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LG desiste de fabricar TVs com resolução 8K

TV 8K LG Nano96 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
TV 8K LG Nano96 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • LG decidiu suspender produção de TVs 8K, de acordo com veículo;
  • Decisão segue movimentos semelhantes aos da TCL e Sony, que também abandonaram o segmento;
  • Oferta baixa de conteúdo 8K e preços elevados contribuíram para esse cenário.

Você pretende comprar uma TV 8K? A maioria das pessoas responde “não” a essa pergunta. Isso explica a recente decisão da LG de deixar de produzir TVs baseadas nessa resolução. A decisão não é inédita na indústria: TCL e Sony já haviam seguido pelo mesmo caminho.

O fim da produção de TVs 8K pela LG foi reportado pelo FlatpanelsHD, veículo especializado em telas. Esse não foi um movimento inesperado: no início do ano, a LG explicou ao site que estava “analisando de forma abrangente as tendências atuais do mercado de telas e as tendências dentro do ecossistema de conteúdo 8K”. Já era um sinal de que algo não ia bem no segmento.

A decisão tem um peso maior para a LG porque, além de TVs 8K com tecnologia LCD, a companhia fabricava TVs OLED com a mesma resolução, linha que teve início em 2019 com o modelo LG Z9, de 88 polegadas.

Opções um pouco menores e mais baratas foram produzidas entre 2022 e 2025, a exemplo da TV LG OLED Evo Z3, que foi introduzida em 2023 e chegou a ser lançada no Brasil no fim do mesmo ano por módicos R$ 109.999.

O que deu errado com as TVs 8K?

As vendas de TVs com resolução 8K começaram em 2015, no Japão, com alguns protótipos tendo sido revelados anos antes. A indústria vinha, desde então, tentando convencer os consumidores de que televisores com essa resolução seriam o futuro, fazendo modelos com resolução 4K se tornarem ultrapassados.

TV
LG OLED Evo Z3 com 8K (imagem: divulgação/LG)

Mas essas previsões não se confirmaram. A principal razão para isso é o fator preço: os componentes necessários para fazer uma TV 8K funcionar a contento e o fato de os benefícios dessa resolução só serem perceptíveis em modelos grandes (mais custosos) tornam a categoria muito cara.

Coincidência ou não, um estudo publicado no ano passado indica que, em linhas gerais, não há diferença perceptível em termos de nitidez entre conteúdo 4K e 8K dentro de determinadas distâncias.

Para completar, a oferta de conteúdo disponível em 8K é extremamente baixa. Neste aspecto, jogos poderiam ser a salvação, mas essa foi outra promessa não cumprida. Vide um exemplo vindo da Sony: existia a expectativa de que a linha PlayStation 5 tivesse suporte a 8K, mas isso não se confirmou.

Eis o efeito: a TCL abandonou o segmento de TVs 8K em 2023, com a Sony fazendo o mesmo no ano passado. Agora é a vez da LG, embora a companhia tenha sinalizado que pode retomar a produção de modelos 8K se houver mercado para isso.

E a Samsung? A marca ainda produz TVs com resolução 8K, mas há incertezas sobre os planos da companhia para o segmento neste ano.

LG desiste de fabricar TVs com resolução 8K

TV 8K LG Nano96 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

LG OLED Evo Z3 (Imagem: Divulgação/LG)
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TVs 4K ou 8K não fazem a menor diferença, diz estudo

Foto de uma televisão de tela plana ligada, exibindo uma imagem colorida de alta resolução. A tela mostra uma paisagem de montanha imponente com picos nevados e iluminação laranja do pôr do sol. A TV está apoiada sobre um balcão ou mesa. No canto inferior direito, há o logo do "Tecnoblog".
Pesquisa indica que trocar 4K por 8K não muda percepção de nitidez (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Estudo da Universidade de Cambridge e Meta sugere que a diferença de nitidez entre 4K e 8K é imperceptível para o olho humano nas condições típicas de uso.

  • O experimento envolveu 18 participantes e mostrou que a percepção média ultrapassa o padrão 20/20, mas sem ganhos práticos em resoluções muito altas.

  • Os pesquisadores também criaram uma calculadora online para estimar o limite de percepção visual, reforçando que o 8K raramente oferece benefícios reais.

