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Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil

Ilustração da Uber mostrando um responsável acompanhando a viagem do adolescente em um veículo
Uber permite que pais acompanhem viagens dos filhos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uber lançou uma ferramenta de monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil.
  • O recurso permite que os pais monitoruem as viagens de seus filhos menores de idade por meio do aplicativo.
  • A configuração da conta teens pode ser feita tanto pelo perfil do responsável quanto do adolescente, com opções de segurança adicionais.

A Uber lança nesta quarta-feira (09/09) um novo recurso para que pais e responsáveis monitorem em vídeo as viagens de adolescentes. A ferramenta vinculada às contas Uber Adolescentes chegou no final de agosto aos Estados Unidos e, a partir de hoje, começa a ser liberada por aqui.

Segundo a empresa, a novidade amplia a segurança para pais e adolescentes de 12 a 17 anos. Apenas os responsáveis poderão acompanhar a viagem em tempo real. Eles receberão uma notificação com a opção de assistir ao trajeto do menor por vídeo.

Ao fim da corrida, a transmissão é encerrada automaticamente. O vídeo ficará armazenado de forma criptografada e só poderá ser acessado em caso de relato de incidente de segurança.

De acordo com a Uber, a novidade responde a uma demanda dos usuários. Uma pesquisa interna mostrou que 80% dos entrevistados dizem se sentir mais seguros com a conta para adolescentes.

Vídeo é gravado pelo celular do motorista

Três celulares com a Uber Adolescentes mostrando o recurso de notificação e vídeo ao vivo da viagem para responsáveis
Responsáveis receberão notificação para acompanhar a viagem em vídeo (imagem: divulgação/Uber)

Segundo a head de operações de segurança da Uber no Brasil, Araceli Almeida, a própria conta teens foi lançada para atender uma necessidade de pais e responsáveis. plataforma. “A transmissão de vídeo ao vivo chega como uma camada adicional de tranquilidade para as famílias”, afirma.

Apenas motoristas parceiros com as melhores avaliações podem realizar viagens nessa modalidade. O novo recurso se soma a outras ferramentas já disponíveis no Uber Adolescentes. Entre elas estão o U-Áudio, que permite gravar a viagem, o U-Ajuda, que identifica desvios de rota e outras situações de risco, e o U-Acompanha, que permite acompanhar o trajeto em tempo real pelo mapa.

A plataforma também oferece o U-Mulher, recurso que permite às passageiras optar por viagens com motoristas mulheres.

Como configurar a conta teens na Uber

Imgem mostra uma pessoa ao volante, teclando sobre um celular preso ao lado do volante. O aparelho está abrindo o aplicativo Uber. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Usuários destacam maior segurança com a conta teens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A configuração da conta para adolescentes no app da Uber pode ser realizada tanto pelo perfil do responsável quanto do adolescente.

Se você for o adulto, siga o passo a passo:

  • Vá em Conta e, depois, Família.
  • Selecione “Sou adulto” e, em seguida, “Adicionar adolescente.
  • Aqui, você precisa selecionar a idade e inserir o contato do jovem.
  • Para finalizar, envie o convite e aceite os termos de criação do perfil Familiar.

Já no celular do adolescente, o processo é ligeiramente diferente:

  • Da mesma forma, vá em Conta e selecione Família.
  • Aqui, escolha “Sou adolescente” e insira sua idade.
  • Depois, você precisa escolher um responsável a partir dos contatos.
  • Para finalizar, aceite os termos.

Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil

Uber (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Austrália: mesmo com proibição, adolescentes ainda usam redes sociais

Em dezembro, a Austrália colocou em prática uma lei histórica que impede que adolescentes menores de 16 anos acessem redes sociais. Em janeiro, apontava-se pelo menos 4,7 milhões de contas de jovens derrubadas.

Mas novos dados apontam que um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda está usando redes sociais. Isso leva a preocupações com a eficácia dos sistemas utilizados pelas plataformas para impedir esse acesso.

A quantidade de jovens de 13 a 15 anos que usam TikTok e Snapchat, por exemplo, chegou a cair antes da entrada em vigor da lei. Mas, ainda, mais de 20% usam os apps. Os dados foram levantados pela Qustodio, fornecedora de software de controle parental, cujo acesso foi obtido pela Reuters.

Adolescentes australianos ainda têm acesso às redes sociais

  • A proibição indica que Meta, Google, TikTok, Snap, entre outras companhias do setor, devem bloquear o acesso de menores de 16 anos;
  • Caso não o façam, poderão ter que pagar multa de até US$ 35 milhões (R$ 186,2 milhões);
  • Um porta-voz do Comissário de Segurança Online (eSafety Comissioner), órgão regulador da internet na Austrália, disse que eles estão cientes dos relatos de adolescentes com menos de 16 anos que ainda acessam as redes sociais;
  • Ele também informou que está “em contato ativo com as plataformas e seus provedores de verificação de idade… enquanto continuava monitorando quaisquer falhas sistêmicas que possam configurar uma violação da lei”;
  • O porta-voz também declarou que o eSafety Comissioner vem “usando ativamente uma série de informações para avaliar a conformidade”.

