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Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Ex-CEO Bob Iger em foto de divulgação da Disney, em meio a personagens e cores da empresa
Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
  • Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
  • A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.

Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.

Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.

Agora, ao Financial Times, Iger disse que a Apple não demonstrou muito interesse à época, e deu a entender que seguiu interessado em uma junção das duas empresas mesmo após o falecimento de Steve Jobs, em 2011.

Twitter quase foi realidade… Apple, nem tanto

App do Twitter no iPhone
Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.

O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.

Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.

De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Twitter no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
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Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

A imagem mostra a tela de um monitor exibindo o que parece ser um escaneamento corporal ou médico em andamento. O fundo da tela é totalmente escuro, e duas silhuetas humanas aparecem brilhando em tons de vermelho e laranja, lembrando uma imagem térmica ou de raio-X.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)
Resumo
  • Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
  • O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
  • A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.

A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).

Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.

Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.

Como funciona o Midjourney Scanner?

A imagem mostra as costas de uma pessoa vista de trás, posicionada no centro de um anel de scanner. Ela veste um maiô ou collant preto com um decote redondo nas costas.
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)

No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.

Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.

O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.

É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.

Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.

No centro de uma tela preta, destaca-se uma secção transversal do corpo humano, como uma tomografia, que brilha intensamente em tons de amarelo e branco.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)

Meta de um bilhão de exames

Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.

A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.

Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.

No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.

Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

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Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

Ilustração com símbolos de big techs (Apple, Amazon, Google) e chips em um servidor, sugerindo investimentos em IA
Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
  • O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.
  • As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley. O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado.

O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia.

Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.

Salto nos gastos com infraestrutura

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Data center para inteligência artificial da OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.

O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg.

Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos.

Big techs emitem dívidas fora dos EUA

Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça.

De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

(imagem: reprodução/OpenAI)
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Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

Bandeiras da União Europeia
Empresas pedem que plataformas sejam submetidas à DMA (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Empresas de mídia pressionam a União Europeia por regras mais duras contra sistemas de smart TVs e assistentes de voz.
  • O grupo afirma que empresas como Google, Amazon e Samsung já controlam o acesso ao conteúdo e dificultam a concorrência.
  • Proposta quer que Alexa, Siri e ChatGPT entrem na regulação.

Um grupo formado pelas maiores empresas de televisão e streaming na Europa está pressionando a União Europeia para aplicar as regras antitruste mais rígidas do bloco aos sistemas de smart TVs e assistentes de voz. O lobby, que inclui gigantes como Disney, Warner Bros. Discovery, Paramount+ e Sky, quer que softwares como Android TV (Google), Fire OS (Amazon) e Tizen (Samsung) sejam submetidos à Lei dos Mercados Digitais (DMA).

De acordo com apuração da Reuters, o grupo considera que as empresas de tecnologia passaram a controlar por onde o conteúdo audiovisual chega ao espectador europeu. Para o setor, essas plataformas já funcionam como gatekeepers do acesso, ditando o que milhões de pessoas podem assistir.

Em vigor desde o início de 2024, o DMA é a principal ferramenta antitruste da UE para frear o monopólio das big techs dentro dos países do bloco. A lei as proíbe de favorecer os próprios serviços em detrimento de rivais, além de obrigá-las a abrir seus ecossistemas para garantir a livre escolha do consumidor. É nesse enquadramento que as emissoras querem que as plataformas estejam.

Associação pressiona UE por medidas rígidas

Tela de smart TV de 55 polegadas exibindo menu inicial com opções de apps como Netflix, Prime Video, Disney+, YouTube e Apple TV. No centro da tela, texto em inglês: "Explore your favorite content quickly and easily" e abaixo, seleção de dramas em destaque. A TV está sobre suporte branco e há uma soundbar preta à frente. Ao lado, placa com texto "7 anos Atualização garantida Sistema Operacional Tizen".
Sistemas de televisões servem como gatekeepers, segundo associação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A frente é liderada pela Associação de Serviços de Televisão Comercial e Vídeo sob Demanda na Europa (ACT). Segundo a agência, em cartas enviadas à chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, a entidade afirma que as big techs têm fortes incentivos para restringir a concorrência e fechar seus ecossistemas.

