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Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias.
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O projeto Small Web da Kagi destaca páginas autorais e independentes, fugindo de algoritmos e IA.
  • A iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.
  • A Kagi mantém o projeto aberto a contribuições no GitHub.

O avanço da inteligência artificial tem transformado a forma como conteúdos são produzidos e distribuídos na internet. Em resposta a esse cenário, a Kagi decidiu reforçar uma proposta alternativa: destacar páginas independentes, criadas por pessoas, dentro do que chama de Small Web.

A iniciativa começou em 2023, mas agora ganha novos formatos, incluindo apps para celular e extensões de navegador. A Kagi, vale lembrar, é uma startup de tecnologia dona de um buscador próprio, focado em privacidade.

Com o projeto Small Web, a ideia é facilitar o acesso a conteúdos menos comerciais, como blogs pessoais, webcomics e projetos autorais — tipos de site que marcaram os primórdios da internet, mas que hoje competem com plataformas dominadas por grandes empresas e conteúdos automatizados.

O que é o Small Web?

Na definição da Kagi, a Small Web reúne páginas criadas por indivíduos, com foco em produção original e não comercial. O projeto organiza mais de 30 mil sites, permitindo que usuários descubram conteúdos fora dos algoritmos tradicionais.

Uma das principais ferramentas é um sistema de navegação aleatória, que exibe um site por vez e permite avançar para outro com um clique, em um modelo semelhante ao do StumbleUpon. A proposta é incentivar a exploração de conteúdos que dificilmente apareceriam em buscas convencionais.

Agora, a plataforma foi expandida para extensões de navegador e apps para iPhone e Android. A Kagi também adicionou novas categorias de conteúdo, como vídeos, blogs, quadrinhos ou repositórios de código. Os aplicativos oferecem histórico de navegação, lista de favoritos e modo de leitura sem distrações.

Web autoral ou nostalgia?

Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet independente e autoral.
Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet autoral (imagem: divulgação)

A tentativa de valorizar a chamada web independente surge em um momento em que conteúdos automatizados ganham espaço. Ainda assim, a abordagem da Kagi não passa sem críticas.

Em discussões no Hacker News, usuários apontam limitações no projeto. Um dos pontos levantados é o critério de seleção: apenas sites com feeds RSS ativos e atualizados são incluídos, o que exclui páginas experimentais ou projetos pontuais.

Outro questionamento envolve a curadoria. Há relatos de sites listados que levantam dúvidas sobre a real autoria humana, o que contraria a proposta central da iniciativa.

Ainda assim, para a Kagi, a Small Web também funciona como um diferencial estratégico em sua tentativa de competir com buscadores tradicionais. O projeto segue aberto a contribuições por meio da página oficial da iniciativa no GitHub.

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

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Projeto foge dos algoritmos e da IA para destacar páginas autorais na internet. Iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias (imagem: divulgação/Kagi)
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Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

Ilustração com a marca do Google Chrome
Mais de 300 mil usuários instalaram extensões maliciosas no Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

Extensões de navegador que se apresentam como ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas para roubar credenciais, conteúdos de email e dados de navegação de usuários. A campanha envolve ao menos 30 extensões maliciosas publicadas na Chrome Web Store, muitas delas disfarçadas como assistentes de IA, tradutores ou barras laterais inspiradas em serviços populares.

A descoberta foi feita por pesquisadores da plataforma de segurança LayerX, que identificaram que todos os complementos fazem parte de uma mesma operação, batizada de AiFrame. Mesmo após a remoção de algumas extensões mais populares, outras continuam disponíveis para download e somam dezenas de milhares de instalações ativas.

Como funcionam as extensões disfarçadas de IA?

Segundo a LayerX, todas as extensões analisadas compartilham a mesma estrutura interna, permissões semelhantes e um backend comum, vinculado a um único domínio externo. Apesar de prometerem recursos avançados de IA, nenhuma delas executa processamento local de inteligência artificial.

Na prática, essas extensões carregam, em tela cheia, um iframe que simula a funcionalidade prometida. Esse modelo permite que os responsáveis alterem o comportamento do complemento a qualquer momento, sem precisar submeter novas versões à revisão da loja do Google.

Em segundo plano, o código passa a extrair o conteúdo das páginas visitadas pelo usuário, inclusive telas sensíveis de autenticação. Para isso, utiliza bibliotecas conhecidas para leitura de texto em páginas web. Em alguns casos, o foco é ainda mais específico: metade das extensões identificadas possui scripts dedicados ao Gmail.

Esses scripts são executados logo no início do carregamento do email e conseguem ler diretamente o conteúdo visível das mensagens. Isso inclui textos completos de conversas e até rascunhos ainda não enviados. Quando funções supostamente ligadas à IA são acionadas, esses dados acabam sendo enviados para servidores externos controlados pelos operadores do esquema.

Confira os nomes de algumas extensão identificadas pelo site especializado Bleeping Computer, seguidos da identificação na loja do Chrome:

  1. AI Sidebar (gghdfkafnhfpaooiolhncejnlgglhkhe)
  2. AI Assistant (nlhpidbjmmffhoogcennoiopekbiglbp)
  3. ChatGPT Translate (acaeafediijmccnjlokgcdiojiljfpbe)
  4. AI GPT (kblengdlefjpjkekanpoidgoghdngdgl)
  5. ChatGPT (llojfncgbabajmdglnkbhmiebiinohek)
  6. AI Sidebar (djhjckkfgancelbmgcamjimgphaphjdl)
  7. Google Gemini (fdlagfnfaheppaigholhoojabfaapnhb)
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Extensões maliciosas podiam capturar credenciais e conteúdo de e-mails (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais dados podem ser capturados dos usuários?

O alcance da coleta vai além de emails. Dependendo das permissões concedidas, algumas extensões ativam recursos de reconhecimento de voz por meio da Web Speech API, gerando transcrições que também são enviadas aos servidores remotos.

A LayerX resume o risco de forma direta: “o texto das mensagens de email e dados contextuais relacionados podem ser enviados para fora do dispositivo, fora do limite de segurança do Gmail, para servidores remotos”.

Especialistas recomendam que usuários revisem extensões instaladas, removam qualquer complemento suspeito e redefinam senhas caso identifiquem sinais de comprometimento. A Bleeping Computer entrou em contato com o Google, mas, até a publicação desta matéria, a empresa ainda não havia se pronunciado.

