Visualização de leitura

Nvidia Acerta Compra da Run:ai por US$ 700 Milhões após Impasses Regulatórios

  A fabricante de chips Nvidia concluiu a aquisição da empresa israelense de inteligência artificial Run:ai, informou a startup nesta segunda-feira, após uma análise de concorrência sobre a operação. A Comissão Europeia concedeu aprovação incondicional à oferta de US$ 700 milhões (R$ 4,3 milhões) da Nvidia pela Run:ai, que ajuda desenvolvedores a otimizar a infraestrutura para IA, mais cedo em dezembro, após declarar em outubro que o acordo exigiria aprovação antitruste da União Europeia. O órgão anticoncorrencial da UE havia alertado que o acordo ameaçava a concorrência nos mercados onde as empresas atuam. A investigação sobre o acordo focou em práticas que poderiam fortalecer o controle da Nvidia sobre o mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), que são os chips procurados e frequentemente usados em tarefas relacionadas à IA. A Nvidia domina o mercado de processadores gráficos para IA, detendo participação de cerca de 80%. No entanto, a Comissão Europeia concluiu este mês que a aquisição da Run:ai, anunciada originalmente em abril, não levantaria preocupações com relação à concorrência. A Run:ai planeja tornar seu software de código aberto, disse a empresa em uma publicação. "Embora a Run:ai atualmente suporte apenas GPUs da Nvidia, a abertura do código do software permitirá estender sua disponibilidade para todo o ecossistema de IA", afirmou.
  •  

Scale AI é avaliada em US$ 14 bi em rodada apoiada por Nvidia e Amazon

A Scale AI anunciou nesta terça-feira que levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento liderada pela empresa de capital de risco Accel, com a participação de Nvidia, Amazon e Meta, avaliando a startup de dados de inteligência artificial em quase US$ 14 bilhões. As principais empresas de tecnologia estão correndo para incorporar a IA em seus produtos e serviços. As startups que atendem ao aumento da demanda por chips de IA e aprendizado de máquina têm sido um ponto positivo em um mercado de financiamento privado que, de outra forma, seria moderado.

Siga a Forbes no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida

Fundada em 2016, a Scale AI fornece grandes quantidades de dados rotulados com precisão, o que é fundamental para o treinamento de ferramentas sofisticadas como o ChatGPT da OpenAI. A empresa também ajuda sua clientela - incluindo Microsoft, Morgan Stanley, OpenAI e Cohere, a criarem e refinarem conjuntos de dados. A rodada de financiamento da empresa sediada em São Francisco é a mais recente de uma série de transações na área de IA. As startups de IA levantaram US$ 19,15 bilhões em financiamento de capital de risco no primeiro trimestre, em comparação com US$ 16,36 bilhões no mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da PitchBook. A Scale AI disse que usará o capital para desenvolver recursos de dados com seus clientes corporativos e o Departamento de Defesa dos EUA e a Casa Branca. O governo dos EUA vem formando parcerias com empresas focadas em IA e lançou várias iniciativas para inovação na área. Outros investidores de alto nível que participaram da última rodada de financiamento da Scale incluíram Coatue, Tiger Global Management, Intel Capital e AMD Ventures. Em 2021, a startup levantou US$ 325 milhões em uma rodada de financiamento que supostamente a avaliou em cerca de US$ 7,3 bilhões.
  •  

Direitos autorais pode ameaçar a indústria de IA em 2024

Getty Images Se 2023 foi o ano em que a inteligência artificial mudou tudo, 2024 poderá ser lembrado como o ano em que a legislação de direitos autorais dos Estados Unidos mudou em relação à IA.
  • Siga o canal da Forbes e de Forbes Money no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida

A explosão da IA generativa e a popularidade de iniciativas apoiadas pela Microsoft, como a OpenAI, Meta, Midjourney e outros resultaram em uma série de casos de direitos autorais movidos por escritores, artistas e outros detentores de direitos autorais, que afirmam que a IA teve sucesso apenas graças ao trabalho deles. Os juízes até agora têm sido céticos em relação às alegações de infração pelos demandantes com base no conteúdo gerado por IA. No entanto, os tribunais ainda não abordaram a questão mais complicada e potencialmente bilionária de se as empresas de IA estão infringindo em grande escala ao treinar seus sistemas com uma grande quantidade de imagens, escritos e outros dados obtidos da internet. As empresas de tecnologia alertam que os processos judiciais podem criar grandes obstáculos para a crescente indústria de IA. Os demandantes afirmam que as empresas lhes devem por usar seu trabalho sem permissão ou compensação. Vários grupos de autores entraram com propostas de ações coletivas este ano devido ao uso de seus textos no treinamento de IA. Isso inclui escritores como John Grisham e o autor de "Game of Thrones", George R.R. Martin, até a comediante Sarah Silverman e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. As empresas de tecnologia contrataram legiões de advogados de alguns dos maiores escritórios de advocacia dos EUA para enfrentar os casos. Elas defenderam o treinamento de IA, em comentários ao Gabinete de Direitos Autorais dos EUA, comparando-o à forma como os humanos aprendem novos conceitos e argumentando que seu uso do material se qualifica como "fair use" (uso justo) sob a lei de direitos autorais.

O que vem a seguir?

Um processo em andamento envolvendo a Thomson Reuters - controladora da Reuters News - pode ser um dos primeiros grandes indicadores para questões relacionadas a direitos autorais de IA. A empresa acusou a Ross Intelligence em 2020 de copiar ilegalmente milhares de "headnotes" de sua plataforma de pesquisa jurídica Westlaw. O portal resume decisões judiciais e foi usado para treinar um mecanismo de busca jurídica baseado em IA. Um juiz federal decidiu em setembro que o caso em Delaware tem de ir a julgamento para determinar se a Ross violou a lei. O processo pode estabelecer um precedente importante sobre uso justo e outras questões para a litigação de direitos autorais de IA. Um júri pode começar a ouvir o caso já em agosto.
  •