Para as redes de mídia, quem controla o sistema operacional da TV controla o acesso ao espectador. A ACT alerta que esse domínio permite impor barreiras contratuais e técnicas para dificultar que o usuário migre livremente entre aplicativos e serviços concorrentes dentro da mesma televisão.

Dados apresentados pela ACT à Comissão Europeia mostram como o mercado de sistemas operacionais para TVs mudou nos últimos cinco anos: o Tizen, da Samsung, lidera na Europa com 24% de participação. O Android TV, do Google, saltou de 16% em 2019 para 23% no início de 2024. O crescimento mais agressivo foi o do Fire OS, da Amazon, que foi de 5% para 12% no mesmo período.

Assistentes de voz na mira

ilustração sobre a Alexa
Alexa e outros assistentes virtuais também são alvo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além das telas, a ACT também quer que a UE aplique a DMA a assistentes virtuais como Alexa (Amazon), Siri (Apple) e recursos integrados do ChatGPT. Para as emissoras, esses assistentes controlam o acesso ao conteúdo em smart TVs, celulares, carros e sistemas de som.

A exigência é que a Comissão enquadre essas ferramentas na lei com base em critérios “qualitativos” de domínio de mercado, uma tentativa de forçar a regulação mesmo que algumas dessas IAs ainda não atinjam os limites financeiros (75 bilhões de euros em valor de mercado) ou de audiência (45 milhões de usuários ativos mensais) exigidos pelo texto atual da DMA.

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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ByteDance suspende Seedance 2.0 após briga com Hollywood

A ByteDance, empresa-mãe do TikTok, pausou o lançamento mundial do seu mais novo modelo de geração de vídeos com inteligência artificial, o Seedance 2.0, depois de enfrentar uma série de disputas de direitos autorais com grandes estúdios de Hollywood e plataformas de streaming. A informação foi publicada pelo site The Information no último sábado, com base em duas fontes com conhecimento direto do assunto. A ByteDance não respondeu aos pedidos de comentário do site ou da agência de notícias Reuters.

A empresa havia planejado disponibilizar o modelo para clientes ao redor do mundo em meados de março, mas os planos foram suspensos diante das ameaças legais. Segundo a reportagem, a equipe jurídica da companhia está trabalhando para identificar e resolver possíveis problemas legais, enquanto engenheiros adicionam salvaguardas para evitar que o sistema gere conteúdo que possa violar propriedade intelectual.

Disney envia carta à ByteDance

Um dos casos mais emblemáticos envolve a Disney, que encaminhou uma carta de cease-and-desist à ByteDance no mês passado. A acusação é de que o Seedance 2.0 teria sido treinado com personagens da empresa sem autorização — incluindo franquias como Star Wars e Marvel — tratando-os como se fossem imagens de domínio público.

Disney tem queda na TV a cabo, mas lucros crescem em parques e streaming
Disney entrou em contato com a dona do TikTok para solicitar que o gerador de vídeo com IA da empresa pare de usar seus personagens sem autorização (Imagem: Bankrx / Shutterstock)

A polêmica ganhou força depois que vídeos gerados pelo modelo viralizaram na China, entre eles uma cena fictícia com os atores Tom Cruise e Brad Pitt em uma briga. A Disney afirmou que a ByteDance pré-configurou o Seedance com uma biblioteca pirata de personagens protegidos por direitos autorais.

Leia mais:

O que é o Seedance 2.0

Lançado oficialmente em fevereiro, o Seedance 2.0 foi apresentado pela ByteDance como uma ferramenta voltada para uso profissional nas áreas de cinema, e-commerce e publicidade. O sistema é capaz de processar texto, imagens, áudio e vídeo simultaneamente, com o objetivo de reduzir custos de produção de conteúdo.

O modelo ganhou projeção internacional ao ser comparado ao DeepSeek, empresa chinesa de IA cujos sistemas rivalizam com os da Anthropic e da OpenAI. Personalidades do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, chegaram a elogiar a capacidade do Seedance de gerar narrativas cinematográficas a partir de poucos comandos.

O post ByteDance suspende Seedance 2.0 após briga com Hollywood apareceu primeiro em Olhar Digital.

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Códigos de Stardew Valley: como ativar e usar cheats no game

Usar cheats em Stardew Valley é uma forma de evoluir rapidamente no jogo, acelerando a conquista de recursos, como dinheiro, itens e até mesmo evoluir sua casa para uma mansão, por exemplo.