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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WhatsApp começa a liberar chamadas de voz e vídeo na web

Ilustração mostra silhueta de notebook com logo do WhatsApp em destaque para representar o WhatsApp Web
WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários da versão beta, permitindo ligações sem usar apps de desktop.
  • As chamadas no navegador são individuais e incluem compartilhamento de tela, mas conferências em grupo ainda estão em desenvolvimento.
  • O recurso está sendo liberado gradualmente para usuários beta, sem previsão para lançamento na versão estável.

O WhatsApp Web começou a liberar chamadas de voz e vídeo para usuários inscritos em seu programa beta. O recurso funciona de forma semelhante aos apps móveis e de desktop, com um ícone de chamadas no topo da conversa.

Com isso, não será mais necessário recorrer aos apps de desktop para fazer ligações usando o computador. Isso é interessante especialmente para os usuários de Linux, já que o sistema não conta com um aplicativo oficial do mensageiro.

Como funcionam as chamadas no WhatsApp Web?

Captura de tela da interface do WhatsApp Business em modo escuro, destacando o novo recurso de chamadas. Centralizada, uma janela flutuante cinza exibe dois botões ovais verdes: o primeiro com um ícone de telefone e a palavra "Voice"; o segundo com um ícone de filmadora e a palavra "Video".
Menu aparece no ícone de câmera de vídeo (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Para fazer uma ligação pelo navegador, o usuário deve ir até o ícone de câmera que fica no canto superior direito da tela da conversa. Se o recurso estiver liberado, ao clicar nesse botão, aparecerão as opções de chamada de voz e chamada de vídeo.

Ainda não está claro, entretanto, se será possível atender ligações pelo navegador ou se isso continuará sendo exclusividade dos aplicativos móveis e de desktop.

Por enquanto, só é possível realizar chamadas individuais — conferências em grupo já estão em desenvolvimento, mas serão liberadas em um momento futuro.

Mesmo assim, as ligações feitas pelo navegador já contam com o recurso de compartilhamento de tela, o que pode ser útil na hora de fazer apresentações, compartilhar informações ou mesmo pedir ajuda para fazer alguma coisa no computador.

As chamadas de voz e vídeo na web contam com o mesmo grau de proteção disponível nas outras versões do WhatsApp, com criptografia de ponta a ponta.

Quando as chamadas serão liberadas no WhatsApp Web?

Por enquanto, a Meta está liberando o recurso para alguns usuários inscritos na versão beta do WhatsApp Web. O processo deve ser gradual e levar algumas semanas até chegar a todos os participantes do programa de testes. Ainda não há previsão de lançamento para o canal de atualizações estáveis do mensageiro.

Para se inscrever no WhatsApp Web beta, vá até Configurações, entre no item “Ajuda e feedback” e ative a opção “Entrar na versão beta”. Depois, atualize a página do navegador. Note que usar uma versão de testes de qualquer programa pode resultar em problemas por bugs ainda desconhecidos.

Com informações do WABetaInfo

WhatsApp começa a liberar chamadas de voz e vídeo na web

WhatsApp Web permite usar o mensageiro em navegadores (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Threads supera X em usuários via smartphone

Prints de aplicativo em que é possível ver postagens das pessoas e as reações dos leitores
Threads é uma rede social da Meta, dona do Instagram (imagem: divulgação e Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Threads registrou 141,5 milhões de acessos diários via Android e iOS no começo de 2026, superando o X, com 125 milhões.
  • X lidera em acessos via navegador com 145,4 milhões de visitas diárias, comparado a 8,5 milhões do Threads.
  • Crescimento é impulsionado pelas outras redes da Meta e por novas funcionalidades, enquanto o X enfrenta crise de imagem.

O Threads ultrapassou o X/Twitter em número de usuários ativos diários em smartphones, segundo dados da empresa de inteligência de mercado Similarweb. Em 7 de janeiro de 2026, o aplicativo registrou 141,5 milhões de acessos via Android e iOS, contra 125 milhões da concorrente.

A medição considera exclusivamente o uso em aplicativos móveis para Android e iOS. No acesso via navegador, o X continua muito à frente do Threads: são 145,4 milhões de visitas diárias à rede de Elon Musk, um abismo de diferença para os 8,5 milhões registrados pela plataforma da Meta no desktop.

Gráfico demonstrando quantidade de usuários ativos do X (linha preta) e do Threads (linha vermelha)
Threads supera X em quantidade de usuários ativos por dia (imagem: reprodução/Similarweb)

Lançado em julho de 2023 como rede de texto, o Threads surgiu como uma alternativa “aberta e amigável” em um momento de turbulência no então Twitter, logo após a aquisição da empresa por Elon Musk.

Em 2025, no entanto, Mark Zuckerberg voltou atrás e anunciou mudanças na plataforma, tornando-a mais próxima da rede rival.

O que impulsionou o crescimento?

Segundo a análise do relatório, a ascensão do Threads tem base na estratégia multiplataforma da Meta. A empresa, para os analistas, tem utilizado a força dos outros produtos (Facebook e Instagram) para promover a rede de textos, além de ter acelerado o lançamento de recursos que faltavam na estreia.

Funcionalidades como mensagens diretas, filtros de conteúdo, comunidades baseadas em interesses e até testes recentes com jogos na plataforma estariam ajudando a reter o público.

Em dados oficiais divulgados em outubro de 2025, a própria Meta afirmava já ter superado a marca de 150 milhões de usuários ativos diários e 400 milhões mensais, sugerindo que o engajamento na plataforma pode ser maior do que o rastreamento dos relatórios.

X enfrenta crise de imagem

O X, por outro lado, tem sido alvo de investigações no mundo todo, incluindo o Brasil, após a IA Grok ter gerado imagens com teor pornográfico a partir de fotos de usuários, especialmente mulheres, publicadas na plataforma.

Segundo o TechCruch, o relatório aponta que o Bluesky, concorrente menor e descentralizado, também registrou um aumento no número de instalações nos últimos dias, surfando na onda de insatisfação. Ainda assim, vale ressaltar que o X mantém sua liderança nos Estados Unidos.

Conta para a gente nos comentários: qual tem sido a sua rede social principal no dia a dia, Threads ou X?

