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Messi escapa do cartão vermelho e gera suspeita sobre Cristiano Ronaldo

Messi em lance de cartão vermelho e Cristiano Ronaldo. Foto: reprodução

A goleada da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi marcada por uma grande polêmica envolvendo Lionel Messi. O craque argentino escapou de uma possível expulsão após uma entrada dura sobre o zagueiro argelino Aïssa Mandi, gerando críticas de torcedores, comentaristas e acusações de favorecimento por parte da FIFA.

O lance aconteceu poucos minutos depois de Messi abrir o placar para a Argentina. Em uma disputa de bola, o camisa 10 aparentou atingir a perna direita de Mandi com as travas da chuteira. O defensor caiu imediatamente no gramado, segurando a panturrilha e reclamando de dores.

Apesar da gravidade da jogada, o árbitro não aplicou sequer cartão amarelo ao argentino. O VAR também não recomendou revisão do lance, decisão que provocou forte reação nas redes sociais.

“Está óbvio que a FIFA vai proteger Messi novamente nesta Copa. Isso era cartão vermelho sem discussão”, escreveu um usuário na rede X. Outro afirmou que “nem o próprio Messi pareceu acreditar que escaparia sem punição”.

As a Messi fan I must confess he’s really been favoured by referee. That’s a red card offence! Period! pic.twitter.com/y1CnqFIVfG

— RAZOR BLADE (@razorblade300) June 17, 2026

A patacoada levanta suspeitas se o tratamento diferenciado será aplicado a outra estrela do torneio: Cristiano Ronaldo, que estreia nesta quarta contra o Congo às 14h.

As críticas foram além dos torcedores. Durante a transmissão da ESPN no Reino Unido, o ex-zagueiro inglês Nedum Onuoha afirmou que a jogada merecia expulsão.

“Provavelmente deveria ter sido cartão vermelho. O árbitro pode ter perdido o lance, mas é difícil entender como o VAR analisou a jogada e concluiu que não havia nada de errado”, disse.

O comentarista Alejandro Moreno foi ainda mais enfático.

“Foi 100% cartão vermelho para Lionel Messi. Esse tipo de decisão reforça a narrativa de que grandes estrelas recebem tratamento diferenciado”, afirmou.

Moreno também questionou por que o árbitro polonês Szymon Marciniak não foi chamado ao monitor para revisar a jogada.

“Você vê as travas percorrendo toda a parte de trás da perna do adversário, do joelho até o tornozelo. Foi uma entrada imprudente e deveria ter resultado em expulsão”, completou.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque Messi permaneceu em campo e protagonizou a partida. O atacante de 38 anos marcou mais dois gols no segundo tempo, completando o primeiro hat-trick de sua carreira em Copas do Mundo e liderando a vitória argentina sobre a Argélia.

Enquanto os argentinos comemoram a atuação histórica de seu capitão, o debate sobre a arbitragem promete continuar nos próximos dias, com muitos torcedores questionando se outros jogadores receberiam o mesmo tratamento em uma situação semelhante.

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Fifa veta espanhol em entrevistas oficiais da Copa do Mundo; entenda o motivo

Vini Jr., durante entrevista após o jogo da Seleção na qual não pode ser questionado em espanhol graças ao veto da Fifa. Reprodução

A Fifa proibiu o uso do espanhol em determinados ambientes oficiais de entrevista da Copa do Mundo de 2026, incluindo coletivas e zonas mistas com idiomas previamente autorizados pela organização. A justificativa atribuída à entidade é a padronização da comunicação entre delegações, jogadores e imprensa, com o inglês adotado como idioma-base quando não houver língua comum liberada.

A regra apareceu no entorno de Brasil x Marrocos, no sábado (13), quando jornalistas hispanofalantes tentaram fazer perguntas em espanhol a jogadores acostumados ao idioma. Na véspera da partida, Vinicius Junior chegou a pedir que uma questão feita em inglês fosse reformulada em espanhol, mas o idioma não estava entre os permitidos pela Fifa naquele espaço oficial.

🇺🇸🇲🇽 | La FIFA prohíbe a los periodistas preguntar en español a los jugadores de Brasil y Marruecos a pesar de ser la segunda lengua materna más hablada del mundo por encima del inglés.

La FIFA autorizó a preguntar en francés, árabe, portugués e inglés, algo que supuso un… pic.twitter.com/67K1XRTTcA

— ʜᴇʀQʟᴇs (@herqles_es) June 14, 2026

Após o empate por 1 a 1, o tema voltou à tona na zona mista. Um jornalista venezuelano pediu que Vini Jr. respondesse em espanhol, mas o atacante disse que falaria em português por estar a serviço da Seleção Brasileira. “Estou com o Brasil, vou falar só em português”, afirmou, antes de comentar a atuação do time.

A limitação também afetou profissionais que tentaram entrevistar atletas de Marrocos, como Achraf Hakimi. Segundo relatos publicados nas redes sociais, a Fifa autorizou perguntas apenas em francês, árabe, português e inglês em determinados ambientes ligados à partida.

Na prática, a norma impediu o uso de uma língua amplamente dominada por jogadores dos dois elencos, especialmente atletas que atuam ou atuaram na Espanha. O caso chamou atenção porque o Mundial de 2026 também é sediado pelo México, país hispanofalante, além de Estados Unidos e Canadá.

🗣️ Periodista: “SOY DE VENEZUELA, EN ESPAÑOL, POR FAVOR”.

🗣️ Vinícius: “SOY DE BRASIL VOY A HABLAR EN PORTUGUÉS”.

Esta entrevista de TV de Vini, post-debut. 🤬🇧🇷 pic.twitter.com/lY8QDjy1yf

— Ataque Futbolero (@AtaqueFutbolero) June 14, 2026

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Irã impõe condição para participar da Copa do Mundo nos EUA

Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã, falando em microfone, sério, no canto direito de foto
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã – Reprodução

A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ainda não está confirmada pelo governo do país. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode ficar fora do torneio caso não receba garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.

“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. A decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana Tasnim. Em março, ele já havia afirmado que o Irã não disputaria a competição.

A incerteza ocorre em meio aos conflitos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como os jogos da seleção iraniana estão marcados para território norte-americano, o governo do país passou a cobrar garantias para a viagem da delegação.

O Irã chegou a pedir à Fifa que suas partidas fossem transferidas para o México, uma das sedes do Mundial. A entidade, porém, manteve os compromissos nas cidades previstas inicialmente.

Seleção do Irã em amistoso contra Senegal - Robbie Jay Barratt/Getty Images
Seleção do Irã em amistoso contra Senegal – Robbie Jay Barratt/Getty Images

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho [Turquia] nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou Donyamali.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Irã estará na Copa. Pelo regulamento da entidade, uma seleção que abandona a competição pode receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão.

Caso a desistência seja confirmada, a Fifa poderá manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.

O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia está marcada para 15 de junho, às 22h, contra a seleção neozelandesa, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

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