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Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reverteu a atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop.
  • O erro TM1283300 travava o Teams na tela de carregamento e ocorria por falha de regressão no cache de compilação.
  • Caso o erro persista, a dona do Windows orienta fechar e reiniciar o Teams, já que a reversão no lado do servidor deve descartar o cache corrompido.

A Microsoft removeu uma atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop. O problema, registrado sob o código TM1283300, impedia que parte dos usuários acessasse a plataforma, mantendo o aplicativo travado em uma tela de carregamento infinita.

Segundo o portal BleepingComputer, o erro ocorreu devido a uma falha de regressão no sistema de cache de compilação, que fez com que versões específicas entrassem em um “estado instável”, impedindo o uso da ferramenta. Em muitos casos, o software exibia a mensagem: “Estamos com problemas para carregar sua mensagem. Tente atualizar”.

Como resolver o problema?

Para os usuários que ainda enfrentam dificuldades, a orientação oficial da Microsoft é apenas fechar e reiniciar o aplicativo. Como a atualização problemática foi revertida no lado do servidor, o simples ato de reiniciar o Teams deve forçar o descarte do cache corrompido que causava o travamento.

A companhia afirmou que seu sistema de recuperação automático já solucionou a maior parte dos casos. “Confirmamos que nosso sistema de recuperação automatizado solucionou o problema com sucesso e estamos entrando em contato com representantes para garantir que a solução esteja disponível para todos”, declarou a Microsoft em nota.

Embora a dona do Windows não tenha detalhado o número de usuários atingidos ou quais regiões sofreram mais com o erro, o caso foi classificado internamente como um “incidente de serviço”, categoria reservada para falhas que geram interrupção de funções críticas em larga escala.

Microsoft Teams como sala de aula virtual
Microsoft Teams apresentou instabilidade após atualização de serviço (imagem: reprodução)

Mais um bug

Esse caso se soma a outros bugs que ocorreram neste começo de ano. Em fevereiro, a empresa precisou lidar com bugs no Outlook, que tornavam o cliente de e-mail inutilizável devido a conflitos com suplementos de reunião.

Além disso, falhas de autenticação nas atualizações KB5085516 e KB5079473 quebraram o sistema de login de Contas Microsoft, bloqueando o acesso a aplicativos do Office e serviços na nuvem.

A companhia também lançou patches de emergência no último final de semana para conter loops de reinicialização no Windows Server.

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Comissão Europeia está testando software de código aberto baseado no protocolo Matrix para comunicação interna;
  • Matrix suporta chat por texto, chamadas de vídeo e voz, com criptografia de ponta a ponta e integração com outros serviços;
  • Entidade considera Matrix inicialmente uma solução alternativa e de backup.

A Comissão Europeia está testando um software desenvolvido na própria Europa e com código-fonte aberto como solução de comunicação interna. Se aprovada, a novidade poderá ser usada por órgãos públicos no lugar ou de modo complementar a ferramentas como Microsoft Teams e Zoom.

Não estamos falando de uma solução totalmente nova, mas de um projeto baseado no Matrix, um protocolo aberto e descentralizado (sem depender de um servidor como núcleo) para comunicação em tempo real.

O Matrix pode ser usado para chat por texto, bem como para chamadas de vídeo ou voz. Seus recursos incluem suporte a criptografia de ponta a ponta e possibilidade de integração com outros serviços de comunicação.

Por trás do Matrix está a Matrix.org Foundation, organização sem fins lucrativos que existe desde 2018 e tem sede no Reino Unido.

A tecnologia do Matrix já é usada por organizações públicas de alguns países europeus, como a Alemanha e a França. Se os testes pela Comissão Europeia forem aprovados, há boas chances de que o protocolo se torne ainda mais difundido pela Europa.

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O objetivo é abandonar o Microsoft Teams e afins?

Ao veículo Euractiv, um representante da Comissão Europeia informou que o uso do Matrix está sendo considerado como uma “solução alternativa e de backup”, sugerindo que não há planos de substituir ferramentas como Microsoft Teams, Google Meet e Zoom.

Faz sentido, afinal, a Comissão Europeia tem usado o Signal como “backup”, mas sem obter resultados totalmente satisfatórios. Apesar disso, não dá para descartar a possibilidade de substituição de soluções americanas. Isso porque o mesmo representante fala em soluções “soberanas”:

Como parte de nossos esforços para usar soluções digitais mais soberanas, a Comissão Europeia está preparando uma solução de comunicação interna baseada no protocolo Matrix.