Threads supera X em usuários via smartphone

Zuckerberg anunciou oficialmente o aplicativo Threads em 06.07.2023 (Imagem: Divulgação/Meta e Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Quem é Tim Berners-Lee? Conheça o criador da World Wide Web (WWW)

Imagem do físico britânico Tim Berners-Lee, criador da Web e do W3C
Tim Berners-Lee no CERN (imagem: Reprodução/CERN)

Tim Berners-Lee foi o criador da World Wide Web (WWW), além de outras tecnologias fundamentais para o desenvolvimento da internet que conhecemos.

O físico nasceu em Londres e atuou na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) nos anos 80, época na qual desenvolveu o primeiro servidor e página web baseada em texto.

Tecnologias como o HTTP, HTML, URL, além da fundação do W3C são algumas contribuições de Tim Berners-Lee para a sociedade. A seguir, conheça mais detalhes sobre a história do cientista da computação conhecido como “pai da web”.

Quem é Tim Berners-Lee?

Tim Berners-Lee é um físico e cientista da computação britânico conhecido como o “pai da web”, devido à criação da World Wide Web (WWW) e outras tecnologias (HTTP, HTML e URL).

Berners-Lee trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), além de ser professor no MIT. Em 1989, o cientista criou um sistema de gerenciamento de informações para que outros cientistas pudessem acessar documentos e informações do laboratório.

Posteriormente, desenvolveu o primeiro servidor, primeiro navegador e o primeiro site da web: https://info.cern.ch/

Tela do primeiro site criado na Web, usado no CERN (Imagem: Reprodução)
Tela do primeiro site criado na Web, usado no CERN (Imagem: Reprodução)

O físico britânico garantiu que a internet fosse gratuita e aberta a todos, deixando de patentear sua invenção. Além disso, fundou o W3C (World Wide Web Consortium) que garante toda a padronização da web que conhecemos.

Tim Berners-Lee foi condecorado com o título de “Sir” pela Rainha Elizabeth II em 2004, além de vencer o prêmio Turing em 2016, considerado o Prêmio Nobel da Computação. O físico lidera o projeto Solid, que busca permitir que os usuários voltem a ter controle total dos dados que estão nas mãos das big techs.

Onde Tim Berners-Lee nasceu?

Tim Berners-Lee nasceu em Londres, na Inglaterra, no dia 8 de junho de 1955. O britânico é filho de Conway Berners-Lee e Mary Lee Woods, também cientistas da computação.

Qual é a formação de Tim Berners-Lee?

Tim Berners-Lee formou-se em física pelo The Queen’s College, em Oxford, de 1973 a 1976. Na infância, o britânico estudou na escola primária Sheen Mount e na Emanuel School em Londres, de 1969 a 1973. Tim atuou como cientista da computação, além de ser docente no MIT.

The Queens's College (Imagem: John Cairns)
The Queen’s College (Imagem: John Cairns)

Quais foram as criações de Tim Berners-Lee?

Conhecido como o “pai da internet”, Tim Berners-Lee contribuiu para o surgimento da web com as seguintes criações:

  • World Wide Web (WWW): Tim Berners-Lee criou a World Wide Web em 1989, enquanto trabalhava no CERN. A ideia do físico era criar um sistema de gerenciamento e compartilhamento de informações entre os cientistas do laboratório de partículas;
  • HTML (HyperText Markup Language): O HTML foi criado por Tim Berners-Lee em 1991 para resolver problemas de comunicação entre os cientistas do CERN. No entanto, foi adotado como padrão em páginas web com a popularização da internet;
  • HTTP (Hypertext Transfer Protocol): Tim Berners-Lee inventou o HTTP também na década de 90, com o objetivo de automatizar o compartilhamento de informações entre os cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN);
  • URL/URI: URL e URI foram criados por Tim Berners-Lee no início da década de 90 para que a web funcionasse. Dessa forma, o esquema de endereçamento baseado em links foi desenvolvido para que cada página tivesse um endereço único.
  • Primeiro navegador web: O WorldWideWeb foi o primeiro navegador web desenvolvido — renomeado para Nexus, posteriormente. Tim Berners-Lee programou o software em um computador NeXT. Tim também desenvolveu funcionalidades de edição para que qualquer pessoa pudesse editar uma página web.
  • Primeiro servidor: Tim Berners-Lee desenvolveu o primeiro servidor, o CERN httpd. Sua criação foi necessária para que os documentos do laboratório de partículas pudessem ser acessados por qualquer computador conectado. Antes, os arquivos ficavam isolados em computadores específicos;
  • W3C (World Wide Web Consortium): O W3C é uma organização internacional de padronização da rede, fundada por Tim Berners-Lee em outubro de 1994. O consórcio estabelece padrões técnicos fundamentais para diferentes navegadores e dispositivos, assegurando que o conteúdo digital seja interpretado de forma consistente em qualquer plataforma.

Por que Tim Berners-Lee criou a World Wide Web (WWW)?

A World Wide Web (WWW) foi criada para atender a uma demanda do CERN, o maior laboratório de física de partículas do mundo. Na época, era necessário o compartilhamento de informações e documentos entre cientistas do laboratório, de universidades e outros institutos ao redor do mundo.

Dessa forma, Tim Berners-Lee criou uma rede descentralizada de hipertexto para que os cientistas pudessem acessar os dados globalmente. A invenção do físico britânico criou todo um ecossistema digital, quebrando barreiras geográficas e permitindo a criação da web como conhecemos.

Qual é a fortuna estimada de Tim Berners-Lee?

Não existem informações precisas sobre a fortuna de Tim Berners-Lee. O The Standard afirma que o físico britânico tem patrimônio estimado entre 50 e 60 milhões de dólares.

Já o Celebrity Net Worth traz informações diferentes. Segundo o site, Tim Berners-Lee possui um patrimônio líquido de US$ 10 milhões.

Quem é Tim Berners-Lee? Conheça o criador da World Wide Web (WWW)

(imagem: Reprodução/CERN)

Tela do primeiro site criado na Web, usado no CERN (Imagem: Reprodução)

The Queens's College (Imagem: John Cairns)
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O que é W3C? Entenda o funcionamento do consórcio internacional da web

logo do World Wide Web Consortium (W3C)
Saiba a importância do W3C para a internet (image: Reprodução/Identity)

O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio internacional que desenvolve padrões técnicos para garantir o crescimento organizado da rede mundial. Sua missão é promover a interoperabilidade e o acesso universal em diferentes navegadores e dispositivos.

A organização foi fundada por Tim Berners-Lee em 1994, o próprio inventor da web, no instituto MIT nos Estados Unidos. Ele criou o grupo para estabelecer diretrizes abertas que mantivessem a internet gratuita e acessível a todos.

