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“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A União Europeia quer o Brasil como parceiro na corrida tecnológica global de inteligência artificial, visando reduzir a dependência de big techs americanas e chinesas, segundo Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia.
  • O Brasil agora faz parte de um seleto grupo de países com vínculo de parceria com a UE, ao lado de Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, com o objetivo de avançar na autonomia e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras para o desenvolvimento da inteligência artificial.
  • A UE está implementando medidas para aumentar sua soberania tecnológica, incluindo a criação de 19 fábricas de IA, com o objetivo de quintuplicar a capacidade computacional europeia em um ano, e alcançar 75% de adoção de IA nas empresas até 2030.

A União Europeia não esconde de ninguém que quer o Brasil (e tantos países quanto possível) ao seu lado na atual corrida tecnológica global, que foca na inteligência artificial. Nesta sexta-feira (12), o bloco assina uma parceria inédita no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ontem, durante o Web Summit Rio, uma de suas mais poderosas dirigentes explicou o que está por trás deste gesto.

Henna Virkkunen é vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia. Durante um bate-papo no palco principal, ela foi questionada sobre o que define um “parceiro confiável”, e citou o Brasil pelo nome. Virkkunen também mencionou o acordo recém-assinado com o Mercosul.

Euro-Office
Euro-Office: suíte de produtividade será adotada por vários governos (imagem: reprodução/Nextcloud)

As falas se deram em meio a uma discussão sobre soberania tecnológica e dependência de big techs americanas e chinesas. Para a dirigente, a União Europeia segue com a estratégia de construir alianças fora do eixo EUA-China. Um dos exemplos mais recentes na região é o lançamento do Euro-Office, pacote de produtividade de código aberto que será adotado, a nível governamental, em vários países.

Com o acordo, o Brasil passa a integrar um seleto grupo com apenas outros quatro países com esse tipo de vínculo: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura. O acordo prevê cooperação em IA, governança de dados, infraestrutura digital pública, identidade e assinaturas digitais, proteção de crianças no ambiente online e coordenação em fóruns multilaterais de governança da internet.

A parceria não surge do nada porque Brasil e UE vêm construindo essa aproximação digital há anos: em 2024 formalizaram um Diálogo sobre Economia Digital, e em fevereiro de 2025 aprovaram um plano de trabalho conjunto para 2025-2026 com foco em IA, governança de dados, conectividade e redes 6G. O acordo desta sexta eleva esse diálogo técnico a um compromisso político de alto nível. Os temas prioritários incluem regulação de inteligência artificial, computação de alto desempenho, governança de dados e assinaturas digitais.

Recado à Apple e investimento em IA

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

No painel, Virkkunen também detalhou o pacote de soberania tecnológica apresentado pela UE na semana passada, com metas ambiciosas para reduzir a dependência europeia em chips, nuvem e software. Os principais pontos são os seguintes:

  • Apple e Siri na Europa: questionada sobre a decisão da Apple de não lançar a nova Siri AI no mercado europeu por causa da Lei de Mercados Digitais (DMA), Virkkunen foi direta: “não há nada na DMA que impeça a Apple de trazer seus novos produtos para a Europa — foi uma decisão deles”. A executiva defendeu que a exigência de interoperabilidade não significa abrir segredos de negócio, mas sim impedir que gigantes fechem o mercado para concorrentes.
  • Infraestrutura de IA: a UE está criando 19 fábricas de IA distribuídas pelo bloco. Em um ano, a promessa é de que a capacidade computacional europeia seja cinco vezes maior do que a atual. Ela ficará disponível para startups e pequenas empresas treinarem seus próprios modelos.
  • Adoção de IA nas empresas: apenas 20% das empresas europeias usam IA, segundo levantamento de 2025. A meta oficial do bloco é chegar a 75% até 2030. No entanto, a própria Virkkunen admitiu que o número é baixo: “talvez devêssemos ter uma meta ainda maior, porque acho que todos os negócios deveriam usar os benefícios da IA”.
  • AI Act e agentes de IA: diante da crítica de que a UE estaria regulando a tecnologia de ontem, Virkkunen defendeu que o AI Act já cobre agentes de IA, por serem tratados como parte da IA generativa. Essa categoria tem obrigações de avaliação e mitigação de riscos.