Além disso, parece haver um esforço de países do bloco para depender menos de tecnologias oriundas dos Estados Unidos ou que têm código-fonte proprietário. Vide o exemplo recente da França, que trocou o Microsoft Teams e afins pelo Visio, uma solução aberta e desenvolvida para os servidores públicos do país.

União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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França troca Teams e Meet por app estatal de videochamada

Captura de tela mostra uma videochamada com quatro pessoas no app Visio
Visio roda no navegador e dispensa instalações externas (imagem: reprodução/Governo da França)
Resumo
  • França substituirá Teams, Meet e Zoom pelo Visio, um app de videochamada estatal, que será a solução obrigatória até julho de 2027.
  • O Visio, baseado no Jitsi Meet, roda no navegador e usa código aberto, facilitando auditorias de segurança.
  • O app faz parte do La Suite Numérique e deve economizar cerca de 1 milhão de euros por ano para cada 100 mil funcionários.

O governo da França anunciou ontem (26/01) mais um passo importante para a independência tecnológica: todos os serviços estatais usarão o Visio, aplicativo de videoconferência desenvolvido para os servidores públicos do país.

Segundo o portal Developpez.com, a iniciativa chega para substituir definitivamente soluções de fora da União Europeia até julho de 2027, descontinuando o uso de plataformas populares como Microsoft Teams, Google Meet e Zoom.

O comunicado oficial do Ministério da Economia da França destaca a mudança para proteger dados sensíveis de legislações estrangeiras e combater a fragmentação de ferramentas, que gera custos elevados de licenciamento. O cronograma de implementação prevê que grandes órgãos, incluindo o Ministério das Forças Armadas, concluam a transição já no primeiro trimestre de 2026.

Como funciona o Visio?

Imagem mostra o logotipo do Visio, app de videochamadas, em um fundo de cor branca
Visio é uma solução baseada em código aberto (imagem: reprodução/Governo da França)

O Visio utiliza como base o Jitsi Meet, um software de código aberto (open source). Segundo o Le Big Data, essa escolha técnica permite auditorias constantes de segurança por órgãos governamentais.

Outro diferencial é que, ao contrário de soluções que exigem a instalação de arquivos executáveis, a ferramenta roda apenas no navegador. Isso simplifica a gestão de TI e reduz drasticamente a chance de ataques cibernéticos em computadores estatais.

A plataforma integra tecnologias de inteligência artificial desenvolvidas localmente, como o sistema de separação de fala da startup Pyannote e legendagem automática em tempo real da Kyutai, mantendo o processamento de dados em fronteiras nacionais.

Vale mencionar que o Visio é uma peça de um ecossistema maior chamado La Suite Numérique, desenhado para ser uma alternativa ao Microsoft 365. Esse pacote inclui o Tchap (mensagens instantâneas), o Grist (gestão de bases de dados) e o Nuage (armazenamento de arquivos em nuvem).

Soberania digital e economia de recursos

A estratégia francesa é se desvincular de fornecedores sujeitos ao U.S. Cloud Act — legislação dos Estados Unidos que permite ao governo americano solicitar acesso a dados armazenados por suas empresas, mesmo em servidores localizados no exterior.

De acordo com a revista Alliancy, para neutralizar esse risco jurídico, o Visio é hospedado na Outscale, subsidiária da Dassault Systèmes, garantindo que a infraestrutura seja operada sob leis estritamente europeias.

Do ponto de vista financeiro, a economia é grande. Estimativas oficiais projetam que a substituição de licenças proprietárias por uma solução interna poupará cerca de 1 milhão de euros por ano para cada 100 mil funcionários (aproximadamente R$ 6,3 milhões).

A movimentação da França reforça uma tendência na Europa. O caso assemelha-se ao do estado alemão de Schleswig-Holstein, que no ano passado iniciou a migração de 30 mil computadores para sistemas Linux e LibreOffice.

França troca Teams e Meet por app estatal de videochamada

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Microsoft promete tornar Teams mais rápido no Windows em 2026

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar desempenho do Teams no Windows em 2026, reconhecendo problemas de lentidão;
  • Empresa planeja implementar um processo secundário para otimizar o uso de recursos e melhorar a experiência de reuniões;
  • Implementação do novo processo começará em janeiro de 2026, com conclusão prevista para fevereiro.