Na prática, o W3C cria normas fundamentais, como HTML e CSS, que funcionam como uma linguagem comum. Essas regras evitam o caos técnico e permitem que todos os sites funcionem corretamente em qualquer navegador.

A seguir, saiba mais sobre o W3C e como funciona detalhadamente o consórcio. Também descubra os padrões abertos aprovados pela organização e os principais membros.

O que é W3C?

O World Wide Web Consortium (W3C) é uma organização internacional de padronização da rede, responsável por criar normas técnicas como HTML e CSS. Seu objetivo é garantir a interoperabilidade e o acesso universal, assegurando que a web evolua de forma aberta, segura e consistente para todos os dispositivos.

Para que serve o World Wide Web Consortium?

O W3C estabelece padrões técnicos fundamentais que garantem a interoperabilidade global entre diferentes navegadores e dispositivos. Ele padroniza a arquitetura da rede, assegurando que o conteúdo digital seja interpretado de forma consistente em qualquer plataforma.

Ao promover diretrizes de acessibilidade e segurança, o consórcio viabiliza uma internet inclusiva, resiliente e tecnicamente unificada para todos os usuários. Esse esforço contínuo previne a fragmentação da rede e fomenta a inovação por meio de protocolos abertos e universais.

imagem de um código de html
Os padrões do código HTML foram estabelecidos pelo W3C (imagem: Branko Stancevic/Unsplash)

Quem fundou o World Wide Web Consortium?

O físico britânico Tim Berners-Lee fundou o W3C em outubro de 1994, anos após inventar a rede mundial no CERN em 1989. Ele estabeleceu a sede inicial da organização no MIT visando criar protocolos abertos para a evolução da rede.

A iniciativa contou com o apoio da DARPA e da Comissão Europeia para garantir a interoperabilidade técnica global. Dessa maneira, o consórcio foca na criação de recomendações livres de royalties que padronizam o funcionamento de toda a internet.

Onde fica a sede do World Wide Web Consortium?

A sede principal do W3C está situada no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL) do MIT, nos Estados Unidos. Além da base norte-americana, o consórcio opera de forma global e descentralizada por meio de outras instituições anfitriãs.

No Brasil, o escritório regional do W3C atua desde 2008 no Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br), em São Paulo. A primeira base do consórcio na América Latina contribui com a fomentação da web aberta e para garantir a participação brasileira no desenvolvimento de tecnologias globais.

Imagem do físico britânico Tim Berners-Lee, criador da Web e do W3C
O físico britânico Tim Berners-Lee é criador da Web e fundador do W3C (imagem: Reprodução/CERN)

Como funciona o W3C?

O W3C atua como o “livro de regras” da internet, estabelecendo normas técnicas que garantem a exibição uniforme de conteúdos em qualquer navegador. Essa padronização é essencial para evitar o caos técnico e se torna fundamental para preservar a história da web.

Liderado por Tim Berners-Lee, o consórcio reúne mais de 350 organizações que colaboram em grupos de arquitetura técnica e comitês consultivos. Essas entidades debatem propostas para assegurar que novas tecnologias sejam interoperáveis, seguras e abertas a todos os usuários.

O desenvolvimento segue um fluxo rigoroso, participando de rascunhos iniciais até alcançar fases de testes práticos e revisões técnicas. Especialistas de diversas áreas validam a estabilidade das ferramentas, garantindo que o código funcione com eficiência em diferentes dispositivos.

Ao final, o projeto é publicado como uma Recomendação W3C, tornando-se o padrão oficial adotado pela indústria global de tecnologia. Esse coletivo permite que a rede evolua de maneira organizada, mantendo a internet como um ecossistema integrado e funcional.

ilustração sobre a world wide web (WWW)
O W3C assegura que as novas tecnologias da web serão interoperáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os padrões abertos do W3C?

Os padrões W3C são especificações técnicas desenvolvidas colaborativamente para garantir a interoperabilidade, acessibilidade e evolução da web. Estas são as principais categorias e seus respectivos padrões:

Marcação e estrutura:

  • HTML: define a estrutura e o conteúdo das páginas web, usando elementos semânticos que otimizam a acessibilidade e o SEO;
  • XHTML: consiste em uma versão mais rigorosa do HTML baseada em XML, exigindo uma sintaxe precisa para validação.

Estilo e layout:

  • CSS: controla a apresentação visual, gerenciando layouts responsivos, animações e o design de interfaces por meio de modelos como Flexbox e Grid;
  • SVG: formato baseado em XML para gráficos vetoriais escaláveis, garantindo que imagens e animações mantenham a qualidade em qualquer resolução.

Semântica e dados: 

  • XML e relacionados (XPath, XSLT, Schema): servem como base para o intercâmbio de dados estruturados, permitindo a transformação e validação rigorosa de informações;
  • RDF, SPARQL e OWL: tecnologias da web semântica que viabilizam dados conectados e consultas complexas por meio de metadados;
  • JSON-LD: formato leve para serialização de dados vinculados em JSON, facilitando a interpretação de conceitos por máquinas e motores de busca.

Acessibilidade e multimídia:

  • WCAG: conjunto de diretrizes que tornam o conteúdo web perceptível, operável, compreensível e robusto para pessoas com deficiência;
  • WAI-ARIA: atributos que aprimoram a acessibilidade de conteúdos dinâmicos, fornecendo informações críticas para tecnologias assistivas como leitores de tela;
  • WebRTC e WebVTT: padrões que possibilitam comunicação em tempo real e a inclusão de legendas temporizadas em conteúdos de vídeo e áudio.

Tecnologias emergentes:

  • WebAssembly (Wasm): formato binário que permite a execução de código de alto desempenho no navegador, operando junto ao JavaScript;
  • EPUB: padrão aberto para publicações digitais, otimizado para a leitura de e-books em diversos dispositivos e tamanhos de tela;
  • ActivityPub: protocolo de rede social descentralizado que permite a interação entre diferentes servidores e plataformas de forma federada.
Código CSS (Imagem: Unsplash)
Código CSS é um dos padrões abertos do W3C (Imagem: Reprodução/Unsplash)

Quais são os principais membros do W3C?

