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Logitech G PLAY 2026: empresa confirma novos mouses, teclados e o Yeti 2 a partir de outubro

A Logitech G reuniu a imprensa brasileira na manhã desta quarta-feira (23), na Login House XP, em São Paulo, para uma apresentação em primeira mão das novidades do Logitech G PLAY 2026 — evento global da marca que reúne lançamentos de hardware, software e experiências voltadas a gamers casuais, jogadores competitivos e criadores de conteúdo. O Olhar Digital acompanhou a apresentação e testou parte dos novos equipamentos no local.

Ao todo, a Logitech G apresenta 15 novos produtos nesta edição, além de novidades de software e recursos de personalização e integração do ecossistema da marca. Para o mercado brasileiro, a companhia confirmou uma seleção de nove lançamentos, com chegada às lojas a partir de outubro, e novidades adicionais previstas para novembro e dezembro.

Um evento pensado para reforçar o peso do Brasil no mapa da marca

O Logitech G PLAY 2026 aconteceu globalmente em 23 de setembro, com transmissão pelo canal Flow Games. Sob o conceito “The Road to the Breakthrough”, a marca reforçou o compromisso de ouvir a comunidade de jogadores e de conectar hardware, software, criadores e comunidade em um único ecossistema.

Apresentação produtos gamer logitech g 2026
Evento Logitech G PLAY 2026 – Divulgação / Olhar Digital

Durante a apresentação brasileira, executivos da Logitech G destacaram a relevância do país como mercado prioritário, já que de acordo com a Newzoo somos o terceiro maior mercado de consumo de games – com produtos passando por testes de qualidade conduzidos por jogadores profissionais e criadores de conteúdo brasileiros antes de chegarem às prateleiras, em um processo descrito como parte de um esforço conjunto com outros mercados internacionais para garantir o padrão dos lançamentos.

“O Brasil é um mercado muito importante para a Logitech G e estar próximo da comunidade é fundamental para entendermos o que os jogadores realmente buscam. Esses lançamentos mostram justamente essa preocupação em oferecer produtos para diferentes perfis, desde quem está evoluindo seu setup até quem busca o mais alto nível de performance competitiva. Nosso objetivo é trazer inovação, praticidade e tecnologia que façam sentido para o jogador brasileiro“, afirma Leandro Rocha, Gerente de Categoria de Gaming da Logitech G no Brasil.

Linha PRO ganha reforços para quem busca desempenho competitivo

A família PRO, desenvolvida em colaboração com atletas profissionais (hoje a marca trabalha com mais de 300 atletas e 44 equipes de esports ao redor do mundo), recebe três novos mouses.

O principal deles é o PRO X3 SUPERSTRIKE, que chega ao Brasil em outubro por R$ 1.299,90, nas cores preto e magenta. O modelo dá continuidade à tecnologia SUPERSTRIKE, construída sobre o sistema HITS: uma abordagem de clique que funciona de forma parecida a um teclado magnético, permitindo controlar a pressão exercida sobre o botão para acionar o comando, o que a marca descreve como o clique mais rápido da categoria atualmente no mercado. Segundo a Logitech G, foram nove meses de desenvolvimento para alcançar uma melhoria de 50% na eficiência energética do mouse, mantendo um chassi leve e equilibrado.

Completam a linha o PRO X SUPERLIGHT 2c SE e o PRO X SUPERLIGHT 2 DEX SE, ambos disponíveis nas cores preto, branco e magenta e com preço sugerido de R$ 699,90. Opções voltadas a jogadores que buscam alto desempenho em formatos mais compactos e personalizáveis.

O G502 X também ganha reforço, com duas novas opções de cor para o Brasil: preto e roxo, e branco e turquesa, por R$ 999,90.

Teclados e mousepad também recebem atualização

Na linha de teclados, o destaque é o PRO X2 RAPID, com chegada prevista para novembro por R$ 1.699,90, também nas cores preto, branco e magenta. O modelo usa switches magnéticos e a tecnologia Rapid Trigger, que permite ajustar o quanto uma tecla precisa ser liberada antes de acionar o próximo comando, recurso pensado para reduzir o tempo de resposta em jogos competitivos. A personalização pode ser feita pelo software G HUB ou diretamente no teclado, que conta com interface OLED e vem acompanhado de apoio de pulso (Palm Rest).