O Microsoft Teams é lento em seu computador? Saiba que não é só você que tem esse problema. Recentemente, a Microsoft reconheceu que a ferramenta tem gargalos importantes e prometeu melhorar o desempenho da versão para Windows já no começo de 2026.

Queixas sobre o desempenho do Microsoft Teams existem há bastante tempo, mas ficaram um pouco mais frequentes depois que o Skype foi descontinuado. Não são raros os casos de pessoas que recorreram ao Teams como alternativa ao Skype e estranharam a ferramenta, seja por causa de sua dinâmica de uso diferente, seja pela percepção de lentidão.

Até o momento, não há nada indicando que a interface ou funcionalidades do Teams irão mudar no curto prazo. Mas, ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que está trabalhando em uma abordagem capaz de melhorar o desempenho da ferramenta como um todo.

Para tanto, a companhia está testando a execução de um processo secundário, de nome ms-teams_modulehost.exe, que rodará de modo simultâneo ao executável ms-teams.exe, que consiste no módulo principal do Microsoft Teams.

Basicamente, o ms-teams_modulehost.exe ficará responsável por executar as operações de chamadas ao sistema da ferramenta. Enquanto isso, o ms-teams.exe continuará responsável por atividades ligadas a mensagens, interface e afins. “Essa alteração otimiza o uso de recursos e aprimora a experiência de reuniões”, afirma a empresa.

Em linhas gerais, os usuários poderão esperar que tanto o desempenho geral quanto o tempo de inicialização do Microsoft Teams fiquem mais rápidos. Isso porque o processo adicional deverá otimizar o consumo de memória RAM pela ferramenta, que é justamente o seu maior problema.

Microsoft Teams para PC
Microsoft Teams para PC (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando a mudança no Microsoft Teams será implementada?

A Microsoft pretende implementar o novo processo secundário do Teams a partir de janeiro de 2026 para todos os usuários da ferramenta em sistemas operacionais Windows.

Contudo, a migração completa para a nova abordagem só deverá ser concluída em fevereiro do próximo ano. Fiquemos de olho.

Microsoft promete tornar Teams mais rápido no Windows em 2026

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft Teams para PC (imagem: reprodução/Microsoft)
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Microsoft adia função que avisa seu chefe quando você está na empresa

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Mudança no Teams detectará presença física do colaborador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft adiou a função do Teams que identifica automaticamente a presença do usuário no escritório para janeiro de 2026.
  • O recurso usará Wi-Fi corporativo para atualizar o status do usuário e será desativado por padrão, cabendo aos administradores de TI ativá-lo.
  • A atualização já levantou preocupações sobre privacidade, já que elimina a necessidade de atualização manual de status no escritório.

A Microsoft revelou no final de outubro que o Teams ganharia uma nova função um tanto quanto polêmica: a de identificar automaticamente quando o usuário está no escritório. Agora, a empresa decidiu adiar a implementação da funcionalidade.

Inicialmente prevista para chegar neste mês de dezembro, a atualização foi reprogramada e deve começar a ser distribuída em janeiro de 2026.

Segundo a Forbes, a ferramenta utilizará a conexão Wi-Fi corporativa para determinar se o funcionário está ou não nas dependências da organização. Ao detectar a rede, o Microsoft Teams atualizará automaticamente o status do usuário para refletir, inclusive, o prédio específico em que ele se encontra.

A ideia é sinalizar instantaneamente aos gestores e colegas a presença física no escritório, eliminando a necessidade de atualização manual. Se o usuário não estiver conectado ao Wi-Fi corporativo, o sistema manterá o status anterior ou indicará trabalho remoto.

Detecção automática obrigatória?

A mudança será disponibilizada globalmente para usuários de Windows e macOS. A Microsoft esclareceu que, por padrão, o recurso virá desativado. Caberá, portanto, aos administradores de TI da organização decidir pela ativação do rastreamento de localização.

No entanto, logo após o anúncio do recurso, o Windows Reports destacou um ponto importante: após a ativação pelos administradores, a ferramenta estará operante para todos os usuários do Teams na mesma rede. Ou seja, é provável que o funcionário não consiga desabilitar o recurso sem ter que se desconectar da rede corporativa.