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)
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Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

Plaud NotePro pesa 30 gramas e pode ficar anexado ao celular (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Plaud, gigante das anotações, lançará no Brasil, em julho, os gravadores NotePro e NotePin S, equipados com IA, após homologação na Anatel.
  • O NotePro, ultrafino, pesa 30 gramas, tem 5 microfones e custa US$ 189 nos EUA, cerca de R$ 979.
  • O Brasil lidera as vendas de produtos Plaud na América Latina, com metade dos usuários da região, que utilizam os aparelhos para vida profissional e pessoal.

A gigante das anotações Plaud revelou com exclusividade ao Tecnoblog que a nova geração de gravadores com IA desembarca em breve por aqui: o NotePro e o NotePin S estão previstos para julho. Tudo vai depender da celeridade da homologação na Agência Nacional de Telecomunicações. Os preços são mantidos em segredo.

Já faz mais de um ano que a companhia mantém presença no país, inclusive com vendas dos modelos da geração passada – o Plaud Note e o Plaud NotePin. Os aparelhos acompanham o usuário ao longo do dia e escutam tudo. A partir daí, fazem transcrições, geram relatórios e usam inteligência artificial para interagir com os conteúdos das conversas.

Vem aí: os futuros produtos da Plaud

O Plaud NotePro lembra um cartão de crédito. Ele é ultrafino, com somente 3 mm de espessura e 30 gramas. Traz 5 microfones (5 MEMS + 1 VPU) com alcance de até 5 metros, 30 horas de gravação e 60 dias de standby. Entre os diferenciais está o display AMOLED, o corpo de alumínio com Gorilla Glass (portanto, mais resistente) e um sistema inteligente que alterna entre captura presencial e chamadas telefônicas. Custa US$ 189 nos Estados Unidos, cerca de R$ 979.

Já o Plaud NotePin S lembra um wearable com 17 gramas. Sua bateria promete 20 horas de gravação e 40 dias de standby. A companhia prevê quatro formas de uso: broche magnético, clip, pulseira ou colar. No Brasil, todos os acessórios acompanham o pacote. Sai por US$ 179 no mercado americano, por volta de R$ 928.

Brasil domina as vendas na região

Plaud NotePin S tem formato de wearable (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O chefe de vendas nas Américas, Cyle Kiger, me explicou que o Brasil representa metade de todos os usuários de produtos da Plaud na América do Sul. A conversa ocorreu durante o Web Summit Rio, que acontece nesta semana.

Os consumidores usam os aparelhos para a vida profissional e pessoal. De acordo com o executivo, um caso de uso interessante por aqui se dá entre os trabalhadores do setor de construção civil, que surpreenderam pelo nível de adoção do produto.

Qual a diferença dos dispositivos Plaud para o gravador do celular? Segundo Kider, o modelo de IA embarcado nos gravadores foi desenvolvido para escutar, transcrever e compreender melhor o contexto da vida da pessoa.

A Plaud oferece tanto o app para celular quanto o acesso no computador (via web ou programa dedicado). Pelo que vimos na demonstração, a interface é minimalista, com muito branco, letras pequenas e quase nenhum elemento gráfico. A compra do NotePin ou de outros aparelhos dá direito a 5 horas por mês de áudio processado nos servidores da empresa. Precisa de mais? É preciso fazer uma assinatura.

O modelo de IA Plaud Intelligence conta com transcrição em 112 idiomas (português incluso), identificação dos participantes e geração de resumos a partir de mais de 10 mil templates.