Você pode também fazer personalizações, avançar no tempo e adicionar animais diretamente pelo chat do jogo, basta ativar o uso dos códigos nas configurações do seu save.

A seguir, veja como ativar os códigos em Stardew Valley e conheça todos os cheats disponíveis no jogo.

Stardew Valley ganha co-op em todas as plataformas (Foto: Reprodução)
Stardew Valley é um jogo que simula a vida no campo (Imagem: Reprodução/ConcernedApe)

Como ativar códigos em Stardew Valley

Para ativar os códigos em Stardew Valley é necessário ter o jogo instalado a partir da versão 1.6.9. Veja abaixo como usá-los no PC.

1. Acesse o arquivo do jogo no PC

É necessário acessar os arquivos de salvamento do Stardew Valley no computador pelo seguinte caminho:

  • Windows: %appdata%\StardewValley\Saves;
  • Mac: ~/.config/StardewValley/Saves
Acesse as pastas do jogo para ativar os códigos em Stardew Valley (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Acesse as pastas do jogo para ativar os códigos em Stardew Valley (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Abra o save da sua campanha pelo bloco de notas

Clique duas vezes no arquivo com o nome da sua fazenda no Stardew Valley para abrir. Selecione o bloco de notas e vá em “Só uma vez” para continuar.

Abra o Save do jogo pelo bloco de notas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Abra o save do jogo pelo bloco de notas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Pressione “Ctrl + F” para encontrar um código específico

É necessário encontrar o comando “allowChatCheats“. Vá até “Localizar” e pesquise pelo código.

Procurando pela seção de ativação de códigos no bloco de notas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Procurando pela seção de ativação de códigos no bloco de notas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Ative os códigos em Stardew Valley

Assim que encontrar a seção, mude de “False” para “True“. Vá até “Arquivo” e salve para confirmar.

Alterando a linha de código em Stardew Valley para ativar os códigos no jogo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Alterando a linha de código em Stardew Valley para ativar os códigos no jogo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

5. Abra o chat do jogo para usar os códigos em Stardew Valley

Volte ao jogo e abra o chat pressionando “T“. Na sequência, digite o código que deseja usar e pressione “Enter“.

Verifique se os códigos já podem ser usados no jogo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)
Verifique se os códigos já podem ser usados no jogo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O procedimento é similar em outros dispositivos, como Android ou iPhone. É necessário abrir o arquivo do jogo em algum gerenciador de arquivos de sua preferência, procurar pelo código “allowChatCheats” e mudar de “False” para “True”.

Caso não seja possível pelo smartphone, basta enviar o seu arquivo de salvamento para o computador, editá-lo, e adicioná-lo novamente na pasta raiz do jogo.

Já em consoles, ainda não é possível ativar os códigos de Stardew Valley.

Códigos de Stardew Valley

Os códigos de Stardew Valley seguem dois formatos principais:

  • Ações diretas: Ex: /money 500
  • Comandos de depuração: Ex: /debug [comando]

Você pode adicionar novos recursos financeiros, ítens importantes, fazer mudanças de tempo e até evoluir sua casa no jogo. Caso busque por algum código específico, basta pressionar “Ctrl + F” neste artigo para procurar.

Atenção!

Alguns comandos exigem que você insira um valor específico no lugar do “#”.

Exemplo: /money [#] -> /money 500

Veja, abaixo, todos os códigos de Stardew Valley.

Códigos de recursos

CódigoResultado
/goldAdiciona 1.000.000 de ouro.
/money [#]Define seu dinheiro para o valor exato inserido (não acumula).
/backpack 36Atualiza a mochila para o tamanho máximo.
/debug newmuseumlootAdiciona itens de museu não doados ao seu inventário.
/debug clearEsvazia o inventário.
/debug setupbigfarmAdiciona construções (coops, celeiros, estábulo, moinho, silo), animais, colheitas e ferramentas de produção à fazenda.
/debug cookingDesbloqueia todas as receitas de culinária.
/debug craftingDesbloqueia todas as receitas de fabricação.
/debug skullkeyObtém a Chave de Caveira.
/debug specialsAdiciona itens especiais à sua carteira.
/debug clearspecialsRemove itens especiais da sua carteira.
/debug invincibleAtiva a invencibilidade.
/debug healCura.
/debug energizeGanha a energia total.
/debug walnutGanha Nozes Douradas.
/debug dieMorre.