O World Wide Web Consortium é composto por mais de 350 organizações que colaboram para definir os padrões técnicos da internet. As principais categorias de membros são:

  • Líderes da indústria de tecnologia (Google, Apple, Microsoft): gigantes do setor que desenvolvem navegadores e plataformas, focando na padronização de linguagens essenciais como HTML, CSS e JavaScript;
  • Defensores da web aberta (Mozilla, Meta): organizações voltadas ao aprimoramento de tecnologias de código aberto, com ênfase em acessibilidade e especificações focadas em privacidade;
  • Líderes em cloud e dados (Amazon, IBM): empresa que direcionam esforços para integração de inteligência artificial, serviços em nuvem e padrões de web semântica;
  • Fundações e órgãos de padronização (World Wide Web Foundation, ICANN): entidades sem fins lucrativos que promovem a abertura da rede e colaboram na arquitetura de protocolos e nomes de domínio;
  • Escritórios regionais (W3C Brasil/NIC.br): representações locais, como a brasileira, que atuam na disseminação e no avanço dos padrões web em regiões geográficas específicas;
  • Instituições acadêmicas (MIT, Keio, Beihang): universidades que atuam como sedes administrativas do consórcio, oferecendo suporte de pesquisa e infraestrutura para o desenvolvimento técnico;
  • Governos e comissões internacionais (Comissão Europeia): órgãos governamentais que financiam iniciativas e orientam políticas digitais sobre temas críticos, como a privacidade de dados.
Ilustração sobre big techs mostra peças de xadrez com o logo da Apple, Amazon, Google, Meta e Microsoft, respectivamente. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
As principais big techs participam dos grupos de arquitetetura e comitês consultivos do W3C (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do W3C?

Estes são os pontos positivos da atuação do W3C:

  • Interoperabilidade universal: garante que sites funcionem de forma idêntica em diversos navegadores e dispositivos, eliminando fragmentações técnicas. Facilita a comunicação entre sistemas distintos ao estabelecer linguagens padronizadas como HTML e CSS;
  • Acessibilidade e inclusão: democratiza o acesso digital por meio das diretrizes WCAG, permitindo que pessoas com deficiência naveguem com autonomia. Fomenta o alcance global ao padronizar o suporte para leitores de tela e tecnologias assistivas;
  • Segurança e privacidade: fortalece a proteção de dados em transações online ao normatizar protocolos de criptografia e autenticação. Aumenta a confiança do ecossistema digital ao mitigar vulnerabilidades comuns e ataques cibernéticos;
  • Longevidade e inovação: assegura que conteúdos antigos permaneçam acessíveis no futuro, evitando obsolescência tecnológica precoce. Promove a inovação constante ao coordenar a colaboração entre big techs e a comunidade aberta;
  • Otimização de SEO e custos: melhora o posicionamento em motores de busca devido à estrutura de código limpa e sem erros sintáticos. Reduz gastos de desenvolvimento e manutenção ao usar padrões gratuitos, escaláveis e livres de royalties.

Quais são as desvantagens do W3C?

Estes são os pontos fracos do W3C:

  • Processo de padronização lento: a busca rigorosa por consenso entre centenas de membros atrasa a publicação de especificações, dificultando a resposta imediata às demandas urgentes da indústria;
  • Falta de sincroniza com o mercado: o ciclo de atualização é frequentemente mais lento que a evolução das tecnologias emergentes, motivando empresas a criarem soluções proprietárias ou grupos paralelos;
  • Alta complexidade técnica e de implementação: a densidade dos padrões exige desenvolvedores altamente qualificados e maior tempo de estudo, elevando os custos e o esforço inicial de desenvolvimento.
  • Ausência de poder de fiscalização: o W3C atua apenas como órgão recomendador, sem mecanismos para punir ou obrigar fornecedores a seguirem fielmente as diretrizes estabelecidas;
  • Fragmentação causada por interesses comerciais: gigantes da tecnologia muitas vezes priorizam agendas próprias, implementando variações de padrões que comprometem a interoperabilidade global proposta pelo consórcio.

Qual é a diferença entre W3C e WHATWG?

O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio internacional liderado por empresas e acadêmicos que busca consenso global para criar padrões técnicos estáveis. Seu foco é garantir que a web permaneça interoperável, inclusiva e com diretrizes formais de longo prazo.

O Web Hypertext Application Technology Working Group (WHATWG) é uma comunidade formada pelos principais fabricantes de navegadores – Apple, Google, Microsoft e Mozilla – que desenvolve o HTML de forma ágil. Eles usam o conceito de “Padrão Vivo” (Living Standard), onde as especificações são atualizadas continuamente para refletir o que realmente funciona nos navegadores modernos.

Por anos, houve uma divisão entre as duas organizações, o que gerava confusão sobre qual modelo HTML os desenvolvedores precisavam seguir. Desde 2019, um acordo definiu que o WHATWG domina o desenvolvimento do HTML, enquanto o W3C foca na aprovação desses padrões e em outras áreas específicas.

O que é W3C? Entenda o funcionamento do consórcio internacional da web

(imagem: Branko Stancevic/Unsplash)

(imagem: Reprodução/CERN)

Saiba o conceito de web e sua importância para a comunicação moderna (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Código CSS (Imagem: Unsplash)

Big techs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Meta transforma aplicativo nativo em um “web wrapper” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp para Windows agora usa um web wrapper baseado em WebView2, aumentando o consumo de RAM em até sete vezes em uso intenso.
  • A nova versão unifica o código com o WhatsApp Web, acelerando atualizações e mudanças na interface gráfica.
  • A mudança afeta principalmente computadores com menos de 16 GB de RAM, causando lentidão.

O WhatsApp está realizando uma profunda mudança no aplicativo para Windows. A versão Desktop passou a mostrar avisos de que a conta foi desconectada. Na sequência, segundo relatos na internet, o usuário é direcionado para o download de uma nova versão do WhatsApp Desktop que ficou famosa por causa das muitas críticas.

Essa atualização substitui o software por um web wrapper, ou seja, um programa que repete o funcionamento de uma aba do navegador aberta no WhatsApp Web e que consome mais recursos de hardware. Ela utiliza a tecnologia WebView2, baseada no motor Chromium do Microsoft Edge, uma estratégia que permite à Meta liberar atualizações com mais facilidade.

7 vezes mais RAM

A principal diferença técnica reside na forma como o aplicativo gerencia a memória. Enquanto aplicativos nativos são otimizados para se comunicarem diretamente com as APIs do sistema operacional, a nova versão baseada em WebView2 funciona como uma aba de navegador dedicada, conforme explicamos acima. Isso exige a execução de mais processos para renderização gráfica, controle de rede e armazenamento.