Plaud NotePin (aparelho cinza pendurado em colar)
NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (imagem: divulgação)

A geração passada está à venda no país pelos seguintes valores:

  • Plaud Note: R$ 1.399
  • Plaud NotePin: R$ 1.599

Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

Plaud NotePro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Plaud NotePin S (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (Imagem: Reprodução / NotePin)
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Nvidia RTX Spark chega ao Brasil em novembro

Laptops abertos mostrando teclado e portas laterais
Notebook Dell XPS 16 Creator Edition tem RTX Spark (imagem: divulgação
Resumo
  • A Nvidia anunciou que os notebooks com o chip RTX Spark serão lançados no Brasil em novembro, segundo o diretor de vendas para América Latina, Marcio Aguiar.
  • O RTX Spark é um superchip que combina GPU e CPU, com arquitetura Blackwell, memória RAM máxima de 128 GB e largura de banda de 600 GB/s.
  • A Dell confirmou o lançamento do Dell XPS 16 Creator Edition com RTX Spark no Brasil, mas ainda não divulgou data e preço.

A Nvidia pretende iniciar as vendas dos notebooks com o novo chip RTX Spark no mercado brasileiro ainda este ano – provavelmente em novembro. O diretor de vendas para América Latina, Marcio Aguiar, confirmou o interesse da companhia no Brasil durante uma conversa com jornalistas no Web Summit Rio.

“Estamos trazendo o conhecimento que temos de GPUs para as work stations, e mesclando capacidade gráfica com inteligência artificial”, disse o executivo. Não custa lembrar: a RTX Spark foi divulgada como um superchip que combina GPU e CPU, mais ou menos na mesma pegada de alguns produtos da Apple. Ela funciona com arquitetura Blackwell, memória RAM máxima de 128 GB e largura de banda de 600 GB/s.

Palestrante em mesa durante o Web Summit, falando ao microfone em um painel
Marcio Aguiar é diretor de vendas da Nvidia na América Latina (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Dell prevê notebook com RTX Spark no país

Eu tive uma conversa exclusiva com Marcio Aguiar sobre os bastidores do projeto. Ele disse que a Nvidia será a responsável por projetar o novo chip e que, na sequência, as fabricantes de aparelhos (OEMs) poderão anunciar seus produtos baseados na RTX Spark. Todas as companhias parceiras da Nvidia poderão lançar produtos com a tecnologia e não haverá exclusividade para nenhuma delas.

O preço ainda não está definido. Quando perguntado sobre a faixa que ocuparia no mercado doméstico, o diretor de vendas disse que cada fabricante irá determinar a estratégia para trazê-lo ao país. Pelo menos oito marcas já embarcaram no projeto: Acer, Asus, Lenovo, Dell, Gigabyte, HP, Microsoft e MSI. A Dell confirmou ao Tecnoblog que lançará o novo Dell XPS 16 Creator Edition por aqui, mas sem precisar data e preço.

Superchip RTX Spark (imagem: reprodução/Nvidia)

Nvidia prepara entrada em mercado de notebooks

O projeto do RTX Spark resulta no ingresso da Nvidia num mercado bastante dinâmico, e que ganhou novos contornos nos últimos meses, após o lançamento do MacBook Neo. O aparelho da Apple traz um design bastante elogiado e uma combinação de hardware que parece atender à maioria dos consumidores. Ele já recebeu várias promoções e foi visto por cerca de R$ 5.300.

As propostas, no entanto, são completamente diferentes. De acordo com Aguiar, o superchip da Nvidia foi desenvolvido especificamente com a IA em mente. “Queremos mostrar ao mercado o potencial da nossa plataforma.” Enquanto isso, o MacBook Neo utiliza processador de celular: o A18 Pro, visto no iPhone 16 Pro, de 2024. “Não foi desenhado para isso”, complementa o executivo.

Nvidia RTX Spark chega ao Brasil em novembro

Notebook Dell XPS 16 Creator Edition tem RTX Spark (imagem: divulgação

Marcio Aguiar é diretor de vendas da Nvidia na América Latina (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Superchip RTX Spark (imagem: reprodução/Nvidia)
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