Códigos de itens e objetos (por consulta)

CódigoResultado
/debug iq ALL_ITEMSAbre uma janela com todos os itens do jogo.
/debug iq ALL_ITEMS (W)Filtra por armas.
/debug iq ALL_ITEMS (T)Filtra por ferramentas.
/debug iq ALL_ITEMS (BC)Filtra por grandes itens.
/debug iq ALL_ITEMS (F)Filtra por mobília.
/debug iq ALL_ITEMS (WP)Filtra por papéis de parede.
/debug iq ALL_ITEMS (FL)Filtra por pisos.
/debug iq ALL_ITEMS (B)Filtra por sapatos.
/debug iq ALL_ITEMS (P)Filtra por calças.
/debug iq ALL_ITEMS (S)Filtra por camisetas.
/debug iq ALL_ITEMS (H)Filtra por chapéus.
/debug iq ALL_ITEMS (TR)Filtra por bugigangas.

Cheats de itens e objetos (por ID)

Use o comando /debug item [ID] [Quantidade] [Qualidade] para escolher a quantidade e a qualidade dos itens, sendo 0 (Base), 1 (Prata), 2 (Ouro), 4 (Irídio).

Exemplo: /debug item 388 999 fornece 999 madeiras.

Sendo “388” o código da madeira e “999” a quantidade do item que deseja gerar no inventário. É possível encontrar os códigos de identificação nesta página. Veja, abaixo, códigos de itens comuns em Stardew Valley.

  • Pedra: 390
  • Madeira: 388
  • Madeira de Lei: 790
  • Argila: 330
  • Ervas daninhas: 0
  • Carvão: 382
  • Barra de Cobre: 334
  • Barra de Ferro: 335
  • Barra de Ouro: 336
  • Barra de Irídio: 337
  • Iniciador de Grama: 297
  • Cerca de Pedra: 323
  • Cerca de Madeira: 322
  • Portão: 325
  • Enxada de Irídio: (T)IridiumHoe
  • Machado de Irídio: (T)IridiumAxe
  • Picareta de Irídio: (T)IridiumPickaxe
  • Vara de Irídio: (T)IridiumRod
  • Regador de Irídio: (T)IridiumWateringCan

Códigos de tempo

CódigoResultado
/debug pausetimePausa ou retoma o tempo.
/debug time [Valor 0000]Muda para uma hora específica (relógio de 24h).
/debug addhourAdiciona uma hora.
/debug addminuteAdiciona 10 minutos.
/debug day [#]Muda para o dia específico na estação.

Códigos de personalização

CódigoResultado
/debug dyepantsAbre a janela para mudar as cores das calças.
/debug dyeshirtAbre a janela para mudar as cores das camisetas.
/debug customizationAbre a janela de criação de personagem.
/debug renovateAbre a janela de renovação da Robin.
/debug houseupgrade [#]Melhora a casa (valores de 0 a 3).
/debug wall [ID]Substitui todos os papéis de parede.
/debug floor [ID]Substitui todos os pisos.

Códigos de habilidades

Para aprimorar habilidades específicas em Stardew Valley, use o comando: /debug levelup [ID da Habilidade] [#]. Cada habilidade tem o seguinte código de identificação:

  • 0 (Agricultura);
  • 1 (Pesca);
  • 2 (Coleta de alimentos);
  • 3 (Mineração);
  • 4 (Combate).

Cheats de animais

CódigoResultado
/debug befriend animals [Experiência]Aumenta a afeição dos animais (máx. +1000).
/animal [Nome]Gera um animal bebê específico (ex: Chicken, Cow, Dinosaur, Pig).
/growanimalsFaz todos os animais no mapa se tornarem adultos.
/catchallfishAdiciona todos os peixes à coleção.
/clearfishcaughtRemove todos os peixes da coleção.

Cheats de pessoas

CódigoResultado
/debug friendallMaximiza a amizade com todos os aldeões.
/dating [Nome do NPC]Muda o status para namorado/a.
/marry [Nome do NPC]Muda o status para marido/esposa.
/makeex [Nome do NPC]Termina o relacionamento romântico.
/clearcharactersRemove todos os NPCs do mapa atual.