Análises técnicas realizadas pelo portal Windows Latest indicaram que o novo aplicativo pode consumir até sete vezes mais memória RAM em cenários de uso intenso. Testes anteriores já apontavam um consumo de cerca de 30% mais recursos, dividindo a execução em diversos sub-processos como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “Crashpad”.

Janela do Gerenciador de Tarefas do Windows 11 exibindo a aba “Processes” (Processos), com destaque para o aplicativo “WhatsApp Beta”, que aparece expandido e consome 5,4% da CPU e 206,1 MB de memória. O aplicativo está subdividido em oito processos, incluindo “Crashpad”, “Runtime Broker” e vários processos do WebView2, como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “WebView2: WhatsApp”. Os campos de uso de disco e rede mostram 0%.
Mudança faz mensageiro rodar sobre a base do Chromium (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para computadores mais potentes e equipados com pelo menos 16 GB de memória RAM, a mudança pode passar despercebida. No entanto, para máquinas antigas com especificações modestas ou para usuários que mantêm softwares pesados abertos simultaneamente, a transição pode resultar em lentidão no sistema.

O que muda no WhatsApp para Windows?

Uma vantagem do novo app é a paridade de recursos. O WhatsApp Web costuma receber novidades — como atualizações nos Canais, Status e ferramentas de Comunidade — com mais agilidade do que as versões desktop. Ao unificar o código, a empresa elimina a necessidade de adaptar cada nova função para linguagens de programação diferentes, acelerando o ciclo de desenvolvimento.

A interface gráfica também sofreu alterações. A estética, que antes seguia elementos visuais do Windows 10 e 11, agora apresenta um design mais genérico, idêntico ao visualizado no Chrome ou Edge.

Novidade promete agilizar a chegada de recursos exclusivos (imagem: reprodução/Windows Latest)

A decisão da Meta marca uma inversão curiosa de postura. Até pouco tempo, a página de suporte da empresa destacava a superioridade dos aplicativos nativos, afirmando que as versões para Windows e Mac ofereciam “maior desempenho e confiabilidade”. Esse texto foi removido recentemente, dando lugar a uma lista genérica de funcionalidades.

Até o momento, a mudança parece restrita ao Windows. Não há confirmação se a versão para macOS seguirá o mesmo caminho.

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Google decide parar de rastrear a dark web

Ilustração sobre a surface web, deep web e dark web
Google abandona relatório que indicava vazamento de dados na dark web (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google descontinuará o Relatório da Dark Web em 2026, com remoção total em 15 de janeiro e exclusão de dados em 16 de fevereiro.
  • Segundo a empresa, a decisão baseia-se na falta de utilidade prática, já que o relatório apenas alertava sobre dados expostos sem passos claros para o usuário.
  • A big tech recomenda o uso do Check-up de Segurança, Gerenciador de Senhas e verificação em duas etapas como alternativas.

O Google anunciou que descontinuará o Relatório da Dark Web, ferramenta que notificava usuários caso seus endereços de e-mail ou dados pessoais fossem identificados em vazamentos criminosos na internet. A decisão foi comunicada por e-mail aos usuários do serviço nesta semana.

Segundo o cronograma divulgado, o monitoramento deixará de funcionar em duas etapas. A partir de 15 de janeiro de 2026, a ferramenta será completamente removida do ar, e em 16 de fevereiro todos os dados históricos de relatórios anteriores serão apagados dos servidores da empresa.

O recurso foi lançado originalmente em março de 2023 como um benefício exclusivo para assinantes do Google One. Em julho de 2024, a gigante das buscas liberou a funcionalidade para qualquer pessoa com uma conta Google, permitindo verificar gratuitamente se credenciais haviam sido expostas em fóruns de hackers ou mercados ilegais.

Ao ativá-lo, o usuário criava um perfil de monitoramento vinculado inicialmente ao endereço do Gmail, podendo adicionar outros dados sensíveis para rastreamento. O alerta ocorria caso o sistema encontrasse informações associadas ao usuário na dark web, como:

  • Nome completo;
  • Data de nascimento;
  • Endereço;
  • E-mail;
  • Telefone.

Google admite que ferramenta é pouco útil

E-mail do Google avisa sobre encerramento do relatório da Dark Web
Google notificou encerramento em e-mail para os usuários (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A justificativa oficial do Google para o encerramento é a falta de utilidade prática das informações fornecidas. Na mensagem, a empresa admite que, embora o relatório oferecesse dados gerais sobre vazamentos, os passos seguintes a serem tomados pelo usuário não eram claros.

Ou seja, na prática, a ferramenta funcionava apenas como um alerta de que os dados (como senhas ou números de telefone) estavam circulando na dark web.

A big tech afirma que, em vez de manter esse monitoramento específico, concentrará esforços em ferramentas que ofereçam “passos mais claros e acionáveis” para proteção online.

Quais são as alternativas do Google?

Apesar do fim do relatório dedicado, o Google continuará oferecendo recursos de segurança integrados. A empresa recomendou que os usuários utilizem o Check-up de Segurança, o Gerenciador de Senhas e a verificação em duas etapas (2SV) para protegerem suas contas.

Outra ferramenta destacada foi o recurso “Resultados sobre você”, que permite solicitar a remoção de informações pessoais (como endereço e telefone) que apareçam nos resultados públicos da Busca do Google — um ambiente onde a empresa de fato possui poder de ação para excluir conteúdo.

Google decide parar de rastrear a dark web

Entenda as diferenças e semelhanças entre a Deep Web e a Dark Web (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)

Ilustração mostra o logotipo do WhatsApp com um leve blur na imagem, em um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
WhatsApp passou a apresentar problemas por volta das 9h (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O WhatsApp Web ficou fora do ar na manhã desta quarta-feira (03/12). Ao tentar abrir a plataforma, a mensagem “Ocorreu um erro inesperado” era exibida. Não era possível nem mesmo visualizar a lista de conversas.

Limpar os cookies do navegador — um método trivial para solucionar falhas técnicas — não resolvia o problema. Desconectar e conectar novamente a conta também não funcionava.

