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As mudanças na Parada LGBT+ aprovadas pela Câmara de SP

Parada do Orgulho LGBTQIA+ na avenida Paulista. Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação, nesta quarta-feira (20), um projeto de lei que restringe a realização de eventos LGBTQIA+ em vias públicas da capital.

A proposta, apresentada por Rubinho Nunes (União Brasil), determina que atividades que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”, incluindo a Parada do Orgulho LGBT+, sejam realizadas exclusivamente em espaços fechados, com controle de acesso e classificação indicativa para maiores de 18 anos.

O texto também proíbe a interdição de ruas e avenidas para esse tipo de manifestação e estabelece multas que podem chegar a R$ 1 milhão em caso de descumprimento. Segundo a justificativa apresentada pelo vereador, a medida busca proteger crianças e adolescentes e reduzir impactos urbanos provocados por grandes eventos realizados na cidade.

A votação ocorreu poucas semanas antes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo de 2026, marcada para 7 de junho na Avenida Paulista. O evento é considerado um dos maiores do gênero no mundo e tradicionalmente reúne milhares de participantes na região central da capital paulista.

Segundo a organização do evento, o patrocínio caiu 60% entre 2025 e 2026 após a saída de empresas multinacionais, movimento que os organizadores associam ao avanço de políticas antidiversidade em outros países.

Atrações na Parada do Orgulho LGBTQIA+. Foto: Divulgação

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram outro projeto relacionado à pauta LGBTQIA+, desta vez com conteúdo distinto. A proposta é de autoria da vereadora Amanda Paschoal (PSOL) e altera a Lei Municipal nº 17.301/2020 para impedir que empresas ou entidades condenadas por discriminação relacionada à orientação sexual ou identidade de gênero recebam benefícios do município.

A medida veta a celebração de contratos públicos, concessão de incentivos fiscais, patrocínios e outras formas de apoio financeiro a organizações condenadas administrativa ou judicialmente por práticas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+.

O projeto também prevê mecanismos permanentes de fiscalização. Entre eles estão a criação de canais de denúncia, a análise anual dos contratos firmados pela administração municipal e a possibilidade de suspensão de benefícios concedidos a entidades que descumprirem as determinações previstas na legislação.

Além disso, organizações que infringirem as regras poderão ser incluídas em cadastro de inidoneidade do município. A proposta busca ampliar o monitoramento da aplicação de recursos públicos e estabelecer critérios para a relação entre a administração municipal e entidades privadas.

As duas propostas ainda precisam passar por nova votação na Câmara Municipal antes de seguirem para eventual sanção ou veto do Executivo. As aprovações ocorreram em um contexto de discussões sobre a realização da Parada LGBT+ de 2026.

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Após ultimato de Trump, vizinhos acusam Irã de ataques com mísseis e drones

Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.

Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.

As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.

Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.

A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.

🚀🇮🇷 🇮🇱 NOW: TEL AVIV has just been hit by a massive attack from IRAN pic.twitter.com/1cbhSiYQWE

— Mr. Hass 💛 (@Lassegaf_1) April 7, 2026

 

O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.

O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.

Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.

O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.

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Vice entra em rota de colisão com Ricardo Nunes ao denunciar corrupção na prefeitura de SP

O Ricardo Nunes e o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo. Foto: Divulgação

A relação entre o vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo, e o prefeito Ricardo Nunes ficou estremecida após o registro de dois boletins de ocorrência por parte do vice sem que o prefeito fosse informado. A situação causou desconforto entre os dois, com a falta de comunicação gerando embaraços e desentendimentos.

Na manhã de segunda-feira (9), Araújo registrou o boletim de ocorrência alegando que teve o celular furtado e foi alvo de uma campanha difamatória devido ao seu trabalho investigativo dentro da Prefeitura de São Paulo. O vice-prefeito afirmou à polícia que as acusações contra ele estariam ligadas às suas ações para apurar possíveis irregularidades na administração municipal, incluindo a exoneração de servidores.

Ricardo Nunes, por sua vez, só tomou conhecimento das ocorrências quando leu sobre o caso na Folha, na noite de segunda-feira. Ele tentou entrar em contato com Araújo para discutir o assunto, mas o bolsonarista não atendeu. Na tarde de sexta-feira (13), ambos ainda não haviam abordado o tema diretamente.

Segundo fontes próximas ao prefeito, houve uma sugestão de que o vice-prefeito deveria ter comunicado o ocorrido a Nunes imediatamente, considerando que qualquer suspeita envolvendo membros da administração precisa ser apurada internamente.

O vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo. Foto: Divulgação

A forma como o vice-prefeito relatou o caso nos boletins de ocorrência gerou preocupação, pois a narrativa apresentada levantou suspeitas sobre a integridade de toda a gestão municipal. Ele afirmou que “a verdade vai aparecer se Deus quiser”, indicando sua confiança de que o caso será esclarecido.

No boletim, o vice-prefeito relatou que soube de um suposto plano para grampear seu celular e abrir uma conta corrente em seu nome no Uruguai. “Com a finalidade de desmoralizar minha imagem, devido às minhas atitudes de depurações e exonerações que estamos fazendo na Prefeitura de São Paulo”, relatou ele, no boletim.

Segundo o coronel, o intuito seria difamar sua figura pública, associando-o à corrupção, e assim desqualificar seu trabalho à frente das apurações e exonerações realizadas na administração municipal. “A ideia seria divulgar para a imprensa, passando a imagem de corrupto desmoralizando a imagem deste vice-prefeito”, relatou, sem esclarecer se o prefeito esta por dentro desta iniciativa.

Nunes comentou o incidente publicamente, questionando o tempo que Araújo levou para registrar o boletim de ocorrência. O prefeito lembrou que o furto do celular ocorreu no dia 1º de março, durante um protesto contra o presidente Lula e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, ele só registrou o boletim de ocorrência oito dias depois, o que gerou dúvidas sobre a urgência e a seriedade da situação.

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