Já o G316 X 75 chega em outubro como opção de entrada no formato compacto 75%, nas cores preto e branco, por R$ 584,90 (R$ 496 no Pix). O lançamento dialoga com o perfil de consumo do mercado brasileiro: cerca de 80% dos teclados vendidos no país custam abaixo de R$ 500, em um mercado que ocupa a 9ª posição global em gastos com tecnologia para games. Sinal de que o público brasileiro joga bastante, mas prioriza custo-benefício na hora de montar o setup.

Completa o grupo de acessórios para setup competitivo o PRO X CONTROL, mousepad com dimensões de 400 x 460 mm, chegada prevista para novembro e preço sugerido de R$ 499,90. O produto usa tecido de malha para deslizamento omnidirecional, espuma Slimflex de 6 mm e base de alta aderência para manter a superfície estável durante o jogo.

Áudio: um microfone reformulado e um headset com foco em comunicação

Para criadores de conteúdo, streamers e podcasters, a Logitech G apresenta o Yeti 2, renovação do microfone mais conhecido da marca. O novo modelo chega ao Brasil em outubro, na cor preta, por R$ 999,90, com sensor de proximidade capaz de acompanhar a posição do usuário em três dimensões e ajustar automaticamente ganho, equalização e padrão de captação em tempo real — eliminando a necessidade de ajustes manuais constantes. O Yeti 2 também conta com redução de ruído por inteligência artificial, tela de LED colorida, integração com o G HUB, perfis de comunidade via Blue VO!CE e personalização de avatar.

Microfone Yeti 2 - Logitech G
Microfone Yeti 2 – Logitech G – Logitech / Divulgação

Na linha de headsets, o PRO X3 LIGHTSPEED chega em novembro por R$ 1.699,90, nas cores preto, branco e magenta. O modelo é voltado a jogadores competitivos e aposta em um microfone de 48 kHz para comunicação mais clara, além de opções avançadas de personalização de equalização para priorizar sons relevantes durante a partida.

ASTRO A50 X ganha edição especial em dezembro

Fecha o calendário do trimestre a nova edição do ASTRO A50 X, batizada de Mars Red, com chegada ao Brasil prevista para dezembro. O headset integra o ecossistema de áudio da Logitech G e é voltado a jogadores que transitam entre plataformas: a tecnologia PLAYSYNC permite alternar entre sistemas compatíveis, enquanto a conexão sem fio LIGHTSPEED garante liberdade de movimento durante o jogo. A Logitech G afirma que detalhes de disponibilidade, preço final e data exata de lançamento serão anunciados em breve.

Headset Astro A50x Mars Red
Headset Astro A50x Mars Red – Divulgação/Logitech

O que ainda não tem data confirmada no Brasil

Nem todas as novidades apresentadas no Logitech G PLAY 2026 têm cronograma fechado para o mercado brasileiro. Segundo a marca, no caso dos novos volantes para a linha de SIM Racing, a decisão de restringir o próximo lançamento a uma versão para PC — sem variante dedicada para consoles — reduz o custo de desenvolvimento em relação a produzir versões específicas para as duas plataformas.

Outro ponto em aberto é o layout dos teclados: atualmente, todos os modelos da linha chegam ao Brasil no padrão americano (US), mas a Logitech G estuda o desenvolvimento de uma versão em ABNT para o mercado nacional, sem promessa definida.

Testado em primeira mão: linha PRO em ação no Valorant

O Olhar Digital teve acesso a uma estação de testes com a linha PRO rodando Valorant. Na prática, o mouse se destacou pelo peso reduzido, o que facilita a movimentação, mas exige uma recalibração de quem está acostumado a periféricos mais pesados — a sensibilidade pode ser ajustada nas configurações, ajuste que não foi possível testar dentro do tempo disponível na demonstração. O teclado respondeu de forma suave ao toque, com boa resposta aos comandos durante as partidas. Já o headset entregou uma separação de áudio consistente: passos ao redor do jogador ficaram identificáveis por direção, sem que os disparos soassem estridentes.

Calendário de lançamento da Logitech G no Brasil

*Produtos desenvolvidos na Suíça.