Códigos de deslocamento

CódigoResultado
/warphomeTeletransporta o jogador para casa.
/warpshop [Nome do NPC]Teletransporta para a loja do NPC.
/debug speed [#Velocidade] [#Duração]Dá um bônus de velocidade por um tempo determinado em segundos.

Como ver ID de itens do Stardew Valley

Você pode acessar a página completa no GitHub feita pela comunidade do jogo para visualizar os códigos de identificação de todos os itens de Stardew Valley.

Além disso, o código /debug getindex [nome do item] busca o ID pelo nome do item. Exemplo: /debug getindex wood, fornecerá o código específico da madeira.

A seguir, conheça alguns IDs de itens famosos no jogo.

ItemID
Pale Ale (Cerveja Amanteigada)303
Papoula376
Madeira de Lei709
Bagre143
Albacora705
Esturjão698
Beterraba284
Achigã136
Caviar445
Argila330
Cioba150
Carpa da Meia-Noite269

É permitido usar códigos em Stardew Valley?

Sim, Stardew Valley é um jogo eletrônico que permite o uso de códigos e cheats, assim como The Sims 4, GTA San Andreas e GTA 5, sem causar banimento dos jogadores. O uso dos códigos foi liberado pelo desenvolvedor do jogo na versão 1.6.9.

Códigos de Stardew Valley: como ativar e usar cheats no game

Stardew Valley ganha co-op em todas as plataformas (Foto: Reprodução)

Acesse as pastas do jogo para ativar os códigos em Stardew Valley (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Abra o Save do jogo pelo bloco de notas (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

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Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
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Disney enquadra Google por uso de personagens em IA

O Mandaloriano, usando armadura metálica completa com capacete reflexivo e detalhes em prata e preto, está encostado em uma parede bege com estrutura metálica ao lado. Ele carrega um coldre com arma no quadril e tem um símbolo estilizado no ombro esquerdo. À direita, Grogu, também conhecido como Baby Yoda, é uma criatura pequena de pele verde clara, olhos grandes e orelhas pontudas, vestindo túnica cinza com gola alta. Ao fundo, paredes e painéis tecnológicos.
Violação de direitos autorais envolveria personagens de Star Wars (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • Disney acusa Google de usar personagens de franquias como Deadpool, Os Simpsons e Star Wars em ferramentas de IA, sem permissões;
  • Notificação extrajudicial afirma que Google pratica violação de direitos autorais em “escala massiva” para treinamento de modelos de IA;
  • Acusação ocorre ao mesmo tempo em que Disney anunciou acordo com OpenAI para licenciar seu conteúdo para uso em serviços de IA generativa.

A Walt Disney Company enviou uma notificação extrajudicial ao Google acusando a companhia de violação em “escala massiva” de direitos autorais para treinamento de modelos de IA. Coincidência ou não, a acusação foi formalizada quase ao mesmo tempo em que Disney e OpenAI anunciaram um acordo sobre inteligência artificial.

Segundo a Disney, o conteúdo protegido por direitos autorais que o Google teria usado indevidamente envolve franquias ou personagens como Deadpool, Moana, Os Simpsons e Star Wars. A notificação inclui imagens que comprovariam o uso indevido dessas propriedades em ferramentas de inteligência artificial do Google, sem as devidas permissões.

O trecho mais marcante do documento diz o seguinte:

O Google está infringindo os direitos autorais da Disney em escala massiva, copiando um grande acervo de obras protegidas por direitos autorais da Disney sem autorização para treinar e desenvolver modelos e serviços de inteligência artificial (IA) generativa, e usando modelos e serviços de IA para explorar e distribuir comercialmente cópias de suas obras protegidas para consumidores, em violação aos direitos autorais da Disney.

David Singer, advogado que representa a Walt Disney

Ainda na notificação, a Disney afirma que o Google se recusou a adotar medidas tecnológicas para prevenir as supostas violações de direitos autorais.

A Disney também argumenta que vem tentando tratar do assunto com o Google há meses, mas que, durante esse período, a companhia de Mountain View acabou por intensificar o uso indevido de materiais protegidos.