Logos de TikTok, Instagram, YouTube e Snapchat em um smartphone
Proibição indica que Meta, Google, TikTok, Snap, entre outras companhias do setor, devem bloquear o acesso de menores de 16 anos (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Por sua vez, um porta-voz da ministra das Comunicações australiana, Anika Wells, informou que o governo deixa claro que “aumentar a idade mínima para acesso às redes sociais é uma mudança cultural que levará tempo”.

A Reuters tentou contato com a Snap, empresa que fornece o Snapchat, mas não obteve retorno positivo, enquanto um porta-voz do TikTok não quis comentar o tema.

Leia mais:

O que os dados da Qustodio dizem?

Dados da fornecedora de software, a Qustodio, indicam que o número de adolescentes australianos entre 13 e 15 anos que utilizam o Snapchat caiu 13,8%, para 20,3%, de novembro a fevereiro. Já a quantidade de usuários do TikTok desceu para 21,2%; foi uma queda de 5,7%.

Já o índice de usuários do YouTube nessa faixa etária caiu 1%, para 36,9%, apesar de os dados não especificarem se os jovens estavam conectados às suas contas. Apesar da proibição, ainda é possível que qualquer pessoa, de qualquer idade, use o YouTube sem estar logado em sua própria conta.

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Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet

A Microsoft divulgou, nesta terça-feira (10), a décima edição de sua Pesquisa Global de Segurança Online, que analisa como pessoas de diferentes idades utilizam e veem a tecnologia online. A nova edição foi realizada com quase 15 mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e adultos, distribuídos em 15 países (incluindo o Brasil).

Uma das principais descobertas foi que a exposição dos adolescentes ao risco aumentou novamente: com discurso de ódio (35%), golpes (29%) e cyberbullying (23%) entre os danos mais comumente sofridos.

Contudo, esses jovens demonstraram ser bastante resilientes: 72% conversaram com alguém após enfrentarem um risco e o comportamento de comunicação aumentou pelo segundo ano consecutivo.

Além disso, é destaque que 91% das pessoas entrevistadas pela Microsoft dizem se preocupar com os danos causados pela inteligência artificial (IA).

Quais dados a Microsoft colheu dos adolescentes no Brasil?

Confira os principais números colhidos no Brasil:

  • 63% dos entrevistados vivenciaram pelo menos um risco online significativo no último ano;
  • As três principais categorias de risco vivenciadas no Brasil são discurso de ódio (36%), violência gráfica e sangrenta do mundo real (28%) e golpes e fraudes online (27%);
  • Adolescentes estão mais preocupados com cyberbullying (36%), enquanto a maioria das demais gerações se preocupa mais com fraudes e golpes online;
  • 81% dos adolescentes que vivenciaram um risco conversaram com alguém ou o denunciaram;
  • 90% dos adolescentes no Brasil tomaram ações defensivas, como bloquear a ameaça, fechar a conta, etc.

“Ano após ano, a pesquisa contou uma história sobre a evolução dos riscos de segurança online e o impacto real delas. Em 2026, o chamado à ação é mais urgente do que nunca – a menos que a indústria possa oferecer experiências seguras e adequadas a cada faixa etária, os jovens correm o risco de perder o acesso à tecnologia”, diz Courtney Gregoire, vice-presidente e diretora de Segurança Digital da Microsoft.

Criança deitada usando um smartphone
Foram ouvidos jovens de vários países (inclusive do Brasil) (Imagem: Arsenii Palivoda/Shutterstock)

Leia mais:

Outras frentes

A Microsoft também fez parceria com a Cyberlite para entender como adolescentes de 13 a 17 anos estão interagindo com companheiros de IA.

“Por meio de oficinas de co-design com estudantes na Índia e em Singapura, estamos capturando as próprias perspectivas dos jovens sobre os benefícios, riscos e dimensões emocionais do uso da IA — insights que irão informar diretamente recursos educacionais para adolescentes, pais e educadores”, prossegue Gregoire.

“As primeiras descobertas do primeiro workshop em dezembro de 2025 mostram que os jovens valorizam a IA como um espaço sem julgamentos, ao mesmo tempo em que reconhecem as desvantagens: riscos para privacidade, excesso de dependência e erosão do pensamento crítico são maiores para eles do que conselhos ruins”, afirma.

Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui. Já neste link, você vê os dados específicos do Brasil (em inglês).

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