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O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

The Stargate Project
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.

O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.

A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.

O que é o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.

Qual é a finalidade do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.

Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?

O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.

Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.

Como funciona o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.

A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.

Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.

Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.

Corredor de data center do Projeto Stargate, com racks e infraestrutura da NVIDIA e da Oracle para IA
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

Quem financia o Projeto Stargate?

O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.

A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.

Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?

O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.

Complexo do Projeto Stargate em Abilene, Texas, com amplo data center e infraestrutura de servidores e GPUs
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.

Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.

O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?

O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.

Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.

Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?

O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.

O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal campus do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)
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ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

ReactOS
O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • ReactOS completou 30 anos desde seu primeiro commit e recebeu apoio de mais de 300 desenvolvedores ao longo desse período;
  • Projeto busca ser uma alternativa gratuita e aberta ao Windows, com compatibilidade com softwares e drivers do sistema da Microsoft;
  • Sistema enfrenta desafios de compatibilidade e desempenho, ainda estando em fase “alpha”, mas promete avanços.

Esta semana marca o aniversário de 30 anos de um dos projetos mais clássicos do universo do código aberto: o ReactOS, sistema operacional que tem a missão de ser uma alternativa gratuita, mas tão próxima quanto possível do Windows, principalmente em PCs.

Carl Bialorucki, um dos principais desenvolvedores do projeto, conta que, na verdade, o último dia 22 marcou os 30 anos em que o código-fonte do ReactOS recebeu o seu primeiro commit (quando um conjunto de alterações é registrado em um código). Desde então, o sistema já recebeu mais de 88 mil commits oriundos do trabalho de mais de 300 desenvolvedores.

Não surpreende, afinal, ser uma alternativa aberta ao Windows não é uma missão fácil. Normalmente, quando pensamos em opções ao sistema operacional da Microsoft, lembramos de distribuições Linux. Mas não é o caso aqui, o que torna o desenvolvimento do projeto ainda mais desafiador. Os esforços de desenvolvimento envolvem engenharia reversa, para você ter ideia.

O ReactOS conta com um kernel próprio e se propõe a ser compatível tanto com softwares quanto com drivers para Windows. A sua interface atual, em vigor desde 2016, é muito parecida com a do Windows XP (o que dá um ar de nostalgia ao projeto). Antes disso, o sistema tinha um visual que remetia ao Windows 95 ou ao Windows 98.

Para um projeto sem fins lucrativos durar tanto tempo, é de se presumir que ele tem sucesso. Pode ser o caso aqui. Mas isso não significa que não surgiram obstáculos pelo caminho.

Firefox no ReactOS
Firefox no ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

30 anos de projeto com alguns percalços

No texto dos 30 anos do ReactOS, Bialorucki relata, como exemplo, que o sistema teve avanços substanciais no período entre 2003 e 2006, mas que, ao mesmo tempo, houve preocupações sobre a possibilidade de seus desenvolvedores terem usado código-fonte vazado do Windows em suas contribuições, o que configuraria uma violação de propriedade intelectual.

Isso fez o ReactOS ter seu desenvolvimento paralisado e uma auditoria ter início na época. O projeto quase sucumbiu a essa situação, mas acabou ganhando fôlego, principalmente depois de as linhas de códigos suspeitas terem sido reescritas.

Esse acontecimento é um dos indicativos de que, na verdade, a durabilidade do projeto não é efeito do que se entende como sucesso, mas da insistência dos desenvolvedores, que continuam acreditando que, um dia, o ReactOS irá cumprir a sua missão integralmente.

Isso ainda não é realidade. Prova disso é que não é incomum pessoas que experimentam o sistema relatarem problemas de compatibilidade com softwares ou de desempenho, por exemplo.

Na prática, o que se vê é um projeto em andamento, que está longe de cumprir totalmente os seus objetivos, mesmo após 30 anos de trabalho. Não é por acaso que, até hoje, o ReactOS está em fase “alpha” de desenvolvimento.

ReactOS com o jogo Paciência
ReactOS traz até o jogo Paciência (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que vai ser ReactOS a partir de agora?