Para que o assunto não se transforme em uma guerra nos tribunais dos Estados Unidos, a notificação exige que o Google identifique e deixe de usar materiais da Disney protegidos por direitos autorais em seus serviços de IA, bem como adote medidas para evitar que isso ocorra em outras oportunidades.

Até o momento, o Google não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Imagens anexadas pela Disney que teriam sido geradas por IA no Google
Imagens anexadas pela Disney que teriam sido geradas por IA no Google (imagem: reprodução/Variety)

Disney e OpenAI fecharam acordo para IA

A notificação extrajudicial da Disney foi enviada ao Google na quarta-feira (10/12). Nesta quinta-feira (11/12), a Disney anunciou um acordo bilionário com a OpenAI em que licencia o seu conteúdo para uso em serviços de IA generativa.

Para ser exato, a parceria prevê que elementos como figurinos, cenários e personagens da Disney sejam usados para criação de vídeos curtos no Sora, plataforma de vídeo generativo da OpenAI.

Com informações de Variety

Disney enquadra Google por uso de personagens em IA

The Mandalorian figura entre as séries de maior sucesso do Disney+ (imagem: divulgação/Disney)
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Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

Sora, da OpenAI, ganha acesso oficial a acervo da Disney (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • Disney e a OpenAI firmaram um acordo, permitindo o uso de mais de 200 personagens em vídeos gerados pelo Sora.
  • A Disney investirá US$ 1 bilhão na OpenAI e usará suas APIs para desenvolver produtos e ferramentas, incorporando o ChatGPT corporativo.
  • O acordo inclui protocolos para garantir o uso responsável da IA, protegendo direitos autorais e controlando o uso de vozes e imagens.

A Walt Disney Company e a OpenAI anunciaram nesta quinta-feira (11/12) um acordo histórico de licenciamento de conteúdo. A decisão torna a Disney a primeira grande parceira do Sora, plataforma de vídeo generativo da OpenAI, permitindo o uso oficial de mais de 200 personagens de franquias consagradas, como Marvel e Star Wars.

Parte da transação prevê que o conglomerado de mídia invista US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em capital próprio na OpenAI. A Walt Disney receberá um bônus para adquirir ações da empresa de IA no futuro.

Novas ferramentas para criadores e fãs

No comunicado conjunto, as empresas explicam que o contrato de licenciamento, válido por três anos, autoriza o Sora a gerar vídeos curtos para redes sociais utilizando figurinos, veículos, cenários e personagens icônicos da Disney.

A lista confirmada é extensa: vai desde os clássicos Mickey Mouse, Cinderela e Simba, até os sucessos Frozen, Encanto e Toy Story. No universo geek, figuras como Homem de Ferro, Deadpool, Thanos e o Mandaloriano também estarão disponíveis.

A funcionalidade se estende ao ChatGPT Images e deve estrear no início de 2026. Outra novidade será a curadoria de conteúdo: vídeos selecionados criados por fãs via Sora serão disponibilizados no catálogo do serviço de streaming Disney+.

Além do licenciamento de propriedade intelectual, a Disney se tornará uma cliente central da OpenAI. A companhia utilizará as APIs da parceira para desenvolver novos produtos e ferramentas internas, além de incorporar o ChatGPT corporativo no fluxo de trabalho dos funcionários para “ampliar o alcance das narrativas da empresa de forma inovadora”, segundo o CEO da Walt Disney Company, Robert A. Iger.

Fãs poderão produzir vídeos curtos com mais de 200 personagens (imagem: reprodução/Walt Disney Company)

E os direitos autorais?

Os termos do acordo estabelecem protocolos rígidos para garantir o uso responsável da inteligência artificial. A OpenAI comprometeu-se a implementar políticas adequadas à idade e controles de segurança para evitar a geração de conteúdo ilegal ou prejudicial.

O texto também garante proteção dos direitos dos criadores originais sobre as obras e assegura que indivíduos mantenham controle sobre o uso de suas vozes e imagens, restringindo as gerações apenas a figuras animadas ou mascaradas, sem o uso de artistas reais. Vale destacar, contudo, que a transação ainda está sujeita a aprovações regulatórias.

Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

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Mercado Livre reduz preço e retira conteúdo do Meli+

Ilustração com marca do Meli+ saindo de uma caixa de encomenda do Mercado Livre. Há ainda cifrões no entorno.
Pacote padrão do Meli+ perde canais da ESPN (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O plano Meli+ Total do Mercado Livre terá redução de preço de R$ 24,90 para R$ 19,90 a partir de 11 de dezembro.
  • A redução de preço está ligada à remoção dos canais ESPN da assinatura.
  • A mudança afeta assinantes no Brasil e em outros países da América Latina.

Os assinantes do Mercado Livre vão perceber uma mudança importante a partir do próximo mês: o plano Meli+ Total ficará mais barato, passando de R$ 24,90 para R$ 19,90. A mudança tem a ver com o fim da oferta de conteúdo dos canais ESPN nesta modalidade. Ou seja, o cliente paga menos, mas também fica com menos conteúdo no streaming.

O Mercado Livre começou a comunicar a clientela sobre a modificação nos últimos dias. O email oficial explica que o novo Meli+ Total passa a valer em 11 de dezembro. Os atuais assinantes serão automaticamente migrados para as condições atualizadas.

A mudança corre não apenas no Brasil, mas também em outros países da América Latina, e tem a ver com o posicionamento mais recente da Disney no mundo todo. A companhia optou por, aos poucos, descolar o conteúdo esportivo da ESPN – em especial os canais ao vivo – da modalidade padrão do Disney+.

Meli avisa sobre mudança no acesso ao Disney+ (imagem: reprodução)

No caso do Mercado Livre, os clientes podem optar pela assinatura do Meli+ combinado com o serviço Disney+ Premium. O custo, no entanto, é bem mais salgado: R$ 66,90 por mês.

O Tecnoblog tentou contato com o Mercado Livre nesta sexta-feira (21), mas não obteve resposta. O feriado pode ter impactado a rotina das equipes de comunicação. Este texto será atualizado quando a companhia se pronunciar.

Mercado Livre reduz preço e retira conteúdo do Meli+

Mercado Livre reduz preço do Meli+ Total (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

Recursos do YouTube
YouTube investe em novas ferramentas para telas grandes (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa upscaling por IA, chamado Super Resolution, para melhorar a qualidade de vídeos em TVs, convertendo resoluções inferiores a 1080p para Full HD e futuramente 4K.
  • A plataforma aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K, e testará vídeos de maior qualidade com criadores selecionados.
  • Novas funções de navegação incluem prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo e busca contextual que prioriza vídeos do canal acessado.

O YouTube anunciou uma série de novidades voltadas à experiência de quem assiste aos vídeos pela TV. A plataforma está testando um recurso de upscaling via inteligência artificial, supostamente capaz de converter automaticamente vídeos com resolução inferior a 1080p para qualidade Full HD – e, no futuro, até 4K.

As atualizações fazem parte da estratégia do YouTube para consolidar sua liderança nas telas grandes. De acordo com dados da Nielsen em abril, o serviço já representa 12,4% do tempo total de visualização de televisão, superando gigantes como Disney, Paramount e Netflix. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29).

O que muda com o upscaling por IA no YouTube?

Chamado de Super Resolution, o novo sistema utiliza inteligência artificial para aprimorar vídeos de baixa qualidade, tornando as imagens mais nítidas em televisores. Segundo o YouTube, os criadores continuarão tendo controle total sobre seus conteúdos — podendo manter a resolução original e até desativar o recurso caso prefiram.

A empresa também afirma que os arquivos originais serão preservados, e o público poderá escolher entre assistir ao vídeo em sua versão original ou com a melhora aplicada pela IA. A ideia é aproximar a experiência visual do YouTube à de concorrentes de streaming, mas sem comprometer a fidelidade do conteúdo.

Vale lembrar que outras plataformas, como a Netflix, já enfrentaram críticas por resultados insatisfatórios em upscaling via IA — incluindo distorções em rostos e artefatos visuais.

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA.
YouTube traz vídeos mais nítidos para TVs com IA (imagem: reprodução/YouTube)

Outras novidades no YouTube para TV

Além do aprimoramento de imagem, o YouTube aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K. A empresa também está testando vídeos de maior peso e qualidade com um grupo de criadores selecionados.

Entre as novidades voltadas à navegação, a plataforma incluirá prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo, permitindo que o usuário percorra canais e vídeos sem precisar abrir cada um. Outra adição é a busca contextual, que prioriza vídeos do canal acessado durante a pesquisa.