Print do WhatsApp Web com a mensagem "Ocorreu um erro inesperado" e um botão "Recarregar"
Mensagem de alerta não dá mais detalhes sobre erro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

De acordo com o DownDetector, os relatos sobre problemas no WhatsApp começaram pouco antes das 9h e atingiram um pico às 10h. A queda não afetou o WhatsApp em celulares (Android e iOS) nem nos apps nativos para desktop (Windows e macOS).

Gráfico com número de reclamações ao longo de 24 horas. Na parte direita, há um pico a partir das 9h.
Número de reclamações atingiu pico por volta das 10h (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)

WhatsApp fora do ar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Número de reclamações atingiu pico por volta das 10h (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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O que significa WWW? Conheça a história da Rede Mundial de Computadores

ilustração sobre a world wide web (WWW)
Saiba o conceito de web e sua importância para a comunicação moderna (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A World Wide Web (WWW), ou apenas web, é um sistema de documentos e outros recursos interconectados, acessados por meio da internet. Originalmente, ela foi criada em 1989 para facilitar o compartilhamento de informações entre cientistas.

Atualmente, a principal função da web é ser uma rede global de informações, tornando os dados massivos da internet navegáveis. Isso permite que usuários acessem, visualizem e compartilhem conteúdo, como páginas, imagens, vídeos e outras mídias.

Em essência, a internet é a infraestrutura de rede que conecta dispositivos globalmente, enquanto a web é o serviço de informações construído sobre ela. Assim, a WWW é o que a maioria das pessoas associa e usa como “a internet”

A seguir, conheça o conceito de web, para que ela serve e suas principais características. Também saiba a linha do tempo da evolução da World Wide Web.

O que é a web?

A World Wide Web (WWW), ou simplesmente a web, é uma coleção de documentos e outros recursos interligados por hiperlinks, acessíveis globalmente por meio da internet. É o serviço que permite aos usuários navegar, acessar e interagir com essas informações usando um navegador web.

O que significa web?

O termo inglês “web”, além de significar “rede” ou “teia”, pode ser traduzido como um “sistema complexo de elementos interconectados”. Já a tradução de World Wide Web é simplesmente interpretada como “Rede Mundial de Computadores”.

Ícones de Chrome, Firefox e Safari na tela do iPhone
Os navegadores são essenciais para acessar a web (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Para que serve a web?

A web atua como um sistema de informações que permite acessar, compartilhar e interagir com conteúdo por meio da internet, usando interfaces intuitivas como sites e aplicativos. Sua função é disponibilizar e promover acesso a informações, dados e serviços, abrangendo desde notícias e entretenimento até serviços e interações sociais.

Apesar do propósito original de troca de informações entre cientistas, a web evoluiu para incluir funções cruciais como a comunicação em escala mundial. Ela é essencial para que empresas tenham presença digital e para que indivíduos compartilhem os próprios conteúdos globalmente.

Qual é a história da web?

A World Wide Web foi criada pelo cientista da computação Tim Berners-Lee em 1989, enquanto ele trabalhava no CERN, na Suíça. Sua proposta inicial visava um sistema de gerenciamento e compartilhamento de informações e documentos entre cientistas.

O trabalho ocorreu pouco depois do surgimento da internet e, em 1990, Berners-Lee desenvolveu as três tecnologias centrais: a linguagem HTML, o protocolo HTTP e o sistema de endereços URLs. No mesmo período, ele também criou o primeiro navegador chamado “WorldWideWeb”.

O primeiro website e servidor web da história, hospedado no CERN, entrou em funcionamento em 1991. Logo em seguida, em 1993, a organização tornou o software da World Wide Web de domínio público, permitindo seu uso sem royalties.

Essa decisão estratégica foi essencial para a rápida expansão do sistema, além de fomentar o amplo desenvolvimento e adoção. Uma ação que fez a web se tornar a plataforma global de informações e comunicação que conhecemos hoje.

Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (Imagem: Elon University/Flickr)
Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (imagem: Elon University/Flickr)

Qual é a linha do tempo da evolução da web?

A evolução da web é dividida em três eras principais:

Web 1.0: somente leitura (1989 – 2000)

  • 1989 – 1991: Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web no CERN, desenvolvendo o a linguagem HTML, o primeiro servidor e navegador, visando ser um “sistema de informação universalmente ligado”;
  • 1993: o CERN disponibilizou a web em domínio público, e o navegador gráfico Mosaic foi lançado, facilitando o acesso ao serviço pelo público geral;
  • 1994: é fundado o World Wide Web Consortium (W3C), liderado por Berners-Lee, com a missão de desenvolver padrões abertos para garantir o crescimento e interoperabilidade da web a longo prazo;
  • 1995 – 1999: período de expansão e estabelecimento da era Web 1.0, focada em somente leitura com páginas estáticas e a ascensão dos pioneiros do e-commerces (Amazon, eBay).

Web 2.0: a web social e interativa (2000 – 2010)

  • 2000 – 2010: década que marcou a ascensão de conteúdo gerado pelo usuário, mídias sociais (Facebook, YouTube), blogs e sites dinâmicos, tornando a web interativa e centralizada em grandes plataformas;
  • 2004: o termo Web 2.0 foi popularizado, enfatizando a web como uma plataforma de participação e colaboração, impulsionadas por tecnologias como AJAX (Asynchronous JavaScript and XML) que criavam experiências e aplicações mais ricas e interativas;
  • 2007: o lançamento do primeiro iPhone em 2007 inicia a revolução móvel, forçando os desenvolvedores a priorizarem o design responsivo para o acesso via dispositivos portáteis;
  • 2010: a adoção generalizada da computação em nuvem (AWS, Azure) permitiu a escalabilidade e o armazenamento de grandes volumes de dados, essenciais para as plataformas sociais.

Web 3.0: a web inteligente e descentralizada (2010 – Presente)

  • 2010: o foco mudou para a computação móvel e a adoção das características da Web3, buscando uma internet mais inteligente, aberta e descentralizada;
  • 2015: a tecnologia blockchain e a ideia de descentralização ganharam força, servindo de base para criptomoedas, NFTs e aplicativos descentralizados (dApps);
  • 2020: a integração de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning se intensificou, visando oferecer experiências mais preditiva e personalizadas aos usuários;
  • Futuro: a evolução continua com o desenvolvimento de metaversos e tecnologias de Realidade Virtual/Aumentada, visando experiências mais imersivas e interoperáveis.
Ilustração sobre Web3
Web3, ou Web 3.0, foca em um ambiente descentralizado baseado em blockchain (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como a web funciona?