Leia também: Logitech G Racing Series: a grande final que levou o Sim Racing brasileiro para a pista real

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Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apple Vision Pro chamou atenção no lançamento, mas teve vendas fracas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Apple Vision Pro não deve ter uma nova versão nos próximos dois anos, segundo a agência Bloomberg.
  • A empresa, no entanto, não encerrará o projeto e a equipe do Vision Pro será realocada para desenvolver óculos de realidade aumentada.
  • Os óculos de realidade aumentada da Apple devem trazer funções como gravação de vídeos e inteligência artificial.

O Apple Vision Pro, headset de realidade virtual da Maçã, não terá uma nova versão pelos próximos dois anos, pelo menos. É o que afirma o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, não se trata de uma desistência completa do produto, mas o foco será conseguir desenvolver alternativas mais leves e baratas no futuro.

Vale lembrar que a empresa cancelou a produção de uma versão Air do headset em 2025. No momento, a Apple tem um projeto que se assemelha mais aos óculos de realidade aumentada Meta Ray-Ban Display Glasses, principal opção do segmento hoje.

Ainda de acordo com Gurman, a equipe responsável pelo Vision Pro foi realocada para o desenvolvimento desses óculos inteligentes, assim como para atividades voltadas à integração da Apple Intelligence em seus acessórios.

Mudança de foco expõe dificuldades

A Apple lançou o seu Vision Pro em 2023, mas o preço sugerido chamou atenção: US$ 3.499, algo próximo a R$ 17,5 mil na cotação atual. O Tecnoblog testou o produto logo após seu anúncio e o design foi um dos grandes destaques, apesar do tamanho.

Sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, o Apple Vision Pro teve dificuldades nesses quase três anos à venda: segundo divulgado pelo The Guardian, logo no início de 2026 houve um corte na produção do headset pelo insucesso nas vendas.

Apesar de trazer uma proposta que supera o principal concorrente no mercado atualmente, o Meta Quest, o Vision Pro vendeu apenas 45 mil unidades nos últimos meses de 2025.

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Meta Quest 3 é o principal concorrente do Apple Vision Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O segmento em si também apresentou uma queda significativa de 14% em relação a 2024, indicando uma desaceleração do mercado. Em contrapartida, a Meta conseguiu impulsionar o sucesso do seu Meta Glasses, com cerca de 7 milhões de unidades vendidas em 2025.

Bem mais leves e intuitivos, os óculos de realidade aumentada (ou óculos com IA) permitem gravar vídeos, ouvir músicas sem a necessidade de fones de ouvido e trazem recursos de inteligência artificial embarcada para atividades do dia a dia.

A proposta é bem mais simples, assim como o investimento: é possível encontrar versões do Meta Ray-Ban a partir de R$ 1.628 no e-commerce nacional, valor bem menos salgado que os R$ 17,5 mil convertidos do Vision Pro ou até os R$ 2.549 cobrados no Meta Quest 3s, versão de entrada do headset da empresa de Mark Zuckerberg.

Apple deve apostar em óculos de realidade aumentada

De acordo com Gurman, o segmento que faz sucesso com a concorrente Meta será a nova aposta da Apple em relação a wearables, inclusive com a transferência do time responsável pelo projeto cancelado do Vision Air para o desenvolvimento desses novos óculos de realidade aumentada.

Até o momento, os rumores apontam para uma primeira versão com uso integrado ao iPhone, tal qual os AirPods, com funções semelhantes às encontradas nos Meta Glasses. Entre elas, vale citar gravação de vídeos, fotos, ligações, identificação de objetos, entre outras interações de realidade aumentada com IA, assim como a função Find My, que integra todos os produtos da Maçã.

Em termos de design, há informações sobre testes feitos com impressão 3D, além de opções em diferentes cores. O desenvolvimento do novo óculos seria acompanhado ainda por outros wearables, como um pingente com Apple Intelligence e AirPods com câmera integrada.

Além da opção integrada ao iPhone, uma outra versão também estaria nos planos, com tela própria e maior independência de hardware, mas previsto apenas para 2028.

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

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Segundo Mark Gurman, empresa pausou planos para uma nova geração do headset e agora prioriza óculos inteligentes mais leves, baratos e focados em IA.

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Experimentei o Meta Quest 3S na sede da empresa nos EUA (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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