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

Recursos do YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube anuncia recursos de upscaling por IA (imagem: divulgação/YouTube)
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Disney põe fim ao Star+ e anuncia Hulu no Brasil

Imagem promocional do Disney+ destacando os selos da empresa
Disney+ abandona Star+ após quatro anos (imagem: divulgação/Disney)
Resumo
  • A Disney substituirá o Star+ pelo Hulu no Brasil a partir de 8 de outubro, integrando o serviço ao Disney+.
  • O Hulu, lançado em 2007 nos EUA, passa a ser a marca global de entretenimento geral da Disney.
  • Séries e filmes do Star, incluindo produções da FX, 20th Century Studios e Searchlight Pictures, migrarão para o Hulu.

A Disney vai aposentar de vez o selo Star no Disney+. A partir de 8 de outubro, o catálogo passará a ser identificado pela marca Hulu, que assume o posto de hub de entretenimento geral dentro do serviço de streaming.

A mudança ocorrerá em todos os mercados internacionais, incluindo a América Latina. Com a alteração, todo o conteúdo de filmes e séries voltado para o público adulto, que hoje fica sob a aba “Star” dentro do Disney+, será reorganizado na nova seção Hulu.

A novidade segue o processo de reorganização dos serviços de streaming da Disney, que busca simplificar a oferta e fortalecer o Hulu como sua marca global de entretenimento. Agora, o Hulu aparece ao lado de selos como Pixar, Marvel e Star Wars.

O que é o Hulu?

Imagem mostra o logotipo do Hulu, em fonte de cor verde
Hulu deixa exclusividade nos EUA e passa a integrar o Disney+ (imagem: reprodução/Hulu)

Embora novo para o público brasileiro, o Hulu é um nome conhecido no mercado de streaming norte-americano. O serviço foi lançado em 2007 como uma joint venture entre grandes conglomerados de mídia, incluindo News Corp, NBC Universal e, posteriormente, a própria Disney.

Com a aquisição da 21st Century Fox em 2019, a Disney se tornou acionista majoritária do streaming e, no final de 2023, a empresa finalizou a compra das participações restantes que pertenciam à Comcast (dona da NBC Universal) e assumiu o controle total da plataforma.

Importante notar que algumas das séries de sucesso no Star são, na verdade, do Hulu: O Conto da Aia, The Bear, Only Murders in the Building e Dopesick, por exemplo, nasceram no selo antes exclusivo dos Estados Unidos e chegaram ao resto do mundo pelo Star+.

A nova seção Hulu no Disney+ herdará todo o catálogo já conhecido do Star, reunindo produções de estúdios como FX, 20th Century Studios e Searchlight Pictures. Entre os destaques que continuarão na plataforma estão Grey’s Anatomy, Alien: Earth, além de reality shows e documentários.

Star reunia conteúdo maduro da Disney

Imagem mostra um homem de terno à esquerda, anunciando a chegada do Star+, com o logo sendo exibido à direita
Star+ foi solução da Disney para mercados estrangeiros (imagem: reprodução/Disney)

A existência do Star+ em alguns mercados seguia a resistência da Disney em trazer, em seu streaming principal, conteúdos mais “maduros”. As produções que não se encaixavam na ideia “family friendly” do Disney+ iam para o Hulu (nos EUA) e, na América Latina, para o Star+ — reaproveitando o nome de um conglomerado indiano que possui participação da Disney.

O serviço só chegou em agosto de 2020, incluindo produções do antigo estúdio Fox e todo o conteúdo esportivo da ESPN. Já na Europa e Ásia, a Disney integrou o mesmo conteúdo em uma aba dentro do próprio Disney+, chamada Star, em fevereiro de 2021.

Mais de três anos depois, a Disney finalmente pensou o mesmo para o mercado latino-americano. Em junho de 2024, a companhia decidiu descontinuar o aplicativo Star+ e migrar toda a biblioteca para dentro do Disney+. A mudança, claro, ocorreu com aumento de preços. Agora, a marca Star deve sumir completamente.

Disney põe fim ao Star+ e anuncia Hulu no Brasil

(imagem: divulgação/Disney)

(imagem: reprodução/Hulu)
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