Como mudar o nome da conta no Microsoft Teams (Imagem: Scott Graham/Unsplash)
Ferramenta divide opiniões entre ganho de produtividade e excesso de vigilância (imagem: Scott Graham/Unsplash)

Impactos na privacidade

A novidade já levantou discussões. O Windows Central argumenta que a atualização elimina o tempo gasto procurando por colegas no escritório ou tentando contatá-los para verificar sua localização. Por outro lado, existem preocupações sobre o monitoramento excessivo.

Na prática, a atualização pode acabar com a discrição de funcionários que preferem trabalhar em locais isolados da empresa para evitar interrupções. Além disso, o recurso torna irrelevante o uso de fundos virtuais para mascarar a localização: mesmo que a câmera mostre um escritório genérico, o status do Teams vai “dedurar” que a pessoa está fisicamente no prédio da firma.

Esse recurso integra uma série de funcionalidades da Microsoft para a plataforma, que incluem novos atalhos de teclado e funções de anotação. O adiamento para janeiro de 2026 oferece às empresas um período adicional para preparar suas políticas internas de privacidade e comunicação antes que a ferramenta entre em vigor.

Microsoft adia função que avisa seu chefe quando você está na empresa

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Linux
Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
  • OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
  • Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.

O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.

O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, calendário e editor de documentos.

A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.

OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)

Europa quer mais soberania 

A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. Dinamarca e um estado alemão já começaram a substituir oficialmente nos órgãos públicos soluções da Microsoft por softwares abertos.

Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.

Pouco depois, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, fez o mesmo, trocando o Microsoft Teams e o Office por alternativas de código aberto em mais de 60 mil postos de trabalho públicos.

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotar soluções abertas como alternativa ao fim do Windows 10.

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Função do Microsoft Teams vai contar ao seu chefe se você está no escritório

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Atualização de controle de presença automático chegará ao Microsoft Teams (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O Microsoft Teams identificará automaticamente a localização do usuário ao conectar-se ao Wi-Fi corporativo, atualizando o status para indicar se está no escritório.
  • A função visa melhorar a comunicação em equipes híbridas, mas levanta preocupações sobre privacidade e monitoramento dos funcionários.
  • O lançamento está previsto para dezembro de 2025, e a Microsoft não detalhou como a função será implementada ou as políticas de privacidade associadas.

O Microsoft Teams está prestes a ganhar uma polêmica atualização que promete facilitar o controle de presença, mas que também pode causar desconforto entre os trabalhadores. A empresa revelou que a plataforma vai identificar automaticamente quando o usuário estiver no escritório, atualizando o status de localização assim que o dispositivo se conectar ao Wi-Fi corporativo.

A novidade pretende reduzir a confusão sobre onde cada colaborador está – remoto ou presencial –, mas também levanta preocupações sobre privacidade e monitoramento. O recurso pode deixar em evidência quem prefere um dia de trabalho mais tranquilo no escritório ou quem alterna entre ambientes sem informar o time.

Como funciona o novo recurso do Teams

Segundo o anúncio oficial, o recurso será integrado ao próprio Teams e será ativado sempre que o aplicativo identificar o acesso à rede da empresa, exibindo o local de trabalho correspondente. Ele irá “refletir o prédio em que estão trabalhando”, segundo a Microsoft.

Por enquanto, a empresa não detalhou como a função será implementada, se haverá controle manual sobre a visibilidade dessas informações ou quais políticas de privacidade acompanharão o recurso. O lançamento está previsto para dezembro de 2025, e a ferramenta ainda se encontra em fase de desenvolvimento.

Ilustração com dois cadeados, representando segurança
Microsoft testa os limites entre segurança e privacidade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Recurso útil ou invasivo?

A proposta de automatizar o status de localização no Teams tem o objetivo de melhorar a comunicação entre equipes híbridas, tornando mais fácil saber quem está disponível presencialmente. No entanto, a medida pode gerar incômodo entre funcionários que veem na automação um passo a mais no monitoramento corporativo.

A atualização faz parte de uma série de melhorias recentes da Microsoft para aumentar a produtividade dentro do Teams. Nos últimos meses, a plataforma recebeu atalhos de teclado personalizáveis, a função de salvar mensagens específicas em conversas e novos modos de anotação no Chat Notes.

Função do Microsoft Teams vai contar ao seu chefe se você está no escritório

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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