Será que o investimento em uma TV 8K realmente vale a pena? Um estudo recente, conduzido por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, sugere que não. A pesquisa indica que, para a distância de visualização comum em uma sala de estar, telas 4K ou 8K não oferecem benefícios perceptíveis em nitidez quando comparadas a uma tela 2K de tamanho similar.

O estudo foi realizado em colaboração com a Meta e publicado na revista Nature Communications, e buscou determinar o limite real que o olho humano consegue distinguir. Embora a visão considerada normal (20/20) implique a capacidade de diferenciar 60 pixels por grau (PPD), os pesquisadores argumentam que a maioria das pessoas enxerga detalhes além disso.

É importante notar, contudo, que a pesquisa foi realizada com um número limitado de apenas 18 participantes, focado especificamente na percepção de nitidez em relação à resolução.

Como foi o experimento?

Imagem mostra a representação de uma tela sobre uma grade preta, com uma mesa de madeira à frente
Teste usou linhas e texto para definir limite de percepção de nitidez (imagem: reprodução/Universidade de Cambridge)

Para testar essa capacidade, a equipe utilizou um monitor 4K de 27 polegadas montado em um suporte móvel. Os 18 participantes, com visão normal (ou corrigida), foram posicionados a diferentes distâncias da tela. Em cada posição, exibia-se, aleatoriamente, dois tipos de imagem:

  • Uma com linhas finas verticais (em preto e branco, vermelho e verde, ou amarelo e violeta)
  • Outra totalmente cinza

Os participantes precisavam indicar qual imagem continha as linhas. “Quando se tornam muito finas ou a resolução da tela muito alta, o padrão não parece diferente de uma imagem cinza simples”, explica a Dra. Maliha Ashraf, da Universidade de Cambridge, autora do estudo. “Medimos o ponto onde as pessoas mal conseguiam distingui-las. É o que chamamos de limite de resolução.”

Os resultados mostraram que o olho humano pode perceber mais detalhes do que o padrão 20/20 sugere. A média de resolução percebida foi de 94 PPD para imagens em tons de cinza vistas de frente. Para padrões vermelho e verde, a média foi de 89 PPD, caindo para 53 PPD em padrões amarelo e violeta.

Em um segundo experimento com 12 participantes, textos brancos sobre fundo preto (e vice-versa) foram exibidos em diferentes distâncias. Os voluntários indicavam quando o texto parecia tão nítido quanto uma versão de referência perfeitamente focada.

“A resolução na qual as pessoas pararam de notar diferenças no texto coincidiu com o que vimos nos padrões de linhas”, afirma Ashraf.

Calculadora mede a percepção da resolução

Captura de tela de uma calculadora online de resolução de tela (Display resolution calculator) de Cambridge, mostrando o cálculo para um monitor de 15 polegadas com resolução 1920x1080 (Full HD) e taxa de proporção 16:9. Os campos verdes, que representam dados calculados, exibem uma largura de tela de 33.20702 cm, altura de 18.67895 cm, densidade de pixel de 146.8603 ppi, e um campo de visão (Field of view) horizontal de 30.93621 graus e vertical de 17.69508 graus. Um diagrama na parte inferior ilustra as dimensões angulares calculadas.
Pesquisadores desenvolveram calculadora online (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A partir dos dados da pesquisa, os desenvolvedores criaram um gráfico e uma calculadora online gratuita, disponível no site do laboratório. Ela permite que o usuário insira a distância de visualização, o tamanho e a resolução da tela para verificar se a configuração atual está acima ou abaixo do limite de percepção visual da maioria das pessoas.

A conclusão, segundo os cientistas, é que muitos aparelhos domésticos já ultrapassam o que o olho humano pode processar. “Se alguém já tem uma TV 4K de 44 polegadas e a assiste a cerca de 2,5 metros de distância, isso já é mais detalhe do que o olho pode ver”, exemplifica Ashraf. “Atualizar para uma versão 8K do mesmo tamanho não deixaria mais nítido”.

A pesquisadora ainda sugere que, a partir de certo ponto, adicionar mais pixels se torna um “desperdício”, pois o olho humano simplesmente não consegue detectá-los.

TVs 4K ou 8K não fazem a menor diferença, diz estudo

TV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Universidade de Cambridge)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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Galaxy S24 Ultra tem tela de 6,8" e vidro especial que reduz reflexos (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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