Apesar dos numerosos desafios, os desenvolvedores do projeto não desistem. Para as próximas etapas, eles prometem avanços importantes, como um “novo ambiente de compilação para desenvolvedores (RosBE)”, “um novo driver NTFS” e “suporte a sistemas UEFI classe 3”.

Se você quiser experimentar o sistema, o ReactOS pode ser baixado aqui. A mesma página tem um link para o código-fonte.

ReactOS faz 30 anos com eterna promessa de ser opção aberta ao Windows

O ReactOS (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Imagem mostra Jeff Bezos, de terno cinza e camisa preta, em um fundo de cor preta
Bezos deve dividir comando da empresa com ex-Google (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)
Resumo
  • Jeff Bezos deve assumir cargo operacional como co-CEO da nova startup Projeto Prometheus, segundo o New York Times.

  • Empresa prevê aplicações de IA em engenharia, manufatura e tarefas físicas e científicas.

  • De acordo com o jornal, Vik Bajaj, ex-Google X e Verily, dividirá o comando com Bezos na iniciativa.

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, deve assumir seu primeiro cargo operacional formal desde que deixou o comando da gigante do varejo em 2021. A informação é do jornal The New York Times, que afirma que o bilionário será co-CEO de uma nova startup de inteligência artificial chamada Projeto Prometheus.

De acordo com o jornal, a empresa já teria levantado US$ 6,2 bilhões em investimentos, quase R$ 33 bilhões em conversão direta. Esse montante teria vindo, em parte, do próprio Bezos. O foco da nova empresa seria o desenvolvimento de uma IA aplicada à engenharia e manufatura nos setores de computação, automotivo e aeroespacial.

O que é o Projeto Prometheus?

Enquanto muitos avanços recentes em IA são dominados por grandes modelos de linguagem (LLMs), o Projeto Prometheus estaria focado em um campo diferente: explorar a aplicação da tecnologia a tarefas físicas e científicas.

O plano seria construir modelos de IA que aprendem de maneiras mais complexas. Em vez de analisar apenas texto, esses sistemas poderiam aprender com o mundo físico. Apesar do perfil discreto mantido até agora, a startup já teria contratado quase 100 funcionários. Entre eles, estariam pesquisadores e engenheiros recrutados de laboratórios de ponta no setor de IA, como OpenAI, Google DeepMind e Meta.

Ao lado de Bezos, o co-fundador e co-CEO seria Vik Bajaj, um físico e químico com experiência em pesquisa e desenvolvimento. Bajaj trabalhou anteriormente no Google X, a divisão de pesquisa da Alphabet conhecida como “fábrica de projetos ambiciosos”, e dirigiu a Verily, empresa de tecnologia de saúde derivada dessa divisão.

Em 2018, Bajaj cofundou e dirigiu a Foresite Labs, uma incubadora para startups de IA e ciência de dados, cargo que teria deixado recentemente para focar no Projeto Prometheus.

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Nova empresa entra na disputa da IA para competir em setores estratégicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado competitivo

A nova empresa de Bezos entra em um cenário de IA já intensamente disputado. A corrida pela supremacia tecnológica inclui os gigantes Google, Meta e Microsoft, além das já estabelecidas OpenAI e Anthropic.

O foco em IA para ciências físicas também não é exclusivo do Project Prometheus. Grandes laboratórios já atuam nesse campo: o Google DeepMind, por exemplo, teve dois pesquisadores premiados com o Nobel de Química pelo AlphaFold, sistema que prevê estruturas de proteínas e acelera a descoberta de novos medicamentos.

Além disso, uma onda de empresas menores vem tentando conquistar nichos específicos. O próprio Bezos investiu no ano passado na Physical Intelligence, outra startup que aplica IA à robótica. A nova iniciativa, contudo, representa um envolvimento direto e operacional do bilionário.

A data de fundação e a localização da sede do Projeto Prometheus ainda não foram divulgadas.