A web opera por meio de um modelo cliente-servidor, onde o navegador (cliente) inicia a comunicação enviando uma solicitação de página. Em seguida, o servidor web processa esse pedido e devolve os dados da página requisitada de volta ao navegador para que ela possa ser exibida.

Este processo começa com o Domain Name System (DNS), que traduz o endereço do site legível por humanos (URL) para um endereço IP numérico. O navegador usa o protocolo HTTP para enviar a solicitação para o servidor, que foi localizado usando o endereço IP encontrado.

O servidor recebe a solicitação HTTP e localiza os arquivos necessários da página, como HTML, CSS e JavaScript, que estão armazenados em seus discos. Após a localização, o servidor empacota esses arquivos e os transmite de volta ao navegador como uma resposta HTTP estruturada.

Ao receber a resposta, o navegador interpreta o HTML para estruturar o conteúdo e aplicar o CSS para a apresentação visual (estilo e layout). Ele também executa o JavaScript para interatividade, finalizando a renderização de todos os dados para exibir a página completa e funcional na tela do dispositivo.

Quais são as características da web?

Estas são algumas das principais características e tecnologias da web:

  • Hipertextualidade: oferece a conexão entre diferentes documentos e recursos por meio do uso de hiperlinks, possibilitando a navegação online não-sequencial e interconectada entre páginas;
  • Interatividade: permite a participação ativa do usuário, possibilitando ações como deixar comentários, dar feedback e interagir em fóruns e plataformas sociais;
  • Conteúdo dinâmico: o conteúdo pode ser constantemente atualizado e alterado em tempo real, inclusive em resposta à interação do usuário, diferente de mídias estáticas;
  • Multimodalidade: inclui uma variedade de mídias além de texto, como imagens, áudio e vídeo, sendo estruturadas e exibidas nos navegadores por meio de código HTML e JavaScript;
  • Acessibilidade: os sites podem ser acessados em vários dispositivos, como desktop e celulares, tornando as informações amplamente disponíveis e suportando o conceito de cache de aplicativo para uso offline;
  • Descentralização de acesso: não possui um ponto de partida único, isso significa que uma URL é um endereço online que permite que qualquer página seja o ponto de entrada para a navegação;
  • Evolução dinâmica: está em constante mudança, com surgimento contínuo de novas tecnologias, conteúdos e usuários, impulsionando a expansão e aprimoramento da “evolução da web”;
  • Natureza distribuída: o conteúdo é armazenado em inúmeros servidores espalhados globalmente, definindo a web como um sistema descentralizado, em vez de um repositório centralizado de informações.
ilustração sobre hiperlinks
O uso de hiperlink para a navegação é uma das principais caractéristicas da web (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre web e internet?

A web é um sistema de informações que opera sobre a infraestrutura da internet, consistindo em uma coleção de documentos interligados e outros recursos. Ela é acessada por meio de navegadores usando o protocolo HTTP, permitindo que os usuários tenham acesso às informações e conteúdos disponíveis.

A internet é a rede global de computadores interconectados que forma a infraestrutura global para a comunicação digital. Ela consiste em servidores e outros hardwares que fornecem o ambiente essencial para que todos os dados circulem.

Qual é a diferença entre web e páginas da web?

A web é um sistema global de documentos interconectados e outros recursos, como textos, imagens e vídeos, acessados por meio da internet. É uma estrutura abrangente que permite a navegação online, o compartilhamento de informações e a comunicação mundialmente.

Uma página da web é um documento único ou arquivo digital específico que reside na estrutura da web e pode ser visualizado em um navegador. Ela contém o conteúdo real que o usuário interage, como texto e mídia, identificada por um endereço específico (URL).

Qual é a diferença entre web e aplicação web?

A web é um sistema global de documentos e informações interconectados acessados por meio da internet, servindo como uma biblioteca de conteúdo para visualização. Ela é a infraestrutura de informação que torna a internet utilizável para o público, permitindo a navegação via hiperlinks.

Uma aplicação web é um tipo de software dinâmico e interativo executado no navegador, projetado para permitir que os usuários realizem tarefas específicas. Ele permite a entrada de dados pelo usuário para executar funções, como processar dados, fazer compras ou gerenciar e-mails, e retornar resultados personalizados.

O que significa WWW? Conheça a história da Rede Mundial de Computadores

Saiba o conceito de web e sua importância para a comunicação moderna (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (Imagem: Elon University/Flickr)

Entenda o que é e como funciona a Web3 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba o que é hiperlink e como eles são essenciais para o uso da internet (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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WhatsApp Web caiu? Aplicativo passa por instabilidade nesta terça (4)

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, cercado por círculos vermelhos com um x branco, indicando instabilidade. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
WhatsApp Web está fora do ar (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O WhatsApp enfrentou problemas na manhã desta terça-feira (04/11). De acordo com relatos nas redes sociais, a versão web do mensageiro da Meta ficou fora do ar. O Tecnoblog realizou testes e comprovou o erro: o WhatsApp Web ficava travado na tela de carregamento por um bom tempo. Depois disso, a interface até aparecia, mas sem exibir as conversas.

Os problemas afetaram apenas o WhatsApp Web. As versões para Android e iOS funcionavam normalmente, bem como os apps para desktop no Windows e no macOS.

De acordo com a plataforma DownDetector, que monitora serviços da web, os relatos de problemas com o WhatsApp começaram por volta das 10h30, com uma subida muito repentina em poucos minutos. As reclamações atingiram um pico às 11h30 e começaram a cair logo em seguida.

Gráfico do DownDetector com relatos de problemas no WhatsApp. A linha começa a subir pouco antes das 11h e atinge um pico por volta das 11h30, descendo gradualmente até ficar próxima a zero.
Pico de reclamações ocorreu por volta de 11h30 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Nas redes sociais, usuários expressaram frustração com a indisponibilidade do WhatsApp Web.

Whatsapp web caiu aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa pic.twitter.com/PVKxQUj2LY

— Jaleel Barroso (@BarrosoJaleel) November 4, 2025

WhatsApp caiu pic.twitter.com/mzKZpm4Jom

— Fernanda Freitas (@feerfreitaas__) November 4, 2025

Atualizado às 13h12 com o reestabelecimento do serviço.

WhatsApp Web caiu? Aplicativo passa por instabilidade nesta terça (4)

WhatsApp fora do ar (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pico de reclamações ocorreu por volta de 11h30 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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