharif também apelou diretamente à liderança iraniana para que reabra o estreito pelo mesmo período, como um “gesto de boa vontade”.

“Também pedimos a todas as partes envolvidas no conflito que adotem um cessar-fogo imediato, em todos os territórios, por duas semanas, para permitir que a diplomacia avance rumo a uma solução definitiva para a guerra, no interesse da paz e da estabilidade de longo prazo na região”, escreveu.

Diplomatic efforts for peaceful settlement of the ongoing war in the Middle East are progressing steadily, strongly and powerfully with the potential to lead to substantive results in near future. To allow diplomacy to run its course, I earnestly request President Trump to extend…

— Shehbaz Sharif (@CMShehbaz) April 7, 2026

O apelo público do premiê paquistanês (que vem atuando como mediador entre as potências envolvidas) ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido por Trump, às 20h (horário da costa leste dos EUA), para que o Irã aceite um acordo ou enfrente ataques em larga escala contra sua infraestrutura civil.

Na manhã desta terça-feira, Trump elevou drasticamente o tom. Em publicação na Truth Social, alertou que “uma civilização inteira pode desaparecer esta noite, para nunca mais voltar” caso não haja acordo.

Ainda assim, sugeriu a possibilidade de uma reviravolta: “Agora que temos uma mudança completa de regime, com lideranças diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo extraordinariamente positivo possa acontecer, quem sabe?”, escreveu.

“Vamos descobrir esta noite. Pode ser um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo.”

A ameaça veio após forças americanas atingirem, na noite anterior, alvos militares na Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, segundo confirmou um funcionário da Casa Branca à CNBC.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vem restringindo grande parte do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel. O bloqueio provocou um choque sem precedentes na oferta global, fazendo os preços da energia dispararem.

Trump afirmou que o exército iraniano foi “devastado”, mas reconheceu que o país ainda mantém controle sobre o tráfego marítimo no estreito, um fator que lhe garante forte poder de barganha.

Em outra publicação, feita no domingo de Páscoa, o presidente já havia adotado um tom agressivo, ameaçando destruir pontes e usinas de energia iranianas até a noite de terça-feira e exigindo que Teerã “reabra imediatamente o estreito”.

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