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Jeff Bezos (Imagem: Daniel Oberhaus / Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Rio ganha inédita rede de dados por feixe de luz

Close-up de um dispositivo de conectividade de internet sem fio por luz da Taara Lightbridge. O objeto, de cor branca ou creme e formato oval aerodinâmico, está montado em um mastro de metal. Uma lente de transmissão verde é visível no centro da unidade. O dispositivo é fotografado ao ar livre, com o fundo sendo um céu claro e suavemente iluminado pelo sol no horizonte.
Internet por feixe de luz deve conectar serviços públicos (imagem: divulgação/Taara)
Resumo
  • Rio de Janeiro será a primeira cidade a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa agora independente, mas que nasceu na Alphabet (controladora do Google).
  • A tecnologia transmite dados por feixes de luz no ar, atingindo até 20 Gb/s em distâncias de até 20 km, ideal para áreas com topografia complexa.
  • Serão 22 links ópticos sem fio conectando serviços públicos de alta prioridade, como escolas e hospitais.

O Rio de Janeiro será a primeira cidade do Brasil a receber a tecnologia de internet por feixes de luz do Projeto Taara, uma empresa de inovação que nasceu Alphabet (controladora do Google) e se tornou independente em março. A companhia anunciou a parceria com a Prefeitura do Rio nessa segunda-feira (03/11).

O projeto implantará 22 links ópticos sem fio pela cidade, criando a primeira rede mesh da Taara no mundo. O objetivo é levar conexão de alta velocidade a áreas de topografia complexa, onde a instalação de fibra óptica tradicional seria demorada, cara ou inviável.

A implantação deve conectar serviços públicos de alta prioridade, como hospitais, escolas municipais e clínicas de saúde.

Uma fibra óptica sem cabos

A tecnologia do Taara funciona de forma semelhante à fibra óptica tradicional, usando luz para transmitir dados, mas faz isso pelo ar.

Feixes de luz invisíveis e estreitos são disparados entre dois terminais (que se assemelham a pequenos semáforos) e podem atingir velocidades de até 20 Gb/s a uma distância de até 20 km, desde que haja linha de visada — ou seja, sem obstáculos entre os pontos.

GIF demonstrando funcionamento do Taara
Taara dispara feixes de luz entre dois terminais (imagem: divulgação/Taara)

No Rio de Janeiro, a empresa destaca que a geografia da cidade, com morros, ruas estreitas e construções densas, torna a tecnologia ideal para superar as “lacunas de conectividade”. Isso porque uma das vantagens é a possibilidade de instalação em telhados ou torres, sem depender de obras complexas de infraestrutura.

A companhia já implementou o Taara em mais de 20 países, em comunidades na Índia, regiões da África e para restabelecer a comunicação em ilhas no Pacífico após desastres naturais. Nos Estados Unidos, a empresa fechou parceria com operadoras para conexão 5G em eventos como o Coachella.

A capital fluminense também usará alguns links para criar um sistema de resposta rápida a desastres na cidade. A empresa não informou o valor do investimento no projeto.

Sequência do Projeto Loon

Balão do projeto Loon sobre uma área desértica
Balão do projeto Loon, encerrado em 2021 (imagem: divulgação/Google)

O Taara é um projeto incubado por oito anos no laboratório X (antigo Google X, e não a companhia de Elon Musk), que se tornou uma empresa independente em março deste ano.

A tecnologia segue o legado do extinto Projeto Loon, que tentava levar internet ao mundo usando balões estratosféricos. Inclusive, a empresa desenvolveu a tecnologia de comunicação óptica para que os balões conversassem entre si. Entretanto, quando o Google desistiu dos balões em 2021, a equipe de transmissão de dados continuou, formando o Taara.

A tecnologia é rápida, mas possui seus poréns. Os links precisam de linha de visada e, como dependem de luz, obstáculos físicos, como pássaros voando na frente do feixe, podem atrapalhar a conexão. Além disso, segundo reportagem da revista Wired, assim como tecnologias via satélite, o clima pode causar interferência, especialmente a névoa.

Rio ganha inédita rede de dados por feixe de luz

(imagem: divulgação/Taara)
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